Os ingleses Bolt Thrower encontram-se de momento em fase de composição do seu próximo álbum, a registar no próximo Verão. Esta razão justifica o silêncio e ausência da banda nos últimos tempos que já garantiu que em 2008 aparecerá apenas é um festival enquanto o sucessor de “Those Once Loyal”, de 2005, é misturado e masterizado. A oportunidade surge entre 7 e 9 de Agosto no festival Party. San Open Air em Bad Berka, na Alemanha. Monday, January 21, 2008
Bolt Thrower - Escrevem novo álbum
Os ingleses Bolt Thrower encontram-se de momento em fase de composição do seu próximo álbum, a registar no próximo Verão. Esta razão justifica o silêncio e ausência da banda nos últimos tempos que já garantiu que em 2008 aparecerá apenas é um festival enquanto o sucessor de “Those Once Loyal”, de 2005, é misturado e masterizado. A oportunidade surge entre 7 e 9 de Agosto no festival Party. San Open Air em Bad Berka, na Alemanha. Hate Eternal - Novo tema disponível para download
Com o aproximar da data de lançamento de “Fury and Flames”, o novo disco dos Hate Eternal nos escaparates a 22 de Fevereiro, a Metal Blade disponibilizou para download o tema “Bringer Of Storms”. Aceda aqui. Metal Blade - Edita colecção de vinis
Foxy Shazam - Novo videoclip online
Está disponível no Youtube o primeiro videoclip a retirar de “Introducing”, o primeiro álbum dos Foxy Shazam para a New Weathermen, cujo título é “A Dangerous Man”. “Introducing” é lançado hoje e revela o trabalho de uns norte-americanos distinguidos por um punk com presença forte do piano e influências de At The Drive-In, Gogol Bordello ou Man Man. A banda encontra-se neste momento a cumprir uma extensa digressão pelos Estados Unidos ao lado dos colegas de editora Heavy Heavy Low Low. Aceda ao vídeo aqui. Friday, January 18, 2008
Review
GWYDION
“Ynys Mön”
[CD – Trollzorn/Recital]
Sete anos separam este do último lançamento dos Gwydion. Ao todo são quatro trabalhos numa carreira de quase 13 anos que culmina finalmente com um longa-duração. Este sexteto de Lisboa vem demonstrando ser o resultado de um progresso lento mas sustentado, e após conferirmos “Ynis Mön” quaisquer que tenham sido os motivos para a banda estar tão ausente passam a estar legitimados.
Paralelamente aos seus anteriores trabalhos, o regresso dos Gwydion demonstra, em primeira linha, não só um evidenciado crescimento como o aglutinar de um novo elemento no seu som – o folk. Uma bem conseguida introdução, com uma directa e imagética recriação dos campos de batalha medievais onde os vikings preparam as suas lâminas para o combate, sempre benéficas nestes contextos mesmo que já muito exploradas, antecedem um “Rebirth” de guitarras muito fortes – que comprovam a boa qualidade da gravação – e com um certo ar festivo muito graças aos acordeões quase omnipresentes. A dinâmica do disco é reforçada pela sábia divisão de samples pelo início de alguns temas, empurrando-nos inevitavelmente para um cenário medieval em que quase conseguimos captar os seus elementos na plenitude dos nossos sentidos. Tocar metal com influências folk implica, naturalmente, uma capacidade de conceber ambientes ancestrais da forma mais palpável possível, e isso os Gwydion, sem o mesmo orçamento que outros portentos internacionais, conseguem condignamente alcançar em “Ynis Mön”. Turisas, Tyr ou Korpiklaani vêm-nos à memória nestes momentos.
Mais à frente, e apesar da sua batida surpreendentemente dançável, encontramos em “Inquisition Queris” um dos temas mais obscuros deste trabalho e que invoca uns Dimmu Borgir na fase “Enthrone Darkness Triumphant”. Influência que comprova a essência black sinfónica que estes lisboetas carregam desde o início da sua carreira e que, aliás, se desenvolve ainda mais na seguinte “Descent Of Don”, principalmente pelos teclados de Dani e pela entoação de Ruben. Ora mais black metal e agressiva, ora mais folclórica e pagã, graças à obrigatória inclusão de instrumentos tradicionais, a música dos Gwydion explora bem dois mundos que a experiência de largos anos de existência fez convergir numa nova abordagem e na sua fórmula mais consistente de sempre. Acreditamos, por isso, que os fãs de Finntroll e Thyrfing não deverão desgostar do que se ouve em “Ynis Mön”, muito menos os fãs portugueses que com certeza ficarão surpreendidos com mais este bom lançamento nacional. Um regresso cheio de vitalidade e garra que demonstra uns Gwydion no bom caminho. [7/10] N.C.
“Ynys Mön”
[CD – Trollzorn/Recital]
Sete anos separam este do último lançamento dos Gwydion. Ao todo são quatro trabalhos numa carreira de quase 13 anos que culmina finalmente com um longa-duração. Este sexteto de Lisboa vem demonstrando ser o resultado de um progresso lento mas sustentado, e após conferirmos “Ynis Mön” quaisquer que tenham sido os motivos para a banda estar tão ausente passam a estar legitimados.Paralelamente aos seus anteriores trabalhos, o regresso dos Gwydion demonstra, em primeira linha, não só um evidenciado crescimento como o aglutinar de um novo elemento no seu som – o folk. Uma bem conseguida introdução, com uma directa e imagética recriação dos campos de batalha medievais onde os vikings preparam as suas lâminas para o combate, sempre benéficas nestes contextos mesmo que já muito exploradas, antecedem um “Rebirth” de guitarras muito fortes – que comprovam a boa qualidade da gravação – e com um certo ar festivo muito graças aos acordeões quase omnipresentes. A dinâmica do disco é reforçada pela sábia divisão de samples pelo início de alguns temas, empurrando-nos inevitavelmente para um cenário medieval em que quase conseguimos captar os seus elementos na plenitude dos nossos sentidos. Tocar metal com influências folk implica, naturalmente, uma capacidade de conceber ambientes ancestrais da forma mais palpável possível, e isso os Gwydion, sem o mesmo orçamento que outros portentos internacionais, conseguem condignamente alcançar em “Ynis Mön”. Turisas, Tyr ou Korpiklaani vêm-nos à memória nestes momentos.
Mais à frente, e apesar da sua batida surpreendentemente dançável, encontramos em “Inquisition Queris” um dos temas mais obscuros deste trabalho e que invoca uns Dimmu Borgir na fase “Enthrone Darkness Triumphant”. Influência que comprova a essência black sinfónica que estes lisboetas carregam desde o início da sua carreira e que, aliás, se desenvolve ainda mais na seguinte “Descent Of Don”, principalmente pelos teclados de Dani e pela entoação de Ruben. Ora mais black metal e agressiva, ora mais folclórica e pagã, graças à obrigatória inclusão de instrumentos tradicionais, a música dos Gwydion explora bem dois mundos que a experiência de largos anos de existência fez convergir numa nova abordagem e na sua fórmula mais consistente de sempre. Acreditamos, por isso, que os fãs de Finntroll e Thyrfing não deverão desgostar do que se ouve em “Ynis Mön”, muito menos os fãs portugueses que com certeza ficarão surpreendidos com mais este bom lançamento nacional. Um regresso cheio de vitalidade e garra que demonstra uns Gwydion no bom caminho. [7/10] N.C.
Thursday, January 17, 2008
Megadeth - Glen Drover abandona
Recentemente, os Megadeth vieram a público esclarecer que a saída do guitarrista Glen Drover deve-se ao facto do músico querer passar mais tempo com a família. Da mesma forma, a agência de booking da banda vem garantir que não estão canceladas nenhuma das datas da sua digressão internacional, ao contrário do que relatam rumores na Internet. Tool - A história de "Vicarious" em DVD
Os geniais Tool lançam a 4 de Fevereiro na Europa o DVD “Vicarious”. Este lançamento contém o videoclip do tema título – extraído do seu último álbum “10,000 Days” – e uma viagem através da história sobre o trabalho de efeitos especiais de Adam Jones [guitarrista dos Tool] e o processo e pessoas envolvidas na criação do vídeo. Será também possível ficar a conhecer a obra do autor do singular artwork de “10,000 Days”, Alex Grey. Os comentários ficaram a cargo do comediante David Cross. Sandra Nasic - Ex-voz dos Guano Apes de volta
A 18 de Fevereiro chega-nos o álbum de estreia a solo de Sandra Nasic, ex-vocalista dos germânicos Guano Apes. O disco chama-se “The Signal” e será editado pela Sony/BMG. Este regresso tem a marca do produtor Oliver Pineli [Wolfsheim, Zweitfrau, Kain] e do engenheiro de som Peter “JEM” Seifert [Donots, Slut, Virginia Jetzt!, Muff Potter, Liquido], tendo sido captado em Londres, Berlim e Estocolmo. O primeiro trabalho a solo da germânica mantém a energia rockeira que se lhe reconhece em convergência com alguns elementos mais electrónicos e pop. Wednesday, January 16, 2008
Skypho - Ao vivo na próxima sexta-feira
Os Skypho actuam junto com os Promethevs na próxima sexta-feira, dia 18 de Janeiro, no Luna Bar, no Centro Comercial Ícaro, em Viseu. O espectáculo tem início às 22h00. Entretanto, os Skypho adiantam mais duas datas para Fevereiro, concretamente nos dias 1 no Different Caffé, em Rio Meão, e no dia 23 na Fábrica do Som, no Porto. Tuesday, January 15, 2008
Threat Signal - Novo guitarrista e novo álbum
Os norte-americanos Threat Signal anunciaram o vínculo com o guitarrista Adam Webber após a saída de Marco Bressette. Esta é já a segunda alteração de line-up nos últimos tempos desde que o baterista George decidiu abandonar a banda para se dedicar a 100% à família após ter casado a 22 de Setembro do ano passado. O seu substituto é Norm Killeen. A banda anunciou também já o início da composição do sucessor de “Under Reprisal”, de 2006, que deverá ser lançado este ano. Enquanto isso, a banda já postou o tema “Beyond Recognition” na sua página Myspace, ao que tudo indica, parte do seu próximo álbum. In Flames - Novo single em Março
O primeiro single de avanço para o próximo álbum dos In Flames será editado a 7 de Março, exclusivamente na Europa, pela Nuclear Blast, e tem como título “The Mirror’s Truth”. Também o sucessor de “Come Clarity” já foi baptizado como a “A Sense Of Purpose”. Igualmente, já foi divulgada a track list do seu novo trabalho. Tome contacto aqui. The Allstar Project - Assinam contracto para Estados Unidos e Canadá
Os post-rockers nacionais The Allstar Project assinaram recentemente um contracto com a independente Forgotten Empire Records que vai editar o seu primeiro e aclamado trabalho, “Your Reward… A Bullet”, em território americano e canadiano em Abril próximo. O disco está também a ser distribuído na Alemanha, Holanda e Reino Unido. Como consequência do seu sucesso, o grupo tem já marcada a sua primeira incursão internacional, com datas agendadas para Espanha, Holanda, Alemanha e Bélgica. Por cá a banda já tem confirmadas várias datas entre Janeiro e Maio, sendo que a próxima é já no dia 18 [próxima sexta-feira] no Magníficos, em Leiria. SBSR Preload - Inscrições abertas
Monday, January 14, 2008
Underneath - Temas novos no Myspace
Os Underneath disponibilizaram mais dois temas no seu Myspace. São eles “Chainsaw Maniac” e “Nest Of Horror”. Esses são apenas dois dos temas que estão a ser regravados para fazerem parte do primeiro álbum da banda de Death Metal de Tomar, o qual afirma que “ainda não foi lançado devido a vários problemas que são completamente alheios à banda”. Entretanto, a banda actua já na próxima sexta-feira [18] no Bar Ex-Lybrys, em Loures, ao lados Pussyvibes e Annihilation. O começo do espectáculo é às 23h00 e as entradas custam 5€.Seven Stitches - Álbum de estreia este semestre
Os Seven Stitches estão em fase de pré-produção do seu primeiro álbum que deverá sair no primeiro semestre do presente ano. Após este período, durante Março e Abril, a banda de Grândola vai estar nos estúdios MDL com André Tavares [Spoiled Fiction] – que assume também a co-produção deste trabalho em conjunto com a banda – para a captação da bateria e vozes, e operar toda a mistura do trabalho. As guitarras e baixo serão captadas nos Go Ahead Studios. O nome do seu álbum de estreia será "When The Hunter Becomes The Hunted". Entretanto, a banda a partir de agora fica reduzida a quarteto, após a saída, por motivos profissionais e pessoais, de Ricardo Gingado. E enquanto o sucessor de “The Face Alone Does No Reveal The Man” não chega aos escaparates será possível testemunhar alguns dos novos temas da banda já no próximo dia 25 de Janeiro numa actuação na Academia de Linda-a-Velha, pelas 21h00, no âmbito das SWR Warm Up Sessions 2008 ao lado dos Sublime Cadaveric Decomposition, VS777 e Confront Hate. Os ingressos custam 10€.Review
CONCEALMENT
“Leak”
[CD – dFX Media]
Chegou-se a temer que o seu regresso pudesse nunca consumar-se após Filipe Correia [voz, guitarras], Paulo Silva [baixo] e David Jerónimo [bateria] decretarem estado de hibernação aos Concealment, em 2001. Até então já tinham causado sensação em seis anos de actividade com uma demo tape e um EP editados. Entretanto, para gáudio de todos, a banda quebra o jejum em 2005 e volta a atacar com um EP de nome “…Of Malady”. Este já vinha comprovar uma banda em mutação e a pisar terrenos ainda mais experimentais e obscuros.
O mote foi assim dado para a verdadeira revolução acalentada por “Leak”, o primeiro longa-duração deste trio de Sintra que nos chega em 2007 e põe em sentido toda a comunidade de peso nacional. Jus têm que lhes ser feitos e de antemão não há hesitações em considerar este um dos colectivos mais originais e geniais que Portugal já conheceu. Não é fácil encontrar paralelo para a substância sonora que compõe o universo dos Concealment. Quanto muito conseguimos apontar uma série de desígnios e influências de bandas que aqui resultam, curiosamente, não em algo virgem, mas em algo muito bem idealizado que serve para conceber uma personalidade muito sua. Bandas como The Dillinger Escape Plan, Meshuggah, Psyopus ou mesmo Cephalic Carnage e Napalm Death podem servir timidamente para imputar a natureza do som dos Concealment sem, no entanto, nenhuma delas ser soberana.
A dissonância e lugubridade dos riffs da guitarra de Filipe e do medonho baixo de nove cordas de Paulo, em conjunto com o garbo técnico de David Jerónimo fazem dos 11 temas de “Leak” um corredor molesto cheio de portas traiçoeiras que nos podem levar subitamente aos caminhos mais promíscuos – uma viagem alucinogénia de consequências nefastas. E é por este sentimento de desconforto que os Concealment nos oferecem, indiscutivelmente, um grande disco, quer dentro, quer fora de portas. Ainda assim no meio de tanta discordância harmónica os Concealment dão um pouco de descanso e luz aos nossos espíritos com as passagens melódicas de “Acanthous” e “Etchant”, e se algum desses temas pode assumir o papel de single este é “Inmost”, com a participação influente de Sérgio “Animal”, vocalista dos Reaktor.
Ainda assim, estes são apenas pequenos oásis no meio de um deserto desolador onde qualquer afago é substituído por uma escamosa e áspera afronta ao equilíbrio emocional de quem o ouve. [9/10] N.C.
“Leak”
[CD – dFX Media]
Chegou-se a temer que o seu regresso pudesse nunca consumar-se após Filipe Correia [voz, guitarras], Paulo Silva [baixo] e David Jerónimo [bateria] decretarem estado de hibernação aos Concealment, em 2001. Até então já tinham causado sensação em seis anos de actividade com uma demo tape e um EP editados. Entretanto, para gáudio de todos, a banda quebra o jejum em 2005 e volta a atacar com um EP de nome “…Of Malady”. Este já vinha comprovar uma banda em mutação e a pisar terrenos ainda mais experimentais e obscuros.O mote foi assim dado para a verdadeira revolução acalentada por “Leak”, o primeiro longa-duração deste trio de Sintra que nos chega em 2007 e põe em sentido toda a comunidade de peso nacional. Jus têm que lhes ser feitos e de antemão não há hesitações em considerar este um dos colectivos mais originais e geniais que Portugal já conheceu. Não é fácil encontrar paralelo para a substância sonora que compõe o universo dos Concealment. Quanto muito conseguimos apontar uma série de desígnios e influências de bandas que aqui resultam, curiosamente, não em algo virgem, mas em algo muito bem idealizado que serve para conceber uma personalidade muito sua. Bandas como The Dillinger Escape Plan, Meshuggah, Psyopus ou mesmo Cephalic Carnage e Napalm Death podem servir timidamente para imputar a natureza do som dos Concealment sem, no entanto, nenhuma delas ser soberana.
A dissonância e lugubridade dos riffs da guitarra de Filipe e do medonho baixo de nove cordas de Paulo, em conjunto com o garbo técnico de David Jerónimo fazem dos 11 temas de “Leak” um corredor molesto cheio de portas traiçoeiras que nos podem levar subitamente aos caminhos mais promíscuos – uma viagem alucinogénia de consequências nefastas. E é por este sentimento de desconforto que os Concealment nos oferecem, indiscutivelmente, um grande disco, quer dentro, quer fora de portas. Ainda assim no meio de tanta discordância harmónica os Concealment dão um pouco de descanso e luz aos nossos espíritos com as passagens melódicas de “Acanthous” e “Etchant”, e se algum desses temas pode assumir o papel de single este é “Inmost”, com a participação influente de Sérgio “Animal”, vocalista dos Reaktor.
Ainda assim, estes são apenas pequenos oásis no meio de um deserto desolador onde qualquer afago é substituído por uma escamosa e áspera afronta ao equilíbrio emocional de quem o ouve. [9/10] N.C.
Saturday, January 12, 2008
Painted Black - Um ano de "Verbo"
Para comemorar um ano da edição de “Verbo”, o último EP dos nacionais Painted Black, a banda da Covilhã disponibilizou mais um tema deste trabalho no seu MySpace, desta feita “You Heart In Ashes”. Segundo a banda, 2008 será o ano do regresso ao estúdio, marcado para o mês de Agosto com vista à gravação do seu primeiro álbum, e da edição do seu primeiro videoclip. Friday, January 11, 2008
Review
SEVERE TORTURE
“Sworn Vengeance”
[CD – Earache]
Ultrapassados os dez anos de carreira e julgando pelo seu percurso ascendente era de prever que os Severe Torture, mais cedo ou mais tarde, alcançassem um estatuto de destaque no panorama death metal mundial e, diga-se, bem merecido. Ao seu quarto longa-duração – a par de uma discografia já algo extensa se contarmos com mais um MCD, um disco ao vivo, dois EP’s e uma demo – estes polacos já cruzaram o mundo ao lado de nomes sonantes do género e gravado bons álbuns sem nunca “tropeçar”, leia-se sem manifestar fraquezas ou declínios de qualidade. Antes pelo contrário. A banda tem seguido um caminho sempre progressivo e “Sworn Vengeance” surge para carimbar a sua passagem para a fase adulta em todos os aspectos que engloba – acutilância nas composições e uma produção moderna, cortesia dos Hertz Studios, na Polónia, por onde costumam passar nomes como Vader e Decapitaded, sem a qual estes temas perderiam de certo alguma força.
“Sworn Vengeance”
[CD – Earache]
Ultrapassados os dez anos de carreira e julgando pelo seu percurso ascendente era de prever que os Severe Torture, mais cedo ou mais tarde, alcançassem um estatuto de destaque no panorama death metal mundial e, diga-se, bem merecido. Ao seu quarto longa-duração – a par de uma discografia já algo extensa se contarmos com mais um MCD, um disco ao vivo, dois EP’s e uma demo – estes polacos já cruzaram o mundo ao lado de nomes sonantes do género e gravado bons álbuns sem nunca “tropeçar”, leia-se sem manifestar fraquezas ou declínios de qualidade. Antes pelo contrário. A banda tem seguido um caminho sempre progressivo e “Sworn Vengeance” surge para carimbar a sua passagem para a fase adulta em todos os aspectos que engloba – acutilância nas composições e uma produção moderna, cortesia dos Hertz Studios, na Polónia, por onde costumam passar nomes como Vader e Decapitaded, sem a qual estes temas perderiam de certo alguma força. No fundo, o suporte perfeito para este conjunto de temas que vive de seu próprio mérito, e não apenas de um bom trabalho de estúdio, e da perspicaz dosagem aplicada em termos de ritmo. Evita-se assim alguma banalidade no contexto de um género que muitas vezes se mina por procurar a brutalidade exclusivamente pelo exagero da rapidez. A prova de que os Sworn Enemy esforçaram-se na composição e tiveram presente a preocupação de construir um álbum – com a dinâmica de um todo – vem com os abrandamentos paulatinos de “Fight Something”, “Repeat Offender” [com um groove inicial à Lamb Of God] e “Countless Villans”[reforçado com uma sombria melodia de guitarra], mas isto tudo, entenda-se, sem nunca perder uma fracção de agressividade. Destaque ainda para os belos solos de Marvin em praticamente todo o disco.
No geral, os Severe Torture mantém-se fiéis a si próprios e apresentam, a par dos momentos atrás referidos, a agressividade, rapidez e técnica típicos do estilo e do seu próprio cardápio. Pelo aspecto de “Sworn Enemy” ficamos certos de que este será o disco da afirmação para um colectivo que já havia mostrado créditos mais que suficientes para se instalar confortavelmente ao lado dos grandes bastiões do death metal brutal do planeta. O problema era de alguma logística financeira, mas agora nos quadros da Earache as coisas facilitaram-se. Em outra instância, a experiência e o mérito criativo desenvolvido ao longo de muitos anos na estrada e na sala de ensaio que fizeram com que a sua música se apresentasse hoje mais interessante e apelativa que nunca. [8/10] N.C.
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