Sunday, October 14, 2007

Review

BLOOD RED THRONE
“Come Death”

[CD – Earache Records]

Quando se atende a que os membros aqui intervenientes já possuíam uma vasta e ilustre experiência quando formaram os Blood Red Throne já poderíamos supor que deles havia de advir algo com qualidade. Se por outro lado, olharmos para a realidade dos seus primeiros tempos de actividade e constatarmos que começaram por tocar covers de Deicide, Death e Obituary, então ficamos certos de que, para além do sentimento descomprometido que reinava no seio do grupo, o que tínhamos aqui era também um conjunto de músicos noruegueses apostados em fazer uma homenagem às grandes referências do ninho sobre fertilizado que é a Florida em termos de death metal. Ouvindo os seus três primeiros trabalhos – “Monument Of Death”, Affiliated With The Suffering” ou “Altered Genesis” - percebemos imediatamente isso e ficamos também com a certeza de que aqui pouco interesse há em inovar, mas sim desfrutar de ideias que não podiam ser expelidas noutras circunstâncias.

Neste quarto assalto Tchort [Green Carnation, Carpathian Forest, ex-Emperor e Satyricon], Dod [Cobolt 60, Scariot, Zerozonic, Trioxin] & Cª oferecem-nos o que de mais crú e directo o seu death metal possui, não constituindo, aliás, nenhuma surpresa uma vez que a banda já delineou o rumo que quer tomar há muito. “Come Death” aperfeiçoa sim a capacidade da banda em transformar toda a sua brutalidade, ora speedada, ora mais balançada, num produto bastante catchy. Se a qualidade técnica dos seus músicos é um dado inquestionável, na composição a banda sabe perfeitamente como manter as cadências das suas texturas rítmicas sempre dinâmicas e com um groove que inevitavelmente nos contagia. Este representam, na verdade, os fulcrais “balões de oxigénio” na sua música que faz com que esta flua com grande naturalidade. Podemos encontrar exemplos disso em temas como “Deranged Assassin” [em que perto do final deparamo-nos com um riff muito próximo do hardcore], “No New Beginning”, “Come Death”, “Taste Of God” ou “Guttural Screams” que apesar de ser um tema rápido consegue ser bastante orelhudo, ainda que esta seja uma definição bastante atípica neste contexto. Isto fará, por ventura, a grande mais valia deste grupo que não sendo original preserva nos seus riffs e composições uma convicção e força suficientes para garantirem aos Blood Red Throne uma popularidade que lhes é merecida.

Falando em competência técnica, seria um crime não falar do desempenho no baixo [de cinco cordas] de Erlend Caspersen [conhecido por ter trabalhado com bandas como Vile, Deeds Of Flesh e Incinerate]. O músico tem aqui um papel de destaque pela forma irrequieta e quase progressiva como percute o seu instrumento, como podemos verificar no início de “Deranged Assassin” ou na segunda metade de “No New Beginning”, e mais impressionados ficarão se virem os seus vídeos caseiros no Youtube – deliciosos! No que toca às guitarras, o afinco de Tchort e Dod vai mais no sentido de criar ritmos demolidores do que propriamente expandirem-se em solos vistosos, o que acaba por acontecer só em “Slaying The Lamb” e na faixa título. Quanto aos dois estreantes, Vlad [Trioxin, Goatlord] nas vozes e Anders Haave [Ground Zero System, ex-Vain] na bateria, não vieram acrescentar nada ao som dos Blood Red Throne, mas também não retiraram nenhuma da sua classe.

“Come Death” é então mais um item de qualidade inquestionável no seu cardápio de sangue e violência sonora. Estes noruegueses poderão nunca agarrar o trono do seu estilo, mas a verdade é que dá gozo ouvir bandas assim… e que se cuidem as bandas da Florida! [8/10] N.C.

Saturday, October 13, 2007

Metal Terror II - Troca no line-up

A organização do festival Metal Terror II, a realizar no dia 20 de Outubro no El Diablo Club, no Porto, informa que os Alcoholocaust já não farão parte do cartaz ficando a sua ausência rendida pelos Motörpenis. Os Motörpenis são uma banda da Marinha Grande formada em 1997 e que pratica um thrash metal inspirado nas bandas germânicas dos anos 80. Até hoje lançaram uma demo de dois temas intitulada “The Dead Sessions”. Mais informações no Myspace oficial do festival.

Friday, October 12, 2007

Festi'Rock - De volta ao Montijo

A 2 e 3 de Novembro volta à carga o festival Festi’Rock no Parque de Exposições do Montijo. Na sua 7ª edição o festival vai contar com a presença dos Moe’s Implosion, Dogma? [Esp], Hipnoid [Bra] e Kalashnikov, no primeiro dia, e com os Empty V, Hochiminh, My Enchantment, F.E.V.E.R. e Bizarra Locomotiva, no segundo. Para além dos concertos, o público poderá disfrutar no recinto de stands/expositores ligados à música, como editoras, lojas de música, feira do CD, tattoos, revistas, merchandise e um Promo-Hall para entrevistas, sessões de autógrafos, etc. Os bilhetes serão vendidos em opção única para os dois dias, a 10€, e estarão à venda a partir do dia 19 de Outubro no Parque de Exposições do Montijo, Loja Musimusa [Montijo], Loja Fina Estampa [Bairro Alto, Lisboa] e online no site do festival. No recinto haverá também direito a campismo gratuito. As portas do recinto abrir-se-ão às 18h30 e os concertos terão início às 20h00. Esta é uma organização da Feedback Records/Academia JDCR em parceria com a Câmara Municipal do Montijo. Para qualquer informação aceder ao site do festival – www.feedbackproductions.com.

Skypho - Mais datas

Os aveirenses Skypho continuam a percorrer o país a promover o seu mais recente trabalho, o EP “Nowhere Neverland”, e para já prometem levá-lo a mais cinco palcos nacionais até ao fim do ano. Sendo assim, em Outubro, pisam o palco da FNAC – Norte Shopping, em Matosinhos, no dia 25 e o da FNAC – Gaia Shopping, em Gaia, no dia 26. Em Novembro é a vez de se apresentarem no Time-Out Rock Café, em Ovar, no dia 2 e no Improviso Bar, em Espinho, no dia 16. Para finalizar o ano, o grupo tem agendado um concerto para o dia 8 de Dezembro no Salvador Café, em Albergaria-a-Velha, em formato acústico. Para 2008, confirma-se, para já, um concerto no Estaleiro Teatral, em Aveiro, no dia 8 de Maio.

Thursday, October 11, 2007

Review

SONATA ARCTICA
“Unia”
[CD – Nuclear Blast/Compact]

Saber parar, avaliar e tomar a opção certa quando necessário, mesmo quando esta ameaça a ruptura com uma tendência, é com certeza um acto lúcido de quem é audaz e empreendedor. Desde 1999 a fazer um power metal melódico rápido e muito redondinho, sem vermos sinais de ambição numa perspectiva de progresso, começava a ser preocupante. Ainda assim, o presságio de que algo podia estar prestes a ebulir veio com o anterior “Reckoning Night”, de 2004, pois já aí os Sonata Arctica começaram a demonstrar uma ligeira tendência para abrandar o ritmo. Com “Unia” temos a confirmação de que estes finlandeses não andam afinal obstinadamente de “palas nos olhos”.

Neste novo disco, respira-se ar fresco no universo destes senhores do power metal europeu e abre-se espaço para podermos também constatar a capacidade da banda em explorar outras faces musicais. Claro que quem gosta de power metal não prescinde da rapidez alta e constante do duplo bombo ou dos riffs sempre cavalgados e solos ultra-técnicos de guitarra, mas há que manter a mente aberta sob pena de ficarmos parados no tempo a “chafurdar” sempre na mesma fórmula. Haverá uma coisa a preservar em qualquer boa música, independentemente do género: a dinâmica. Não sou obviamente reprovador daquilo que os Sonata Arctica fizeram até hoje, muito menos do power metal, mas certas incursões por este género fazem-se, muitas das vezes, de forma demasiado “séria” – entenda-se, tradicionalista – e acaba-se por perder a oportunidade de inovar.

Relativamente a “Unia”, podemos entendê-lo, decididamente, como uma injecção rejuvenescedora nos princípios de composição dos Sonata Arctica. Vemos aqui o aprofundar de alguns elementos mais pesados e balançados que surgiam, aqui e ali, em “Reckoning Night”. De facto, e apesar de isso chocar certamente os indefectíveis do género e da obra da banda, a velocidade foi aqui remetida quase por completo para segundo plano, à excepção de “The Harvest”, em detrimento de riffs mais concisos, encorpados e alguns até balançados, e a composições mais complexas, progressivas e com ambientes mais dark e até góticos. As melodias e os arranjos vocais continuam soberbos, os pianos são mais contidos mas mais penetrantes – oiçam a entrada de “Caleb” – e, no geral, o ritmo a meio-tempo que predomina no álbum acaba por beneficiar a eficácia dos temas, sem necessariamente significar que o som dos Sonata Árctica tenha ficado mais comercial, pois, afinal de contas, se há algo que sempre marcou o seu som foram as suas melodias muito radio friendly.

Contudo, se por um lado temos um andamento mais fácil de digerir, temos também exercícios capazes de nos obrigar a várias audições para que a sua essência seja assimilada. Talvez o melhor destes casos seja “My Dream’s But A Drop Of Fuel For A Nightmare” com uma dinâmica de arranjos, passagens e ambiências absolutamente absorvente. Aliás, neste tema vem também ao de cima a costela sinfónica do colectivo e um sentimento clássico e teatral, com seus coros à Broadway destacados. Tecnicamente o grupo continua irrepreensível, com um Toni Kakko sempre esplendoroso na voz, ainda que no que toca a solos de guitarra Jani Liimatainen tenha mantido as coisas mais discretas, excepção feita aos excelentes solos de “In Black And White” e “Caleb”.

“Unia” consegue então reunir elementos novos na paisagem estilística do grupo, abonando em favor da salvaguarda da longevidade da sua carreira numa inteligente acção de gestão. Se ouvirmos este trabalhando à distância adequada daquilo que eram os Sonata Arctica há uns anos atrás, seremos capazes de perceber que a sua qualidade continua plena de efervescência. [8/10] N.C.

Círculo de Fogo - Lança terceira compilação

Está já disponível “Círculo de Fogo #3 - Pulsar”, o novo volume compilatório de artistas nacionais da autoria de Luís Filipe Neves e da sua webzine Círculo de Fogo, durante 12 anos em formato programa de rádio e que foi tristemente retirado da grelha da Rádio RV, de Viseu, em Agosto do presente ano. Com o intuito de voltar, Filipe Neves continua, no entanto, activo na sua senda de apoiar o underground nacional e desta feita contempla na sua nova compilação bandas como Assemblent, Blacksunrise, Dr. Zilch, Ethereal, Forgotten Suns, Morbid Death, Namek, Painted Black, Theriomorphic, Witchbreed, The Fire, entre outras, num total de 18 faixas. Faça download, gratuito e autorizado, em http://www.circulodefogo.com/.

Urban Tales - Estreia adiada

Inicialmente agendado para dia 15 de Outubro, o lançamento de “Diary Of A No”, a estreia em disco dos lisboetas Urban Tales, foi adiado para dia 2 de Novembro para a FNAC do Chiado, em Lisboa. Os motivos não foram adiantados pela banda. Contudo, a data internacional do seu lançamento mantém-se no dia 22 de Outubro pela grega Burning Star Records. Quem comparecer no dia 2 de Novembro na FNAC do Chiado poderá também assistir, em estreia absoluta, ao videoclip de “Farewell” que promete rodar em vários canais de televisão dentro e fora do país. Para além disso, haverá oferta de lembranças aos presentes e uma surpresa de “grande valor simbólico” para as primeiras 100 pessoas que comprarem “Diary Of A No”. Em comunicado a banda anunciou também que o seu disco de estreia já não vai ser distribuído em Portugal pela Zona Música e Recital, sendo que uma nova entidade discográfica será anunciada já na próxima segunda-feira. Recorde-se que “Diary Of A No” foi produzido por Bruno Fingers, Ricardo Espinha e Marcos César nos estúdios da ETIC, em Lisboa, e conta com as participações especiais de Melo D, Johny Icon [Icon and the Black Roses], André Brito [Adore], Tiago Hollow [Witchbreed], Jon Van Dave [Shadowsphere], Luís [Enchantya], Marina Caldas [jornalista da RTP2 e RTPN], Claudia Dias, entre muitos outros.

Scorpions - A hora do regresso

Os germânicos Scorpions têm o seu regresso marcado para Portugal para os dias 4 e 6 de Dezembro, no Pavilhão Atlântico e Pavilhão Multiusos de Guimarães, respectivamente. O grupo de Klaus Meine & companhia vem assim apresentar ao público nacional o seu último álbum, 21º da sua carreira, “Humainty Hour I” lançado em Maio passado. O novo disco conceptual do grupo, que apresenta também uns Scorpions com um som mais moderno, tem-se revelado um sucesso e deixou a agenda da banda já lotada para o resto deste ano. Os bilhetes estão disponíveis nas salas de espectáculo em questão, na Ticketline e lugares habituais a 36€ [plateia em pé], 42€ [balcão nível 1] e 29€ [balcão nível 2] para o concerto em Lisboa, e a 30€ [plateia e galeria em pé], 36€ [bancada entrada] e 40€ [bancada palco] para o concerto em Guimarães.

Lost Underground - Site operacional

O site da loja de discos portuense Lost Underground está novamente em funcionamento, após resolvidos os problemas que o assolavam desde a sua criação. A Lost Underground promete agora actualizações frequentes com todo o material em stock [novos e usados] existentes na loja. Entretanto, a gerência aproveita para avisar que a loja se encontrará encerrada para férias entre os dias 17 e 24 de Outubro, sendo que todas as encomendas feitas durante este período serão processadas a partir do dia 25 de Outubro.

Wednesday, October 10, 2007

Enchantya - Amanhã na Moita

Depois de Alcabideche, onde actuaram no passado fim-de-semana, os Enchantya realizam um espectáculo amanhã [dia 11] no In Live Caffé, na Moita, pelas 22h00.

Forgotten Suns - Abrem para Queensryche

Os lisboetas Forgotten Suns são os felizes escolhidos para figurarem como banda suporte do primeiro concerto dos lendários Queensryche em Portugal, a ocorrer no dia 19 de Novembro no Teatro Sá da Bandeira, no Porto. Antes disso, em termos de agenda, os prog rockers nacionais vão estar no dia 9 de Novembro no Santiago Alquimista, em Lisboa, e no dia 29 do mesmo mês no In Live Caffé, na Moita. Em Dezembro, estão para já confirmadas as honras de abertura dos dois concertos lusos de Fish, ex-vocalista dos Marillion, nos dias 5 e 6 de Dezembro na Aula Magna, em Lisboa, e no Europarque, em Sta Maria da Feira, respectivamente. Para além destas informações, regista-se que os Forgotten Suns já trabalham com um novo vocalista, após a saída, em 2006, de Tiago Linx, membro da banda desde a sua fundação. Trata-se de Paulo “Snake” Pacheco, vocalista dos Unified Theory, descoberto pela banda no Youtube. De momento, a banda continua a compor o seu terceiro trabalho, ainda com nome por encontrar. Por fim, a banda convida também a conhecerem o novo layout do seu site, bem como as novas marcas de guitarra e baixo que patrocinam agora a banda.

Tuesday, October 09, 2007

Bal-Sagoth - Sai Mullins

Após o abandono do baterista Dave Mackintosh, em 2004, é a vez de outro baterista, Dan Mullins, dar por concluída a sua ligação com os britânicos Bal-Sagoth. Porém, a banda já restitui a sua posição com o recrutamento de Paul “Wak” Jackson oriundo dos Extreme Maggot Infestation e Decimation Of Truth. Para já, a banda continua a promover o seu último tomo, “The Chthonic Chronicles”, editado em 2006 pela Nuclear Blast.

Napalm Death - Homenageam Mikey "Offender" Donaldson

Em forma de homenagem ao malogrado Mikey “Offender” Donaldson, ex-baixista da mítica banda de punk/hardcore MDC [Millions Of Dead Cops], D.R.I. e The Offenders falecido no passado dia 22 de Setembro, em Barcelona, enquanto dormia, os britânicos Napalm Death lançaram para download gratuito no seu Myspace a cover de “Face Down In The Dirt”, um clássico dos MDC. Esta cover é retirada de “Leaders Not Followers: Part 2”, álbum de 2004 dos Napalm Death. Mikey “Offender” Donaldson parte assim aos 46 anos, mas as causas da sua morte continuam por apurar.

Soilent Green - Assinam pela Metal Blade

Após uma carreira praticamente toda passada na Relapse Records, os sludge grind-metallers norte-americanos Soilent Green assinaram pela Metal Blade para a qual lançarão a sua estreia no próximo ano. O quinto álbum da sua discografia e sucessor de “Confrontation”, de 2005, começará a ser composto a partir do dia 15 de Outubro nos Mana Studios em Tampa, na Florida, com o produtor e engenheiro de som Erik Rutan [Cannibal Corpse, Hate Eternal, Goatwhore, Vital Remains, etc].

Primordial - Em honra dos mortos

“To The Nameless Dead” é o título do próximo trabalho dos irlandeses Primordial a editar, para toda a Europa, no dia 19 de Novembro pela Metal Blade. O grupo veterano de black metal com influências folk já anunciou que este será um trabalho mais “corrosivo e rápido” que o anterior “The Gathering Wilderness” e foi gravado integralmente em sistema analógico com o intuito de preservar as características old school do seu som. O disco será editado em jewelcase e edição limitada em digibook contendo um CD bónus. Este vem com um artwork alternativo, um booklet composto por 40 páginas e o CD contém o concerto dos Primordial no Rock Hard Festival.

Demiricous - Segundo acto de revolução

“Two (Poverty)” é o segundo álbum dos americanos Demiricous, disponível desde o passado dia 5 de Outubro, para a Europa, pela Metal Blade. A banda de death/thrash com espírito punk de Indianapolis formou-se em 2001, mas só em 2006 edita o seu primeiro álbum, “One (Hellbound)”, após uma demo auto-financiada ter captado a atenção da Metal Blade. A partir de 19 de Outubro a banda parte numa intensa digressão americana que, para já, prolongar-se-á até 1 de Dezembro. Para fãs de thrash na veia de Slayer.

Fates Warning - "No Exit" re-editado

No âmbito das comemorações do 25º aniversário da Metal Blade, “No Exit”, o lendário quarto álbum dos americanos Fates Warning, lançado em 1988, que marcou a grande ascensão de popularidade do grupo, foi re-editado pela discográfica alemã contendo três temas bónus e um DVD que mostra actuações ao vivo da banda durante esta digressão com cenas de bastidores, num total de quase uma hora de filmagens, para além de três videoclips retirados a “No Exit”. Em Novembro, a banda do Jim Matheos vai estar na Europa para uma série de concertos na Alemanha e Holanda, onde serão acompanhados pelos Pagan’s Mind, um concerto em Inglaterra com suporte dos To-Mera, terminando esta rota europeia com uma data na Grécia e duas em Espanha.

Monday, October 08, 2007

Especial October Loud

Com o objectivo de contrariar a impassibilidade do período de Inverno nos Açores, a Associação Bit 9 organiza nos dias 26 e 27 de Outubro o festival October Loud, a decorrer no Salão de S. José, em Ponta Delgada, a partir das 21h00. Este evento conta com oito bandas de peso locais e imensos pontos de interesse, tanto pela estreia de alguns, como pela oportunidade excepcional de vermos algumas bandas actuar este ano. Para além disso, os responsáveis do festival promovem no segundo dia do festival, pelas 19h00 no restaurante “O Avião”, um “Headbangers Dinner” que visa cultivar o sentido de união entre os metaleiros locais. Para o "after hours" está programada a actuação do DJ Paulo Jorge Sousa no Bar Académico. As entradas para o festival custam 2,5€ para um dia e 4,5€ para os dois. As receitas de bilheteira reverterão para a paróquia de S. José. A SounD(/)ZonE apoia o October Loud!

NEUROLAG
Os Neurolag, oriundos do Livramento, no concelho de Ponta Delgada, são o primeiro grupo a subir ao palco do festival October Loud. Formados em 2004 pela fusão de elementos dos extintos Sedative e Torment, popularizaram-se com um nu-metal agressivo, na veia de uns Slipknot, ficando desta forma justificada a agitação que provocam nas suas actuações vivo. De resto, é por esta razão que a banda tem angariado fãs de espectáculo para espectáculo e, mesmo não praticando um som original, a energia que irradiam em cada aparição ao vivo fazem destas momentos a não perder. No mês de Julho estrearam-se em disco com a edição da demo “Perception, Memory, Cognition” composta por sete temas, registados e produzidos nos Spell Productions Studios, em Ponta Delgada.

Line-up:
Hugo Pimentel [voz]
José Oliveira [guitarra e voz]
Paulo Santos [guitarra]
Eurico Silva [baixo]
David Melo [bateria]

Ano de formação: 2004
Estilo: Nu-Metal
Discografia: “Perception, Memory, Cognition” [Demo CD – 2007]
Site: www.myspace.com/neurolag

NABLEENA
Castigados pela falta de vocalista ao longo dos primeiros anos de existência e pelas contingências recorrentes de um line-up raras vezes reunido, os Nableena, formados em 2003 na cidade da Ribeira Grande, chegaram mesmo a dar por finda a sua existência um ano depois de arrancarem com as suas actividades. Porém, em 2005, o colectivo decidiu reacender a "chama" e já recorrendo aos préstimos do baixista Rui Anjos e do guitarrista Pedro Couto abraçaram uma nova sonoridade e uma nova fase na sua carreira. Deixaram a vertente mais experimental dos primeiros tempos em que a banda explorava temas longos, cruzados por electrónica e sons étnicos, passando para um som mais rasgado com influências de Carcass, At The Gates, Dark Tranquility, Death, My Dying Bride, Enslaved, entre outros. O que marcará certamente as composições dos Nableena é o seu psicadelismo, no sentido de que oferecem um vasto leque de influências na forma de mudanças injectadas sempre de modo imprevisível, bem como o frio nórdico do seu peso. Hoje, chegado o fim do “calvário” [entenda-se, busca de vocalista], os Nableena encontram-se numa fase estável e até com dois [!] elementos na voz – Luís Franco [ex-Carnification] e João Melo [ex-Bizarre Attitude]. Se já antes disso a banda havia suscitado enorme curiosidade, agora, com a sua formação encontrada, faltar-lhe-á pouco para se afirmar como um dos projectos mais importantes do panorama de peso açoriano.

Line-up:
Luís Franco [voz]
João Melo [voz]
Petr Labrentsev [guitarra]
Pedro Couto [guitarra e samples]
Miguel Bernardo [baixo]
Gualter Couto [bateria]
David Ross [samples e guitarra acústica]

Ano de formação: 2003
Estilo: Death/Black/Doom progressivo
Discografia: N/D
Site: www.myspace.com/nableena

IN PECCATVM
A par dos Morbid Death, são a banda de metal mais antiga ainda no activo nos Açores. Os In Peccatvm nasceram em 1998 e tiveram o seu baptismo ao vivo no concurso Novas Ondas do mesmo ano. Pouco faltou para que gravassem a sua primeira demo-tape, “In Beauty”, com a qual granjearam os primeiros galanteios do público e imprensa nacional e internacional. Depois disso seguiu-se-lhe a demo-tape “Just Like Tears”, mas é com o MCD conceptual “Antília” que os In Peccatvm afirmam definitivamente o seu potencial na área do doom/goth metal. No ano transacto ingressou na banda Bruno Santos como teclista e, mais recentemente, João Oliveira como baterista sendo que a banda deixa o formato trio até hoje adoptado, abrindo assim também a possibilidade de Hélder Almeida se ocupar somente da guitarra. O sucessor de “Antília” já está a ser registado nos estúdios Global Point e promete estar disponível no próximo ano, justamente a comemorar os dez anos de existência da banda. No October Loud poder-se-ão ouvir alguns temas deste novo trabalho que sairá em formato EP.

Line-up:
António Neves [voz e guitarra]
Hélder Almeida [guitarra]
André Gouveia [baixo]
Bruno Santos [teclados]
João Oliveira [bateria]

Ano de formação: 1998
Estilo: Doom/Goth Metal
Discografia:
“In Beauty” [Demo-tape 1998]
“Just Like Tears” [Demo-tape 1999]
“Antília” [MCD 2001]
Site:
http://www.inpeccatum.com/
www.myspace.com/inpeccatum

ZYMOSIS
A fechar a primeira noite deste festival que promete agitar o Outono micaelense, marcam presença os Zymosis. O colectivo de S. Roque já goza de um respeitável estatuto tanto pelos anos de existência como pelas suas duas maquetas editadas [“Welcome To The Devil’s Lair – Live Beside The Church” e “Disharmonical Shymphony Of Black Dimensions”] e pelo DVD+CD ao vivo do seu concerto na primeira edição do festival açoriano Roquefest [“Puritanical Live War”]. Para além disso, são inegáveis as expectativas que se geram sempre que este sexteto sobe ao palco pela surpresas teatrais a que já nos habituaram. Sendo cabeças-de-cartaz espera-se dos Zymosis um concerto ainda mais especial.

Line-up:
Hélder Medeiros [voz]
Rui Arruda [guitarra]
Bruno Carreiro [guitarra]
Bruno Dias [baixo]
Sérgio Botelho [teclados]
Flávio Medeiros [bateria]

Ano de formação: 2001
Estilo: Black metal melódico
Discografia:
“Welcome To The Devil’s Lair – Live Beside The Church” [Demo CD 2003]
“Disharmonical Symphony Of Black Dimensions” [Demo CD 2004]
“Puritanical Live War” [DVD+CD 2006]
Site: www.myspace.com/zymosisband

Nota:
Dentro de dias segue a segunda parte do especial October Loud.

Sunday, October 07, 2007

Eddie Vedder - Vocalista de Pearl Jam lança disco a solo

Após 17 anos a liderar os Pearl Jam, o vocalista e guitarrista Eddie Vedder estreia-se a solo com “Into The Wild” que é nada mais nada menos que a banda sonora do filme de Sean Pen adaptado ao best seller com o mesmo nome, de Jon Krakauer [“Under The Banner Of Heaven”, “Into Thin Air”]. A convite do realizador, Eddie Vedder compôs 11 temas de sua autoria, maioritariamente baladas, inspiradas pela história verídica do filme. “Into The Wild” conta a história de Christopher McCandless, um jovem idealista desempenhado por Emile Hirsch [“Alpha Dog”, “Girl Next Door”] que troca todos os seus bens materiais e a sua vida pela paisagem selvagem do Alasca. O novo trabalho de Eddie Vedder está já disponível nas lojas e o filme estreia nos cinemas a 29 de Novembro. Fiquem aqui com o single "Hard Sun" e o trailer do filme.

The Allstar Project - A recompensa certa

“Your Reward... A Bullet” é o título do primeiro longa-duração dos leirienses The Allstar Project a lançar no dia 22 de Outubro com selo da Rastilho Records. O projecto post rock, algo psicadélco e rico em ambiências evolventes, constrói a sua música com base em bandas como Mogway, Explosions In The Sky e Godspeed You Black Empreror e atingiu grande destaque em revistas e sites com os anteriores EP’s “Berlenga Connection” [2003] e “Something To Do With Dead” [2006]. Para além de samples de filmes, este novo trabalho conta também com as falas dos “Anntenas To Heaven”, um grupo de Newcastle. Para o dia 20 de Outubro está marcada festa de lançamento de “Your Reward... A Bullet” no Beat Club, em Leiria.