Os lisboetas Redstains estão a disponibilizar para download no seu site oficial temas do seu primeiro EP. Entretanto, a banda procura um novo baterista em virtude do abandono, por divergências musicais, de M Montenegro ao fim de oito meses no grupo. Os interessados em ocupar o lugar deverão obter mais informações em http://www.redstains.net/. Tuesday, April 24, 2007
Redstains - EP para download
Os lisboetas Redstains estão a disponibilizar para download no seu site oficial temas do seu primeiro EP. Entretanto, a banda procura um novo baterista em virtude do abandono, por divergências musicais, de M Montenegro ao fim de oito meses no grupo. Os interessados em ocupar o lugar deverão obter mais informações em http://www.redstains.net/. ThanatoSchizO - Novos capítulos de estúdio
Ficou hoje disponível no site Youtube o segundo vídeo de estúdio das sessões de gravação do quarto álbum dos ThanatoSchizO, a decorrer nos Rec’N’Roll Studios, em Valadares, com Luís Barros como produtor e Paulo Barros como assistente técnico. Aceda ao vídeo através deste endereço: http://www.youtube.com/watch?v=plluV1xb3jI. No que diz respeito a concertos ao vivo, relembra-se que o grupo de Santa Marta de Penaguião vai actuar ao lado dos Thee Orakle e Orphaned Land nos dias 6 e 7 de Julho, no Santiago Alquimista (Lisboa) e na Junta de Freguesia, Panóias (Braga), respectivamente, e a 14 de Julho com Samael, Epping Forest e Witchbreed no Dark Ritual Fest IV no Cine-Teatro de Corroios. Cycles - Novo vídeo ao vivo
Está disponível no MySpace dos portuenses Cycles um novo vídeo ao vivo, neste caso de “My World”, gravado no seu último concerto no Timeout Rock Bar. Entretanto, a banda já deu por cessada a fase de promoção a “Phoenix Rising” e vai começar a compor material para o seu próximo trabalho para o qual já tem preparados 6 dos 14 temas que vão perfazer o seu alinhamento. O disco continua ainda sem título e sem data de lançamento prevista, mas o selo continuará a ser o da Independent Records. Review
DARK TRANQUILITY
“Fiction”
[CD – Century Media]
Há muito que o seu selo se afixou nas entalhas do metal mundial sob influência de uma linhagem orientada pela fusão de elementos melódicos e extremos que originaram o célebre som de Gotemburgo. Da Suécia os génios musicais são mais que respeitados numa panóplia de talentos que nos faz desconfiar da água que bebem e do ar que respiram. Rendidos à imponência escandinava e a uma NWOSDM que intrinsecamente influenciou muito do que se passa actualmente no outro lado do Atlântico, chega-nos o oitavo registo de longa-duração deste colectivo formado em 1989.
Percebermos “Fiction” e a sua música não será tarefa nada complicada, nem inesperada a forma como nos sentiremos, quase de certeza, contagiados pelos seus riffs e batidas. Num contexto de carreira este poderá induzir a algumas indigestões para quem for da opinião de que a fórmula já está mais que gasta. Ainda neste contexto, o oposto [optimista] diz-nos que somos forçosamente levados a lisonjear a capacidade absolutamente invulgar dos Dark Tranquility em manter a coesão e o nível ao longo de tantos anos. Por isso, não se pense que essa suposta indigestão será um manifesto compreensível, pois o poder de composição de Mikael Stanne e Cª sobrepõe-se a tudo isso e é pleno de classe, honestidade e eficácia. Até mesmo para aqueles que já dissecaram e sorveram vezes sem conta o legado desta banda, ainda haverá todo o interesse em ouvir “Fiction”.
Em algumas linhas já conseguimos resumir o que se pode esperar deste trabalho e com que mentalidade o devemos encarar. É, sem dúvida, verdade que não encontrarão nada de novo no novo trabalho deste sexteto. Muito fácil será também apontar que “Fiction” é concebido totalmente a partir de resíduos das inflexões criativas de “Character”. É a referência mais directa e óbvia para descrever este conjunto de dez malhas. Porém, não arriscando quase nada, os Dark Tranquility oferecem ainda pequenas surpresas na forma de “compilações” de algumas das experiências do passado. Refiro-me, por exemplo, às vocalizações limpas de “Misery’s Crown” – directamente forjadas a “Projection” – e pelo recurso às já muito incidentes vozes femininas nos seus discos. Ocorreu em “Skydancer”, “The Gallery” e “Mind’s I” e desta feita foi a vez da faixa final “The Mundane And The Magic” abraçar a participação de Nell Sigland [Theatre Of Tragedy], numa excelente peça de todo envolta num espírito gótico. Pelo meio temos a faixa quase instrumental “Inside The Particle Storm” – onde Stanne intervém apenas por dois breves momentos -, que acaba por funcionar como um ligeiro repouso no disco.
Bem analisado “Fiction”, é ainda possível perceber que, apesar de este ser um disco mais sui generis, ou seja, mais pesado – parece que o experimentalismo de “Projection”, pelo menos por agora, está mesmo arredado do imaginário da banda – os Dark Tranquility obtêm um disco de tempos mais balançados do que propriamente regados daquela fúria rápida e mais técnica dos seus trabalhos iniciais, à excepção do tema “Blind At Heart”. Talvez por isso, em conjunto com a melodia de marca dos Dark Tranquility e seus ganchos infalíveis, este disco flua com normal facilidade, à semelhança do que aconteceu com os seus últimos discos.
“Fiction” é um conjunto de temas coeso, arquitectado com o mais rígido betão armado e que conservam a proeminência de uma aparente inesgotável criatividade . Se ainda assim se pode reclamar a repetição da fórmula, a verdade é que a força dos seus temas fala por si e por aí "Fiction" merece toda a nossa atenção. [8/10] N.C.
“Fiction”
[CD – Century Media]
Há muito que o seu selo se afixou nas entalhas do metal mundial sob influência de uma linhagem orientada pela fusão de elementos melódicos e extremos que originaram o célebre som de Gotemburgo. Da Suécia os génios musicais são mais que respeitados numa panóplia de talentos que nos faz desconfiar da água que bebem e do ar que respiram. Rendidos à imponência escandinava e a uma NWOSDM que intrinsecamente influenciou muito do que se passa actualmente no outro lado do Atlântico, chega-nos o oitavo registo de longa-duração deste colectivo formado em 1989. Percebermos “Fiction” e a sua música não será tarefa nada complicada, nem inesperada a forma como nos sentiremos, quase de certeza, contagiados pelos seus riffs e batidas. Num contexto de carreira este poderá induzir a algumas indigestões para quem for da opinião de que a fórmula já está mais que gasta. Ainda neste contexto, o oposto [optimista] diz-nos que somos forçosamente levados a lisonjear a capacidade absolutamente invulgar dos Dark Tranquility em manter a coesão e o nível ao longo de tantos anos. Por isso, não se pense que essa suposta indigestão será um manifesto compreensível, pois o poder de composição de Mikael Stanne e Cª sobrepõe-se a tudo isso e é pleno de classe, honestidade e eficácia. Até mesmo para aqueles que já dissecaram e sorveram vezes sem conta o legado desta banda, ainda haverá todo o interesse em ouvir “Fiction”.
Em algumas linhas já conseguimos resumir o que se pode esperar deste trabalho e com que mentalidade o devemos encarar. É, sem dúvida, verdade que não encontrarão nada de novo no novo trabalho deste sexteto. Muito fácil será também apontar que “Fiction” é concebido totalmente a partir de resíduos das inflexões criativas de “Character”. É a referência mais directa e óbvia para descrever este conjunto de dez malhas. Porém, não arriscando quase nada, os Dark Tranquility oferecem ainda pequenas surpresas na forma de “compilações” de algumas das experiências do passado. Refiro-me, por exemplo, às vocalizações limpas de “Misery’s Crown” – directamente forjadas a “Projection” – e pelo recurso às já muito incidentes vozes femininas nos seus discos. Ocorreu em “Skydancer”, “The Gallery” e “Mind’s I” e desta feita foi a vez da faixa final “The Mundane And The Magic” abraçar a participação de Nell Sigland [Theatre Of Tragedy], numa excelente peça de todo envolta num espírito gótico. Pelo meio temos a faixa quase instrumental “Inside The Particle Storm” – onde Stanne intervém apenas por dois breves momentos -, que acaba por funcionar como um ligeiro repouso no disco.
Bem analisado “Fiction”, é ainda possível perceber que, apesar de este ser um disco mais sui generis, ou seja, mais pesado – parece que o experimentalismo de “Projection”, pelo menos por agora, está mesmo arredado do imaginário da banda – os Dark Tranquility obtêm um disco de tempos mais balançados do que propriamente regados daquela fúria rápida e mais técnica dos seus trabalhos iniciais, à excepção do tema “Blind At Heart”. Talvez por isso, em conjunto com a melodia de marca dos Dark Tranquility e seus ganchos infalíveis, este disco flua com normal facilidade, à semelhança do que aconteceu com os seus últimos discos.
“Fiction” é um conjunto de temas coeso, arquitectado com o mais rígido betão armado e que conservam a proeminência de uma aparente inesgotável criatividade . Se ainda assim se pode reclamar a repetição da fórmula, a verdade é que a força dos seus temas fala por si e por aí "Fiction" merece toda a nossa atenção. [8/10] N.C.
Monday, April 23, 2007
Prémios Açores Música 2006
PRÉMIO GUITARRISTA
Emanuel Paquete – Músico a solo
PRÉMIO BAIXISTA
Paulo Andrade – Músico de Sessão
PRÉMIO TECLISTA
Carlos Frazão – Músico de Sessão
PRÉMIO BATERISTA
Pedro Andrade – Baterista dos Morbid Death
PRÉMIO VOZ FEMININA
Helena Lavouras – Artista de Sessão
PRÉMIO VOZ MASCULINA
Sílvio Ferreira – Vocalista dos Connection
PRÉMIO BANDA REVELAÇÃO 2006
A Different Mind
PRÉMIO MÚSICA PORTUGUESA
Passos
PRÉMIO MUSICA POPULAR
Grupo de Cantares Belaurora
PRÉMIO ROCK/METAL
Morbid Death
PRÉMIO ESTÚDIO E PRODUÇÃO
Raul Resendes
PRÉMIO RÁDIO
António Melo Sousa – RDP Açores
PRÉMIO MÚSICO ESTRANGEIRO
Zica – Banda.com
PRÉMIO CARREIRA – ANIMA PRESTÍGIO
Luís Alberto Bettencourt
Aníbal Raposo
José Medeiros
Moniz Correia
Terinho
Luís Gil Bettencourt
Em quase todas as circunstâncias que envolvam prémios, ou “competição” [pelo menos como muitas pessoas os gostam de ver], a polémica é praticamente uma coisa indissociável e as opiniões divergem, muitas vezes, abruptamente. O caso dos Prémios Música Açores 2006 não foi excepção e colocou muita gente a protestar contra os sistemas online de votação e os critérios de nomeação. Para tentar esclarecer estas situações a SounD(/)ZonE abordou o autor do evento, José F. Andrade.
Quais foram os critérios para as nomeações?
Primeiramente, existiu uma lista composta por vários músicos em todas as categorias. Seguiu-se um "filtro", porque existiram nomes que ficaram guardados para o ano que vem. Este é o tipo de evento que não se pode ficar apenas por um ano. Se assim fosse, é óbvio que muitos mais seriam homenageados. Para além disso e, porque esta foi a primeira edição, não houve uma grande aposta em termos financeiros, porque ninguém sabia bem o que era isso do Açores Música. Acho que, em futuras edições, tudo será encarado de outra forma.
O que se passou com o sistema de votação que levantou alguma polémica?
Infelizmente, muitas pessoas pensavam que era apenas a votação on-line que ia determinar os vencedores e isso fez com que muita gente votasse várias vezes. Quem conhece esse tipo de eventos, sabe que esse ou qualquer outro sistema de votação está sempre sujeito a isso. O bom senso determina que haja sempre um júri para mediar todas as categorias.
Como responderias também às queixas das pessoas das outras ilhas que sentiram os seus músicos algo discriminados pelas nomeações do júri?
Esse é um assunto que, infelizmente, nunca se vai resolver, porque há sempre quem se sinta injustiçado o que é compreensível. Por outro lado, espero que esse tipo de eventos, faça com que os músicos e bandas de outras ilhas, dêem mais atenção ao arquipélago onde vivem e façam chegar a sua música também a São Miguel. É impossível saber que, na freguesia da ilha X, existe a banda Y que tem um guitarrista sensacional. Se não for notícia, não podemos saber se ele existe ou não, daí o apelo...
Texto: Nuno Costa
Fotos: André Frias [www.contratempo.com]
Corsários - Com novo single
“O Primeiro Filme” é o nome do novo single da banda açoriana Corsários, extraído do seu último álbum “De Pisar o Risco”, e que é lançado hoje [23], numa primeira versão, no site oficial da banda – www.corsarios.pt. Para além deste lançamento é possível constatar também a sua nova imagem e logotipo. Saturday, April 21, 2007
Defiled - Renascidos das cinzas
Após dois anos muito conturbados e que quase deitaram por terra a carreira da banda, os japoneses Defiled estão de volta com um novo line-up, novo site, concertos e novo material para ser registado em breve. A partir de finais de 2004, os antigos membros da banda foram progressivamente abandonando por motivos pessoais, permanecendo o guitarrista Yusuke Sumita que obstinadamente procurou e achou novos elementos para dar continuidade ao projecto. Para já a banda tem agendada uma digressão australiana entre os finais de Junho e o início de Julho. Arcturus - Um ponto final
Os noruegueses Arcturus anunciaram na passada terça-feira o fim da sua carreira. Os autores de “Sideshow Symphonies”, o seu último disco para o mundo, lançado em 2005, decidiram pôr um ponto final numa carreira muito bem sucedida devido a alegadas dificuldades dos seus membros em conciliar os seus outros projectos e vida pessoal com a banda. Este era já um lendário nome da música extrema, formado em 1990, por onde passaram elementos dos Emperor, Mayhem e Ulver.Hiffen - Ao vivo em Ponta Delgada
Os açorianos Hiffen vão actuar no próximo dia 25 de Abril nas Portas da Cidade de Ponta Delgada, num concerto integrado nas celebrações da “Revolução dos Cravos”. Tom Morello - Revolução solitária
Num momento em que o futuro dos Audioslave é uma incerteza, como consequência da saída de Chris Cornel, o guitarrista Tom Morello aposta na sua carreira a solo e já no próximo dia 24 de Abril vai lançar no mercado o primeiro disco dos The Nigthwatchman, o pseudónimo que assina “One Man Revolution”. Como o próprio nome do álbum indica, este é um trabalho que incide muita numa mensagem interventiva, à boa maneira da sua antiga banda – Rage Against The Machine – que, neste caso, aponta quase todas as suas baterias, leia-se críticas, ao presidente George W. Bush. Como já fora desvendado, este é um disco baseado na íntegra em composições executadas em viola acústica. Um trabalho diferente que, segundo Morello, “é capaz de derrubar o governo norte-americano”. Ozzy Osbourne - O pai de volta
O veterano Ozzy Osbourne vai regressar aos discos no próximo dia 22 de Maio, com o álbum “Black Rain”, via Epic Records. Entretanto, o ex-Black Sabbath já lançou, no passado dia 13 de Abril, o seu primeiro single, intitulado “I Don’t Wanna Stop”. Este novo disco foi gravado em Los Angeles, no estúdio do próprio artista, do qual já se podem escutar algumas faixas no seu site oficial. Thursday, April 19, 2007
Ill Niño - No Paradise Garage
Os norte-americanos Ill Niño regressam a Portugal no próximo dia 27 de Abril para um concerto no Paradise Garage. As portas abrem às 20h00 e o espectáculo começa às 21h00. Os bilhetes valem 20 euros e podem ser adquiridos nos CTT Correios, Agência ABEP, Agência Alvalade, www.plateia.iol.pt, Carbono (Lisboa e Amadora), The Shoppe Bizarre, Portugal Ultra e no próprio Paradise Garage. A banda volta assim ao nosso país numa altura em que está para muito breve a edição do seu novo trabalho, “Enigma”, o primeiro pela Cement Shoe Records, provavelmente editado em meados de Junho. Morbid Death - Ao vivo na RDP - Antena 1 Açores
Os açorianos Morbid Death vão actuar no dia 2 de Maio, às 23h00, nos estúdios da RDP – Antena 1 Açores, no programa “A Noite” da autoria de João Goulart. Pode escutar a emissão online em www.rdp.oninet.pt/rdpacor. As entradas são gratuitas. Atendendo ao espaço limitado, é-lhe dada a hipótese de reservar o seu lugar enviando o seu nome completo para o e-mail paulojsousa@gmail.com. ThanatoSchizO - Primeiro vídeo de estúdio
Em estúdio desde dia 7 Março, os ThanatoSchizO disponibilizam agora no portal YouTube o primeiro vídeo das primeiras sessões de gravação do seu quarto álbum que estão a decorrer com o habitual Luís Barros nos Rec’N’Roll Studios. Este pode ser visto neste link: www.youtube.com/watch?v=_B2DOdsGmMA. Como já fora anunciado, o grupo de Santa Marta de Penaguião vai contar neste disco com as participações de Timb Harris [Estradasphere] e Svein Egil Hatlevik a.k.a. Seh [Zweizz, Fleutery, ex-Dodheimsgard]. O álbum, ainda sem título anunciado, tem data de edição agendada para meados do presente ano. LoveYouDead - No Club Jet
Os lisboetas LoveYouDead actuam esta sexta-feira [20 de Abril] no Club Jet, em Abrantes, a partir das 00h00. A entrada é equivalente ao consumo mínimo – 5 euros [senhoras] e 7 euros [senhores]. Tuesday, April 17, 2007
13º Super Bock Super Rock - Cartaz concluído
O cartaz para a edição deste ano do Festival Super Bock Super Rock está finalmente concluído. No primeiro acto do festival, a ter lugar no dia 28 de Junho, estão então agendadas as actuações dos Men Eater, More Than A Thousand, Blood Brothers, Mastodon, Joe Satriani, Stone Sour e Metallica. Uma semana depois, no segundo acto a decorrer durante três dias, vão actuar, no dia 3 de Julho, os Bunnyranch, The Gift, The Magic Numbers, Klaxons, Bloc Party e Arcade Fire, no dia 4 de Julho os Mundo Cão, Linda Martini, Clap Your Hands And Say Yeah, The Rapture, Maximo Park, LCD Soundsystem e The Jesus And Mary Chain, e no dia 5 de Julho Anselmo Ralph, Micro Audio Waves, X-Wife, The Gossip, TV On The Radio, Scissor Sisters, Interpol e Underworld. A este cardápio falta apenas acrescentar a banda vencedora do passatempo “Preload” promovido pela Super Bock. Os bilhetes já se encontram à venda e o seu valor está firmado em 78 euros [para os 4 dias] e 40 euros [bilhete diário]. Os portadores do passe para os 4 dias terão direito a acampamento gratuito no Estádio do Sacavenense, entre os dias 27 de Julho e 6 de Julho. No entanto, este é limitado à capacidade do estádio. Em Portugal, os bilhetes podem ser adquiridos por multibanco, nas lojas Fnac, balcões dos CTT, Agências ABEP e Alvalade e no site Ticketline. Em Espanha, os bilhetes podem ser adquiridos pela Break Point e Ticktackticket. Mais informações em http://www.superbocksuperrock.net/.Napalm Death - Informações finais
Como já fora anunciado anteriormente, os britânicos Napalm Death vão regressar ao nosso país, no dia 9 de Maio, para uma actuação no Cine-Teatro de Corroios. A abrir o espectáculo recordamos que estarão os lisboetas Painstruck e os luso-romenos God. Á informação já relatada ainda não tinham sido divulgados os locais de venda dos bilhetes, bem como o próprio cartaz promocional. Sendo assim, os bilhetes para o regresso dos Napalm Death ao nosso país custam 20 euros (antecipadamente) e 23 euros (no dia do espectáculo) e estarão à venda nas lojas Carbono, Portugal Ultra, Big Punch e no site Plateia.pt. Prémios Açores Música 2006 - Cerimónia amanhã no Coliseu Micaelense
É já amanhã, 18 de Abril, que será celebrada a cerimónia de entrega dos Prémios Açores Música 2006, a decorrer no Coliseu Micaelense a partir das 21h00. Este representa o culminar de uma votação pública levada a cabo no site www.musicatotal.net e que visa homenagear artistas, músicos e pessoas ligadas à música nos Açores. Existem nomeações nas categorias guitarrista, baixista, teclista, baterista, voz feminina, banda revelação, música portuguesa, música popular, rock/metal, produção e estúdio, músico estrangeiro e carreira. Ao longo da noite haverá também lugar a três actuações ao vivo, em formato acústico, por intermédio dos Connection, Pedro Costa e do trio Terinho, Marcos Ávila e São Pontes. Esta é uma produção Açoriano Oriental, Rádio Açores/TSF, RTP – Açores, Música Total, Anima Cultura, Coliseu Micaelense, com a coordenação de José F. Andrade. As entradas são livres. Review
IMPULSO ATLÂNTICO
"Ataque Frontal"
[2CD – Impulso Atlântico]
É verdade que apesar da luta aguerrida que se vive em qualquer movimento de essência “subterrânea” esta nem sempre é suficiente para fazer chegar ao conhecimento de todos os valores e trabalhos de cada um. A concorrência é enorme, os nomes em número desmesurado e, muitas vezes, o espanto é mais que natural quando nos chega ao conhecimento compilações completíssimas como esta que mais parecem mega-montras de uma, sem dúvida, cada vez maior superfície musical portuguesa. Neste caso, o item chama-se “Ataque Frontal” e é um registo duplo que reúne 50 bandas de punk e hardcore nacionais, incluindo também três da ilha Terceira – Manifesto, Resposta Simples e Fora de Mão.
[2CD – Impulso Atlântico]
É verdade que apesar da luta aguerrida que se vive em qualquer movimento de essência “subterrânea” esta nem sempre é suficiente para fazer chegar ao conhecimento de todos os valores e trabalhos de cada um. A concorrência é enorme, os nomes em número desmesurado e, muitas vezes, o espanto é mais que natural quando nos chega ao conhecimento compilações completíssimas como esta que mais parecem mega-montras de uma, sem dúvida, cada vez maior superfície musical portuguesa. Neste caso, o item chama-se “Ataque Frontal” e é um registo duplo que reúne 50 bandas de punk e hardcore nacionais, incluindo também três da ilha Terceira – Manifesto, Resposta Simples e Fora de Mão. Se muitas vezes são duvidosas as pretensões deste tipo de trabalho ou mesmo desinteressante a selecção que os compõe, em “Ataque Frontal” a Impulso Atlântico – uma força promotora composta por pessoas naturais da ilha Terceira – parece não ter esquecido ninguém, dando visibilidade tantos aos projectos já consagrados – Tara Perdida, Peste & Sida, Mata-Ratos, Acromaníacos, Trinta & Um – como a nomes mais recentes mas não menos importantes - Twentyinchburial, Easyway, Fiona At Forty, If Lucy Fell, For The Glory, Albert Fish, entre outros -. Sendo assim, este projecto surge-nos derivado de um criterioso processo de selecção onde assenta a qualidade da maior parte das bandas desta compilação. Tudo isto para além da sua enorme utilidade.
Este é um trabalho que já nos chegou numa segunda vaga de promoção, por intermédio do percursor desta idéia – Paulo Lemos -, mas que, pelo seu mérito, angaria toda a legitimidade para em qualquer [boa] hora ser devidamente promovido. Um registo memorável para o punk/hardcore nacional. [/] N.C.
Gotthard - Novo vídeo registado
Enquanto “Domino Effect”, o novo disco dos Gotthard, não sai, a banda de hard rock suiça esteve já a filmar o videoclip para o seu primeiro single durante a semana passada. O tema escolhido foi “Call” e foi gravado em Nuenberg, na Alemanha, por Martin Mueller da televisão RCN, tendo como pano de fundo o famoso Grand Hotel. Tratando-se de uma balada o baixista Marc Lynn confessou ao jornal Nuernberger Zeitung que, ainda assim,“a banda pretendia que este fosse tudo menos tradicional. Por isso, a dada altura, é servido um coração por um criado numa cena em que Steve Lee, o nosso vocalista, está sentado no restaurante do hotel com uma rapariga”. "Domine Effect" chegará às lojas no dia 27 de Abril, via Nuclear Blast. Hammerfall - Larsson regressa dez anos depois
Fredrik Larsson, membro original dos Hammerfall entre 1994-97, está de regresso ao colectivo sueco após dez anos de ausência. Este regresso à banda acontece no seguimento do abandono de Magnus Rosen que se justificou pela sua vontade de se dedicar aos seus projectos. De ambas as partes o entusiasmo é grande, da parte de Fredrik por regressar a uma casa que conhece muito bem e da parte dos Hammerfall por considerarem que Fredrik “traz-lhes estrutura à secção rítmica”, cuja diferença acreditam se poder “ouvir e sentir ao vivo”. Este mudança de line-up, contudo, não vai alterar as datas que a banda já tinha agendadas. Monday, April 16, 2007
Septic Flesh - A fénix renascida
Os Septic Flesh estarão de volta aos discos ainda este ano pela francesa Season Of Mist. Após terem dado por terminada a sua carreira em 2003, Seth, Chris Antoniou, Sotiris V. e Fotis Bernardo decidiram dar de novo vida a esta lendária banda grega, após nos últimos anos se terem dedicado a outros projectos musicais. O sexto trabalho dos Septic Flesh ainda não tem título mas promete agregar todos os elementos porque se tornaram famosos. Em particular, vão ter destaque neste disco os arranjos neoclássicos, característica intrínseca no modo de composição de Chris Antoniou que aqui comandará uma orquestra de 80 músicos e 32 vozes. Por fim, o disco será gravado e misturado nos Fredman Studios, onde, de resto, os Septic Flesh registaram os seus dois últimos trabalhos. Atrox - Extravagante novo capítulo
A excêntrica banda norueguesa Atrox, auto-subcategorizada "schizo" metal, vai regressar aos discos este ano, de novo pela Season Of Mist, após ter concluído uma curta passagem pela Code 666 pela qual lançou o seu último trabalho “Terrestrials” [2002]. Ainda se desconhece o título do seu novo disco bem como a sua data de lançamento, mas este já foi descrito pela banda como “um trabalho cheio de contrastes [...], entre a electrónica moderna e instrumentos vintage numa simbiose rara. Os Atrox sempre foram considerados visionários no metal e esta ideia não vai mudar, com certeza, neste novo álbum”. Esoteric - Finalmente com novo baterista
Joe Fletcher é o novo baterista dos Esoteric. A banda de doom britânica põe assim fim a uma procura de 18 meses por um baterista que encaixasse com as suas exigências e perfil. Contudo, a banda procura agora um elemento para a terceira guitarra após Steve Peters ter abandonado o colectivo recentemente. Se é pretendente ao lugar pode obter mais informações no MySpace da banda ou através do e-mail greg@sinistrous.demon.co.uk. Por fim, a banda já possui mais de 100 minutos de material que será registado a partir do próximo mês e que constitui aquele que será o seu quinto álbum. Este, possivelmente, terá formato duplo e será lançado em finais de 2007. The SymphOnyX - No Centro Cultural Vila Flor
No próximo dia 24 de Abril os vimaranenses The SymphOnyX actuam na sua terra natal, mais precisamente no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor, pelas 22h00. As entradas são livres. Friday, April 13, 2007
4º aniversário SounD(/)ZonE - Amanhã o grande dia...
A "azáfama" já se instalou... A montagem do material e o aprumar dos últimos pormenores já deixam aquele cansaço que nestes casos sabe bem. Amanhã é um dia de festa e espera-se que assim o vivam!Entretanto, o grande intuito deste post é mesmo apelar a que apareçam em massa (os açorianos) amanhã no bar no PDL... Gostaríamos imenso de ter a comunidade metaleira toda reunida, a casa cheia, para a partilha daquela que, acredito, seja uma das maiores notícias de sempre para o panorama metálico açoriano.
Que partilhemos todos essa "chama"!
Up the metal flag, god damn!
Nuno Costa
Thursday, April 12, 2007
Thrashmania 2 - Sodom em Corroios
Os lendários thrashers alemães Sodom regressam ao nosso país no dia 12 de Maio, encabeçando a segunda edição do Thrashmania, que decorrerá no Cine-Teatro de Corroios e em que estarão como bandas suporte os Angriff e os Alcoholocaust. Os bilhetes custam 16 euros [antecipadamente] e 18 euros [no dia do concerto]. Mais informações através dos e-mails jose.rocha.15@netvisão.pt e nemesis@nemesismusica.com. "Light Against Time" - Exposição fotográfica em Setúbal
Após ter passado por Portalegre, Castelo Branco, Santarém e Lisboa, o fotógrafo Nuno Moreira leva a sua exposição itinerante “Light Against Time” - que retracta figuras conhecidas do universo musical nacional e estrangeiro – ao Fórum Luísa Todi, em Setúbal, estando já aberta desde o dia 3 de Abril, indo permanecer neste espaço até dia 15 do presente mês. Neste momento, a exposição do fotógrafo acresce 30 novas películas, nomeadamente de Bernardo Sasseti, Moonspell, Goldfrapp, Antony And The Johnsons, Mão Morta, Maria Rita, Alice Cooper, Dead Combo, Marilyn Manson e Jacinta. Wednesday, April 11, 2007
Entrevista Process Of Guilt
PROCESSOS DE RENÚNCIA
A ameaça já se vem propagando desde de 2002 altura em que estes eborenses lançaram “Portraits Of Regret”. A forma desmesurada como têm crescido e angariado o respeito do público já os vinha prenunciando como um dos maiores projectos nacionais, apenas a pecar pela ausência de um longa-duração. A hora foi chegada em finais de 2006, quando foi editado “Renounce”, ainda a tempo de constar da lista dos melhores lançamentos nacionais em variados rankings. “Renounce” é unanimemente um bom disco de doom em qualquer zona do globo e, para nós, portugueses, este é um grande motivo de orgulho. O vocalista e guitarrista Hugo Santos transporta-nos para o interior obscuro desta banda de referência.
Alguns meses passados após o lançamento de “Renounce” continuam-vos a chegar excelentes reacções ao vosso disco de estreia. Têm superado realmente as vossas expectativas?
As críticas e as reacções a «Renounce» continuam a chegar-nos de modo continuado pelo que, certamente, uma reacção deste género e tão continuada nos surpreende, e de modo bastante positivo.
Para uma banda que detém uma imagem respeitável como a vossa no panorama musical nacional e que já surgiu em 2002, podemos dizer que já tardava o lançamento do vosso primeiro disco. Este era um momento muito aguardado pelos fãs e por vocês também, acredito...
Há muito que ambicionávamos lançar um longa duração. No entanto, podemos dizer que encarámos de forma bastante natural todo o processo de crescimento, nosso e da banda, até ao ponto em que se criaram as condições necessárias à gravação de «Renounce».
Digamos que estavam como que a “apalpar” terreno... Por outro lado, subscreves se disser que esta projecção também não se proporcionou mais cedo porque ninguém tinha colocado fé em vós antes?
A ameaça já se vem propagando desde de 2002 altura em que estes eborenses lançaram “Portraits Of Regret”. A forma desmesurada como têm crescido e angariado o respeito do público já os vinha prenunciando como um dos maiores projectos nacionais, apenas a pecar pela ausência de um longa-duração. A hora foi chegada em finais de 2006, quando foi editado “Renounce”, ainda a tempo de constar da lista dos melhores lançamentos nacionais em variados rankings. “Renounce” é unanimemente um bom disco de doom em qualquer zona do globo e, para nós, portugueses, este é um grande motivo de orgulho. O vocalista e guitarrista Hugo Santos transporta-nos para o interior obscuro desta banda de referência.Alguns meses passados após o lançamento de “Renounce” continuam-vos a chegar excelentes reacções ao vosso disco de estreia. Têm superado realmente as vossas expectativas?
As críticas e as reacções a «Renounce» continuam a chegar-nos de modo continuado pelo que, certamente, uma reacção deste género e tão continuada nos surpreende, e de modo bastante positivo.
Para uma banda que detém uma imagem respeitável como a vossa no panorama musical nacional e que já surgiu em 2002, podemos dizer que já tardava o lançamento do vosso primeiro disco. Este era um momento muito aguardado pelos fãs e por vocês também, acredito...
Há muito que ambicionávamos lançar um longa duração. No entanto, podemos dizer que encarámos de forma bastante natural todo o processo de crescimento, nosso e da banda, até ao ponto em que se criaram as condições necessárias à gravação de «Renounce».
Digamos que estavam como que a “apalpar” terreno... Por outro lado, subscreves se disser que esta projecção também não se proporcionou mais cedo porque ninguém tinha colocado fé em vós antes?
Em parte, foi uma decisão consciente deixar crescer os temas e encontrar o melhor momento para os podermos registar em estúdio de acordo com a nossa evolução enquanto músicos. Por outro lado, há toda uma questão de disponibilidade no nosso quotidiano que foi necessária articular com a entrada em estúdio de modo a podermos optimizar os tempos de gravação e misturas. No que respeita a agentes externos à banda houve alguns interesses por parte de editoras ao longo do processo de desenvolvimento da banda, mas nada de especial relevo, até ao contacto da Major Label Industries.
Aparentemente, eles acreditam muito em vós e não tiveram dúvidas em fazer dos Process Of Guilt a sua primeira banda! Como surgiu este contacto?
Todo o contacto com a MLI surgiu de um modo muito decidido e dedicado, sendo que acontece já em plena fase de gravação em estúdio, o que para nós foi muito positivo, possibilitando-nos outro nível de garantias relativamente ao lançamento de «Renounce». A relação com a MLI resultou de um conhecimento e de um apoio que já vinha desde a época das nossa demos, pelo que, quando se formulou a hipótese de um contacto mais profissional, não hesitámos, uma vez que sabíamos à partida que tínhamos hipótese de crescer conjuntamente com a MLI enquanto sua prioridade.
Apesar da MJI ser uma estrutura muito incipiente demonstra capacidades de difusão muito grandes. O vosso trabalho tem chegado a quase todo o mundo, certo?
Sim, a rede de distribuição de «Renounce» estende-se quase a todo o mundo, facto resultante de um esforço constante e insistente por parte da MLI. Por vezes as coisas demoram um pouco mais a acontecer como consequência de ser ainda uma estrutura relativamente recente. No entanto, julgo que o caminho será progressivamente de maior crescimento e estruturação para a MLI.
Ainda no plano das reacções... Sentem algum gozo especial por “Renounce” constar em várias poles referentes aos melhores de 2006 em Portugal? O terceiro lugar para a redacção da Loud!, por exemplo, é um daqueles motivos particulares de orgulho?
Podemos dizer que ficamos sempre agradados com todas as reacções positivas que obtemos relativamente a «Renounce». Quanto maior divulgação tiver o suporte em que essas críticas surgem (revistas, webzines, blogs) maior será a possibilidade de a nossa música suscitar a curiosidade por parte de quem lê as críticas e, nesse aspecto, julgo que em Portugal o facto de «Renounce» ser eleito o terceiro melhor disco na pole da Loud! constitui uma boa fonte de divulgação.
Analisando “Renounce”, começava por perguntar-te a que renúncia se referem no título do vosso álbum...
Não há um objecto em particular alvo da renúncia a que o título se refere, há antes um constatar de um motivo, de uma linha ao longo de todo o CD que reporta a um sentimento de renúncia, de negação, de alguns sentimentos que potenciaram a ambiência presente nas músicas que integram “Renounce”. Toda a envolvência do CD procura remeter para esse imaginário, desde a música, às letras até à própria componente gráfica.
Em que aspectos musicais consideras que este álbum diverge dos seus anteriores registos?
Julgo que este CD resulta como a consequência, mais ou menos directa, de toda a música que produzimos anterior a “Renounce”. Podemos referir que há uma melhor produção, uma melhor execução, uma melhor captação dos instrumentos. No entanto, aquilo que para nós foi a maior evolução relativamente aos anteriores registos foi a forma como as diferentes músicas respiram de modo a poderem construir a paisagem sonora áspera, envolvente e melancólica que ambicionámos para este registo.
A nível estilístico os Process Of Guilt apesar de serem bastante fiéis às raízes do estilo, conseguem momentaneamente aproximar-se do chamado pós-doom pelas suas passagens mais melódicas e ambientais. Concordas?
Sim, acho que temos elementos introspectivos de cariz mais melódico que acrescentam uma outra ambiência à música que elaboramos. No entanto, para nós, não correspondem a um rótulo muito definido, apenas representam um desenvolver da nossa linguagem de acordo com o que determinada música requer para a sua evolução e concretização.
Por outro lado, a banda também cria algumas passagens mais rápidas. Têm a intenção de diversificar e não criar trabalhos tradicionalmente doom, somente demarcados pela sua vagarosidade do princípio ao fim?
A alternância de tempos que existe na nossa música resulta do facto de querermos produzir música que reflicta a nossa expressão de acordo com um determinado sentimento. Por vezes, tal requer que a música se torne mais rápida e violenta, por outras mais contemplativa e melódica, e aí não nos inibimos de incorporar na nossa música outras influências que temos para além do doom metal, como o death, o post-rock ou o darkwave, uma vez que esta diversidade complementará a nossa evolução e reforçará a nossa atractividade musical.
Como surgiu a hipótese deste disco ser masterizado na Suécia?
Após o contacto com a MLI surgiu a oportunidade de efectuarmos uma masterização extra estúdios Quinta Dimensão o que, no entendimento da banda e do João Bacelar, proporcionaria uma outra dimensão à sonoridade de «Renounce», funcionando quase como uma segunda opinião sobre o assunto. A partir deste momento elaborámos uma lista de nomes que, pelo seu trabalho, nos interessavam e foi a partir daí que chegámos ao Thomas Eberger nos Cutting Room, na Suécia, que já tinha trabalhado com bandas como Katatonia, Opeth, Daylight Dies e que cumpriam o espectro sonoro que ambicionávamos para este trabalho de masterização..
Para encarnar o doom é mesmo preciso viver-se os sentimentos que se tocam? Tentas colocar-te num determinado estado de espírito para compor temas para os POG?
Não somos de todo pessoal melancólicas que incorporem tamanha dose de pesar à sua vida, apenas tentamos explorar uma faceta dos nossos sentimentos cujo desenvolvimento e exponenciação permitem a elaboração de música. Por muito que procure, por vezes, colocar-me num determinado estado de espírito para compor música, os melhores riffs acabam sempre por aparecer de forma e em momentos inesperados, pelo que o melhor mesmo é deixar surgir as ideias, principalmente nos ensaios, e aproveitarmos a ambiência do momento.
Évora e o seu ambiente de interior, mais calmo, contribui para o que os Process Of Guilt fazem?
Sendo que três quartos da banda é de Évora, julgo que tal se reflecte na nossa musicalidade, uma vez que somos sempre um reflexo de todas as influências que nos rodeiam e, obviamente, o local onde crescemos não é alheio a este facto. No entanto, julgo que há outras influências, nomeadamente ao nível do que ouvimos que acabam por ser muito mais determinantes para a música que criamos.
Há dias decorreu o 13º Mangualde Hard Metal Fest onde subiram ao palco ao lado de nomes tão sonantes como Malevolent Creation e Rotting Christ. Como correu a experiência?
O concerto em Mangualde correu bem, julgo que o público aderiu bem e a prestação das bandas pode considerar-se de forma geral bastante boa. Neste momento estamos ocupados com a preparação dos dois concertos que vamos efectuar com Katatonia no Porto, no Teatro Sá da Bandeira, no dia 11 de Abril e em Lisboa no Paradise Garage no dia seguinte, 12 de Abril, sendo que obviamente nos encontramos muito agradados por podermos partilhar o palco com uma banda que também é uma referencia para nós.
Ao vivo como tem decorrido a apresentação de “Renounce”, bem como o feedback do público?
Nas apresentações que efectuámos ao vivo até agora tem sido onde maior feedback temos obtido por parte do público, havendo maioritariamente reacções de agrado em relação à nossa actuação. Num ambiente ao vivo tentamos recriar a ambiência geral dos nossos registos sendo que procuramos incorporar-lhe uma dimensão de presença e sentimento adicional, que, de facto, transforme a nossa actuação num momento intenso e expressivo.
Uma vez que as coisas estão a correr-vos bastante bem com “Renounce” já pensam em hipóteses de uma digressão mais longa dentro ou fora de portas?
Vamos ver como as coisa acontecem nos tempos mais próximos, uma vez que certamente a hipótese de levarmos a nossa música para fora de portas também passa pelos nossos objectivos...
Nuno Costa
Aparentemente, eles acreditam muito em vós e não tiveram dúvidas em fazer dos Process Of Guilt a sua primeira banda! Como surgiu este contacto?Todo o contacto com a MLI surgiu de um modo muito decidido e dedicado, sendo que acontece já em plena fase de gravação em estúdio, o que para nós foi muito positivo, possibilitando-nos outro nível de garantias relativamente ao lançamento de «Renounce». A relação com a MLI resultou de um conhecimento e de um apoio que já vinha desde a época das nossa demos, pelo que, quando se formulou a hipótese de um contacto mais profissional, não hesitámos, uma vez que sabíamos à partida que tínhamos hipótese de crescer conjuntamente com a MLI enquanto sua prioridade.
Apesar da MJI ser uma estrutura muito incipiente demonstra capacidades de difusão muito grandes. O vosso trabalho tem chegado a quase todo o mundo, certo?
Sim, a rede de distribuição de «Renounce» estende-se quase a todo o mundo, facto resultante de um esforço constante e insistente por parte da MLI. Por vezes as coisas demoram um pouco mais a acontecer como consequência de ser ainda uma estrutura relativamente recente. No entanto, julgo que o caminho será progressivamente de maior crescimento e estruturação para a MLI.
Ainda no plano das reacções... Sentem algum gozo especial por “Renounce” constar em várias poles referentes aos melhores de 2006 em Portugal? O terceiro lugar para a redacção da Loud!, por exemplo, é um daqueles motivos particulares de orgulho?
Podemos dizer que ficamos sempre agradados com todas as reacções positivas que obtemos relativamente a «Renounce». Quanto maior divulgação tiver o suporte em que essas críticas surgem (revistas, webzines, blogs) maior será a possibilidade de a nossa música suscitar a curiosidade por parte de quem lê as críticas e, nesse aspecto, julgo que em Portugal o facto de «Renounce» ser eleito o terceiro melhor disco na pole da Loud! constitui uma boa fonte de divulgação.
Analisando “Renounce”, começava por perguntar-te a que renúncia se referem no título do vosso álbum...
Não há um objecto em particular alvo da renúncia a que o título se refere, há antes um constatar de um motivo, de uma linha ao longo de todo o CD que reporta a um sentimento de renúncia, de negação, de alguns sentimentos que potenciaram a ambiência presente nas músicas que integram “Renounce”. Toda a envolvência do CD procura remeter para esse imaginário, desde a música, às letras até à própria componente gráfica.
Em que aspectos musicais consideras que este álbum diverge dos seus anteriores registos?
Julgo que este CD resulta como a consequência, mais ou menos directa, de toda a música que produzimos anterior a “Renounce”. Podemos referir que há uma melhor produção, uma melhor execução, uma melhor captação dos instrumentos. No entanto, aquilo que para nós foi a maior evolução relativamente aos anteriores registos foi a forma como as diferentes músicas respiram de modo a poderem construir a paisagem sonora áspera, envolvente e melancólica que ambicionámos para este registo.
A nível estilístico os Process Of Guilt apesar de serem bastante fiéis às raízes do estilo, conseguem momentaneamente aproximar-se do chamado pós-doom pelas suas passagens mais melódicas e ambientais. Concordas?
Sim, acho que temos elementos introspectivos de cariz mais melódico que acrescentam uma outra ambiência à música que elaboramos. No entanto, para nós, não correspondem a um rótulo muito definido, apenas representam um desenvolver da nossa linguagem de acordo com o que determinada música requer para a sua evolução e concretização.
Por outro lado, a banda também cria algumas passagens mais rápidas. Têm a intenção de diversificar e não criar trabalhos tradicionalmente doom, somente demarcados pela sua vagarosidade do princípio ao fim?A alternância de tempos que existe na nossa música resulta do facto de querermos produzir música que reflicta a nossa expressão de acordo com um determinado sentimento. Por vezes, tal requer que a música se torne mais rápida e violenta, por outras mais contemplativa e melódica, e aí não nos inibimos de incorporar na nossa música outras influências que temos para além do doom metal, como o death, o post-rock ou o darkwave, uma vez que esta diversidade complementará a nossa evolução e reforçará a nossa atractividade musical.
Como surgiu a hipótese deste disco ser masterizado na Suécia?
Após o contacto com a MLI surgiu a oportunidade de efectuarmos uma masterização extra estúdios Quinta Dimensão o que, no entendimento da banda e do João Bacelar, proporcionaria uma outra dimensão à sonoridade de «Renounce», funcionando quase como uma segunda opinião sobre o assunto. A partir deste momento elaborámos uma lista de nomes que, pelo seu trabalho, nos interessavam e foi a partir daí que chegámos ao Thomas Eberger nos Cutting Room, na Suécia, que já tinha trabalhado com bandas como Katatonia, Opeth, Daylight Dies e que cumpriam o espectro sonoro que ambicionávamos para este trabalho de masterização..
Para encarnar o doom é mesmo preciso viver-se os sentimentos que se tocam? Tentas colocar-te num determinado estado de espírito para compor temas para os POG?
Não somos de todo pessoal melancólicas que incorporem tamanha dose de pesar à sua vida, apenas tentamos explorar uma faceta dos nossos sentimentos cujo desenvolvimento e exponenciação permitem a elaboração de música. Por muito que procure, por vezes, colocar-me num determinado estado de espírito para compor música, os melhores riffs acabam sempre por aparecer de forma e em momentos inesperados, pelo que o melhor mesmo é deixar surgir as ideias, principalmente nos ensaios, e aproveitarmos a ambiência do momento.
Évora e o seu ambiente de interior, mais calmo, contribui para o que os Process Of Guilt fazem?
Sendo que três quartos da banda é de Évora, julgo que tal se reflecte na nossa musicalidade, uma vez que somos sempre um reflexo de todas as influências que nos rodeiam e, obviamente, o local onde crescemos não é alheio a este facto. No entanto, julgo que há outras influências, nomeadamente ao nível do que ouvimos que acabam por ser muito mais determinantes para a música que criamos.
Há dias decorreu o 13º Mangualde Hard Metal Fest onde subiram ao palco ao lado de nomes tão sonantes como Malevolent Creation e Rotting Christ. Como correu a experiência?
O concerto em Mangualde correu bem, julgo que o público aderiu bem e a prestação das bandas pode considerar-se de forma geral bastante boa. Neste momento estamos ocupados com a preparação dos dois concertos que vamos efectuar com Katatonia no Porto, no Teatro Sá da Bandeira, no dia 11 de Abril e em Lisboa no Paradise Garage no dia seguinte, 12 de Abril, sendo que obviamente nos encontramos muito agradados por podermos partilhar o palco com uma banda que também é uma referencia para nós.
Ao vivo como tem decorrido a apresentação de “Renounce”, bem como o feedback do público?Nas apresentações que efectuámos ao vivo até agora tem sido onde maior feedback temos obtido por parte do público, havendo maioritariamente reacções de agrado em relação à nossa actuação. Num ambiente ao vivo tentamos recriar a ambiência geral dos nossos registos sendo que procuramos incorporar-lhe uma dimensão de presença e sentimento adicional, que, de facto, transforme a nossa actuação num momento intenso e expressivo.
Uma vez que as coisas estão a correr-vos bastante bem com “Renounce” já pensam em hipóteses de uma digressão mais longa dentro ou fora de portas?
Vamos ver como as coisa acontecem nos tempos mais próximos, uma vez que certamente a hipótese de levarmos a nossa música para fora de portas também passa pelos nossos objectivos...
Nuno Costa
Monday, April 09, 2007
SounD(/)ZonE - 4 anos de vida!
Do preto e branco das nossas páginas fotocopiadas até ao nosso modesto mas útil e acarinhado blog, já lá vão 4 anos. Pela névoa das nossas memórias longínquas descansam fragmentos de muita alegria, excitação e também muito trabalho, numa já longa experiência de todo inolvidável e imperecível. 48 meses de vida, milhares de notícias editadas, centenas de reviews e entrevistas efectuadas, eventos organizados e uma paixão que vai desbravando um mar de contrariedades que parece não ter fim. O único alimento é o impulso obsessivo de quem interiorizou de maneira obstinada este tipo de música como algo esplendoroso e essencial à sua existência, em que tudo parece não ter sentido na sua ausência. Nada mais nos resta do que mantermo-nos munidos de nossas convicções e, de corações (metálicos) bem ao alto, continuar a apregoar e espalhar a beleza deste mundo. Já de obsessão aqui se falou mas, complacente com a sua própria natureza semântica, é necessário acrescentar-lhe o termo “irreflectibilidade” que envolve intimamente quem se lança em tão arriscadas aventuras. As oportunidades para abortamos não tão raramente surgem e quando estes pensamentos nos assolam, essencialmente em forma de análises muito lúcidas da nossa realidade, é muito difícil não sucumbirmos perante eles.
Para quem nos tendemos a virar quando isto acontece?... Eu normalmente acredito que sou invariavelmente culpado e responsável por todo o meu estado de existência. E se assim for para o consciente de todos os outros veríamos facilmente que nós, família metaleira (portuguesa claro...e açoriana em particular), poderíamos encontrar-nos num muito transfigurado (para melhor, claro) estado de graça, caso o esforço fosse muito maior em prol daquilo que muitos militantes desta “ordem” convencionam assumir como paixão .
Em tempo de aniversário os discursos são frequentes, mas aqui prefiro aproveitar o espaço de antena para apelar à união (essencialmente esta) entre todos os “átomos” desta cadeia cuja coexistência passa impreterivelmente pela acção dedicada e verdadeira quer de público, artistas, órgãos de comunicação ou entidades promotoras.
Muito feliz pela comemoração deste 4º aniversário termino com um sincero agradecimento aos meus pais, broda Ruben Bento, Carolina Novaes, João Arruda, Dico, João Pedro, Paulo Jorge Sousa, André Frias, Super Bock, a todos os meus amigos de “sangue” que me acompanham diariamente, a todas as bandas participantes no concerto de 4º aniversário da SounD(/)ZonE e, por último, a todos os leitores e apoiantes da nossa zine.
Que próxima sexta-feira 13 (!) de Abril seja uma noite inesquecível onde comunguemos todos de uma cerimónia em que o Metal seja a Lei!!
Nuno Costa
Para quem nos tendemos a virar quando isto acontece?... Eu normalmente acredito que sou invariavelmente culpado e responsável por todo o meu estado de existência. E se assim for para o consciente de todos os outros veríamos facilmente que nós, família metaleira (portuguesa claro...e açoriana em particular), poderíamos encontrar-nos num muito transfigurado (para melhor, claro) estado de graça, caso o esforço fosse muito maior em prol daquilo que muitos militantes desta “ordem” convencionam assumir como paixão .
Em tempo de aniversário os discursos são frequentes, mas aqui prefiro aproveitar o espaço de antena para apelar à união (essencialmente esta) entre todos os “átomos” desta cadeia cuja coexistência passa impreterivelmente pela acção dedicada e verdadeira quer de público, artistas, órgãos de comunicação ou entidades promotoras.
Muito feliz pela comemoração deste 4º aniversário termino com um sincero agradecimento aos meus pais, broda Ruben Bento, Carolina Novaes, João Arruda, Dico, João Pedro, Paulo Jorge Sousa, André Frias, Super Bock, a todos os meus amigos de “sangue” que me acompanham diariamente, a todas as bandas participantes no concerto de 4º aniversário da SounD(/)ZonE e, por último, a todos os leitores e apoiantes da nossa zine.
Que próxima sexta-feira 13 (!) de Abril seja uma noite inesquecível onde comunguemos todos de uma cerimónia em que o Metal seja a Lei!!
Nuno Costa
Sunday, April 08, 2007
SWR Barroselas Metal Fest - Programa especial para comemorar 10 anos de existência
Tendo em vista a comemoração dos 10 anos de existência do festival, a organização do SWR Barroselas Metal Fest preparou uma edição especial do evento que acresce aos seus dias normais de concertos, dois dias preenchidos com diversas actividades. Desta forma o festival terá inicio no dia 25 de Abril pelas 17h00 com uma exposição intitulada “25-04-1998 SWR I”, seguindo-se a conferência “Underground em Bruto”, o cinema “Filmes de Sangue”, terminando o dia com a festa “10 Years Of Filthiness”.No dia 26 de Abril pelas 17h00 iniciar-se-á o concurso “Rally das Tascas SWR”, seguido de um churrasco, o documentário “A Headbanger´s Journey”, terminando o segundo dia com uma festa intitulada “Underworld Old Time Classics”.
No que diz respeito a bandas a organização irá presentear o público com um cartaz onde se destacam os Napalm Death, Watain, Dew-Scented, Inferno, Pitch Black, Holocausto Canibal, Process Of Guilt, entre muitos outros.
Segue, descriminado, o cartaz do SWR Barroselas Metal Fest Attack X:
· Dia 27 (Abertura das portas às 19:00): Inferno, Sublime Cadaveric Decomposition, Adultery, Processo of Guilt, Pussyvibes, Vai-te Foder e banda surpresa;
· Dia 28 (Abertura das portas às 15:00): Napalm Death, Haemorrhage, Inquisition, Wormed, Merrimack, Moho, Goldenpyre, Bleeding Display, Web, Before the Rain e Switchtense;
· Dia 29 (Abertura das portas às 15:00): Watain, Avulsed, Destroyer 666, Textures, Morte Incandescente, Indesinence, Holocausto Canibal, Perverse, Pitch Black, Tumulum e Jesus on Fire;
· Dia 30 (Abertura das portas às 19:00): Dew-Scented, Despondency, Iconoclasm, Zatokrev, RDB, Encephalon, Arte Sacra e banda surpresa.
Locais de venda dos bilhetes:
Discoteca Galáxia (Viana do Castelo), Discoteca Carbono (Braga), Bar El Rock (Guimarães), Discoteca Piranha (Porto), Discoteca Louie Louie (Porto), Ribeirinho Café (Carvoeiro), Micael (Guarda, 969409071), Mystica Metal Shop (Coimbra), Colinas Bar (Albergaria), Hiberica (Lisboa) e The Shop Bizarre (Lisboa).
Preços:
Dia 27:15 €;
Dia 28: 20 €;
Dia 29: 20 €
Dia 30: 15 €;
4 dias: 40 € (com antecedência) e 45 € (próprio dia).
Friday, April 06, 2007
Entrevista Profusions
O PARADIGMA DA MELODIA
Foram, indiscutívelmente, uma das grandes surpresas do underground nacional em 2006. Muito se tem falado deste quinteto lisboeta que atingiu o nosso panorama no ano transacto com uma demo recheada de boas canções e de um superior sentido melódico. Apesar das limitações sonoras que "Paradigma" apresenta, normais para quem lança um primeiro trabalho, o rock alternativo de aragem prog dos Profusions apresenta argumentos suficientes para nos fazer esquecer estes problemas, acreditar no seu poder de composição e prever uma expansão em larga escala para um futuro próximo. Este futuro poderá estar já em "Trials Of Deception", o primeiro álbum da banda que esta prevê ter concluído entre Maio e Junho próximos. Fizemos questão de ir conhecer esta nova promessa do underground nacional e incitámos André Afonso, guitarrista e membro fundador dos Profusions.
Antes de mais, tens a noção de que os Profusions foram uma das revelações do underground nacional em 2006 e autores de uma das demos mais interessantes do nosso espectro musical?
É verdade que tivemos sempre bastante publico nos nossos concertos... As críticas também têm sido do “muito bom” para cima e toda a gente nos tem dado um empurrãozinho para não desistirmos. Este ano tem sido realmente muito bom para a banda e, provavelmente, por este motivo, nos apontam como uma das revelações do ano de 2006.
Três edições de “Paradigma” é algo muito representativo para vocês?
Sem dúvida. Apostamos em 100 maquetas da primeira edição com o pensamento - “são tantos CD's que ainda vão ganhar pó". Mas a verdade é que a primeira edição esgotou em duas semanas e a segunda num mês e meio. Esta terceira edição demorou um bocado mais para ser lançada porque decidimos editá-la com uma capa mais profissional e um tema novo que funciona como uma pré-produção para o álbum. Já está cá fora para quem quiser!
Então depreendo que não tenha sido muito difícil promover e fazer escoar a vossa música. A dada altura, já era o público a ir ter convosco para comprá-la?
Nós oferecemos muitas maquetas a “empresas” de publicidade e afins, mas, para ser sincero, 90% das demos vendidas até foram da primeira edição. Contudo, nestas duas ultimas edições quem as tem comprado vem de “mais longe”, inclusive de fora do país, o que é engraçado. Não sei de onde surge tanta gente, mas digo-vos já que o MySpace é uma ferramenta de promoção excelente.
Consta que quando começaste com este projecto o mais complicado foi encontrar músicos para constituir uma banda. Porque achas que se deu essa situação?
Sabes que em Portugal o panorama musical é complicado. Apesar de já haverem grandes bandas, continuam a haver muitos “músicos de garagem” e isto não tem só a ver com a formação musical de cada um, mas sim com a atitude, honestidade, humildade, etc. Nesta demo tens a noção de algum trabalho e alguma técnica. Contudo, os Profusions são uma banda que irá dar bastante mais e mas, para isso, terá de haver uma amizade e competência entre membros de banda acima do normal. Nós trabalhamos mais como irmãos do que como outra coisa qualquer. Para criar este tipo de laços entre banda, que só ajudam na produção de bons temas, boa vontade e segurança, é complicado encontrar os músicos certos. Exemplo disso mesmo são os Profusions que, para além das dificuldades financeiras de qualquer banda, ainda têm o problema de serem músicos de longe como, por exemplo, o nosso vocalista que é algarvio. Mas depois somos compensados pela qualidade acrescida.
Para além disso, os Profusions gravaram uma primeira demo que nunca chegou a ser lançada para o público, alegadamente porque a orientação musical de então era muito diferente da actual. Fala-me dessa situação. Que orientação era essa?
Quando eu pensei neste projecto, salvo erro em 2004, decidi criar um CD com muitos músicos que já trabalharam comigo em bandas, workshops, etc. Foi um trabalho descontraído com uma qualidade completamente caseira. O CD é composto por baladas e os músicos em questão, a maior parte deles, nem gosta do chamado "Metal”. Digamos que foi o ponto de partida para ganhar força e criar o que temos hoje em dia. Nunca saiu a público porque, para além de poder dar uma imagem errada dos Profusions actuais, alguns dos temas, devido ao “sucesso” dos Profusions, não têm autorização por parte dos intervenientes para serem lançados e divulgados.
Então decidiste enveredar pelo Metal porque é, efectivamente, o estilo que te demove...
Sim, porque se quero seguir em frente com algum projecto é para ser sério e para ser sério tenho de me entregar de alma e coração a algo que gosto. Adoro baladas, até temos uma na demo "Paradigma", mas um CD composto por mim sem distorção não me preenche as medidas nesta fase da minha vida. Futuramente, quem sabe se não pegamos em alguns daqueles temas e fazemos algo acústico... Um ponto alto desta banda é poder enveredar por onde quiser.
Quando fundaste os Profusions este era um projecto unipessoal que, como já referiste, contava com músicos convidados. Hoje em dia, os Profusions podem, efectivamente, se considerar uma banda ou continuas a ser tu o maior responsável pela composição?
Os Profusions hoje em dia são assumidamente uma banda de cinco membros em que todos têm opinião. Contudo, como em qualquer banda, há sempre alguém que dá a cara e normalmente sou eu por razões óbvias. A nível de composição, tenho tido mais criatividade nestes últimos tempos, mas qualquer um dos membros da banda está apto a compor e a fazer grandes temas. Inclusive, tenho trabalhado muito em conjunto com o Mike (teclista) a nível musical e tenho deixado a cargo do Xisto [voz] as letras. Isto para um trabalho futuro.
Para além da guitarra tocas algum outro instrumento?
Não, toco guitarra e já me ocupa algumas horas diárias. Também componho para outros instrumentos, mas através de pauta... não os sei tocar. Gostava de aprender, como é óbvio, mas os estudos, trabalhos, álbuns, ensaio, dar aulas de música, compor, etc, já me ocupam 24 horas.
Quais são as tuas grandes inspirações musicais?
Isso é uma pergunta complicada. Eu gosto imenso de Jazz, nomeadamente John Pizzarelli. No meu carro praticamente só tenho CDs de bandas sonoras, principalmente do grande compositor Hans Zimmer. Quanto à rádio só ouço a Antena 2. Contudo o que me faz realmente tripar são bandas como Children of Bodom, Orphaned Land, Edguy, Dream Theater, Beseech, Evergrey, Nightwish e afins…
Estas reflectem-se quando compões para os Profusions?
Inevitavelmente, o subconsciente vai buscar alguma coisa, mas não penso muito nisso quando estou a compor. Acho que isso se reflecte nos Profusions já com um som bastante próprio.
“Paradigma” está dividido em dois capítulos. Será que existe nele algum conceito ou esta divisão serve apenas para separar os períodos diferentes em que esta demo foi gravada?
Os capítulos são exactamente pelas duas razões. Na verdade, existe mesmo uma história entre os temas e os dois capítulos estão divididos em dois conjuntos de temas gravados em locais diferentes e em datas diferentes. Acho que acabamos por ter alguma sorte no meio disto tudo para conseguir aquela organização.
Porque existe este desfasamento nas datas de gravação dos temas do primeiro e segundo capítulo?
Inicialmente, decidimos entrar em estúdio para gravar a "Immortal Soul" e a "Nothing Is Fair". Tínhamos pensado gravar uma demo com dois temas com qualidade profissional e esse trabalho iria-se chamar “Follow The Word... Not The Heart”, mas acabaram por ficar com qualidade de demo. Então, assumindo os temas com menor qualidade e aproveitando o facto de nesse ano eu estar a tirar um curso de som, no final do ano lectivo decidi gravar os restantes temas que completam a maqueta e mostrar um bocado mais.
Este era exactamente um dos pontos que queria abordar. Como já deves ter ouvido muitas vezes, quer por parte do público quer por parte da imprensa especializada, “Paradigma” peca essencialmente pela qualidade da sua gravação...
Digamos que foi tudo muito feito “à pressa” e o material que dispusemos era mesmo muito fraco, daí não haver milagres. Por outro lado, tendo em conta o pouco que tivemos à nossa disposição até podes considerar a qualidade muito boa. Mas o que interessa é o que está feito e antes tenha saído com uma qualidade inferior e termos já começado a mostrar algo do que não mostrarmos absolutamente nada.
De qualquer forma, não te sentes angustiado de saber que este material poderia soar bombástico com outra produção?
Não, nós fazemos o que podemos com os meios que temos. Aproveitamos as oportunidades da melhor forma e se não tivéssemos aproveitado aquela não estava agora a ser entrevistado por ti. Além disso, (agora uma noticia em primeira mão), esses temas já estão “bombásticos”, só que apenas ainda aos ouvidos da banda.
Neste momento, ou pelo menos pelo que tem sido falado, vocês já estão a gravar o vosso primeiro álbum que terá, ao que tudo indica, lançamento em Abril/Maio deste ano. Confirmas?
Confirmo que estamos a gravar o álbum e estará pronto por essa altura. Talvez mais para Maio/Junho. O lançamento para o público ainda está a ser discutido pela banda.
O que nos podes adiantar do vosso novo material?
Posso-te dizer que o álbum irá ter cerca de 13 temas mais uns bónus que logo irão descobrir. Os temas estão todos muito diferentes, mesmo os que já conhecem. Principalmente as linhas de guitarras, vozes e o que ainda não conhecem - os teclados. Por outro lado, estará tudo um bocado mais pesado e mais trabalhado. Já temos gravado as baterias, o baixo, os teclados, as guitarras (acústicas, semi-acústicas e eléctricas) e algumas vozes. Em breve iremos então gravar os pianos acústicos, as cordas, a percussão e as vozes que faltam.
Pelo que referiste, podemos então depreender que o último tema de “Paradigma" é um indício de que os Profusions também serão capazes de explorar sons mais pesados no futuro...
Como já referi este álbum estará um pouco mais pesado e já temos algumas pautas com futuras malhas. Aparentam estar mais pesadas mas principalmente mais progressivas. Contudo, não me queria debruçar muito sobre trabalhos futuros quando ainda estamos em fase de gravação do primeiro álbum. Mas é obvio que os Profusions conseguem fazer um som mais pesado.
Ainda assim, no geral, os Profusions são uma banda muito melódica e acessível. Achas que isto vos pode ajudar a encontrar um rumo ou mesmo o sucesso para a vossa carreira?
Eu, sinceramente, não penso muito nisso. Quer dizer, eu faço o que gosto mas tenho noção de que, com certeza, os Profusions têm mais facilidade de atingir um publico mais vasto do que uma banda, por exemplo, de metal extremo que é muito mais específica.
Existe já o interesse de alguma editora em apostar em vós?
Sim, mas apenas nacionais. Ainda não mandamos nada para fora. De qualquer das formas, não me desagrada ter um primeiro trabalho lançado por uma editora nacional. Apenas tem de ser bem lançado e a editora tem que apostar a sério em nós.
Como descreves a cena de peso em Portugal actualmente? Os Profusions são, de certa forma, uma lufada de ar fresco no nosso panorama?
O metal nacional está a desenvolver-se bem. Já existem nele boas bandas e algumas que aprecio muito mesmo. O que tem realmente de prevalecer é a humildade, o trabalho e a fé de que é possível se não ficarem em casa a ouvir bandas estrangeiras. Em relação aos Profusions, acho que temos bastante para mostrar e quem sabe agradar a uma maioria. Esforçamo-nos bastante todos os dias para conseguir um bom resultado e acho que este é um bom princípio para se conseguir sentir algum "ar fresco" por aí.
Para terminar, desejos e objectivos para um futuro próximo e/ou mais longínquo dos Profusions.
Foram, indiscutívelmente, uma das grandes surpresas do underground nacional em 2006. Muito se tem falado deste quinteto lisboeta que atingiu o nosso panorama no ano transacto com uma demo recheada de boas canções e de um superior sentido melódico. Apesar das limitações sonoras que "Paradigma" apresenta, normais para quem lança um primeiro trabalho, o rock alternativo de aragem prog dos Profusions apresenta argumentos suficientes para nos fazer esquecer estes problemas, acreditar no seu poder de composição e prever uma expansão em larga escala para um futuro próximo. Este futuro poderá estar já em "Trials Of Deception", o primeiro álbum da banda que esta prevê ter concluído entre Maio e Junho próximos. Fizemos questão de ir conhecer esta nova promessa do underground nacional e incitámos André Afonso, guitarrista e membro fundador dos Profusions.Antes de mais, tens a noção de que os Profusions foram uma das revelações do underground nacional em 2006 e autores de uma das demos mais interessantes do nosso espectro musical?
É verdade que tivemos sempre bastante publico nos nossos concertos... As críticas também têm sido do “muito bom” para cima e toda a gente nos tem dado um empurrãozinho para não desistirmos. Este ano tem sido realmente muito bom para a banda e, provavelmente, por este motivo, nos apontam como uma das revelações do ano de 2006.
Três edições de “Paradigma” é algo muito representativo para vocês?
Sem dúvida. Apostamos em 100 maquetas da primeira edição com o pensamento - “são tantos CD's que ainda vão ganhar pó". Mas a verdade é que a primeira edição esgotou em duas semanas e a segunda num mês e meio. Esta terceira edição demorou um bocado mais para ser lançada porque decidimos editá-la com uma capa mais profissional e um tema novo que funciona como uma pré-produção para o álbum. Já está cá fora para quem quiser!
Então depreendo que não tenha sido muito difícil promover e fazer escoar a vossa música. A dada altura, já era o público a ir ter convosco para comprá-la?
Nós oferecemos muitas maquetas a “empresas” de publicidade e afins, mas, para ser sincero, 90% das demos vendidas até foram da primeira edição. Contudo, nestas duas ultimas edições quem as tem comprado vem de “mais longe”, inclusive de fora do país, o que é engraçado. Não sei de onde surge tanta gente, mas digo-vos já que o MySpace é uma ferramenta de promoção excelente.
Sabes que em Portugal o panorama musical é complicado. Apesar de já haverem grandes bandas, continuam a haver muitos “músicos de garagem” e isto não tem só a ver com a formação musical de cada um, mas sim com a atitude, honestidade, humildade, etc. Nesta demo tens a noção de algum trabalho e alguma técnica. Contudo, os Profusions são uma banda que irá dar bastante mais e mas, para isso, terá de haver uma amizade e competência entre membros de banda acima do normal. Nós trabalhamos mais como irmãos do que como outra coisa qualquer. Para criar este tipo de laços entre banda, que só ajudam na produção de bons temas, boa vontade e segurança, é complicado encontrar os músicos certos. Exemplo disso mesmo são os Profusions que, para além das dificuldades financeiras de qualquer banda, ainda têm o problema de serem músicos de longe como, por exemplo, o nosso vocalista que é algarvio. Mas depois somos compensados pela qualidade acrescida.
Para além disso, os Profusions gravaram uma primeira demo que nunca chegou a ser lançada para o público, alegadamente porque a orientação musical de então era muito diferente da actual. Fala-me dessa situação. Que orientação era essa?
Quando eu pensei neste projecto, salvo erro em 2004, decidi criar um CD com muitos músicos que já trabalharam comigo em bandas, workshops, etc. Foi um trabalho descontraído com uma qualidade completamente caseira. O CD é composto por baladas e os músicos em questão, a maior parte deles, nem gosta do chamado "Metal”. Digamos que foi o ponto de partida para ganhar força e criar o que temos hoje em dia. Nunca saiu a público porque, para além de poder dar uma imagem errada dos Profusions actuais, alguns dos temas, devido ao “sucesso” dos Profusions, não têm autorização por parte dos intervenientes para serem lançados e divulgados.
Então decidiste enveredar pelo Metal porque é, efectivamente, o estilo que te demove...
Sim, porque se quero seguir em frente com algum projecto é para ser sério e para ser sério tenho de me entregar de alma e coração a algo que gosto. Adoro baladas, até temos uma na demo "Paradigma", mas um CD composto por mim sem distorção não me preenche as medidas nesta fase da minha vida. Futuramente, quem sabe se não pegamos em alguns daqueles temas e fazemos algo acústico... Um ponto alto desta banda é poder enveredar por onde quiser.
Os Profusions hoje em dia são assumidamente uma banda de cinco membros em que todos têm opinião. Contudo, como em qualquer banda, há sempre alguém que dá a cara e normalmente sou eu por razões óbvias. A nível de composição, tenho tido mais criatividade nestes últimos tempos, mas qualquer um dos membros da banda está apto a compor e a fazer grandes temas. Inclusive, tenho trabalhado muito em conjunto com o Mike (teclista) a nível musical e tenho deixado a cargo do Xisto [voz] as letras. Isto para um trabalho futuro.
Para além da guitarra tocas algum outro instrumento?
Não, toco guitarra e já me ocupa algumas horas diárias. Também componho para outros instrumentos, mas através de pauta... não os sei tocar. Gostava de aprender, como é óbvio, mas os estudos, trabalhos, álbuns, ensaio, dar aulas de música, compor, etc, já me ocupam 24 horas.
Quais são as tuas grandes inspirações musicais?
Isso é uma pergunta complicada. Eu gosto imenso de Jazz, nomeadamente John Pizzarelli. No meu carro praticamente só tenho CDs de bandas sonoras, principalmente do grande compositor Hans Zimmer. Quanto à rádio só ouço a Antena 2. Contudo o que me faz realmente tripar são bandas como Children of Bodom, Orphaned Land, Edguy, Dream Theater, Beseech, Evergrey, Nightwish e afins…
Estas reflectem-se quando compões para os Profusions?
Inevitavelmente, o subconsciente vai buscar alguma coisa, mas não penso muito nisso quando estou a compor. Acho que isso se reflecte nos Profusions já com um som bastante próprio.
Os capítulos são exactamente pelas duas razões. Na verdade, existe mesmo uma história entre os temas e os dois capítulos estão divididos em dois conjuntos de temas gravados em locais diferentes e em datas diferentes. Acho que acabamos por ter alguma sorte no meio disto tudo para conseguir aquela organização.
Porque existe este desfasamento nas datas de gravação dos temas do primeiro e segundo capítulo?
Inicialmente, decidimos entrar em estúdio para gravar a "Immortal Soul" e a "Nothing Is Fair". Tínhamos pensado gravar uma demo com dois temas com qualidade profissional e esse trabalho iria-se chamar “Follow The Word... Not The Heart”, mas acabaram por ficar com qualidade de demo. Então, assumindo os temas com menor qualidade e aproveitando o facto de nesse ano eu estar a tirar um curso de som, no final do ano lectivo decidi gravar os restantes temas que completam a maqueta e mostrar um bocado mais.
Este era exactamente um dos pontos que queria abordar. Como já deves ter ouvido muitas vezes, quer por parte do público quer por parte da imprensa especializada, “Paradigma” peca essencialmente pela qualidade da sua gravação...
Digamos que foi tudo muito feito “à pressa” e o material que dispusemos era mesmo muito fraco, daí não haver milagres. Por outro lado, tendo em conta o pouco que tivemos à nossa disposição até podes considerar a qualidade muito boa. Mas o que interessa é o que está feito e antes tenha saído com uma qualidade inferior e termos já começado a mostrar algo do que não mostrarmos absolutamente nada.
De qualquer forma, não te sentes angustiado de saber que este material poderia soar bombástico com outra produção?
Não, nós fazemos o que podemos com os meios que temos. Aproveitamos as oportunidades da melhor forma e se não tivéssemos aproveitado aquela não estava agora a ser entrevistado por ti. Além disso, (agora uma noticia em primeira mão), esses temas já estão “bombásticos”, só que apenas ainda aos ouvidos da banda.
Neste momento, ou pelo menos pelo que tem sido falado, vocês já estão a gravar o vosso primeiro álbum que terá, ao que tudo indica, lançamento em Abril/Maio deste ano. Confirmas?
Confirmo que estamos a gravar o álbum e estará pronto por essa altura. Talvez mais para Maio/Junho. O lançamento para o público ainda está a ser discutido pela banda.
Posso-te dizer que o álbum irá ter cerca de 13 temas mais uns bónus que logo irão descobrir. Os temas estão todos muito diferentes, mesmo os que já conhecem. Principalmente as linhas de guitarras, vozes e o que ainda não conhecem - os teclados. Por outro lado, estará tudo um bocado mais pesado e mais trabalhado. Já temos gravado as baterias, o baixo, os teclados, as guitarras (acústicas, semi-acústicas e eléctricas) e algumas vozes. Em breve iremos então gravar os pianos acústicos, as cordas, a percussão e as vozes que faltam.
Pelo que referiste, podemos então depreender que o último tema de “Paradigma" é um indício de que os Profusions também serão capazes de explorar sons mais pesados no futuro...
Como já referi este álbum estará um pouco mais pesado e já temos algumas pautas com futuras malhas. Aparentam estar mais pesadas mas principalmente mais progressivas. Contudo, não me queria debruçar muito sobre trabalhos futuros quando ainda estamos em fase de gravação do primeiro álbum. Mas é obvio que os Profusions conseguem fazer um som mais pesado.
Ainda assim, no geral, os Profusions são uma banda muito melódica e acessível. Achas que isto vos pode ajudar a encontrar um rumo ou mesmo o sucesso para a vossa carreira?
Eu, sinceramente, não penso muito nisso. Quer dizer, eu faço o que gosto mas tenho noção de que, com certeza, os Profusions têm mais facilidade de atingir um publico mais vasto do que uma banda, por exemplo, de metal extremo que é muito mais específica.
Existe já o interesse de alguma editora em apostar em vós?
Sim, mas apenas nacionais. Ainda não mandamos nada para fora. De qualquer das formas, não me desagrada ter um primeiro trabalho lançado por uma editora nacional. Apenas tem de ser bem lançado e a editora tem que apostar a sério em nós.
Como descreves a cena de peso em Portugal actualmente? Os Profusions são, de certa forma, uma lufada de ar fresco no nosso panorama?
O metal nacional está a desenvolver-se bem. Já existem nele boas bandas e algumas que aprecio muito mesmo. O que tem realmente de prevalecer é a humildade, o trabalho e a fé de que é possível se não ficarem em casa a ouvir bandas estrangeiras. Em relação aos Profusions, acho que temos bastante para mostrar e quem sabe agradar a uma maioria. Esforçamo-nos bastante todos os dias para conseguir um bom resultado e acho que este é um bom princípio para se conseguir sentir algum "ar fresco" por aí.
Principal objectivo agora é o álbum. Andamos muitas horas por dia a trabalhar nele. Continuamos a trabalhar muito para ter tudo a 100%. Estamos a pensar em editoras, ouvir propostas, etc. Continuamos também a tocar ao vivo que é, realmente, o que nos dá prazer. Aproveito aqui para deixar o link onde podem ouvir a demo "Paradigma" - www.myspace.com/profusions - e o nosso contacto, seja para o que for: nós respondemos - profusions.band@gmail.com. Para acabar gostava de dar os parabéns e agradecer à SounD(/)ZonE tudo o que tem feito por nós. São estas iniciativas que marcam a diferença.
Nuno Costa
Thursday, April 05, 2007
Ignite - Amanhã no Culto Club
Os norte-americanos Ignite marcam o seu regresso a Portugal amanhã, no Culto Club, num concerto com abertura a cargo dos nacionais Breaking Through, Defying Control e Aside a partir das 20h00. Os bilhetes comprados no dia do concerto custam 20€. Dado que não foram disponibilizados bilhetes para o público fora da área de Lisboa, a Hell Xis Agency, promotora do evento, disponibilizará um mínimo de 100 bilhetes para compra no local do evento. Wednesday, April 04, 2007
Entrevista Miguel Linhares
9xROCK A UNIR OS AÇORES
A 9xRock é um núcleo de músicos da ilha Terceira formado em 2004 com o intuito de apoiar, promover e desenvolver o panorama cultural açoriano nas suas mais difusas vertentes. Sendo, apesar de tudo, o seu principal alvo a organização de eventos musicais, Miguel Linhares, Bruno Moniz e Paulo Sousa não negligenciam as restantes áreas culturais e com o mesmo empenho promovem eventos relacionados com o teatro, escultura, poesia e pintura.
A operar nos meandros musicais desde 1992, este grupo de “vizinhos e amigos de infância” aponta a eclética ideologia deste núcleo como o resultado de um “interesse individual por outras áreas como o design, a publicidade, o teatro, para além da música [o seu principal fio condutor], suportado numa importante formação académica”. No entanto, ao descrever o estatuto da 9xRock, Miguel Linhares, o seu mentor, refere que “esta funciona como uma associação cultural mas, no fundo, é um guia informal de jovens que organiza alguns eventos”. Porém, este núcleo já pondera a constituição de uma empresa baseada no considerável sucesso que as suas organizações têm tido. “Para além de querermos promover eventos, gostaríamos também de fazer deste núcleo a nossa ocupação diária”, sublinha Miguel Linhares.
Os primeiros passos da 9xRock foram dados muito graças ao apoio da “Fanfarra Operária Gago Coutinho e Sacadura Cabral”, espaço terceirense onde puderam pôr em prática os seus primeiros eventos, nomeadamente jam sessions e pequenos concertos. A partir de então, este núcleo foi expandindo ideias até chegar ao arrojado “Festival Abismo” realizado em Setembro do ano transacto no parque de campismo da freguesia dos Biscoitos. Com dois palcos, muita música e inúmeras actividades lúdicas e recreativas, este festival com formato único nos Açores ficou, ainda assim, “aquém das expectativas da organização”. “Houve alguns percalços, nomeadamente no que diz respeito às condições climatéricas que nos prejudicaram no primeiro dia, entre outros problemas técnicos impossíveis de resolver. Mas tivemos cerca de 4 mil pessoas no festival, não houve prejuízo e todos os nossos patrocinadores acabaram por ficar satisfeitos”, conclui Miguel Linhares.
Abraçar um projecto desta dimensão foi uma realidade completamente nova para a 9xRock. Miguel e companhia já tinham este projecto em papel há cerca de um ano e meio. Entretanto, a entrada em cena da Celeiro Produções proporcionou um reforço de ideias e facilitou a realização do festival. Por outro lado, o apoio das entidades governamentais não foi difícil de garantir pois, segundo Miguel Linhares, “o projecto estava mesmo bom”.
Miguel Linhares encontra-se neste momento a estudar Comunicação Social e Cultura na Universidade dos Açores, em Ponta Delgada. Embora isto cause a dispersão do staff da 9xRock, que se encontra maioritariamente na ilha Terceira, o seu mentor afirma que “não é difícil trabalhar à distância, pois estamos sempre em contacto por telefone ou e-mail. Por outro lado, esta situação acaba por ser benéfica para nós porque proporciona um maior conhecimento de causa das diversas áreas dos Açores, beneficiando assim os intentos de expandir geograficamente as várias actividades da 9xRock”, explica Miguel Linhares. O primeiro resultado disso foi a organização da apresentação do segundo DVD da série “Fala Quem Sabe”, no Coliseu Micaelense, e para o futuro a 9xRock prevê um intercâmbio de bandas entre S. Miguel e Terceira. Neste âmbito, Miguel Linhares faz questão de frisar que a 9xRock não pretende lucrar nada quando o assunto é apoiar as bandas regionais. Inclusive, esta já levou ao continente três bandas terceirenses para fazer algumas datas, nomeadamente no Hard Club, em Vila Nova de Gaia. “Tivemos apoio da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e do INATEL e as bandas não pagaram absolutamente nada”, refere Miguel Linhares.
Para 2007, a 9xRock já traça o seu plano de actividades, mas ainda considera ser cedo para revelar muitos pormenores. Contudo, Miguel Linhares aponta a realização do “Festival Abismo”, o aniversário de uma das maiores empresas dos Açores, que para já não revela, e o projecto da programação das festas Sanjoaninas como alguns dos seus principais “cavalos de batalha”.
Paralelamente, Miguel Linhares mantém uma vida muito activa. Para além da gestão da 9xRock faz parte de uma banda – os Manifesto -, estuda Comunicação Social e Cultura, trabalha em part-time na área do turismo e é responsável por uma página de música no jornal “União” – Musicofilia – há já quatro anos. Esta tem ainda um blogue na internet que é gerido pelo próprio e se encontra no seguinte alojamento: http://www.musicofilia.blogspot.com/. Contudo, Miguel Linhares faz questão de referir que alguns dos seus hobbies representam, no fundo, aquilo que pretende fazer da sua vida profissional no futuro – “o curso que estou a tirar, por exemplo, nem o estou a tirar propriamente pela comunicação social, mas mais pela cultura”.
Como músico, fã e até mesmo crítico musical, Miguel Linhares assume que, a nível global, a música nos Açores “não está muito má”. “Existe neste momento, embora ao de leve, entidades que começam a tomar em consideração os músicos regionais. Quanto ao Rock, que é onde me sinto melhor, considero que as coisas já não vão assim tão bem. Existem muitas e boas bandas, mas os recursos e as oportunidades continuam a ser muito poucos. Enquanto não houver maior respeito por essas bandas da parte de algumas pessoas que detêm o poder, estes jovens não vão conseguir levar a lado nenhum o seu trabalho”, conclui.
Nuno Costa
in Factos Magazine [www.unicacomunicacao.pt]
Fotos: João Bruno Raposo, Soraia Bettencourt e Filipe Rocha
A operar nos meandros musicais desde 1992, este grupo de “vizinhos e amigos de infância” aponta a eclética ideologia deste núcleo como o resultado de um “interesse individual por outras áreas como o design, a publicidade, o teatro, para além da música [o seu principal fio condutor], suportado numa importante formação académica”. No entanto, ao descrever o estatuto da 9xRock, Miguel Linhares, o seu mentor, refere que “esta funciona como uma associação cultural mas, no fundo, é um guia informal de jovens que organiza alguns eventos”. Porém, este núcleo já pondera a constituição de uma empresa baseada no considerável sucesso que as suas organizações têm tido. “Para além de querermos promover eventos, gostaríamos também de fazer deste núcleo a nossa ocupação diária”, sublinha Miguel Linhares.
Os primeiros passos da 9xRock foram dados muito graças ao apoio da “Fanfarra Operária Gago Coutinho e Sacadura Cabral”, espaço terceirense onde puderam pôr em prática os seus primeiros eventos, nomeadamente jam sessions e pequenos concertos. A partir de então, este núcleo foi expandindo ideias até chegar ao arrojado “Festival Abismo” realizado em Setembro do ano transacto no parque de campismo da freguesia dos Biscoitos. Com dois palcos, muita música e inúmeras actividades lúdicas e recreativas, este festival com formato único nos Açores ficou, ainda assim, “aquém das expectativas da organização”. “Houve alguns percalços, nomeadamente no que diz respeito às condições climatéricas que nos prejudicaram no primeiro dia, entre outros problemas técnicos impossíveis de resolver. Mas tivemos cerca de 4 mil pessoas no festival, não houve prejuízo e todos os nossos patrocinadores acabaram por ficar satisfeitos”, conclui Miguel Linhares.Abraçar um projecto desta dimensão foi uma realidade completamente nova para a 9xRock. Miguel e companhia já tinham este projecto em papel há cerca de um ano e meio. Entretanto, a entrada em cena da Celeiro Produções proporcionou um reforço de ideias e facilitou a realização do festival. Por outro lado, o apoio das entidades governamentais não foi difícil de garantir pois, segundo Miguel Linhares, “o projecto estava mesmo bom”.
Miguel Linhares encontra-se neste momento a estudar Comunicação Social e Cultura na Universidade dos Açores, em Ponta Delgada. Embora isto cause a dispersão do staff da 9xRock, que se encontra maioritariamente na ilha Terceira, o seu mentor afirma que “não é difícil trabalhar à distância, pois estamos sempre em contacto por telefone ou e-mail. Por outro lado, esta situação acaba por ser benéfica para nós porque proporciona um maior conhecimento de causa das diversas áreas dos Açores, beneficiando assim os intentos de expandir geograficamente as várias actividades da 9xRock”, explica Miguel Linhares. O primeiro resultado disso foi a organização da apresentação do segundo DVD da série “Fala Quem Sabe”, no Coliseu Micaelense, e para o futuro a 9xRock prevê um intercâmbio de bandas entre S. Miguel e Terceira. Neste âmbito, Miguel Linhares faz questão de frisar que a 9xRock não pretende lucrar nada quando o assunto é apoiar as bandas regionais. Inclusive, esta já levou ao continente três bandas terceirenses para fazer algumas datas, nomeadamente no Hard Club, em Vila Nova de Gaia. “Tivemos apoio da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e do INATEL e as bandas não pagaram absolutamente nada”, refere Miguel Linhares.Para 2007, a 9xRock já traça o seu plano de actividades, mas ainda considera ser cedo para revelar muitos pormenores. Contudo, Miguel Linhares aponta a realização do “Festival Abismo”, o aniversário de uma das maiores empresas dos Açores, que para já não revela, e o projecto da programação das festas Sanjoaninas como alguns dos seus principais “cavalos de batalha”.
Paralelamente, Miguel Linhares mantém uma vida muito activa. Para além da gestão da 9xRock faz parte de uma banda – os Manifesto -, estuda Comunicação Social e Cultura, trabalha em part-time na área do turismo e é responsável por uma página de música no jornal “União” – Musicofilia – há já quatro anos. Esta tem ainda um blogue na internet que é gerido pelo próprio e se encontra no seguinte alojamento: http://www.musicofilia.blogspot.com/. Contudo, Miguel Linhares faz questão de referir que alguns dos seus hobbies representam, no fundo, aquilo que pretende fazer da sua vida profissional no futuro – “o curso que estou a tirar, por exemplo, nem o estou a tirar propriamente pela comunicação social, mas mais pela cultura”.
Como músico, fã e até mesmo crítico musical, Miguel Linhares assume que, a nível global, a música nos Açores “não está muito má”. “Existe neste momento, embora ao de leve, entidades que começam a tomar em consideração os músicos regionais. Quanto ao Rock, que é onde me sinto melhor, considero que as coisas já não vão assim tão bem. Existem muitas e boas bandas, mas os recursos e as oportunidades continuam a ser muito poucos. Enquanto não houver maior respeito por essas bandas da parte de algumas pessoas que detêm o poder, estes jovens não vão conseguir levar a lado nenhum o seu trabalho”, conclui.Nuno Costa
in Factos Magazine [www.unicacomunicacao.pt]
Fotos: João Bruno Raposo, Soraia Bettencourt e Filipe Rocha
Subscribe to:
Posts (Atom)


