Friday, November 16, 2007

Perfect Sin - No Café Rock In Chiado

No dia 21 de Novembro os Perfect Sin realizam mais uma data da tournée de promoção ao EP “SchemA”, acompanhados pelos Assemblent e Spoiled Fiction. O espectáculo tem início às 22h00 no Café Rock In Chiado, em Lisboa.

Black Orkydea - Exibe novo merchandise dos Moonspell

O site açoriano de merchandise Black Orkydea, propriedade do vocalista dos Morbid Death – Ricardo Santos -, informa que tem disponível a nova colecção de merchandise oficial dos Moonspell. As encomendas, bem como qualquer dúvida existente, deverão ser endereçadas ao e-mail blackorkydea@sapo.pt.

Review

THE DEVIL WEARS PRADA
“Plagues”

[CD – Ferret Music]

Tentando respeitar modas e políticas editorais por vezes torna-se complicado quando vemos lançamentos como este “Plagues” em catadupa em certos catálogos. A Ferret é dada a extremos e talvez, por isso, mais equilibrada, revisando anteriores escritas, mas ainda assim não se percebe o porquê artístico de continuar a lançar trabalhos destas características. Os The Devil Wears Prada são um grupo “limpinho” de metalcore com muita “emoção” jovial inoculada e normas cristãos pelo meio. São de esperar, por isso, todos os clichés inerentes a esta corrente, sem o mínimo rasgo de criatividade e originalidade.

Ouvir este disco é como o mais pragmático exercício de escuta, um deja vu retalhado de muito do que já ouvimos em vários discos hoje em dia. Ao primeiro tema percebemos que os TDWP estão mais coesos e determinados do que no anterior “Dear Love: A Beautiful Discord”, de 2006, mas a pouco e pouco vamo-nos apercebendo de que os pressupostos pop e emo da sua música são as vozes de comando deste trabalho. Aliás, os TDWP estão mais melódicos do que antes, mas em certos momentos [poucos] mais pesados que outrora também – como é exemplo o inesperado “Don’t Dink And Drance” que abre com um furioso blast beat ou uma ou outra passagem mais dissonante coberta por berros mais guturais. Contudo, as melodias quase soluçadas de Mike Hranica podem provocar facilmente alguma indigestão de tão plásticas que parecem – um problema comum neste tipo de música concebida por jovens, na maioria dos casos. Uma das marcas dos TDWP serão talvez os teclados, que se emaranham constantemente com os restantes instrumentos, mas até esses servem para dar um ar ainda mais popesco e inocente aos seus temas. As guitarras emanam as melodias e os riffis monocórdicos balançados do costume e a secção rítmica não faz absolutamente nada de destaque.

A conclusão é de que, de facto, os TDWP terão que saber muito bem o que querem da sua carreira se a virem de olhos postos no futuro. A não ser que o encosto que isso lhes dê aos números [leiam-se cifrões] e ao mainstream lhes preencha completamente os requisitos. [4/10] N.C.

www.thedevilwearspradaband.com

Thursday, November 15, 2007

Arte Sacra - "Formula" é o primeiro disco

Após duas demos editadas desde 1999, eis que nos chega o primeiro longa-duração dos lisboetas Arte Sacra. Intitula-se “Formula” e é composto por nove temas masterizados por Jochem Jacobs, produtor e guitarrista dos Textures, e inspirado conceptualmente na obra “Cosmos” do astrónomo Carl Sagan. Este trabalho foi editado digitalmente pela Lad Records e encontra-se à venda em diversas plataformas como o iTunes, FNAC, E Music ou Napster. De resto, no Myspace da banda podem-se escutar três dos temas de “Formula”, sendo que um tem a opção de download gratuito.

Goat Fest - Holocausto Canibal de fora

Os Holocausto Canibal cancelaram a sua participação no festival Goat Fest, a decorrer já este fim-de-semana, no sábado [17], em Tojal [Porto de Mós], por incapacidade do guitarrista Nuno P. após ter contraído uma tendinite. Sendo assim, o seu lugar fica ocupado pelos Fetal Incest. O resto do cartaz é completo pelos Raw Decimating Brutality, Vizir e Esclerose. Os concertos iniciam-se às 21h30 e o bilhete custa 4€.

Hugo Danin - Apresenta livro nos Açores

No próximo fim-de-semana, dias 17 e 18 de Novembro, Hugo Danin ministra um workshop e seminário de bateria na Academia das Artes, em Ponta Delgada. Esta segunda presença nos Açores, após a participação na II Maratona Rock, no Coliseu Micaelense, em 2006, serve também para o músico lançar o livro “Criatividade Rítmica: Método para a Compreensão Técnica e Musical da Bateria” que explora exercícios pedagógicos deste instrumento. Concretamente, na manhã de sábado, Hugo Danin vai estar também, pelas 11h00, na loja de instrumentos “Oficina da Música”, que detém a exclusividade da venda do livro, para um aberto contacto com músicos e/ou clientes. A partir das 15h00, na Academia das Artes, o baterista apresentará o seu livro e demonstrará alguns exercícios na prática. No domingo, a sessão começa pelas 10h30, no mesmo local, e é destinada a transmitir noções organológicas e acústicas acerca das diferentes naturezas da bateria, composição e disposição das suas peças, medidas físicas convencionais e não convencionais, afinações e conselhos sobre instrumentos para este fim existentes no mercado, sendo esta segunda ronda do seu seminário mais orientada para os alunos de Tecnologias da Música do Conservatório Regional. Ainda assim, está aberta ao público em geral.

Hugo Danin é licenciado em Produção e Tecnologias da Música pela Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo, fez o Conservatório de Música Mayeusis, em Vigo [Espanha], e os 1º e 2º cursos de bateria da classe de Salvador de Niebla, em Vigo e Pontevedra. Para além disso, concluiu um curso intensivo de Percussão na Drummers Collective School, em Nova Iorque, e actualmente lecciona no Instituto Orff do Porto, disciplina de Percussão – Bateria. Por fim, é conhecido por já ter tocado com muitos músicos conhecidos de Portugal como, por exemplo, André Indiana e Pedro Cardoso [dos Ornatos Violetas] num trio de Jazz concluído por Eduardo Silva, e de ter gravado com os GNR, para além de que faz parte de projectos como Manuel Beleza Trio [Manuel Beleza, Toniko Goulart], Sloppy Joe, Quarto Jazz, J. Davis Quarteto e Cooking Jungle [com Miguel Barros dos Zen e Lukkas). O preço para assistir a cada sessão é de 5€, sendo que a inscrição para a primeira é feita na Academia das Artes à entrada e, para a segunda, na secretaria do Conservatório Regional de Ponta Delgada durante o horário de expediente.

Wednesday, November 14, 2007

Review

FULL BLOWN CHAOS
“Heavy Lies The Crown”

[CD – Ferret Music]

Quando observamos a capa de “Heavy Lies The Crown” quase nos convencemos por completo de que o que por aí vem é um trabalho de true/raw warrior metal como nos oferecem os míticos Manowar. Ainda que o nome da editora deixe suspeitar que algo pode não ser assim tão óbvio, a verdade é que em poucos minutos nos inteiramos da realidade que é, de facto, muito diferente. Em dois aspectos: os Full Blown Chaos fazem metalcore de acordo com os mais básicos pressupostos do estilo e o próprio título não se refere a nenhuma realeza ou beligerância a não ser a uma frase que um puto usou numa conversa que teve com Ray Mazzola depois de um concerto no festival belga Groezrock, em que objectava sobre o facto dos músicos hoje em dia se armarem em rock stars e afastarem-se do público.

Sendo assim, arrumaram-se também todas as hipóteses de que pudéssemos estar perante um álbum com algumas surpresas. Apesar da força rítmica e a visceralidade das letras de Ray, a verdade é que o material de “Heavy Lies The Crown” acaba por resultar frustrante para aquilo que são os prospectos dos ouvintes mais exigentes actualmente. Os clichés são demasiados para seu próprio bem. Ainda assim, é preciso reforçar que este não é um colectivo de jovens inexperientes ou convalescentes de sua adolescência, ou já não tivessem editado dois álbuns, duas demos e feito tournées com bandas tão importantes como Hatebreed, Slipknot ou Fear Factory. O metal e o hardcore fundem-se aqui da forma mais genuína com influências, de um lado, do thrash old school de uns Slayer e Testament e, de outro, da revolta hardcore de uns Agnostic Front ou Hatebreed - talvez uma das razões para Jamey Jasta e a sua Stillborn Records terem assinado todos os anteriores trabalhos da banda.

Contudo, os Full Blown Chaos são muito convincentes naquilo que fazem para além de que, como já foi dito, o alvo da sua música é muito mais cru do que aquela típica conjectura que procura as melodias mais orelhudas e/ou swedish para entrarem na moda. Temos aqui rajadas autenticamente thrash, como no início de “Over The End” ou na altura do solo de “Halos For Heroes”. A voz de Ray é também uma das distinções deste trabalho, não pela originalidade, mas pelo seu tom ambiguo que tanto faz lembrar Jamey Jasta, Phill Anselmo ou Max Cavalera sem, no entanto, soar descaradamente a nenhum deles.

O que subalterna, efectivamente, este trabalho é mesmo a falta de sentido de composição e os seus breaks e “balanços” tão estereotipados. Não falta força e alma a este quinteto de Nova Iorque, porém, terá que fazer ainda muito mais para que a sua música tenha a magia necessária para nos convencer. [6/10] N.C.

Hatchet - Thrash metal à moda antiga na Metal Blade

Os Hatchet formaram-se em 2005 com o intuito de reavivar o thrash metal oriundo da sua cidade natal, San Francisco. Após algumas demos e participações em compilações, os Hatchet podem agora melhorar a sua estrutura no seguimento da assinatura com a influente Metal Blade. A sua estreia pela editora alemã está prevista para a Primavera ou Verão de 2008. Enquanto isso vai manter-se activa na estrada.

The Absence - Encontram substituto para Jeramie

Chris Pistillo [ex-Yeti] é o novo baterista dos norte-americanos The Absence. Chris vem substituir Jeramie Kling que trabalhou com a banda durante cinco anos e gravou dois álbuns. A banda de Metalcore de Tampa, na Florida, já realçou as capacidades de Chris dizendo que “é capaz de fazer blast beats e pedal duplo super rápido”. Até à sua estreia em disco, podemos, entretanto, ouvir “Riders Of The Plague”, o último trabalho da banda lançado este ano pela Metal Blade.

Woe Of Tyrants - Juntam-se à Metal Blade

De Chillicothe, Ohio, chega-nos a nova aposta da Metal Blade. Os Woe Of Tyrants são autores de um death/thrash/power metal com pequenas influências de southern rock. Durante este Inverno vão estar ainda a promover na estrada “Behold The Lion”, lançado este ano pela Tribunal Records, enquanto prevêem terminar a composição do seu novo álbum na próxima Primavera, para então entrarem em estúdio no início do Verão de 2008.

Hatesphere - De volta à carga com novo vocalista

Os dinamarqueses Hatesphere já encontraram substituto para o vocalista Jacob Bredahl que abandonou a banda no passado mês de Setembro, após dez anos de ligação, por questões pessoais. Chama-se Jonathan “Joller” Albrechtsen, tem apenas 19 anos, e é natural de Copenhaga. Após esta paragem forçada, os Hatesphere vão voltar aos palcos já no próximo fim-de-semana, com destaque para a sua participação nos Danish Metal Awards, para os quais estão nomeados em cinco categorias [Disco do Ano, Melhor Produção, Melhor Videoclip com “Drinking With The King Of Dead”, Melhor Capa e Melhor Banda ao Vivo]. Para além disso, a banda já anunciou que “Floating”, tema retirado do mais recente trabalho da banda “Serpent Smiles And Killer Eyes”, lançado no passado mês de Setembro pela SPV, já tem videoclip e será estreado precisamente nos Danish Metal Awards no dia 17 de Novembro. Por fim, no dia 3 de Dezembro a banda dará oportunidade aos fãs para contactarem directamente com os seus elementos através de um chat no site http://www.nationx.dk/, bastando que entrem em “Hatesphere Chat”

Tuesday, November 13, 2007

Queensryche - Ainda não é desta

O concerto de estreia dos Queensryche em Portugal, programado para o dia 19 de Novembro no Teatro Sá da Bandeira, perdeu efeito no seguimento do cancelamento da digressão dos norte-americanos pelo Reino Unido com os Thin Lizzy e que acabou por dar o mote para o cancelamento de todas as restantes datas europeias. Contudo, este concerto fica adiado em Portugal para meados de Junho de 2008 e a banda já prometeu aos fãs compensar-lhes com uma digressão de alta produção e mais concentrada nos álbuns fundamentais da sua carreira. Entretanto, a Prime Artists, promotora do evento em Portugal, informa as pessoas que compraram o bilhete que se devem deslocar ao local onde os adquiriram para serem reembolsados.

Pitch Black - Mais ódio

Sábado, dia 17 de Novembro, há lugar a mais um concerto da Hate Tour dos portuenses Pitch Black. Desta vez vão apresentar-se no Censura Prévia, em Braga, ao lado dos The Ransack e Coldfear. Os espectáculos têm início às 21h00 com os bilhetes a custarem 4€. Este concerto terá a particularidade de nos trazer novamente os Pitch Black com Sérgio Vilas Boas – anterior guitarrista da banda – que substituirá aqui Ricardo Martins – actual guitarrista – ausente por motivos pessoais.

Ekxtaktika - Halloween "regressa" em Dezembro

A Ekxtaktika - Associação Artistas Underground Unidos – organiza nos dias 1 e 2 de Dezembro as 3ª e 4ª edições de “La Noche De Los Muertos”, versão mexicana da Festa de Halloween, na nova sala de espectáculos U.M.S. – União Musical Seixalense, no Seixal. A organização já confirmou as presenças dos Dawnrider, Dollar Llama, Miss Lava, Mosh, Namek, Retroact, Sicksyko e Wako, para além dos DJ’s Vulkanik [ex-apresentador do programa “Cuidado com o Cão” da Rádio Ultra FM] e DJ Hellbilly [DJ residente], do VJ Joka [VJ residente] e da equipa circense/bizarra “The Grinder Team”. Para além disso, a Ekxtaktika gravará este espectáculo em vídeo/áudio para posterior disponibilização online do “Kanal: Ekxtaktika”.

Friday, November 09, 2007

The Old Dead Tree - Foued abandona

Os franceses The Old Dead Tree viram-se privados recentemente do seu baterista nos últimos três anos – Foued Moukin. Os motivos para a sua saída prendem-se com a vontade do baterista em concentrar-se a tempo inteiro nos seus Arkan, bem como em outros projectos pessoais. A banda garante que a separação foi amigável, realçando os momentos inesquecíveis por que passaram juntos e desejando a Foued o melhor para as suas futuras aventuras. De momento, a banda efectua audições para encontrar o seu substituto. Se se quer candidatar basta mandar um e-mail para info@theolddeadthree.com e referir as suas influências musicais, projectos com que esteve ou está envolvido, experiência de estúdio e ao vivo e razões para a candidatura. De resto, o momento é o de preparar a digressão francesa de promoção ao seu novo trabalho – “The Water Fields” – lançado na Europa a 17 de Setembro pela Season Of Mist, e que tem início no dia 24 deste mês, prolongando-se até 22 de Dezembro, com alguns concertos na Alemanha pelo meio. Contudo, e como já foi anunciado anteriormente, os concertos que a banda tinha agendados para Portugal no início deste mês, em Lisboa e Porto, foram cancelados, sendo que o primeiro foi adiado para dia 22 de Fevereiro de 2008 e o segundo, para já, ficou sem efeito.

Stream - Na mira da objectiva de Rita Carmo

Este fim-de-semana, Rita Carmo, reputada fotógrafa do Blitz e responsável pela fotobiografia dos Xutos & Pontapés, vai viajar até à ilha Terceira para captar e projectar a nova imagem da banda Stream para 2008. Os Stream são uma das maiores sensações do Rock made in Azores do presente ano, graças à edição do single “Another Story” que recolheu muito boas notas um pouco por todo o mundo. Esta nova imagem servirá para acompanhar o lançamento do seu primeiro álbum, já gravado nos AudioPlay Studios, em Aveiro, por Miro Vaz, e que prevê-se que chegue às lojas no início de 2008 com selo Rewind Music e com distribuição da Som Livre.

Anomally - Com baixista definitivo

Luís Brum [ex-Gods Sin, Volkanic, 4Saken] é o novo baixista, a título definitivo, dos terceiresens Anomally, após já ter trabalhado com a banda aquando da ausência do guitarrista Lote por questões de saúde. Sendo assim, a banda termina uma sequência de dois anos a trabalhar com músicos convidados, sendo eles Miguel Ângelo e Zeca. Agora com Luís Brum e Lote de volta, o grupo de death/gothic metal açoriano prepara já o seu próximo trabalho.

Foxy Shazam - Introdução à paródia em Janeiro

O novo álbum dos norte-americanos Foxy Shazam tem já data prevista de lançamento para Janeiro de 2008. “Introducing” é o trabalho que se segue após a estreia “The Flamming Trigger”, de 2005, e que promete elevar ainda mais a fórmula excêntrica e cómica do colectivo misturar rock, pop e soul. Desta vez o selo é da New Weathermen Records em parceria com a Ferret Music. Durante este mês de Novembro, a banda vai estar em digressão pelos Estados Unidos ao lado dos Heavy Heavy Low Low e Tera Melos.

Thursday, November 08, 2007

Review

EPHEL DUATH
“Pain Remixes The Known”

[CD – Earache Records]

Provavelmente, uma das bandas mais arrojadas, open-minded e talentosas da actualidade, os italianos Ephel Duath, brinda-nos este ano com mais um disco, como não poderia deixar de ser, surpreendente, sobretudo pela sua abordagem. “Pain Remixes The Unknown” é, como o seu próprio título deixa adivinhar, um álbum de remisturas do último disco de estúdio da banda, “Pain Necessary To Know”, de 2005. A banda de David Tiso [guitarras, teclados, voz] dá assim um passo que poderia ser óbvio pela demarcada personalidade experimental da banda, mas ao mesmo tempo inesperado atendendo a que a sua música tem ganho uma complexidade que poderia à partida ser incompatível com qualquer tentativa de remistura menos orgânica. Pelos vistos o responsável por este novo trabalho – o credenciado Eraldo Bernocchi – soube muito bem como abstrair-se de tudo o que já havia sido feito com o material que deu o mote para esta remistura e o que obtemos aqui é um trabalho que está muito longe de soar despropositado ou ao jeito daqueles feitos para entreter fãs e cumprir contratualidades.

Se o imaginário de David Tiso já se havia mostrado esquizofrénico e pouco dado a convencionalidades, aqui temos a prova de que a banda não vira, definitivamente, as costas à experimentação. Aliás, a banda de Padova tem marcado um percurso como se de um autêntico camaleão se tratasse. Até “Phormula”, de 2000, e antecedentes demos editadas, a banda trilhava um som black metal, ainda assim de raiz pouco tradicional. Com “The Painter’s Pallete”, de 2003, as cores mudaram completamente e o universo dos Ephel Duath era agora muito mais cerebral, misturando como ninguém jazz, blues, funk, hardcore numa cadeia progressiva repleta de repentinas e ameaçadoras mudanças, ao jeito de uns The Dillinger Escape Plan, Poison The Well ou Converge, se bem que comparações saberão sempre algo infrutíferas já que os Ephel Duath são donos de um som próprio. E o mérito é todo seu. A técnica e a criatividade abundam por estes lados e absorver as composições deste, agora, trio, não se adivinha tarefa fácil para qualquer ouvido mais desprevenido. Ouvir “Pain Remixes The Unknown” não será também muito menos difícil, até mesmo para os fãs da banda. Isto porque esta remistura foi sublimemente planeada para não soar àqueles exercícios deste género, tão comuns hoje em dia, em que pouco ou nada é acrescentado aos temas originais a não ser alguns loops e efeitos psicadélicos – para além da batida electro bem mais “gorda”.

Do genial “Pain Necessary To Know” pouco se lhe reconhece aqui. Eraldo Bernocchi foi mago no seu desempenho e preservou inteligentemente apenas algumas estruturas das músicas e dissimulou-as em algo completamente novo. Temos passagens potentes como em “Hole IV” e ambientes completamente alucinatórios em “Hole VIII”, ou mesmo negros e frios - a fazer lembrar bandas de black metal norueguesas - como na primeira metade de “Hole IX” – não se assustem, mas foi esta a estrutura que a banda arranjou para designar os nomes destas remisturas. Desenganem-se, portanto, aqueles que à primeira reacção pensarão que vão aqui escutar algo mais “dançavel” e menos demente, embora algumas batidas sejam contagiantes.

Se pensávamos que os Ephel Duath já tinham sido corajosos o suficiente com os seus anteriores trabalhos, aqui temos mais uma experiência excêntrica e que eleva ainda mais o envelope desta banda. Mais uma missão concluída com sucesso. Contudo, para além da qualidade deste trabalho, continuamos a ansiar para que a banda volte às composições originais em todo o esplendor da sua costela jazzística e progressiva. [8/10] N.C.

www.myspace.com/ephelduath

Rose Hill Drive - Rock/Blues em estado puro em Portugal

Os norte-americanos Rose Hill Drive regressam ao nosso país no dia 11 de Dezembro, tendo, desta feita, como pano de fundo o Santiago Alquimista, em Lisboa, para aquele que é o seu primeiro concerto em nome próprio em Portugal. A primeira ocasião em que a banda do Colorado pisou solo nacional foi a 16 de Maio deste ano, na abertura do concerto dos The Who, no Pavilhão Atlântico. Esta é mais uma óptima oportunidade de constatarmos o rock/blues hipnótico deste trio e que tantas boas reacções tem provocado na imprensa. Neste momento, a banda continua a promover o seu álbum de estreia, homónimo, lançado em Agosto de 2006. Do seu currículo fazem já parte as primeiras partes de concertos para os The Black Crows, Queens Of The Stone Age e Aerosmith. Os bilhetes têm o preço único de 12€ e podem ser adquiridos a partir de 7 de Novembro na Worten, FNAC, CTT, Agências ABEP e Alvalade, Bulhosa [Oeiras Parque], Bliss [Oeiras Parque e Fórum Montijo] e Ticketline [reservas: +351 707 234 234] e http://www.ticketline.pt/.

[f.e.v.e.r.] - Ritmos febris na estrada

Os lisboetas [f.e.v.e.r.] continuam a promover na estrada o seu surpreendente primeiro longa-duração “4st”. Até ao final do ano o público nacional poderá vê-los em acção em, pelo menos, mais seis datas agendadas até agora. Sendo assim, teremos o grupo de volta aos palcos no dia 14 de Novembro, no Sapo Code Bits, em Lisboa, passando também este mês pelo Music Box, em Lisboa, e pelo In Live Caffé, na Moita, ao lado dos Bless The Oggs, a 15 e 22 de Novembro, respectivamente. Em Dezembro, estão já programadas duas datas, uma delas no dia 1 de Dezembro em local ainda por anunciar, e a 13, no Music Box, com os Cinemuerte.

The Ocean - Na próxima semana

É já na próxima semana que os alemães The Ocean vão encabeçar duas datas em Portugal. Numa deslocação com um alinhamento de luxo, completo pela presença dos espanhóis Nahemah e dos norte-americanos Intronaut, o público nacional poderá vê-los nos dias 14 e 15 e Novembro no Musicbox, em Lisboa, e no Porto-Rio, no Porto, respectivamente. A representar Portugal nestas duas sessões estarão os Process Of Guilt, em Lisboa, e os E.A.K., no Porto. O preço dos bilhetes oscila entre os 12€ e 14€. A salientar que esta será uma oportunidade sublime de ficar a conhecer o novo trabalho dos The Ocean, “Precambrian”, a lançar no dia 9 de Novembro.

Wednesday, November 07, 2007

Corvus Corax - Magia da Idade Média em Portugal

Entre 15 e 17 de Novembro, Portugal recebe a visita do projecto folk alemão Corvus Corax. O grupo, que se destaca pela dimensão da sua música medieval baseada na execução de gaita de foles e percussão, vai estar primeiro em Braga, no Censura Prévia, passando depois por Corroios, no Cine-Teatro da localidade, e termina o seu périplo português em Coimbra, no Centro Norton de Matos. O grupo será acompanhado nesta tournée pelos, também folkers, húngaros The Moon And The Night Spirit.

IV Teixo Garagem Rock - Este fim-de-semana

No dia 10 de Novembro [próximo sábado] tem lugar a 4ª edição do Teixo Garagem Rock, um festival a realizar no Grupo Desportivo Teixosense, na vila de Teixo, no concelho da Covilhã. Fazem parte do cartaz os Conceito Pele, Tree Valley, Destil’art e Sequela. Os concertos têm início às 22h30 e os ingressos custam 3.50€. Esta é uma organização da Associação Jovem Teixo.

Perfect Sin - No activo este mês

A promover o seu EP de estreia, “SchemA”, os Perfect Sin têm agendadas mais duas actuações para este mês, nomeadamente, nos dias 21 e 24, no Rock in Chiado [com a primeira parte a cargo dos Spoiled Fiction] e no Lareira Bar, no Entroncamento [com honras de abertura atribuídas aos Puzzle de Anima]. Para além dessas datas, a banda de Abrantes tem já agendada uma actuação para o próximo ano, no dia 19 de Janeiro, no Cine-Teatro de Tomar, no âmbito das comemorações do aniversário dos Ashes. Na senda de reacções que têm chegado à banda relativamente a “SchemA”, a salientar a review que saiu na edição de Novembro da revista Loud!.

NYIA - Regresso em grande

Os surpreendentes NYIA têm já disponível o seu segundo trabalho. Tem por nome “More Than You Expect” e revela-se um excêntrico e arrojado exercício de grindcore, com ritmos matemáticos e harmonias dissonantes. Em simultâneo, foi lançado um split-CD com os Antigama e outros temas do catálogo da Seflmadegod Records. A responsável pela edição do novo trabalho dos NYIA é a Feto Records, editora de Shane Embury, baixista dos Napalm Death, depois do quinteto polaco, formado em 1999 por ex-membros dos Vader, Kobong e Prophecy, ter vestido a camisola da Candlelight Records aquando do lançamento da sua estreia “Head Held High”, em 2004.

Anaal Nathrakh - Diabos à solta

“Hell Is Empty, And All The Devils Are Here” é o título do novo disco dos ingleses Anaal Nathrakh, disponível desde 29 de Outubro, pela Feto Records. O quarto longa-duração da dupla V.I.T.R.I.O.L. [voz] e Mick Kenney [instrumentos] conta com as participações especiais de Josama Bin Horvarth [Circle Of Dead Children] e Shane Embury [Napalm Death] e segue a linha musical explorada no último “Eschaton”, de 2006.

If Lucy Fell - Dançando com as zebras

Uma das mais recentes sensações do rock/metal nacional, os If Lucy Fell, anunciam que vão lançar o seu segundo álbum em Janeiro de 2008, pela Rastilho Records, para território nacional. O sucessor do aclamado “You Make Me Nervous”, de 2005, já foi baptizado como “Zebra Dance”.

Gwen Stacy - Assinam contracto para disco de estreia

Os Gwen Stacy são uma banda de post-hardcore de Indiana e acabam de assinar pela Ferret Music. Neste momento, os seus quatro elementos já se encontram em estúdio, com o produtor Brian McTernan [Cave In, Snapcase, Thrice] e Paul Leavitt [All Time Low, The Bled], a gravar aquele que será o seu disco de estreia, a editar a 4 de Fevereiro de 2008.

Shadowside - Na Chavis Records

Os Shadowside assinaram no decorrer da passada semana um contracto com a editora norte-americana Chavis Records. O colectivo brasileiro editou a sua estreia em disco em 2006, intitulada “Theatre Of Shadows”, pela Universal Music e são autores de um heavy metal tradicional nas medidas de uns Iron Maiden e Judas Priest, com uma excelente voz feminina. De momento, a banda já está a terminar a pré-produção do seu segundo trabalho enquanto verá reeditado, já este mês, o seu primeiro álbum, para os Estados Unidos e Europa, pela Chavis Records. A salientar que esta nova edição de “Theatre Of Shadows” apresentar-se-á com novo layout e uma versão de “Rainbow In The Dark” de Ronnie James Dio. Os Shadowside são já um caso sério de popularidade no seu país e um pouco por todo o mundo, tendo mesmo aberto o concerto dos Nightwish em São Paulo e feito alguns festivais importantes no norte da América. Para Dezembro prevê-se o arranque de uma digressão pelo Estados Unidos e Europa.

Tuesday, November 06, 2007

Review

DIVINE HERESY
"Bleed The Fifth"
[CD - Roadrunner/Edel]

Ouvir este regresso do guitarrista Dino Cazares foi deveras um momento de multiplexados pensamentos que convergiram para uma realidade actual que nos deixa imbuídos em sensações híbridas. Contudo, estas podem ser estranhas, mas não necessariamente desestimulantes, ainda assim discutíveis… mas já lá vamos. Este novo projecto do prolífero guitarrista mexicano é formado em 2006 após anos de composição repartidos com as suas actividades nos Fear Factory, Brujeria e Asesino. Chegou então a hora de olear a máquina e metê-la a funcionar e no Verão de 2007 cá temos o regresso, bem às origens, do influente Dino Cazares.

Em dez temas de uma oblíqua fúria, rápida, cirúrgica e a rasgar a frieza das máquinas que parecem forjadas a uma “fábrica” que o próprio bem conhece, encontramos a alma de um guitarrista em estado puro que, no entanto, choca com um passado que lhe pode ser prejudicial… ou não! Aí está o dilema deste trabalho. “Bleed The Fifth” contém extractos de uma personalidade própria, mas é também uma evidente recuperação do som que popularizou os Fear Factory. Como grande responsável pelo caminho musical que seguiu a banda mais importante que Dino já teve quando lançaram “Souls Of A New Machine” ou “Demanufacture”, o músico deverá sentir toda a legitimidade em tocar segundo a estrutura que encontramos em “Bleed The Fifth”. Aí, quer censuremos ou não, a verdade é que a natureza deste seu novo projecto é resultado directo de uma marca única e própria que o músico espalhou com a sua antiga banda e que, compreensivelmente, não poderá ignorar.

Mesmo assim, “Bleed The Fifth” é um exercício com características próprias e com reminiscências contemporâneas. Não é metalcore mas possui alguns refrões e melodias [poucas] que até podiam ser característicos desta tendência. Não é death metal, mas possui uma rapidez de execução e uma brutalidade rítmica de uns Nile, ou não estivesse sentado na bateria um dos bateristas mais rápidos do mundo – Tim Yeung. Contudo, mantém-se por demais acessível e faz-nos prever um brilhante sucesso para esta nova criações de Dino Cazares. As composições de “Bleed The Fifth” tocam em aspectos de peso e estrutura que vulgarmente não deixarão ninguém indiferente. São do mais directo que possam imaginar, incidindo principalmente na rapidez dos seus reconhecidos riffs acoplados com um bombo ultra-sónico e preciso, balanço, solos [!] e ainda alguma melodia. A fúria aqui é tanta que até nos faz pensar que Dino ensaia aqui alguma “vingança” ou tenta calar alguém. Talvez pela inclusão de um baterista como Tim Yeung – um galáctico, sem dúvida – conseguimos perceber aqui, mais desenvolvida e incisiva, a essência da maneira de tocar de Dino Cazares. A brutalidade acentua-se pela velocidade e a melodia também surge, muito digna, aqui e ali, graças a uma versátil prestação de um surpreendente Tommy Vext que, ora canta limpo num tom altivo, ora berra num tom mais raivoso e hardcore.

São nestes pequeninos pormenores que Dino Cazares consegue-se distanciar do legado mais antigo dos seminais Fear Factory [ah, temos também, a fechar, uma power ballad que até soa bem, mas choca com toda a brutalidade do disco], mesmo que a partir do terceiro ou quarto temas comecemos a perceber que a “sombra” Fear Factory dificilmente deixará este trabalho. Aliás, para seu bem ou para seu mal, cabe apenas aos ouvintes decidirem. A verdade indiscutível é que a música de “Bleed The Fifth” soa muito bem e tem tudo para nos contagiar. Se colocarmos de parte algum preconceito veremos que temos aqui, facilmente, uma das estreias mais auspiciosas do ano. [8/10] N.C.

www.myspace.com/divineheresyband

Editorial

Ok, estamos de volta… Ou pelo menos tentaremos estar, na verdadeira acepção da palavra. Nem é preciso dissertarmos muito sobre a vida das pessoas que mantêm este tipo de projectos, por amor à camisola, pois bem sabemos que todas [à excepção de alguma que me escape ao conhecimento] mantêm um sem número de actividades a par destas que, infelizmente, não lhes dão o sustento, e que as fazem ter que parar de tempos em tempos para corresponder, numa lógica “hierárquica”, às imposições da vida. Na nossa pele gostamos também que a SounD(/)ZonE tenha uma filosofia “presente”, de activas actualizações e abundante informação. Esperemos que esta semana de ausência não se torne regra, no entanto, os implacáveis compromissos, de variadas ordens, fizeram com que a paragem fosse inevitável. Por este motivo endereço agora as nossas desculpas por esse “clarão” e os infrutíferos acessos que tiveram os nossos leitores, durante este tempo, ao nosso espaço e também a todas as nobres pessoas [que nunca serão ignoradas] que nos mandam discos e confiam em nós para a promoção do seu trabalho.

Contudo, e voltando a pegar em algumas das palavras do início do nosso comunicado, vamos fazer esforços por nos manter tão activos como o habitual, pois, neste momento, ainda se adivinham períodos de muitos compromissos pessoais que podem por em causa o ritmo “biológico”, natural, da SounD(/)ZonE. Esperamos apenas que nos compreendam quando assim for, pois é com muita pena nossa que encaramos essas paragens. Aproveitando também este comunicado, registo que alguns momentos menos expeditos com a SounD(/)ZonE dever-se-ão, nos próximos tempos, também à preparação de algumas actividades relacionadas com o nosso pequeno “cantinho” e de que verão “luz” dentro de algum tempo. Algo de bom está para vir, acreditamos… ;)

Let the source never cease…
Nuno Costa

Monday, October 29, 2007

Live Zone [report]

OCTOBER LOUD
26-27.10.07 - Neurolag / Nableena / In Peccatvm / Zymosis / A Dream Of Poe / Strapping Lucy / Spinal Trip / Hatin' Wheeler - Salão de S. José, Ponta Delgada

Dia I
O passado dia 26 de Outubro, primeira etapa do debutante festival açoriano October Loud, deixou no ar muitas reflexões quanto ao estado actual da música de peso nos Açores, mais concretamente em S. Miguel. A coragem com que este festival se tentava impor nesta fase do ano em que as actividades neste campo são praticamente nulas era um sinal de louvor à partida e o cartaz que apresentava era também mais do que aliciante para obrigar a que a comunidade de peso micaelense se reunisse em massa no Salão de S. José, em Ponta Delgada.

A começar pelos horários, a organização cumpriu à risca aquilo a que se comprometeu. Quanto ao som, ia melhorando gradualmente e a partir de certa altura pouco se sentia os efeitos adversos da acústica da sala e o público… este não foi assim tão pontual, mas assim que soaram os primeiros acordes da primeira banda, os Neurolag, registaram-se imediatamente as primeiras “movimentações” [entenda-se, mosh]. A surpresa podia não ser grande por vermos um público a entregar-se completamente ao som groovy, balançado, potente e, agora, mais técnico dos Neurolag, pois já lhes é reconhecida a força em palco e o grupo de seguidores que são sempre incondicionais a prestar-lhes apoio. A verdadeira surpresa revelar-se-ia aos poucos, ao longo da noite. Mas já lá vamos. Com um Hugo Pimentel cada vez mais demolidor na forma de vociferar os temas deste quinteto, acabou por ser a nota mais positiva da actuação dos Neurolag, atendendo a que o resto da banda levou algum tempo a se soltar, ainda assim nunca atingindo o grau de entrega de outras ocasiões. Relativamente ao alinhamento do seu concerto, teve, como era de esperar, base nos temas do seu primeiro trabalho – “Perception, Memory, Cognition” -, havendo ainda tempo para estrear “4 The Broken Mind”. Percebeu-se com este que a banda está a mudar e a alimentar uma forma mais complexa de compor.

De seguida, esperava-se já que se gerasse o maior tumulto, dentro e fora do palco. Era hora dos Nableena subirem ao palco, banda que não precisou de muitas actuações para se afirmar, veementemente, no cenário local e a prova é que, realmente, a banda tem continuado a crescer e está num nível de topo para o que se pratica na região. O colectivo comandado por Petr Labrenstev [guitarra] e Gualter Couto [bateria] colocou em palco, sem mácula, toda a sua entrega, destreza e talento frente a um público que não perdeu um segundo para “viver” aquele momento e apoiar um projecto que é já um dos maiores casos de sucesso do metal na região. Complexidade, técnica, melodia e muito profissionalismo na forma de tocar marcam o death/doom metal destes ribeiragrandenses que bebem inspiração em bandas como Death, Carcass e My Dying Bride. Com o ambiente propício, notou-se ainda que os próprios músicos estavam mais soltos, enquanto que o público, mais uma vez realçamos, rendeu-se ao seu concerto naquele que foi um dos melhores momentos de todo o festival.

A acarretar quase dez anos de experiência e um estatuto que se lhes impõe que seja preservado em cada aparição ou trabalho discográfico, os In Peccatvm juntaram-se a esse ambiente deveras acolhedor e contagiante para arrancar para uma actuação que o próprio António Neves [voz, guitarra] considerou várias vezes como “o melhor concerto de sempre” da banda. Isto não porque a banda esteve excepcionalmente bem, mas porque o público – mais um vez refiro e já agora acrescento que esta era a surpresa de que falava – esteve irrepreensível. O ambiente que o October Loud trouxe acredita-se ser sintomático de que algo está a mudar – para muito melhor! Os grandes concertos ou festivais fazem-se de grandes bandas, mas essenciamente de ambiente e público alegre, unido, extrovertido e, acima de tudo, predisposto a apoiar os projectos. Isto viu-se do princípio ao fim neste primeiro dia do festival, quer com nu, death, black ou doom metal, situação pouco usual por estas bandas já que o público local vem comprovando há tempos que é mais afecto a correntes contemporâneas do metal. Sendo assim, até com os In Peccatvm se viu mosh e ouviram coros de apoio. Quanto à prestação da banda, ficou patente que ganhou força e dimensão com a entrada de um baterista de raiz e um teclista – que aqui até tocou guitarra perante a ausência de Hélder Almeida. Quanto ao resto, a banda esteve ao nível habitual. Revisitou os seus três trabalhos até à data, para surpresa de todos, com “Regnum Lusitaniae”, mesmo com o seu cheiro a “mofo”, a representar um momento emocionante.

Já com os corpos bastante suados devido ao bafo húmido da sala, e após recuperadas algumas energias nas contiguidades do recinto, os black metallers Zymosis encetaram a sua diabólica actuação, mais uma, de novo de forma irrepreensível. Aliás, começa a ser ponto mais que evidente que uma das virtudes da banda é manter-se sempre regular de concerto para concerto, o que neles é bom sinal. O público manteve-se activo, embora já se notasse um ligeiro abrandamento devido ao cansaço, mas ainda assim público e banda estiveram em sintonia. É curioso verificar como uma banda de black metal, que surge deslocada no tempo atendendo à realidade actual do metal açoriano, acabou por agarrar o respeito do público mercê de uma entrega e crença no seu trabalho que são agora reconhecidas por toda a gente. Uns verdadeiros guerreiros. Para além disso, a banda alcançou já algo que é muito importante: temas populares. É novamente curioso verificar como uma de banda de black metal sinfónico como os Zymosis acaba por ter, neste momento, o seu maior hino num tema com cavadas influências folk - “The End Of The Apocalypse”. O lead de piano de Sérgio Botelho, e que é divisa em toda da música, cria euforia aos primeiros instantes. Percebemos já que é um dos temas mais esperados pelo público e o que maior “festa” causa. Cenicamente a banda também esteve ao nível habitual – a figura da “morte” continua a povoar as actuações dos Zymosis. Em suma, o colectivo de S. Roque acabava com chave de ouro um primeiro dia de festival que superava todas as expectativas. Ou melhor… quase todas. Os presentes foram exemplares, mas temos a certeza absoluta que as pouco mais de duzentas pessoas dentro do Salão de S. José, poderiam ter chegado ao dobro com facilidade. No entanto, a nova geração de “putos” que começa a aparecer nos concertos em S. Miguel está a apresentar uma gana e vitalidade que nos fazem crer que a cena local está a entrar numa nova era. Nessa perspectiva, a qualidade compensa a quantidade.

Dia II
Depois de uma noite de descanso merecida, com algumas nódoas negras potencialmente a dificultar o sono, era hora de regressar ao Salão de S. José, um local habitualmente de práticas “mais católicas”, mas que aqui acolheu um evento “negro” e não de piores intenções, graças ao pároco local que é, de facto, uma prova de mente de arejada dentro de uma sempre tradicionalista Igreja. Um dos aspectos mais notáveis da história deste festival.

Desta feita não tão pontuais, tanto o público como a organização, se bem que para os segundos o atraso terá sido, obviamente, um compasso de espera deliberado a ver se se criavam condições para a primeira banda começar o seu trabalho, a segunda noite do October Loud começou, estranhamente, menos marcante que a primeira, “graças” a um público [ou à falta dele] que parecia não se ter empenhado tanto desta vez para dar continuidade à toada extenuante que se vivera um dia antes. O facto de ser fim-de-semana e se promover normalmente nesta altura o descanso e as práticas familiares podem ter sido motivos para este estranho atraso, para além de que o doom dos A Dream Of Poe também não terá contribuindo, já que se reconhece a pouca simpatia do público micaelense por este subgénero do metal. Contudo, quem estivesse lá, pelo menos pela curiosidade atendendo a que se tratava de uma estreia, não teria de forma alguma ficado desiludido. A Dream Of Poe mostrou-se um colectivo de sobriedade majestosa e muito sabedor dos seus objectivos. As composições do teclista, guitarrista e mentor do projecto, Bruno Santos, demonstram que o músico degusta avidamente este estilo e possui muito bom gosto. Apresentaram-se, como se impunha, numa toada sempre arrastada e monolítica, o suficiente para nos deixar confortavelmente hipnotizados. Os acordes “fundos” e melancólicos embalavam-nos em sentimentos negros, de Outono, gerando um ambiente muito acolhedor na sala. Para ajudar a isso, a visão de Bruno Santos e Paulo Pacheco a brindar e beber vinho tinto durante os intervalos dos temas. É curioso ver como o manancial de bandas nos Açores começa a estender-se a cada vez mais estilos. Uma forma de riqueza que nos apraz verdadeiramente. Ponto alto ainda para a versão de “Pressure” dos Anathema.

Numa noite de estreias, subiram ao palco os Strapping Lucy. Por falar em variedade, os Açores têm também agora um representante na área do death metal de inspiração sueca, directamente influenciado pelos Arch Enemy. Prova cabal disso é o refrão de “Aeon Apocalypse”. Após a primeira actuação da noite já tínhamos percebido que o som não estava nas melhores condições e com os Strapping Lucy a situação agravou-se ainda mais, prejudicando consideravelmente a sua actuação. De um denso som grave éramos quase incapazes de distinguir as notas dos instrumentos. Sendo assim e contando apenas com um som forte de bateria, os Strapping Lucy não tiveram a estreia que se esperava, pelos motivos já apontados, mas também porque, à excepção do frontman Cristóvão, a banda esteve literalmente parada, e na bateria João Oliveira demonstrou muitas dificuldades em manter o tempo certinho. Ainda assim, o potencial de alguns temas, por si só, conseguiu “desordenar” as posições do público mais chegado às grades.

Com os Spinal Trip não se previa nenhuma novidade. Não eram estreantes, mas, no entanto, eram um dos nomes mais esperados do cartaz. Isso é já habitual, pois a banda apresenta cada vez mais carisma e uma identidade vincada. Ainda assim, houve lugar a surpresas na sua actuação. Filipe Dias parece finalmente se ter desprendido e perdido a timidez que se vinha notando há anos nas suas prestações. Podemos ouvir agora, em todo o seu esplendor, o seu registo berrado – carregado de uma raiva e disciplina técnica impressionantes – e um tom limpo igualmente convincente. Ao contrário do que foi acontecendo às bandas que surgiram na mesma altura que os Spinal Trip, o grupo oriundo de Ponta Delgada tem vindo a amaciar o seu som e vai aproximando-o de bandas como Glassjaw e Chevelle, em cruzamento com o balanço de uns Deftones que se vai mantendo há muito no modo de compor da banda. Contudo, a banda é capaz de ter muita personalidade e o seu som não soa a cópia descarada de ninguém. Fica sim a prova de que os Spinal Trip sabem cada vez melhor como construir bons temas. Peso e melodia em doses perfeitas fazem com que as suas actuações nunca falhem os seus propósitos. Destaque ainda para o mimo que foi recordar “Cynical Smile”, o primeiro tema da banda, que foi dedicado ao seu guitarrista André Batista que em breve partirá para o continente.

Por fim, a estreia mais aguardada, ou não tivéssemos nas fileiras dos Hatin’ Wheeler Honório Aguiar, ainda para mais de novo na voz após uma experiência na guitarra com os Trauma Prone, aquele que foi o frontman da banda de metal mais popular de sempre nos Açores – Tolerance 0. Sabíamos à partida que este não era um projecto gerado sob as mesmas características que a sua antiga banda ou mesmo as dos Trauma Prone. Proclamou-se desde o início que este era um projecto mais descontraído, gerado sem grandes preocupações técnicas. Portanto, a atitude e o espírito é que mandavam e isto foi fielmente transposto para a sua actuação. Já sabíamos bem que Honório Aguiar sempre foi uma personagem prolífera, um verdadeiro entertainer que sempre soube marcar as suas actuações com algo de surpreendente. Com os Hatin’ Wheeler isso manteve-se para gáudio de todos. Embora o seu som chegasse, por si só, para satisfazer o público, foi na postura dos seus músicos em palco, forma de comunicar e o pormenor delicioso de oferecer vodka ao público para beber em conjunto que fez do seu concerto um momento inesquecível. O público desinibiu-se ainda mais e foi um final de noite deveras emotivo. O que falta a muitas bandas, os Hatin’ Wheeler têm para dar e vender – a atitude. Foi muito agradável rever um projecto em S. Miguel apostado em reavivar as raízes do punk/hardcore ainda que o balanço do metal mais moderno tenha lugar cativo nas suas composições. Coros simples e directos típicos do hardcore puseram imediatamente o público a cantar e até uma balada soube deliciosamente no repertório variado deste colectivo. Não há nada a registar de inovador na música dos Hatin’ Wheeler, mas o espírito exemplar que este colectivo apresentou promete tornar os seus concertos em autênticos momentos de diversão e partilha. Um regresso destes músicos em grande.

Para finalizar, só resta, de facto, congratular os responsáveis por este evento pela coragem da iniciativa e ao público pela entrega e espírito que irradiou para o recinto do Salão de S. José no passado fim-de-semana. O convívio também foi nota de realce no exterior do recinto, provando que, tanto a comunidade metaleira como os músicos deste género em S. Miguel, começam finalmente a construir o espírito saudável que é preciso para “a cena” local progredir sem obstáculos.

Texto: Nuno Costa
Fotos: Rui Melo [www.metalicidio.com]

Thursday, October 25, 2007

Especial October Loud II

Uma vez próximos da data de estreia do October Loud, o festival outonal que promete dinamizar esta época bastante estéril a nível de concertos nos Açores, apresentamos a segunda parte do “Especial October Loud” agora para dar a conhecer um pouco das bandas que vão subir ao palco do Salão de S. José, em Ponta Delgada, no segundo dia do festival. 26 e 27 de Outubro promete muitos momentos intensos e razões para fazer deste um festival de referência no underground açoriano. Não falte!

A DREAM OF POE
O multifacetado Bruno Santos, teclista ex-Sacred Tears, actualmente nos In Peccatvm, assume em A Dream Of Poe a expressão dos seus sentimentos mais pessoais num formato a solo em que chega a ser responsável não só pelas composições, mas também pelas gravações e execução de todos os instrumentos. Da designação Theatre Of Seven Hells, inicialmente quando formou o projecto, em 2005, passou para a actual e Bruno Santos regista já o lançamento de uma demo, “Delirium Tremens”, em 2006. A estética musical deste projecto é reveladora do gosto reconhecido do músico pelo Doom/Gothic metal. Para além disso, a confiança no seu trabalho assume-se também pelo bom gosto que tem demonstrado no seu desempenho com outras bandas, daí que a marca de qualidade esteja desde logo garantida. No próximo sábado teremos a oportunidade de conhecer, ao vivo e pela primeira vez, esta sua nova criação assegurada pela colaboração de músicos bem conhecidos do panorama metaleiro de S.Miguel [In Peccatvm, Neurolag, Summoned Hell]. Em jeito de prognóstico exclusivo para a SounD(/)ZonE, o músico garantiu que os temas de “Delirium Tremens” não farão parte do alinhamento do seu concerto no festival, assegurando, em vez disso, que estará em destaque “Sorrow For The Lost Lenore”, o novo trabalho do músico, em formato EP, que já se encontra a ser gravado nos seus próprios estúdios.

Line-up:
Paulo Pacheco [voz]
Bruno Santos [guitarra]
António Neves [guitarra]
André Gouveia [baixo]
Stephan Kobiákin [teclados]
David Melo [bateria]

Ano de formação: 2005
Estilo: Doom/Gothic Metal
Discografia: “Delirium Tremens” [Demo CD – 2006]
Site: www.myspace.com/dreamofpoe

STRAPPING LUCY
Na senda das estreias neste festival, temos também os Strapping Lucy, a nova encarnação dos extintos Septic Miracle. Há cerca de um ano o grupo operou uma mudança profunda no seu line-up e na sua forma de tocar, deixando para trás o gothic metal para se dedicar a um death metal melódico baseado na tradição de Gotemburgo. “Defiant”, a demo de estreia do grupo micaelense, composta por quatro temas e lançada no início de 2007, apanhou de surpresa muita gente, surpreendendo pela sua coesão técnica e ao nível da composição. Sendo que nem na altura do seu lançamento a banda contemplou o público com uma actuação ao vivo, a sua presença no October Loud toma ainda mais importância.

Line-up:
Cristovão Ferreira [voz]
Ruben Ferreira [guitarra]
Filipe Farias [guitarra]
Milton Resendes [baixo]
João Oliveira [bateria]

Ano de formação: 2002
Estilo: Death Metal melódico
Discografia: “Defiant” [Demo CD – 2007]
Site: www.myspace.com/strappinglucy

SPINAL TRIP
São um dos nomes consagrados e, consequentemente, mais experientes do cartaz. A par dos Neurolag e Hatin’ Wheeler, representam as vertentes mais modernas do metal, com uma substância musical demarcada pelo balanço e melodia de uns Deftones ou Korn. Embora exista desde 2003, a banda nunca lançou um trabalho. Mesmo assim conseguiu convencer rapidamente o público micaelense e à medida que os anos passam a maturidade faz-se sentir e o seu som começa a tornar-se bastante próprio no universo musical açoriano. Um colectivo que justifica sempre a nossa atenção.

Line-up:
Filipe Dias [voz]
André Batista [guitarra]
Carlos Cabral [guitarra]
Hélder Costa [baixo]
Pedro Dias [bateria]
Luís Garcia [turntables]

Ano de formação: 2003
Estilo: Nu-Metal
Discografia: N/A
Site: www.myspace.com/spinaltrip

HATIN' WHEELER
Fecham o festival October Loud e neles encontra-se um dos maiores motivos de interesse deste cartaz. São também a maior incógnita de todo o festival, pois pouco se lhes reconhece do seu trabalho, confiando-se, contudo, à partida, na experiência que possuem os seus membros de outros projectos importantes da realidade de peso açoriana. A banda caracteriza o seu som como um cruzamento entre o punk, o hardcore e o metal, confessando também já que a natureza deste novo projecto baseia-se, principalmente, no deixar fluir de emoções e criatividade. Hatin’ Wheeler surge aparentemente como um projecto descontraído, um passatempo de músicos experientes que apenas se querem divertir, mas que tendo como líder Honório Aguiar [ex-Hangover/Tolerance 0, Trauma Prone] torna-se indissociável a sua seriedade e firmeza. Uma agradável surpresa pela criação deste colectivo e também a satisfação do momento por podermos, já no próximo sábado, constatar as novas ideias deste grupo de músicos.

Line-up:
Honório Aguiar [voz/percussão]
Carlos [voz/sintetizador]
Zé Preto [guitarra]
André Batista [guitarra]
Mário Cosme [baixo]
Dino Oliveira [bateria]

Ano de formação: 2007
Estilo: Punk/Hardcore/Metal
Discografia: N/A
Site: www.myspace.com/hatinwheeler

Wednesday, October 24, 2007

4º Concurso de Música Moderna de Almada - Este fim-de-semana

Está marcado para os dias 26, 27 e 28 de Outubro a realização da 4ª edição do Concurso de Música Moderna de Almada. Sendo assim, no próximo fim-de-semana teremos em disputa 12 projectos musicais do concelho que retractam uma parte do que melhor que se vai fazendo a nível local, sendo eles os Nucho, Bloco 111, Horyginal, Steelvelvet, New Born Chaos, The Ditch, Eyes On The Sinner, Tsunamiz, Luso, Lostland, Meskaline e Lírio Cão. O evento decorre no Centro Juvenil de Sto. Amaro onde estará também patente uma exposição de fotografia pelo Núcleo de Fotografia das Casas Municipais da Juventude, referente à 1ª e 3ª edição do referido concurso. Mais informações em www.m-almada.pt.

Metal Bit IX - A primeira revista de Metal de sempre dos Açores

Está disponível desde sexta-feira [19 de Outubro] o primeiro número da primeira revista de Metal de sempre criada nos Açores. Chama-se Metal Bit IX e é uma iniciativa nobre da Associação de Juventude Bit 9, de Ponta Delgada, e que tem como alvo, exclusivamente, as bandas açorianas. Sendo assim, neste primeiro número compilam-se cerca de 20 entrevistas, na sua maioria a bandas, mas algumas também a personalidades açorianas ligadas ao meio. Num excelente suporte gráfico, este é um projecto-piloto, mas que já garantiu a sua continuidade semestral. Os interessados em adquirir um exemplar, de fora de S. Miguel, poderão fazê-lo enviando um e-mail para os nossos contactos e os locais poderão fazê-lo dirigindo-se à F.A.J.A. na Rua Eng. José Cordeiro na Calheta, em Ponta Delgada, ou ao Snack Bar Blue Light, também em Ponta Delgada. A revista está à venda por 1,50€.

Halloween em Lisboa - Zombie Walk inédita

Este ano o dia de Halloween em Portugal promete ser diferente com a realização inédita de uma Zombie Walk. Esta iniciativa, a cargo da Everything Is New, consiste num passeio efectuado por pessoas mascaradas de zombies - em que qualquer pessoa pode participar - e que, neste caso, percorrerá a cidade de Lisboa. O seu ponto de partida é na Praça do Comércio no dia 31 de Outubro, às 18h00, e a chegada às Portas de Santo Antão, em frente ao Coliseu de Lisboa, está prevista para as 19h00, altura em que serão seleccionados os dez melhores zombies, por um júri constituído, entre outros, por Fernando Ribeiro [Moonspell], e que ganharão uma entrada para uma grande festa de Halloween no Coliseu de Lisboa em que participarão os Moonspell, Root, Kalashnikov e os Dj’s da Vanity Session a animar o público pela noite dentro. Uma das primeiras Zombie Walk’s foi realizada em Toronto, no Canadá, em 2003, sem grande sucesso. Contudo, o formato foi angariando fãs e, em 2006, este mesmo evento contabilizou 894 zombies, entrando mesmo para o Guinness. Ainda o Hard Rock Café associa-se à festa e vai sortear CD’s e DVD’s dos Moonspell entre quem apresentar um bilhete válido para a festa do Coliseu. Todas as informações sobre a Zombie Walk aqui.

The Chapter e Painted Black - Em Novembro em Alcabideche

Os The Chapter e Painted Black actuam no dia 3 de Novembro no Muralhas Bar em Alcabideche, Cascais. Mais tarde, no dia 24 de Novembro, os The Chapter têm já agendado um concerto no Ponto de Encontro, em Almada. Por sua vez, os Painted Black garantem a sua presença no Birras Bar, na Covilhã, também no dia 24.

Lusitania de Peso Metal Fest II - Site celebra segundo aniversário

No âmbito das comemorações do seu segundo ano de existência, o site espinhense Lusitânia de Peso organiza um festival de metal nos dias 7 e 8 de Dezembro no Timeout Rock Café, em Ovar, com a presença dos Bleeding Display, Deep Cut, Dethmor, Final Mercy, Godog, Necris Dust, Requiem Laus, Revolution Within, Thee Orakle e Underneath. Em breve será conhecido o alinhamento do cartaz, horário dos concertos e preço dos bilhetes. É possível, entretanto, visitar o MySpace do festival.

Thursday, October 18, 2007

II Halloween Metal Fest - Tradição celta comemorada em Ourém

Cumprindo a tradição, a noite de Halloween [31 de Outubro] é celebrada com vários concertos de metal pelo país fora. Para já, está confirmada uma noite de peso para o café “O Painel”, na Lagoa do Furadouro, em Ourém [Torres Novas], na presença dos Sacrilegion, Dead Meat, Ciborium e Raw Decimating Brutality. O espectáculo tem início às 23h00 e o acesso custa 4€.

Monday, October 15, 2007

The Allstar Project - Festa de lançamento esta semana

No próximo dia 22 de Outubro chega aos escaparates o disco de estreia dos post-rockers leirienses The Allstar Project, “Your Reward… A Bullet”. Com selo Rastilho Records, o primeiro longa-duração do projecto foi gravado em Julho deste ano nos NorthAudio Studios, em Leiria, por Eduardo Norte e pelos The Allstar Project, ficando a masterização a cargo de André Neto. A festa oficial do seu lançamento está marcada para o dia 20 de Outubro, com um concerto especial, no Beat Club, em Leiria, com a primeira parte a cargo dos Rodriguez, da Marinha Grande. Entretanto, ainda esta semana os The Allstar Project actuam ao lado dos irlandeses God Is An Astronaut nos dias 18 e 19 no Passos Manuel, no Porto, e no Santiago Alquimista, em Lisboa, respectivamente.