BLOOD RED THRONE
“Come Death”
[CD – Earache Records]
Quando se atende a que os membros aqui intervenientes já possuíam uma vasta e ilustre experiência quando formaram os Blood Red Throne já poderíamos supor que deles havia de advir algo com qualidade. Se por outro lado, olharmos para a realidade dos seus primeiros tempos de actividade e constatarmos que começaram por tocar covers de Deicide, Death e Obituary, então ficamos certos de que, para além do sentimento descomprometido que reinava no seio do grupo, o que tínhamos aqui era também um conjunto de músicos noruegueses apostados em fazer uma homenagem às grandes referências do ninho sobre fertilizado que é a Florida em termos de death metal. Ouvindo os seus três primeiros trabalhos – “Monument Of Death”, Affiliated With The Suffering” ou “Altered Genesis” - percebemos imediatamente isso e ficamos também com a certeza de que aqui pouco interesse há em inovar, mas sim desfrutar de ideias que não podiam ser expelidas noutras circunstâncias.
“Come Death”
[CD – Earache Records]
Quando se atende a que os membros aqui intervenientes já possuíam uma vasta e ilustre experiência quando formaram os Blood Red Throne já poderíamos supor que deles havia de advir algo com qualidade. Se por outro lado, olharmos para a realidade dos seus primeiros tempos de actividade e constatarmos que começaram por tocar covers de Deicide, Death e Obituary, então ficamos certos de que, para além do sentimento descomprometido que reinava no seio do grupo, o que tínhamos aqui era também um conjunto de músicos noruegueses apostados em fazer uma homenagem às grandes referências do ninho sobre fertilizado que é a Florida em termos de death metal. Ouvindo os seus três primeiros trabalhos – “Monument Of Death”, Affiliated With The Suffering” ou “Altered Genesis” - percebemos imediatamente isso e ficamos também com a certeza de que aqui pouco interesse há em inovar, mas sim desfrutar de ideias que não podiam ser expelidas noutras circunstâncias. Neste quarto assalto Tchort [Green Carnation, Carpathian Forest, ex-Emperor e Satyricon], Dod [Cobolt 60, Scariot, Zerozonic, Trioxin] & Cª oferecem-nos o que de mais crú e directo o seu death metal possui, não constituindo, aliás, nenhuma surpresa uma vez que a banda já delineou o rumo que quer tomar há muito. “Come Death” aperfeiçoa sim a capacidade da banda em transformar toda a sua brutalidade, ora speedada, ora mais balançada, num produto bastante catchy. Se a qualidade técnica dos seus músicos é um dado inquestionável, na composição a banda sabe perfeitamente como manter as cadências das suas texturas rítmicas sempre dinâmicas e com um groove que inevitavelmente nos contagia. Este representam, na verdade, os fulcrais “balões de oxigénio” na sua música que faz com que esta flua com grande naturalidade. Podemos encontrar exemplos disso em temas como “Deranged Assassin” [em que perto do final deparamo-nos com um riff muito próximo do hardcore], “No New Beginning”, “Come Death”, “Taste Of God” ou “Guttural Screams” que apesar de ser um tema rápido consegue ser bastante orelhudo, ainda que esta seja uma definição bastante atípica neste contexto. Isto fará, por ventura, a grande mais valia deste grupo que não sendo original preserva nos seus riffs e composições uma convicção e força suficientes para garantirem aos Blood Red Throne uma popularidade que lhes é merecida.
Falando em competência técnica, seria um crime não falar do desempenho no baixo [de cinco cordas] de Erlend Caspersen [conhecido por ter trabalhado com bandas como Vile, Deeds Of Flesh e Incinerate]. O músico tem aqui um papel de destaque pela forma irrequieta e quase progressiva como percute o seu instrumento, como podemos verificar no início de “Deranged Assassin” ou na segunda metade de “No New Beginning”, e mais impressionados ficarão se virem os seus vídeos caseiros no Youtube – deliciosos! No que toca às guitarras, o afinco de Tchort e Dod vai mais no sentido de criar ritmos demolidores do que propriamente expandirem-se em solos vistosos, o que acaba por acontecer só em “Slaying The Lamb” e na faixa título. Quanto aos dois estreantes, Vlad [Trioxin, Goatlord] nas vozes e Anders Haave [Ground Zero System, ex-Vain] na bateria, não vieram acrescentar nada ao som dos Blood Red Throne, mas também não retiraram nenhuma da sua classe.
“Come Death” é então mais um item de qualidade inquestionável no seu cardápio de sangue e violência sonora. Estes noruegueses poderão nunca agarrar o trono do seu estilo, mas a verdade é que dá gozo ouvir bandas assim… e que se cuidem as bandas da Florida! [8/10] N.C.
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