Nuno Braz
[Odivelas]
Muitos parabéns!
Até uma próxima oportunidade.
Até uma próxima oportunidade.
Os polacos Behemoth regressam a Portugal em Fevereiro para concertos nos dias 11 e 12 no Cine-Teatro Júlio Diniz, no Porto, e no Cine-Teatro de Corroios, respectivamente. Para essas duas datas o trio de black/death metal faz-se acompanhar dos conterrâneos Devilish Impressions e dos norte-americanos Suicide Silence. Esta é já a segunda parte da sua tournée europeia que espelha um ano de grande colheita para os Behemoth graças ao seu aclamado último trabalho “The Apostasy”. Os bilhetes estarão brevemente à venda a 20€ [venda antecipada] e 22€ [no próprio dia] nos seguintes locais: CTT, Agência ABEP, Agência Alvalade, Carbono [Lisboa e Amadora], The Shoppe Bizarre [Lisboa], Piranha [Porto] e Lost Underground [Porto]. O início dos espectáculos será às 21h00.
Danny Cavanagh, o guitarrista dos míticos Anathema, prepara-se para efectuar duas datas em solo português, a 11 e 12 de Janeiro [já no próximo fim-de-semana], a solo e em formato acústico. Os lugares contemplados foram o Auditório do IPJ, no Parque das Nações, e o Via Latina, em Coimbra, com os concertos a começarem às 21h00, no primeiro caso, e às 23h00, no segundo. Os bilhetes estão à venda por 10€ [antecipadamente] e 13€ [no dia]. A anotar que o músico britânico fará uma sessão de autógrafos na tarde do dia 12 na Mystica Nuclear Blast Shop Portugal, em Coimbra [Avenida Sá da Bandeira, Galerias Avenida, loja 409], em que marcará também presença Ducan Patterson [Ion, ex-Anathema, ex-Antimatter]. Mais informações pelos e-mails bilhetes@worldwidemystica.com e macacoimbra@gmail.com ou pelos contactos telefónicos 913519997, 931190545, 913519997, 931190545, 963755007.
As peripécias de irmãos, neste caso de Keith e Jordan Buckley, com a comum afinidade destacada que há-de de provir naturalmente da proximidade genética acabou por resultar na máquina algo desgovernada, principalmente em “Last Night In Town” – seu primeiro disco -, que são os Every Time I Die. Digo principalmente no início da sua carreira, que já remonta a 1998, já que as coisas na altura eram de uma extravagância mais vincada e de um extremismo abrasivo.
Os The Poppers são o primeiro nome confirmado para encerrar as eliminatórias do XIII Festival de Música Moderna de Corroios que decorrerá entre 16 de Fevereiro e 15 de Março de 2008. Os The Poppers, que venceram o respectivo concurso em 2004, apresentam-se no dia 1 de Março nos Antigos Refeitórios da Mundet, no Seixal, após a actuação de mais dois grupos. Consigo levam na bagagem “Boys Keep Swinging”, o seu disco de estreia.
Os terceirenses Anomally estão já em estúdio a registar aquele que será o seu disco de estreia. O estúdio escolhido foi o Watt Studio e o álbum será produzido por João Mendes [Stream].
“Zebra Dance”, o segundo longa-duração dos lisboetas If Lucy Fell, chega às lojas no dia 4 de Fevereiro pela Rastilho Records. O sucessor do aclamado “You Make Me Nervous” de 2005 é composto de dez temas e foi gravado novamente pelo vocalista Makoto Yagyu nos Black Sheep Studios e masterizado por Ed Brooks [Isis, Pearl Jam]. Conta ainda com as participações especiais de Joaquim Albergaria [Vicious 5] em “ La Decadence” e os Tó Trips/Pedro Gonçalves [Dead Combo] em “She Dies”. A sua apresentação integral será feita nos dias 26 de Janeiro no ZDB, em Lisboa, a 8 e 9 de Fevereiro no Alfabar, em Leiria, e Maus Hábitos, no Porto, respectivamente, e a 7 de Março no Centro Artes Espectáculos, em Portalegre. Nesta fase os If Lucy Fell apresentam também mais um elemento após a entrada de João “Shela” Pereira dos Riding Pânico para os teclados.
Desde 2001 a travarem-se por um lugar ao sol, os almadenses Wintermoon, erigidos por Nuno Correia [guitarra] e João Sousa [baixo], chegam ao seu primeiro disco no decorrer de 2007 depois de uma longa batalha por conseguir algum apoio editorial. Imbuídos num grande amor à camisola conseguem vencer algumas adversidades, mas ainda assim são eles a financiar “Down Under” que sucede ao EP “Wintermoon” lançado em 2003. Pelo caminho ficam alguns concertos e um segundo lugar no Concurso de Música Moderna de Almada, em 2005, que serviram para começar a virar as atenções para este jovem grupo nacional.
Os nacionais Humble e Fita Cola actuam no dia 18 de Janeiro no Lótus Bar, em Cascais, a partir da 22h00. A entrada custa 5€ [bilhetes à venda no dia no local do evento]. Nesta noite teremos o punk rock em evidência com os Humble a promoverem o seu álbum de estreia, “Get Up”, e os Fita Cola a darem a oportunidade aos seus fãs de escutarem alguns dos temas que vão figurar no seu álbum de estreia a lançar durante o primeiro semestre de 2008. Até lá este será o seu último concerto.
No próximo sábado [12 de Janeiro] voltam-se a viver intensos momentos à volta das sonoridades extremas na cidade de Mangualde, no distrito de Viseu. Trata-se da 14ª edição do Mangualde Hard Metal Fest que contará este ano com as presenças dos nacionais Before The Rain, Web, Pitch Black, Desire, Mata-Ratos e dos estrangeiros Angelus Apátrida, Decadence, Leng Tch’e e à cabeça os Impaled Nazarene. O evento decorrerá no Centro Cultural de Sto. André, a partir das 16h00, com os ingressos a valerem 15€ [bilhetes limitados a 400]. Entretanto, estarão disponíveis duas excursões, uma do Porto ao preço de 25€ [viagem de ida e volta, incluindo bilhete] com partida sábado às 11h00 da estação de Metro da Casa da Música, na Rotunda da Boavista, e outra de Lisboa a custar 40€ [viagem ida e volta, incluindo bilhete] com partida também no sábado às 8h30 a partir de Sete Rios. Façam as suas reservas para a excursão do Porto através dos contactos web@aeiou.pt e info@pitch-black.us, e de Lisboa por eventos@underworldmag.org ou 91 7800767 e 96 5529235.
Se a Internet é um mundo cheio de virtudes num universo de comunicação cada vez mais rico e expansivo, então cabe à imaginação de cada um saber usá-la e colocá-la em prol das causas que defende. O Rock e o Metal, igualmente em crescimento, vivem, por seu lado, muito do empenho de quem o sente e gera os seus próprios meios de comunicação com o intuito de levar aos "quatro cantos do mundo" a palavra ímpar que coexiste neste tipo de música e estilo de vida. Entendendo que o éter cibernético nacional já prolifera em termos de sites e blogs de informação escrita, João Pedro Viana, Cátia Rodrigues e José do Val, qual trio profético, arriscou converter este serviço num projecto audiovisual. Eis então que surge a primeira televisão Rock e Heavy Metal online, exclusivamente em português – a HardSound TV. Sob um excelente grafismo, podemos nela encontrar notícias, coberturas de espectáculos e entrevistas aos mais variados artistas desta vertente que pelo nosso país passam. O projecto ainda é muito jovem mas já convence e promete revolucionar a forma de apoiar o Rock e o Metal em Portugal. Pelo mérito, não quisemos deixar de dar os parabéns ao “iluminado” director deste projecto – João Pedro Viana.
MELHORES DISCOS INTERNACIONAIS
MELHORES DISCOS NACIONAIS
MELHORES DVD’S
MELHOR BANDA INTERNACIONAL
BANDA REVELAÇÃO INTERNACIONAL
MELHOR MÚSICO NACIONAL
David Jerónimo [Concealment]CONCERTO DO ANO EM PORTUGAL
Metallica no Super Bock Super Rock
ACONTECIMENTO MUSICAL DO ANO
Alta Tensão nos Açores
ACONTECIMENTO MENOS POSITIVO DO ANO
Morte de Wiltod “Vitek” Kietltyka [Decapitated] num acidente de viação
Multifacetado e dinâmico, Dico dividiu a outra metade da sua carreira com o jornalismo. Apesar do seu labor em publicações empresariais, informáticas, entre outras, foi por convergência com a música que nasceu uma das suas maiores paixões – o jornalismo musical – e como consequência um dos maiores, mais bem sucedidos e respeitados blogues nacionais de sempre dedicados ao Heavy Metal – o Metal Incandescente. Ainda assim, também esta sua faceta foi reprimida pelas adversidades de um ambiente sócio-económico nacional deficitário e que o levou a encerrar actividades com o seu popular projecto, estávamos no final de 2006. Fica o derradeiro capítulo de uma marcante entrevista, extremamente didáctica e esclarecedora do nosso actual "estado de coisas", com uma das individualidades mais credíveis e emblemáticas do panorama de peso português, a quem lhe é inteiramente justa a dedicação deste espaço.
Deixa de fazer sentido, a partir de certo momento, por mais vontade que se tenha, que os autores deste tipo de projectos continuem em cena sem ganhar qualquer remuneração, por exemplo?
Começamos também já a entrar um pouco numa discussão que envolve o analisar do modo de estar do nosso público, músicos e agentes de promoção. Muito sucintamente, temos o que merecemos?
O facto de sermos um povo e país pequenos faz com que se viva muito das amizades e do tendenciosismo que isso cria. Acha que isso, de facto, se dá? Se sim, não acha que isso deturpa completamente a realidade das coisas e essa falta de transparência constitui um enorme entrave ao nosso progresso?
Apesar de todas as adversidades que o afastaram do jornalismo, acredito que segue o lema “o que não me mata, torna-me mais forte”. Qual é a posição do Dico actualmente perante o Metal? Podemos esperar um regresso em força a essas lides algum dia?
Para terminar, e já que estamos perto do final do ano e fase de consequentes balanços, pedia-lhe que elegesse o seu disco do ano, nacional e internacional, e melhor banda.
Este ano não se despede de S. Miguel sem um concerto de Metal. Sendo assim, ficam marcadas para o dia 29 de Dezembro nos armazéns dos Valados [primeira rua à direita, quem sobe] as actuações dos Sanctus Nosferatu, Nableena e a fechar os Hatin’ Wheeler que trazem de volta Honório Aguiar [ex-Tolerance 0], uma figura emblemática do meio de peso açoriano. O início das actuações é às 21h00 e a entrada custa 3€. Pela noite dentro haverá ainda actuação de Metal DJ’s.
Os almadenses Ava Inferi, que lançaram este ano o seu segundo álbum, “The Silhouette”, pela norte-americana Season Of Mist, lançam agora o seu primeiro videoclip de sempre. O tema escolhido é “Dança das Ondas” e foi produzido por Rui Veiga que já trabalhou, entre outros, com Robert Trujillo [Metallica]. Pode aceder ao videoclip no Youtube, Myspace ou no site da editora.
O canadiano Danko Jones tem regresso marcado a Portugal no dia 20 de Abril, altura em que vai subir ao palco do Santiago Alquimista, emLisboa, já em fase de promoção do seu novo álbum, “Never Too Loud”, a editar em Fevereiro de 2008. Danko Jones é uma das mais enérgicas e rebeldes forças actuais do rock’n’roll que colhe as suas influências directamente em actos dos anos 70 como AC/DC e Motörhead, garantindo sempre espectáculos electrizantes. O single de avanço do seu novo trabalho – “The Code Of The Road” – está já disponível para donwload no MySpace da banda. Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais ao preço único de 20€. O espectáculo terá início às 21h00.
Os primeiros piropos à Major Label Industries – editora portuguesa ainda muito jovem e com apenas três lançamentos até à data – fizeram-se sentir o ano passado com a edição do aguardado e aclamado “Renounce” dos eborenses Process Of Guilt. O disco bem que ajudou a colocar a comunidade nacional e internacional de olhos virados para as futuras movimentações desta etiqueta, bem como para com próximas manifestações Doom oriundas deste extremo ocidental da Europa com poucos referenciais neste espectro musical. A assinar um novo capítulo da sua história – com a apresentação do primeiro disco dos setubalenses [Before The Rain] - a Major Label Industries ajuda também Portugal a dar um passo em frente rumo à sua promulgação na lista de exportadores de projectos de qualidade universal dentro deste contexto. “...One Day Less” é mais um sublime exercício de música melancólica, riffs arrastados e monolíticos, e de melodias dilacerantes daquelas que estimulam o cérebro a visualizar automaticamente e com uma clareza que amedronta, as mais tristes situações por que podemos já ter passado ou que contaminam o mundo e a natureza humana.
São na maioria dos casos momentos mágicos, autênticos “clicks”, que mudam drasticamente o rumo das nossas vidas. No caso de Eduardo Almeida, mais conhecido por Dico, ex-baterista de bandas como Dinosaur, Sacred Sin ou Powersource e autor de alguns dos blogues mais marcantes do cenário de peso nacional – sendo o maior exemplo o Metal Incandescente – foi um delito de consequências irreversíveis escutar “The Number Of The Beast” dos Iron Maiden, tinha na altura 11 anos, mas que graças a ele deu ao universo metaleiro nacional uma das pessoas mais competentes, dedicadas e respeitáveis que este já conheceu. Hoje “reformado” da actividade mais intensa que o tornou popular, Dico decidiu reunir o seu fundo de catálogo e disponibilizá-lo num MySpace pessoal num atencioso acto de imortalizar e dar a conhecer aos mais novos a obra das bandas por onde passou e revelar também algumas gravações inéditas. Sente-se mais descansado por isso e diz que a prioridade de há algum tempo para cá é "eliminar do seu dia-a-dia tudo o que seja acessório e lhe gira stress desnecessário". Contudo, se muitos lamentaram o seu abandono da música e da escrita, a verdade é que o mesmo garante não ter perdido o gosto pela área e não descura um regresso em outros formatos. De uma pessoa muito interessante e consciente resultou uma imperdível e envolvente conversa que fazemos aqui questão de apresentar na íntegra, em duas partes.
Começou a sua carreira com os Paranóia, em 1988. Ouvindo os seus temas e conferindo a qualidade da gravação apetece-me perguntar o que vos ia no consciente para criarem uma banda tão insana?
Os Dinosaur foram mesmo um caso sério de sucesso no início dos anos 90. Esse sucesso estendeu-se ao estrangeiro?
Em poucas horas tive que ensaiar vários temas que mal conhecia e adaptar-me a uma geringonça repugnante. É completamente diferente tocar numa bateria acústica ou numa electrónica, tens que educar os movimentos e adaptar a tua forma de tocar. Portanto, não tive margem para trabalhar melhor os temas, fazer os breaks e arranjos de que a minha prestação tanto carece no álbum.
Depois disso ainda voltou a relacionar-se com a música através de um projecto a solo pelo qual lançou a demo “Tales From The Dark Side”, em 1999. Desta vez o conceito foi bem diferente, mais experimental. Ainda para mais temo-lo aqui a tocar piano, certo? Fale-nos dessa experiência.
Os finlandeses Nightwish regressam a Portugal no próximo ano para actuações a 18 e 19 de Abril nos Coliseus do Porto e Lisboa, respectivamente. Os bilhetes estão a partir de hoje à venda nos locais habituais e o seu preço oscila entre os 22€ e os 26€. A banda de Tuomas Holopainen volta assim ao nosso país após uma última passagem por Vilar de Mouros, em 2005, vindo assim apresentar o seu novo disco – “Dark Passion Play” – bem como a sua nova vocalista, Anette Olzon, que é a nova cara da banda após a saída polémica de Tarja Turunen.
Até 31 de Dezembro os Dr. Zilch vão disponibilizar o seu álbum “A Little Taste Of Hell Vol. 1” por apenas 5€. Os portes de envio serão oferecidos caso o pagamento seja feito por transferência bancária, Pay Pal ou cartão de crédito. No caso de a encomenda ser feita para pagamento à cobrança será adicionado o valor do serviço dos CTT [aproximadamente 3,50€]. Esta é uma promoção só válida para Portugal.
Desde 1985 a propagar-se pelas ondas hertzianas nacionais com o intuito de apoiar o Metal, o programa “Fogo no Gelo” [emitido na 107.8 FM Rádio 100, todos os domingos das 21h00 às 23h00] celebra o seu 23º aniversário no dia 2 de Fevereiro na Associoação Cultural e Desportiva de Benfica do Ribatejo na presença dos W.A.K.O., Ciborium, Annihilation e Brutal Orgasmo, a partir das 21h00. Para o after hours está já marcada a actuação do DJ António Freitas.
Dia 21 de Dezembro marca, certamente, aquela que será a última actuação dos nacionais W.A.K.O. para este ano. Este encerramento, após um ano muito activo com o lançamento de “Deconstructive Essence”, realizar-se-á no Cine-Teatro de Corroios com os Oblique Rain, Crushing Sun e Spoiled Fiction. O arranque do espectáculo é às 21h30 e os bilhetes custam 5€. No MySpace dos W.A.K.O. estão já disponíveis algumas datas para 2008, destacando-se a de 27 de Julho no Lagoa Burning Live onde estão já confirmados os Obituary.
A Everything Is New, organizadora do festival Optimus Alive!08, confirmou recentemente a presença dos californianos Rage Against The Machine para a próxima edição do festival a decorrer nos dias 10, 11 e 12 de Julho de 2008 no Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras. Após se ter extinguido no decorrer do ano 2000 a banda de Zack De La Rocha, Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk decidiu regressar às lides de palco, sendo que ainda é desconhecida qualquer intenção de gravar um novo disco de originais. No dia 10, os portugueses têm então oportunidade de rever aquela que foi uma das bandas rock mais importantes da década passada, depois de uma única passagem por Portugal, em 1997, pelo Super Bock Super Rock. Os bilhetes para o evento já se encontram à venda na Worten, Fnac, Fnac Service, Balcões dos CTT, Bulhosa (Oeiras Parque), Bliss (Oeiras Parque e Forum Montijo), Agências ABEP e Alvalade, Ticketline (reservas: 707 234 234 e www.ticketline.pt) a 45€ (diário) e 80€ (passe para os três dias).
Grande foi a surpresa e o sentimento de conforto quando constatámos que Tiago Câmara e Isidro Paixão, ambos ex-Hemptylogic [uma banda que marcou a primeira metade da presente década nos Açores], continuavam à procura de novas experiências musicais juntos, após finda a actividade com a sua banda mais significativa até à data. Ainda maior foi a surpresa quando notámos que fecharam o line-up dos Spoiled Fiction com outro açoriano na guitarra – André Tavares [ex-Nableena, First Commandment] – e não menos surpreendente foi ver estes rapazes aliarem-se a outras duas pessoas bem conhecidas do panorama metálico nacional – “Pica” e “Bixo” dos Seven Stitches.
Os portuenses Cycles encontram-se a terminar o processo de composição do sucessor de “Phoenix Rising”. A banda adianta que já tem 12 temas concluídos e que estes seguem uma linha bem mais pesada do que os do seu álbum de estreia. O título do seu novo disco já está definido, mas só será anunciando atempadamente, mas fica já a certeza de que este terá novamente produção de Luís Barros e Paulo Barros nos Rec’N’Roll Studios. A banda prevê a sua entrada em estúdio para o início de 2008 e a edição do seu novo trabalho para o primeiro semestre do próximo ano, novamente pela Independent Records.
A primeira ilação que tiramos quando ouvimos os primeiros instantes de “Iron Gag” é que o colectivo da Philadelphia acentua definitivamente o seu afastamento do metalcore, patente nos seus dois primeiros lançamentos, agarra na complexidade “meshuggiana” de “A Great Artist” e nas tendências stoner subtis que começou a revelar no anterior “Hunter” e cria um álbum com uma sonoridade muito consistente e madura. De facto, é desconcertante e até revoltoso continuarmos a ler variadíssimos textos que persistem em catalogar a banda de metalcore.