Monday, May 07, 2007

Orphaned Land - Em Portugal

A 6 e 7 de Julho os israelitas Orphaned Land vão actuar em Portugal no Santiago Alquimista, em Lisboa, e na Junta de Freguesia de Panoias, em Braga, respectivamente. A acompanhar a banda em ambas as datas nacionais estarão os ThanatoSchizO e os Thee Orakle. Os ingressos para os espectáculos custam 15 euros. O seu início está marcado para as 21h00.

Anomally - No Recreio dos Artistas

Os terceirenses Anomally vão actuar no próximo dia 12 de Maio [sábado] no Recreio dos Artistas, em Angra do Heroísmo, com a abertura a cargo dos 4Saken que encetam aqui o seu regresso aos palcos e apresentam assim o seu novo line-up. O concerto tem início às 22h00 e as entradas são gratuitas.

Entrevista With Passion

DE OLHOS FECHADOS...

De um efervescente estado californiano, mais precisamente de Sacramento, emergem os With Passion que, forçados a vencer as já comuns remodelações de início de carreira, chegam, finalmente, ao seu disco de estreia. Da sua base musical fervilha uma série de influências que vão desde o hardcore ao death metal, passando pelo metalcore e até mesmo o virtuosismo clássico de uns Into Eternity, mas o que é certo é que os With Passion transmitem uma garra e fibra contagiantes. Em dez temas somos capazes de ouvir um sem número de riffs e mudanças rítmicas bruscas num produto final que, embora desafiante e sumptuoso, não será de fácil digestão. Mas é sobre trabalhos e músicos audazes que recai o interesse actualmente. O baixista Mike Nordeen fala-nos sobre “What We See When We Shut Our Eyes” – o seu primeiro álbum, editado pela Earache Records – e da fase conturbada que viveram nos seus primeiros anos de carreira.


Estou certo de que o desenvolvimento inicial da carreira dos With Passion não foi o mais fácil... Vocês tiveram algumas dificuldades em assegurar o vosso line-up. Poder-se-à falar em falta de convicção por parte dos vossos antigos elementos?
Os With Passion passaram pelas mesmas dificuldades por que passam a maioria das bandas. A nossa situação não é diferente da de bandas como Dead To Fall, Poison The Well, Pink Floyd, The Black Dahlia Murder, Between The Buried And Me, Throwdown, Metallica, The Red Chord, etc. Na realidade esta é uma pergunta algo “provocatória”, mas o que nos realiza, acima de tudo, é verificar que a banda sobreviveu a todas estas mudanças, a todas as diferentes personalidades dos seus elementos, às tournées e tendências musicais. As mudanças de line-up são sempre muito difíceis de digerir, mas não diria que houve falta de convicção dos nossos ex-elementos. A vida em digressão não é fácil e não é para qualquer um. Simplesmente, a vida levou-os em direcções opostas à da banda.

Em algum momento pensaram em desistir? Sentiram-se frustrados?
Sim. Á semelhança do que disse anteriormente, a vida numa banda que faz digressões não é fácil e não se adapta a qualquer pessoa. Por vezes gera situações muito complicadas. Chega a um momento em que fazes uma pausa, reavalias as coisas e prossegues em função disso. A vida de uma banda é como uma relação interpessoal. Existem altos e baixos e atingem-se pontos em que tens que discernir se as contrapartidas ultrapassam os benefícios. Se me perguntas se essa vida me deixa feliz, respondo sim, sem dúvida! Tocar numa banda e poder fazer digressões deixa-me feliz como nenhuma outra coisa na vida. Triste seria não ter esta possibilidade. Eu penso que para certas pessoas, e para muitas como eu, é inimaginável as nossas vidas sem a música.

Imagino que a concorrência em Sacramento seja muito alta. Partiram do princípio, quando formaram a banda, de que teriam que criar algo suficientemente distinto para se poderem destacar desta forte concorrência?
É verdade, a concorrência em Sacramento é extremamente elevada, assim como é em outras grandes cidades da Califórnia. Existem muitas pessoas “famintas” por chegar longe e isto levou a que os padrões de talento aumentassem em diversas áreas. Quanto a nós, penso que apenas queríamos divertirmo-nos a tocar numa banda. O metal pode ser intrincado, melódico, pesado e... divertido! Por isso avançámos com a criação da banda. Acabamos por ficar “presos” a esta e isto levou-nos aonde estamos. Verdadeiramente, não se passou muito mais que isso. Todos tencionávamos apenas tocar música.

E consideram-se, em algum aspecto, uma banda com uma identidade peculiar? Na minha opinião, considero-vos compositores algo esquizofrénicos![risos]

Na verdade, não nos consideramos peculiares em nenhum sentido. Apenas pessoas peculiares... [risos]

Como se sentiram quando começaram a constatar que a banda estava efectivamente a crescer e a tornar-se em algo mais sério? Algo que vos “assustou” em algum momento?
Nós estivemos concentrados desde o início de forma que não te posso precisar se se deu alguma vez um momento desses. Nós queríamos simplesmente sair daqui, tocar em qualquer sítio, nem que fosse em garagens, caves, pátios... até chegarmos a um verdadeiro palco. Quanto mais espectáculos fazíamos significava que podíamos tocar ainda mais. Portanto, vivíamos o momento... Penso que o ponto de viragem apenas se deu quando a Earache nos fez a proposta. Ainda assim, nós apenas queríamos continuar a viver cada momento e este foi realmente um bom ponto de partida. Creio que só nos assustámos mesmo quando nos vimos incapazes de pagar todas as despesas quando estávamos na estrada.

E como foi a primeira vez que estiveram lado a lado com algumas lendas do Metal, a partilhar palcos e bastidores?
Sempre extraordinário!

Talvez os membros que abandonaram os With Passion nunca pensassem que a banda conseguisse chegar tão longe...
Não necessariamente. Eles apenas interiorizaram a ideia do quanto seria trabalhoso chegar “lá” e decidiram que o seu tempo seria mais bem empregue noutras coisas.

Já agora explica-me como os membros dos Conducting From The Grave se juntaram aos With Passion…
Bom, ambas as bandas sofreram várias mudanças de line-up e então o que fizemos foi fundir as duas bandas. Decidimos manter o nome With Passion porque a banda tinha ligeiramente mais preferencia por este.

Vocês já chegaram a estar ambas em digressão, nomeadamente no início de 2006. Entretanto, li no vosso site que os Conducting From The Grave iriam entrar num hiato indeterminada. Já chegaram a alguma conclusão sobre o seu futuro neste momento?
Os Conducting From The Grave não queriam anunciar que a banda estava oficial e definitivamente acabada apenas por precaução. Mas agora, uma vez que os With Passion se estão a dar bem e a trabalhar a tempo inteiro eles não têm planos de reavivar a banda.

Antes de falar um pouco sobre “What We See When We Shut Our Eyes” esclarece-me um ponto: porque decidiram, ironicamente digo eu, colocar no vosso My Space, na categoria “sounds like”, alguns maus comentários que as pessoas vos têm dirigido? Poderemos vê-los como uma maneira de confrontar as pessoas que levam a vida a dizer asneiras sobre as bandas?
Sim, é muito isso... Achamos divertido quando as pessoas dizem que soamos a coisas que não fazem o mínimo sentido ou quando fazem o triste esforço de tentarem insultar-nos. Acima de tudo, somos uma banda que adora divertir-se e achámos estes comentários engraçados. Nós publicamos no My Space todos os comentários que vão para além do convencional, pois achamo-los divertido!

Relativamente ao vosso novo disco, primeiramente, acredito que estejam muito orgulhosos dele…
Realmente sentimo-nos muito orgulhosos! Despendemos muito tempo e esforço na sua concepção, especialmente quando tivemos que deixar para trás das costas muita coisa.

Compor este novo disco foi diferente de compor o EP “In The Midst Of Bloodied Soil”? Desta vez devem ter sentido uma responsabilidade acrescida uma vez que assinaram com uma grande editora e, por outro lado, têm agora uma legião de fãs maior que deposita outras expectativas em vocês...
Sim, este disco foi composto de forma um pouco diferente da do nosso último. Gravar “The Midst Of Bloodied Soil” foi mais um juntar de peças. Em “What We See When We Shut Our Eyes” seguimos uma perspectiva muito mais aberta e esforçamo-nos muito mais na composição dos temas e suas transições. Nós concordamos também quando falas da responsabilidade. O segundo álbum é aquele que define o futuro de uma banda. Ou a “faz” ou destrói!

Creio que musicalmente os With Passion apresentam-se muito mais técnicos neste novo trabalho. Este é um princípio para a vossa música?
O principal objectivo dos With Passion é tocar música que lhes agrade e dê gozo a compor. O facto de recorrermos muito à técnica tem a ver com o facto de querermos tirar mais gozo ao tocar algo que gostamos de ouvir. Algumas das nossas bandas favoritas são Brand New, Rilo Kiley, Misery Signals, Dredg, Pantera, Radiohead, Into Eternity, The Get Up Kids, etc. Temos uma lista imensa de bandas que gostamos!

Gravar com o Erik Rutan deve ter sido igualmente uma experiência marcante, mas também muito exigente...
O Erik Rutan e o Brian Elliot são produtores espantosos! São muito rígidos, mas acredito que isto nos obrigou a ser melhores músicos e a trabalhar arduamente no sentido de obtermos um álbum melhor. Eles são também das pessoas mais simpáticas e divertidas com que tivemos a honra de trabalhar.

Recentemente estiveram em digressão com os Architect e Iscariot nos Estados Unidos. Como correram os concertos?
Estar em digressão é sempre muito divertido!

Como reagiu a audiência?

Parecia que estavam a gostar muito do nosso novo material. Esperamos manter esta tendência.

“What We See When We Shut Our Eyes” chega às lojas apenas no dia 8 de Maio nos Estados Unidos. Quais são as vossas expectativas em termos de vendas?
Esperamos que este disco seja mais bem sucedido do que o anterior. Sentimo-nos muito mais confiantes, musical e profissionalmente, em relação ao nosso novo disco. As expectativas são altas em relação ao nosso futuro após este ser lançado.

Na Europa ele já está disponível. Como está a ser a sua aceitação?
A cena europeia parece estar a reagir muito bem! Por isso, desejamos poder ir aí brevemente e fazer alguns concertos para a malta toda.

Para finalizar, queres endereçar algum comentário? Acredito que não oiças falar de Portugal com muita frequência. Por acaso, conheces alguma coisa do nosso panorama metálico?
Antes de mais agradeço-te por teres tirado um tempo para nos concederes esta entrevista e termos a possibilidade de falarmos aos nossos possíveis fãs portugueses e a partir desta tentar fazer novos. Quanto ao Metal em Portugal, pelo que oiço falar vocês têm bandas de death metal muito boas!

Nuno Costa

Sunday, May 06, 2007

Crónica

BLOGOMANIA

Já lá vão uns bons 14 ou 15 anos a ouvir Metal e ainda me recordo, com algum saudosismo, dos tempos em que recebia catálogos, sempre acompanhados de flyers fotocopiados a preto e branco pois o dinheiro era (e ainda é) escasso, em que a única maneira de estarmos a par das mais recentes novidades era com as revistas vindas de Espanha, com atrasos de meses, ou então com as fanzines lançadas sempre com a regularidade possivel.

Convido-vos a recuarem um pouco no tempo até 1997, altura em que eu - e quem diz eu diz toda uma geração de 80 - lia fanzines em busca de notícias, entrevistas com as bandas do momento e reviews aos álbuns editados na altura. Enquanto isso Jon Barger editava o primeiro blogue. Descrever todas as outras páginas interessantes que se encontrava era a finalidade deste. Entretanto, e com o passar dos anos, os blogues foram conquistanto aqueles que pretendiam expressar as suas ideias muito graças à sua facilidade de utilização. Inicialmente via um blogue como um diário pessoal onde qualquer pessoa podia escrever textos, ideias que, por vezes, não continham qualquer tipo de interesse para a comunidade cibernautica. É certo que nem todos seguiam a mesma ideologia e foi com grande satisfação que comecei a aperceber-me que estavam a surgir blogues que disponibilizavam novidades sobre o Metal, onde iam sendo colocadas noticias a qualquer hora, reviews de albuns, entrevistas, ou seja, estava perante uma verdadeira fanzine, mas online.

Regressando ao presente, os tempos são outros e dou por mim todos os dias a receber novidades do mundo do Metal por e-mail, nos sites de editoras ou bandas, nos fóruns e, claro está, através de blogues dedicados a essa paixão. Como músico e apreciador de Metal, tento estar sempre informado e, graças a este novo modelo de fanzine, fui tomando contacto com tudo o que se passa ao meu redor, conheci novas bandas e cheguei ao ponto de ver a minha própria banda citada em alguns. Há os bons, os menos bons, os credíveis e aqueles que talvez não mereçam tanto a minha atenção. Mas regra geral todos tentam transmitir algo que afinal de contas é comum a muita gente - a paixão pelo Metal.

É com alguma nostalgia que escrevo esta crónica e os que são da minha geração provavelmente sentirão o mesmo ao lê-la. No entanto, há que admitir que os blogues vieram facilitar e em muito aquilo que outrora era feito com muita dificuldade. Não estou a querer com isso dizer que hoje em dia o que é feito não é com o mesmo amor que era feito à 10 ou 20 anos atrás até porque alguns dos blogues são editados precisamente pelas pessoas que anteriormente escreviam essas fanzines. Obviamente que a facilidade de edição de um blogue, a rapidez com que a informação é transmitida e o facto de ser totalmente gratuito foram factores imprescindíveis que os levaram a optar por esta solução.

Vivemos num tempo em que a informação já não circula com meses ou até mesmo anos de atraso, mas sim a Mbps... Tudo está disponível à distância de um simples click. São estas as maravilhas da tecnologia.

Miguel Aguiar [Anomally]

Friday, May 04, 2007

Shadowsphere - Novas datas

Os Shadowsphere vão estar na próxima sexta-feira, 11 de Maio, no Ponto de Encontro, em Cacilhas, para um concerto ao lado dos convidados Deathland. O espectáculo tem início às 21h00 e as entradas são grátis. No dia 19 de Maio é a vez da banda rumar ao Teatro Sá da Bandeira, no Porto, para cumprir a sua presença no Velha Guarda Metal Fest.

The SymphOnyX - Hoje em entrevista

Esta noite os vimaranenses The SymphOnyX vão estar à entrevista pelas 21h30, no programa “Via Nocturna” da Rádio Riba Távora, emitida nas frequências 90.5 e 100.8 FM, ou através da internet pelo link http://www.rrt.pt.vu/. Acrescenta-se que este é um mês especial dedicado aos The SymphOnyx.

Thursday, May 03, 2007

Blister - Novo álbum apresentado este sábado

"Bigger Than Us" é o novo registo de longa-duração dos lisboetas Blister. A banda onde pontifica o guitarrista Gonçalo Pereira vai fazer a sua apresentação já este sábado, 5 de Maio, no bar W, em Alcântara. "Bigger Than Us" sucede a "Without Truth You Are The Looser", de 2004, e será editada pela "Sociedade das Malhas".

Wednesday, May 02, 2007

Blumen - Na FNAC Colombo

Esta sexta-feira, 4 de Maio, os Blumen vão actuar na Fnac Colombo e apresentar o seu disco de estreia,“Blumen”. O concerto tem início pelas 21h30.

Agenda - Electro/Industrial Rock na Moita

Os almadenses The Ditch vão actuar ao lado dos Kronos no próximo dia 10 de Maio no In Live Caffé, na Moita, pelas 23h00.

In Peccatvm - Com novo baterista

Depois da inclusão de um teclista, Bruno Santos [A Dream Of Poe, ex-Sacred Tears], no Verão passado, os micaelenses In Peccatvm passam também, a partir de Abril, a contar com um novo baterista fixo - João Oliveira [Strapping Lucy]. Desta feita, Hélder Almeida passa exclusivamente a encarregar-se da guitarra. De resto, a banda continua a compor material para a futura gravação de um novo trabalho de estúdio.

The Prophecy - Em Portugal este Verão

Os ingleses The Prophecy são um dos primeiros nomes confirmados para a edição deste ano do festival Pontapé na Canela a decorrer no dia 24 de Agosto, em Vargos [Torres Novas]. A promover “Revelations”, o seu último CD lançado no início do presente ano, a banda de Doom/Death Metal poderá ainda cumprir mais uma data em Portugal, possivelmente no dia 25 de Agosto, no âmbito da sua tournée nacional.

Assemblent - Em Grandôla

Os Assemblent vão marcar presença como cabeças-de-cartaz no dia 13 de Julho no festival Metal GDL, em Grandôla. Dois dias depois, os autores de “Equilibrium”, lançado no ano passado, sobem ao palco do Convento de S. Francisco, em Coimbra, numa noite em que são cabeças os alemães Samael.

Thrashmania 2 - Excursão para Sodom

Para acolher a vinda dos lendários thrash metalers alemães Sodom a Portugal, no dia 12 de Maio, ao Cine-Teatro de Corroios, está a ser organizada uma excursão de autocarro do Porto, com partida às 14h00. O preço do bilhete é de 20 euros. Mais informações através dos telefones: 916 411 801[Ricardo] e 934 396 587 [Pimenta]. Relembramos que na primeira parte do espectáculo estarão os Angrif e os Alcoholocaust. O bilhetes para o evento já estão disponíveis, nos locais do costume, referidamente a 16 euros [antecipadamente] e 18 euros [no dia].

Skypho - Novo EP esta sexta-feira

Sexta-feira, 4 de Maio, os Skypho vão efectuar o lançamento do seu primeiro E.P. com um concerto no Time-Out Rock Café, em Ovar, com início marcado para as 23h00. De nome “Nowhere Neverland”, o seu primeiro registo profissional foi gravado nos IM Studios, em Matosinhos, por Ivo Magalhães [Feed, Lullabye, Stream, Efland] e é composto por cinco temas. Dois dos quais estão disponíveis no Myspace da banda.

More Than A Thousand - Mais datas em Portugal

Iniciada a sua mini-digressão nacional na passada segunda-feira, num concerto no Gramado Bar, em Sta. Comba Dão, os setubalenses More Than A Thousand [actualmente a residir em Londres] vão dar seguimento à sua “Begggers Aren’t Choosers Tour” no próximo dia 4 Maio [sexta-feira] na Associação de Rio de Loba, em Viseu, tendo como bandas de abertura os One Hundred Steps, Hills Have Eyes, Eleven Miles Part e Unbridled. O espectáculo tem início às 21h00 e as entradas custam 5 euros.

Tuesday, May 01, 2007

ThanatoSchizO - Terceiro vídeo de estúdio

Está já disponível no You Tube a terceira vídeo reportagem das sessões de gravação do quarto álbum dos ThanatoSchizO. Aceda neste link. Poderá ainda recordar os dois primeiros vídeos nos seguintes endereços:

1º vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=_B2DOdsGmMA
2º vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=plluV1xb3jI

The SymphOnyX - Em Fafe

Os vimaranenses The SymphOnyX vão actuar no Estúdio Fénix, em Fafe, no dia 12 de Maio, pelas 21h30. As entradas são livres.

Urban Tales - Primeiro álbum em Maio

Após o lançamento de uma auspiciosa demo, no início de 2006, os lisboetas Urban Tales preparam-se para lançar, no dia 12 de Maio, o seu álbum de estreia. A cerimónia de lançamento decorrerá no Santiago Alquimista, em Lisboa, a partir das 22h00.

Monday, April 30, 2007

The Eternal - Gótico australiano em Portugal

A cumprir neste momento a sua tournée europeia, os australianos The Eternal vão também marcar a sua presença em Portugal nos dias 4, 5 e 6 de Maio, no In Live Caffe, Meia Via e Fábrica do Som, respectivamente. Na primeira data, na Moita, vai-se fazer acompanhar pelos Desire, na segunda, em Torres Novas, pelos Desire, Painted Black e Slime Fingers e na terceira, no Porto, pelos Necris Dust. Os concertos têm em todos as datas hora de início marcada para as 22h00 e os bilhetes custam 10 euros, para as duas primeiras noites, e 6 euros, para a terceira.

Entrevista Blumen

FUN & ROCK’N’ROLL

A história do grupo que se juntou descomprometidamente para criar uns temas, tocar ao vivo e regar-se em alguma cerveja, já não é novidade nenhuma. Contudo, nem todos parecem ter a mesma honestidade na maneira como apregoam e põem em prática o seu life style. Os Blumen, de Almeirim, - aliás, como poderão constatar por esta entrevista – transpiram uma atitude muito crua, divertida e do it yourself. O resultado desta soma está patente no seu álbum de estreia homónimo, lançado no início deste ano, e que é um interessante exercício de rock alternativo, energético e muitas vezes embrenhado num feeling clássico. Rock degenerativo é a simbologia que o grupo encontra para definir o seu som, mas, trocadas algumas palavras com o vocalista e guitarrista José Pedro, percebemos que... tudo isto pouco importa!

Através da vossa biografia conseguiram suscitar-me uma série de dúvidas... Não é um texto muito convencional. Antes de mais, quando se formaram?
Essa é a primeira questão difícil… Por um lado, parece que sempre existimos, por outro, parece que foi mesmo agora. Esta formação é de 2002, altura em que entrou o Tó para tocar baixo. Eu, o Bruno e o Artur já nos juntávamos de vez em quando aos fins-de-semana, decorria o ano de 2001. E isso já era um reencontro, uma vez que nós os três já tínhamos tocado juntos, com line-ups diferentes, desde há uns anos a esta parte, mas tínhamos estado separados a fazer outras coisas… Em 2002, gravámos as primeiras ideias como colectivo, daí tenha sido uma boa data para marcar um começo. No final desse ano, porém, emigrei para Inglaterra, onde estive dois anos e meio a estudar produção e a trabalhar como produtor e músico. Claro que as coisas com os Blumen ficaram em stand by. Mesmo assim ainda demos dois concertos quando estava cá de férias. Foi só a partir de 2005, e com o meu regresso, que começámos então um trabalho mais consistente: tocar ao vivo, gravar demos…

Quanto aos “sentidos opostos” do vosso crescimento, imagino que se referem aos vossos gostos musicais, mas explica-nos mais pormenorizadamente até que ponto vão essas disparidades...
Vão desde o metal extremo à música de dança! Claro que aí pelo meio temos pontos em comum e todos nós somos bastante ecléticos naquilo que ouvimos. Gostamos sobretudo de música “porreira”, sem nos colarmos muito a estilos. E vamos emprestando e dando a conhecer música uns aos outros, o que é muito bom em termos de partilha de gostos e de ideias a, eventualmente, explorar.

Rótulos são quase sempre alvo de repugna dos músicos, mas no vosso caso até se baptizaram e creio que até resulta bem... Pelo menos desperta alguma curiosidade. Rock degenerativo, porquê?
Em primeiro lugar ainda bem que gostaste! Esse termo foi sugerido pelo Bruno e nós gostámos do conceito. E surgiu porque, como dizes, os rótulos são sempre estranhos - pelo menos pra nós enquanto músicos são mesmo - e não achamos que pertencemos a nenhuma corrente musical nem nos preocupamos com tal. Aliás, a nossa preocupação é precisamente ter uma sonoridade assumidamente nossa e, portanto, genuína. No nosso imaginário o termo descreve um rock como gostamos de o fazer: sem preconceitos ou filosofias ao mesmo tempo que desconstruímos/desmistificamos os clichés associados ao género.

Fiquei também a perceber pela vossa biografia que os Blumen são quase um “acidente de percurso” de um grupo de amigos, certo? “Curtir” parece ser o lema...

É mesmo esse o espírito! Afinal isto é entretenimento e para entreteres tens de estar entretido! Quando nos reagrupámos foi mais com o sentido de tirar o “pó” do material que estava encostado e não estarmos parados (nisto quem faz/fez música tem sempre o bichinho); eventualmente dar uns concertos a troco de grades de minis e bifanas! [risos] É com esse espírito que vamos para os ensaios e concertos, porque gostamos mesmo de fazer isto. Tentamos nunca recusar convites para tocar, independentemente de quão longe é, mas claro, já ficámos a perder dinheiro só para ir tocar. Depois de 2005, a coisa foi ganhando outra dimensão, tanto musical como em termos de dinâmica - chamemos-lhe seriedade – mas, mesmo assim, tentamos organizar tudo o melhor possível com antecedência para podermos estar em palco descontraídos e despreocupados, tanto no soundcheck como depois no concerto. Lá porque levamos as coisas mais a sério, não pensamos deixar de nos divertirmos!

Os “copos” serão então, eventualmente, uma das maiores forças impulsionadoras no processo criativo dos Blumen? [risos] É mais uma das notas a que achei piada no vosso registo biográfico...
Acho que apanhaste bem o espírito da coisa! [risos] No fundo se calhar é essa a nossa essência. Como quem sai à noite para beber uns copos com os amigos. É tudo uma grande saída à noite! [risos]

No entanto, houveram, por sinal, também alguns percalços ao longo do vosso percurso. Nem sempre foi fácil manter o vosso line-up, certo?
Em Blumen como somos hoje, felizmente, não tem havido problemas. Já tivemos sim outros projectos e bandas que não resultaram, ou de onde nos descartámos ou onde houve malta que saiu - nunca por conflitos entre nós - mas Blumen em si manteve o “plantel”… Antes de sermos uma banda, somos bons amigos desde putos e, como tal, lidamos bem com as manias uns dos outros. Antes do Tó se ter juntado tínhamos tido também malta convidada a tocar máquinas, ou outros instrumentos, mas mais porque procurávamos uma sonoridade...

A banda tem tocado muito?
Felizmente achamos que sim! Sobretudo em 2005 e 2006, onde conseguimos uma boa média de concertos - semana sim semana não – o que para uma banda sem edição foi espectacular. Pisámos também palcos suficientemente díspares, desde a terriola mais interior ao Hard Rock Lisboa. No princípio deste ano a coisa tem estado mais calma porque a nossa disponibilidade mudou relativamente - e temporariamente [é o que dá não viver só disto] - mas esperamos ainda compensar a partir de Maio, até porque queremos promover o álbum.

E desde que “Blumen” saiu, o que sentiram que mudou?

Mudámos nós! [risos] Fizemos um esforço considerável para que saísse para provar a nós próprios que éramos capazes, e isso fez aumentar a nossa auto-estima e força para continuar. Mudámos também no sentido em que o álbum pretende ser o desfecho de um período muito activo tanto criativamente como de concertos e em que, ao contrário do que se faz hoje em dia, primeiro experimentámos os temas ao vivo e só depois editámos o álbum. Assim abrimos as portas para aquilo que queremos fazer a seguir enquanto pomos um ponto final naquele que foi o nosso período de [re]descoberta uns dos outros enquanto músicos. Mudou também a exposição da banda, já que temos divulgado “Blumen” bastante. Mudou a credibilidade e o respeito, já que temos tido muita gente a apoiar o facto de ser uma edição independente. Têm naturalmente aparecido mais convites e solicitações e mais gente a querer beber copos com a gente![risos]

As críticas têm sido boas?
Muito positivas! As boas porque nos enchem o ego e as menos boas ou más – que não são bem más mas antes maneiras politicamente correctas de dizerem que não gostaram e tornam-se insípidas – porque nos apontam coisas que podemos melhorar ou pessoas às quais nunca mais daremos satisfações [há malta que critica e não sabe o que está a dizer]. Mas, sobretudo, e como disse atrás, sabe bem ouvir o encorajamento por ser um esforço independente.

Como é que um grupo como o vosso, aparentemente tão “descomprometido”, chega à conclusão de que deve gravar um disco?
Para não nos esquecermos de como se tocam os temas! [risos] A ideia de gravar um álbum começou um pouco por aí, tínhamos gravado ideias e daí aproveitámos demos para concertos e alguma divulgação. Entretanto, as coisas amontoaram-se e já temos bastantes mais temas que, naturalmente, também gostamos de tocar. Quisemos ter assim um registo, para nós próprios e para presentear à malta que nos tem seguido, das ideias e dos temas mais antigos que fomos explorando durante a nossa “ressurreição”. Em vez de estar a lançar dois ou três EP’s e uma vez que tínhamos aqueles temas todos já “prontos” - se é que isso existe - , achámos que um álbum era uma ideia megalómana o suficiente para nós! [risos] Tem lógica esses temas aparecerem juntos porque são parte de uma fase.

Vocês continuam a promover “Blumen” de forma independente, certo? Esta foi uma opção ou uma limitação?
A edição e promoção têm sido independentes e devem continuar assim e são um pouco por limitação e muito por opção. Naturalmente que de início enviámos demos e tentámos levantar algum interesse por parte de editoras. Fomos recebendo respostas negativas e propostas descabidas, ou que implicavam perdas de controlo ou de direitos ou avançar com dinheiro que não tínhamos. Entretanto, não parámos e fomos desenvolvendo o trabalho esperando apresentar um produto final mais apelativo e que facilitasse a vida às editoras, mas sem nunca perder a estratégia de edição independente de vista. Claro que, como tivemos mais trabalho, também nos foi mais difícil negociar situações que considerámos desvantajosas. Já com o produto final optámos, assim, por amor ao que tínhamos nas mãos, por editar independentemente. Actualmente, procuramos apoio para distribuição, uma vez que pretendemos chegar ao maior número de pessoas possível e uma editora/distribuidora pode fazê-lo melhor que nós…

Neste momento, o vídeo para “Twist & Shout” já deve estar concluído, certo?
Fala-nos um pouco dele.

Infelizmente ainda não... Incumbimos um amigo nosso dessa árdua tarefa e ele entregou-se activamente ao empreendimento. Infelizmente, tem tido algumas complicações técnicas e falta de disponibilidade. Mas nós preferimos esperar do que entregar esse trabalho a outra pessoa. Quando se é independente os prazos podem ser mais esticados e, como disse antes, a nossa própria disponibilidade para promoção tem estado mais condicionada de qualquer maneira, por isso não há pressa… Em relação ao vídeo, fizemos uns takes para experimentar; fez-se uma montagem na altura e todos vimos e discutimos o que podia correr melhor ou pior. Voltámos a fazer takes e esperamos agora pela edição “descomprometidamente” sem pressas. De qualquer maneira o clip do tema “Make Me Real”, que está disponível no site e no youtube, está em reedição [uma vez que, inicialmente, só foi editado em baixa qualidade para divulgação na net] para ser divulgado em televisão, e está quase pronto!

De que falam as letras de “Blumen”?
Falam sobretudo de coisas mundanas. Pequenos [grandes] episódios relacionais entre pessoas e/ou individuais, conflitos interiores de personalidade e expectativas, críticas ou episódios sociais, mas sempre mais do ponto de vista de emoções e sensações tangíveis a toda a gente do que apenas a descrição óbvia de situações específicas… Em estados de embriaguez induzida muitas vezes pela própria realidade. Bonito, não? [risos]

Uma vez analisando “Blumen” não podia deixar de te pedir uma explicação para o facto de terem incluindo no seu alinhamento aquilo que creio serem erros de estúdio. A exemplo, a faixa 3 e 7...
Essas referências estão lá porque quisemos partilhar com a malta o nosso lado humano. Estão lá para quebrar o gelo e mostrar que nos estávamos a divertir [apesar de não se ouvirem as nossas gargalhadas no “control room”] e para mostrar que, apesar disto ser a sério, sim, temos uma atitude “despreocupada”, como disseste, em relação “à coisa”. Não os consideramos “erros” mas antes acontecimentos, como de resto devem acontecer com todas as bandas, mas nós optámos por deixá-los... Estão lá também, a par da capa e produção intencionalmente “blazé” para dar um pouco da nossa perspectiva rock às pessoas. Podíamos ter optado, com os mesmos recursos, por ter uma masterização e layout gráfico mais comerciais, mas optámos pela “envolvência” primeiro-álbum-de-banda-rock-independente por ser genuíno!

Neste momento quais são as vossas ambições?
Como disse antes, pretendemos chegar ao maior número de pessoas possível e estamos a fazer por isso. Espalhar a nossa “boa nova” de que para além de grandes filosofias e conceitos e opções estéticas da época, a música também serve para curtir e sair à noite e beber umas jolas… Naturalmente que, como imagino que qualquer banda queira, ambicionamos poder ganhar daqui um ordenado por ser isto que gostamos mesmo de fazer. Mas continuamos a fazê-lo maioritariamente para curtir e para os outros curtirem!

Nuno Costa

www.blumen.home.sapo.pt

Friday, April 27, 2007

Agenda - Unbridled, Void Maze e Pink Noise em Tondela

Amanhã [28] actuam no Santa Gula Bar, em Tondela, pelas 22h00, os Unbridled, Void Maze e Purple Noise. As entradas custam 2 euros.

Thursday, April 26, 2007

Connection - Estreiam-se amanhã ao vivo

Os açorianos Connection, novo projecto dos ex-Classic Rage Sílvio Ferreira [voz] e Mário Cabral [teclas], vão estrear-se amanhã [27], pelas 22h00, ao vivo na Semana Académica de Ponta Delgada na primeira parte dos GNR. A banda vai assim apresentar a demo online “Rebirth” que lançou em finais do ano passado.

www.connection.com.sapo.pt

Círculo de Fogo - Lança compilação online

Está disponível para download grátis no site do conhecido programa de rádio Círculo de Fogo (www.circulodefogo.com) uma compilação de bandas portuguesas. Segue o alinhamento da compilação:






01. HYUBRIS - Mulher do Rio
02. TANTRA - Kali
03. ATLANTHEA - Rise From The Water
04. ENCHANTYA - Night In Whisper
05. MINDFEEDER - Tear These Walls
06. WEB - Last War
07. TWENTYINCHBURIAL - 30 Minutes Journey
08. HO-CHI-MINH - Reload
09. DR. SALAZAR - Tarrafal
10. ASSACÍNICOS - Amélie
11. DECRETO 77 - Mais Não
12. BARAFUNDA TOTAL - S.O.S. Planeta Terra
13. ANGRIFF - BTKS-Life
14. AZAGATEL - For A Piece Of Heaven
15. SANCTUS NOSFERATU - Revelation
16. THE RANSACK - Curse Of God
17. RAW DECIMATING BRUTALITY - Sperm To Grind Your Ears
18. PROCESS OF GUILT - This Process

Wednesday, April 25, 2007

Aside - We Are Frequency Tour prossegue

Segunda-feira [30] os punk rockers lisboetas Aside voltam ao Culto Club, depois de uma actuação com os norte-americanos Ignite no dia 6 do presente mês, desta vez para um concerto em nome próprio. O concerto tem início às 22h00. De momento, a banda continua a promover "We Are Frequency", o seu último álbum, lançado em Abril de 2006.

MANIaCT - Rock paranóico no Culto Club

Os marinhenses, autocatalogados como banda de High Decibel Paranoia Rock, MANIaCT vão actuar no próximo sábado [28] no Cult Club, em Cacilhas. Como banda convidada estarão os The Wage, também da Marinha Grande. O concerto tem início às 22h00 e as entradas custam 3 euros. Dois dias depois, no dia 30 de Abril [segunda-feira], os MANIaCT vão também actuar no Rock Lab, na Moita, pelas 22h00.

Triplet - Encabeçam noite Emo/Rock

Sexta-feira [27] os lisboetas Triplet vão encabeçar uma noite direccionada para as sonoridades emo/rock no Cult Club, em Cacilhas, à qual se juntam os pombalenses My Cubic Emotion e os também lisboetas Molly Coddled. Esta é uma boa oportunidade para escutar os temas que farão parte do primeiro álbum dos Triplet – “A Fight For Your Heart” – a lançar no dia 25 de Maio. Os concertos têm início às 22h00 e o bilhete custa 5 euros.

The Bones - Punk amanhã no Culto Club

Amanhã [26] sobem ao palco do Culto Club, em Cacilhas, os suecos The Bones, os portugueses Capitão Fantasma - que acabaram de lançar o seu novo álbum “Viva Cadáver” – e os também suecos Stars Of The Silverscreen. Uma noite de punk/rock que tem início às 22h00 e cujo acesso vale 12 euros.

Tuesday, April 24, 2007

Redstains - EP para download

Os lisboetas Redstains estão a disponibilizar para download no seu site oficial temas do seu primeiro EP. Entretanto, a banda procura um novo baterista em virtude do abandono, por divergências musicais, de M Montenegro ao fim de oito meses no grupo. Os interessados em ocupar o lugar deverão obter mais informações em http://www.redstains.net/.

ThanatoSchizO - Novos capítulos de estúdio

Ficou hoje disponível no site Youtube o segundo vídeo de estúdio das sessões de gravação do quarto álbum dos ThanatoSchizO, a decorrer nos Rec’N’Roll Studios, em Valadares, com Luís Barros como produtor e Paulo Barros como assistente técnico. Aceda ao vídeo através deste endereço: http://www.youtube.com/watch?v=plluV1xb3jI. No que diz respeito a concertos ao vivo, relembra-se que o grupo de Santa Marta de Penaguião vai actuar ao lado dos Thee Orakle e Orphaned Land nos dias 6 e 7 de Julho, no Santiago Alquimista (Lisboa) e na Junta de Freguesia, Panóias (Braga), respectivamente, e a 14 de Julho com Samael, Epping Forest e Witchbreed no Dark Ritual Fest IV no Cine-Teatro de Corroios.

Cycles - Novo vídeo ao vivo

Está disponível no MySpace dos portuenses Cycles um novo vídeo ao vivo, neste caso de “My World”, gravado no seu último concerto no Timeout Rock Bar. Entretanto, a banda já deu por cessada a fase de promoção a “Phoenix Rising” e vai começar a compor material para o seu próximo trabalho para o qual já tem preparados 6 dos 14 temas que vão perfazer o seu alinhamento. O disco continua ainda sem título e sem data de lançamento prevista, mas o selo continuará a ser o da Independent Records.

Review

DARK TRANQUILITY
“Fiction”

[CD – Century Media]

Há muito que o seu selo se afixou nas entalhas do metal mundial sob influência de uma linhagem orientada pela fusão de elementos melódicos e extremos que originaram o célebre som de Gotemburgo. Da Suécia os génios musicais são mais que respeitados numa panóplia de talentos que nos faz desconfiar da água que bebem e do ar que respiram. Rendidos à imponência escandinava e a uma NWOSDM que intrinsecamente influenciou muito do que se passa actualmente no outro lado do Atlântico, chega-nos o oitavo registo de longa-duração deste colectivo formado em 1989.

Percebermos “Fiction” e a sua música não será tarefa nada complicada, nem inesperada a forma como nos sentiremos, quase de certeza, contagiados pelos seus riffs e batidas. Num contexto de carreira este poderá induzir a algumas indigestões para quem for da opinião de que a fórmula já está mais que gasta. Ainda neste contexto, o oposto [optimista] diz-nos que somos forçosamente levados a lisonjear a capacidade absolutamente invulgar dos Dark Tranquility em manter a coesão e o nível ao longo de tantos anos. Por isso, não se pense que essa suposta indigestão será um manifesto compreensível, pois o poder de composição de Mikael Stanne e Cª sobrepõe-se a tudo isso e é pleno de classe, honestidade e eficácia. Até mesmo para aqueles que já dissecaram e sorveram vezes sem conta o legado desta banda, ainda haverá todo o interesse em ouvir “Fiction”.

Em algumas linhas já conseguimos resumir o que se pode esperar deste trabalho e com que mentalidade o devemos encarar. É, sem dúvida, verdade que não encontrarão nada de novo no novo trabalho deste sexteto. Muito fácil será também apontar que “Fiction” é concebido totalmente a partir de resíduos das inflexões criativas de “Character”. É a referência mais directa e óbvia para descrever este conjunto de dez malhas. Porém, não arriscando quase nada, os Dark Tranquility oferecem ainda pequenas surpresas na forma de “compilações” de algumas das experiências do passado. Refiro-me, por exemplo, às vocalizações limpas de “Misery’s Crown” – directamente forjadas a “Projection” – e pelo recurso às já muito incidentes vozes femininas nos seus discos. Ocorreu em “Skydancer”, “The Gallery” e “Mind’s I” e desta feita foi a vez da faixa final “The Mundane And The Magic” abraçar a participação de Nell Sigland [Theatre Of Tragedy], numa excelente peça de todo envolta num espírito gótico. Pelo meio temos a faixa quase instrumental “Inside The Particle Storm” – onde Stanne intervém apenas por dois breves momentos -, que acaba por funcionar como um ligeiro repouso no disco.

Bem analisado “Fiction”, é ainda possível perceber que, apesar de este ser um disco mais sui generis, ou seja, mais pesado – parece que o experimentalismo de “Projection”, pelo menos por agora, está mesmo arredado do imaginário da banda – os Dark Tranquility obtêm um disco de tempos mais balançados do que propriamente regados daquela fúria rápida e mais técnica dos seus trabalhos iniciais, à excepção do tema “Blind At Heart”. Talvez por isso, em conjunto com a melodia de marca dos Dark Tranquility e seus ganchos infalíveis, este disco flua com normal facilidade, à semelhança do que aconteceu com os seus últimos discos.

“Fiction” é um conjunto de temas coeso, arquitectado com o mais rígido betão armado e que conservam a proeminência de uma aparente inesgotável criatividade . Se ainda assim se pode reclamar a repetição da fórmula, a verdade é que a força dos seus temas fala por si e por aí "Fiction" merece toda a nossa atenção. [8/10] N.C.

Monday, April 23, 2007

Prémios Açores Música 2006

Num formato hoje em dia isolado e muito inusitado ao longo da história musical açoriana, teve lugar no passado dia 18 de Abril, no Coliseu Micaelense, a primeira cerimónia de entrega dos Prémios Açores Música. Este evento partiu de uma concepção de longa data do jornalista e pertinaz apoiante da música açoriana José F. Andrade que se associou à empresa Só Festas, Lda. e em parceria com o jornal Açoriano Oriental, Rádio Açores TSF, site Música Total, Anima Cultura e Coliseu Micaelense colocou-a em prática. Segundo este, “o simples facto de se realizar uma noite como essa já é sinónimo de importância para os músicos açorianos. Digamos que é uma forma de os homenagear”, frisa. Partilhando desta ideia, tanto os nomeados como o público, reuniram-se no Coliseu Micaelense para saber o veredicto do júri ao qual cabia 50 por cento de uma decisão final repartida em igual proporção por uma votação pública, decorrida no site Músicatotal.net. Por entre o bom humor dos apresentadores e os espaços musicais dos Connection e Pedro Costa, a entrega dos prémios foi decorrendo ao ritmo de algumas críticas, retrospectivas mais sentidas, mas, sobretudo, muitos apelos de incentivo à música açoriana. Desde o convincente “viva a música” do teclista Carlos Frazão até à própria apresentadora – Solange Vieira - que defendeu que os músicos açorianos “deviam ser pagos para cantar”, passando pelo experiente Luís Gil Bettencourt que, em tom muito lúcido e conformado, diz que “os Açores são uma terra muito pequena e, por isso, com condições muito complicadas para os músicos” e que se estes quiserem chegar mais longe “devem ir para fora”, vários foram os elementos e pontos de interesse que tornaram esta numa noite importante para o panorama musical açoriano. Um momento também de reflexão onde se debateram os problemas do passado, olhou-se o presente e perspectivou-se o futuro da música regional. Tudo isto para recordar, bem como [naturalmente] os premiados, numa iniciativa que, sendo acima de tudo uma homenagem, abre também espaço a discussões e é, indiscutivelmente, mais uma [boa] forma de ajudar a promover os artistas açorianos.

PRÉMIO GUITARRISTA
Emanuel Paquete – Músico a solo

PRÉMIO BAIXISTA
Paulo Andrade – Músico de Sessão

PRÉMIO TECLISTA
Carlos Frazão – Músico de Sessão

PRÉMIO BATERISTA
Pedro Andrade – Baterista dos Morbid Death

PRÉMIO VOZ FEMININA
Helena Lavouras – Artista de Sessão

PRÉMIO VOZ MASCULINA
Sílvio Ferreira – Vocalista dos Connection

PRÉMIO BANDA REVELAÇÃO 2006
A Different Mind

PRÉMIO MÚSICA PORTUGUESA
Passos

PRÉMIO MUSICA POPULAR
Grupo de Cantares Belaurora

PRÉMIO ROCK/METAL
Morbid Death

PRÉMIO ESTÚDIO E PRODUÇÃO
Raul Resendes

PRÉMIO RÁDIO
António Melo Sousa – RDP Açores

PRÉMIO MÚSICO ESTRANGEIRO
Zica – Banda.com

PRÉMIO CARREIRA – ANIMA PRESTÍGIO
Luís Alberto Bettencourt
Aníbal Raposo
José Medeiros
Moniz Correia
Terinho
Luís Gil Bettencourt

Em quase todas as circunstâncias que envolvam prémios, ou “competição” [pelo menos como muitas pessoas os gostam de ver], a polémica é praticamente uma coisa indissociável e as opiniões divergem, muitas vezes, abruptamente. O caso dos Prémios Música Açores 2006 não foi excepção e colocou muita gente a protestar contra os sistemas online de votação e os critérios de nomeação. Para tentar esclarecer estas situações a SounD(/)ZonE abordou o autor do evento, José F. Andrade.

Quais foram os critérios para as nomeações?
Primeiramente, existiu uma lista composta por vários músicos em todas as categorias. Seguiu-se um "filtro", porque existiram nomes que ficaram guardados para o ano que vem. Este é o tipo de evento que não se pode ficar apenas por um ano. Se assim fosse, é óbvio que muitos mais seriam homenageados. Para além disso e, porque esta foi a primeira edição, não houve uma grande aposta em termos financeiros, porque ninguém sabia bem o que era isso do Açores Música. Acho que, em futuras edições, tudo será encarado de outra forma.

O que se passou com o sistema de votação que levantou alguma polémica?
Infelizmente, muitas pessoas pensavam que era apenas a votação on-line que ia determinar os vencedores e isso fez com que muita gente votasse várias vezes. Quem conhece esse tipo de eventos, sabe que esse ou qualquer outro sistema de votação está sempre sujeito a isso. O bom senso determina que haja sempre um júri para mediar todas as categorias.

Como responderias também às queixas das pessoas das outras ilhas que sentiram os seus músicos algo discriminados pelas nomeações do júri?
Esse é um assunto que, infelizmente, nunca se vai resolver, porque há sempre quem se sinta injustiçado o que é compreensível. Por outro lado, espero que esse tipo de eventos, faça com que os músicos e bandas de outras ilhas, dêem mais atenção ao arquipélago onde vivem e façam chegar a sua música também a São Miguel. É impossível saber que, na freguesia da ilha X, existe a banda Y que tem um guitarrista sensacional. Se não for notícia, não podemos saber se ele existe ou não, daí o apelo...

Texto: Nuno Costa

Fotos: André Frias [www.contratempo.com]

Corsários - Com novo single

“O Primeiro Filme” é o nome do novo single da banda açoriana Corsários, extraído do seu último álbum “De Pisar o Risco”, e que é lançado hoje [23], numa primeira versão, no site oficial da banda – www.corsarios.pt. Para além deste lançamento é possível constatar também a sua nova imagem e logotipo.

Saturday, April 21, 2007

Improviso Bar - Metal Night com Carlos Guimarães

No próximo dia 25 de Abril, o DJ Carlos Guimarães [RGA, ex-Loud] vai comandar as ondas hertzianas do Improviso Bar, em Espinho, a partir das 22h30. A juntar ao som vai rodar clips de Metal e oferecer CD’s em passatempos.

Defiled - Renascidos das cinzas

Após dois anos muito conturbados e que quase deitaram por terra a carreira da banda, os japoneses Defiled estão de volta com um novo line-up, novo site, concertos e novo material para ser registado em breve. A partir de finais de 2004, os antigos membros da banda foram progressivamente abandonando por motivos pessoais, permanecendo o guitarrista Yusuke Sumita que obstinadamente procurou e achou novos elementos para dar continuidade ao projecto. Para já a banda tem agendada uma digressão australiana entre os finais de Junho e o início de Julho.

Bestial Mockery - O regresso da escravatura

Os suecos Bestial Mockery encontram-se a registar o seu quarto álbum de originais, já baptizado de “Slaying The Life”, nos Nacksving Studios, na Suécia. Este será o seu primeiro disco para a francesa Season Of Mist, cuja data de lançamento ainda está por definir.

Arcturus - Um ponto final

Os noruegueses Arcturus anunciaram na passada terça-feira o fim da sua carreira. Os autores de “Sideshow Symphonies”, o seu último disco para o mundo, lançado em 2005, decidiram pôr um ponto final numa carreira muito bem sucedida devido a alegadas dificuldades dos seus membros em conciliar os seus outros projectos e vida pessoal com a banda. Este era já um lendário nome da música extrema, formado em 1990, por onde passaram elementos dos Emperor, Mayhem e Ulver.

Hiffen - Ao vivo em Ponta Delgada

Os açorianos Hiffen vão actuar no próximo dia 25 de Abril nas Portas da Cidade de Ponta Delgada, num concerto integrado nas celebrações da “Revolução dos Cravos”.

Tom Morello - Revolução solitária

Num momento em que o futuro dos Audioslave é uma incerteza, como consequência da saída de Chris Cornel, o guitarrista Tom Morello aposta na sua carreira a solo e já no próximo dia 24 de Abril vai lançar no mercado o primeiro disco dos The Nigthwatchman, o pseudónimo que assina “One Man Revolution”. Como o próprio nome do álbum indica, este é um trabalho que incide muita numa mensagem interventiva, à boa maneira da sua antiga banda – Rage Against The Machine – que, neste caso, aponta quase todas as suas baterias, leia-se críticas, ao presidente George W. Bush. Como já fora desvendado, este é um disco baseado na íntegra em composições executadas em viola acústica. Um trabalho diferente que, segundo Morello, “é capaz de derrubar o governo norte-americano”.

Ozzy Osbourne - O pai de volta

O veterano Ozzy Osbourne vai regressar aos discos no próximo dia 22 de Maio, com o álbum “Black Rain”, via Epic Records. Entretanto, o ex-Black Sabbath já lançou, no passado dia 13 de Abril, o seu primeiro single, intitulado “I Don’t Wanna Stop”. Este novo disco foi gravado em Los Angeles, no estúdio do próprio artista, do qual já se podem escutar algumas faixas no seu site oficial.

Thursday, April 19, 2007

Ill Niño - No Paradise Garage

Os norte-americanos Ill Niño regressam a Portugal no próximo dia 27 de Abril para um concerto no Paradise Garage. As portas abrem às 20h00 e o espectáculo começa às 21h00. Os bilhetes valem 20 euros e podem ser adquiridos nos CTT Correios, Agência ABEP, Agência Alvalade, www.plateia.iol.pt, Carbono (Lisboa e Amadora), The Shoppe Bizarre, Portugal Ultra e no próprio Paradise Garage. A banda volta assim ao nosso país numa altura em que está para muito breve a edição do seu novo trabalho, “Enigma”, o primeiro pela Cement Shoe Records, provavelmente editado em meados de Junho.