“Face Of Colossus” é o nome do próximo álbum dos franceses Dagoba. A banda garante que “depois de vários meses de trabalho intensivo, todas as músicas do novo álbum estão escritas e as suas orquestrações e arranjos electrónicos finalizados”. O quarteto gaulês voltará a trabalhar em estúdio com o produtor Tue Madsen que afirma querer produzir um som “monstruoso” para este regresso. Nota de destaque também para o artwork do álbum que será elaborado pelo responsável gráfico do videojogo “God Of War II”. O sucessor de “What Hell Is About”, no qual estão presentes os poderosos temas “The Man You´re Not” e “The Things Within”, ainda não tem data para o seu lançamento. Friday, March 21, 2008
Dagoba - Violência "in your face"
“Face Of Colossus” é o nome do próximo álbum dos franceses Dagoba. A banda garante que “depois de vários meses de trabalho intensivo, todas as músicas do novo álbum estão escritas e as suas orquestrações e arranjos electrónicos finalizados”. O quarteto gaulês voltará a trabalhar em estúdio com o produtor Tue Madsen que afirma querer produzir um som “monstruoso” para este regresso. Nota de destaque também para o artwork do álbum que será elaborado pelo responsável gráfico do videojogo “God Of War II”. O sucessor de “What Hell Is About”, no qual estão presentes os poderosos temas “The Man You´re Not” e “The Things Within”, ainda não tem data para o seu lançamento. The Old Dead Tree - Oficializam novo baterista
Há seis meses que Raphaël Antheaume [Penumbra] é baterista dos franceses The Old Dead Tree, mas só agora é oficializada a sua integração na banda. “Estamos muito contentes por anunciar que depois de trabalhar connosco durante seis meses, o Raphaël decidiu ser membro a tempo inteiro dos The Old Dead Tree”, explica a banda em comunicado. Entretanto, a banda tem agendado um concerto especial em Paris, no Le Trabendo, no próximo dia 3 de Abril e, logo de seguida, parte para a Alemanha para uma série de quatro concertos com os Subway To Sally. Aqui ficam as datas dos concertos: 15 de Abril no LKA, em Estugarda, 16 de Abril no Centralstation, em Darmstadtat, 17 Abril no Kufa, em Krefeld, e 18 de Abril no Pumpwerk, em Wilhelmshaven. Por cá podemos rever a banda na muita aguardada edição 2008 do festival Lagoa Burning Live, a decorrer a 25, 26 e 27 de Abril, no Algarve. Thursday, March 20, 2008
Dead Shape Figure - Suportam Chimaira na Europa
Os thrash/death metallers finlandeses Dead Shape Figure serão banda-suporte dos norte-americanos Chimaira na sua extensa tournée por 12 países europeus com início marcado para a Holanda, mais precisamente em Amesterdão. Para além dos Dead Shape Figure figurarão como suporte os Maroon e The Sorrow. Essa será uma oportunidade perfeita para os fãs da banda ouvirem os temas que irão compor o seu longa-duração de estreia e que se intitulará "The Grand Karoshi", cuja data de lançamento está prevista para 19 de Maio, na Europa, e 10 de Junho, nos EUA, pela Season Of Mist. Entretanto, é possível escutar o tema "Blithering Icon" aqui.Wednesday, March 19, 2008
Kronos - Fazem pré-apresentação de novo EP
Com a vitória entre mãos na edição 2007 do Concurso de Música da Câmara Municipal de Tomar, a título de prémio, os Kronos ganharam a oportunidade de gravar um EP com sete temas, o qual anunciam estar já na recta final do seu processo de mistura. O sucessor de “Symbolon”, EP de 2006, está a ser gravado no Zero Studio, em Tomar, e merecerá uma pré-apresentação já no próximo dia 28 de Março no “Lagares D’El Rei”, em Tomar, a partir das 22h00. Para além disso, a banda informa que o seu endereço de Myspace vai ser brevemente alterado para www.myspace.com/kronosrock1. D3gredo - Apresentam EP este sábado
O Bar da Ponte, em Vouzela, é o local escolhido pelos lamecenses D3gredo para a apresentação do seu EP "D3MO 08". Os mesmos far-se-ão acompanhar pelos Processing Cut Mode, Ageing Skin e pelo DJ Metal Morfose. O evento irá realizar-se no dia 22 de Março, pelas 22 horas, tendo como custo de entrada 2€. Tuesday, March 18, 2008
Vittrah - Vazio eterno
A editora underground nacional Bubonic Productions edita o quarto trabalho dos tirsenses Vittrah que dá pelo nome de “And So Emptyness Prevailed…”. Depois das demos “Our Reign” [2004], “Obsecration Lost” [2005] e “Empyreal” [2006], é a vez deste one-man-project fazer nova investida com mais seis temas de black metal bem obscuro e melancólico, editado em cassete profissional limitada a 200 cópias numeradas. Para encomendar este registo contacte bubonicprod@gmail.com. The Profilers - Vencem XIII Festival de Música Moderna de Corroios 2008
É chegado o fim da XIII edição do Festival de Música Moderna de Corroios 2008 e os felizardos a arrecadar o primeiro prémio são os The Profilers, banda de rock/blues e jazz, com uma interessante imagem cabaretiana, de Sintra. A banda agora apresta-se a gravar o seu EP de estreia no Boom Studio, em Corroios, o qual sucederá à demo caseira “Make Love Slow… Enjoy The Role” que rendeu sucessos como “Hot” e “Edith Piaf On LSC”.Monday, March 17, 2008
Review
HIPNOID
“Chaos”
[CD – Feedback Records]
Sentimo-nos quase que injustiçados por termos que avaliar um disco como este “Chaos”… O segundo trabalho destes paulistas, formados em 1999, cai num poço repleto de detalhes amadores que, veementemente, prejudicam em grande escala o aspecto destes 13 temas. Temos consciência das dificuldades para uma banda conseguir seguir os seus normais passos de desenvolvimento num mundo em défice económico e social como o da cidade de S. Paulo, o que, aliás, é patente na forma apressada como a banda diz ter gravado o seu primeiro disco, “Mankind”, de 2001. Mas com isso a banda arrisca-se a alguns dissabores.
“Chaos”
[CD – Feedback Records]
Sentimo-nos quase que injustiçados por termos que avaliar um disco como este “Chaos”… O segundo trabalho destes paulistas, formados em 1999, cai num poço repleto de detalhes amadores que, veementemente, prejudicam em grande escala o aspecto destes 13 temas. Temos consciência das dificuldades para uma banda conseguir seguir os seus normais passos de desenvolvimento num mundo em défice económico e social como o da cidade de S. Paulo, o que, aliás, é patente na forma apressada como a banda diz ter gravado o seu primeiro disco, “Mankind”, de 2001. Mas com isso a banda arrisca-se a alguns dissabores. Com “Chaos” o processo de gravação não parece ter sido muito diferente. Como já se disse, principalmente pela gravação, “Chaos” é um disco muito difícil de tragar. Para além disso, sentimo-nos confusos pelo facto de haver já tanta tecnologia “caseira” que facilmente faria evitar um resultado tão medíocre como o que aqui ouvimos. Principalmente em relação à bateria, se bem que também o desempenho do baterista não ajuda minimamente para que o resultado soe um pouco melhor. Inclusive, parece que foi tudo gravado live, o que se em algumas situações nos faz ter um ar orgânico e old school, o mesmo não acontece quando os músicos em questão parecem ter evidentes limitações. A inconsistência no tempo e a imprecisão nas batidas fazem com que o trabalho de bateria soe, por momentos, muito estranho...
Entretanto, não querendo pintar o cenário ainda mais negro, mas ao mesmo tempo não querendo cair em cinismos ou falinhas mansas, a verdade é que banda não cativa também em termos de composição. A maior parte do tempo torna-se demasiado repetitiva – devendo ser mais objectiva e aproveitar aquilo que realmente é o sumo da sua música, evitando esticar solos e riffs que, no fundo, não têm grande brilhantismo – aqui o papel de um verdadeiro produtor seria fulcral.
Em termos técnicos, as guitarras destacam-se em alguns solos, mas, no geral, tudo está minado de falta de inspiração. Ressalva-se a versatilidade da banda que por momentos é feliz na forma como mistura thrash tradicional, hard rock, blues e algum rock progressivo. Há alguma variedade no desempenho dos Hipnoid e acreditamos que com mais alguma maturidade e – muito importante – a acção de um produtor experiente e com um estúdio minimamente apetrechado à disposição, a banda possa causar muito mais impacto no futuro.
Não nos referimos, naturalmente, a este projecto como um total “aborto”, mas é um facto que a banda está uns bons furos abaixo daquilo que é exigido no mercado discográfico hoje em dia. E ainda nos baralha mais as contas se atendermos a que esta possui grande rodagem no Brasil e já correu vários países da Europa. Para não falar na rodagem dos seus videoclips na MTV Brasil entre outras cadeias de televisão nacionais. “Chaos” ganha, no entanto, pontos na sua excelente edição – com faixas multimédia e um livro de banda-desenhada da autoria de Marcella Rangel, ainda completo com contos e as letras do disco. Porém, questionamo-nos de novo: não seria melhor se os Hipnoid tivessem pegado nessa parte do orçamento e tivessem aplicado num melhor estúdio? [4/10] N.C.
Gorerotted - Brincando com a morte
Os londrinos Gorerotted emitiram recentemente um comunicado que dá conta da entrada em estúdio da banda para gravar o seu novo álbum, que dá pelo nome de “Get Dead Or Die Trying”. O sítio escolhido foi os Parlor Sounds Studios e a equipa de produção é composta por Russ Russel e James Dunkley. Este trabalho contará com a estreia do baterista Nate Gould [Screamin’ Daemon] que vem render a saída recente de John Rushforth. Fates Warning - "Perfect Symmetry" com nova vida
“Perfect Symmetry”, o álbum de 1989 dos Fates Warning, será reeditado em formato remasterizado em Junho próximo pela Metal Blade. Esta edição de “cara lavada” do quinto longa-duração destes prog metallers de Hartford conta ainda com um disco bónus contendo as demos de “Perfect Symmetry” e um DVD de 90 minutos com filmagens ao vivo. Aguardam-se mais informações para breve e, inclusive, um vídeo preview do trabalho. Entretanto, é possível ver o videoclip de “Through Different Eyes”, do álbum em questão, aqui. Shai Hulud - O regresso das origens
Um dos originários do metalcore, os Shai Hulud, regressam aos discos após cinco anos de “hibernação”. Este regresso tem por nome “Misanthropy Pure” e é descrito como um apelo ao som old school da banda. Matt Fox [guitarrista] acrescenta, ironicamente, que este trabalho é “mais rápido, mais lento, mais metal, menos metal, mais rock, mais progressivo e menos progressivo do que qualquer trabalho que a banda tenha lançado até hoje”. “Misanthropy Pure” foi captado nos estúdios Silver Bullet Media e misturado por Eric Rachel nos estúdios Trax East. Os fãs poderão aceder ao disco do grupo oriundo da Florida no dia 26 de Maio pela Metal Blade. Hail The Bullets - Força bélica em Maio
A 19 de Maio vai estar disponível para toda a Europa “...Of Frost And War”, o disco de estreia dos holandeses Hail The Bullets, pela germânica Metal Blade. Nas palavras do baterista Ed Warby, “este é a banda-sonora da verdadeira guerra. Se não imagina como é ser atropelado por um tanque Tiger de 50 toneladas então aqui tem a sua oportunidade”, acrescenta o músico. “…Of Frost And War” foi gravado entre Fevereiro e Março nos Excess Studios em Roterdão, na Holanda, e misturado e masterizado por Dan Swanö, dos Edge Of Sanity, na Suécia. O disco vai estar disponível numa primeira edição limitada em digipack com um tema bónus. Depois de esgotado só estará disponível em jewelcase, sem tema bónus. Estará ainda disponível o disco em vinil. A acrescentar que a banda assina aqui com a Metal Blade um contracto mundial, após ter mantido até agora um contracto apenas para a Europa. Review
BANSHEE AND SOMETHING ELSE WE CAN’T REMEMBER
“This Place Is A Zoo”
[CD – Raging Planet]
A partir de um ambiente “selvático” chega-nos o primeiro trabalho dos setubalenses Banshee And Something Else We Can’t Remember. A introdução do seu tema título, com macacos a guinchar, é apenas um pequeno aperitivo para toda a boa disposição que ensopa este trabalho. Este colectivo de punk rock com influências ska são daqueles casos, mais um, em que a descontracção reina em todo o seu lyfe stile e condiciona toda a sua existência.
“This Place Is A Zoo”
[CD – Raging Planet]
Indiscutivelmente com um trabalho bastante coeso e uma capacidade rítmica capaz de pôr toda a plateia aos pulos e a dançar freneticamente, os Banshee acabam por ser um projecto surpreendente pela sua energia positiva. O peso é substituído por melodias e batidas orelhudas e com o auxílio dos trompetes, demasiado presentes e algo pirosos na nossa opinião, a banda acaba por demarcar-se, de certa forma, da concorrência. Tudo o resto é concebido para se tornar na melhor banda-sonora de Verão enquanto saboreamos uma brisa fresca à sombra de uma esplanada, com salgados e uma cerveja gelada a acompanhar, enquanto tentamos escapar do calor abrasador desta época do ano e espiamos os corpos mais despidos das míudas.
Uma coisa é certa: a banda não deve nada a projectos similares do estrangeiro, o que, aliás, comprova as várias datas que a banda já fez fora de Portugal. Com uma imagem "zoológica" e com os devaneios hilariantes do final do disco ficamos a desejar que os Banshee se mantenham bem dispostos por muito mais tempo, nem que para isso o vinho seja o tónico principal… Enquanto houver ”vi ti” eles serão “gá fodi”! [7/10] N.C.
Communic - Existência prolífera
Com uma média impressionante de um lançamento por ano, os noruegueses Communic voltam à carga a 30 de Maio próximo com o seu novo longa-duração “Payment Of Existence”. O trio de Metal progressivo comenta que este seu terceiro disco é o “mais diverso e pesado de sempre, mas mantém a marca dos Communic”. O disco teve produção de Jacob Hansen e o artwork é de Jan Yrlund. Testament - Tomando forma [maldita]
Enquanto “The Formation Of Damnation”, o aguardado novo álbum dos lendários Testament, não chega aos escaparates já é possível escutar o tema “More Than Meets The Eye” no Myspace da banda. O décimo primeiro disco da carreira do grupo chega a 25 de Abril à Europa, pela Nuclear Blast, e contou com a gravação de Andy Sneap nos Fantasy Studios em Berkeley, na Califórnia. Korpiklaani - Trailer para novo "Korven Kuningas"
A antecipar “Korven Kuningas”, o novo disco dos Korpiklaani, a banda disponibilizou no Youtube um trailer/EPK com excertos de videoclips e entrevistas sobre o seu regresso em álbum. Aceda ao video aqui. O quinto tomo da banda de folk metal finlandesa chega às lojas no dia 21 de Março pela Nuclear Blast. Para o referido disco já foram registados dois videoclips, “Keep On Galloping” e “Metsämies”. O disco terá uma primeira edição com temas bónus e em vinil branco, um digipack de apenas 500 exemplares acompanhado por um “corno de beber” e um suporte de parede. A relembrar que os Korpiklaani são mais uma das bandas a actuar no auspicioso Lagoa Burning Live, a ter lugar no Algarve nos dias 25, 26 e 27 de Julho, sendo que a banda actua no último dia do festival. Sunday, March 16, 2008
Keep Of Kalessin - Colosso pela Nuclear Blast
A Nuclear Blast assinou um contracto de licenciamento com a Indie Recordings para a distribuição de “Kolossus”, o quarto trabalho dos noruegueses Keep Of Kalessin, para território alemão, austríaco, suíço e para o resto do mundo, fora da Europa, com excepção para a Austrália e Rússia. O regresso da banda do ex-guitarrista ao vivo dos Satyricon, Obsidian C., dá-se em Junho deste ano e promete mais uma dose de black metal épico, com elementos death, thrash e vários outros atípicos a este género. Em Abril a banda embarca numa tournée norte-americana chamada “The Invaluable Darkness Tour Part 2 – Legions Of The Chosen Few” com os Dimmu Borgir e Behemoth. Mais tarde, embora ainda sem data marcada, a banda regressa à Europa para uma extensa digressão. Friday, March 14, 2008
Ciborium - Em festival na Holanda
O festival "Battle Against Cancer II" que decorrerá no dia 20 de Setembro em Oss, na Holanda, contará com a participação dos black/death metallers portugueses Ciborium e dos death metallers holandeses The Lucifer Principle. Até ao momento essas são as únicas duas bandas confirmadas para o espectáculo de beneficência a favor da KWF Kankerbestrijding, associação holandesa de luta contra o cancro. Para mais informações aceda aos seguintes links:Review
SYBREED
“Antares”
[CD – Listenable Records/Major Label Industries]
Do interessante catálogo da francesa Listenable Records temos agora a registar, os não menos interessantes, Sybreed. O anterior “Slave Design” valeu-lhes uma considerável exposição com direito a digressões pelos Estados Unidos e Europa, com a insígnia de um som pesado, melódico e repleto de texturas electrónicas que lhes confere, ainda que sem nenhuma novidade, um produto contagiante e muito consistente. Isto partindo de um grupo de “desconhecidos” para a maioria do público e de uma cidade com muito pouca tradição nesta “prateleira” – Génova –, consistência é o adjectivo mínimo a atribuir à arte de um grupo que surpreende assim que colocamos “Antares” a rodar.
Podendo supor que a Listenable Records poderá querer agarrar o sucesso “polirítmico” dos também seus Textures, ainda que estes holandeses tenham um som muito mais original e complexo, a verdade é que decidem por abrir a porta a mais uma banda que vive muito do aspecto downtuned e modernaço das guitarras e dos ritmos sincopados inspirados também em grupos como Mnemic e Threat Signal.
Porém, a distância que vai entre os nomes referidos e os Sybreed, é que estes últimos “abusam” muito mais da componente electrónica. Os loops acompanham quase todos os momentos de “Antares”, o que contribui muito para um som, ora bem gélido, ora bem mecânico, ora actual e acessível, sendo que, sem dúvida, concebe uma produção muito cheia.
Por outro lado, a banda não descurou meios para tornar o seu som acessível e injecta uma dose “letal” de melodia aos seus temas, principalmente, nos seus refrões – alguns com propensão para se tornarem grandes hinos radiofónicos, como “Emma 0”, “Revive My Wounds” ou “Ego Bypass Generator”. Acontece que, como quase sempre assim é, quando o objectivo é ser catchy, as estruturas das canções são sacrificadas e, por momentos, as coisas tornam-se muito previsíveis. Apesar disso, este acaba por ser um mal que aceitamos bem quando os riffs e as melodias conseguem agarrar-nos. A voz do fundador Benjamim tem muita culpa neste resultado, sendo que consegue ser raivoso nos registos pesados – num tom próximo de Michael Bogballe [ex-vocalista dos Mnemic] – e etéreo num registo harmonioso pleno de magnitude.
Não se pense, no entanto, com isso que o peso escasseia. Os ritmos e os tempos são aqui muito inteligentemente explorados, mantendo-se no limiar da técnica e do groove. Resultado: um trabalho muito eficiente, maduro e minimamente versátil para não soar enfadonho, apesar de não escapar à suposição de poder ter sido criado com muitas preocupações de atingir um público vasto. Entretanto, os elementos black metal que a banda emprega subtilmente ajudam-na a afastar de alguns clichés.
Com Dirk Verbeuren [Soilwork] atrás do kit de bateria em estúdio, a editora poderia também aproveitar-se para promover esta banda helvética, mas é o seu mérito próprio que lhe garante excelentes apontamentos para o futuro. A evitar a falta de homogeneidade deste trabalho que depois de um excelente arranque tem uma segunda metade bastante monótona. [7/10] N.C.
“Antares”
[CD – Listenable Records/Major Label Industries]
Do interessante catálogo da francesa Listenable Records temos agora a registar, os não menos interessantes, Sybreed. O anterior “Slave Design” valeu-lhes uma considerável exposição com direito a digressões pelos Estados Unidos e Europa, com a insígnia de um som pesado, melódico e repleto de texturas electrónicas que lhes confere, ainda que sem nenhuma novidade, um produto contagiante e muito consistente. Isto partindo de um grupo de “desconhecidos” para a maioria do público e de uma cidade com muito pouca tradição nesta “prateleira” – Génova –, consistência é o adjectivo mínimo a atribuir à arte de um grupo que surpreende assim que colocamos “Antares” a rodar.Podendo supor que a Listenable Records poderá querer agarrar o sucesso “polirítmico” dos também seus Textures, ainda que estes holandeses tenham um som muito mais original e complexo, a verdade é que decidem por abrir a porta a mais uma banda que vive muito do aspecto downtuned e modernaço das guitarras e dos ritmos sincopados inspirados também em grupos como Mnemic e Threat Signal.
Porém, a distância que vai entre os nomes referidos e os Sybreed, é que estes últimos “abusam” muito mais da componente electrónica. Os loops acompanham quase todos os momentos de “Antares”, o que contribui muito para um som, ora bem gélido, ora bem mecânico, ora actual e acessível, sendo que, sem dúvida, concebe uma produção muito cheia.
Por outro lado, a banda não descurou meios para tornar o seu som acessível e injecta uma dose “letal” de melodia aos seus temas, principalmente, nos seus refrões – alguns com propensão para se tornarem grandes hinos radiofónicos, como “Emma 0”, “Revive My Wounds” ou “Ego Bypass Generator”. Acontece que, como quase sempre assim é, quando o objectivo é ser catchy, as estruturas das canções são sacrificadas e, por momentos, as coisas tornam-se muito previsíveis. Apesar disso, este acaba por ser um mal que aceitamos bem quando os riffs e as melodias conseguem agarrar-nos. A voz do fundador Benjamim tem muita culpa neste resultado, sendo que consegue ser raivoso nos registos pesados – num tom próximo de Michael Bogballe [ex-vocalista dos Mnemic] – e etéreo num registo harmonioso pleno de magnitude.
Não se pense, no entanto, com isso que o peso escasseia. Os ritmos e os tempos são aqui muito inteligentemente explorados, mantendo-se no limiar da técnica e do groove. Resultado: um trabalho muito eficiente, maduro e minimamente versátil para não soar enfadonho, apesar de não escapar à suposição de poder ter sido criado com muitas preocupações de atingir um público vasto. Entretanto, os elementos black metal que a banda emprega subtilmente ajudam-na a afastar de alguns clichés.
Com Dirk Verbeuren [Soilwork] atrás do kit de bateria em estúdio, a editora poderia também aproveitar-se para promover esta banda helvética, mas é o seu mérito próprio que lhe garante excelentes apontamentos para o futuro. A evitar a falta de homogeneidade deste trabalho que depois de um excelente arranque tem uma segunda metade bastante monótona. [7/10] N.C.
Monday, March 10, 2008
Entrevista Jon Oliva's Pain
EM ESTADO DE ALERTA
Quando se possui verdadeira alma e paixão, concebem-se músicos que se mantêm arejados e saudavelmente activos durante muitos anos. Partindo de um envolvimento hereditário e muito precoce com a música, foi com apenas 19 anos, mais precisamente em 1979, que Jon Oliva fundou os seminais Savatage, ao lado de seu irmão Criss Oliva, e escreveu álbuns históricos como “Sirens”, “Hall Of The Mountain King” ou “Gutter Ballet”. Compositor ávido e distinto, Jon Oliva decidiu, entretanto, em 1992, separar-se do grupo que o lançou para o mundo para dedicar mais tempo aos seus Doctor Butcher. Porém, o músico regressa surpreendentemente, em 2001, para dar voz a “Poets And Madmen”. Revelando-se sol de pouca dura, o grupo da Florida acaba por afastar-se, embora mantendo os seus elementos próximos no projecto instrumental Trans-Siberian Orchestra. Ainda assim, é apelando à sua independência inata que Jon Oliva cria os seus Jon Oliva’s Pain, em 2003, para deixar jorrar a sua transbordante criatividade. Este projecto serve igualmente para o vocalista e teclista cravar e esterilizar as suas feridas pessoais, nomeadamente as da perca de seu irmão Criss e, muito recentemente, do seu grande amigo e produtor de longa data Greg “Super G” Marchak, que gerou tanto “assombro” como motivação durante a gravação de “Global Warning”, o seu terceiro trabalho com este projecto. Este é, por isso mesmo, também um tributo aos seus ente queridos que o deixaram e um incontestável contributo de classe para o Rock e Heavy Metal de costela tradicional e progressiva. Apesar do momento complicado que vivem, para Jon e Christopher Kinder [baterista] não há motivos para a inspiração falhar, como demonstram na entrevista que se segue.
“Global Warning” resulta como um hino a alertar para as atrocidades que o Homem está a infligir no nosso planeta. Significa que também estão preocupados sobre este assunto...
Chris: Sim, com certeza! Olhem à vossa volta nos dias que correm... Será que existe alguém contente com o rumo que a Humanidade está a tomar? Honestamente, a maioria das pessoas levanta-se diariamente, vai para o trabalho e toma conta das suas famílias. E a maioria das pessoas deste planeta não são responsáveis pela situação em que nos encontramos actualmente. Existe uma minoria de população a forçar as suas vontades e a impor a sua ganância sobre os outros. Nem um único americano tem algo de bom a dizer sobre a guerra no Iraque, excepto os políticos... O que é que isto nos revela? Teríamos que ser cegos, burros e estúpidos para não percebermos que o sistema está 100% corrompido e vai continuar a declinar-se a menos que mudanças massivas sejam implementadas no mundo.
Quando se possui verdadeira alma e paixão, concebem-se músicos que se mantêm arejados e saudavelmente activos durante muitos anos. Partindo de um envolvimento hereditário e muito precoce com a música, foi com apenas 19 anos, mais precisamente em 1979, que Jon Oliva fundou os seminais Savatage, ao lado de seu irmão Criss Oliva, e escreveu álbuns históricos como “Sirens”, “Hall Of The Mountain King” ou “Gutter Ballet”. Compositor ávido e distinto, Jon Oliva decidiu, entretanto, em 1992, separar-se do grupo que o lançou para o mundo para dedicar mais tempo aos seus Doctor Butcher. Porém, o músico regressa surpreendentemente, em 2001, para dar voz a “Poets And Madmen”. Revelando-se sol de pouca dura, o grupo da Florida acaba por afastar-se, embora mantendo os seus elementos próximos no projecto instrumental Trans-Siberian Orchestra. Ainda assim, é apelando à sua independência inata que Jon Oliva cria os seus Jon Oliva’s Pain, em 2003, para deixar jorrar a sua transbordante criatividade. Este projecto serve igualmente para o vocalista e teclista cravar e esterilizar as suas feridas pessoais, nomeadamente as da perca de seu irmão Criss e, muito recentemente, do seu grande amigo e produtor de longa data Greg “Super G” Marchak, que gerou tanto “assombro” como motivação durante a gravação de “Global Warning”, o seu terceiro trabalho com este projecto. Este é, por isso mesmo, também um tributo aos seus ente queridos que o deixaram e um incontestável contributo de classe para o Rock e Heavy Metal de costela tradicional e progressiva. Apesar do momento complicado que vivem, para Jon e Christopher Kinder [baterista] não há motivos para a inspiração falhar, como demonstram na entrevista que se segue.“Global Warning” resulta como um hino a alertar para as atrocidades que o Homem está a infligir no nosso planeta. Significa que também estão preocupados sobre este assunto...
Chris: Sim, com certeza! Olhem à vossa volta nos dias que correm... Será que existe alguém contente com o rumo que a Humanidade está a tomar? Honestamente, a maioria das pessoas levanta-se diariamente, vai para o trabalho e toma conta das suas famílias. E a maioria das pessoas deste planeta não são responsáveis pela situação em que nos encontramos actualmente. Existe uma minoria de população a forçar as suas vontades e a impor a sua ganância sobre os outros. Nem um único americano tem algo de bom a dizer sobre a guerra no Iraque, excepto os políticos... O que é que isto nos revela? Teríamos que ser cegos, burros e estúpidos para não percebermos que o sistema está 100% corrompido e vai continuar a declinar-se a menos que mudanças massivas sejam implementadas no mundo.
Olha para o futuro da Humanidade com algum positivismo?
Chris: Sim! Na América isto já aconteceu ao longo da sua história, mas se as pessoas à volta do globo não se agruparem e forçarem uma mudança verdadeira e positiva, podem esperar que o mesmo se continue a passar.
Sentiram uma dor enorme com o desaparecimento do Greg Marchak. Como foi trabalhar em estúdio dessa vez sem a sua presença? Compreendo se não quiserem falar deste assunto...
Chris: Temos que continuar a falar desse assunto e com grande admiração pela sua vida e legado. O Greg era um ser muito especial e um produtor e engenheiro fantástico. Ele era um autêntico membro da banda, mesmo que nunca estivesse em palco connosco. Qualquer verdadeiro músico sabe que é o esforço de todos que concebe o trabalho final de um disco. O Greg era um génio a extrair o que de melhor tínhamos para oferecer... E ela fazia-o com um sorriso e cuidado tremendo perante todos os detalhes dos Jon Oliva’s Pain!
Sentem que perderam alguma magia face à sua ausência durante a produção de “Global Warning”? Imagino até qual será a dedicatória especial deste disco...Chris: No princípio, a gravação de “Global Warning” foi um processo muito, muito duro. Começámos a gravar apenas duas semanas após o seu falecimento. Contudo, aprendemos tanto com o Greg que a sua inspiração guiou-nos através de toda e qualquer sessão de gravação. Sentimos o seu espírito em todo o lado... E sabemos que ele está sempre connosco. Este disco foi para ele e acreditamos que isso é visível nas canções desse novo álbum e na performance da banda.
Chegaram a pôr a hipótese de cancelar as gravações de “Global Warning” após esse trágico acontecimento?
Jon: Nunca! O Greg nunca quereria que isso acontecesse.
Jon, tem sido um verdadeiro guerreiro ao longo destes anos... Esta é a sua segunda enorme dor perante a perca de ente queridos. Esses acontecimentos servem-lhe de propósitos extra para escrever em suas memórias?
Jon: Sempre... Escrevo do coração e as canções que assino são sempre reflexões de experiências de vida, tanto passadas como presentes, boas e más.
Teve, por exemplo, algum dejá-vu ao escrever este novo trabalho?
Jon: Existem muitos temas que compus sob inspiração do meu irmão Criss e também da minha história nas lides da música. Voltar a ouvir as cassetes que o meu irmão guardava lembra-me muito quando eu e ele começámos a tocar quando ainda éramos adolescentes. Algum deste material é intemporal e vai continuar a fazer parte dos futuros lançamentos de Jon Oliva’s Pain.
Esta será, certamente, uma boa forma de o prestar tributo e senti-lo sempre ao seu lado...
Jon: Tê-lo a par do que eu e a banda grava será sempre uma prioridade. Se conseguirmos incluir as suas belas composições nos nossos futuros CD’s é porque ele continuará sempre connosco! O Criss viverá comigo em tudo o que fizer.
Como se sente hoje em relação à banda? A vossa consistência parece atingir o seu pico máximo neste terceiro trabalho...
Jon: Porquê? As bandas demoram anos a se desenvolverem e penso que, nesse aspecto, fazemos as coisas muito diferentes da maioria das bandas. Tentamos desafiar-nos e curtir o que fazemos. Raios, enquanto tiverem estes dois aspectos bem presentes na vossa música deixam de haver limitações em relação ao que pretendem atingir. Simplesmente tentamos escrever discos que não são unicamente para agradar os fãs, mas sim para desafiarmos as nossas capacidades para escrevermos grandes canções e captá-las em disco. Estamos, certamente, orgulhosos do “Global Warning” e isto é apenas o princípio dos Jon Oliva’s Pain.
Consta que se surpreenderam bastante com as vossas ideias enquanto compunham este terceiro álbum. Algumas delas parecem ter surgido, inclusive, de erros vossos! [risos]
Jon: Os erros são como que ingredientes acidentais numa, de outra forma, perfeita receita. A melhor comida é concebida exactamente da mesma forma. Tens que experimentar e levar-te aos limites e depois, inadvertidamente, do nada, alguém aparece com uma grande ideia para uma canção que todos tínhamos dado por concluída! Qualquer um dos nossos temas está aberto a mudanças até ao dia em que os gravamos. Se fecharmos a “janela” para essa oportunidade muito cedo, vamos perder a hipótese de saber como estes ficariam de outras maneiras. Esta é a razão por ser tão agradável trabalhar em Jon Oliva´s Pain. Tentaremos tudo até as coisas nos servirem da melhor forma.
Também costumam improvisar em estúdio. Registaram-se muitos momentos desses dessa vez?Jon: Tirando as estruturas base dos temas, toda a gente era livre de tentar seja o que for que sentisse que podia melhorar a música. Esperamos que este fluir natural agrade aos fãs.
Continua a sentir-se como um hiper-criativo? Afinal de contas, criou este projecto para escoar o excesso de composições e ideias que tinha. Imagino que não seja muito dado a “bloqueios”…
Jon: Hoje em dia encontro mais inspiração do que nunca. O meu percurso musical foi preenchido com altos, baixos e algumas incertezas. Mas eu estou a entregar-me a um dom que me foi dado e estou sempre a ter ideias incríveis para músicas diariamente. Vivo tempos muito excitantes, sem dúvida.
Qual acha que é o segredo? Será que desenvolveu métodos ao longo de todos esses anos para evitar bloqueios criativos? A experiência será, com certeza, um factor favorável…
Jon: Apenas tento relaxar e deixar os meus dedos pronunciarem-se… Na verdade, é tão simples como isso!
JOP é o seu projecto a solo, creio não haver contestação. Contudo, assina todo o material que editam ou os vossos colegas de banda também contribuem com ideias?
Jon: Neste projecto tudo é feito em equipa. Se alguém na banda tem uma ideia melhor do que a minha, esta é imediatamente adicionada à música. Acima de tudo, funcionamos em prol das canções e não estamos preocupados com quem as escreve.
Descreva-me, musicalmente, este novo disco. Parece-me repleto de variedade…
Jon: Penso que este disco abrange muitas e boas influências que eu e a banda temos. Não tivemos medo de tentar tudo o que nos ia em mente e foram dadas plataformas as todas as ideias que tivemos para estas poderem desenvolver-se. Algumas ideias eram boas, outras não. Mas acontece que quando tens muitas ideias por entre escolher acabas por optar pela mais correcta.
Compreendo que esteja muito ocupado hoje em dia com o novo álbum de JOP. Porém, por onde passam os vossos planos com os seus projectos paralelos?
Jon: Neste momento, não tenho nada programado para eles.
Embora esta seja uma pergunta “perigosa”, arrisco-me a perguntar-lhe se existe alguma motivação para reunir-se com os seus colegas dos Savatage?
Jon: Os Savatage são, basicamente, os Trans-Siberian Orchestra [TSO] de hoje em dia… Este é um projecto que funciona durante um ano tanto em disco como em tournée e depois pára. JOP vai continuar a ser a minha principal fonte absorsora para a música que crio. Adoro tocar com estes músicos porque eles trazem muito boas ideias para a sala de ensaios. Aqui tenho o melhor de dois mundos.
Recentemente, falou-se na hipótese de ser editado um CD+DVD especial dos Savatage, ao vivo, do período em que o Criss tocava na banda. Esta sempre é para consumar-se?Jon: Ainda estamos a decidir o que fazer. Assim que tivermos uma resposta far-lha-emos pública. A partir de agora o objectivo é lançar o próximo disco dos TSO e celebrar o lançamento de “Global Warning” em tournée. Por fim, quero agradecer os inúmeros anos de apoio. Não havia outra maneira de continuar sem a vossa ajuda. Espero que gostem do novo álbum de JOP e que surjam oportunidades para vos visitarmos… Estaríamos lá para celebrar com “bombeiros e sirenes”. Adoramo-vos a todos!
Nuno Costa
www.jonoliva.net
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