Monday, February 04, 2008

Review

FORGODSFAKE
“Life Or Debt”

[CD – dFX Media]

Uma estreia anunciada com um pré-comprovativo de qualidade é quase a forma como poderíamos anunciar este disco. Painstruck, Twentyinchburial, Judge By Greed, Straightshot e principalmente Shrapnel, são as fontes do néctar que faz sustentar a experiência e consistência dos músicos aqui intervenientes. Era assim de esperar um ataque eficaz destes outrora designados Shrapnel. Aliás, ainda subsiste em “Life Or Debt” dois temas desta antiga aventura – “Ode To You” e “Dilemma”.

No fundo, os Forgodsfake são a versão amadurecida e mais bem produzida dos Shrapnel. Os músicos aqui em questão não se afastam muito dos seus antigos pressupostos e continuam a debitar raiva hardcore em cruzamento com o peso e a melodia do metal. Os cuidados para estruturar o disco e equilibrar a sua dinâmica acabam por ser os factores mais importantes para o impacto final de “Life Or Debt”, uma vez que a sua fórmula tem tendência natural para se esgotar facilmente. O estigma metalcore não perdoa e se a música não traz nada inovador, resta que alguma coisa fique no ouvido pelo menos. Este objectivo é bem conseguido, pois conseguimos aqui um ritmo de ora música mais crua e directa, ora mais harmoniosa e com refrões apelativos.

A produção de Daniel Cardoso é também vital para as faculdades contagiosas deste disco. Com créditos cada vez mais firmados, o produtor bracarense arranca um som a “Life Or Debt” que nos dá a sensação de estar a ouvir algo do melhor que se fabrica além-fronteiras.

“Life Or Debt” é, por isso, um disco surpreendente no que diz respeito a produções nacionais e é também perfeitamente capaz de ombrear com o que é feito lá fora neste quadrante. Por outro lado, é estéril em novidades e se a tendência é para o estilo se desvanecer, pode se dar o infortúnio de os Forgodsfake também serem arrastados por esta realidade. Para já, fica a prova irrefutável de competência e grande “know-how” destes músicos quanto à preparação e labor do cocktail metal/hardcore. [7/10] N.C.

Cycles - Procuram guitarrista solo

Os Cycles encontram-se à procura de um guitarrista solo para o lugar de Carlos Barbosa que abandonou a banda em Janeiro deste ano por questões profissionais e pessoais. O colectivo do Porto procura alguém com experiência, dedicado, material próprio, bastante criatividade e sentido de responsabilidade. Se acha que tem o perfil para este lugar contacte a banda através de cycles-band@netcabo.pt. Devido a este acontecimento a banda suspendeu, para já, as gravações do seu novo álbum.

Saturday, February 02, 2008

Entrevista Ascension Of The Watchers

DE OLHOS PARA A ALMA

Para muitos é a face oculta de uma figura incontornável que ficou conhecida por dar voz a uma máquina fria e trituradora chamada Fear Factory. Mas a sensibilidade revelada num projecto como Ascension Of The Watchers é, segundo Burton C. Bell e para quem o conhece de perto, a verdadeira essência de quem sempre soube ouvir a alma pronunciar-se. Como que uma terapia para o músico, o som dos Ascencion Of The Watchers chega-nos com o pacto assinado, em 2002, com o guitarrista John Bechdel [Ministry, Killing Joke, Fear Factory, Prong, etc] quando se “exilaram” na serena Pensilvânia para gravar cinco temas originais. Estes foram tornados públicos pela maqueta “Iconoclast”, em 2005. Hoje ao abrigo da 13th Planet Records, tutela de Al Jourgensen [Ministry], a banda apresta-se a lançar “Numinosum”, o seu primeiro longa-duração, no dia 22 de Fevereiro. Estes são os ecos do subconsciente de Burton C. Bell.

Confesso-lhe que, embora não me considere uma pessoa preconceituosa, não o imaginava a explorar um projecto desta índole. Deve estar já habituado a ouvir isso…
Sim, oiço esse tipo de comentário várias vezes. Contudo, para os meus amigos, que me conhecem há muitos anos, este disco espelha a minha verdadeira personalidade. O resto das pessoas, no fundo, não me conhece.

Daí venha a minha surpresa. Os AoTW são então uma face sua que está presente desde sempre. Nada que tenha resultado de uma mudança na sua vida…
Estes sentimentos sempre estiveram dentro de mim. Simplesmente, só agora tive coragem de os explorar e exteriorizar.

De um modo geral, AoTW é um projecto de uma natureza triste, profunda e calma. Será este o resultado do desenrolar natural da carreira de um músico muito experiente e que está sempre ávido de novas experiências? Ou será como se costuma dizer: “quanto mais velho, mais calmo”? [risos]
Primeiro, não diria que este é um projecto triste, mas mais melancólico. Ele é pesado em atmosfera e ambiente. Tenho que dizer que este é um tipo de música que sempre ouvi e tem estado sempre no meu coração e alma. Estou a ficar mais velho, é certo, daí querer criar arte para os meus companheiros que são da minha idade.

De facto, o aspecto de “Numinosum” é contagiante. Baseia-se muito em sensações e no espírito. Apetecia-me perguntar-lhe muita coisa acerca do que está por detrás do seu sentimento, mas isto não é possível…
De facto, seria muito melhor descrever-lhe todos os pormenores numa conversa cara-a-cara, com uma garrafa de vinho a acompanhar, uma vez que há mesmo muito para contar! [risos]

Não estou integralmente a par do conceito do “The Book of Enoch”, embora tenha feito alguma pesquisa ao preparar esta entrevista. Pedia-lhe, por isso, que me revelasse os argumentos que o levaram a querer adoptá-lo para sustentar este projecto.
O “The Book of Enoch” que, por sua vez, faz parte dos “Dead Sea Scrolls”, conta a história dos “The Watchers” – um conjunto de 200 anjos que se apaixonam por homens e mulheres de carne e osso e abandonam o céu para poderem amá-los. Durante esta altura, os “observadores” ensinaram aos humanos como se comportavam as estrelas, a Terra e Deus, e a sua descendência era enorme. Isto fez com que acabassem por “engolir” tudo, incluindo os próprios “observadores”. Deus tornou-se raivoso e disse a Noé para se preparar para o grande dilúvio porque ele queria limpá-los da face da terra. Deus amaldiçoou esses anjos de forma a que ficassem presos nos confins da Terra e nunca mais voltassem para o Céu. No meu pensamento, senti que também sou um “observador” e os temas deste álbum são como que canções de redenção.

Encontramos também muitas frases interessantes ao longo da vossa biografia. Por exemplo: “Deles oiço tudo e compreendi que o que vi não terá lugar nesta geração”.
Acredito que esta seja uma frase extraída directamente do “The Book of Enoch”…

Quanto à gravação de “Numisonum”, desta vez não se mudou para a paisagem rural da Pensilvânia para obter o sentimento certo para este disco, ao contrário do que aconteceu com a demo “Iconoclast”. Acha que isso, de certa forma, “prejudicou” o seu resultado?
Não, este disco soa àquilo que eu idealizei. Rumei à minha terra natal, o Texas, para gravar “Numinosum” e acho que isto o tornou ainda mais pessoal. Para além disso, o facto de eu estar longe de casa fez com que eu não pensasse em mais nada a não ser em música.

Quais foram os maiores desafios para erguer os AoTW?
Eu diria que a parte mais difícil foi encontrar uma editora que lançasse os seus trabalhos. Com muita paciência, aguardei pelo momento certo.

Vejo que está muito contente com o trabalho da 13th Planet Records. Já mencionou mesmo que esta é perfeita para o perfil da sua banda. Porquê?
Porque esta funciona como uma comunidade de artistas interessados em deixar fluir um negócio direccionado para a mente dos artistas.

Os próximos meses serão dedicados exclusivamente a “Numinosum”. Apenas depois poderá pensar num novo álbum dos Fear Factory, certo?
Já não penso nos Fear Factory há bastante tempo…

Como músico neste projecto, também tem estado a tocar guitarra acústica ao vivo! Outra surpresa para mim...
Sou um indivíduo cheio de surpresas! [risos] Se me conhecesses melhor não ficarias assim tão surpreendido.

Como se sente nos concertos ao vivo dos AoTW? Pode-se comparar a adrenalina entre um concerto de AoTW e Fear Factory?
Não há comparação possível. Aliás, o meu desejo é que as pessoas assistam a um concerto de AoTW com os olhos fechados…

O público tem estado entusiasmado com o seu novo projecto? Tem compreendido bem esta sua “nova” faceta já que para alguns talvez seja difícil deixar de o ver como o vocalista dos Fear Factory?
Vou descobrir ainda. Isto não é Fear Factory, por isso, não venham para um espectáculo nosso com a expectativa de testemunhar alguma reminiscência da minha outra banda.

Acha, no entanto, que o seu background ajuda-o a projectar este novo projecto? Não teme, por exemplo, que os AoTW se possam tornar populares só porque você é o vocalista dos Fear Factory?
Estou muito orgulhoso do meu legado com os Fear Factory, mas agora é altura para olhar para o futuro da minha carreira artística.

Bom, agora é mesmo tempo de voltar à estrada. Existe já possibilidades de uma digressão extensa para promover “Numinosum”, incluindo a Europa e Portugal, particularmente?
Ainda não sei, é algo cedo. Só o tempo o dirá.

Nuno Costa

Friday, February 01, 2008

Torture Killer - Chris Barnes sai

Chris Barnes, o carismático vocalista dos Six Feet Under e fundador dos Cannibal Corpse, decidiu abandonar os Torture Killer, projecto paralelo finlândes ao qual se juntou em 2005. Porém, o comunicado divulgado não é muito esclarecedor. Barnes apenas afirma que “a separação tem acordo mútuo” e que “estava na altura de dar um passo em frente”. O músico finaliza desejando “felicidades para todos os futuros planos da banda”. Os Torture Killer eram uma banda de covers de Six Feet Under e Obituary quando o seu desígnio, retirado a um tema do grupo de Barnes, chamou a atenção ao vocalista da Florida. Barnes aceitou entrar no projecto numa altura em que a banda atravessava problemas com o line-up. Após esta aquisição o grupo entra nos quadros da Metal Blade e lança “Swarm”, em 2006, com Barnes a compor mais de metade do seu material. Outros infortúnios afectaram a banda recentemente. A tournée que o grupo tinha agendada para a próxima primavera na Alemanha e Países Baixos, com os Battalion e Redrum Inc., foi cancelada pelo agente que a havia programado. Ficam também por perceber mais detalhadamente os seus motivos. Jari Lane, guitarrista, apenas termina o comunicado dizendo: “vivendo e aprendendo”.

God Dethroned - Arien abandona, Sanders regressa

O baterista Arien Van Weesenbeek abandonou os God Dethroned para ingressar nos Epica. A separação foi amigável e a banda tem um concerto de despedida marcado para o dia 28 de Março no Mezz Club em Breda, na Holanda. Entretanto, a banda já arranjou um substituto. Chama-se Roel Sanders, também dos Inhume, e é um membro muito familiar à banda, pois foi o baterista nos álbuns “The Grand Grimoire” e “Bloody Blasphemy”. Relativamente a álbuns, a banda prevê para breve o início da composição do seu próximo álbum. Inclusive, o trabalho já tem nome – “Passiondale” – e é um conto sobre a I Guerra Mundial. A banda acrescenta ainda que este será um trabalho com uma sonoridade entre “Bloody Blasphemy” e “Lair Of The White Worm”.

ThanatoSchizo - Revelam capa de "Zoom Code"

Os ThanatoSchizo divulgaram hoje a capa do seu próximo trabalho, “Zoom Code”, disponível no seu site oficial, para além de novas fotos e o seu novo fórum – www.thanatoschizoforum.web.pt. “Zoom Code” é editado a nível internacional no dia 21 de Março pela italiana My Kingdom Music e pré-editado em Portugal com distribuição da Recital Records.

XIII Festival de Música Moderna de Corroios 2008 - Conhecidos os apurados

Já são conhecidas as bandas que vão estar a concurso no XIII Festival de Música Moderna de Corroios 2008. Após a análise de 111 projectos por intermédio de maquetas, a organização deliberou os seguintes projectos a concurso: Anjo Cão (Lisboa), Anne Love Joy (Almada), Display (Porto), Million Dollar Lips (Sesimbra), Suprah (Lisboa), The Mad Dogs (Porto), The Profilers (Sintra) e We Not (Lisboa). Os 3 projectos suplentes são: Starman Radio Club (Lisboa), Esteban Device (Lisboa) e Turn of My Brain (Sandim). O concurso decorrerá em quatro eliminatórias e uma final, entre 16 de Fevereiro e 15 de Março, que passarão pelo Cine-Teatro de Corroios e pelo Seixal: Espaço Fora D’horas/Mundet. Estão também já confirmados como convidados os The Poppers, The Cynicals e Plástica. Mais informações aqui.

Dr. Zilch - Videoclip do "inferno"

O videoclip para “Made In Hell” dos Dr. Zilch, retirado de “A Little Taste Of Hell Vol.1”, será exibido publicamente e pela primeira vez no dia 16 de Fevereiro no Transmission [ex-Disorder – Rua de São Paulo, 27, em Lisboa, no Cais do Sodré], bem como o seu making of, a partir das 23h00. O videoclip já surge com o epíteto de polémico pelas suas imagens fortes e provocantes. Entretanto, é possível ver alguns snapshots do vídeo no Myspaece da banda.

The Starvan - Apresentam "Songs For Tracy" no próximo dia 9

Os lisboetas The Starvan fazem a festa de lançamento do seu segundo álbum no próximo dia 9 de Fevereiro no Musicbox, em Lisboa. O sucessor de “Shot The Prize”, de 2004, intitula-se “Songs For Tracy” e está disponível pela Som Livre, em Portugal, e pela Kick Rock Music para o estrangeiro. Ainda antes disso, a 8 de Fevereiro, a banda de pop/punk rock nacional passa pelo Lótus Bar, em Cascais, e mais tarde, a 22 do presente mês, pela Associação de Músicos de Faro. Conheça um pouco de “Songs For Tracy” pelo tema “Tracy I Go Crazy” disponível no Myspace da banda.

Fitacola - "Mundo Ideal" chega este trimestre

Durante o primeiro semestre de 2008, os Fitacola editam o seu primeiro álbum, intitulado “Mundo Ideal” pela Sons Urbanos/Xuxa Jurássica. O álbum, gravado e produzido por Miguel Marques [Easyway, Twentyinchburial, More Than A Thousand] no Generator Studio, em Lisboa, e masterizado por Pete In De Betou [No Fun At All, 59 Times The Pain, Fonzie, Meshuggah, Raised Fist] nos TailorMaid Studios, na Suécia, é composto por 12 temas de punk-rock cantado em português e já tem disponíveis para escuta os temas “Miúdo” e “Desafio Principal” no Myspace da banda.

Wednesday, January 30, 2008

Review

LAWMAKER
“Look At The Sun”
[MCD – Edição de autor]

Já dez anos passaram desde que “nossos irmãos” brasileiros Lawmaker emergiram do coração de São Paulo. Contudo, relativamente pouco há a contar em termos de carreira principalmente devido a uma paragem forçada em 2000 que culminou com a saída de dois dos seus membros originais. Discograficamente regista-se a edição de uma demo - “Eyewitness” – e deste MCD que parecem suficientes para sustentar algum sucesso à sua volta, principalmente no Brasil. Um concerto de abertura para os Rage e um notável destaque nos media locais fecham uma esfera de optimismo em relação ao heavy metal old school dos Lawmaker.

Vizinhos dos maiores estandartes do metal melódico brasileiro, os Angra, não se pense, por isso, que existem aqui muitas semelhanças. Os Lawmaker estão muito mais remetidos à veia tradicional do género, embora adoptem tecnicismo q.b. ao longo destes temas – não será de admirir quando temos aqui cinco músicos formados e muito requisitados que, inclusive, já gravaram anúncios para marcas de telemóveis muito conhecidas.

Competência musical não falta, portanto, aos Lawmaker. Começa sim por prejudicá-los a falta de impacto da produção de “Look At The Sun”, demasiado pejorativa para o verdadeiro valor destes temas. Isto faz-lhes mesmo ficar em desvantagem para com os seus “competidores” que gravam discos dentro dos elevados padrões de qualidade actuais.

Lamentos à parte, o importante é que compreendamos onde os Lawmaker querem e conseguem ir com as suas composições. Já demos conta de que os “olhos” aqui estão virados para o passado e assim pretendem estar, logo não esperemos inovações. Esperemos sim competentes malhas de heavy metal onde a imaculada voz de Daniel Muñoz se revela um regalo para qualquer ouvido, mesmo o menos sensível. O trabalho da guitarra é muito convincente – embora encontremos alguma desinspiração nos riffs mais pesados – e o baixo, algo endiabrado, assume especial destaque em “Train Of Illusion” e “I’m On Fire” – vale a pena ouvir. A bateria mantém-se competente e os teclados de Fred Jason como uma base importante neste preparado, dando por vezes um aroma mais progressivo a estas canções.

Contudo, o receio de que os Lawmaker não consigam atingir um objectivo primordial neste género de música vem a comprovar-se: “Look At The Sun” rareia em melodias e refrões orelhudos. Tirando “Train Of Illusion” ou "Black Candle (Under Sword's Light)" pouco permanece no ouvido, para além da técnica apurada, ao fim desta pouco mais de meia hora de música. Certamente a produção [des]ajudou a isso. Mas é essencialmente difícil impormo-nos neste quadrante fugindo a essa premissa e… a produção volta a fazer-nos franzir o sobrolho – realmente é uma pena.

Por fim, ficamos contentes por não conseguir apontar influências mais óbvias para o que os Lawmaker fazem. Iron Maiden, Dio, Blaze, Helloween, Rage ou Blind Guardian poderão ser algumas das influências destes paulistas, mas estão aqui suficientemente dissimuladas ao ponto de não os considerarmos um sub-produto barato de outrém. Há versatilidade e carácter q.b. aqui e isto é, definitivamente, um ponto a favor. Com o Brasil conquistado, vamos ver como se comportam os Lawmaker fora dos seus redutos futuramente. [7/10] N.C.

Skypho - Novas datas

Os Skypho actuam na próxima sexta-feira, dia 1 de Fevereiro, com os Lucy Laces na primeira parte dos Hatetrigger no Porto Rio, no Porto. As entradas custam 3,5€ e os espectáculos arrancam às 22h30. Para breve, os Skypho contam ter disponível no Youtube a sua passagem pelo programa “Aquário”, do Porto Canal. Entretanto, podem fazer downloads gratuitos dos seguintes itens da banda:

"Hidden Faces" [Demo CD 2004]:
Vídeo "My Insomnia":
Tema "My Insomnia”:
http://www.myspace.com/skypho

Para além disso, confirmam-se as seguintes datas para os próximos tempos:

22 Fev. – Different Caff [Rio Meão] Final concurso de bandas c\ Blá Blá Blá + bandas a definir
23 Fev. – Fábrica do Som [Porto] c\ Unbridled
08 Mar – Salvador Caffé [Sobreiro – Albergaria-a-Velha] - Concerto acústico
28 Mar. – Artes Jah Nasce [Coimbra] c\ Unbridled
19 Abr. – Quiz Caffé [Albergaria-a-Velha] Concerto acústico
08 Mai. – Estaleiro Teatral [Aveiro]

Review

PRIMITIVE REASON
“Cast The Way”

[EP – Kaminari Records]

Desde sempre uma identidade impar no panorama alternativo português, os Primitive Reason regressam quase no término de 2007 com quatro novas composições na forma do EP “Cast The Way”. Item que, aliás, foi submetido a uma edição inicial limitada, mas que, após isto, estará apenas disponível para download no site da banda – sinais dos tempos de uma indústria “moderna”, naturalmente. Com certeza uma manobra inteligente, nem que seja porque o quinteto multi-étnico de Cascais prepara o seu sexto disco de originais a lançar no final deste ano ao que se junta a celebração dos seus 15 anos de existência. Singulares, principalmente pelo seu néctar sonoro melting-poltiano, mas também por muitos anos de experiência, o colectivo liderado pelo talentoso e inconfundível Guillermo De Llera parece aqui apenas ensaiar um aquecimento para aquilo que poderá ser o seu futuro material. Isto porque, objectivamente, este trabalho sabe a pouco para o legado riquíssimo do grupo. Não desiludindo, estes temas andam num ritmo sereno, mais introspectivo até, e por isso pode entender-se que cause menos impacto.

Contudo, é impressionante como a banda consegue em todas as suas investidas imprimir um ecletismo característico – mesmo que estejamos a falar num trabalho com apenas 18 minutos. Se no tema-título e no single “The Reckoning” temos a força da distorção do rap metal a funcionar em plena sintonia com o ska das guitarras suporte e em “Thus The Rust” o experimentalismo de um “Pictures In The Wall”, novamente com recurso aos "beatboxes humanos", a maior surpresa vem pela transversal influência prog da final “Init Inus”, concretamente pela inteligência do seu compasso. Para além disso, o riff inicial não deixa dúvidas quanto à faceta pesada dos Primitive Reason. E elegemos mesmo “Init Inus” como melhor tema da colheita “Cast The Way”, não só porque “acorda” este trabalho que até aqui andava um pouco sonâmbulo, mas também porque representa a mais bem conseguida fusão deste conjunto de canções. É o peso, a melodia, a perspicaz secção rítmica e ainda, perto do final, uma passagem que nos remete para o jazz e o folclore brasileiro. Um tema como convém dentro do potencial dos Primitive Reason.

Como nota final, podemos ainda concluir que “Cast The Way” oferece uma postura relativamente mais crua em relação aos últimos trabalhos da banda, muito mais exuberantes em termos da complexidade de arranjos e composição. O grupo, que até hoje já registou imensas entradas e saídas de elementos, estreia também aqui o guitarrista Ricardo Barriga e o baterista Pepe de Souza. O destaque maior vai para o último pela subtileza e graciosidade dos seus detalhes.

Nada de propriamente novo neste regresso, mas simultaneamente a prova de que os Primitive Reason continuam muito sólidos e cientes do caminho a seguir – uma das maiores “pérolas” alguma vez geradas no nosso país. [7/10] N.C.

Grindfest 2008 - Segundo assalto próxima sexta e sábado

O Grindfest 2008 arranca já na próxima sexta-feira, 1 de Fevereiro, na vila de Recarei junto às margens do Rio Sousa, e prolonga-se até ao dia seguinte. Do seu cartaz fazem parte, ao todo, 13 projectos de 8 nacionalidades diferentes, 8 dos quais em estreia absoluta em Portugal. O programa fica ainda completo pela exibição de filmes gore, a actuação de DJ’s internacionais, com a presença de stands internacionais de metalgrind market e actividades típicas da região, como o pau de sebo e as máscaras de carne. Os bilhetes estão disponíveis agora só no local e dia do espectáculo a 20€. Fica o programa completo do festival mais extremo do país:

Sexta 1 Fevereiro 21H:
MAC OF NOIZE [República Checa]
MOTORNOISE [Portugal]
HACKSAW [Portugal]
GORE CINE
- Lik Wong
- Na penumbra dos Raios Gama [Trailer]
- Arrombada - Vou mijar na porra do seu túmulo!

DJ SESSION - set_1 Powered by Marco Kunz Tourette Syndrom
DJ SESSION - set_2 Powered by Mr. X aka Dennis van galen Stoma

Sábado 2 Fevereiro 15H:
CRIPPLE BASTARDS [Itália]
GENERAL SURGERY [Suécia]
STOMA [Holanda]

M.A.C. OF MAD [República Checa]
SIMBIOSE [Portugal]
TOURETTE SYNDROM [Alemanha]
FETAL INCEST [Portugal]
REMASCULATE [Suécia]
TINNER [Finlândia]
WALKING CORPSE [Inglaterra]
ZÉS PEREIRAS DE RECAREI [pt]

GORE CINE
- Violent Shit 3
- Infantry of Doom
- The Beyond
- Nekromantik
- Pink Flamingos
- Raiva
- Baiestorf: Filmes de sangueira e mulher pelada
- Curtas da Canibal
- Bêbado

Tuesday, January 29, 2008

Zimmers Hole - Diabos à solta

Fazendo jus ao seu peculiar sentido de humor, os canadianos Zimmers Hole atribuíram o nome “When You Were Shouting At The Devil, We Were In League With Satan” ao seu novo trabalho. Este, que é o seu terceiro disco na carreira, tem lançamento agendado entre 14 e 19 de Março na Europa com o selo Century Media e foi composto pela primeira vez na presença do guitarrista Jed Simon [Tenet, SYL] e do baixista Byron Stroud [Fear Factory, SYL]. O line-up da banda é ainda composto pelo vocalista The Heathen e pelo lendário baterista Gene Hoglan [Dethklok, Death, SYL]. O artwork do álbum ficou a cargo de Travis Smith e a gravação assinada por Devin Townsend. O tema-título do álbum já está disponível no seu Myspace.

Mercenary - A forma das mentiras

Os dinamarqueses Mercenary lançam “Architect Of Lies”, o seu novo longa-duração, a 17 de Março na Dinarmaca e até 26 do mesmo mês em toda a Europa. O sucessor do premiado “The Hours That Remain”, em 2006, na categoria “Melhor Álbum” nos Danish Metal Awards, chega-nos mais uma vez pela Century Media e será acompanhado por uma digressão europeia com os Megadeth durante Fevereiro e Março. “Architect Of Lies” tem artwork de Niklas Sundin [Arch Enemy, Dark Tranquility] e estará disponível em edição limitada com o tema bónus “Death Connection” e um DVD incluindo filmagens da participação dos dinamarqueses no Bang Your Head Festival 2007 e Summer Nights 2007. Ainda, um detalhado studio report e o vídeo promocional para “My World Is Ending”. Como introdução, a banda disponibilizou no seu Myspace o novo tema “Embrace The Nothing”.

Firewind - Ventos premonitórios

“Premonition” é o título do próximo álbum dos gregos Firewind. A banda de metal melódico comandada pelo virtuoso guitarrista Gus G. garante que “este é mais um passo em frente na sua carreira” e que este álbum “não é daqueles em que se ouve a primeira música e já ficamos a saber o que nos reserva o resto do disco”. O sucessor de “Allegiance”, de 2006, tem artwork do brasileiro Gustavo Sazes e pode ser visualizado aqui. “Premonition” tem edição agendada para 24 de Março pela Century Media.

Luctus - Set-list para novo disco definido

Depois de um split CD com os Argharus, os lituanos Luctus, liderados por Simonas, definem o set de músicas que vai constar do seu próximo álbum. São ao todo nove temas de black metal tradicional que recebem como título "Jauèiant Pabaigà Arti" [Feeling The End Is Near]. Á imagem do nome do disco, todas as letras estão escritas em lituano. As gravações do novo trabalho dos Luctus terão lugar no próximo Verão nos conhecidos Phoenix Studios, em Latvia, com Gints Lundberg a comandar as operações. Esta será uma edição da conterrânea Ledo Takas Records.

Flyleaf - Na primeira parte de Korn no Pavilhão Atlântico

Depois de confirmado o regresso dos Korn a Portugal no dia 27 de Fevereiro ao Pavilhão Atlântico, com os suecos Deathstar na abertura, a Everything Is New, organizadora do evento, anuncia agora a inclusão dos norte-americanos Flyleaf para fechar o cartaz. Os Flyleaf são uma banda de metal moderno e alternativo que situa as suas influências em bandas como Foo Fighters, Incubus e Nirvana. O seu primeiro álbum, homónimo, será editado em Portugal no dia 11 de Fevereiro e foi gravado por Howard Benson [Papa Roach, My Chemical Romance, P.O.D.]. Os bilhetes para este espectáculo já estão à venda nos locais habituais a preços entre os 25€ e os 30€.

No Tribe - Vídeo ao vivo no Myspace

Os No Tribe disponibilizaram no seu Myspace o vídeo de “Cão da Morte” ao vivo na quarta edição do festival punk/rock “Punkonchouriço” que decorreu a 3 de Novembro de 2007 no Algueirão. A banda de Lisboa adianta ainda que estão quase terminadas as gravações do seu novo EP.