Wednesday, February 06, 2008

Entrevista Dark Fortress

ESPELHO MEU, ESPELHO MEU…

Pelo que se tem notado nos últimos tempos, a hegemonia nórdica no que respeita ao black metal tem começado a perder significado e, um pouco por toda a Europa, começam a surgir bandas com igual ou maior potencial – ou mesmo capacidade para inovar – do que a negra horda escandinava que se encarregou de elevar o estilo a um novo patamar na década de 90. Sendo assim, e embora tratemos de um grupo já com quase 14 anos, temos também nos Dark Fortress a prova de que o estilo tem raízes profundas noutros países, sendo este colectivo, para muitos, o mais representativo do black metal alemão. As influências vieram do “frio”, é verdade, como comprova a sua abordagem tradicionalista, mas a personalidade dos Dark Fortress já é suficientemente distinta para os considerarmos uma banda de classe. Por isso, e por muitos anos de experiência na estrada, a Century Media resgatou-os para os seus quadros e após “Séance”, em 2006, o grupo lança a 25 de Fevereiro próximo o seu segundo capítulo pelo selo alemão. Chama-se “Eidolon” e marca o regresso da banda a uma abordagem mais crua e envolta num conceito lírico espiritualista da autoria do recém-chegado vocalista Morean. Para além de guitarrista, V. Santura grava e produz os discos da banda. Uma mente sábia e experiente que se disponibilizou a falar sobre este regresso.

Após uma escuta rápida a “Eidolon” ficamos logo com a impressão de que relegaram para segundo plano a melodia e a experimentação de “Séance” e enveredaram por uma abordagem mais directa ao black metal. É assim também que vê este novo disco?
Sim, de certa forma. O “Eidolon” é, definitivamente, mais directo e agressivo. A experimentação não é tão óbvia com no “Séance”, mas acho que desta vez existem mais detalhes e muitas diferentes “camadas” para dissecar.

Desta vez não foi possível criar música pensando na forma como as letras lhe iam encaixar, uma vez que o Morean [vocalista], autor das letras e do conceito de “Eidolon”, só ingressou na banda quando o disco já estava composto…
Bem, desta vez funcionou ao contrário. Diria que as letras é que foram especialmente preparadas para encaixar na vibração, atmosfera, estrutura e ritmos da música.

Aliás, a dada altura chegaram mesmo a mudar por completo as letras e nome do disco quando o Azathoth abandonou a banda…
Sim, estás devidamente informado: com a saída do Azathoth tivemos que criar um novo conceito lírico e é nesta altura que o nosso novo vocalista entra em cena criativamente.

Penso que não incorro em erro se disser que “Eidolon” é, de facto, um disco conceptual. O mesmo já havia também acontecido com o anterior “Séance”. Têm um entusiasmo especial em escrever desta forma?
Nós gostamos que os álbuns tenham um fio condutor em termos líricos. Gostamos de ver um álbum como um todo, não apenas como um apanhado de boas canções. Assim sendo, o desafio acresce, mas consegues dar mais profundidade às tuas palavras.

A par disso, creio que todos devemos admirar o vosso interesse em não copiar os comuns conceitos líricos do black metal mas sim debruçarem-se sobre temas filosóficos e/ou paranormais. Na realidade, preocupam-se mesmo por se afastarem de alguns comportamentos cliché?
Também acho que temos uma aproximação lírica um pouco diferente da maior parte das “típicas” bandas de black metal. Contudo, penso que esta face oculta e filosófica sempre foi parte do próprio do black metal.

O Morean é um leitor ávido de matérias esotéricas, mitologias e culturais? Este álbum é inspirado num conceito grego… Ele é um amante da Grécia?
O Morean é, definitivamente, um profundo conhecedor dos conceitos que trata nas suas letras e esta sabedoria é baseada em literatura e em experiências pessoais. Bom, o “Eidolon” não é um disco propriamente sobre a mitologia grega. “Eidolon” é um termo grego que significa “espelho” e “duplo astral” e ambos esses sentidos encaixam perfeitamente no conceito lírico deste disco.

Se bem percebi, o conceito do “Eidolon” anda à volta de uma figura que entra noutra dimensão através de um espelho e abandona assim a sua natureza humana para viver em espírito. Será que isto significa a vossa visão sobre a melhor solução para o Homem, metaforicamente falando, viver em melhor consciência e deixar para trás todas as suas fraquezas?
Bom, a história de “Eidolon” baseia-se num protagonista que entra numa dimensão para além da da vida e do Homem e entra em transe através de um ritual feito com um espelho mágico. Na segunda parte do álbum a alma do protagonista desumaniza-se e rompe todas as suas barreiras mundanas. Para estabeleceres um ponto de vista que vai para além da Humanidade, tens que te livrar de tudo o que é humano – o teu ego, espírito, alma, consciência e percepção. Este seria um processo que adoptarias para protegeres-te a ti e a toda a tua vida. Mas somente após isso tu estarás apto a vislumbrar as coisas na sua totalidade. O preço que o protagonista desta história paga é para tomar consciência do quão vão e ridículos são os esforços humanos para perceberem algo como a divindade. Todo o processo é incrivelmente doloroso para o protagonista e o mágico percebe que tudo o que este já alcançou significa agora a sua inevitável auto-destruição. A história continua, mas eu não queria ir muito fundo na minha explicação e dizer tudo sobre as letras. De um modo geral, “Eidolon” fala sobre uma megalomania espiritual. [risos]

O Morean era um velho amigo vosso. Portanto, suponho que não tenham havido problemas de integração. Estão contentes com o seu vasto talento e conhecimento? Sentem já o seu especial contributo para a banda?
Sem dúvida! O seu talento, conhecimento, a sua personalidade e carisma foram precisamente os motivos por que quisemos tê-lo como nosso vocalista. Ele é uma pessoa muito criativa e tem o sentimento perfeito para a nossa música. Penso mesmo que ele já contribuiu bastante para esta banda. É verdade que toda a música deste álbum já estava gravada quando ele entrou, mas mesmo assim ele foi capaz de criar um conceito lírico que lhe encaixasse perfeitamente. É também um privilégio trabalhar com ele nas linhas vocais. Ele tem uma abordagem muito rítmica quando cria vozes, o que me deixa muito agradado. O facto deste disco parecer também mais directo é também derivado às suas linhas vocais: esta foi a primeira vez que trabalhámos com coros verdadeiros.

Voltando ainda um pouco atrás, como viveram a saída do Azathoth? Alguns sites dizem que ele foi, na verdade, despedido…
Nós não o despedimos. Ou se quiser, nós despedimo-lo porque ele já tinha decidido sair… Bom, isto pode soar contraditório e estúpido, mas é a descrição mais próxima da realidade. O ambiente dentro da banda esteve bastante deteriorado durante algum tempo e houveram várias razões para ele não querer trabalhar mais connosco. Mas estas nunca foram razões musicais ou criativas. Continuo a respeitá-lo como grande vocalista e compositor de letras que é. Mas acontece que existem muito mais coisas para além de escrever música ou escrever letras quando se faz parte de uma banda. Estas outras coisas deixaram de funcionar. Ele ficou chateado com isso e disse que sairia da banda após o lançamento do novo álbum. No fundo, foi um gesto muito justo da parte dele, porque ele não achou bem sair de um momento para o outro e lixar-nos simplesmente. Porém, depois veio a nossa decisão de gravar já este álbum com um novo vocalista, porque não faria sentido gravar um álbum com um vocalista que ia sair da banda de qualquer maneira. E existiram várias razões para esta decisão: primeira, porque seria ainda mais difícil integrar um novo vocalista; segunda, como promoveríamos este álbum? Foi uma decisão dura mas, na minha opinião, era a única decisão plausível para que a banda se mantivesse viva. Mas penso que o Azathoth sentiu-se um pouco apunhalado pelas costas com isso…

Vocês continuam a gravar no vosso estúdio e a produzir os vossos discos totalmente sozinhos. Vêem isso como um benefício?
Existem inúmeras vantagens quando tens a oportunidade de fazer tudo por tua conta. Sei exactamente como os nossos álbuns devem soar e tenho as capacidades técnicas de alcançar este som e capturar o ambiente pretendido com a música. Se trabalhares no teu próprio estúdio tens muito mais tempo, consegues trabalhar em mais detalhes, fazer novas experiências e… poupas muito dinheiro!

Contudo, deixam em aberto a hipótese de trabalhar com um produtor exterior à banda ou tentar outros estúdios e equipamentos?
Bom, às vezes pensamos que até podia ser interessante envolver-nos com uma pessoa mais objectiva para o trabalho de produção, mas ao mesmo tempo pomos a hipótese do som não ficar exactamente como queremos. Acabamos por fazer as melhores experiências se fizermos tudo por nossa conta. Para além disso, sabe bem sentir que fizemos um álbum na totalidade, desde a composição à mistura e masterização.

O black metal está a deixar cada vez mais de ser uma marca exclusiva dos nórdicos. Diariamente temos bandas cada vez mais inovadoras a surgir de todos os recantos da Europa. Também sente isso?
Concordo totalmente. Aliás, as raízes dos black metal estão nos Venom, Hellhammer, Celtic Frost e só depois nos Bathory. Por isso, penso que os escandinavos não inventaram o black metal numa primeira instância. Contudo, certamente, foram os responsáveis por elevarem-no a um novo nível e a novos extremos. Por outras palavras, aperfeiçoaram o género. Mas é preciso que se tenha consciência que as boas bandas de black metal não vêm só da Escandinávia, embora encontres lá a cena mais desenvolvida. Mas ainda persiste o preconceito para a maioria das pessoas de que apenas o black metal norueguês é o verdadeiro, embora isto, lentamente, esteja a mudar.

Em relação aos Dark Fortress sempre alimentaram um som e uma personalidade muito tradicional, o que entendo seja responsável por terem muitos e fiéis fãs. Sentem vontade de mudar no futuro?
Bom, na verdade, nunca fazemos dois álbuns iguais. Nós evoluímos sempre de álbum para álbum, por isso, os nossos fãs terão que esperar sempre surpresas de nós.

Agora é tempo de pensar em marcar compasso na Europa através da vossa tournée com os Helheim e Vulture Industries que arranca após o lançamento de “Eidolon”. Já que falávamos na actual expansão do black metal, este é um bom timing para espalhar o vosso “mal” pela Europa?
Completamente. É uma altura muito boa para promoveres um trabalho, com uma tournée apropriada. E estamos muito ansiosos por “partir a loiça”!

Nuno Costa

Review

RIZOMA
“Insistir no Zero”

[CD – Babuíno Discos/Raging Planet/Compact]

E é com este título sugestivo que nos chega o concílio paralelo de membros dos Toranja. Entendendo que estes temas não serviriam à sua banda original, Ricardo Frutuoso [voz e guitarras], Dodi [baixo] e, mais tarde, após algumas alterações em estúdio, o baterista Pedro Lima, dão cara a um projecto de pop/rock de forte carga acústica, mas também com um subtil mas enlevado travo stoner.

A língua portuguesa é aqui perfilhada e o resultado ganha com isso. Os Toranja não serão uma sombra para os Rizoma, mas é certo que em alguns aspectos as experiências comungam-se – principalmente na escrita das letras. Estas 13 composições são um feliz escape principalmente para Ricardo e Dodi que, pelos vistos, andavam sobre-inspirados e em momentos já dispersos do mundo Toranja – e mais propriamente de Tiago Bettencourt. A perspicácia para aproveitar o que, de facto, tem potencial e soltar algum fôlego pessoal derivaram neste projecto que não logra em competência e pelas suas características promete agarrar algum air play.

O tom de voz sóbrio e a meio tom – muitas vezes distorcido – de Ricardo Frutuoso encaixa perfeitamente nesta ramificação de caule sólido e embalador. A sinergia entre distorção vintage, guitarra acústica e uma toada rítmica eficaz cria um descomprometido guião de sentimentos, sem querer inovar, nem particularmente impressionar.

O poder da composição e a experiência sobressaem aqui e seria de esperar que fizessem essa aventura soar bem. Ficamos contentes de ver estes músicos a soltar a sua costela mais rock e solos como o de “Roma” são apenas um dos pequenos “preciosismos” deste trabalho. Para ouvir descontraidamente na poltrona por entre o fumo de um cigarro enquanto o pezinho promete não parar de bater. [7/10] N.C.

Dezperadoz - Cowboys de volta

Os aclamados criadores do “Western Metal” já concluíram as gravações do seu novo álbum. Falamos dos germânicos Dezperadoz e de “Am Eye For An Eye”, produzido por Dennis Ward [Krokus], que será lançado no dia 11 de Abril pela Listenable Records. Segundo o líder da banda, Alex Kraft, ““Am Eye For An Eye” conta a história de um homem condenado a pena de morte por ter matado um amigo em nome da sua religião. Ele matou em nome de Deus e depois foi condenado à morte em nome de Deus. Achamos que nenhuma religião pode justificar qualquer acto de violência e, nas letras de “Am Eye For An Eye” encontramos o testemunho, na primeira pessoa, dos últimos dias deste homem no Wild Wild West”, conclui Alex. O tema “Days Of Thunder” já está disponível aqui.

Septic Flesh - Novo tema disponível

Está disponível para escuta no seguinte link o tema “Lovecraft’s Death” retirado do próximo álbum dos gregos Septic Flesh, “Communion”. Este tema presta tributo ao conhecido escritor de ficção-científica/horror H.P. Lovecraft e descreve, segundo a banda, “uma história imaginária sobre as suas últimas horas, com as letras a constituírem um estranho puzzle criado a partir de títulos dos seus livros que combinados têm um significado específico”. “Communion” chega às lojas no dia 17 de Março na Europa e a 25 nos Estados Unidos pela Season Of Mist.

Burning Skies - Baptizam novo álbum

“Greed.Filth.Abuse.Corruption” é o título do novo álbum dos ingleses Burning Skies. O terceiro tomo da banda foi gravado nos Rape Of Harmonies Studios [Heaven Shall Burn, Fall Of Serenity, Maroon] com Alexander Dietz, Patrick W. Engel e Kai Tennenberg e é composto por 11 temas. O disco tem edição agendada para 24 de Março na Europa e 13 de Maio nos Estados Unidos e Canadá pela Lifeforce Records. Ainda antes disso, em Fevereiro, a banda vai estar em digressão pela Europa com os War From Harlots Mouth. Clique aqui para conhecer o track-list e um dos temas do seu novo álbum.

Círculo de Fogo - Edita quarta compilação

Está já disponível para download, gratuito e autorizado, a quarta e-compilação do outrora programa de rádio Círculo de Fogo da responsabilidade de Luís Filipe Neves. Chama-se “Círculo de Fogo #4 – Melomania” e é composta por 18 bandas portuguesas, entre elas [Before The Rain], Dawnrider, Anti-Clockwise, Forgodsfake, Holocausto Canibal, Simbiose, Thee Orakle, In Solitude, Profusions, entre outras. A compilação está disponível em www.circulodefogo.com.

Monday, February 04, 2008

Review

FORGODSFAKE
“Life Or Debt”

[CD – dFX Media]

Uma estreia anunciada com um pré-comprovativo de qualidade é quase a forma como poderíamos anunciar este disco. Painstruck, Twentyinchburial, Judge By Greed, Straightshot e principalmente Shrapnel, são as fontes do néctar que faz sustentar a experiência e consistência dos músicos aqui intervenientes. Era assim de esperar um ataque eficaz destes outrora designados Shrapnel. Aliás, ainda subsiste em “Life Or Debt” dois temas desta antiga aventura – “Ode To You” e “Dilemma”.

No fundo, os Forgodsfake são a versão amadurecida e mais bem produzida dos Shrapnel. Os músicos aqui em questão não se afastam muito dos seus antigos pressupostos e continuam a debitar raiva hardcore em cruzamento com o peso e a melodia do metal. Os cuidados para estruturar o disco e equilibrar a sua dinâmica acabam por ser os factores mais importantes para o impacto final de “Life Or Debt”, uma vez que a sua fórmula tem tendência natural para se esgotar facilmente. O estigma metalcore não perdoa e se a música não traz nada inovador, resta que alguma coisa fique no ouvido pelo menos. Este objectivo é bem conseguido, pois conseguimos aqui um ritmo de ora música mais crua e directa, ora mais harmoniosa e com refrões apelativos.

A produção de Daniel Cardoso é também vital para as faculdades contagiosas deste disco. Com créditos cada vez mais firmados, o produtor bracarense arranca um som a “Life Or Debt” que nos dá a sensação de estar a ouvir algo do melhor que se fabrica além-fronteiras.

“Life Or Debt” é, por isso, um disco surpreendente no que diz respeito a produções nacionais e é também perfeitamente capaz de ombrear com o que é feito lá fora neste quadrante. Por outro lado, é estéril em novidades e se a tendência é para o estilo se desvanecer, pode se dar o infortúnio de os Forgodsfake também serem arrastados por esta realidade. Para já, fica a prova irrefutável de competência e grande “know-how” destes músicos quanto à preparação e labor do cocktail metal/hardcore. [7/10] N.C.

Cycles - Procuram guitarrista solo

Os Cycles encontram-se à procura de um guitarrista solo para o lugar de Carlos Barbosa que abandonou a banda em Janeiro deste ano por questões profissionais e pessoais. O colectivo do Porto procura alguém com experiência, dedicado, material próprio, bastante criatividade e sentido de responsabilidade. Se acha que tem o perfil para este lugar contacte a banda através de cycles-band@netcabo.pt. Devido a este acontecimento a banda suspendeu, para já, as gravações do seu novo álbum.

Saturday, February 02, 2008

Entrevista Ascension Of The Watchers

DE OLHOS PARA A ALMA

Para muitos é a face oculta de uma figura incontornável que ficou conhecida por dar voz a uma máquina fria e trituradora chamada Fear Factory. Mas a sensibilidade revelada num projecto como Ascension Of The Watchers é, segundo Burton C. Bell e para quem o conhece de perto, a verdadeira essência de quem sempre soube ouvir a alma pronunciar-se. Como que uma terapia para o músico, o som dos Ascencion Of The Watchers chega-nos com o pacto assinado, em 2002, com o guitarrista John Bechdel [Ministry, Killing Joke, Fear Factory, Prong, etc] quando se “exilaram” na serena Pensilvânia para gravar cinco temas originais. Estes foram tornados públicos pela maqueta “Iconoclast”, em 2005. Hoje ao abrigo da 13th Planet Records, tutela de Al Jourgensen [Ministry], a banda apresta-se a lançar “Numinosum”, o seu primeiro longa-duração, no dia 22 de Fevereiro. Estes são os ecos do subconsciente de Burton C. Bell.

Confesso-lhe que, embora não me considere uma pessoa preconceituosa, não o imaginava a explorar um projecto desta índole. Deve estar já habituado a ouvir isso…
Sim, oiço esse tipo de comentário várias vezes. Contudo, para os meus amigos, que me conhecem há muitos anos, este disco espelha a minha verdadeira personalidade. O resto das pessoas, no fundo, não me conhece.

Daí venha a minha surpresa. Os AoTW são então uma face sua que está presente desde sempre. Nada que tenha resultado de uma mudança na sua vida…
Estes sentimentos sempre estiveram dentro de mim. Simplesmente, só agora tive coragem de os explorar e exteriorizar.

De um modo geral, AoTW é um projecto de uma natureza triste, profunda e calma. Será este o resultado do desenrolar natural da carreira de um músico muito experiente e que está sempre ávido de novas experiências? Ou será como se costuma dizer: “quanto mais velho, mais calmo”? [risos]
Primeiro, não diria que este é um projecto triste, mas mais melancólico. Ele é pesado em atmosfera e ambiente. Tenho que dizer que este é um tipo de música que sempre ouvi e tem estado sempre no meu coração e alma. Estou a ficar mais velho, é certo, daí querer criar arte para os meus companheiros que são da minha idade.

De facto, o aspecto de “Numinosum” é contagiante. Baseia-se muito em sensações e no espírito. Apetecia-me perguntar-lhe muita coisa acerca do que está por detrás do seu sentimento, mas isto não é possível…
De facto, seria muito melhor descrever-lhe todos os pormenores numa conversa cara-a-cara, com uma garrafa de vinho a acompanhar, uma vez que há mesmo muito para contar! [risos]

Não estou integralmente a par do conceito do “The Book of Enoch”, embora tenha feito alguma pesquisa ao preparar esta entrevista. Pedia-lhe, por isso, que me revelasse os argumentos que o levaram a querer adoptá-lo para sustentar este projecto.
O “The Book of Enoch” que, por sua vez, faz parte dos “Dead Sea Scrolls”, conta a história dos “The Watchers” – um conjunto de 200 anjos que se apaixonam por homens e mulheres de carne e osso e abandonam o céu para poderem amá-los. Durante esta altura, os “observadores” ensinaram aos humanos como se comportavam as estrelas, a Terra e Deus, e a sua descendência era enorme. Isto fez com que acabassem por “engolir” tudo, incluindo os próprios “observadores”. Deus tornou-se raivoso e disse a Noé para se preparar para o grande dilúvio porque ele queria limpá-los da face da terra. Deus amaldiçoou esses anjos de forma a que ficassem presos nos confins da Terra e nunca mais voltassem para o Céu. No meu pensamento, senti que também sou um “observador” e os temas deste álbum são como que canções de redenção.

Encontramos também muitas frases interessantes ao longo da vossa biografia. Por exemplo: “Deles oiço tudo e compreendi que o que vi não terá lugar nesta geração”.
Acredito que esta seja uma frase extraída directamente do “The Book of Enoch”…

Quanto à gravação de “Numisonum”, desta vez não se mudou para a paisagem rural da Pensilvânia para obter o sentimento certo para este disco, ao contrário do que aconteceu com a demo “Iconoclast”. Acha que isso, de certa forma, “prejudicou” o seu resultado?
Não, este disco soa àquilo que eu idealizei. Rumei à minha terra natal, o Texas, para gravar “Numinosum” e acho que isto o tornou ainda mais pessoal. Para além disso, o facto de eu estar longe de casa fez com que eu não pensasse em mais nada a não ser em música.

Quais foram os maiores desafios para erguer os AoTW?
Eu diria que a parte mais difícil foi encontrar uma editora que lançasse os seus trabalhos. Com muita paciência, aguardei pelo momento certo.

Vejo que está muito contente com o trabalho da 13th Planet Records. Já mencionou mesmo que esta é perfeita para o perfil da sua banda. Porquê?
Porque esta funciona como uma comunidade de artistas interessados em deixar fluir um negócio direccionado para a mente dos artistas.

Os próximos meses serão dedicados exclusivamente a “Numinosum”. Apenas depois poderá pensar num novo álbum dos Fear Factory, certo?
Já não penso nos Fear Factory há bastante tempo…

Como músico neste projecto, também tem estado a tocar guitarra acústica ao vivo! Outra surpresa para mim...
Sou um indivíduo cheio de surpresas! [risos] Se me conhecesses melhor não ficarias assim tão surpreendido.

Como se sente nos concertos ao vivo dos AoTW? Pode-se comparar a adrenalina entre um concerto de AoTW e Fear Factory?
Não há comparação possível. Aliás, o meu desejo é que as pessoas assistam a um concerto de AoTW com os olhos fechados…

O público tem estado entusiasmado com o seu novo projecto? Tem compreendido bem esta sua “nova” faceta já que para alguns talvez seja difícil deixar de o ver como o vocalista dos Fear Factory?
Vou descobrir ainda. Isto não é Fear Factory, por isso, não venham para um espectáculo nosso com a expectativa de testemunhar alguma reminiscência da minha outra banda.

Acha, no entanto, que o seu background ajuda-o a projectar este novo projecto? Não teme, por exemplo, que os AoTW se possam tornar populares só porque você é o vocalista dos Fear Factory?
Estou muito orgulhoso do meu legado com os Fear Factory, mas agora é altura para olhar para o futuro da minha carreira artística.

Bom, agora é mesmo tempo de voltar à estrada. Existe já possibilidades de uma digressão extensa para promover “Numinosum”, incluindo a Europa e Portugal, particularmente?
Ainda não sei, é algo cedo. Só o tempo o dirá.

Nuno Costa

Friday, February 01, 2008

Torture Killer - Chris Barnes sai

Chris Barnes, o carismático vocalista dos Six Feet Under e fundador dos Cannibal Corpse, decidiu abandonar os Torture Killer, projecto paralelo finlândes ao qual se juntou em 2005. Porém, o comunicado divulgado não é muito esclarecedor. Barnes apenas afirma que “a separação tem acordo mútuo” e que “estava na altura de dar um passo em frente”. O músico finaliza desejando “felicidades para todos os futuros planos da banda”. Os Torture Killer eram uma banda de covers de Six Feet Under e Obituary quando o seu desígnio, retirado a um tema do grupo de Barnes, chamou a atenção ao vocalista da Florida. Barnes aceitou entrar no projecto numa altura em que a banda atravessava problemas com o line-up. Após esta aquisição o grupo entra nos quadros da Metal Blade e lança “Swarm”, em 2006, com Barnes a compor mais de metade do seu material. Outros infortúnios afectaram a banda recentemente. A tournée que o grupo tinha agendada para a próxima primavera na Alemanha e Países Baixos, com os Battalion e Redrum Inc., foi cancelada pelo agente que a havia programado. Ficam também por perceber mais detalhadamente os seus motivos. Jari Lane, guitarrista, apenas termina o comunicado dizendo: “vivendo e aprendendo”.

God Dethroned - Arien abandona, Sanders regressa

O baterista Arien Van Weesenbeek abandonou os God Dethroned para ingressar nos Epica. A separação foi amigável e a banda tem um concerto de despedida marcado para o dia 28 de Março no Mezz Club em Breda, na Holanda. Entretanto, a banda já arranjou um substituto. Chama-se Roel Sanders, também dos Inhume, e é um membro muito familiar à banda, pois foi o baterista nos álbuns “The Grand Grimoire” e “Bloody Blasphemy”. Relativamente a álbuns, a banda prevê para breve o início da composição do seu próximo álbum. Inclusive, o trabalho já tem nome – “Passiondale” – e é um conto sobre a I Guerra Mundial. A banda acrescenta ainda que este será um trabalho com uma sonoridade entre “Bloody Blasphemy” e “Lair Of The White Worm”.

ThanatoSchizo - Revelam capa de "Zoom Code"

Os ThanatoSchizo divulgaram hoje a capa do seu próximo trabalho, “Zoom Code”, disponível no seu site oficial, para além de novas fotos e o seu novo fórum – www.thanatoschizoforum.web.pt. “Zoom Code” é editado a nível internacional no dia 21 de Março pela italiana My Kingdom Music e pré-editado em Portugal com distribuição da Recital Records.

XIII Festival de Música Moderna de Corroios 2008 - Conhecidos os apurados

Já são conhecidas as bandas que vão estar a concurso no XIII Festival de Música Moderna de Corroios 2008. Após a análise de 111 projectos por intermédio de maquetas, a organização deliberou os seguintes projectos a concurso: Anjo Cão (Lisboa), Anne Love Joy (Almada), Display (Porto), Million Dollar Lips (Sesimbra), Suprah (Lisboa), The Mad Dogs (Porto), The Profilers (Sintra) e We Not (Lisboa). Os 3 projectos suplentes são: Starman Radio Club (Lisboa), Esteban Device (Lisboa) e Turn of My Brain (Sandim). O concurso decorrerá em quatro eliminatórias e uma final, entre 16 de Fevereiro e 15 de Março, que passarão pelo Cine-Teatro de Corroios e pelo Seixal: Espaço Fora D’horas/Mundet. Estão também já confirmados como convidados os The Poppers, The Cynicals e Plástica. Mais informações aqui.

Dr. Zilch - Videoclip do "inferno"

O videoclip para “Made In Hell” dos Dr. Zilch, retirado de “A Little Taste Of Hell Vol.1”, será exibido publicamente e pela primeira vez no dia 16 de Fevereiro no Transmission [ex-Disorder – Rua de São Paulo, 27, em Lisboa, no Cais do Sodré], bem como o seu making of, a partir das 23h00. O videoclip já surge com o epíteto de polémico pelas suas imagens fortes e provocantes. Entretanto, é possível ver alguns snapshots do vídeo no Myspaece da banda.

The Starvan - Apresentam "Songs For Tracy" no próximo dia 9

Os lisboetas The Starvan fazem a festa de lançamento do seu segundo álbum no próximo dia 9 de Fevereiro no Musicbox, em Lisboa. O sucessor de “Shot The Prize”, de 2004, intitula-se “Songs For Tracy” e está disponível pela Som Livre, em Portugal, e pela Kick Rock Music para o estrangeiro. Ainda antes disso, a 8 de Fevereiro, a banda de pop/punk rock nacional passa pelo Lótus Bar, em Cascais, e mais tarde, a 22 do presente mês, pela Associação de Músicos de Faro. Conheça um pouco de “Songs For Tracy” pelo tema “Tracy I Go Crazy” disponível no Myspace da banda.

Fitacola - "Mundo Ideal" chega este trimestre

Durante o primeiro semestre de 2008, os Fitacola editam o seu primeiro álbum, intitulado “Mundo Ideal” pela Sons Urbanos/Xuxa Jurássica. O álbum, gravado e produzido por Miguel Marques [Easyway, Twentyinchburial, More Than A Thousand] no Generator Studio, em Lisboa, e masterizado por Pete In De Betou [No Fun At All, 59 Times The Pain, Fonzie, Meshuggah, Raised Fist] nos TailorMaid Studios, na Suécia, é composto por 12 temas de punk-rock cantado em português e já tem disponíveis para escuta os temas “Miúdo” e “Desafio Principal” no Myspace da banda.

Wednesday, January 30, 2008

Review

LAWMAKER
“Look At The Sun”
[MCD – Edição de autor]

Já dez anos passaram desde que “nossos irmãos” brasileiros Lawmaker emergiram do coração de São Paulo. Contudo, relativamente pouco há a contar em termos de carreira principalmente devido a uma paragem forçada em 2000 que culminou com a saída de dois dos seus membros originais. Discograficamente regista-se a edição de uma demo - “Eyewitness” – e deste MCD que parecem suficientes para sustentar algum sucesso à sua volta, principalmente no Brasil. Um concerto de abertura para os Rage e um notável destaque nos media locais fecham uma esfera de optimismo em relação ao heavy metal old school dos Lawmaker.

Vizinhos dos maiores estandartes do metal melódico brasileiro, os Angra, não se pense, por isso, que existem aqui muitas semelhanças. Os Lawmaker estão muito mais remetidos à veia tradicional do género, embora adoptem tecnicismo q.b. ao longo destes temas – não será de admirir quando temos aqui cinco músicos formados e muito requisitados que, inclusive, já gravaram anúncios para marcas de telemóveis muito conhecidas.

Competência musical não falta, portanto, aos Lawmaker. Começa sim por prejudicá-los a falta de impacto da produção de “Look At The Sun”, demasiado pejorativa para o verdadeiro valor destes temas. Isto faz-lhes mesmo ficar em desvantagem para com os seus “competidores” que gravam discos dentro dos elevados padrões de qualidade actuais.

Lamentos à parte, o importante é que compreendamos onde os Lawmaker querem e conseguem ir com as suas composições. Já demos conta de que os “olhos” aqui estão virados para o passado e assim pretendem estar, logo não esperemos inovações. Esperemos sim competentes malhas de heavy metal onde a imaculada voz de Daniel Muñoz se revela um regalo para qualquer ouvido, mesmo o menos sensível. O trabalho da guitarra é muito convincente – embora encontremos alguma desinspiração nos riffs mais pesados – e o baixo, algo endiabrado, assume especial destaque em “Train Of Illusion” e “I’m On Fire” – vale a pena ouvir. A bateria mantém-se competente e os teclados de Fred Jason como uma base importante neste preparado, dando por vezes um aroma mais progressivo a estas canções.

Contudo, o receio de que os Lawmaker não consigam atingir um objectivo primordial neste género de música vem a comprovar-se: “Look At The Sun” rareia em melodias e refrões orelhudos. Tirando “Train Of Illusion” ou "Black Candle (Under Sword's Light)" pouco permanece no ouvido, para além da técnica apurada, ao fim desta pouco mais de meia hora de música. Certamente a produção [des]ajudou a isso. Mas é essencialmente difícil impormo-nos neste quadrante fugindo a essa premissa e… a produção volta a fazer-nos franzir o sobrolho – realmente é uma pena.

Por fim, ficamos contentes por não conseguir apontar influências mais óbvias para o que os Lawmaker fazem. Iron Maiden, Dio, Blaze, Helloween, Rage ou Blind Guardian poderão ser algumas das influências destes paulistas, mas estão aqui suficientemente dissimuladas ao ponto de não os considerarmos um sub-produto barato de outrém. Há versatilidade e carácter q.b. aqui e isto é, definitivamente, um ponto a favor. Com o Brasil conquistado, vamos ver como se comportam os Lawmaker fora dos seus redutos futuramente. [7/10] N.C.

Skypho - Novas datas

Os Skypho actuam na próxima sexta-feira, dia 1 de Fevereiro, com os Lucy Laces na primeira parte dos Hatetrigger no Porto Rio, no Porto. As entradas custam 3,5€ e os espectáculos arrancam às 22h30. Para breve, os Skypho contam ter disponível no Youtube a sua passagem pelo programa “Aquário”, do Porto Canal. Entretanto, podem fazer downloads gratuitos dos seguintes itens da banda:

"Hidden Faces" [Demo CD 2004]:
Vídeo "My Insomnia":
Tema "My Insomnia”:
http://www.myspace.com/skypho

Para além disso, confirmam-se as seguintes datas para os próximos tempos:

22 Fev. – Different Caff [Rio Meão] Final concurso de bandas c\ Blá Blá Blá + bandas a definir
23 Fev. – Fábrica do Som [Porto] c\ Unbridled
08 Mar – Salvador Caffé [Sobreiro – Albergaria-a-Velha] - Concerto acústico
28 Mar. – Artes Jah Nasce [Coimbra] c\ Unbridled
19 Abr. – Quiz Caffé [Albergaria-a-Velha] Concerto acústico
08 Mai. – Estaleiro Teatral [Aveiro]

Review

PRIMITIVE REASON
“Cast The Way”

[EP – Kaminari Records]

Desde sempre uma identidade impar no panorama alternativo português, os Primitive Reason regressam quase no término de 2007 com quatro novas composições na forma do EP “Cast The Way”. Item que, aliás, foi submetido a uma edição inicial limitada, mas que, após isto, estará apenas disponível para download no site da banda – sinais dos tempos de uma indústria “moderna”, naturalmente. Com certeza uma manobra inteligente, nem que seja porque o quinteto multi-étnico de Cascais prepara o seu sexto disco de originais a lançar no final deste ano ao que se junta a celebração dos seus 15 anos de existência. Singulares, principalmente pelo seu néctar sonoro melting-poltiano, mas também por muitos anos de experiência, o colectivo liderado pelo talentoso e inconfundível Guillermo De Llera parece aqui apenas ensaiar um aquecimento para aquilo que poderá ser o seu futuro material. Isto porque, objectivamente, este trabalho sabe a pouco para o legado riquíssimo do grupo. Não desiludindo, estes temas andam num ritmo sereno, mais introspectivo até, e por isso pode entender-se que cause menos impacto.

Contudo, é impressionante como a banda consegue em todas as suas investidas imprimir um ecletismo característico – mesmo que estejamos a falar num trabalho com apenas 18 minutos. Se no tema-título e no single “The Reckoning” temos a força da distorção do rap metal a funcionar em plena sintonia com o ska das guitarras suporte e em “Thus The Rust” o experimentalismo de um “Pictures In The Wall”, novamente com recurso aos "beatboxes humanos", a maior surpresa vem pela transversal influência prog da final “Init Inus”, concretamente pela inteligência do seu compasso. Para além disso, o riff inicial não deixa dúvidas quanto à faceta pesada dos Primitive Reason. E elegemos mesmo “Init Inus” como melhor tema da colheita “Cast The Way”, não só porque “acorda” este trabalho que até aqui andava um pouco sonâmbulo, mas também porque representa a mais bem conseguida fusão deste conjunto de canções. É o peso, a melodia, a perspicaz secção rítmica e ainda, perto do final, uma passagem que nos remete para o jazz e o folclore brasileiro. Um tema como convém dentro do potencial dos Primitive Reason.

Como nota final, podemos ainda concluir que “Cast The Way” oferece uma postura relativamente mais crua em relação aos últimos trabalhos da banda, muito mais exuberantes em termos da complexidade de arranjos e composição. O grupo, que até hoje já registou imensas entradas e saídas de elementos, estreia também aqui o guitarrista Ricardo Barriga e o baterista Pepe de Souza. O destaque maior vai para o último pela subtileza e graciosidade dos seus detalhes.

Nada de propriamente novo neste regresso, mas simultaneamente a prova de que os Primitive Reason continuam muito sólidos e cientes do caminho a seguir – uma das maiores “pérolas” alguma vez geradas no nosso país. [7/10] N.C.

Grindfest 2008 - Segundo assalto próxima sexta e sábado

O Grindfest 2008 arranca já na próxima sexta-feira, 1 de Fevereiro, na vila de Recarei junto às margens do Rio Sousa, e prolonga-se até ao dia seguinte. Do seu cartaz fazem parte, ao todo, 13 projectos de 8 nacionalidades diferentes, 8 dos quais em estreia absoluta em Portugal. O programa fica ainda completo pela exibição de filmes gore, a actuação de DJ’s internacionais, com a presença de stands internacionais de metalgrind market e actividades típicas da região, como o pau de sebo e as máscaras de carne. Os bilhetes estão disponíveis agora só no local e dia do espectáculo a 20€. Fica o programa completo do festival mais extremo do país:

Sexta 1 Fevereiro 21H:
MAC OF NOIZE [República Checa]
MOTORNOISE [Portugal]
HACKSAW [Portugal]
GORE CINE
- Lik Wong
- Na penumbra dos Raios Gama [Trailer]
- Arrombada - Vou mijar na porra do seu túmulo!

DJ SESSION - set_1 Powered by Marco Kunz Tourette Syndrom
DJ SESSION - set_2 Powered by Mr. X aka Dennis van galen Stoma

Sábado 2 Fevereiro 15H:
CRIPPLE BASTARDS [Itália]
GENERAL SURGERY [Suécia]
STOMA [Holanda]

M.A.C. OF MAD [República Checa]
SIMBIOSE [Portugal]
TOURETTE SYNDROM [Alemanha]
FETAL INCEST [Portugal]
REMASCULATE [Suécia]
TINNER [Finlândia]
WALKING CORPSE [Inglaterra]
ZÉS PEREIRAS DE RECAREI [pt]

GORE CINE
- Violent Shit 3
- Infantry of Doom
- The Beyond
- Nekromantik
- Pink Flamingos
- Raiva
- Baiestorf: Filmes de sangueira e mulher pelada
- Curtas da Canibal
- Bêbado

Tuesday, January 29, 2008

Zimmers Hole - Diabos à solta

Fazendo jus ao seu peculiar sentido de humor, os canadianos Zimmers Hole atribuíram o nome “When You Were Shouting At The Devil, We Were In League With Satan” ao seu novo trabalho. Este, que é o seu terceiro disco na carreira, tem lançamento agendado entre 14 e 19 de Março na Europa com o selo Century Media e foi composto pela primeira vez na presença do guitarrista Jed Simon [Tenet, SYL] e do baixista Byron Stroud [Fear Factory, SYL]. O line-up da banda é ainda composto pelo vocalista The Heathen e pelo lendário baterista Gene Hoglan [Dethklok, Death, SYL]. O artwork do álbum ficou a cargo de Travis Smith e a gravação assinada por Devin Townsend. O tema-título do álbum já está disponível no seu Myspace.

Mercenary - A forma das mentiras

Os dinamarqueses Mercenary lançam “Architect Of Lies”, o seu novo longa-duração, a 17 de Março na Dinarmaca e até 26 do mesmo mês em toda a Europa. O sucessor do premiado “The Hours That Remain”, em 2006, na categoria “Melhor Álbum” nos Danish Metal Awards, chega-nos mais uma vez pela Century Media e será acompanhado por uma digressão europeia com os Megadeth durante Fevereiro e Março. “Architect Of Lies” tem artwork de Niklas Sundin [Arch Enemy, Dark Tranquility] e estará disponível em edição limitada com o tema bónus “Death Connection” e um DVD incluindo filmagens da participação dos dinamarqueses no Bang Your Head Festival 2007 e Summer Nights 2007. Ainda, um detalhado studio report e o vídeo promocional para “My World Is Ending”. Como introdução, a banda disponibilizou no seu Myspace o novo tema “Embrace The Nothing”.

Firewind - Ventos premonitórios

“Premonition” é o título do próximo álbum dos gregos Firewind. A banda de metal melódico comandada pelo virtuoso guitarrista Gus G. garante que “este é mais um passo em frente na sua carreira” e que este álbum “não é daqueles em que se ouve a primeira música e já ficamos a saber o que nos reserva o resto do disco”. O sucessor de “Allegiance”, de 2006, tem artwork do brasileiro Gustavo Sazes e pode ser visualizado aqui. “Premonition” tem edição agendada para 24 de Março pela Century Media.

Luctus - Set-list para novo disco definido

Depois de um split CD com os Argharus, os lituanos Luctus, liderados por Simonas, definem o set de músicas que vai constar do seu próximo álbum. São ao todo nove temas de black metal tradicional que recebem como título "Jauèiant Pabaigà Arti" [Feeling The End Is Near]. Á imagem do nome do disco, todas as letras estão escritas em lituano. As gravações do novo trabalho dos Luctus terão lugar no próximo Verão nos conhecidos Phoenix Studios, em Latvia, com Gints Lundberg a comandar as operações. Esta será uma edição da conterrânea Ledo Takas Records.

Flyleaf - Na primeira parte de Korn no Pavilhão Atlântico

Depois de confirmado o regresso dos Korn a Portugal no dia 27 de Fevereiro ao Pavilhão Atlântico, com os suecos Deathstar na abertura, a Everything Is New, organizadora do evento, anuncia agora a inclusão dos norte-americanos Flyleaf para fechar o cartaz. Os Flyleaf são uma banda de metal moderno e alternativo que situa as suas influências em bandas como Foo Fighters, Incubus e Nirvana. O seu primeiro álbum, homónimo, será editado em Portugal no dia 11 de Fevereiro e foi gravado por Howard Benson [Papa Roach, My Chemical Romance, P.O.D.]. Os bilhetes para este espectáculo já estão à venda nos locais habituais a preços entre os 25€ e os 30€.

No Tribe - Vídeo ao vivo no Myspace

Os No Tribe disponibilizaram no seu Myspace o vídeo de “Cão da Morte” ao vivo na quarta edição do festival punk/rock “Punkonchouriço” que decorreu a 3 de Novembro de 2007 no Algueirão. A banda de Lisboa adianta ainda que estão quase terminadas as gravações do seu novo EP.

The Dark Project - Nova demo no próximo mês

Os lisboetas The Dark Project editam em Fevereiro próximo a sua terceira demo. O duo industrial/electro/rock não concretiza o nome do trabalho, parecendo mesmo não haver um para o efeito. Entretanto, é possível ouvir no seu Myspace vários temas de “Down”, a sua última demo editada em 2007.

Monday, January 28, 2008

Corsários - Escreve uma letra para um tema de "Fogo"

O programa Estró, transmitido aos sábados à tarde na Rádio Atlântida, está a promover um concurso que visa premiar a melhor letra escrita para um dos temas do terceiro disco de originais dos açorianos Corsários, "Fogo", que neste momento já está a ser gravado nos estúdios Globalpoint Music, em Ponta Delgada. O passatempo arrancou a 26 de Janeiro e termina a 23 de Fevereiro e dá oportunidade dos cincos autores mais cotados receberem discos autografados dos Corsários, para além de que o vencedor absoluto terá o seu nome sempre associado à autoria da letra, quer no disco como na imprensa, e poderá ainda assistir às sessões de gravação do disco. Podem participar autores de todas as idades, embora os menores de idade tenham de apresentar autorização do encarregado de educação. Podem participar sós ou em conjunto com um co-autor. As letras têm de ser inéditas e escritas em português e serão avaliadas conforme critérios que incluem desde a qualidade global do texto ou poema ao uso correcto do português, semântica e sintaxe. Também facilidade de memorização, sentimento, impacto, originalidade e adequação às restantes letras e estilo dos temas interpretados pelos Corsários na generalidade, assim como o enquadramento no seu próximo álbum. Mais informações pelo e-mail programaestro@gmail.com, ou através dos sites www.programaestro.net e www.corsarios.com.pt onde poderão fazer o download do regulamento e da ficha de inscrição.

Kneeldown - "Volcano" lançado em Fevereiro

Os alentejanos Kneeldown voltam à carga no início de Fevereiro com o novo EP “Volcano”. Este trabalho é composto por cinco temas de um crossover thrash/hardcore e marca a estreia do novo line-up da banda agora composto por Nã [guitarra], Phur [voz] e pEDRomAU [bateria], único membro fundador ainda presente. “Volcano” foi gravado na própria sala de ensaios da banda e misturado e masterizado por Nexion K, guitarrista dos portugueses Reaktor. Este trabalho terá edição em formato digiwallet limitada a 500 cópias e alguns dos seus temas já podem ser ouvidos no Myspace da banda. Pode já pré-encomendar o seu exemplar pelo endereço www.shop.kneeldown.net ou igualmente merchandise da banda ou o ainda disponível EP “06:51AM”.

Headstone e Square - No Fábrica do Som

No dia 16 de Fevereiro os Headstone actuam com os Square na Fábrica do Som, no Porto. As entradas custam 3 euros e os espectáculos iniciam-se às 22h00.

Carnevil - Carnaval metaleiro em Ponta Delgada

A Associação Bit 9 organiza na noite de Carnaval, a 4 de Fevereiro, uma private metal party no Bar Académico, em Ponta Delgada. A grande atracção do evento é a presença dos Hatin’ Wheeler desta feita em formato banda de covers. Os bilhetes custam 10€ e só estarão disponíveis para venda até ao dia 31 de Janeiro no escritório da FAJA na Rua Eng. José Cordeiro, 23 [Casa do Artista R/C] na Calheta, em Ponta Delgada. A Associação Bit 9 avisa que não haverá serviço de bar, mas sim um banquete constituído a partir das receitas de bilheteira. Assim, aconselham-se os interessados a levarem também o seu farnel. Por fim, haverá também lugar a um concurso de fantasias e a um metal karaoke.

Saturday, January 26, 2008

Review

ARSONISTS GET ALL THE GIRLS
“The Game Of Life”

[CD – Century Media/EMI]

Já começa a ser apanágio das jovens bandas norte-americanas com designações estilísticas que terminam em core aplicarem nomes estranhos e longos aos seus álbuns, temas ou mesmo ao seu próprio nome. Este colectivo da Califórnia segue esta tendência e o produto musical não foge a toda esta imponderação lírica.

Outros pormenores também indicam a afinidade com esta tendência cada vez mais descomprometida, ensaiada ou não, de como este tipo de bandas se gera – brincadeira de amigos numa garagem a compor temas de temperamento desenfreado que de um momento para o outro se transforma numa fórmula “milionária” e os transporta das suas “rústicas” salas de ensaio para os mais variados palcos por esse mundo fora. Podíamos invocar nomes como See You Next Tuesday quer pelas semelhanças musicais, quer pela história da sua origem, para estabelecer comparações, mas outros grupos como Despised Icon, Cryptopsy, Psyopus ou Between The Buried são necessários também para ajudar a descrever a insanidade sónica que por aqui vai.

Não tão arrojados tecnicamente, mas de certa forma imprevisíveis como uns Psyopus, não tão crus como uns Despised Icon mas com uma equiparável pujança death/grindcore, os Arsonists Get All The Girls comprovam que não se amarram em grandes conceitos para criarem a sua música nem estão muito preocupados com os ouvintes mais macios.

Contudo, os estranhos sintetizadores são o maior dístico dos AGATG, levando a que a editora reclame Dream Theater como uma das influências da banda. Exageros à parte, a verdade é que este elemento até torna a música dos AGATG mais difícil de compreender, já que por vezes empresta um ar tirolês, psicadélico e dançável a alguns destes 12 temas. Porém, todo o resto é salpicado com uma agressividade corrosiva.

Os AGATG não serão com certeza um dos projectos mais criativos neste tipo de cocktail, muito longe disso, mas ainda assim convencem pela sua atitude e relativa audácia na mistura de certos elementos. Conseguem assim uma considerável exposição e até uma tournée europeia com o lançamento de “The Game Of Life”. Período que só fica marcado negativamente pelo trágico desaparecimento de Patrick Mason, baixista da banda, que morre por causa indeterminada a 30 de Novembro do ano passado na noite em que completava 21 anos. Um desolador acontecimento que, no entanto, não deita por terra o projecto que já prometeu continuar segundo a vontade do malogrado Pat. E ainda bem, porque a banda tem o seu valor. [7/10] N.C.

Friday, January 25, 2008

Threshold - Última confirmação para o Sweden Rock Cruise

Os Threshold são o mais recente nome confirmado para fazer parte do excêntrico evento Sweden Rock Cruise da autoria da revista sueca com o mesmo nome que comemora com vários concertos no alto mar a sua 50ª edição. O cruzeiro terá a duração de 24 horas e proporciona acesso a três bares de Metal, com DJ’s, karaoke, piscina e sauna, casino, lojas livre de impostos, restaurantes, etc. Também os colegas de editora Edguy estão confirmados para o evento que serve também de aquecimento para o Sweden Rock Festival que decorre em Junho.

In Flames e Korpiklaani - Filmam novos videoclips

No passado fim-de-semana os In Flames registaram o videoclip para “The Mirror’s Truth”, o próximo single da banda a ser editado a 7 de Março. Este é extraído de “A Sense Of Purpose”, o seu novo trabalho, que vê a luz do dia no dia 4 de Abril pela Nuclear Blast, e comporta três temas que não constarão no álbum. O videoclip em questão foi filmado no norte da Suécia, numa vila chamada Skelleftea, e produzido pela Popcore Film. Aceda à capa do novo CD dos In Flames e seu alinhamento aqui. Também os folkers finlandenses Korpiklaani filmaram recentemente o videoclip de "Metsämies”, tema retirado do vindouro “Korven Kuningas”. As fotos das sessões de filmagem de "Metsämies" e um preview dos temas de "Korven Kuningas" estão disponíveis aqui.

Job For A Cowboy e As I Lay Dying - Videos online

Estão disponíveis online os videoclips de “Altered From Catechization” dos Job For A Cowboy, extraído do seu aclamado álbum de estreia “Genesis”, e “The Sound Of Truth” dos As I Lay Dying, proveniente do seu mais recente álbum “An Ocean Between Us”. Os links são os seguintes:

- “Altered From Chatecization”
- “The Sound Of Truth”

Cataract - Cinco novamente

Os Cataract dão as boas vindas a Nico Schläpfer dos End of Suffering e Timor como novo baixista da banda. Este já participará na festa de 10º aniversário e lançamento do seu quinto álbum que decorre a 20 de Março em Zurique, na Suiça. Para os mais curiosos, a banda também vai estar presente no concurso “Karaoke From Hell” que vai decorrer no Mascotte Club, em Zurique, no dia 29 de Janeiro, e é da autoria de Martin Ain dos Celtic Frost. Os Cataract vão participar no certame com uma cover, bem como outras sete bandas.

Gorerotted - John sai entra Nate

John Rushforth já não é mais o baterista dos ingleses Gorerotted. A separação “foi uma decisão difícil” para a banda e esta garante: “não foi nada pessoal”. Teve sim a ver com compromissos e questões profissionais. No entanto, John continuará a fazer parte das suas outras bandas, Infected Disarray, Hades Lab e Detrimentum, bem como continuará a gerir a sua Grindethic Records. Entretanto, a banda já encontrou um substituto em Nate Gould dos também ingleses Screamin’ Daemon. Este já entrará no processo de composição do novo álbum, que já está a decorrer, e que se chamará “Get Dead or Die Trying”. Prevê-se que chegue este Verão aos escaparates pela Metal Blade.

Amon Amarth - Recarregam baterias

Os Amon Amarth acabaram de terminar a última volta da sua tournée mundial para o álbum “Fate of Norns” que passou pela Austrália e Nova Zelândia. Embora o grupo sueco ainda tenha algumas datas para cumprir na próxima Primavera e Verão, entre elas no Tuska Festival, na Finlândia, e no evento Sweden Rock Cruise que celebra a 50ª edição da revista Sweden Rock e decorre durante 24 horas em mar alto, os Amon Amarth garantem que o seu próximo grande objectivo é começar a compor o seu próximo disco. A banda tenciona regressar aos Fascination Street Studios em Maio para gravar com o engenheiro e produtor habitual Jens Bogren.

Autumn - Nienke confirma saída

A voz dos Autumn, Nienke de Jong, confirmou nos últimos dias a sua saída da banda no final de Fevereiro. Os motivos anunciados foram a sua vontade de se dedicar mais ao seu estúdio Graveland, a sua banda DejaFuse e alguns problemas de saúde. A separação é amigável e inclusive estão marcados dois espectáculos de despedida para Nienke a 15 e 16 de Fevereiro, na Holanda, em Apeldoorn e Lierop, respectivamente. A banda espera anunciar o seu substituto nas próximas semanas já que se prepara para começar a escrever o sucessor de “My New Time”.

Colhões de Ferro III - Underground ao rubro amanhã nas Caldas da Rainha

Amanhã [26] decorre a terceira edição do festival Colhões de Ferro no Centro de Juventude das Caldas da Rainha. As bandas presentes serão os Cripta do Bruxo, Esclerose, Step Out, Null, Vizir e Panzerfrost. Os bilhetes custam 3€ e os espectáculos arrancam às 22h00.

Dark Fortress - "Eidolon" lançado em Fevereiro

Os Dark Fortress regressam aos discos a 25 de Fevereiro com “Eidolon”, o seu quinto da conta pessoal, segundo para a Century Media. O novo trabalho da veterana banda de black metal germânica foi gravado nos seus At The Crypt Studios e aguarda a conclusão da agenda da sua primeira digressão europeia em larga escala. A acompanhá-los estarão os Helheim e os Vulture Industries. Enquanto isso, está já disponível o tema “Edge of Night” no Myspace da banda.

Ayreon - O génio de volta

Está disponível desde segunda-feira, 22 de Janeiro, a nova obra do mestre holandês do rock progressivo, Arjen Lucassen, com os seus Ayreon. O novo disco da banda tem o título de “01011001” e como já vem sendo regra nos trabalhos do multi-instrumentista conta com inúmeras e ilustres colaborações. Do seu luxuoso elenco contam-se Hansi Kürsch [Blind Guardian], Jonas Renkse [Katatonia], Daniel Gildenlöw [Pain Of Salvation], Bob Catley [Magnum], Steve Lee [Gotthard], Jorn Lande, Anneke van Giersbergen [ex-The Gathering], Tom Englund [Evergrey], Simone Simons [Epica], Ty Tabor [King's X], Floor Jansen [After Forever], Derek Sherinian [ex-Dream Theater, Planet X], Tomas Bodin [Flower Kings], Ed Warby [Gorefest] e Michael Romeo [Symphony X], entre outros. “01011001” está disponível pela Inside Out em edição 2CD jewelcase, edição limitada em 2CD+DVD slimcase e edição estendida, caixa desdobrável, em 2CD+DVD com booklet de 36 páginas. O DVD é composto por 50 minutos de cenas de bastidores “01011001”, com os músicos convidados a chegarem ao aeroporto, a cantarem em estúdio e a serem entrevistados, um CGI de seis minutos do tema “Beneath the Waves”, seis temas bónus com Arjen a cantar, as sessões de gravação do baterista Ed Warby, um teaser e bloopers. Veja uma apresentação do álbum aqui.

If Lucy Fell - Apresentam disco no próximo sábado

“Zebra Dance”, o novo disco dos If Lucy Fell, será apresentado este sábado, 26 de Janeiro, na ZDB Lisboa. As entradas custam 6€. O sucessor de "You Make Me Nervous" chega às lojas dois dias depois pela Rastilho Records. Estão também já confirmadas as seguintes datas para os If Lucy Fell:

- 8 Fevereiro – Bar Alfa (Leiria)
- 9 Fevereiro – Fnac Sta Catarina 16:00h (Porto)
- 9 Fevereiro – Maus Hábitos 23:00h (Porto)
- 7 Março – CAE (Portalegre)- 22 Março - MusicBox (Lisboa)

4TheKids - Blog punk/hardcore lança net tape

Chama-se “This is The Oath That Makes Us Free” e trata-se da primeira net tape de punk/hardcore editada em Portugal. Está disponível para download desde ontem e é da responsabilidade do blog 4TheKids, um dos itens mais importantes para este tipo de música no país. O trabalho é composto por 12 bandas entre as quais os For The Glory, Step Back!, Kontrattack, Bulletproof, Overcome, entre outras. Faça download aqui.

Hardsound TV - Com documentário sobre Neurosis

A Hardsound TV disponibiliza um mini-documentário dos Neurosis sobre a gravação do seu último álbum, “Given To The Rising”, exclusivamente legendado em português. Entre outras novidades do canal online estão as entrevistas aos nacionais Komodo Wagon e Cinemuerte. Veja aqui.

In Peccatvm - Baterista ausente

Gualter Couto, baterista dos Nableena, vai estar este sábado [26] a substituir João Oliveira no próximo concerto dos açorianos In Peccatvm que decorre no Teatro Ribeiragrandense, em S. Miguel. João Oliveira encontra-se impossibilitado de actuar por questões de saúde. Este concerto tem a nuance de celebrar o 10º aniversário da banda de doom/gothic de S. Miguel.

Dead Shape Figure - Álbum este semestre

Os Dead Shape Figure são a última aquisição da francesa Season of Mist. Debitam um thrash/death metal e editam o seu primeiro álbum no primeiro semestre de 2008, “The Grand Karoshi”. Já é possível ouvir um teaser deste trabalho no seu Myspace.