O trio-maravilha constituído por Tony MacAlpine [guitarra], Billy Sheehan [baixo] e Virgil Donati [bateria] vai passar por Portugal no dia 17 de Outubro pelo Music Box, em Lisboa, para apresentar “Clinophobia”, o primeiro disco do seu novo projecto Devil’s Slingshot, a editar no dia 22 de Outubro. Tony MacAlpine garantiu ainda que nos set-lists dos concertos da sua tour europeia, que arrancou em Setembro, vão estar vários temas da sua carreira a solo. Os bilhetes para o concerto custam 17,50€ [venda antecipada] e 20,00€ [no dia] e estarão brevemente disponíveis na Agência ABEP, Agência Alvalade, Carbono [Lisboa e Amadora], The Shoppe Bizarre e no local do espectáculo.Wednesday, September 26, 2007
Devil's Slingshot - Colossos do prog em Portugal
O trio-maravilha constituído por Tony MacAlpine [guitarra], Billy Sheehan [baixo] e Virgil Donati [bateria] vai passar por Portugal no dia 17 de Outubro pelo Music Box, em Lisboa, para apresentar “Clinophobia”, o primeiro disco do seu novo projecto Devil’s Slingshot, a editar no dia 22 de Outubro. Tony MacAlpine garantiu ainda que nos set-lists dos concertos da sua tour europeia, que arrancou em Setembro, vão estar vários temas da sua carreira a solo. Os bilhetes para o concerto custam 17,50€ [venda antecipada] e 20,00€ [no dia] e estarão brevemente disponíveis na Agência ABEP, Agência Alvalade, Carbono [Lisboa e Amadora], The Shoppe Bizarre e no local do espectáculo.II Festival Lusitânia de Peso - De regresso em Dezembro
Promovido pelo site Lusitânia de Peso decorre nos dias 7, 8 e 9 de Dezembro a segunda edição do Festival Lusitânia de Peso no El Diablo Club, no Porto. Precisamente um ano depois, o festival da autoria do site de Espinho volta à carga, desta feita alargado e mais elaborado, e conta com a presença dos Pitch Black, Thee Orakle, Requiem Laus e Headstone no primeiro dia, Goldenpyre, Process Of Guilt, Dethmor e Necris Dust no segundo, e Deep Cut, Clinger, Brand New Machine e Pressure no terceiro. A anotar que nos dois primeiros dias [sexta-feira e sábado] os espectáculos têm início às 21h00 e no último [domingo] às 15h00. O bilhete para um dia custa 5€ [venda antecipada] e 6,50€ [no dia] e para os três dias 10€ [venda antecipada] e 12€ [no dia]. Pode reservar já o seu bilhete através do e-mail lusitaniadepeso@gmail.com. Noise Ritual Sessions - Esta semana na Maia
No dia 28 de Setembro [sexta-feira] decorre o primeiro Noise Ritual Sessions em que fazem parte os espanhóis Flamma Ignis, os brasileiros Memorial Death e os nacionais One Reason e Razer. Este evento terá lugar na Casa do Alto, na Maia, a partir das 20h00. As entradas custam 3€. Tuesday, September 25, 2007
Skypho - Estreiam videoclip
Extraído do mais recente trabalho dos aveirenses Skypho – o E.P. “Nowhere Neverland” - está o videoclip para o single “My Insomnia” gravado por Nuno Marques e onde consta ainda a presença de dois amigos da banda – Eduardo e Lucy – aos quais a banda dedica muito do sucesso pela obtenção desde videoclip. Aceda ao vídeo aqui. A Breach On Heaven - Italianos amanhã em Viseu
É já amanhã [26] que os italianos A Breach On Heaven actuam no Luna Bar, em Viseu, naquela que é uma data única na sua passagem por Portugal. Ao seu lado estarão os nacionais Unbridled e Promethevs que comungarão também da primeira apresentação ao público português do álbum de estreia da banda de Veneza – “I Hate 50’s Movies”. Os concertos decorrem a partir das 21h30 e a entrada vale 3,50€. Monday, September 24, 2007
Festival Barreiro Rocks - Câmara "homenageia" Rock
A Câmara Municipal do Barreiro leva até público, nos dias 9 e 10 de Novembro, o festival Barreiro Rocks 2007 a decorrer no G.D. Ferroviários do Barreiro. São as suas maiores atracções os suecos The Maharajas, no primeiro dia, e os norte-americanos The Black Lipes, no segundo. Actuam ainda nestas duas noites de concertos os Samesugas [Esp], The Hipshakes [Ing], Born A Lion, The Mojomatics [Ita], Green Machine e 3 Delicias [Esp]. Os ingressos single custam 15€ e os duplos 20€. I Festival Punk Tailor - Loja de streetwear apoia Rock nacional
A loja virtual de streetwear Punk Tailor Clothing organiza o seu primeiro festival no dia 3 de Novembro com os If Lucy Fell a encabeçar, mas onde se reúne um conjunto de bandas de notável valor nos meandros da música de peso nacional. São exemplos os Men Eater, For The Glory, Blacksunrise, One Hundred Steps e Angry Odd Kids. O evento tem como parceiro a Middlemanrock e o seu objectivo principal é promover, apoiar e associar à imagem dos seus produtos as bandas nacionais implícitas no cartaz. O espectáculo tem início às 16h30 e o bilhete custa 9€ [compra antecipada] e 10€ [compra no dia e local do espectáculo]. As reservas de bilhetes podem ser efectuadas enviando um mail para reserva_bilhetes@punktailor.com. Qualquer outra informação pode ser esclarecida através de festival@punktailor.com. Thursday, September 20, 2007
Review
SEE YOU NEXT TUESDAY
“Parasite”
[CD – Ferret Music]
Com um nome algo inusitado, pelo menos para o espectro musical aqui implícito, chegam-nos os See You Next Tuesday, um quarteto oriundo dos subúrbios de Michigan que se fundou em jeito de brincadeira, mas que começou a ser levado mais a sério após verificar que o público admirava o que estava a fazer. Incentivados por este cenário correram várias zonas do país, chegando mesmo ao México, e conquistaram uma base de seguidores considerável e, pelos vistos, o comprovativo de qualidade da editora americana Ferret Music. Isto tudo muito repentinamente já que Chris Fox [voz], Drew Slavik [guitarra], Travis Martin [baixo] e Andy Dalton [baterista] nem se encontram juntos à dois anos – altura em que a banda começou a dar os primeiros passos -, visto fazerem parte de uma segunda encarnação da banda. Para além disso, é no calor da sua juventude – a média de idades dos seus membros não ultrapassa os 21 anos – que este quarteto vê a sua carreira musical mudar. Certamente também por isso expurgue energia e raiva a rodos em “Parasite”, um arrasador e áspero exercício de grind/death/mathcore pleno de espasmos esquizofrénicos. Juntem os elementos mais extremos de uns The Dillinger Escape Plan, Psyopus, Norma Jean e a abordagem mais recente de uns Cephalic Carnage e têm praticamente caracterizado tudo o que estes americanos fazem. Com a diferença de que aqui tudo é injectado com a máxima rapidez – a maioria dos temas não chega aos dois minutos.
Sendo assim, “Parasite” é um disco surpreendente pela sua atitude extrema e pela técnica dos seus autores. Esta é, de facto, uma vertente que se tem expandido e conquistado os apreciadores de música pouco convencional e “amigável” e os See You Next Tuesday colocam-se com classe nas fileiras de honra deste tipo de bandas.
“Parasite”
[CD – Ferret Music]
Com um nome algo inusitado, pelo menos para o espectro musical aqui implícito, chegam-nos os See You Next Tuesday, um quarteto oriundo dos subúrbios de Michigan que se fundou em jeito de brincadeira, mas que começou a ser levado mais a sério após verificar que o público admirava o que estava a fazer. Incentivados por este cenário correram várias zonas do país, chegando mesmo ao México, e conquistaram uma base de seguidores considerável e, pelos vistos, o comprovativo de qualidade da editora americana Ferret Music. Isto tudo muito repentinamente já que Chris Fox [voz], Drew Slavik [guitarra], Travis Martin [baixo] e Andy Dalton [baterista] nem se encontram juntos à dois anos – altura em que a banda começou a dar os primeiros passos -, visto fazerem parte de uma segunda encarnação da banda. Para além disso, é no calor da sua juventude – a média de idades dos seus membros não ultrapassa os 21 anos – que este quarteto vê a sua carreira musical mudar. Certamente também por isso expurgue energia e raiva a rodos em “Parasite”, um arrasador e áspero exercício de grind/death/mathcore pleno de espasmos esquizofrénicos. Juntem os elementos mais extremos de uns The Dillinger Escape Plan, Psyopus, Norma Jean e a abordagem mais recente de uns Cephalic Carnage e têm praticamente caracterizado tudo o que estes americanos fazem. Com a diferença de que aqui tudo é injectado com a máxima rapidez – a maioria dos temas não chega aos dois minutos.Sendo assim, “Parasite” é um disco surpreendente pela sua atitude extrema e pela técnica dos seus autores. Esta é, de facto, uma vertente que se tem expandido e conquistado os apreciadores de música pouco convencional e “amigável” e os See You Next Tuesday colocam-se com classe nas fileiras de honra deste tipo de bandas.
Destaque incontornável para os títulos sarcásticos dos seus temas, capaz de proporcionar “despregadas” gargalhadas a quem os lê – “Good Christians Don’t Get Jiggy With It ‘Til After Marriage”, “Honey, I’ve Never Had Sex That Wasn’t Awkward” e “How To Survive A Vicious Cock Fight” são apenas alguns exemplos. Na voz temos um bastante versátil Chris Fox que divide o seu registo entre o grunhido mais podre e grotesco do grind e outro plenamente esfuziante e esganiçado. A batida é quase sempre frenética, mas o grande destaque da secção instrumental dos See You Next Tuesday é mesmo as guitarradas de Drew Slavik que em certos momentos, com determinados guinchos, dá um ar zombeteiro à sua música – bem concordante com o seu teor lírico. Apesar do disco rolar a uma velocidade vertiginosa podemos ainda verificar alguns momentos mais calmos e melódicos como “”Paraphilia” ou “Pogonatrophy (Part Two: The Parasite)”, mas sempre caótico, e outros num segmento mais death groove como são os casos de “Let’s Go Halvsies On A Bastard” e “A Portable Death Ray And A Sterile Claw Hammer”.
Atendendo a que cada vez mais existem menos barreiras interpostas à forma de compor dos músicos hoje em dia, saluta-nos verificar que os See You Next Tuesday fazem também da sua existência uma experiência em que impera uma buliçosa sede pelo experimentalismo e a vontade de levar ao extremo a sua agressividade. Uma estreia impetuosa e “cilindrante”. [8/10] N.C.
Wednesday, September 19, 2007
Dethmor e Koltum - Na Covilhã
Em mais um périplo de peso, os espinhenses Dethmor actuam ao lado dos vimaranenses Koltum no dia 13 de Outubro, no Birras Bar, na Covilhã. A noite é fechada com a actuação do DJ Pedro Sousa, responsável pelo programa de rádio Purgatório Metálico, emitido na Rádio Clube da Covilhã em 95.6 FM/97.0 FM. O espectáculo tem início às 22h00 com as entradas a custarem 3€. A organização alerta para o facto de irem ser cumpridos os horários à risca uma vez que só existe autorização para se efectuarem concertos até às 00h00. Formados no já longínquo ano de 1997, os Dethmor encontram-se neste momento a promover a sua primeira demo, “Roswell 47”, enquanto que os Koltum preparam-se para lançar a sua primeira demo, prevista para o dia 13 de Outubro, pela Hell Unleashed Records. Entre outras datas regista-se, para já, a presença dos Koltum no Vimaranes Metal Fest, no dia 3 de Novembro, em Guimarães, em conjunto com os Cratera, Hacksaw, InVein, Shattered Dreams, entre outros. Tuesday, September 18, 2007
Review
SAMAEL
“Solar Soul”
[CD – Nuclear Blast/Compact]
Já muitos devem ter desistido de discutir o rumo musical que os Samael tomaram a partir de “Ceremony Of The Opposites”, em 1994. Aliás, neste momento os Samael já terão que ser vistos definitivamente como uma banda de essência industrial e de visões modernas, pois já apenas 1/4 da sua carreira faz parte de um passado ligado ao black metal. Com 20 anos de carreira, oito álbuns e três EP’s podemos curvar-nos perante um nome lendário que atingiu a sua afirmação artística às custas da coragem de quebrar com parâmetros musicais convencionais e lançar-se em busca de uma identidade particular. Muitos reconhecerão a pisada arriscada que o colectivo suíço deu, sobretudo, com “Passage”, de 1996, trazendo à tona uma mistura dark metal com componentes industriais pouco comum na altura, mas que serviu de tónico para a banda se rejuvenescer sonoramente. A partir daí, parece impossível um regresso às origens do colectivo e “Solar Soul” comprova exactamente isso. Dificilmente teremos os Samael a praticar sonoridades mais extremas novamente, mas ainda assim sabem conjugar todos os elementos que os popularizaram, sobretudo a partir da fase “Passage”, e reunir de volta a sua base de fãs em momentos de escuta excitantes.
“Solar Soul”
[CD – Nuclear Blast/Compact]
Já muitos devem ter desistido de discutir o rumo musical que os Samael tomaram a partir de “Ceremony Of The Opposites”, em 1994. Aliás, neste momento os Samael já terão que ser vistos definitivamente como uma banda de essência industrial e de visões modernas, pois já apenas 1/4 da sua carreira faz parte de um passado ligado ao black metal. Com 20 anos de carreira, oito álbuns e três EP’s podemos curvar-nos perante um nome lendário que atingiu a sua afirmação artística às custas da coragem de quebrar com parâmetros musicais convencionais e lançar-se em busca de uma identidade particular. Muitos reconhecerão a pisada arriscada que o colectivo suíço deu, sobretudo, com “Passage”, de 1996, trazendo à tona uma mistura dark metal com componentes industriais pouco comum na altura, mas que serviu de tónico para a banda se rejuvenescer sonoramente. A partir daí, parece impossível um regresso às origens do colectivo e “Solar Soul” comprova exactamente isso. Dificilmente teremos os Samael a praticar sonoridades mais extremas novamente, mas ainda assim sabem conjugar todos os elementos que os popularizaram, sobretudo a partir da fase “Passage”, e reunir de volta a sua base de fãs em momentos de escuta excitantes. Após o longo interregno na sua actividade, entre 1998 e 2004, motivado por problemas com a sua antiga editora, os Samael ensaiaram um bem conseguido regresso com “Reign Of Light”, onde se destacou todo imaginário electrónico do colectivo liderado pelos irmãos Xy e Vorph. Após isso, ainda lançaram um trabalho exclusivamente electrónico/ambiental, constituindo uma grande surpresa por levar ao extremo a sua costela sintética – muitos fãs devem até ter temido que a banda se descaracterizasse por completo -, mas logo se entendeu que se tratou de uma experiência isolada para cumprir compromissos editoriais. O regresso “Solar Soul” não foge muito ao rumo de “Reign Of Light” mas oferece mais algum ecletismo e, em alguns momentos, peso. A par disso, as composições parecem mais directas e ainda mais eficazes. Temas como “Solar Soul”, “Promised Land” – com seu riff demolidor a lembrar, e bem, os tempos de “Passage” – e “Suspended Time” – em que colabora a ex-vocalista dos Tristania, Vibeke Stene – são algumas das pérolas de um cardápio composto por 11 elegantes faixas.
No geral, é, sem dúvida, um disco a assinalar o definitivo regresso à forma dos Samael, quer como exploradores de uma sonoridade ímpar quer como compositores cada vez mais experientes e sumptuosos. Só se lamenta que a partir dos três primeiros temas o ritmo de “Solar Soul” abrande um pouco e por vezes se apliquem passagens demasiado longas e repetitivas. Porém, encontramos outros motivos de interesse ao longo deste período como no ritmo contagiante e algo psicadélico de “Valkyries’ New Ride”, nos arranjos sinfónicos [sempre envoltos num pacote sintético] de “Ave!” e “Olympus” e no aroma árabe de “Quasar Waves”. É, em suma, um regresso convincente e vigoroso de uma banda que já tem pouco a provar, mas consegue manter-se sempre interessante. [8/10] N.C.
Monday, September 17, 2007
The Band Apart - Deathcore hispânico em estreia em Portugal
Os dias 28 e 29 de Setembro marcam a estreia em Portugal dos deathcore metallers madrilenos The Band Apart. Sendo assim, a banda vai apresentar-se na primeira data no Diablo Club, no Porto, ao lado dos Unbridled, Thirteen Degrees To Chaos e Promethevs e na segunda no Gramado Bar, em Santa Comba Dão [Viseu], em conjunto com os Unbridled e Eleven Miles Apart. No Porto as entradas são grátis e em Viseu o bilhete custa 3,50€. Os The Band Apart são uma das actuais sensações hispânicas da música extrema e vêm apresentar o seu primeiro álbum, “Death Can Dance”, editado no presente ano pela Threepoint Records. Wednesday, September 12, 2007
Review
3 INCHES OF BLOOD
“Fire Up The Blades”
[CD – Roadrunner/Edel]
Resistentes a mais uma batalha, desta vez da vida real, Cam Pipes e Jamie Hooper, vocalistas e fundadores dos canadianos 3 Inches Of Blood, regressam estoicamente neste novo “Fire Up The Blades” acompanhados de um novo line-up e, por sinal, embebidos num espírito mais dark e pesado. Ainda assim, mantém-se latente todo o carisma tradicional que popularizou este peculiar, pelo menos hoje em dia, colectivo de Vancouver. Aliás, a surpresa foi grande quando os vimos apostados em reavivar a essência do metal old school de uns Judas Priest, Iron Maiden, King Diamond ou Running Wild, com a convicção que constatámos no debutante “Battlecry Under A Winter Sky”, de 2002. Não menos surpreendente foi o selo que apadrinhou, em 2004, o seu segundo trabalho – a poderosa Roadrunner Records – quando todos pensávamos que esta só podia continuar a assinar colectivos de metalcore.
Sem oferecer nada de absolutamente novo é, no entanto, extremamente prazeroso escutar este sexteto e ver a maneira saudável e vigorosa como reclamam as suas influências, sem quaisquer preocupações com inovações, ainda mais sendo estas tão nobres e respeitáveis. A acompanhar isto, um imaginário repleto de piratas, ogres e cyborgs num pano de fundo medieval em que o frio das lâminas em campo de batalha quase se faz sentir. Podiam ser mais um grupo de jovens interessado em seguir as modas actuais, mas acontece exactamente o contrário. Analisando por este novo “Fire Up The Blades” o conceito é agora menos zombeteiro e mais obscuro, acompanhado igualmente por um conjunto de trilhas sonoras mais pesadas – ao que consta inspiradas pelos conhecimentos black metal de Joey Jordison [Slipknot, Murderdolls] que aqui assina a produção. Os hinos guerreiros mantêm-se, mas os ritmos são agora muito mais técnicos e rápidos, como o comprovam “The Goatrider’s Horde”, “God Of The Cold Silence”, “Demon’s Blade” e “Infinite Legion” – este último abrindo mesmo com um blast beat. Por esta razão, “Fire Up The Blades” pode agradar a facções menos tradicionais. Sendo o objectivo reclamar as suas influências ao sabor de um ambiente descomprometido e regado [também] de cerveja, não há muito a acrescentar. Aqui existe honestidade e frontalidade mais do que suficiente para se construir trabalhos que agradem, em primeiríssima instância, aos seus próprios autores, ainda que por trás exista uma “máquina” que com isso acredite que pode vender muito. Mas ainda bem que assim o é.
“Fire Up The Blades”
[CD – Roadrunner/Edel]
Resistentes a mais uma batalha, desta vez da vida real, Cam Pipes e Jamie Hooper, vocalistas e fundadores dos canadianos 3 Inches Of Blood, regressam estoicamente neste novo “Fire Up The Blades” acompanhados de um novo line-up e, por sinal, embebidos num espírito mais dark e pesado. Ainda assim, mantém-se latente todo o carisma tradicional que popularizou este peculiar, pelo menos hoje em dia, colectivo de Vancouver. Aliás, a surpresa foi grande quando os vimos apostados em reavivar a essência do metal old school de uns Judas Priest, Iron Maiden, King Diamond ou Running Wild, com a convicção que constatámos no debutante “Battlecry Under A Winter Sky”, de 2002. Não menos surpreendente foi o selo que apadrinhou, em 2004, o seu segundo trabalho – a poderosa Roadrunner Records – quando todos pensávamos que esta só podia continuar a assinar colectivos de metalcore.Sem oferecer nada de absolutamente novo é, no entanto, extremamente prazeroso escutar este sexteto e ver a maneira saudável e vigorosa como reclamam as suas influências, sem quaisquer preocupações com inovações, ainda mais sendo estas tão nobres e respeitáveis. A acompanhar isto, um imaginário repleto de piratas, ogres e cyborgs num pano de fundo medieval em que o frio das lâminas em campo de batalha quase se faz sentir. Podiam ser mais um grupo de jovens interessado em seguir as modas actuais, mas acontece exactamente o contrário. Analisando por este novo “Fire Up The Blades” o conceito é agora menos zombeteiro e mais obscuro, acompanhado igualmente por um conjunto de trilhas sonoras mais pesadas – ao que consta inspiradas pelos conhecimentos black metal de Joey Jordison [Slipknot, Murderdolls] que aqui assina a produção. Os hinos guerreiros mantêm-se, mas os ritmos são agora muito mais técnicos e rápidos, como o comprovam “The Goatrider’s Horde”, “God Of The Cold Silence”, “Demon’s Blade” e “Infinite Legion” – este último abrindo mesmo com um blast beat. Por esta razão, “Fire Up The Blades” pode agradar a facções menos tradicionais. Sendo o objectivo reclamar as suas influências ao sabor de um ambiente descomprometido e regado [também] de cerveja, não há muito a acrescentar. Aqui existe honestidade e frontalidade mais do que suficiente para se construir trabalhos que agradem, em primeiríssima instância, aos seus próprios autores, ainda que por trás exista uma “máquina” que com isso acredite que pode vender muito. Mas ainda bem que assim o é.
Os 3 Inches Of Blood são um colectivo muito sólido naquilo que faz e é capaz de nos contagiar com a sua personalidade. Contudo, haverão sempre novos campos a explorar para o bem de uma banda que, embora percebamos as intenções, poderá ter na sua maior virtude o seu maior defeito, principalmente nos tempos que correm. Ao terceiro disco os 3 Inches Of Blood continuam a crescer e comprovam que não são capazes de fazer um mau álbum. No entanto, existe a expectativa de ver como se vai desenrolar a sua carreira nos próximos anos. Se atendermos a que a cada esquina começam a surgir surtos, ainda que tímidos, de cariz revivalista, pode ser que os 3 Inches Of Blood consigam permanecer em grande plano durante os próximos tempos. Porém, fica sempre a discussão sobre a validade de um projecto deste género, ainda mais porque alguns tradicionalistas ferrenhos entendem esta como uma banda de “chacota” aos pioneiros do Heavy Metal e os amantes de sons contemporâneos poderão não se sentir minimamente seduzidos pela sua natureza musical. Contudo, como já se disse atrás, a banda pouco se parece importar daí que... seja apenas altura de empunharmos as nossas espadas e escudos, envergar os capacetes e lançar um agudo “Heavy Metal Is The Law”! [8/10] N.C.
Hipnoid - Novo EP a caminho
Os brasileiros, sediados em Portugal, Hipnoid já se encontram a compor novos temas que farão parte do seu próximo trabalho que sairá em formato E.P.. Entretanto, continuam a promover o seu segundo disco – “Chaos” [2005] – que, inclusive, teve oportunidade de ser apresentado ao vivo em Portugal entre Março e Abril deste ano. No próximo fim-de-semana a banda ruma a Barcelona para completar três datas, concretamente no Bar Be Cool, no dia 14, no Festival Metal Art, no dia 15, fechando o périplo catalão no Festival Mercat de música Viva Vic, no dia 16. A banda descreve o seu som como um Groove Metal com influências Thrash, Jazz, Blues e puro Rock’N’Roll. Monday, September 10, 2007
Review
SONIC SYNDICATE
“Only Inhuman”
[CD – Nuclear Blast/Compact]
Da parte a quem é submetida a apreciação de trabalhos musicais surgem muitas vezes grandes dilemas éticos e morais ou não estivesse implícita a esta tarefa uma forte carga subjectiva e pontos que mexem com muitos aspectos. O cargo assim obriga e esses princípios muitas vezes têm que ser expostos a reflexões profundas, mas a imparcialidade e a honestidade de quem aqui apenas dá uma opinião [lembremo-nos] são obrigadas a sobressair. Por esta linha de pensamento, sou obrigado a confessar que é difícil encarar este segundo trabalho dos suecos Sonic Syndicate como não sendo mais do que uma mera manobra comercial de quem precisa de “números” para sobreviver e que, assim sendo, tenta injectar-nos trabalhos “vazios” que, inevitavelmente, nos empurram para conclusões depreciativas, ainda que a intenção não seja ofender. Não querendo discernir “culpas”, porque não é mesmo possível falar nestes termos, a verdade é que, para quem tem tarefa de apreciar trabalhos e, sobretudo, dar o seu parecer pessoal sobre determinado disco, neste caso, sempre com o intuito de “construir” e não “destruir”, a sinceridade tem que prevalecer e aqui é preciso que se diga que “Only Inhuman” surpreende por alguns pontos positivos, mas, essencialmente, por um, grande, negativo – a falta de originalidade.
Quando se falava atrás de este [parecer, pelo menos] ser uma aposta de vendas de uma editora que nem tem tanta necessidade quanto isso de assim proceder e que tem altos padrões de qualidade e um catálogo muito variado, referiamo-nos à forma como os Sonic Syndicate chegaram à Nuclear Blast - um “Band Contest” lançado em 2005 que reuniu para apreciação 1500 maquetas e que culminou com a vitória dos Sonic Syndicate, sendo o prémio principal este mui aliciante contracto com a gigante alemã. Aos primeiros instantes de “Aftermath”, o tema de abertura deste “Only Inhuman”, ficamos logo a temer o pior... Guitarras, bateria, teclados e produção, como não podia deixar de ser, emulados ao conhecido som de Gotemburgo, pelos percursores In Flames, Dark Tranquility ou Soilwork, e vozes debitadas em registo berrado e limpo, por dois vocalistas destacados para o efeito, a fugir mais para o emo/metalcore. As melodias nos refrões, não obstante colarem-se aos nossos ouvidos, soam por vezes pop de mais e demasiado afectuosas. Rodados mais alguns temas percebemos que o objectivo da banda é recriar a fórmula NWOSDM o mais fielmente possível e, por aí, o ouvinte minimamente exigente vai se sentir, em poucos minutos, desmoralizado e até defraudado, se atendermos aos altos elogios que têm sido lançados em press releases ou em alguma imprensa em relação a este colectivo oriundo de Falkenberg, na Suécia. Uma grande campanha de marketing a funcionar, portanto.... Será que entre 1500 maquetas não chegou nenhuma aos escritórios da Nuclear Blast com um produto musical mais personalizado e criativo do que este?
Políticas editoriais à parte, a verdade é que “Only Inhuman” não passa de um conjunto de 11 temas muito bem construídos, é verdade, mas onde caiem por terra quaisquer propensões de se tornar um trabalho de destaque dentro deste exploradíssimo género musical. A manchar mais o pano, o apelo à melodia dos Sonic Syndicate é tão mainstream que dá-nos a impressão ser uma estratégia para saírem rapidamente do anonimato e vingarem no mundo [comercial] da música. Perante isso só nos podemos ficar a questionar sobre qual o melhor caminho a seguir para esta jovem banda... Será que vale a pena lutar para se ser apenas mais uma, mas com a segurança de que se facturará bastante com isso? Ou realmente vale a pena o esforço de nos distinguirmos e podermo-nos honrar de fazer o que realmente é, minimamente, nosso e está cá dentro? Esse esforço aqui não se sente e, da nossa parte, também não fica a vontade de tentar compreender o porquê desta banda decidir seguir esse caminho... [6/10] N.C.
“Only Inhuman”
[CD – Nuclear Blast/Compact]
Da parte a quem é submetida a apreciação de trabalhos musicais surgem muitas vezes grandes dilemas éticos e morais ou não estivesse implícita a esta tarefa uma forte carga subjectiva e pontos que mexem com muitos aspectos. O cargo assim obriga e esses princípios muitas vezes têm que ser expostos a reflexões profundas, mas a imparcialidade e a honestidade de quem aqui apenas dá uma opinião [lembremo-nos] são obrigadas a sobressair. Por esta linha de pensamento, sou obrigado a confessar que é difícil encarar este segundo trabalho dos suecos Sonic Syndicate como não sendo mais do que uma mera manobra comercial de quem precisa de “números” para sobreviver e que, assim sendo, tenta injectar-nos trabalhos “vazios” que, inevitavelmente, nos empurram para conclusões depreciativas, ainda que a intenção não seja ofender. Não querendo discernir “culpas”, porque não é mesmo possível falar nestes termos, a verdade é que, para quem tem tarefa de apreciar trabalhos e, sobretudo, dar o seu parecer pessoal sobre determinado disco, neste caso, sempre com o intuito de “construir” e não “destruir”, a sinceridade tem que prevalecer e aqui é preciso que se diga que “Only Inhuman” surpreende por alguns pontos positivos, mas, essencialmente, por um, grande, negativo – a falta de originalidade.Quando se falava atrás de este [parecer, pelo menos] ser uma aposta de vendas de uma editora que nem tem tanta necessidade quanto isso de assim proceder e que tem altos padrões de qualidade e um catálogo muito variado, referiamo-nos à forma como os Sonic Syndicate chegaram à Nuclear Blast - um “Band Contest” lançado em 2005 que reuniu para apreciação 1500 maquetas e que culminou com a vitória dos Sonic Syndicate, sendo o prémio principal este mui aliciante contracto com a gigante alemã. Aos primeiros instantes de “Aftermath”, o tema de abertura deste “Only Inhuman”, ficamos logo a temer o pior... Guitarras, bateria, teclados e produção, como não podia deixar de ser, emulados ao conhecido som de Gotemburgo, pelos percursores In Flames, Dark Tranquility ou Soilwork, e vozes debitadas em registo berrado e limpo, por dois vocalistas destacados para o efeito, a fugir mais para o emo/metalcore. As melodias nos refrões, não obstante colarem-se aos nossos ouvidos, soam por vezes pop de mais e demasiado afectuosas. Rodados mais alguns temas percebemos que o objectivo da banda é recriar a fórmula NWOSDM o mais fielmente possível e, por aí, o ouvinte minimamente exigente vai se sentir, em poucos minutos, desmoralizado e até defraudado, se atendermos aos altos elogios que têm sido lançados em press releases ou em alguma imprensa em relação a este colectivo oriundo de Falkenberg, na Suécia. Uma grande campanha de marketing a funcionar, portanto.... Será que entre 1500 maquetas não chegou nenhuma aos escritórios da Nuclear Blast com um produto musical mais personalizado e criativo do que este?
Políticas editoriais à parte, a verdade é que “Only Inhuman” não passa de um conjunto de 11 temas muito bem construídos, é verdade, mas onde caiem por terra quaisquer propensões de se tornar um trabalho de destaque dentro deste exploradíssimo género musical. A manchar mais o pano, o apelo à melodia dos Sonic Syndicate é tão mainstream que dá-nos a impressão ser uma estratégia para saírem rapidamente do anonimato e vingarem no mundo [comercial] da música. Perante isso só nos podemos ficar a questionar sobre qual o melhor caminho a seguir para esta jovem banda... Será que vale a pena lutar para se ser apenas mais uma, mas com a segurança de que se facturará bastante com isso? Ou realmente vale a pena o esforço de nos distinguirmos e podermo-nos honrar de fazer o que realmente é, minimamente, nosso e está cá dentro? Esse esforço aqui não se sente e, da nossa parte, também não fica a vontade de tentar compreender o porquê desta banda decidir seguir esse caminho... [6/10] N.C.
Faithfull - Nomeados para prémio em Toronto
Os hard rockers nacionais Faithfull estão nomeados para a categoria “Melhor Banda Internacional” nos prémios Toronto Independent Music Awards. A cerimónia terá lugar a 4 de Outubro no The Phoenix Concert Theatre em Toronto, no Canadá. Entretanto, o grupo de Sérgio Sabino [ex-Evidence] está já a registar o sucessor de “Light This City”, de 2003, nos G-Spot Studios com o guitarrista/produtor Gonçalo Pereira. Como avanço, estão já disponíveis no seu Myspace os temas “Save The Clowns” e “Who’s The Face” a figurar no seu segundo longa-duração intitulado "Horizons". Xuxa Jurássica - 10º aniversário com os NOFX
No âmbito da comemoração do 10º aniversário da agência e produtora Xuxa Jurássica os norte-americanos NOFX fazem-se deslocar a Portugal para um concerto no dia 18 de Novembro no Pavilhão Quinta dos Lombos, em Carcavelos. Para figurar ao seu lado, a agência de punk/hardcore da Costa da Caparica escolheu os The Loved Ones [E.U.A.], TAT [Ing], Easyway, Humble e Sexy Sundays. O início dos espectáculos está marcado para as 18h00 com os bilhetes a valerem 25€.Bilhetes à venda: Lojas FNAC, Lojas Bliss, Livrarias Bulhosa, Ticketline (reservas nº 707234234 e www.ticketline.sapo.pt), Lojas Viagens ABREU, Carbono, Bana Surf Shop (Carcavelos), Boca do Inferno (Bar – Bairro Alto) e no dia e local do evento a partir das 17h00.
Perfect Sin - "SchemA" já disponível
“SchemA” é o título do primeiro E.P. dos abrantinos Perfect Sin disponível desde 1 de Setembro. Este trabalho inclui seis temas que a banda descreve como uma fusão entre a melodia do Grunge e a agressividade do Metal, gravado, produzido e misturado por Arlindo Cardoso dos W.A.K.O.. A próxima possibilidade de escutar os seus temas acontece no dia 13 de Outubro, no Lareira Bar, no Entroncamento. “SchemA” está disponível por encomenda, a 5€, através dos e-mails perfectsinband@gmail.com ou thelifevirus@hotmail.com. Metal Terror II - Raw Decimating Brutality encerram cartaz
Os guardenses Raw Decimating Brutality são o nome que fecha o cartaz do festival Metal Terror II a decorrer no dia 20 de Outubro, no Diablo Club, no Porto, a partir das 19h30. Sendo assim, o colectivo de grindcore, autor do EP “Sperm To Grind Your Ears” [2005], junta-se no certame aos Nuklear Goat, Decrepidemic, Alcoholocaust e Dead Meat que encabeçam esta edição do festival. A anotar que os Raw Decimating Brutality encontram-se a compor novos temas para o seu disco de estreia, a lançar brevemente, e prevêem, entre Outubro e Novembro, algumas actuações na Bélgica e Holanda. O ingresso para o festival custa 4€ [com a cerveja a um euro]. Saturday, September 08, 2007
Gehenna's Night - Sanctus Nosferatu estreiam-se ao vivo
O dia 15 de Setembro marca a estreia ao vivo dos death/black metalers Sanctus Nosferatu. O colectivo micaelense, formado em 2002 e autor da promo track “Revelation" [2006], junta-se assim para o efeito aos já consagrados Zymosis e aos jovens Ebony para uma noite de celebração no Bar Holandês, sito na antiga Estrada da Ribeira Grande [entre o Estádio de S. Miguel e a Rotunda do Peixe Assado], a partir das 21h00. A entrada é livre. Para mais informações: 912 345 232, 914 031 152 ou 966 797 107.Wednesday, September 05, 2007
Heaven Shall Burn - Ateando novos fogos
Os germânicos Heaven Shall Burn já se encontram a gravar o sucessor de “Deaf To Our Prayers”, de 2006, nos Rape Of Harmonies Studios em Triptis, na Alemanha. As pistas de bateria já foram gravadas e as de guitarra estão quase terminadas. A mixagem do seu novo trabalho, ainda sem nome, será feita com o conhecido produtor Tue Madsen, na Dinamarca, durante o Outuno. Em Agosto a banda interpôs uma pausa nas gravações para regressar ao Japão onde perfez três datas, algumas delas esgotadas. Subsequentemente, a banda afirma que a entrega do público nos grandes festivais de Verão fê-la entrar num momento de grande inspiração ao ponto de conseguir criar um novo tema a cada vez que se junta na sala de ensaios. Neste clima, prevê-se um regresso em grande do quinteto em Janeiro de 2008.
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