Em conjunto com a plataforma online Digitalmusician.net, criada pelos fundadores da companhia Steinberg para músicos e produtores, os italianos Lacuna Coil estão a dar a oportunidade a todos os interessados de fazerem uma remistura do tema “To The Edge”, presente no seu último trabalho, que vale a oportunidade ao vencedor de ver a sua remistura editada num trabalho do grupo, bem como um conta profissional gratuita de um ano no site Digitalmusician e ainda um amplificador de guitarra da Line6 no valor de 2.500€. Os seguintes três classificados receberão também um Line6 Floor POD Plus e um pedal Tonecore Echo Park. Para se habilitar, só tem que criar um perfil pessoal no site Digitalmusician, fazer download do material a remisturar e seguir todas as restantes instruções. Esta competição decorre até ao dia 31 de Outubro de 2007. Thursday, October 04, 2007
Lacuna Coil - Concurso para remistura de "To The Edge"
Em conjunto com a plataforma online Digitalmusician.net, criada pelos fundadores da companhia Steinberg para músicos e produtores, os italianos Lacuna Coil estão a dar a oportunidade a todos os interessados de fazerem uma remistura do tema “To The Edge”, presente no seu último trabalho, que vale a oportunidade ao vencedor de ver a sua remistura editada num trabalho do grupo, bem como um conta profissional gratuita de um ano no site Digitalmusician e ainda um amplificador de guitarra da Line6 no valor de 2.500€. Os seguintes três classificados receberão também um Line6 Floor POD Plus e um pedal Tonecore Echo Park. Para se habilitar, só tem que criar um perfil pessoal no site Digitalmusician, fazer download do material a remisturar e seguir todas as restantes instruções. Esta competição decorre até ao dia 31 de Outubro de 2007. Thrashmania 3 - Ganhe um bilhete
A Loud Like Devil Prod. informa que está a online no seu site o passatempo que oferece a segunda entrada para o Thrashmania 3, a decorrer no dia 13 de Outubro, no Cine-Teatro de Corroios com os ingleses Onslaught à cabeça e os convidados Pitch Black, Headstone e Deathland. Relembramos que o espectáculo tem início às 21h00 e os bilhetes custam 16€ [venda antecipada] e 18€ [no dia, na porta].Mudvayne - Novo álbum com artwork dos fãs
Os norte-americanos Mudvayne vão lançar a 27 de Novembro o álbum “By The People, For The People”, uma colectânea de temas ao vivo, raridades, demos, que comporta ainda dois novos temas sendo um deles o single “Dull Boy” e o outro uma cover inédita de “King Of Pain” dos The Police. Segundo a banda, “esta é uma forma justa de retribuir a entrega e dedicação dos seus fãs durante todos esses anos de carreira”. Por esta razão, “By The People, For The People” entrega também a autoria do seu artwork às mãos dos fãs dos Mudvayne que poderão concorrer para este estatuto através de um concurso que a banda está a promover no seu site e Myspace. Entretanto, Chad Gray e Greg Tribbet continuam em digressão pela América com os Hellyeah, mas um novo álbum dos Mudvayne já foi apontado para 2008. Review
NOCTURNAL RITES
“The 8th Sin”
[CD – Century Media/EMI]
É sempre curioso olhar para as reacções dos fãs de bandas que operaram metamorfoses profundas no seu som ao longo das suas carreiras. Muitos se sentem ultrajados, outros ficam indiferentes e até percebem a atitude das bandas e, porque nem tudo é mau, há sempre novos fãs que se atraem. Olhando para as origens dos Nocturnal Rites, o death metal, podemos facilmente perceber porque isso ainda acontece a cada álbum que lançam, não houvesse ainda tanto preconceito pela parte dos amantes de sonoridades mais extremas. A banda foi gradualmente virando o seu som para o power metal melódico na vertente de uns Helloween e Gamma Ray e esta sonoridade, aliás, vem acompanhando-a desde o seu primeiro disco, “In A Time Of Blood And Fire”, de 1995, sendo que o seu passado mais pesado fica assim somente ligado a uma demo e uma promo.
“The 8th Sin”
[CD – Century Media/EMI]
É sempre curioso olhar para as reacções dos fãs de bandas que operaram metamorfoses profundas no seu som ao longo das suas carreiras. Muitos se sentem ultrajados, outros ficam indiferentes e até percebem a atitude das bandas e, porque nem tudo é mau, há sempre novos fãs que se atraem. Olhando para as origens dos Nocturnal Rites, o death metal, podemos facilmente perceber porque isso ainda acontece a cada álbum que lançam, não houvesse ainda tanto preconceito pela parte dos amantes de sonoridades mais extremas. A banda foi gradualmente virando o seu som para o power metal melódico na vertente de uns Helloween e Gamma Ray e esta sonoridade, aliás, vem acompanhando-a desde o seu primeiro disco, “In A Time Of Blood And Fire”, de 1995, sendo que o seu passado mais pesado fica assim somente ligado a uma demo e uma promo.“The 8th Sign” pode até ser a estocada final para quem gostava dos antigos Nocturnal Rites, isto porque, de facto, o quinteto oriundo de Umeä amaciou relativamente o seu som comparativamente com os seus últimos trabalhos. Contudo, pensar assim é algo insensato, pois, por outro lado, temos aqui provavelmente algumas das melhores composições saídas do cardápio destes nórdicos. Asseguramos também que o peso presente nos riffs do último “Grand Illusion”, de 2005, continua a passear-se por aqui intacto, mas em doses mais equilibradas com estruturas directas, eficazes e refrões muito mais pegajosos. No fundo, sente-se este disco como o seguimento lógico do seu antecessor e um estender do rumo que começaram a tomar a partir de “Afterlife”, de 2000.
Pesados e ao mesmo tempo mais melódicos, a ideia que fica é que com isso os Nocturnal Rites ganharam ainda mais classe. “Call Out The World” e “Never Again” serão indiscutivelmente dois dos pontos marcantes deste conjunto de 11 temas, para além da surpreendente balada ao piano, com Jonny Lindqvist acompanhado por uma voz feminina, que resulta como um momento muito intenso e tocante. É verdade que aqui está tudo muito mais “espremido”, as composições são mais curtas e com apetência para single, mas com a mestria de um grupo de primeira linha como os Nocturnal Rites tudo isto acaba por resultar com o maior sucesso.
Outra das grandes atracções dos seus últimos trabalhos vem sendo, sem dúvida, o som moderno de produção que assenta como uma luva nos riffs potentes de Fredrik Mannberg e Nils Norberg. Esta característica, é de resto, algo que torna a sua escuta tão aliciante e os retira de um leque de bandas que teimam em manter-se, rigidamente, presas às tradições.
Fazendo um balanço deste oitavo trabalho dos Nocturnal Rites chegamos igualmente à conclusão de que, no meio de tão boa música que escreveram ao longo de 17 anos, poderá estar ainda para vir o seu disco perfeito uma vez que, muito longe de conter momentos maus, “The 8th Sin” passa por momentos menos efusivos – o desafio após se conseguirem temas tão bons é manter o nível sempre tão intenso. Ainda assim, ficam lá perto e o mediano de um grupo como este é já tão soberbo que para quem aprecia power metal com grandes guitarradas e linhas de voz arrebatadoras vai ficar invariavelmente agarrado a estes temas. Aos 17 anos de carreira é mais uma vez ocasião para lhes darmos os parabéns por manterem um trabalho tão coeso e uma elegância invejável. [8/10] N.C.
Wednesday, October 03, 2007
Lusitânia de Peso - Inaugura secção de videoclips
O site Lusitânia de Peso criou uma nova secção no seu suporte cibernáutico intitulada “Batalhas Lusas” e que tem como objectivo alojar vídeos de bandas nacionais. Segundo o site, esta "pretende funcionar como um canal aberto para divulgação de vídeos de bandas portuguesas". Para o efeito, o site apela a todas as bandas interessadas para enviarem os seus videoclips através do contacto lusitaniadepeso@gmail.com. Tuesday, October 02, 2007
The SymphOnyX - Na Murça
Os vimaranenses The SymphOnyX vão regressar aos palcos no próximo dia 20 de Outubro pelo Auditório Municipal da Murça. O espectáculo tem início às 21h45 e a entrada é livre. D.F.C. - Veteranos brasileiros do punk/hardcore em Portugal
Festival Nascente - Un-X-Pected e Resposta Simples em Coimbra
É já esta quinta-feira [4] que os punk/hardcorers viseenses Un-X-Pected e os terceirenses [sediados no continente] Resposta Simples actuam no Centro Cultural Jah Nasce, em Conchada, Coimbra. O concerto é a partir das 22h00. Monday, October 01, 2007
My Eyes Inside - Próximas datas
Os My Eyes Inside actuam no dia 5 de Outubro na Fábrica de Som, no Porto. O concerto tem início às 23h00 e a entrada custa 3€. Para além desta data, o grupo de rock de tendências progressivas oriundo do Porto tem já confirmadas as presenças no Timeout Rock Café, em Ovar, no dia 19 de Outubro, no Auditório Municipal de Vieira do Minho no dia 27 de Outubro e no Gaia em Peso IV, em Crestuma, no dia 2 de Novembro. The Ladder - Com E.A.K. e Loss Spectra Of Pure no Porto
Os lisboetas The Ladder vão estar no dia 5 de Outubro no palco do El Diablo Club, no Porto, para encabeçar uma noite de concertos completa pelos sanjoanenses E.A.K. e os portuenses Loss Spectra Of Pure. O espectáculo têm início às 22h00 e a entrada custa 5€ [sem consumo obrigatório]. Switchtense - Meddley de Pantera no Youtube
Os Switchtense disponibilizaram no Youtube um vídeo do meddley de Pantera que normalmente acompanha os seus concertos, desta feita, executado nas Festas da Moita no passado dia 10 de Setembro. De momento, a banda moitense já está a compor material para o seu primeiro disco que deverá começar a ser gravado em meados de Fevereiro de 2008. Para já, continua disponível o EP “Brainwash Show”, o seu mais recente trabalho editado em 2006. Saturday, September 29, 2007
Review
MUNICIPAL WASTE
“The Art Of Partying”
[CD – Earache Records]
“The Art Of Partying”
[CD – Earache Records]
Cruzar o thrash com o punk/hardcore foi uma tendência que teve a sua origem no início da década de 80 e na altura acabou por criar alguma controvérsia no âmago dos puristas, tanto de uma parte como de outra. No entanto, esta versão metal do hardcore ganhou força lentamente e hoje consegue chamar a si apreciadores de ambas as vertentes. Seguindo de muito próximo os legados de bandas como Suicidal Tendencies, D.R.I., Nuclear Assault e Corrosion Of Conformity [na fase “Animosity], os norte-americanos Municipal Waste surgem em 2000 embebidos num ímpeto revivalista e em termos de atitude figurados num autêntico "antro" de curtição com todos os seus abusos boémios bem recalcados. Aliás, o nome do terceiro trabalho deste quarteto oriundo de Richmond não nos desmente. “The Art Of Partying” é um poderoso disco de thrash crossover, pleno de determinação e energia rítmica que nos empurra brusca e inevitavelmente para um mosh qualquer onde o bafo a álcool [e algum vómito também] tresanda. O espírito é ressaqueiro e descomprometido como é bem visível também nos seus concertos ao vivo e vídeos promocionais e isto surte efeito a modos que a banda é hoje um considerável caso de sucesso fazendo longas e intensas digressões que este ano incluíram o famigerado Wacken Open Air e o Reading & Leeds Festival, em Inglaterra.
Em termos discográficos, “The Art Of Partying” é o seguimento natural do anterior “Hazardous Mutation”, de 2005, que, por sua vez, já era o refinar de uma fórmula ainda mais bruta e concisa presente na estreia “Waste ‘Em All”, de 2003. Basta dizer que na sua estreia as descargas eram ainda mais furiosas e imediatas, durando cada tema, em média, um minuto. Neste momento, embora isso seja sempre discutível, a banda apresenta-se mais cerebral, ainda que este seja um adjectivo algo paradoxal para o tipo de postura destes “descabeçados”, mas a verdade é que os temas soam mais pensados e com isso a sua duração estendeu-se para os dois minutos.
Embora este seja um disco condicente com os seus antecessores, a banda desta vez pecou um pouco pela aparente falta de inspiração em criar mais daqueles refrões de “ordem” próprios do hardcore. Basta que passemos a pente fino o disco e só no fim, com o extra “Born For Party” – uma regravação do tema com o mesmo nome editado, originalmente, em 2002, num split-CD com os Crucial Unit – obtemos as mais convincentes palavras das cordas incansáveis de Toni Foresta com um abrasivo “Municipal Waste is gonna fuck you up”. Isto no meio dos “clicks” das suas cervejas a abrirem, de resto, como se ouve em outros momentos do seu repertório. O single “Headbanger Face Rip” e “Sadistic Magician” são outros dos momentos altos do disco pelos seus refrões, para além de que temos um candidato a momento Zen do disco - “Beer Pressure” - pelo sentido de paródia. Em suma, “The Art Of Partying” é um convite irrecusável para quem gosta de thrash crossover e aprecia o lado bom da vida... [7/10] N.C.
www.facethewaste.com
Friday, September 28, 2007
Avulsed - De regresso a Portugal
Após a sua presença na edição deste ano do Barroselas Metalfest, os death/grinders espanhóis Avulsed regressam a Portugal no dia 10 de Novembro para um concerto no Diablo Club, no Porto. A acompanhar este regresso estarão os portugueses Dead Meat, Pestifer e Anonymous Souls. O início dos espectáculos será pelas 21h00 e as entradas custam 8€ [compra antecipada] e 10€ [no dia]. Queensryche - Estreiam-se em Portugal
Os lendários Queensryche vão estrear-se em Portugal no dia 19 de Novembro no Teatro Sá da Bandeira, no Porto. O grupo de Washington, fundado em 1981 por Chris DeGarmo e Michael Wilton, nas guitarras, Scott Rockenfield, na bateria, Eddie Jackson, no baixo, e Geoff Tate, na voz, ostenta a sua mais recente colectânea/best of “Signs Of The Time” como razão para este regresso à Europa, seguindo depois de Portugal para Inglaterra onde permanecerá até meados de Dezembro. Para além dos temas clássicos da banda é certo que poderemos também ouvir no dia 19 algumas das versões de “Take Cover”, o álbum de versões da banda a lançar no dia 13 de Novembro, em que constam interpretações de temas como “Welcome To The Machine» dos Pink Floyd, «Bullet The Blue Sky» dos U2, «Red Rain» de Peter Gabriel, «Heaven In Their Minds» dos Jesus Christ Superstar, «For Love Of The Money» dos O'Jays ou «For What It's Worth» de Buffalo Springfield. O espectáculo tem início às 21h30 e os bilhetes custam 25€, estando à venda, brevemente, nos seguintes locais: CTT, Fnacs, www.plateia.iol.pt, Piranha, Lost Underground [Porto e Braga], Breakpoint e no local do espectáculo. Neste momento, falta só conhecer a banda suporte dos Queensryche. Thursday, September 27, 2007
Review
FIONA AT FORTY
“Bloodloss Is A Sport”
[CD – Raging Planet]
Inspirados pela coragem, força de vontade e amor pela arte de Fiona – a personagem “alter ego” aqui adoptada –, os Fiona At Forty, de Lisboa, apresentam-se como mais uma consistente amostra do que o underground português tem conseguido gerar nos últimos tempos. Experientes em palco e com vários anos de luta pela estrada, este quinteto da capital chega agora ao seu, merecido, primeiro disco, depois de, em 2003, ter deixado boas indicações com o seu EP de estreia. “Bloodloss Is A Sport” é um exercício digno de emo, screamo, punk/core com doses equilibradas de tensos ritmos e melodias pop. A receita é sobejamente utilizada no estrangeiro e a importação já se nota pelos inúmeros nomes que têm florescido, nesses meandros, no nosso país ultimamente – Ella Palmer, One Hundred Steps, My Cubic Emotion e The Aster, só para citar alguns. O bom disto tudo é que todos esses nomes apresentam uma classe acima da média ou pelos menos equiparável à de tantos outros nomes mais populares por esse mundo fora, o que para um país como Portugal, em franca expansão musical, é, obviamente, animador e lisonjeiro.
Contudo, “Bloodloss Is A Sport” ainda denota todas as falhas e fraquezas de uma banda jovem que, não obstante os anos de estrada, ainda precisa trabalhar para solidificar a sua personalidade. A proximidade ao trabalho dos texanos At The Drive-In é um realce tanto pela positiva como pela negativa. Pela positiva pelas razões óbvias – a qualidade da banda – e pela negativa pelo excessivo peso que estes exercem nas suas composições. Não sendo um disco perfeito, longe disso, mas muito longe de ser enfadonho, “Bloodloss Is A Sport” é, contudo, um trabalho que convence, quer pela coesão na execução, gravação e composição – embora, ainda precisem aperfeiçoar com a devida operância um dos aspectos que se pede neste estilo – os refrões arrebatadores.
Deambulando por temas mais irreverentes e outros mais “desesperantes” com a profundidade sentimental do emo a vir ao de cima, é, porém, nos pormenores jazzísticos que percorrem temas como “Elephantiasis” e “Worn-Out Shoebox” que residem as maiores “delícias” deste trabalho. E por falar em pormenores jazzísticos, a banda brinda-nos aqui com uma excelente versão do clássico “My Funny Valentine” de Richard Rodgers.
Apesar dos pontos positivos aqui apontados, é verdade que a escuta de “Bloodloss Is A Sport” deixa-nos de sentimentos e juízos algo confusos - um bom disco, mas que, no entano, deixa pouco na memória para lá da sua escuta. O que é certo é que, por enquanto, os Fiona At Forty vão deixar-nos a exigir mais deles, já que o talento está bem patente e acreditamos que não será preciso chegar aos 40 para puderem fundir todo o seu potencial. Como os próprios referem, metaforicamente em dados biográficos, “algo grande nunca é criado subitamente... deixemo-lo primeiro florescer, criar fruto e amadurecer”. “Bloodloss Is A Sport” é, definitivamente, um bonito rebento. [7/10] N.C.
“Bloodloss Is A Sport”
[CD – Raging Planet]
Inspirados pela coragem, força de vontade e amor pela arte de Fiona – a personagem “alter ego” aqui adoptada –, os Fiona At Forty, de Lisboa, apresentam-se como mais uma consistente amostra do que o underground português tem conseguido gerar nos últimos tempos. Experientes em palco e com vários anos de luta pela estrada, este quinteto da capital chega agora ao seu, merecido, primeiro disco, depois de, em 2003, ter deixado boas indicações com o seu EP de estreia. “Bloodloss Is A Sport” é um exercício digno de emo, screamo, punk/core com doses equilibradas de tensos ritmos e melodias pop. A receita é sobejamente utilizada no estrangeiro e a importação já se nota pelos inúmeros nomes que têm florescido, nesses meandros, no nosso país ultimamente – Ella Palmer, One Hundred Steps, My Cubic Emotion e The Aster, só para citar alguns. O bom disto tudo é que todos esses nomes apresentam uma classe acima da média ou pelos menos equiparável à de tantos outros nomes mais populares por esse mundo fora, o que para um país como Portugal, em franca expansão musical, é, obviamente, animador e lisonjeiro.Contudo, “Bloodloss Is A Sport” ainda denota todas as falhas e fraquezas de uma banda jovem que, não obstante os anos de estrada, ainda precisa trabalhar para solidificar a sua personalidade. A proximidade ao trabalho dos texanos At The Drive-In é um realce tanto pela positiva como pela negativa. Pela positiva pelas razões óbvias – a qualidade da banda – e pela negativa pelo excessivo peso que estes exercem nas suas composições. Não sendo um disco perfeito, longe disso, mas muito longe de ser enfadonho, “Bloodloss Is A Sport” é, contudo, um trabalho que convence, quer pela coesão na execução, gravação e composição – embora, ainda precisem aperfeiçoar com a devida operância um dos aspectos que se pede neste estilo – os refrões arrebatadores.
Deambulando por temas mais irreverentes e outros mais “desesperantes” com a profundidade sentimental do emo a vir ao de cima, é, porém, nos pormenores jazzísticos que percorrem temas como “Elephantiasis” e “Worn-Out Shoebox” que residem as maiores “delícias” deste trabalho. E por falar em pormenores jazzísticos, a banda brinda-nos aqui com uma excelente versão do clássico “My Funny Valentine” de Richard Rodgers.
Apesar dos pontos positivos aqui apontados, é verdade que a escuta de “Bloodloss Is A Sport” deixa-nos de sentimentos e juízos algo confusos - um bom disco, mas que, no entano, deixa pouco na memória para lá da sua escuta. O que é certo é que, por enquanto, os Fiona At Forty vão deixar-nos a exigir mais deles, já que o talento está bem patente e acreditamos que não será preciso chegar aos 40 para puderem fundir todo o seu potencial. Como os próprios referem, metaforicamente em dados biográficos, “algo grande nunca é criado subitamente... deixemo-lo primeiro florescer, criar fruto e amadurecer”. “Bloodloss Is A Sport” é, definitivamente, um bonito rebento. [7/10] N.C.
Entrevista Spoiled Fiction
BOÉMIA, É O CAMINHO
De espírito aventureiro sempre se caracterizaram as gentes dos Açores. Em busca de uma vida melhor muitos deixaram, como conta a história, a sua terra natal e ainda hoje em dia isso se verifica, talvez já nem tanto por imposição económica ou social, mas por opção profissional. No caso dos fundadores dos Spoiled Fiction a missão era curricular o que acabou, juntamente com o ávido prazer em fazer música, por derivar na formação da banda. O grupo constituído pelos açorianos Tiago Câmara e André Tavares, nas guitarras, e pelos continentais “Pica”, na voz, “Bixo”, no baixo, e Isidro Paixão – embora este último tenha vivido vários anos na ilha de S. Miguel –, na bateria, representa uma curiosa e interessante comunhão de percursos e experiências, no entanto, unidas no amor pela música. Ex-Hemptylogic, First Commandment, Nableena e actuais Seven Stitches reúnem-se hoje num novo projecto que impressiona pela sua coesão musical e pelo espírito saudável e despretensioso com que aborda a sua existência. Assumindo que estão aqui essencialmente para “fazer abanar a cabeça", sem preocupações com inovações, os Spoiled Fiction e o seu thrash moderno são, com certeza, suficientemente apelativos para deixar-nos antever bons frutos num futuro próximo. Menos de um ano reunidos e o colectivo apresenta já uma demo – “Way To Live” – que lhes tem valido muito boas reacções. Por este motivo contactámos Tiago Câmara que em conjunto com seus comparsas são mais um motivo de orgulho, não só para os açorianos, mas para toda a nata metaleira nacional.Os Spoiled Fiction são quase como que uma banda “multi-racial”, passe o exagero! [risos] Muitas realidades diferentes se lhes cruzam, mas as raízes são comuns. Como é rever, em alguns casos, pessoas que lhe são familiares e outras que entram agora na sua vida, como é o caso do “Pica” e do “Bixo”?
O que parecia difícil tornou-se fácil. A verdade é que conheci dois “alcoólicos anónimos” e que, por acaso, até tocam bem. Perfeito! [risos]
A ideia de criar os Spoiled Fiction surge com o término de actividades dos Hemptylogic e com a vontade sua e do Isidro Paixão em lançarem-se num novo projecto, não é assim?
Pode-se dizer que sim, embora o Isidro tenha aparecido depois. Como é óbvio, quando ele foi para o Brasil, mantivemos o contacto. Assim que achei a altura certa para iniciar esse projecto falei com ele. Ele quis entrar nisso comigo e ficou logo tudo agendado para Fevereiro de 2007, altura em que ele regressou. De referir que Spoiled Fiction não é nenhuma espécie de “continuação” de Hemptylogic. Cheguei a ter uma banda aqui em Lisboa, entretanto, mas que não deu certo.
Portanto, a ideia de criar a banda só se materializou muito recentemente pelo facto de se encontrarem afastados e de precisarem ainda de concluir o line-up...O tempo que o Isidro esteve no Brasil serviu precisamente para orientarmos o line-up restante. O line-up até se definiu rápido mas só depois do Isidro chegar é que nos conhecemos todos pessoalmente, em Fevereiro de 2007, já depois de estar o tema “The Time” gravado e online! [risos]
Foi caricato, em algum momento, sustentar a ideia de criar os Spoiled Fiction com os seus membros fundadores a conviverem à distância ?
Nem por isso… Acho que essa é uma boa forma para começar bandas. Evita cenas como metermos amigos a tocar connosco que, às vezes, não estão à altura do resto da banda. A minha primeira prioridade foi a experiência do músico e depois então conhecer o pessoal. Se não nos déssemos bem, começaríamos tudo de novo.
Tanto quanto sei deslocou-se das ilhas para o continente para frequentar um curso. Praticamente ao mesmo tempo André Tavares [guitarrista] deixou os Açores com a mesma finalidade. Como fermentou a ideia de criar a banda entre mais este açoriano? Vivem perto, costumavam reunir-se?
Na banda que cheguei a ter aqui no continente o André tocava baixo. Tanto eu como o Isidro já conhecíamos o André e sabíamos das suas grandes qualidades como músico. Foi uma opção que acabou por ser óbvia. Não vivemos assim tão perto mas nada que um carro não resolva. Claro que nos encontramos frequentemente assim que a sede aperta e a Sagres chama-nos! [risos]
A forma como conheceram “Pica” e “Bixo” é a maior curiosidade...
O André já os conhecia, pois costuma fazer som para a outra banda deles - Seven Stitches - e estudou com o “Pica”. Eu conheci-os sem saber que conheciam o André e comecei a falar com eles via Messenger, onde tudo se tratou. Eu e o André chegámos a ir ver um concerto dos Seven Stitches para os conhecermos melhor, mas quando acabou o concerto já íamos com uma bebedeira tão grande que acabou por não valer de muito. (risos)
Após ter deixado os Açores como músico e passar a experienciar um mundo maior e mais competitivo como o do continente, que conclusões tira sobre o funcionamento destas duas realidades? Há muito equívoco nos músicos açorianos ou não?
Não há equívoco nos músicos açorianos. Existem muitos e bons músicos nos Açores mas realmente acaba por ser um meio pequeno e difícil de conseguir concertos com as despesas pagas no continente. Pagar uma passagem de avião sai muito mais caro do que pagar uns quilómetros de gasolina. Esse será sempre um problema para qualquer banda sediada nos Açores, tentar expandir os seus concertos. Falando um pouco das duas realidades, acho que aí é muito habitual os organizadores dos eventos não perceberem nada do assunto e não terem o mínimo de respeito pelos músicos, pensando que lhes estão a fazer um favor. Aqui não se vê muito isso. Muitos dos organizadores têm uma banda e estão dentro do meio, daí que acabes por ser sempre bem tratado. Cá também há muitos bares com condições específicas que promovem esse tipo de eventos. A grande diferença é essa, se te mexeres cá para arranjar contactos e arriscares uma qualquer coisa, consegues alguns concertos. Em S. Miguel, mesmo que te mexas, muitas vezes não arranjas nada compensador. Esse é um tema que daria muitas horas de conversa…
Apesar da espera para consolidarem o vosso line-up, os Spoiled Fiction conseguiram projectar-se rapidamente em poucos meses, mais concretamente a partir do momento em que lançaram o tema “The Time” no seu Myspace. Qual foi segredo para esta bem conseguida manobra de promoção?As coisas foram-se construindo naturalmente. À medida que foram entrando os presumíveis membros para a banda, todos eles mostraram imensa vontade e começámos a trocar esboços do que viria a ser o tema “The Time”. Íamos conversando regularmente e ajeitando alguns pormenores até que chegou a um ponto em que todos nós concordámos que estava pronto a gravar e mostrar. Gravar a música foi um processo engraçado, pois cada um gravou as suas partes em casa (dois em Grândola, dois em Lisboa e um no Brasil) e enviámos para o André que ficou encarregue de fazer todo o resto. Todos gostámos muito do resultado e não hesitámos em o meter online. Começámos a receber boas críticas e foram aparecendo vários convites entre os quais para tocar e conhecer algumas das bandas com relevância no underground nacional. Actualmente, temos boas amizades com pessoas dos Pitch Black, W.A.K.O., Switchtense, entre outras. É sempre agradável partilhar um palco e depois passar uma boa noitada!
Para além disso, o denominador mais evidente deste dinâmico processo é o lançamento prematuro, se assim lhe podemos chamar, da vossa primeira demo. O que apressou o lançamento deste registo foi a necessidade premente de sair do anonimato ou também as boas reacções aos vossos temas expostos no Myspace fizeram apressar tudo?
Aqui no continente se quiseres arranjar concertos tens de ter algo para mostrar. As boas críticas foram importantes, mas também o facto de termos facilidade na gravação “caseira” foi decisivo. Basicamente, foram essas as três razões principais que nos fizeram gravar a demo, isso depois de achármos que tínhamos um line-up consistente.
Sendo o André Tavares engenheiro profissional de som e músico na banda terá feito com que sentissem muito mais liberdade ao trabalhar em estúdio e a encontrar o som apropriado para esta?
Sim, realmente estamos bem “equipados”. Não só o André mas também o Isidro e o “Pica” tiraram cursos de som. Eu estou a acabar um curso virado para a imagem e audiovisual e tenho assumido um pouco as funções de relações públicas. O “Bixo”, para além de ser um grande músico, conhece bastante o meio e vem trabalhando na área da organização de eventos, assim como o “Pica”. Em relação ao som, ficámos muito satisfeitos! Sentimos que, nas condições em que gravámos, este era, provavelmente, o melhor som possível de se fazer!
Pegando nas minhas últimas perguntas e atendendo à imediaticidade do vosso reconhecimento, podemos apurar comparações e dizer que, de facto, conseguir o que estão conseguindo em tão pouco tempo seria impensável nos Açores... Aliás, vários anos de Hemptylogic, creio que concordará comigo, não chegaram para lhe fazer atingir feitos como os que está a alcançar com os Spoiled Fiction... Isto dá-lhe que pensar? Preocupa-se de alguma forma com a sua terra natal?
Não penso muito nisso. Como já atrás referiu as realidades de Hemptylogic e Spoiled Fiction são bastante diferentes. Realmente preocupa-me um pouco a falta de iniciativas relacionadas com o Metal em S. Miguel. Acho que muitas pessoas desistem ou, como no meu caso, acabam por sair da ilha em busca desse objectivo. Mas hoje em dia e com os avanços da internet fica muito mais fácil a divulgação da tua musica. Há que não desistir e tentar organizar eventos do género, na falta deles. Tenho esperança que vá começar a aparecer mais eventos no futuro. Mnemic no Coliseu foi um grande feito e há de ser o início de muitos mais.
Apesar deste cenário, uma das grandes vontades dos Spoiled Fiction creio ser a de actuar nos Açores! Têm promovido o vosso trabalho por cá... Acha que tem sido bem recebido e que um concerto neste momento em S. Miguel, por exemplo, vem em boa altura?Sem dúvida! Já tivemos oportunidade de tocar em Grândola [terra do “Bixo” e do “Pica”] agora falta Vila Real de Santo António [terra do Isidro] e S. Miguel! Temos promovido nos Açores o nosso trabalho e as reacções têm sido muito positivas. Pessoalmente, assim como o André e o Isidro, tenho muitos amigos em S. Miguel e seria um prazer enorme poder mostrar o nosso trabalho e depois passar uma noite bem agradável com o pessoal! Acho que Spoiled Fiction em S. Miguel seria sempre em boa altura! [risos]
Como definirias o som dos Spoiled Fiction e o que encontramos em “Way To Live”? Transmite também algum lema ao que parece...
“Way To Live” é uma espécie de celebração da vida. Somos pessoas simples e positivas, não encaramos o nosso Metal como uma exposição da nossa raiva, mas sim como uma festa para abanar a cabeça. Tratamos também dos “baixos” da vida, mas sempre como algo que faz parte dela. É aproveitar a vida enquanto podemos. Viva o Metal!
Neste momento será prioritário operar uma boa distribuição da vossa demo e isto passará, naturalmente, por um contracto como uma editora ou contractos de distribuição. Há alguma coisa adiantada neste sentido?
Sim, de momento ainda estamos a organizar uma vasta lista de contactos [editoras, revistas, sites, rádios, etc) muito devido à nossa recente ligação à PJ – Prods & Management. Ainda esse mês, esperamos estar a enviar os exemplares aos respectivos contactos e vamos ver o que acontece.
Após isso, e havendo facilidades de gravar com o André Tavares, podemos supor que não será preciso muito tempo para voltar a ver uma gravação dos Spoiled Fiction?
Não é bem assim. Não queremos ser precipitados. Estamos agora concentrados em compor um futuro álbum. A realidade é que quando chegar ao momento de gravá-lo queremos mesmo ir para estúdio. Continuamos a fazer gravações caseiras que agora vão servindo de esboços para alguns arranjos. Talvez gravar alguns temas para saírem em compilações sim, mas a próxima gravação que sairá de Spoiled Fiction será gravada em estúdio e esperamos apresentar uma qualidade sonora acima da média. Tem que estar muito bom para podermos continuar em crescimento e não nos ficarmos por aqui.
Futuramente, existe o risco dos elementos dos Spoiled Fiction se separarem novamente? No seu caso, equaciona um regresso aos Açores após terminar os seus compromissos curriculares?
Eu, por acaso, ainda não falei com o André acerca disso, mas julgo que, por enquanto, um regresso aos Açores está fora de questão. No meu caso está. Tanto na minha área profissional como como músico deste estilo, não considero que os Açores sejam a melhor opção. De qualquer forma, só o futuro o dirá, mas Spoiled Fiction já provou que é capaz de trabalhar à distância! [risos]
E relativamente aos Hemptylogic, podemos algum dia esperar que se reunam, eventualmente, para alguns concertos apenas, uma vez que na altura em que se separaram deram apenas como “congelada”, por tempo indeterminado, as suas actividades? Hemptylogic é uma banda extinta já há algum tempo. Ás vezes ainda dou uns toques com o Isidro e o resultado está longe de estar apresentável em concerto. Hemptylogic foi a minha primeiro banda e foi o que me fez querer viver disto, mas agora acabou. Tenho de estar 100% concentrado nos Spoiled Fiction e na minha vida profissional.
Nuno Costa
Wednesday, September 26, 2007
Devil's Slingshot - Colossos do prog em Portugal
O trio-maravilha constituído por Tony MacAlpine [guitarra], Billy Sheehan [baixo] e Virgil Donati [bateria] vai passar por Portugal no dia 17 de Outubro pelo Music Box, em Lisboa, para apresentar “Clinophobia”, o primeiro disco do seu novo projecto Devil’s Slingshot, a editar no dia 22 de Outubro. Tony MacAlpine garantiu ainda que nos set-lists dos concertos da sua tour europeia, que arrancou em Setembro, vão estar vários temas da sua carreira a solo. Os bilhetes para o concerto custam 17,50€ [venda antecipada] e 20,00€ [no dia] e estarão brevemente disponíveis na Agência ABEP, Agência Alvalade, Carbono [Lisboa e Amadora], The Shoppe Bizarre e no local do espectáculo.II Festival Lusitânia de Peso - De regresso em Dezembro
Promovido pelo site Lusitânia de Peso decorre nos dias 7, 8 e 9 de Dezembro a segunda edição do Festival Lusitânia de Peso no El Diablo Club, no Porto. Precisamente um ano depois, o festival da autoria do site de Espinho volta à carga, desta feita alargado e mais elaborado, e conta com a presença dos Pitch Black, Thee Orakle, Requiem Laus e Headstone no primeiro dia, Goldenpyre, Process Of Guilt, Dethmor e Necris Dust no segundo, e Deep Cut, Clinger, Brand New Machine e Pressure no terceiro. A anotar que nos dois primeiros dias [sexta-feira e sábado] os espectáculos têm início às 21h00 e no último [domingo] às 15h00. O bilhete para um dia custa 5€ [venda antecipada] e 6,50€ [no dia] e para os três dias 10€ [venda antecipada] e 12€ [no dia]. Pode reservar já o seu bilhete através do e-mail lusitaniadepeso@gmail.com. Noise Ritual Sessions - Esta semana na Maia
No dia 28 de Setembro [sexta-feira] decorre o primeiro Noise Ritual Sessions em que fazem parte os espanhóis Flamma Ignis, os brasileiros Memorial Death e os nacionais One Reason e Razer. Este evento terá lugar na Casa do Alto, na Maia, a partir das 20h00. As entradas custam 3€. Tuesday, September 25, 2007
Skypho - Estreiam videoclip
Extraído do mais recente trabalho dos aveirenses Skypho – o E.P. “Nowhere Neverland” - está o videoclip para o single “My Insomnia” gravado por Nuno Marques e onde consta ainda a presença de dois amigos da banda – Eduardo e Lucy – aos quais a banda dedica muito do sucesso pela obtenção desde videoclip. Aceda ao vídeo aqui. A Breach On Heaven - Italianos amanhã em Viseu
É já amanhã [26] que os italianos A Breach On Heaven actuam no Luna Bar, em Viseu, naquela que é uma data única na sua passagem por Portugal. Ao seu lado estarão os nacionais Unbridled e Promethevs que comungarão também da primeira apresentação ao público português do álbum de estreia da banda de Veneza – “I Hate 50’s Movies”. Os concertos decorrem a partir das 21h30 e a entrada vale 3,50€. Monday, September 24, 2007
Festival Barreiro Rocks - Câmara "homenageia" Rock
A Câmara Municipal do Barreiro leva até público, nos dias 9 e 10 de Novembro, o festival Barreiro Rocks 2007 a decorrer no G.D. Ferroviários do Barreiro. São as suas maiores atracções os suecos The Maharajas, no primeiro dia, e os norte-americanos The Black Lipes, no segundo. Actuam ainda nestas duas noites de concertos os Samesugas [Esp], The Hipshakes [Ing], Born A Lion, The Mojomatics [Ita], Green Machine e 3 Delicias [Esp]. Os ingressos single custam 15€ e os duplos 20€. I Festival Punk Tailor - Loja de streetwear apoia Rock nacional
A loja virtual de streetwear Punk Tailor Clothing organiza o seu primeiro festival no dia 3 de Novembro com os If Lucy Fell a encabeçar, mas onde se reúne um conjunto de bandas de notável valor nos meandros da música de peso nacional. São exemplos os Men Eater, For The Glory, Blacksunrise, One Hundred Steps e Angry Odd Kids. O evento tem como parceiro a Middlemanrock e o seu objectivo principal é promover, apoiar e associar à imagem dos seus produtos as bandas nacionais implícitas no cartaz. O espectáculo tem início às 16h30 e o bilhete custa 9€ [compra antecipada] e 10€ [compra no dia e local do espectáculo]. As reservas de bilhetes podem ser efectuadas enviando um mail para reserva_bilhetes@punktailor.com. Qualquer outra informação pode ser esclarecida através de festival@punktailor.com. Thursday, September 20, 2007
Review
SEE YOU NEXT TUESDAY
“Parasite”
[CD – Ferret Music]
Com um nome algo inusitado, pelo menos para o espectro musical aqui implícito, chegam-nos os See You Next Tuesday, um quarteto oriundo dos subúrbios de Michigan que se fundou em jeito de brincadeira, mas que começou a ser levado mais a sério após verificar que o público admirava o que estava a fazer. Incentivados por este cenário correram várias zonas do país, chegando mesmo ao México, e conquistaram uma base de seguidores considerável e, pelos vistos, o comprovativo de qualidade da editora americana Ferret Music. Isto tudo muito repentinamente já que Chris Fox [voz], Drew Slavik [guitarra], Travis Martin [baixo] e Andy Dalton [baterista] nem se encontram juntos à dois anos – altura em que a banda começou a dar os primeiros passos -, visto fazerem parte de uma segunda encarnação da banda. Para além disso, é no calor da sua juventude – a média de idades dos seus membros não ultrapassa os 21 anos – que este quarteto vê a sua carreira musical mudar. Certamente também por isso expurgue energia e raiva a rodos em “Parasite”, um arrasador e áspero exercício de grind/death/mathcore pleno de espasmos esquizofrénicos. Juntem os elementos mais extremos de uns The Dillinger Escape Plan, Psyopus, Norma Jean e a abordagem mais recente de uns Cephalic Carnage e têm praticamente caracterizado tudo o que estes americanos fazem. Com a diferença de que aqui tudo é injectado com a máxima rapidez – a maioria dos temas não chega aos dois minutos.
Sendo assim, “Parasite” é um disco surpreendente pela sua atitude extrema e pela técnica dos seus autores. Esta é, de facto, uma vertente que se tem expandido e conquistado os apreciadores de música pouco convencional e “amigável” e os See You Next Tuesday colocam-se com classe nas fileiras de honra deste tipo de bandas.
“Parasite”
[CD – Ferret Music]
Com um nome algo inusitado, pelo menos para o espectro musical aqui implícito, chegam-nos os See You Next Tuesday, um quarteto oriundo dos subúrbios de Michigan que se fundou em jeito de brincadeira, mas que começou a ser levado mais a sério após verificar que o público admirava o que estava a fazer. Incentivados por este cenário correram várias zonas do país, chegando mesmo ao México, e conquistaram uma base de seguidores considerável e, pelos vistos, o comprovativo de qualidade da editora americana Ferret Music. Isto tudo muito repentinamente já que Chris Fox [voz], Drew Slavik [guitarra], Travis Martin [baixo] e Andy Dalton [baterista] nem se encontram juntos à dois anos – altura em que a banda começou a dar os primeiros passos -, visto fazerem parte de uma segunda encarnação da banda. Para além disso, é no calor da sua juventude – a média de idades dos seus membros não ultrapassa os 21 anos – que este quarteto vê a sua carreira musical mudar. Certamente também por isso expurgue energia e raiva a rodos em “Parasite”, um arrasador e áspero exercício de grind/death/mathcore pleno de espasmos esquizofrénicos. Juntem os elementos mais extremos de uns The Dillinger Escape Plan, Psyopus, Norma Jean e a abordagem mais recente de uns Cephalic Carnage e têm praticamente caracterizado tudo o que estes americanos fazem. Com a diferença de que aqui tudo é injectado com a máxima rapidez – a maioria dos temas não chega aos dois minutos.Sendo assim, “Parasite” é um disco surpreendente pela sua atitude extrema e pela técnica dos seus autores. Esta é, de facto, uma vertente que se tem expandido e conquistado os apreciadores de música pouco convencional e “amigável” e os See You Next Tuesday colocam-se com classe nas fileiras de honra deste tipo de bandas.
Destaque incontornável para os títulos sarcásticos dos seus temas, capaz de proporcionar “despregadas” gargalhadas a quem os lê – “Good Christians Don’t Get Jiggy With It ‘Til After Marriage”, “Honey, I’ve Never Had Sex That Wasn’t Awkward” e “How To Survive A Vicious Cock Fight” são apenas alguns exemplos. Na voz temos um bastante versátil Chris Fox que divide o seu registo entre o grunhido mais podre e grotesco do grind e outro plenamente esfuziante e esganiçado. A batida é quase sempre frenética, mas o grande destaque da secção instrumental dos See You Next Tuesday é mesmo as guitarradas de Drew Slavik que em certos momentos, com determinados guinchos, dá um ar zombeteiro à sua música – bem concordante com o seu teor lírico. Apesar do disco rolar a uma velocidade vertiginosa podemos ainda verificar alguns momentos mais calmos e melódicos como “”Paraphilia” ou “Pogonatrophy (Part Two: The Parasite)”, mas sempre caótico, e outros num segmento mais death groove como são os casos de “Let’s Go Halvsies On A Bastard” e “A Portable Death Ray And A Sterile Claw Hammer”.
Atendendo a que cada vez mais existem menos barreiras interpostas à forma de compor dos músicos hoje em dia, saluta-nos verificar que os See You Next Tuesday fazem também da sua existência uma experiência em que impera uma buliçosa sede pelo experimentalismo e a vontade de levar ao extremo a sua agressividade. Uma estreia impetuosa e “cilindrante”. [8/10] N.C.
Wednesday, September 19, 2007
Dethmor e Koltum - Na Covilhã
Em mais um périplo de peso, os espinhenses Dethmor actuam ao lado dos vimaranenses Koltum no dia 13 de Outubro, no Birras Bar, na Covilhã. A noite é fechada com a actuação do DJ Pedro Sousa, responsável pelo programa de rádio Purgatório Metálico, emitido na Rádio Clube da Covilhã em 95.6 FM/97.0 FM. O espectáculo tem início às 22h00 com as entradas a custarem 3€. A organização alerta para o facto de irem ser cumpridos os horários à risca uma vez que só existe autorização para se efectuarem concertos até às 00h00. Formados no já longínquo ano de 1997, os Dethmor encontram-se neste momento a promover a sua primeira demo, “Roswell 47”, enquanto que os Koltum preparam-se para lançar a sua primeira demo, prevista para o dia 13 de Outubro, pela Hell Unleashed Records. Entre outras datas regista-se, para já, a presença dos Koltum no Vimaranes Metal Fest, no dia 3 de Novembro, em Guimarães, em conjunto com os Cratera, Hacksaw, InVein, Shattered Dreams, entre outros. Tuesday, September 18, 2007
Review
SAMAEL
“Solar Soul”
[CD – Nuclear Blast/Compact]
Já muitos devem ter desistido de discutir o rumo musical que os Samael tomaram a partir de “Ceremony Of The Opposites”, em 1994. Aliás, neste momento os Samael já terão que ser vistos definitivamente como uma banda de essência industrial e de visões modernas, pois já apenas 1/4 da sua carreira faz parte de um passado ligado ao black metal. Com 20 anos de carreira, oito álbuns e três EP’s podemos curvar-nos perante um nome lendário que atingiu a sua afirmação artística às custas da coragem de quebrar com parâmetros musicais convencionais e lançar-se em busca de uma identidade particular. Muitos reconhecerão a pisada arriscada que o colectivo suíço deu, sobretudo, com “Passage”, de 1996, trazendo à tona uma mistura dark metal com componentes industriais pouco comum na altura, mas que serviu de tónico para a banda se rejuvenescer sonoramente. A partir daí, parece impossível um regresso às origens do colectivo e “Solar Soul” comprova exactamente isso. Dificilmente teremos os Samael a praticar sonoridades mais extremas novamente, mas ainda assim sabem conjugar todos os elementos que os popularizaram, sobretudo a partir da fase “Passage”, e reunir de volta a sua base de fãs em momentos de escuta excitantes.
“Solar Soul”
[CD – Nuclear Blast/Compact]
Já muitos devem ter desistido de discutir o rumo musical que os Samael tomaram a partir de “Ceremony Of The Opposites”, em 1994. Aliás, neste momento os Samael já terão que ser vistos definitivamente como uma banda de essência industrial e de visões modernas, pois já apenas 1/4 da sua carreira faz parte de um passado ligado ao black metal. Com 20 anos de carreira, oito álbuns e três EP’s podemos curvar-nos perante um nome lendário que atingiu a sua afirmação artística às custas da coragem de quebrar com parâmetros musicais convencionais e lançar-se em busca de uma identidade particular. Muitos reconhecerão a pisada arriscada que o colectivo suíço deu, sobretudo, com “Passage”, de 1996, trazendo à tona uma mistura dark metal com componentes industriais pouco comum na altura, mas que serviu de tónico para a banda se rejuvenescer sonoramente. A partir daí, parece impossível um regresso às origens do colectivo e “Solar Soul” comprova exactamente isso. Dificilmente teremos os Samael a praticar sonoridades mais extremas novamente, mas ainda assim sabem conjugar todos os elementos que os popularizaram, sobretudo a partir da fase “Passage”, e reunir de volta a sua base de fãs em momentos de escuta excitantes. Após o longo interregno na sua actividade, entre 1998 e 2004, motivado por problemas com a sua antiga editora, os Samael ensaiaram um bem conseguido regresso com “Reign Of Light”, onde se destacou todo imaginário electrónico do colectivo liderado pelos irmãos Xy e Vorph. Após isso, ainda lançaram um trabalho exclusivamente electrónico/ambiental, constituindo uma grande surpresa por levar ao extremo a sua costela sintética – muitos fãs devem até ter temido que a banda se descaracterizasse por completo -, mas logo se entendeu que se tratou de uma experiência isolada para cumprir compromissos editoriais. O regresso “Solar Soul” não foge muito ao rumo de “Reign Of Light” mas oferece mais algum ecletismo e, em alguns momentos, peso. A par disso, as composições parecem mais directas e ainda mais eficazes. Temas como “Solar Soul”, “Promised Land” – com seu riff demolidor a lembrar, e bem, os tempos de “Passage” – e “Suspended Time” – em que colabora a ex-vocalista dos Tristania, Vibeke Stene – são algumas das pérolas de um cardápio composto por 11 elegantes faixas.
No geral, é, sem dúvida, um disco a assinalar o definitivo regresso à forma dos Samael, quer como exploradores de uma sonoridade ímpar quer como compositores cada vez mais experientes e sumptuosos. Só se lamenta que a partir dos três primeiros temas o ritmo de “Solar Soul” abrande um pouco e por vezes se apliquem passagens demasiado longas e repetitivas. Porém, encontramos outros motivos de interesse ao longo deste período como no ritmo contagiante e algo psicadélico de “Valkyries’ New Ride”, nos arranjos sinfónicos [sempre envoltos num pacote sintético] de “Ave!” e “Olympus” e no aroma árabe de “Quasar Waves”. É, em suma, um regresso convincente e vigoroso de uma banda que já tem pouco a provar, mas consegue manter-se sempre interessante. [8/10] N.C.
Monday, September 17, 2007
The Band Apart - Deathcore hispânico em estreia em Portugal
Os dias 28 e 29 de Setembro marcam a estreia em Portugal dos deathcore metallers madrilenos The Band Apart. Sendo assim, a banda vai apresentar-se na primeira data no Diablo Club, no Porto, ao lado dos Unbridled, Thirteen Degrees To Chaos e Promethevs e na segunda no Gramado Bar, em Santa Comba Dão [Viseu], em conjunto com os Unbridled e Eleven Miles Apart. No Porto as entradas são grátis e em Viseu o bilhete custa 3,50€. Os The Band Apart são uma das actuais sensações hispânicas da música extrema e vêm apresentar o seu primeiro álbum, “Death Can Dance”, editado no presente ano pela Threepoint Records. Wednesday, September 12, 2007
Review
3 INCHES OF BLOOD
“Fire Up The Blades”
[CD – Roadrunner/Edel]
Resistentes a mais uma batalha, desta vez da vida real, Cam Pipes e Jamie Hooper, vocalistas e fundadores dos canadianos 3 Inches Of Blood, regressam estoicamente neste novo “Fire Up The Blades” acompanhados de um novo line-up e, por sinal, embebidos num espírito mais dark e pesado. Ainda assim, mantém-se latente todo o carisma tradicional que popularizou este peculiar, pelo menos hoje em dia, colectivo de Vancouver. Aliás, a surpresa foi grande quando os vimos apostados em reavivar a essência do metal old school de uns Judas Priest, Iron Maiden, King Diamond ou Running Wild, com a convicção que constatámos no debutante “Battlecry Under A Winter Sky”, de 2002. Não menos surpreendente foi o selo que apadrinhou, em 2004, o seu segundo trabalho – a poderosa Roadrunner Records – quando todos pensávamos que esta só podia continuar a assinar colectivos de metalcore.
Sem oferecer nada de absolutamente novo é, no entanto, extremamente prazeroso escutar este sexteto e ver a maneira saudável e vigorosa como reclamam as suas influências, sem quaisquer preocupações com inovações, ainda mais sendo estas tão nobres e respeitáveis. A acompanhar isto, um imaginário repleto de piratas, ogres e cyborgs num pano de fundo medieval em que o frio das lâminas em campo de batalha quase se faz sentir. Podiam ser mais um grupo de jovens interessado em seguir as modas actuais, mas acontece exactamente o contrário. Analisando por este novo “Fire Up The Blades” o conceito é agora menos zombeteiro e mais obscuro, acompanhado igualmente por um conjunto de trilhas sonoras mais pesadas – ao que consta inspiradas pelos conhecimentos black metal de Joey Jordison [Slipknot, Murderdolls] que aqui assina a produção. Os hinos guerreiros mantêm-se, mas os ritmos são agora muito mais técnicos e rápidos, como o comprovam “The Goatrider’s Horde”, “God Of The Cold Silence”, “Demon’s Blade” e “Infinite Legion” – este último abrindo mesmo com um blast beat. Por esta razão, “Fire Up The Blades” pode agradar a facções menos tradicionais. Sendo o objectivo reclamar as suas influências ao sabor de um ambiente descomprometido e regado [também] de cerveja, não há muito a acrescentar. Aqui existe honestidade e frontalidade mais do que suficiente para se construir trabalhos que agradem, em primeiríssima instância, aos seus próprios autores, ainda que por trás exista uma “máquina” que com isso acredite que pode vender muito. Mas ainda bem que assim o é.
“Fire Up The Blades”
[CD – Roadrunner/Edel]
Resistentes a mais uma batalha, desta vez da vida real, Cam Pipes e Jamie Hooper, vocalistas e fundadores dos canadianos 3 Inches Of Blood, regressam estoicamente neste novo “Fire Up The Blades” acompanhados de um novo line-up e, por sinal, embebidos num espírito mais dark e pesado. Ainda assim, mantém-se latente todo o carisma tradicional que popularizou este peculiar, pelo menos hoje em dia, colectivo de Vancouver. Aliás, a surpresa foi grande quando os vimos apostados em reavivar a essência do metal old school de uns Judas Priest, Iron Maiden, King Diamond ou Running Wild, com a convicção que constatámos no debutante “Battlecry Under A Winter Sky”, de 2002. Não menos surpreendente foi o selo que apadrinhou, em 2004, o seu segundo trabalho – a poderosa Roadrunner Records – quando todos pensávamos que esta só podia continuar a assinar colectivos de metalcore.Sem oferecer nada de absolutamente novo é, no entanto, extremamente prazeroso escutar este sexteto e ver a maneira saudável e vigorosa como reclamam as suas influências, sem quaisquer preocupações com inovações, ainda mais sendo estas tão nobres e respeitáveis. A acompanhar isto, um imaginário repleto de piratas, ogres e cyborgs num pano de fundo medieval em que o frio das lâminas em campo de batalha quase se faz sentir. Podiam ser mais um grupo de jovens interessado em seguir as modas actuais, mas acontece exactamente o contrário. Analisando por este novo “Fire Up The Blades” o conceito é agora menos zombeteiro e mais obscuro, acompanhado igualmente por um conjunto de trilhas sonoras mais pesadas – ao que consta inspiradas pelos conhecimentos black metal de Joey Jordison [Slipknot, Murderdolls] que aqui assina a produção. Os hinos guerreiros mantêm-se, mas os ritmos são agora muito mais técnicos e rápidos, como o comprovam “The Goatrider’s Horde”, “God Of The Cold Silence”, “Demon’s Blade” e “Infinite Legion” – este último abrindo mesmo com um blast beat. Por esta razão, “Fire Up The Blades” pode agradar a facções menos tradicionais. Sendo o objectivo reclamar as suas influências ao sabor de um ambiente descomprometido e regado [também] de cerveja, não há muito a acrescentar. Aqui existe honestidade e frontalidade mais do que suficiente para se construir trabalhos que agradem, em primeiríssima instância, aos seus próprios autores, ainda que por trás exista uma “máquina” que com isso acredite que pode vender muito. Mas ainda bem que assim o é.
Os 3 Inches Of Blood são um colectivo muito sólido naquilo que faz e é capaz de nos contagiar com a sua personalidade. Contudo, haverão sempre novos campos a explorar para o bem de uma banda que, embora percebamos as intenções, poderá ter na sua maior virtude o seu maior defeito, principalmente nos tempos que correm. Ao terceiro disco os 3 Inches Of Blood continuam a crescer e comprovam que não são capazes de fazer um mau álbum. No entanto, existe a expectativa de ver como se vai desenrolar a sua carreira nos próximos anos. Se atendermos a que a cada esquina começam a surgir surtos, ainda que tímidos, de cariz revivalista, pode ser que os 3 Inches Of Blood consigam permanecer em grande plano durante os próximos tempos. Porém, fica sempre a discussão sobre a validade de um projecto deste género, ainda mais porque alguns tradicionalistas ferrenhos entendem esta como uma banda de “chacota” aos pioneiros do Heavy Metal e os amantes de sons contemporâneos poderão não se sentir minimamente seduzidos pela sua natureza musical. Contudo, como já se disse atrás, a banda pouco se parece importar daí que... seja apenas altura de empunharmos as nossas espadas e escudos, envergar os capacetes e lançar um agudo “Heavy Metal Is The Law”! [8/10] N.C.
Hipnoid - Novo EP a caminho
Os brasileiros, sediados em Portugal, Hipnoid já se encontram a compor novos temas que farão parte do seu próximo trabalho que sairá em formato E.P.. Entretanto, continuam a promover o seu segundo disco – “Chaos” [2005] – que, inclusive, teve oportunidade de ser apresentado ao vivo em Portugal entre Março e Abril deste ano. No próximo fim-de-semana a banda ruma a Barcelona para completar três datas, concretamente no Bar Be Cool, no dia 14, no Festival Metal Art, no dia 15, fechando o périplo catalão no Festival Mercat de música Viva Vic, no dia 16. A banda descreve o seu som como um Groove Metal com influências Thrash, Jazz, Blues e puro Rock’N’Roll. Monday, September 10, 2007
Review
SONIC SYNDICATE
“Only Inhuman”
[CD – Nuclear Blast/Compact]
Da parte a quem é submetida a apreciação de trabalhos musicais surgem muitas vezes grandes dilemas éticos e morais ou não estivesse implícita a esta tarefa uma forte carga subjectiva e pontos que mexem com muitos aspectos. O cargo assim obriga e esses princípios muitas vezes têm que ser expostos a reflexões profundas, mas a imparcialidade e a honestidade de quem aqui apenas dá uma opinião [lembremo-nos] são obrigadas a sobressair. Por esta linha de pensamento, sou obrigado a confessar que é difícil encarar este segundo trabalho dos suecos Sonic Syndicate como não sendo mais do que uma mera manobra comercial de quem precisa de “números” para sobreviver e que, assim sendo, tenta injectar-nos trabalhos “vazios” que, inevitavelmente, nos empurram para conclusões depreciativas, ainda que a intenção não seja ofender. Não querendo discernir “culpas”, porque não é mesmo possível falar nestes termos, a verdade é que, para quem tem tarefa de apreciar trabalhos e, sobretudo, dar o seu parecer pessoal sobre determinado disco, neste caso, sempre com o intuito de “construir” e não “destruir”, a sinceridade tem que prevalecer e aqui é preciso que se diga que “Only Inhuman” surpreende por alguns pontos positivos, mas, essencialmente, por um, grande, negativo – a falta de originalidade.
Quando se falava atrás de este [parecer, pelo menos] ser uma aposta de vendas de uma editora que nem tem tanta necessidade quanto isso de assim proceder e que tem altos padrões de qualidade e um catálogo muito variado, referiamo-nos à forma como os Sonic Syndicate chegaram à Nuclear Blast - um “Band Contest” lançado em 2005 que reuniu para apreciação 1500 maquetas e que culminou com a vitória dos Sonic Syndicate, sendo o prémio principal este mui aliciante contracto com a gigante alemã. Aos primeiros instantes de “Aftermath”, o tema de abertura deste “Only Inhuman”, ficamos logo a temer o pior... Guitarras, bateria, teclados e produção, como não podia deixar de ser, emulados ao conhecido som de Gotemburgo, pelos percursores In Flames, Dark Tranquility ou Soilwork, e vozes debitadas em registo berrado e limpo, por dois vocalistas destacados para o efeito, a fugir mais para o emo/metalcore. As melodias nos refrões, não obstante colarem-se aos nossos ouvidos, soam por vezes pop de mais e demasiado afectuosas. Rodados mais alguns temas percebemos que o objectivo da banda é recriar a fórmula NWOSDM o mais fielmente possível e, por aí, o ouvinte minimamente exigente vai se sentir, em poucos minutos, desmoralizado e até defraudado, se atendermos aos altos elogios que têm sido lançados em press releases ou em alguma imprensa em relação a este colectivo oriundo de Falkenberg, na Suécia. Uma grande campanha de marketing a funcionar, portanto.... Será que entre 1500 maquetas não chegou nenhuma aos escritórios da Nuclear Blast com um produto musical mais personalizado e criativo do que este?
Políticas editoriais à parte, a verdade é que “Only Inhuman” não passa de um conjunto de 11 temas muito bem construídos, é verdade, mas onde caiem por terra quaisquer propensões de se tornar um trabalho de destaque dentro deste exploradíssimo género musical. A manchar mais o pano, o apelo à melodia dos Sonic Syndicate é tão mainstream que dá-nos a impressão ser uma estratégia para saírem rapidamente do anonimato e vingarem no mundo [comercial] da música. Perante isso só nos podemos ficar a questionar sobre qual o melhor caminho a seguir para esta jovem banda... Será que vale a pena lutar para se ser apenas mais uma, mas com a segurança de que se facturará bastante com isso? Ou realmente vale a pena o esforço de nos distinguirmos e podermo-nos honrar de fazer o que realmente é, minimamente, nosso e está cá dentro? Esse esforço aqui não se sente e, da nossa parte, também não fica a vontade de tentar compreender o porquê desta banda decidir seguir esse caminho... [6/10] N.C.
“Only Inhuman”
[CD – Nuclear Blast/Compact]
Da parte a quem é submetida a apreciação de trabalhos musicais surgem muitas vezes grandes dilemas éticos e morais ou não estivesse implícita a esta tarefa uma forte carga subjectiva e pontos que mexem com muitos aspectos. O cargo assim obriga e esses princípios muitas vezes têm que ser expostos a reflexões profundas, mas a imparcialidade e a honestidade de quem aqui apenas dá uma opinião [lembremo-nos] são obrigadas a sobressair. Por esta linha de pensamento, sou obrigado a confessar que é difícil encarar este segundo trabalho dos suecos Sonic Syndicate como não sendo mais do que uma mera manobra comercial de quem precisa de “números” para sobreviver e que, assim sendo, tenta injectar-nos trabalhos “vazios” que, inevitavelmente, nos empurram para conclusões depreciativas, ainda que a intenção não seja ofender. Não querendo discernir “culpas”, porque não é mesmo possível falar nestes termos, a verdade é que, para quem tem tarefa de apreciar trabalhos e, sobretudo, dar o seu parecer pessoal sobre determinado disco, neste caso, sempre com o intuito de “construir” e não “destruir”, a sinceridade tem que prevalecer e aqui é preciso que se diga que “Only Inhuman” surpreende por alguns pontos positivos, mas, essencialmente, por um, grande, negativo – a falta de originalidade.Quando se falava atrás de este [parecer, pelo menos] ser uma aposta de vendas de uma editora que nem tem tanta necessidade quanto isso de assim proceder e que tem altos padrões de qualidade e um catálogo muito variado, referiamo-nos à forma como os Sonic Syndicate chegaram à Nuclear Blast - um “Band Contest” lançado em 2005 que reuniu para apreciação 1500 maquetas e que culminou com a vitória dos Sonic Syndicate, sendo o prémio principal este mui aliciante contracto com a gigante alemã. Aos primeiros instantes de “Aftermath”, o tema de abertura deste “Only Inhuman”, ficamos logo a temer o pior... Guitarras, bateria, teclados e produção, como não podia deixar de ser, emulados ao conhecido som de Gotemburgo, pelos percursores In Flames, Dark Tranquility ou Soilwork, e vozes debitadas em registo berrado e limpo, por dois vocalistas destacados para o efeito, a fugir mais para o emo/metalcore. As melodias nos refrões, não obstante colarem-se aos nossos ouvidos, soam por vezes pop de mais e demasiado afectuosas. Rodados mais alguns temas percebemos que o objectivo da banda é recriar a fórmula NWOSDM o mais fielmente possível e, por aí, o ouvinte minimamente exigente vai se sentir, em poucos minutos, desmoralizado e até defraudado, se atendermos aos altos elogios que têm sido lançados em press releases ou em alguma imprensa em relação a este colectivo oriundo de Falkenberg, na Suécia. Uma grande campanha de marketing a funcionar, portanto.... Será que entre 1500 maquetas não chegou nenhuma aos escritórios da Nuclear Blast com um produto musical mais personalizado e criativo do que este?
Políticas editoriais à parte, a verdade é que “Only Inhuman” não passa de um conjunto de 11 temas muito bem construídos, é verdade, mas onde caiem por terra quaisquer propensões de se tornar um trabalho de destaque dentro deste exploradíssimo género musical. A manchar mais o pano, o apelo à melodia dos Sonic Syndicate é tão mainstream que dá-nos a impressão ser uma estratégia para saírem rapidamente do anonimato e vingarem no mundo [comercial] da música. Perante isso só nos podemos ficar a questionar sobre qual o melhor caminho a seguir para esta jovem banda... Será que vale a pena lutar para se ser apenas mais uma, mas com a segurança de que se facturará bastante com isso? Ou realmente vale a pena o esforço de nos distinguirmos e podermo-nos honrar de fazer o que realmente é, minimamente, nosso e está cá dentro? Esse esforço aqui não se sente e, da nossa parte, também não fica a vontade de tentar compreender o porquê desta banda decidir seguir esse caminho... [6/10] N.C.
Faithfull - Nomeados para prémio em Toronto
Os hard rockers nacionais Faithfull estão nomeados para a categoria “Melhor Banda Internacional” nos prémios Toronto Independent Music Awards. A cerimónia terá lugar a 4 de Outubro no The Phoenix Concert Theatre em Toronto, no Canadá. Entretanto, o grupo de Sérgio Sabino [ex-Evidence] está já a registar o sucessor de “Light This City”, de 2003, nos G-Spot Studios com o guitarrista/produtor Gonçalo Pereira. Como avanço, estão já disponíveis no seu Myspace os temas “Save The Clowns” e “Who’s The Face” a figurar no seu segundo longa-duração intitulado "Horizons". Xuxa Jurássica - 10º aniversário com os NOFX
No âmbito da comemoração do 10º aniversário da agência e produtora Xuxa Jurássica os norte-americanos NOFX fazem-se deslocar a Portugal para um concerto no dia 18 de Novembro no Pavilhão Quinta dos Lombos, em Carcavelos. Para figurar ao seu lado, a agência de punk/hardcore da Costa da Caparica escolheu os The Loved Ones [E.U.A.], TAT [Ing], Easyway, Humble e Sexy Sundays. O início dos espectáculos está marcado para as 18h00 com os bilhetes a valerem 25€.Bilhetes à venda: Lojas FNAC, Lojas Bliss, Livrarias Bulhosa, Ticketline (reservas nº 707234234 e www.ticketline.sapo.pt), Lojas Viagens ABREU, Carbono, Bana Surf Shop (Carcavelos), Boca do Inferno (Bar – Bairro Alto) e no dia e local do evento a partir das 17h00.
Perfect Sin - "SchemA" já disponível
“SchemA” é o título do primeiro E.P. dos abrantinos Perfect Sin disponível desde 1 de Setembro. Este trabalho inclui seis temas que a banda descreve como uma fusão entre a melodia do Grunge e a agressividade do Metal, gravado, produzido e misturado por Arlindo Cardoso dos W.A.K.O.. A próxima possibilidade de escutar os seus temas acontece no dia 13 de Outubro, no Lareira Bar, no Entroncamento. “SchemA” está disponível por encomenda, a 5€, através dos e-mails perfectsinband@gmail.com ou thelifevirus@hotmail.com. Metal Terror II - Raw Decimating Brutality encerram cartaz
Os guardenses Raw Decimating Brutality são o nome que fecha o cartaz do festival Metal Terror II a decorrer no dia 20 de Outubro, no Diablo Club, no Porto, a partir das 19h30. Sendo assim, o colectivo de grindcore, autor do EP “Sperm To Grind Your Ears” [2005], junta-se no certame aos Nuklear Goat, Decrepidemic, Alcoholocaust e Dead Meat que encabeçam esta edição do festival. A anotar que os Raw Decimating Brutality encontram-se a compor novos temas para o seu disco de estreia, a lançar brevemente, e prevêem, entre Outubro e Novembro, algumas actuações na Bélgica e Holanda. O ingresso para o festival custa 4€ [com a cerveja a um euro]. Saturday, September 08, 2007
Gehenna's Night - Sanctus Nosferatu estreiam-se ao vivo
O dia 15 de Setembro marca a estreia ao vivo dos death/black metalers Sanctus Nosferatu. O colectivo micaelense, formado em 2002 e autor da promo track “Revelation" [2006], junta-se assim para o efeito aos já consagrados Zymosis e aos jovens Ebony para uma noite de celebração no Bar Holandês, sito na antiga Estrada da Ribeira Grande [entre o Estádio de S. Miguel e a Rotunda do Peixe Assado], a partir das 21h00. A entrada é livre. Para mais informações: 912 345 232, 914 031 152 ou 966 797 107.Wednesday, September 05, 2007
Heaven Shall Burn - Ateando novos fogos
Os germânicos Heaven Shall Burn já se encontram a gravar o sucessor de “Deaf To Our Prayers”, de 2006, nos Rape Of Harmonies Studios em Triptis, na Alemanha. As pistas de bateria já foram gravadas e as de guitarra estão quase terminadas. A mixagem do seu novo trabalho, ainda sem nome, será feita com o conhecido produtor Tue Madsen, na Dinamarca, durante o Outuno. Em Agosto a banda interpôs uma pausa nas gravações para regressar ao Japão onde perfez três datas, algumas delas esgotadas. Subsequentemente, a banda afirma que a entrega do público nos grandes festivais de Verão fê-la entrar num momento de grande inspiração ao ponto de conseguir criar um novo tema a cada vez que se junta na sala de ensaios. Neste clima, prevê-se um regresso em grande do quinteto em Janeiro de 2008. Monday, September 03, 2007
Dark Fortress - Novo vocalista e álbum
Morean, guitarrista e segunda voz dos prog death/thrash metalers holandeses Noneuclid, é o novo vocalista dos Dark Fortress vindo substituir Azathoth que abandonou o colectivo de black metal alemão no início de 2007. Inclusive, Morean já colaborou com a banda no álbum “Séance”, lançado em 2006, assinando o tema “Incide” e contribuindo com os arranjos de cordas do tema “While They Sleep”. A banda já comentou que a decisão de recrutar Morean “baseou-se na sua imensa habilidade vocal e musical, a sua personalidade e dedicação à música extrema”. Acrescenta ainda que este "vai ser responsável pelo conceito lírico do próximo álbum da banda que acabará de ser gravado no mês de Outubro e verá lançamento no início de 2008 pela Century Media". Friday, August 31, 2007
Review
MAYLENE AND THE SONS OF DISASTER
“II”
[CD – Ferret Music]
“II”
[CD – Ferret Music]
Muita gente seria incapaz de pensar que a força do rock forjado a sul das terras do Tio Sam, com grande fulgor na década de 70 graças a nomes como The Allman Brothers Band ou Lynyrd Skynyrd, poderia persistir até aos dias de hoje e impulsionar tantos jovens músicos. Este estilo de música em si continua com uma vitalidade fora do comum, direi, pela essência rock e blues que comporta e que é sempre capaz de nos deixar derretidos de prazer. Para além disso, esta região americana merece todo o nosso respeito uma vez que foi a origem, nos anos 50, dos primeiros rock’n’rollers – como Elvis Presley, Little Richard, Bo Didley e Jerry Lee Lewis – dando pouco depois o mote para o surgimento da vaga sessentista de bandas de rock e heavy metal britânicas. E é precisamente partindo desta natureza – quais ímpetos revivalistas – que se ergue o segundo trabalho dos, como não poderiam deixar de ser, sulistas, mais concretamente de Alabama, Maylene And The Sons Of Disaster. Formado em 2004 quando Dallas Taylor deixou os Underoath para se juntar às suas fileiras, este sexteto, que busca o seu nome e conceito lírico a um gang dos anos 20 e 30 comandado por Ma Barker e seus quatro filhos, traz de novo os riffs crespos, duros e directos do verdadeiro rock’n’roll em cruzamento com uma produção moderna e um registo vocal em regime screamo. Os solos apresentados são absolutamente contagiantes e fazem-nos recordar os percursores do género – aos nomes atrás citados, acrescentemo-lhes ZZ Top e Motörhead, por exemplo - em sinergia com uma batida a implodir com os nossos intentos roqueiros. Apelidados também como uma banda de christian rock, a verdade é que os MATSOD não dão espaço a lamechices ou lições de moral baratas ao longo destes 11 temas . Pelo contrário, a rebeldia destila destes corpos que em certos momentos parecem tresandar a whiskey e ambiente rural.
“II” sucede ao EP “The Day That Hell Broke Lose At Sicard Hollow”, lançado em Fevereiro deste ano - já compondo alguns temas presentes deste novo trabalho - e é, como o próprio nome indica, o segundo longa-duração do colectivo. As excelentes críticas recebidas aquando do seu primeiro capítulo discográfico valeu-lhes um contracto com a poderosa Ferret Music e o EP, já citado, foi o primeiro fruto desta aliança. O sucesso tem crescido desmesuradamente em seu torno, quer através de classificações honrosas em poles de revistas, nomeações para novas promessas do rock’n’roll, quer à projecção que tiveram com a sua participação na edição 2006 da Warped Tour ao lado de nomes como P.O.D, Zao e Throwdown.
É difícil apontar momentos menos bons a “II”. A certeza do talento dos MATSOD é quase imediata. Estes absorvem-nos desde os primeiros instantes do inicial “Memories Of The Grove” pelo seu solo rasgado e cheio de atitude como já é difícil de ver hoje em dia, até ao sereno fechar com “The Day Hell Broke Loose At Sicard Hollow” que nos faz imaginar a caminhar calmamente por uma cidade isolada no deserto com o sol “vermelho” a pôr-se ao longe e o vento árido a bater-nos na cara enquanto sorvemos o último gole de whiskey após um tiroteio vitorioso entre gangs do “Old West”. Os MATSOD podem não fazer mais do que recuperar a mística das mais puras raízes do rock, mas a verdade é que nem todos o conseguem fazer com esta mestria. [9/10] N.C.
Metal Terror II - Ataque extremo de regresso ao norte
Após ter agitado as hordas nortenhas no passado mês de Junho, o festival de música extrema Metal Terror estará de volta no dia 20 de Outubro ao Porto, desta feita ao El Diablo Club, na Rua Mártires da Liberdade nº 126 [junto à Praça da Liberdade]. A repetir a dose, agora como cabeças-de-cartaz, estarão os albicastrenses Dead Meat, acompanhados pelos covilhanenses Alcoholocaust, os bracarenses Decrepidemic [que continuam à procura de novo vocalista, enquanto isso substituído pelo guitarrista/vocalista P.G.] e Nuklear Goat e ainda por uma banda a anunciar muito brevemente. O espectáculo arranca às 19h30 e os bilhetes custam 4€ [com a cerveja a 1€]. Wednesday, August 29, 2007
Comeback Kid - Hardcore em destaque em Corroios
No âmbito da sua digressão europeia de apoio a “Broadcasting...”, o seu terceiro e novo álbum, os punk/hardcorers canadianos Comeback Kid regressam a Portugal no dia 28 de Outubro para um espectáculo agendado para o Cine-Teatro de Corroios, no Seixal. Esta é também a primeira vez que o público português vai assistir à prestação do guitarrista Andrew Neufeld como vocalista principal da banda, após a saída de Scott Wade em 2006. Ao seu lado estarão também os projectos nacionais da mesma área musical Devil In Me, All Against The World e These Hands Are Fists, estes últimos formados por veteranos da cena hardcore portuguesa que já pontificaram em bandas como New Winds, Worth The Fight e Time X. O espectáculo tem início marcado para as 18 horas e o bilhete custa 20€. Tuesday, August 28, 2007
Swallow The Sun - Trazem "Hope" a Portugal
Após adiada a sua vinda a Portugal em 2005, os finlandeses Swallow The Sun vão finalmente estrear-se no nosso país no próximo dia 2 Novembro no Cine-Teatro de Corroios, no Seixal. Este espectáculo vem numa altura em que a banda do guitarrista e fundador Juha Raivio se encontra a promover o seu terceiro e mais recente trabalho – “Hope”. Aos Swallow The Sun juntam-se nesta noite uma das novas sensações hispânicas, os Helevorn, os consagrados Process Of Guilt e os VS777 que apresentarão pela primeira vez em Lisboa o seu novo line-up composto por elementos dos Innerself e dos extintos Sirius. Os bilhetes já estão disponíveis nos locais habituais a 15 euros [compra antecipada] e custarão 18 euros se comprados no dia do festival. Poderão ser ainda adquiridos por correio mediante pagamento por transferência bancária. Estas e outras informações podem ser esclarecidas através do e-mail carlos.notre@gmail.com. Monday, August 27, 2007
Extreme Agression Fest 3 - Akercoke são cabeças
Um dos projectos mais interessantes do black metal de características progressivas da actualidade, os britânicos Akercoke, vai regressar ao nosso país para encabeçar a terceira edição do Extreme Agression Fest, a decorrer no dia 8 de Dezembro no Cine-Teatro de Corroios, no Seixal. Na bagagem trazem o novíssimo e excelente “Antichrist” lançado a 28 de Maio de 2007 pela Earache Records. Ao seu lado no cardápio estarão dois nomes sonantes nacionais por anunciar. Os bilhetes estarão disponíveis nas lojas habituais, por 20 euros, a partir de Outubro. In Your Blood - Mais actuações
O projecto de rock alternativo/progressivo de Leiria In Your Blood anuncia mais quatro datas entre o presente e o próximo mês. Sendo assim, actua no Sport Bar, em Moinhos de Carvide [Vieira de Leiria], a 31 de Agosto, no Sons e Sabores Bar, em Fátima, no dia 1 de Setembro, no Xé Bar, no Juncal [Porto de Mós], a 21 de Setembro e fecham o périplo de espectáculos no Gostas de Mim? Bar, em Pataias, a 28 de Setembro. Em todos os casos as entradas são gratuitas. ThanatoSchizO - Título de novo álbum revelado
“Zoom Code” é o nome do novo álbum dos transmontanos ThanatoSchizO revelou hoje a banda em comunicado. Após fase de captação, produção e mistura nos Rec’N’Roll Studios com Luís Barros e Paulo Barros, o quarto longa-duração da banda seguiu para Hannover, na Alemanha, onde se encontra a ser masterizado por Tommy Newton nos conceituados Area 51 Studios. Para além do título, ficou-se também a conhecer o nome das faixas e o seu alinhamento. Entretanto, continua desconhecida a data de lançamento de “Zoom Code” uma vez que a banda continua em negociações para arranjar nova editora."Zoom Code"
1. Thick n´ Blurry
2. L. *
3. Hereafter Path
4. (Un)bearable Certainty
5. Pleasure Pursuit
6. The Shift **
7. Last of the Few
8. Pale Blue Perishes
9. Pervasive Healing
10. Nothing As it Seems
11. Awareness
* com a participação de Timb Harris [Estradasphere]
** com a participação de Svein Egil Hatlevik [Zweizz, Fleurety, ex-Dødheimsgard]
Friday, August 24, 2007
Review
POISON THE WELL
“Versions”
[Ferret Music]
Partir do “zero” da nossa imaginação pode ser tão assustador como lançar-nos em queda livre de uma grande altitude. Por isso mesmo, muita gente não arrisca a experiência com medo de falhar ou enfrentar um problema irreversível. Falando da música, poderemos agarrar nos exemplos das bandas que usam algumas influências – é verdade, pois praticamente tudo já foi inventado – mas lhes dão um tão grande cunho pessoal que acabam por criar algo próprio. Os norte-americanos Poison The Well criaram uma mistura estranha na altura em que lançaram o seu primeiro trabalho – o EP “Distance Only Makes The Heart Grow Fonder” [1998] – pegando no músculo do hardcore e no peso do metal para criar um estilo fresco e irreverente e assim incitar aquele que seria o início de uma nova vaga musical que se propagou a partir do novo século e suplantou o nu-metal. Muita gente pode achar estranha essa citação, mas a verdade é que a influência desta banda de Miami no desenrolar desta vertente musical foi preponderante, principalmente com o lançamento do seu álbum de estreia “The Opposite Of December... A Season Of Separation”, de 1999. Na altura, na Trustkill Records, o seu som implodiu como um grande manifesto de independência e, para além disso, sempre se notou uma maneira excêntrica e invulgar de compor. Temos em crer que esta é daquelas bandas a quem se reconhece o som ao longe. Os seguintes “Tear From The Red”, de 2002, e “You Come Before You”, de 2003, manifestavam uma banda em constante latência criativa e começamos a aperceber-nos de que a banda não se mostrava seduzida em seguir um percurso linear.
Se é verdade que os Poison The Well já venderam cerca de 300 000 discos só nos Estados Unidos e isto lhes valeu um contracto, em 2003, com a major Atlantic Records, não será menos acertado dizer que este sucesso todo não foi suficiente para afastar a banda dos seus propósitos. E a prova de que a banda sobrepõe, sem qualquer contemplação, a sua liberdade artística a qualquer pressão vinda da realidade mercantil da música actualmente está na feliz rescisão do contracto com a Atlantic Records que nos permite ter em “Versions”, intacta, a essência criativa que rodeou a composição do novo e quarto álbum dos Poison The Well. Se escutarmos atentamente o anterior “You Come Before You” podemos confiscar alguns elementos que podiam dar indícios da revolução que estava para vir, mas talvez ninguém esperasse.
“Versions” é um disco para se ouvir de mente muito aberta quer se seja fã dos Poison The Well ou não. O experimentalismo reina neste trabalho que soa mais como uma experiência do que propriamente como um álbum onde a harmonia dos seus elementos deixa o ouvinte com uma sensação de conforto. Tudo aqui tem um ar “estranho”, mas absorvente. Na voz, por um lado, temos um Jeffrey Moreira a expurgar uma agressividade que supera a de todas as anteriores gravações e, por outro, temos temas como “Slow Good Morning” ou “You Will Not Be Welcomed” onde o mesmo Moreira canta em tom limpo, mas “afogado” numa tristeza que nos consome e onde a expressão não podia ser mais visceral. Ainda nestes dois temas, destaque para o primeiro que se “espalha” suavemente no éter acompanhado, imagine-se, por trompetes, banjos e mandolins que, em certos momentos, juntamente com o início de “You Will No Be Welcomed” nos lembra algo próximo de uns Portished ou ainda os seus teclados a dar um certo travo a Opeth. Os restantes temas seguem uma linha muito mais rock do que a das anteriores composições do [agora] trio, convivendo não poucas vezes com a aridez do stoner rock que não fosse a voz rasgada de Moreira e poderíamos ter, por exemplo, em “Nagaina” um tema assinado pelos Queens Of The Stone Age. As cadências nunca chegam a ser muito aceleradas, à excepção do inicial “Letter Thing” e “Prematurito El Baby”. No geral, acaba-se por percorrer um álbum a meio tempo – pouco ou nada da violência desenfreada e técnica comprimida de “The Opposite Of December” permanece em “Versions” – onde chegamos a ter muitos temas arrastados, com uma clara toada doom/stoner rock. Curiosamente, sentimos também muito uma forte aura country em várias passagens de guitarra.
“Versions”
[Ferret Music]
Partir do “zero” da nossa imaginação pode ser tão assustador como lançar-nos em queda livre de uma grande altitude. Por isso mesmo, muita gente não arrisca a experiência com medo de falhar ou enfrentar um problema irreversível. Falando da música, poderemos agarrar nos exemplos das bandas que usam algumas influências – é verdade, pois praticamente tudo já foi inventado – mas lhes dão um tão grande cunho pessoal que acabam por criar algo próprio. Os norte-americanos Poison The Well criaram uma mistura estranha na altura em que lançaram o seu primeiro trabalho – o EP “Distance Only Makes The Heart Grow Fonder” [1998] – pegando no músculo do hardcore e no peso do metal para criar um estilo fresco e irreverente e assim incitar aquele que seria o início de uma nova vaga musical que se propagou a partir do novo século e suplantou o nu-metal. Muita gente pode achar estranha essa citação, mas a verdade é que a influência desta banda de Miami no desenrolar desta vertente musical foi preponderante, principalmente com o lançamento do seu álbum de estreia “The Opposite Of December... A Season Of Separation”, de 1999. Na altura, na Trustkill Records, o seu som implodiu como um grande manifesto de independência e, para além disso, sempre se notou uma maneira excêntrica e invulgar de compor. Temos em crer que esta é daquelas bandas a quem se reconhece o som ao longe. Os seguintes “Tear From The Red”, de 2002, e “You Come Before You”, de 2003, manifestavam uma banda em constante latência criativa e começamos a aperceber-nos de que a banda não se mostrava seduzida em seguir um percurso linear.Se é verdade que os Poison The Well já venderam cerca de 300 000 discos só nos Estados Unidos e isto lhes valeu um contracto, em 2003, com a major Atlantic Records, não será menos acertado dizer que este sucesso todo não foi suficiente para afastar a banda dos seus propósitos. E a prova de que a banda sobrepõe, sem qualquer contemplação, a sua liberdade artística a qualquer pressão vinda da realidade mercantil da música actualmente está na feliz rescisão do contracto com a Atlantic Records que nos permite ter em “Versions”, intacta, a essência criativa que rodeou a composição do novo e quarto álbum dos Poison The Well. Se escutarmos atentamente o anterior “You Come Before You” podemos confiscar alguns elementos que podiam dar indícios da revolução que estava para vir, mas talvez ninguém esperasse.
“Versions” é um disco para se ouvir de mente muito aberta quer se seja fã dos Poison The Well ou não. O experimentalismo reina neste trabalho que soa mais como uma experiência do que propriamente como um álbum onde a harmonia dos seus elementos deixa o ouvinte com uma sensação de conforto. Tudo aqui tem um ar “estranho”, mas absorvente. Na voz, por um lado, temos um Jeffrey Moreira a expurgar uma agressividade que supera a de todas as anteriores gravações e, por outro, temos temas como “Slow Good Morning” ou “You Will Not Be Welcomed” onde o mesmo Moreira canta em tom limpo, mas “afogado” numa tristeza que nos consome e onde a expressão não podia ser mais visceral. Ainda nestes dois temas, destaque para o primeiro que se “espalha” suavemente no éter acompanhado, imagine-se, por trompetes, banjos e mandolins que, em certos momentos, juntamente com o início de “You Will No Be Welcomed” nos lembra algo próximo de uns Portished ou ainda os seus teclados a dar um certo travo a Opeth. Os restantes temas seguem uma linha muito mais rock do que a das anteriores composições do [agora] trio, convivendo não poucas vezes com a aridez do stoner rock que não fosse a voz rasgada de Moreira e poderíamos ter, por exemplo, em “Nagaina” um tema assinado pelos Queens Of The Stone Age. As cadências nunca chegam a ser muito aceleradas, à excepção do inicial “Letter Thing” e “Prematurito El Baby”. No geral, acaba-se por percorrer um álbum a meio tempo – pouco ou nada da violência desenfreada e técnica comprimida de “The Opposite Of December” permanece em “Versions” – onde chegamos a ter muitos temas arrastados, com uma clara toada doom/stoner rock. Curiosamente, sentimos também muito uma forte aura country em várias passagens de guitarra.
No fundo, e como já se disse, este é um disco bastante complexo e acrescentemo-lhes agora o termo original. Profundo e até perturbante, também... Entre a raiva e o desespero vivemos este disco numa amálgama de sentimentos condensados num certa esquizofrenia musical que revela uns Poison The Well extra-sensoriais. É um disco que custa a “entrar” mas em que se percebe a genialidade, principalmente por aqueles que conhecem o percurso da banda. Ou serão estes, principalmente, os mais inconformados com esta mudança? Apesar da qualidade e orientação dos seus discos antigos, a verdade é que músicos com esta natureza não costumam parar ou estagnar... O arrojo e a sede de explorar novos campos não permite este comportamento a grandes mentes. [9/10] N.C.
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