Friday, November 23, 2007

Norther - Novo disco e editora

Os finlandeses Norther, que contam no seu line-up com elementos dos Ensiferum e Wintersun, acabam de assinar contracto com a Century Media. Formados em 1996 e após uma carreira passada na Spinefarm Records, o grupo prepara-se para fazer a sua estreia na gigante alemã já em Fevereiro do próximo ano, com apresentação no dia 16 do mesmo mês na Expo finlandesa de Metal. O seu quinto álbum, ainda sem nome, foi gravado e produzido por Anssi Kippo [Children Of Bodom, etc] nos Astia Studios e misturado por Fredrik Nordström [Dark Tranquility, Arch Enemy, In Flames, etc] nos estúdios Fredman, na Suécia.

Butchery At Christmas Time - Warm Up amanhã

Amanhã [24] decorre a segunda Warm Up Session para o Butchery At Christmas Time no Birras Bar, na Covilhã. Desta feita as bandas que vão "aquecer" a noite são os Karseron, de Évora, e os Painted Black, da localidade. O início das hostilidades é às 21h30 e preço dos bilhetes é de 3€.

Primitive Reason - Novo EP em Dezembro

Os Primitive Reason editam “Cast The Way” no dia 17 de Dezembro, o seu novo EP em versão limitada e exclusivamente disponível online na página da banda. “Cast The Way” comporta quatro novas composições, de onde se extraí o single “The Reckoning Beneath”, já disponível para escuta no My Space da banda. Este trabalho apresenta também os novos membros da banda Pepe de Souza [bateria] e Ricardo Barriga [guitarra]. Um novo longa-duração está marcado para o Verão de 2008, ano em que comemoram também os 15 anos de existência.

Estradasphere - Dose tripla em Dezembro

Os norte-americanos Estradasphere vão estar em Portugal, pela primeira vez em formato trio, nos dias 1, 2 e 3 de Dezembro. Os lugares escolhidos, por ordem cronológica, são a Casa da Música, no Porto, o Salão Nobre dos Paços do Concelho, em Lamego, e a Casa da Juventude, nas Caldas da Rainha. Os espectáculos estão todos marcados para as 22h, com a entrada para a primeira data a custar 20€, gratuita para a segunda e ainda por definir a da terceira data. Estes californianos são um excêntrico projecto que mistura desde a música clássica, jazz, metal, world music, electrónica, surf-rock, gospel, entre outros, sendo muitas vezes considerados seguidores do legado Mr. Bungle. A salientar que a primeira actuação em Portugal está inserida numa iniciativa chamada Clubbing que conta também com as presenças dos The Bug, Asobi, Seksu, Astral Social Club, John Wall & Gamble, Infinite Livez, Applebim, entre outros.

"Make It Up Yourself" - Evento amanhã em Coimbra

A Impulso Atlântico promove amanhã [24] um concerto no CC Artes Jah Nasce na Conchada, em Coimbra, com os Spellbound e Harakiri, de Castelo Branco, e os Greg The Killer. O evento tem como título “Make It Up Yourself” e tem início às 21h00. Os bilhetes custam 3€.

Entrevista See You Next Tuesday

A VIDA SÃO DOIS DIAS... DE CURTIÇÃO

Normalmente quando um músico não está muito preocupado com o que está a tocar consegue emitir essências muito naturais daquilo que é o mundo musical que povoa a sua imaginação. O improviso e a espontaneidade chegam-se à frente para conviver com uma anarquia artística que revela positivas idiossincrasias. Com os norte-americanos See You Next Tuesday deu-se isso e o espírito é demarcadamente punk, bastando que percebamos que tudo começou como uma descontraída brincadeira de “putos” que se fartaram de correr os quatro cantos das casas dos seus amigos a dar concertos simplesmente para se divertirem. Arriscaram-se a que o público gostasse e assim foi... Hoje assinam pela Ferret Music e lançaram este ano o seu disco de estreia “Parasite”. Fartam-se agora de tocar em verdadeiros palcos e ainda ao lado de nomes como Despised Icon, Job For A Cowboy, Daath, Psyopus ou The Acacia Strain. A fórmula musical é um deathcore psicadélico, debitado em curtas injecções sonoras semelhantes às do grind e o embrulho lírico é uma sarcástica "pedra". Drew Slavik [guitarrista] assume as culpas no cartório.

Os See You Next Tuesday são um grupo de jovens munidos de uma energia musical absolutamente arrasadora! O que têm andado a tomar? [risos]
[risos] Não temos tomado nada. Talvez seja esse o segredo…
Já agora, muitos textos falam da vossa tenra idade, mas na verdade até que ponto são jovens?
Bem, eu tenho 24 anos, agora poderão ajuizar por si próprios se sou muito novo ou não!

Inicialmente tocava baixo. O facto de ter passado para a guitarra com os SYNT remeteu-o para algum processo complicado de adaptação?
Tendo tocado primeiro baixo fez com que tivesse uma abordagem diferente quando comecei a tocar guitarra. Contudo, a questão do atraso de dois anos e meio para arrancarmos com a banda prendeu-se com o facto de termos começado a tocar por pura brincadeira. Queríamos divertir-nos e quebrar um pouco o tédio. Só após um ano sensivelmente é que começámos, realmente, a preocupar-nos com a composição e a escrever os primeiros temas.

De facto, todo o envolvimento dos SYNT tem a ver com espontaneidade. Mas em que termos podemos entender que a banda era uma brincadeira?
A banda era uma brincadeira porque todos os elementos da banda estavam a tocar instrumentos que não os seus. Por exemplo, eu era baixista e estava tocando guitarra, o nosso baterista era guitarrista... Garanto-lhe que nunca, alguma vez, sonhámos que a banda pudesse chegar onde chegou.

Portanto, podemos dizer que foi uma grande surpresa quando começaram a perceber que as pessoas gostavam da vossa música! Antes disso não davam muito crédito às vossas capacidades?
Foi realmente uma grande surpresa, uma vez que estávamos apenas a tocar metal rápido, “estúpido” e convencional! Entretanto, quando começámos a escrever material como o que tocamos agora, os putos lá da zona levaram algum tempo a compreendê-lo.

Algum de vocês tinha experiência anterior de bandas?
Sim, todos tínhamos. Mas o Fox [vocalista] é o único que teve uma banda que chegou um pouco mais longe. Todos os outros tiveram em bandas que mal tocaram fora da sua cidade.

É relatado em todo o lado que “Parasite” é o vosso primeiro registo. Será que isto se dá porque “This Was A Tragedy” foi gravado com o espírito de brincadeira típico dos vossos primórdios?
Este EP foi gravado na casa de um amigo após somente uma semana de termos criado a banda. Depois gravámos um curto EP de três temas na altura em que começámos a compor a sério e tínhamos que colocá-lo cá fora.

Contudo, este foi o passaporte para muitos concertos auto-agendados pelos Estados unidos, certo? Tomar conta de todos os afazeres da banda foi complicado?
Nós fizemos cerca de duas digressões completas agendadas por mim, tocando em todo o sítio que podíamos – cozinhas, salas de estar, caves, pátios. Seja que sítio apontarem, já tocámos! [risos] Deu-nos realmente muito trabalho e estamos, de facto, satisfeitíssimos por ter agora um booking agent como o Matt Pike. Ele tem feito imenso por nós!

Hoje em dia a realidade é completamente oposta e conseguem tocar em óptimas condições e ainda ao lado de alguns dos maiores nomes do metal actualmente. Porém, continuam a guardar boas memórias dos tempos de amadores? Que principais diferenças sente?
Vivemos momentos fantásticos, mas também momentos menos bons. A melhor parte é quando vemos putos em cujas casas já tocámos e agora vão aos nossos concertos! É sempre fantástico perceber o quanto eles ficam excitados por se lembrar disso e pensar que num dia estávamos a tocar na sua cave e agora estamos numa editora a fazer tournées com bandas de renome.

Lembro-me de ler que o vosso primeiro concerto foi numa garagem de um ex-membro dos SYNT à qual chamavam VAG [Very Awesome Garage]. Fale-nos do seu ambiente.
Bem, este não foi o nosso primeiro concerto sem bons recursos, para além de que, na altura, estava a morar lá. Daí que tenha feito esforços para os concertos acontecerem nesta garagem. Basicamente, isso deu-se porque a sala de espectáculos da nossa cidade estava inactiva temporariamente. Estes concertos ainda ajudaram-me a pagar a renda e foram realmente bons tempos.

Perceber a essência dos SYNT implica também conhecer as vossas letras. Confesso que algumas puseram-me a rir!...
Na verdade, eu nem sequer li as letras ainda, por isso, não sou a pessoa mais acertada para lhe falar nisso! [risos] Quando escrevemos as músicas escolhemos temas que são, basicamente, expressões de filmes.

Portanto, um título como “Cock Fight” não é nada pessoal ou que seja levado à letra... [risos]

[risos] Bom, essa expressão é uma figura de estilo. É mais um caso de um título inspirado num filme.

Entretanto, como correu a tournée com os Despised Icon, Winds Of Plague e Suicide Silence?
Foi fantástica! Pode não ter tido a grande rota que muitos esperavam, mas foi muito divertida. E, claro, fazer digressões com os nossos amigos Despised Icon é sempre espantoso.

Neste momento estão em tournée com os The Number Twelve Looks Like You, At The Throne Of Judgement e I Hate Sally. Sentem-se já cansados depois de tantos meses na estrada?
Bom, para além da nossa carrinha ter ido à vida e termos de deixar o nosso tour manager uma semana em Delaware, metendo-nos à estrada com as outras bandas a dividir o espaço, foi altamente! [risos] Uma coisa boa no meio disto tudo é que nunca nos aproximámos tão depressa de uma banda como dessa vez. No segundo dia de tournée a nossa carrinha cedeu e começámos a viajar com as outras bandas. Eles revelaram-se pessoas fantásticas por nos terem ajudado numa altura de necessidade.

Destes meses todos na estrada que momentos destacaria?
Hmmm, não muitos! Na verdade, somos pessoas muitos entediantes! [risos] Passámos o tempo todo a curtir e a sair. Posso também dizer que torci o tornozelo num concerto recente e foi mesmo chato. Já se passaram quatro semanas e ainda está inchado...

Apesar de ter sido muito excitante gravar com um produtor como o Andreas Magnusson a história da gravação de “Parasite” quase se ia tornando num pesadelo, não é assim? Não por culpa dele claro...

É verdade. Fomos quatro dias de férias a casa e quando regressámos o disco rígido tinha ido ao ar o que significa que tínhamos perdido tudo o que havíamos gravado durante duas semanas. Mas ultrapassámos isso, trabalhámos muito e conseguimos terminar as gravações no tempo que nos faltava. Não houve mesmo nada de positivo nisso.

Fale-nos mais da vossa maneira de tocar. Afirmam que não gostam de repetir riffs e gosta muito de usar o whammy bar sempre que pode. Serão estes os pontos que tornam a vossa música tão psicadélica?
Com certeza. Para além de tocar guitarra, estudei música, mas sempre quis ser diferente. Aprecio muito os sons que se consegue obter de uma guitarra, por isso, foco-me muito nesse aspecto.

A par disso, só usa guitarras dos anos 80. De onde veio a ideia?
Simplesmente, parto muitas guitarras. Entretanto, comprei uma que era sólida, por isso só compro dessas agora! [risos]

O Andy também só usa baterias em acrílico. Saem realmente um pouco fora da linha...
Pois, peço desculpa por isso! [risos]

Não sei se quer acrescentar algum comentário a essa entrevista... Por mim, finalizo perguntando se já escolheram alguns nomes malucos para as vossas próximas músicas! [risos]
Na realidade, não. Eu concentro-me mais em compor e, neste momento, estou mais preocupado com o rumo que vamos tomar a seguir. Quanto aos títulos das músicas, são apenas escolhas aleatórias! [risos]

Nuno Costa

Thursday, November 22, 2007

Meshuggah - Meditações obscenas

Em Março de 2008 será lançado o sexto e novo longa-duração dos math/thrash metallers suecos Meshuggah. A banda comandada por Fredrik Thordendal já escolheu “Obzen” como nome para o sucessor de “Catch Thirtythree”, de 2005. O selo é novamente da Nuclear Blast. A coincidir com o lançamento do álbum está já uma digressão norte-americana ao lado dos lendários Ministry e que arranca no dia 28 de Março e prolonga-se até ao dia 8 de Maio.

Wednesday, November 21, 2007

Testament - Capítulos malditos

“The Formation Of Damnation” é o nome do novo álbum dos lendários Testament, a editar no início de 2008 pela Nuclear Blast. O grupo de San Francisco está neste momento reunido em estúdio com Andy Sneap [Machine Head, Exodus] nos Fantasy Studios, em Berkeley, na Califórnia, a registar as faixas de bateria. O interprete é Paul Bostaph [ex-Slayer, Exodus] que vem a substituir o anunciado Nicholas Barker que, entretanto, acabou por abandonar a banda devido a problemas com o visto para entrar no país. Para 8 de Janeiro está também prevista a reedição, pela Prosthetic Records, de “Demonic”, de 1997, com nova mistura, e “The Gathering”, de 1999, contemplado com a faixa “Hammer Of The Gods”, inicialmente só disponível no Japão. Para além disso, ambos serão acompanhadas de novas liner-notes.

Eluveitie - Entre os grandes

Os Eluveitie são mais um nome a juntar ao extenso cardápio da germânica Nuclear Blast. A sua estreia será consumada a 18 de Fevereiro com “Slania”, o novo disco dos folkers suiços que reza a história de uma rapariga celta que vivia a leste dos Alpes helvéticos há 2000 anos atrás. Entre outras notícias, regista-se a reedição de “Spirit”, para breve, e do EP “Vein”, na Primavera de 2008, pela Twilight Records. Também em 2008, no Inverno, será editado pela Nuclear Blast “Invocation I”, um álbum-duplo de música acústica da autoria do octeto.

In Flames - Renovam com Nuclear Blast

Enquanto finalizam as gravações do sucessor de “Come Clarity”, os In Flames anunciam que renovaram contracto com a gigante alemã Nuclear Blast. O seu nono longa-duração não tem ainda nome definido e está a ser gravado nos próprios estúdios da banda, os IF Studios, em Gotemburgo, com a ajuda de Daniel Bergstrand para a captação das vozes. Entretanto, foi lançado um tema inédito da banda na compilação “Viva La Bands, Vol. 2”, do conhecido skateboarder Bam Margera, editada pela Ferret Music em Setembro passado. O tema intitula-se “Abnegation”. De resto, pode aceder a um novo vlog de estúdio dos In Flames no seu My Space.

Dimmu Borgir - 10 mil unidades de ódio

Seguindo a tendência dos últimos tempos, os Dimmu Borgir têm ajudado o black metal a expandir-se em linhas mais mainstream, ainda assim sem sacrificar o seu peso e malevolência. A hora agora é de registar a marca dos 10 000 exemplares vendidos do novo “In Sorte Diaboli” na Noruega, acreditando-se ser a primeira vez que uma banda nacional de metal consegue este feito com apenas um registo. Já antes, a 27 de Outubro, os Dimmu Borgir haviam ganho o prémio para “Melhor Banda Metal” nos prémios “Alarm Awards”, na Noruega. Também no início deste mês, a banda de Shagrat e companhia gravou o concerto final da “Invaluable Darkness Tour 2007”, decorrido no Sentrum Scene em Oslo, na Noruega, para edição do seu próximo DVD.

Nightwish - Por terras do Tio Sam

Com “Dark Passion Play” a revelar-se um sucesso estrondoso de vendas na Europa, atingindo o estatuto de ouro na Alemanha, Suíça, Áustria, Polónia e Suécia e ainda tripla platina na Finlândia, os Nightwish anunciaram que vão embarcar numa tournée norte-americana em 2008. Os escolhidos para seu suporte são os Sonic Syndicate, companheiros de editora, que revelaram-se em grande escala com “Only Inhuman”, lançado em Maio de 2007, para além de uma intensiva tournée de promoção que os levou a estar ao lado de bandas como os Soilwork, Dark Tranquility, Caliban, Amon Amarth e Himsa e a festivais como o Wacken Open Air, With Full Force e Up From The Ground.

Firewind - Preparam novo trabalho

Após um ano intenso a promover “Allegiance”, cerca de 100 concertos num total de 22 de países percorridos, os Firewind vão entrar em estúdio ainda este ano para começar a gravar o seu quinto álbum. O estúdio escolhido é o do reconhecido Frederik Nordström, na Suécia, e os gregos comandados pelo virtuoso guitarrista Gus G. já revelaram alguns dos nomes dos temas do seu próximo trabalho: “Remembered”, “Life Foreclosed”, “The Silent Code”, “Mercenary Man”, “My Loneliness”, “Head Up High”. O sucessor de “Allegiance” deverá chegar às lojas na Primavera de 2008 pela Century Media. Pela mesma altura está já garantida uma tournée europeia com os Kamelot e Visions Of Atlantis a arrancar a 4 de Abril em Londres.

Hellhammer - Demos lendárias reeditadas

Os fãs dos lendários Hellhammer terão a partrir de Fevereiro de 2008 oportunidade de ver reunidas numa só edição as três primeiras demos do grupo suíço, gravadas em 1983, numa edição especial em duplo CD [tamanho alargado] e em vinil triplo, a editar pela Prowling Death/Century Media. Ambas serão acompanhados de um extenso booklet com letras, fotografias inéditas, liner-notes das sessões de gravação e um poster. Intitula-se “Demon Entrails” e engloba, concretamente, as demos “Death Fiend”, “Triumph Of Death” e “Satanic Rites”. Este material, registado em cassete, foi remasterizado com supervisão do guitarrista e vocalista Tom Gabriel Fischer e promete transmitir a real aura da banda no ano em que foram gravadas. Relembramos que os Hellhammer são, na verdade, uma primeira encarnação dos Celtic Frost que perdurou apenas entre 1982 e 1984.

Warbringer - EP disponível gratuitamente

O EP que chamou a atenção de todos e, certamente, também da Century Media, “One By One The Wicked Fall” dos thrashers norte-americanos Warbringer, pode agora ser “descarregado” gratuitamente no site www.metalsucks.net. Enquanto isso a banda ocupa-se com a preparação do seu álbum de estreia, já designado por “War Without End”, a lançar em Fevereiro de 2008 pela supracitada editora alemã. Neste momento, é também já certa a inclusão dos Warbringer na tournée norte-americana de apoio ao novo disco dos Exodus, que arranca a 21 de Janeiro, e que conta também com as presenças dos Goatwhore e Arsis.

Tuesday, November 20, 2007

Review

PITNOISE
"Pitnoise"
[EP - Edição de Autor]

Os Pitnoise são uma jovem banda de Corroios criada no despontar de 2006, aparentemente suportada por um vincado espírito de sacrifício que os ajudou/a a levar de vencidas as adversidades naturais que se cruzam no caminho de uma banda em início de carreira. Das queixas dos vizinhos pelo "barulho" dos ensaios – que acabaram por originar o nome da banda – às várias alterações de line-up, os Pitnoise chegam ao seu EP de estreia no início do presente ano com assinatura do produtor/engenheiro Pedro Madeira, nos Rock Studios.

Contudo, se a sua produção é frágil e algo crua, o rock melódico – por vezes mais “apunkalhado” – dos Pitnoise mostra-se também pouco audaz e demasiado simples e pouco elaborado para conseguir arrancar reacções mais efusivas logo à primeira. Aliás, para além da agradável musicalidade resultante da sinergia entre as vozes de Christiane e Johny, pouco resta a nível de execução e composição que nos afaste da ideia de que este sexteto está ainda a viver a plenitude da sua jovialidade e a inexperiência daí adjacente.

Ainda que considerando que a ideia seja assentar a dinâmica voz de Johny – a nos lembrar Brandon Boyd, dos Incubus, em vários momentos – e a doçura vocal de Christiane numa estrutura musical simples para que tenham ainda mais hipóteses de brilhar, a verdade é que a riqueza instrumental dos Pitnoise é débil, o que só que poderia resultar em momentos monótonos causados por uma composição com uma lista muito reduzida de ritmos e mudanças, logo, pouco dinâmica. Será necessário um maior empenho na construção dos riffs e ritmos o que, acreditamos, lhes trará uma maior magnitude artística e argumentos que os afastem dos actuais indícios de amadorismo da sua música.

O que vale aos Pitnoise são as suas duas talentosas vozes de comando e suas melodias que prendem o ouvinte com bastante facilidade. Porém, também neste campo deverão ser tomadas medidas de moderação no emprego das suas métricas de forma a que a música respire convenientemente. Um jogo de vozes poderia ser aproveitado já que as vozes de Jonhy e Christiane estão a maior parte das vezes coladas.

Fazendo um balanço desta estreia homónima é difícil não considerar que há ainda muito trabalho a fazer, mas o instinto e apetências inatas dos Pitnoise para criarem melodias memoráveis e envolventes fazem-nos crer que podem chegar onde querem com as devidas doses de amadurecimento. [5/10] N.C.

www.pitnoise.pt.vu

Friday, November 16, 2007

Medas Metal Night - Amanhã no Indycat Piano Bar

Amanhã [17] é dia dos Web, Equaleft e Hybrid Corp. subirem ao palco do Indycat Piano Bar para o Medas Metal Night, em Medas, Gondomar. As hostilidades têm início às 22h00 e o preço das entradas é de 2.50€ para sócios e 3€ para não-sócios [cerveja a 0,50€]. Haverá oferta de material promocional das bandas.

Perfect Sin - No Café Rock In Chiado

No dia 21 de Novembro os Perfect Sin realizam mais uma data da tournée de promoção ao EP “SchemA”, acompanhados pelos Assemblent e Spoiled Fiction. O espectáculo tem início às 22h00 no Café Rock In Chiado, em Lisboa.

Black Orkydea - Exibe novo merchandise dos Moonspell

O site açoriano de merchandise Black Orkydea, propriedade do vocalista dos Morbid Death – Ricardo Santos -, informa que tem disponível a nova colecção de merchandise oficial dos Moonspell. As encomendas, bem como qualquer dúvida existente, deverão ser endereçadas ao e-mail blackorkydea@sapo.pt.

Review

THE DEVIL WEARS PRADA
“Plagues”

[CD – Ferret Music]

Tentando respeitar modas e políticas editorais por vezes torna-se complicado quando vemos lançamentos como este “Plagues” em catadupa em certos catálogos. A Ferret é dada a extremos e talvez, por isso, mais equilibrada, revisando anteriores escritas, mas ainda assim não se percebe o porquê artístico de continuar a lançar trabalhos destas características. Os The Devil Wears Prada são um grupo “limpinho” de metalcore com muita “emoção” jovial inoculada e normas cristãos pelo meio. São de esperar, por isso, todos os clichés inerentes a esta corrente, sem o mínimo rasgo de criatividade e originalidade.

Ouvir este disco é como o mais pragmático exercício de escuta, um deja vu retalhado de muito do que já ouvimos em vários discos hoje em dia. Ao primeiro tema percebemos que os TDWP estão mais coesos e determinados do que no anterior “Dear Love: A Beautiful Discord”, de 2006, mas a pouco e pouco vamo-nos apercebendo de que os pressupostos pop e emo da sua música são as vozes de comando deste trabalho. Aliás, os TDWP estão mais melódicos do que antes, mas em certos momentos [poucos] mais pesados que outrora também – como é exemplo o inesperado “Don’t Dink And Drance” que abre com um furioso blast beat ou uma ou outra passagem mais dissonante coberta por berros mais guturais. Contudo, as melodias quase soluçadas de Mike Hranica podem provocar facilmente alguma indigestão de tão plásticas que parecem – um problema comum neste tipo de música concebida por jovens, na maioria dos casos. Uma das marcas dos TDWP serão talvez os teclados, que se emaranham constantemente com os restantes instrumentos, mas até esses servem para dar um ar ainda mais popesco e inocente aos seus temas. As guitarras emanam as melodias e os riffis monocórdicos balançados do costume e a secção rítmica não faz absolutamente nada de destaque.

A conclusão é de que, de facto, os TDWP terão que saber muito bem o que querem da sua carreira se a virem de olhos postos no futuro. A não ser que o encosto que isso lhes dê aos números [leiam-se cifrões] e ao mainstream lhes preencha completamente os requisitos. [4/10] N.C.

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