Friday, January 25, 2008

Dead Shape Figure - Álbum este semestre

Os Dead Shape Figure são a última aquisição da francesa Season of Mist. Debitam um thrash/death metal e editam o seu primeiro álbum no primeiro semestre de 2008, “The Grand Karoshi”. Já é possível ouvir um teaser deste trabalho no seu Myspace.

Klone e Black Comedy - Temas de avanço

A Season of Mist disponibilizou dois temas dos próximos trabalhos dos franceses Klone e dos noruegueses Black Comedy no seu site oficial. Tratam-se de “Promises” retirado de “”All Seeing Eye”, para os primeiros, e “Prime Specimen” de “Instigator”, para os segundos, ambos a serem lançados em Fevereiro. Os Klone são um grupo com um som eclético que para além do Metal mistura Rock, Stoner, Grunge e elementos psicadélicos, com a particularidade de acorrerem a instrumentos como a harpa, o saxofone e a flauta chinesa. Os Black Comedy assinam uma sonoridade industrial/gótica.

Wednesday, January 23, 2008

Crónica

METAL BASTARDO

Tenho chegado a algumas conclusões [muitas até] ao longo destes cinco anos ligado a um projecto jornalístico como o da SounD(/)ZonE que me consome largas horas diárias de trabalho desde a sua primeira edição em papel em Fevereiro de 2003. Aliás, a tendência foi a da entrega aumentar descontroladamente até atingir contornos obsessivos. Já não há a mínima vontade de fazer o que quer que seja que não estar ligado à música diariamente, quer como escriba, quer como músico, quer mesmo como organizador de eventos – aspecto que se desenvolveu naturalmente com a sede “sanguinária” de ver concertos e quebrar o marasmo insular nestes termos, dando azo assim também a um espírito DIY cada vez mais urgente.

Quanto a crónicas, desabafos ou textos pseudo-intelectuais como esse que agora aqui lêem, a SounD(/)ZonE nunca foi muito pródiga uma vez que o trabalho editorial básico e “cru” consome-me a maior parte do tempo. Para além de que gosto de ser uma pessoa muito discreta e que passa ao lado de muita discussão mesquinha e descabida que se propaga no éter social, metaleiro ou não, a uma velocidade, diria, quase “virtual” [se atendermos também a que agora é quase tudo feito pela Internet].

Entretanto, aproveito o meu estado de espírito um pouco revoltoso para actuar em concordância com os meus sentimentos “quentes”, já que estas são as potenciais alturas em que as coisas flúem da forma mais verdadeira possível. E desta vez apetece-me ser mais objectivo, até porque corro o risco de ser mais bem compreendido e evitar a retórica desnecessária que afugenta, como o diabo da cruz, o preguiçoso leitor português.

Contudo, é difícil ser-se sucinto com tanto que nos invade e atormenta o pensamento, por isso… se calhar ainda vai doer um pouco. Ainda assim, os que quiserem ficam…

Meus amigos, qual panela de pressão, a paciência e a boa vontade também têm limites, esgotam-se e, por vezes, há a necessidade de deixar “saltar a tampa” – sinal de ebulição. Enquanto isso, este é o escape, o papel – confidente em trabalhos de psicólogo – que sempre nos acode, é legítimo e até bem mais barato. O que me tenho a queixar é bem mundano, quotidiano e previsível – o decadente estado dos nossos princípios enquanto seres racionais e sociais. Falo concretamente no perímetro do Metal, embora tudo convirja, naturalmente, para um retrato geral.

Já falei em algo parecido numa crónica recente num projecto jornalístico açoriano, mui nobre, chamado Metal Bit IX [que muito parente metaleiro – bastardo – nem se deu ao trabalho de adquirir, nem que fosse porque estaria a apoiar algo inédito] e, provavelmente, vou continuar a falar até que o sangue me corra, até que haja força, lucidez, carácter e o estado de alma pútrido dos outros não me contagie e corrompa.

Muitos já desistiram de lutar, em alguns casos compreensivelmente... Mas até que ponto isto se vai continuar a dar? É certo que para o bem dessas pessoas que precisam de garantir a sua subsistência, a comidinha na mesa, mas enquanto isso o Metal “derrete-se” ao calor nuclear da imoral e inculta legião de portugueses.

Nós metaleiros somos uma minoria social. Acho que ninguém aspira a que o Metal esteja a dominar as tabelas de vendas e preferências das pessoas ou se torne um mercado de “fast food” de que todos se socorrem para facilmente vencerem na vida. Somos pequenos meus amigos e pequenos continuaremos a ser. Mas não precisamos de ser assim tão pequenos.

As pressões da vida e a falta de carácter – e de muitos “colhões” [desculpem-me, mas assim parece convir ser] – faz com que continuemos a ser os “coitadinhos do costume”. Eu sou apenas mais um guerreiro cheio de utopias, com uma lâmina bem cega, como é a mensagem escrita, em riste e que tenta virar os hábitos e costumes do povo cada vez menos “negro”.

Contudo, o que é que se pede essencialmente? Carácter, como já foi dito [palavra banal, mas tão complexa na prática], união e alma. Isso só vem à tona quando se sabe o que se quer e o que se é. Acredito profunda e fundamentadamente que a maior parte das pessoas não sabe qual o seu papel na sociedade nem na sua vida. E isto numa comunidade metálica ainda mais reduzida toma consequências ainda mais graves. Já se falou muito nos indefectíveis do underground mas não é por isso que aqui estou, se bem que… gratidão para com as “raízes” é sempre de uma nobreza impar e nunca nos devemos esquecer delas.

Sou da opinião de que quando se reclama amar ou adorar alguma coisa tem que se assumir esse compromisso. Sim, porque de leviandade estou eu, pelo menos, farto! A palavra e aquilo que se diz da boca para fora tem para mim uma importância desmedida, talvez por isso me agarre tanto à escrita e à comunicação. Não há sentido em se estar sempre a saltar de galho em galho ou então subirmos para um galho que não é o nosso. A consciência e a honestidade são também valores hipérboles. E a postura deve ser igual em qualquer contexto. O filtro deve ser passado e deixar correr apenas aqueles que estão no galho certo. As maçãs podres também devem ser todas deitadas fora...

Portanto, para os que ficam ou para aqueles que aspiram ficar, a entrega tem que ser desenfreada – só assim se tornam as coisas funcionais. No Metal a máquina só funciona se todos os componentes desta engrenagem funcionarem em pleno. Apesar de me considerar despreconceituoso, acredito que não se pode dar muito espaço a meios-termos quando toca a apoiar este movimento – movimento que supostamente deveria ser “negro” só de tradição estética, não de ideologia. Não queremos mentes com mofo, mas sim iluminadas em princípios e ideais. Somos poucos, como já se disse, portanto, só nos resta sermos devotos em total cumprimento da palavra para que a “roda” gire harmoniosamente. Não estou a dizer nada de novo, é certo… Mas porque raio me sinto impelido a repetir a reza?

Abdiquei de tudo para me dedicar a esta cena que já sabia que seria ingrata… mas não tanto. Vivo um papel neste cenário como músico, jornalista e promotor tudo de forma amadora, sem auferir o que quer que seja, e é este precisamente o problema que me esmaga contra a parede e me empurra para o precipício. Um pequeno parêntesis: desde que comecei este texto um pouco da calma voltou lentamente, mas vou tentar lutar contra isso; porque urge ser directo e dizer as coisas frontalmente.

Repito-me de outras ocasiões: nós somos única e exclusivamente produto de nós próprios e das nossas acções. Vivo diariamente a levar com a falta de fé dos outros e a ouvir perguntas como: “mas isto vai-te dar dinheiro?” Não, não vai dar… enquanto aqueles que dizem gostar de Metal de verdade estiverem completamente equivocados. E curioso, eu oiço esse tipo de perguntas principalmente de músicos; músicos que estão há anos nisso [até aqui tudo bem] e que ainda se dão ao trabalho de gravar álbuns. Hmmm, há aqui alguma intenção mais séria? É lógico que me podem dizer que este é um bem necessário para se poder continuar a dar concertos. Mas também é estranho quando começam a chover comentários positivos e começam-se automaticamente a insuflar egos de quem parecia afinal estar aqui por diversão. Este depois rebenta em comentários do género: “devíamos ganhar dinheiro todas as vezes que tocássemos, ter catterings apetitosos e direito a estadias e comitivas ostentosas”. Começam-se a exigir coisas e a impor direitos sorrateiramente só porque as pessoas começaram a falar bem do seu trabalho e depois… damo-nos a pensar: “Afinal, estamos a sério ou não?”

Ganhar dinheiro com a nossa arte não é nem nunca será um crime. Em abundância também não fará mal, mas convém que seja bem aplicado e faça jus ao valor do produto em questão. Contudo, se for, essencialmente, para garantir a nossa permanência nisso é mais do que justo. Eu estou nesta fase; na fase em que preciso que alguma coisa se dê, algo revolucionário... Caso contrário serei aniquilado dessas andanças num futuro não muito longínquo.

Voltando um pouco atrás, em relação aos músicos, as queixas começam a surgir precisamente quando as coisas começam a ter pernas para andar mas aos poucos começa-se a perceber que afinal não há retorno compatível com o nosso esforço. Crise económica e público aculturado são dois termos chave para a causa deste problema. Somos partes de um organismo social em que se uma peça começa a fraquejar toda a estrutura fraqueja. Ora, não compramos discos nem aparecemos nos concertos para dar apoio? O que é que querem [atenção que tenho que discernir que falo, sobretudo, para o público açoriano]? Quem tem sites, blogs ou zines também acaba por não ter maneira de manter um trabalho condigno porque não há tempo para dedicar a esta função e evoluir – e atenção que estamos a falar de promoção, uma peça basilar em todo este processo. Portanto, é tudo feito à papo-seco. Não pode haver frutos…

Sendo assim, as críticas que se mandam, de dentro para fora, são tiros de pólvora seca, projécteis perdidos. São lançadas em todas as direcções numa órbita que atinge toda a gente menos a nós... Que cínico não?

Meus amigos, culpem-se a si e somente. A si que é metaleiro. Vou deixar a timidez e as regras sagradas de boa educação que me foram herdadas dos meus pais para assumir uma arrogância necessária… por força das circunstâncias.

Considero o meu trabalho muito honesto ao longo de todos estes anos de “vício” e, de certa forma, singular em termos de alguns resultados práticos. Tenho sido abençoado pela amabilidade, prestabilidade e confiança de muita gente ligada a esta indústria que me dá acesso a discos e entrevistas memoráveis, mas quero também acreditar que por força da minha entrega e persistência consegui um percurso que deixará marca, sobretudo, nos Açores. Esta devia valer-me outra gratidão e reciprocidade.

Não venho lavar a cara a ninguém nem ameaçar o meu abandono dessas lides por culpa doutrem, mas digo-vos que pelo cenário actual não será possível progredir até aos níveis convenientes. O estado moral das pessoas não o permite. Devoção e seriedade são palavras que já não fazem parte do vocabulário das pessoas. Ser hoje, é ser leviano! Em bom português, somos uns “bandalhos”…

O metaleiro é aquele espécimen, na sua globalidade, pouco consciente de como as coisas funcionam. É pouco culto e instruído, na sua esmagadora maioria repito. Não percebe também que pessoas como eu no meio são importantes [muito até] nesta cadeia. Da mesma forma o é o músico, o público, os agentes, os managers, as editoras, etc. Só com uma dedicação incondicional é que as coisas podem evoluir – essencialmente nos Açores onde as dificuldades triplicam ou quadruplicam. A dificuldade de erguer eventos na região é dramática – tudo custa imenso e ainda por cima o público afecto ao Metal é muito reduzido, quase insignificante se formos a ver quem realmente vive isso e os que dizem que vivem. São os custos de muito do que já se falou aqui e daquela coisa que começa com um “i” tem 12 letras e acaba em “e”.

Para além disso há público muito rude, cínico e ingrato. Ora vejamos: lembro-me do primeiro dia do Alta Tensão em S. Miguel – evento de envergadura absolutamente inédita na região – em que foram apanhados pelas câmaras de um site local muito conhecido, meia dúzia de quilómetros ao lado, à mesma hora, músicos de muitos anos no Metal a participarem noutro evento de índole completamente diferente – um concerto de Bob Sinclar. À mesma hora, no mesmo dia, relembro, actuavam no Coliseu Micaelense Anomally, Forgodsfake, Concealment e Morbid Death. Ora, isto sem querer ser fundamentalista, faz algum sentido? Não temos onde cair mortos e justifica-se que essas figuras da suposta elite metálica açoriana estejam a desprezar e a trocar um evento como o Alta Tensão, em que os cabeças foram os Mnemic [tanto que toda a vida nos queixamos que nunca vinha ninguém internacional aos Açores] por um senhor do “txacapum, txacapum”? Bom, bem sei que o ambiente da Vinha da Areia, em Vila Franca, durante esta noite seria muito mais “quente” e não ofereceria tanta “mangueira” como no Coliseu [isto para bom entendedor meia palavra basta]. E meus amigos, isso é só a ponta do iceberg…

Gostava de ter explicação para tal comportamento… e outros. Muito se diz e pensa que o metaleiro é aquele rebelde da sociedade, que pensa por si, segundo princípios muito personalizados, sóbrios e coerentes em comparação com o povo que vive de pensamentos incutidos. Não meus amigos, somos os mesmos fantoches, o mesmo boneco que é levado de empurrão para normas predefinidas. Não somos tão imponentes como isso!

Esta era uma oportunidade única de mostrar gratidão às pessoas que tudo fizeram para tornar esta “revolução” possível nos Açores e, sobretudo, por respeito à camisa que dizem vestir… E já que neste caso se trata de músicos digam-me: onde está a alma de quem cria arte, que é onde tudo começa, já que parece não haver a mínima predisposição para apoiar o estilo? O que merecemos sendo assim? Nada obviamente… A não ser continuar com a nossa meia dúzia de concertos por ano e continuar a ter músicos e bandas de qualidade duvidosa – sim, porque embora se tenha crescido estamos muito longe do nível da concorrência. Não se pense já que o vizinho do lado “adora a minha banda”, como se ouve músicos a colocar na boca dos outros. Não tinha mal nenhum isso se fosse verdade ou se não demonstrasse um ridículo excesso de confiança.

Bom, e pensando bem, como isto já vai muito longo e só meia dúzia de pessoas é que o vai ler, vou ficar por aqui e deixar também abertas hipóteses de me exprimir mais tarde com este pretexto e formato. Contudo, termino aconselhando: revejam muito bem a vossa posição nisto, porque eu, pelo menos, não estou para continuar a levar com a falsidade de muitas pessoas. Até nem gosto de pensar nas vezes em que vou a concertos e afinal oscila “plástico” nas partículas do ar ou então em simples conversas de café sobre este nosso universo. E para aqueles que me continuam a desmoralizar, continuem o vosso caminho e eu o meu…

Cada um acredita no que quiser,
Nuno Costa

Monday, January 21, 2008

SWR Warm Up Sessions - Primeira ronda esta sexta

Na próxima sexta-feira, dia 25, decorre a primeira SWR Warm Up Session no Cine-Teatro de Corroios [substituindo Linda-a-Velha que havia sido anunciado anteriormente pela organização] pelas 21h00. As bandas intervenientes são os Sublime Cadaveric Decomposition, VS777, Seven Stitches e Confront Hate. O bilhete para esta noite custa 10€.

Sylosis - Novidade Nuclear Blast

Os britânicos Sylosis são a mais recente aquisição da alemã Nuclear Blast. Explanam uma mistura épica, técnica e melódica de thrash tradicional. A banda prepara-se para lançar o seu primeiro longa-duração ainda este ano, sendo que já garantiu ter 97% do seu material composto e está prevista a entrada em estúdio em Março próximo com o produtor Scott Atkins. Entretanto, o EP “The Supreme Oppressor” estará nos escaparates no dia 18 de Fevereiro. Conheça o projecto aqui

ESP - Lança guitarras com "assinatura" Chimaira

Foram introduzidas duas versões signature da marca de guitarras ESP com a chancela de Rob Arnold e Matt Devries, guitarristas dos Chimaira. Entre os modelos em questão estão as ESP LTD RA-600, com floyd rose e pickups EMG 81, para Rob, e LTD MFA-600 baseada no próprio formato personalizado do modelo ESP Viper de Matt. Obtenha mais detalhes aqui.

Thrashmania 5 - Data aproxima-se

Aproxima-se o Thrashmania 5 que terá lugar no dia 9 de Fevereiro no Cine-Teatro de Corroios. Os cabeças-de-cartaz desta edição são os germânicos Desaster, sendo acompanhados pelos espanhóis Omission e pelos nacionais Web e Revolution Within. Os bilhetes estão à venda nos lugares habituais a 13€ [venda antecipada] e 15€ [venda no dia]. Os concertos arrancam às 21h00. Relembra-se que estará disponível uma excursão do Porto a 28€ incluindo viagem e bilhete. Mais informações através de revolutionwithin@gmail.com e web@aeiou.pt.

Down - Estreia em Portugal

Esta é certamente uma das maiores surpresas do ano que ainda agora começou. Os Down de Phil Anselmo e Rex Brown [ex-Pantera], Peeper Keenan [vocalista e guitarrista de Corrosion Of Conformity], Kirk Windstein [vocalista e guitarrista de Crowbar] e Jimmy Bower [baterista de Crowbar e Eyehategod] vão estrear-se em solo português no dia 27 de Abril no Coliseu de Lisboa. O grupo de Nova Orleães vem apresentar assim o seu novo disco, o terceiro da conta pessoal, “Down III: Over The Under”, lançado em Setembro de 2007. Os bilhetes para esta data única já estão à venda nos locais habituais pela quantia de 20€. O início do espectáculo é às 20h00.

Fonzie - No final do mês em Viseu

Os Fonzie actuam no dia 31 de Janeiro no Luna Bar, em Viseu, num concerto que promete “reviver o início” da sua carreira. A primeira parte do espectáculo fica a cargo dos Promethevs cujo início é às 21h30.

Heaven Shall Burn - Pre-listening de "Iconoclast" disponível no Myspace

Os Heaven Shall Burn decidiram aguçar o apetite dos fãs em relação ao vindouro “Iconoclast” disponibilizando amostras de todos os seus temas no seu Myspace. Esta iniciativa decorre entre 18 e 25 de Janeiro, três dias antes de ser lançado pela Century Media. “Iconoclast” será lançado também em LP e em versão CD+DVD incluindo o concerto na integra dos Heaven Shall Burn no Wacken Open Air 2007, o videoclip de “Counterweight”, uma galeria de fotos e uma sinopse de “Iconoclast” que nos permite ter uma visão mais íntima do conceito do disco.

The Ocean e Hatchet - "Baixas" no line-up

Os californianos Hatchet estão de momento à procura de um novo baterista fixo, após a saída, por razões pessoais, de Slave. Saiba todas as condições para aspirar ao lugar mandando uma mensagem à banda pelo seu Myspace ou pelo e-mail hatchet.metal@gmail.com. Também os The Ocean estão à procura de um baixista para os próximos tempos já que os actuais apresentam-se incapazes de corresponder à intensa agenda da banda. Os interessados deverão pedir informações através de info@theoceancollective.com.

Woe of Tyrants - Revelam nome de novo disco

“Kingdom Of Might” é oficializado como nome do primeiro álbum dos Woe Of Tyrants para a Metal Blade. Os estúdios Foundation e o produtor Joey Sturgis [The Devil Wears Prada, Gwen Stacy] foram os escolhidos a sua captação. Enquanto se desconhece a data de lançamento de “Kingdom Of Might”, fica um aperitivo no Myspace da banda pelo tema “The Seven Braids of Samson”.

Bolt Thrower - Escrevem novo álbum

Os ingleses Bolt Thrower encontram-se de momento em fase de composição do seu próximo álbum, a registar no próximo Verão. Esta razão justifica o silêncio e ausência da banda nos últimos tempos que já garantiu que em 2008 aparecerá apenas é um festival enquanto o sucessor de “Those Once Loyal”, de 2005, é misturado e masterizado. A oportunidade surge entre 7 e 9 de Agosto no festival Party. San Open Air em Bad Berka, na Alemanha.

Hate Eternal - Novo tema disponível para download

Com o aproximar da data de lançamento de “Fury and Flames”, o novo disco dos Hate Eternal nos escaparates a 22 de Fevereiro, a Metal Blade disponibilizou para download o tema “Bringer Of Storms”. Aceda aqui.

Metal Blade - Edita colecção de vinis

“Downburst” dos Brainstorm e “Cataract” dos Cataract são os dois primeiros trabalhos a editar pela Metal Blade em formato picture disc vinyl no âmbito de uma série de edições com o epíteto “Metal Blade Vynil Fan Edition” para 2008. Estes discos serão limitados a 500 cópias e catalogados com um autocolante especial prateado. A editora alemã já garantiu que desta colecção farão parte discos já editados e alguns inéditos. Os colecionadores deverão dirigir-se rapidamente a www.shop.metalblade.de.

Foxy Shazam - Novo videoclip online

Está disponível no Youtube o primeiro videoclip a retirar de “Introducing”, o primeiro álbum dos Foxy Shazam para a New Weathermen, cujo título é “A Dangerous Man”. “Introducing” é lançado hoje e revela o trabalho de uns norte-americanos distinguidos por um punk com presença forte do piano e influências de At The Drive-In, Gogol Bordello ou Man Man. A banda encontra-se neste momento a cumprir uma extensa digressão pelos Estados Unidos ao lado dos colegas de editora Heavy Heavy Low Low. Aceda ao vídeo aqui.

Friday, January 18, 2008

Review

GWYDION
“Ynys Mön”
[CD – Trollzorn/Recital]

Sete anos separam este do último lançamento dos Gwydion. Ao todo são quatro trabalhos numa carreira de quase 13 anos que culmina finalmente com um longa-duração. Este sexteto de Lisboa vem demonstrando ser o resultado de um progresso lento mas sustentado, e após conferirmos “Ynis Mön” quaisquer que tenham sido os motivos para a banda estar tão ausente passam a estar legitimados.

Paralelamente aos seus anteriores trabalhos, o regresso dos Gwydion demonstra, em primeira linha, não só um evidenciado crescimento como o aglutinar de um novo elemento no seu som – o folk. Uma bem conseguida introdução, com uma directa e imagética recriação dos campos de batalha medievais onde os vikings preparam as suas lâminas para o combate, sempre benéficas nestes contextos mesmo que já muito exploradas, antecedem um “Rebirth” de guitarras muito fortes – que comprovam a boa qualidade da gravação – e com um certo ar festivo muito graças aos acordeões quase omnipresentes. A dinâmica do disco é reforçada pela sábia divisão de samples pelo início de alguns temas, empurrando-nos inevitavelmente para um cenário medieval em que quase conseguimos captar os seus elementos na plenitude dos nossos sentidos. Tocar metal com influências folk implica, naturalmente, uma capacidade de conceber ambientes ancestrais da forma mais palpável possível, e isso os Gwydion, sem o mesmo orçamento que outros portentos internacionais, conseguem condignamente alcançar em “Ynis Mön”. Turisas, Tyr ou Korpiklaani vêm-nos à memória nestes momentos.

Mais à frente, e apesar da sua batida surpreendentemente dançável, encontramos em “Inquisition Queris” um dos temas mais obscuros deste trabalho e que invoca uns Dimmu Borgir na fase “Enthrone Darkness Triumphant”. Influência que comprova a essência black sinfónica que estes lisboetas carregam desde o início da sua carreira e que, aliás, se desenvolve ainda mais na seguinte “Descent Of Don”, principalmente pelos teclados de Dani e pela entoação de Ruben. Ora mais black metal e agressiva, ora mais folclórica e pagã, graças à obrigatória inclusão de instrumentos tradicionais, a música dos Gwydion explora bem dois mundos que a experiência de largos anos de existência fez convergir numa nova abordagem e na sua fórmula mais consistente de sempre. Acreditamos, por isso, que os fãs de Finntroll e Thyrfing não deverão desgostar do que se ouve em “Ynis Mön”, muito menos os fãs portugueses que com certeza ficarão surpreendidos com mais este bom lançamento nacional. Um regresso cheio de vitalidade e garra que demonstra uns Gwydion no bom caminho. [7/10] N.C.

Thursday, January 17, 2008

Megadeth - Glen Drover abandona

Recentemente, os Megadeth vieram a público esclarecer que a saída do guitarrista Glen Drover deve-se ao facto do músico querer passar mais tempo com a família. Da mesma forma, a agência de booking da banda vem garantir que não estão canceladas nenhuma das datas da sua digressão internacional, ao contrário do que relatam rumores na Internet.

The Band Apart - Este sábado no Luna Bar

No próximo sábado, dia 19, os madrilenos The Band Apart deslocam-se ao Luna Bar, em Viseu, para uma actuação com os Unbridled, de Viseu, e os As Cold As Blood, de Lisboa. O espectáculo tem início às 21h00 com os bilhetes a custarem 2,5€.

Tool - A história de "Vicarious" em DVD

Os geniais Tool lançam a 4 de Fevereiro na Europa o DVD “Vicarious”. Este lançamento contém o videoclip do tema título – extraído do seu último álbum “10,000 Days” – e uma viagem através da história sobre o trabalho de efeitos especiais de Adam Jones [guitarrista dos Tool] e o processo e pessoas envolvidas na criação do vídeo. Será também possível ficar a conhecer a obra do autor do singular artwork de “10,000 Days”, Alex Grey. Os comentários ficaram a cargo do comediante David Cross.