Wednesday, April 09, 2008

Review

QWENTIN
“Première”

[CD – Raging Planet]

Não é nenhum tipo de alusão ao realizador e actor Quentin Tarantino ou o efeito da inspiração na obra deste ilustre norte-americano, mas a verdade é que… quase “vemos” o som dos nacionais Qwentin. Imbuídos numa vincada forma cinéfila de estar, o som deste quarteto do Cartaxo desenrola-se num plano onde a teatralidade e a imagem tem especial preponderância. Em termos estruturais há lugar a “intervalo” e tudo e, de modo geral, as narrações de “Ill Commence Ici” ou “Uomo-Tutto” [e aqui começa a confusão plurilinguista do universo Qwentin], as notícias que nos são lidas em “Jornalisma”, para além do “trailer de “AQUI” [cujo “filme” é apresentado mais para o fim], dão-nos a sensação reconfortante de sermos levados a conhecer uma esfera em que tudo parece não ter nexo mas a que lhe é subjacente um apurado requinte de inteligência na transmissão de uma mensagem.

Se o conceito e abordagem muito particulares dos Qwentin são a fracção mais em evidência em “Première” o mesmo talvez não possa ser dito ao seu conteúdo musical. É, sem dúvida, interessante, mas mediano. Honestamente, não há créditos que confisquem à própria banda tão grande aparato se falarmos de composição. O seu mérito advém da sua originalidade, coragem e talento na criação de uma entidade. Aqui a banda sonora é rock alternativo, com um toque britânico, retro, e um intenso gosto progressivo e experimentalista. Por outro lado, é pleno de um apelo pop/light que por vezes nos dispersa a atenção para o que aqui se ouve, embora não se possa dizer que este seja um disco de fácil digestão, longe disso, atendendo à sua intricada configuração.

Contudo, “Premiére” pode chegar às massas [como, aliás, chegou, recentemente, através da primeira parte que os Qwentin fizeram do concerto dos 30 Second To Mars, no Coliseu dos Recreios, perante 4 000 pessoas], mas para um disco de som tão psicadélico como este o caminho poderá ser, sim, aberto, mas por força da sua singularidade global. De facto, e isto é um ponto a favor, não é fácil definir os Qwentin sem incorrer numa série de terminologias. É preciso ouvir para se perceber a loucura deste contador de histórias vestido de fato e longas saias pretas. Destaque ainda para a interessante simbiose resultante da participação de um Rui Duarte [Ramp] “distorcido” em “Mind (The) Thieves”.

Sem surpreender musicalmente, são uma das entidades mais atrevidas, excêntricas e originais a coexistir actualmente no panorama nacional. É hora de desviar a cortina para os receber... [8/10] N.C.

Friday, April 04, 2008

Humanart + Nocturnal Reveries - Noite black metal amanhã na Covilhã

O Birras Bar, na Covilhã, recebe amanhã as actuações dos Humanart e Nocturnal Reveries. Os concertos têm início às 22h00, horários que serão escrupulosamente cumpridos uma vez que os concertos só poderão prolongar-se até às 00h00. O after-hours ficará a cargo do DJ Hugo Nevermore. A entrada custa 3€.

Review

VLAD IN TEARS
"Seed Of An Ancient Pain”
[CD – Dreamcell 11/Aural Music/MJL]

O comunicado de imprensa deste disco e outros registos biográficos dos Vlad In Tears recalcam a ideia de que o grupo transalpino é um filho bastardo dos finlandeses H.I.M. Não seria preciso muito para perceber isso. Aliás, bastando olhar para a capa de “Seed Of An Ancient Pain” apercebemo-nos imediatamente que também a imagem de Ville Valo serve de influência, principalmente, ao vocalista Kris. Embora isto já pudesse ser motivo para temer alguma falta de personalidade, podemos até dizer que esta estreia poderá não resultar tão frustrada quanto pareça inicialmente. Isso também porque as expectativas não eram altas.

Na realidade, a composição é media-fraca. Se tanto se louva um trabalho como este o que não dizer dos nossos saudosos Icon & The Black Roses. A voz de Kris está de facto muito próxima, em alguns momentos, da do vocalista que “ousou” baptizar um disco seu de “Love Metal” – até nos efeitos. E se sentimento melancólico, romântico – e porque não “lamechas” – são coisas que não faltam a este disco, há que realçar pelo menos o ambiente mais clássico e obscuro que por vezes paira sobre este trabalho. Enquanto isso, uma performance muito pálida dos seus instrumentos interceptam à partida as perspectivas de nos convencerem com algo realmente maduro. A forma de composição do grupo também não é a mais inovadora – nada mesmo. As coisas soam [muito] ultrapassadas.

Acabam por ir para as teclas e para a voz as maiores-valias de “Seed Of An Ancient Pain”, sendo que riffs inspirados é coisa que não se ouve e guitarras mais pesadas só encontramos em “See Through The Darkness”. E se a melodia é o fio condutor do trabalho dos Vlad In Tears, então aí podemos destacar a inicial “Reveal” e “As Snow Wed’ Fall” como canções com refrões passíveis de ficarem bem agarrados ao ouvido. Contudo, a verdadeira vénia vai para a magistral faixa final, com o piano “à capella”, “My Last Dawn”, mergulhado num classicismo barroco que nos conquista completamente.

Se de Itália lhe é reconhecido um romantismo histórico, é indiscutível que este quarteto herdou esta faceta. Mas se a classe gótica mais actual pertence à Finlândia, não será desta vez que as atenções se vão virar para o mediterrâneo. [6/10] N.C.

Echidna + Coldfear - Amanhã no Fábrica do Som

Os portuenses Echidna encabeçam a noite musical do Fábrica do Som, no Porto, amanhã, 5 de Abril. Está ainda reservada para esta noite a actuação dos barcelenses Coldfear. As colunas começam a debitar alta pressão sonora a partir das 23h00, com a condição da cobrança de 3€ à entrada. A anotar que as duas bandas voltam a encontrar-se em palco no dia 17 de Maio, juntamente com os Headstone, no Indycat Piano Bar, em Gondomar, no Porto, para a realização do Triple Thrash Attack.

Tuesday, April 01, 2008

The First Step - Em dose dupla em Portugal

Os punk/hardcorers norte-americanos The First Step vão estar em Portugal para duas actuações no dia dia 19 de Abril. Uma decorre em jeito de matiné na Academia de Linda-A-Velha, pelas 15h00, e a outra em Albufeira no Moonspell Bar [antigo Rocks] às 00h30. Na primeira sessão o grupo da Carolina do Norte vai ser acompanhado pelos nacionais For The Glory, Broken Distance e Step Back e já de madrugada, mais a sul, pelos Keep Walking e Highest Cost

Solid - EP de estreia em breve

Das cinzas dos Solid Impact surgem agora os Solid que preparam-se para lançar o seu EP de estreia. Tem como título “”24/7: The Love Syndrome” e é composto por três temas e uma intro que nos oferecem uma mistura de rock, punk, southern metal e hardcore. Em comunicado, a banda informa que “o disco já está na fábrica e dentro de dias estará nas suas mãos”. Entretanto, pode ficar a conhecer um tema deste trabalho de estreia em www.myspace.com/solidpt. Da agenda do grupo consta já uma série de datas, entre as quais destacam-se a do IndyCat Piano Bar, em Gondomar, no dia 23 de Maio com os My Eyes Inside e Loss Spectra Of Pure, do Sala D’Ensaios Caffé, Cervães [Vila Verde, Braga] no dia 24 de Maio novamente com o mesmo alinhamento, e de volta ao Porto Rio, no dia 30 de Maio, com os Forgodsfake e Engagin Dead.

Cryptor Morbious Family - Preparam novo disco

“Hypnotic Way To Hurt” é o título do próximo disco dos grandolenses Cryptor Morbious Family, já a ser gravado em estúdio. Ainda é desconhecida a sua data de lançamento mas a banda já adiantou que este trabalho apresentará uma abordagem mais pesada e industrial que o antecessor “All Of Us Got A Killer Inside”, de 2006.

1NK1L1NA MOR+3 - Disco de versões e remisturas em Junho

O one-man-project 1NK1L1NA MOR+3, responsabilidade de Carlos Sobral, lança em Junho próximo “Are You What You Think?”, um disco de remisturas e versões dos dois trabalhos da banda de metal industrial até à data – “Inkilina Morte” [2003] e “Infinite Days Hoping To Die” [2006]. A assinar estas novas interpretações estão os Cryptor Morbius Family, Seven Stitches, Smash Skulls e Weirdo, sendo que as remisturas estiveram a cargo de André Tavares [Spoiled Fiction], Carlos Vale “Cajó” [Xutos & Pontapés, Tara Perdida] e Fernando Abrantes [Luís Represas]. Embora nunca fora intenção do projecto sair da sala de ensaio, Carlos Sobral já adiantou que este novo trabalho será promovido ao vivo com um conjunto de músicos já escolhido.

Monday, March 31, 2008

Studio Update II

ANOMALLY

Cidade património mundial e tida a outros encantos – que não propriamente o metal -, Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, é berço de um dos nomes mais empolgantes a militar actualmente na “liga metálica” açoriana. Se na sua terra o punk é corrente que domina, os Anomally conseguiram, ainda assim, desbravar essa barreira e conquistar facilmente o público local e também o vizinho micaelense graças a uma convincente actuação no festival Alta Tensão, no Coliseu Micaelense, no passado Verão. Se este momento catapultou o grupo de death/goth metal para a instância de bandas a ter debaixo de mira num futuro muito próximo, só mesmo a gravação de um registo de qualidade se espera para que o público tenha o cartão de visita ideal para conhecer a sua obra e assim confirmar o seu potencial. E é isto mesmo que a banda faz neste momento. Em estúdio desde o início deste ano, o grupo de Nelson [vozes], Tiago [guitarra], Lote [guitarra], Luís Brum [baixo], Miguel [teclas] e Zefa [bateria] confecciona o seu disco de estreia que é facilmente considerado um dos trabalhos mais esperados do ano em termos de lançamentos insulares.

ESTÚDIO

Depois de estudarem várias hipóteses para estúdio, inclusive no continente, acabou por recair no local Watt Studios a escolha da estrutura para a captação e produção do disco de estreia dos Anomally. O seu responsável é João Mendes, guitarrista dos Stream, que fica encarregue também da mistura e masterização do trabalho. Neste ambiente a banda já se encontra desde meados de Janeiro de 2008 tendo já gravado baterias. Seguiu-se uma pausa que terminou há cerca de duas semanas quando o grupo retomou o trabalho de estúdio para a gravação das guitarras. Neste momento falta apenas a gravação de alguns solos e concluir alguns arranjos. Três semanas é o tempo previsto para a banda terminar toda a gravação.

FORMATO DA EDIÇÃO
Achando preferível “saltar” a fase extensa de edição de maquetas ou demos comum nas bandas mais underground – embora tenha editado já uma demo - , o sexteto terceirense aposta forte já na edição do seu primeiro longa-duração. O disco será composto por oito temas, os quais ainda não se prevê se sairá com selo independente ou de uma discográfica. Segundo a banda, “haverá uma pessoa que irá ajudar na divulgação do trabalho e irá negociar com uma editora que só espera o trabalho estar pronto". Contudo, se não se consumar nenhum contracto editorial a banda já se prepara para suportar autonomamente estas despesas. “Vai ser um esforço semelhante ao de ter um filho… vai doer um bocado mas estamos a ir nesse sentido”, adianta a banda.

ORIENTAÇÃO MUSICAL
Variedade, peso, melodia e modernismo sempre foram vocábulos contíguos à música que o grupo cria. Em termos mais técnicos podemos classificar a banda como uma banda de death metal com travo gótico. Melhor maneira de classificar a sua música e o que nos espera deste trabalho, só mesmo escutando a descrição da própria banda: “Os temas que estão a ser gravados têm um som coeso que junta tanto o peso do death metal como a melodia do gótico. A par disso, alia-se a um certo modernismo que implica algumas influências de metalcore”.

CONCEITO
A vertente obscura do seu som manifesta-se também, como se esperava, no conceito lírico do seu disco de estreia. “Estórias de terror, nomeadamente, envolvendo espíritos, vampiros e lobisomens” são os tons a servir num quadro que se prevê bem sombrio.

ARTWORK
Neste momento a banda já trabalha este aspecto, naturalmente, de grande importância. Contudo, pelo seu processo de concepção ainda muito inicial, a banda ainda não consegue descortinar qualquer detalhe sobre o aspecto gráfico do seu futuro disco.

NO “SEGREDO DOS DEUSES”…
O título deste trabalho, bem como a sua data de lançamento.

Nuno Costa

Sunday, March 30, 2008

Die Apokalyptischen Reiter - Lady Cat-Man para o lugar de Pitrone

Depois da ameaça frustrada em 2006, Pitrone, guitarrista dos Die Apokalyptischen Reiter, abandona mesmo o colectivo alemão. Os sintomas de que algo estava mal fizeram-se sentir com o afastamento do músico do resto dos seus companheiros nos últimos tempos. “Não dávamos por ele em tournée, nas festas de backstage, mas sim em casa confinado a um súbito silêncio. Nos últimos meses cresceu a impressão de que já não éramos cinco. Entretanto, algumas coisas acumularam-se, a raiva crescia e as diferentes perspectivas sobre o nosso som tornaram-se evidentes”, refere a banda em comunicado. “A situação agravou-se quando começámos a compor o nosso novo álbum. Conversámos com ele várias vezes sobre o que deveria ser melhorado e sobre o facto de que não estávamos contentes com a situação. Esperámos um sinal dele durante muito tempo… Esta não é uma decisão contra o Pitrone, mas sim em favor da banda. Ele já não conseguia depositar entusiasmo no que a banda fazia há alguns meses”, conclui o grupo. Para o seu lugar a banda já recrutou Lady Cat-Man, “uma figura angélica mas que toca como o diabo”, ironiza a banda. Lady Cat-Man acompanha já a banda nos estúdios The Principal [o mesmo onde a banda gravou o anterior “Riders On The Storm”] enquanto gravam o seu novo disco que deverá ver a luz do dia no próximo Verão pela Nuclear Blast.

Saturday, March 29, 2008

Review

KNEELDOWN
“Volcano”

[EP – Edição Autor]

Vendo-se a braços com muitas [típicas] adversidades que assolam muitos projectos jovens, como saídas de elementos, perca de sala de ensaios, mudança de nome, questões da vida pessoal, os alentejanos Kneeldown conseguem, entretanto, manter-se activos alcançando já no próximo ano os dez anos de carreira. Se estes problemas têm conferido um ritmo de vida lento ao colectivo de Ponte-de-Sor também é verdade que fez vincar uma enorme vontade de manter a busca pelos seus sonhos, o que lhes faz conquistar o nosso respeito.

Uma demo “Blankdisc”, em 2001, e um EP “06:15 AM”, em 2003, são os registos de uma carreira de luta, mas também de reconhecimento. O ponto mais alto da banda pode muito bem ter sido a vitória no concurso Musicbox, em Portalegre, onde arrecadaram também os prémios para “Banda Revelação” e “Melhor Presença em Palco”. Contudo, a banda já desfruta de alguma popularidade muito graças à sua entrega e pujança ao vivo.

Porém, em disco, esta é a primeira vez que um registo seu consegue manter-se fiel ao seu real nervo, muito graças à uma mistura e masterização de Nexious K. [guitarrista dos Reaktor ] que faz esquecer completamente que estes temas foram captados numa sala de ensaios. Sendo assim, o hardcore, ora mais directo, ora mais balançado, cúmplice de um metal essencialmente moderno mas que possui muita da atitude do thrash, ganha evidência neste consistente invólucro sonoro. E por falar em elementos por onde a banda passei a sua música, fica ainda por referir que a banda tem uma saudável tendência para explorar outros territórios, nomeadamente os ambientais e mais progressivos, como podemos conferir em “Medula” que atinge quase nove minutos, numa malha envolvente que nos faz lembrar uns Tool em alguns instantes. As coisas tornam-se realmente mais inspiradoras quando uma banda mantém a mente aberta, pois suspeita-se que possa apresentar detalhes imprevisíveis a qualquer momento e evitar assim cair na monotonia.

E se, no geral, os temas de “Volcano” não trazem nada de novo, poderão ser nestes pequenos pormenores que a banda sublinhe uma entidade minimamente personalizada. Com riffs musculados e baterias incidindo mais no groove do que na técnica ou na rapidez [exceptuando o thrashado “Shyknees”], os Kneeldown conseguem um trabalho interessante para uma banda que acaba por ser jovem face ao imenso tempo que esteve parada. Sendo difícil destacar algo peculiar nos Kneeldown, fica a nota de alguns bons riffs, sobretudo no potentíssimo e contagiante “Incisions” que nos lembra uns Mastodon. Sendo que no resto das composições a dinâmica, por vezes, falha – os riffs estendem-se demasiado tempo e de forma previsível –, o grupo só tem a dedicar-se mais para conseguir riffs tão contagiantes como o do já referido “Incisions”, para que mantenha igual nível de qualidade e interesse ao longo dos seus trabalhos. Contudo, o poder da sua música é palpável e se os Kneeldown mantiverem sempre a inspiração na maior parte dos seus riffs, acreditamos que os seus trabalhos serão mais interessantes e homogéneos. [7/10] N.C.

Lower Definition - Arte recuperada

Os californianos Lower Definition gravam neste momento o seu disco de estreia para a Ferret Music com o produtor Kris Crummet [Drop Dead, Gorgeous, Kaddisfly, Dance Gavin Dance]. Intitulado “The Greatest Of All Lost Arts”, representa a primeira grande experiência de estúdio da banda tendo esta já manifestado um enorme agrado pela forma como as gravações estão a decorrer. “O processo de gravação está a correr para além do fantástico! O Kris é tão apaixonado por música quanto nós e ele entende na perfeição o som que precisamos e o que tentamos fazer musicalmente. Ele, de facto, tem grande cumplicidade com a banda e está a ajudar muito na forma como este disco vai soar”, comenta o baterista Valentino Arteaga. Em relação ao nome curioso do álbum, o músico explica que este é uma frase de Mark Twain. “Twain era um homem honesto, tal como nós somos uma banda brutalmente honesta. Já fazemos isso há algum tempo e vemos a industria musical a mudar. Os nossos fãs são honestos e eles sabem o que esperar de nós. Temos que gostar do que estamos a criar e pensamos que o divertimento e a qualidade na música são artes perdidas”, explica Arteaga. Musicalmente, os Lower Definition podem ser descritos como uma banda de post-hardcore/screamo. Entretanto, continua desconhecida a data de lançamento de “The Greatest Of All Lost Arts”.

Mar Des Grises - Novo disco e concerto em Portugal em Abril

Os chilenos Mar Des Grises, recentemente eleitos Embaixadores Culturais pelo governo do seu país, lançam o seu segundo álbum, “Draining The Waterheart”, no dia 14 de Abril pela finlandesa Firebox. O disco é composto por 8 temas e mais de 60 minutos de música de um doom metal progressivo característico da banda. “Estas canções possuem estruturas e arranjos musicais muito variados e as guitarras variam muito em termos de melodia”, comenta a banda sobre o seu novo trabalho. Adianta ainda que “experimentou muitas coisas novas e, no geral, este álbum parece ser um pouco mais agressivo e técnico”. Liricamente, a banda refere que este é um disco que “liberta os sentimentos mais profundos da banda”. “As intermináveis contradições entre um ser racional, ainda assim emocional e ilusório, e os nossos sentimentos mais amargos, inspiraram-nos a escrever esta nova estória sonora”. “Draning The Waterheart” será lançado em mais de 20 países, estando-lhe reservada uma edição normal e uma edição de luxo limitada, em digipack formato A5, cujo artwork foi desenhado por Tuomo Lethonen [Swallow The Sun, Grave Flowers], e que inclui um CD, intitulado “Unconscious Passenger”, com material bónus. Boas notícias para os portugueses, é que os Mar Des Grises estarão na edição deste ano do SWR Barroselas Metalfest, no dia 24 de Abril. Este concerto faz parte de uma digressão europeia que decorrerá entre 16 de Abril e 12 de Maio ao lado dos Saturnus e Thurisaz. Às quatro datas finlandesas que a banda fará, juntam-se-lhe os Ablaze In Hatred. Escute dois temas de “Draining The Waterhead” aqui.

Friday, March 28, 2008

Under E'ventos - Leva-te aos melhores festivais

A Under E’ventos informa que está a organizar excursões ao XI Barroselas Metalfest a 25, 26 e 27 de Abril, Lagoa Burning Live a 25, 26 e 27 de Julho e Wacken Open Air entre 28 de Julho e 4 de Agosto, com saída de Lisboa. As inscrições estão a decorrer. Obtenha mais informações em www.myspace.com/undereventos.

Vader - Dose dupla em Portugal

No âmbito das comemorações dos 25 anos de carreira, os polacos Vader realizam uma extensa digressão europeia que passa por Portugal nos dias 8 e 9 de Maio. O primeiro espectáculo tem lugar no Cinema Batalha, no Porto, e o segundo no Cine-Teatro de Corroios, tendo, em ambas as ocasiões, como suporte, os Septic Flesh, Devian e Inactive Messiah. O preço dos bilhetes varia entre os 20€ e os 22€ e as portas abrem às 20h30, na primeira noite, e às 20h00, na segunda.

Thursday, March 27, 2008

Anti-Clockwise, Fullmoonchild e Ciborium - Mexidas internas

Numa senda de alterações de line-up em colectivos nacionais temos a registar recentemente as saídas de Hugo, baterista dos punk-rockers lisboetas Anti-Clockwise durante os últimos dez anos, de Rui Mourão, vocalista dos sintrenses Fullmoonchild, e de João Sequeira, vocalista dos almeirinenses Ciborium. No primeiro caso, Hugo – que deixou de ter tempo suficiente para os Anti-Clockwise devido à sua actividade profissional e ao facto de ter sido pai recentemente - já foi substituído por João Paulo, com o qual a banda já ensaia a preparar um live-set para que depois de Maio possa regressar aos palcos; no segundo caso, não se vislumbra um substituto para Rui Morão ficando o baxista Zigga a assegurar as vozes dos Fullmoonchild por tempo indeterminado; no terceiro caso, a situação é semelhante, com o guitarrista José Marques a acumular as duas funções até que a banda encontre um substituto. Os interessados no lugar poderão entrar em contacto com os Ciborium através do e-mail ciborium.band@gmail.com.

Arena Best Rock - Terceiro "assalto" este sábado

O concurso ibérico Arena Best Rock tem este sábado, dia 29 de Março, a sua terceira eliminatória no Feira/Mercado, na Cidade da Trofa, a partir das 22h00. Vão estar disputar a passagem à fase seguinte os Innerless [Trofa], LullaBies [Madrid], Above The Blue Carpet [Sto Tirso] e Slow Motion Beer Walk [Porto]. De realçar que este é o único concurso com eliminatórias em Portugal e Espanha, numa parceira entre a GABBA Produções e La Fabrica de Chocolate, em que as inscrições são abertas a bandas de todo o mundo, com ou sem discos editados. Durante os change-overs o público será entretido pelas actuações dos stand-up comediants João Seabra, Miguel 7 Estacas e Hugo Sousa. O concurso ainda passará por mais três eliminatórias, concretamente no Lótus Bar, em Cascais, no dia 4 de Abril, em Barcelos, no dia 5 de Abril, e no São Mamede CAE, em Guimarães, no dia 12 de Abril, antes da grande final a realizar-se no Cinema de São Jorge, em Lisboa, a 19 de Abril. Para já estão qualificados para esta última sessão os nacionais Bliss e os espanhóis Malkeda. A nível de prémios está em disputa, entre outros, uma presença no conceituado festival espanhol Cultura Quente, em Caldas de Reis [Pontevedra].

Monday, March 24, 2008

Studio Update

No âmbito de uma rubrica aberta por força e interesse em promover a intensa – invulgar – e muito saudável actividade de estúdio actual das bandas açorianas e igualmente para servir aqueles que anseiam por detalhes sobre o que está reservado na “sombra” dos estúdios locais, a SounD(/)ZonE oferece aqui um dos primeiros "Studio Updates" que prometem satisfazer muita da curiosidade actual gerada à volta destas vindouras obras açorianas. Não havendo garantias de serem editadas todas este ano, a realidade é se preparam muitos trabalhos num sinal claro de que algo de bom parece querer despontar do meio do atlântico. Aguardam-se discos de estreia e novos trabalhos em discografias erguidas a pulso. Ao longo das próximas semanas este será o espaço "espia" que lhe trará pormenores fresquinhos e exclusivos dos próximos álbuns de peso com chancela açoriana.

IN PECCATVM
Como um dos mais importantes estandartes de uma “geração sobrevivente” de projectos gerados na década de 90, nos Açores – a par deles só mesmo os incontornáveis Morbid Death se mantêm activos –, os In Peccatum, naturais da Fajã de Baixo, em S. Miguel, atingem agora a marca notável dos dez anos de carreira. Por este motivo encontram o melhor pretexto para se empenharem em assinalar esta data e tornar 2008 um ano de celebração. Depois da regravação da demo-tape “Just Like Tears”, de 1999, a banda garante editar, por seus próprios meios, um novo trabalho de originais este ano. Por via de tópicos, deixamos aqui informações actualizadas e exclusivas do que se passa no estúdio de gravação e muitos outros detalhes à volta do sucessor de “Antília”.

ESTÚDIO
Juntos com o guitarrista e produtor/engenheiro de som Eduardo Botelho desde de Junho/Julho de 2007 nos estúdios Globalpoint, em Ponta Delgada, a banda de António Neves [voz, guitarra], Hélder Almeida [guitarra], André Gouveia [baixo], João Oliveira [bateria] e Bruno Santos [teclados] está neste momento a terminar as vozes do último tema do seu futuro EP. De seguida entrará no processo de mistura e masterização, também a cargo de Eduardo Botelho. Está previsto o término dos trabalhos de estúdio para daqui a dois meses.

FORMATO DA EDIÇÃO
O quarto trabalho dos In Peccatum sairá em formato EP, composto por quatro temas e presumivelmente com faixas intro e outro. A banda prepara meios para o editar de forma independente. Segundo a banda “está fora de questão procurar editora”. “Até não seria de todo impossível arranjar quem o lançasse, mas, no entanto, não estamos preparados para dar resposta às eventuais exigências de um selo discográfico”, sublinha o baixista André Gouveia.

ORIENTAÇÃO MUSICAL
“Doom/goth na mesma linha daquilo que a banda vem fazendo nos últimos tempos, mais propriamente representando o seguimento natural de um trabalho como “Antília””, assim define a banda o seu futuro EP. Acrescenta ainda que neste disco “os extremos estão mais demarcados – é um trabalho simultaneamente mais pesado e melódico, pois nem todas as faixas apresentam a mesma dinâmica”.

CONCEITO
A banda micaelense certamente vinca aqui uma maneira própria de estar, conceber e escrever a sua música, para além de que manifesta um “patriotismo” louvável e muito saudável. Após o conceito baseado nas lendas das Sete Cidades adoptado em “Antília”, o quinteto volta a abordar as raízes e vida açorianas, decaindo desta vez o pressuposto lírico e estético na sismologia e na natureza vulcânica dos Açores. “É uma temática que abrange todos os temas presentes neste novo EP, a qual mantém-se à volta das erupções, vulcões, da agonia que estes fenómenos geram quando em manifestações mais violentas ou mesmo em circunstâncias de catástrofe”, detalha André Gouveia. A banda compromete-se a manter este estilo de escrita pois “pura e simplesmente gosta muito do local onde vive e não lhe é de todo difícil absorver as energias da sua ilha e beber inspiração em coisas tão belas e ao mesmo tempo tão ignoradas como, por exemplo, as paisagens açorianas, belas, únicas e com tantas estórias para e por contar”, justifica Gouveia. Contudo, mantém-se uma incógnita o título do seu novo trabalho: “Ainda não decidimos qual vai ser. Provavelmente, vai ser a última coisa…”, conclui o baixista.

ARTWORK
Seguindo a tendência para ser auto-suficiente, também neste detalhe os In Peccatum assumem a responsabilidade de conceber a capa do seu novo EP. “O nosso projecto gráfico não é de todo arrojado. Por isso, qualquer um de nós dá conta do recado”, confessam. Porém, a banda ainda não trabalha na sua concepção ou definiu o seu aspecto final.

PROCESSO DE COMPOSIÇÃO
“Acreditem ou não, o processo de composição destes novos temas foi muitíssimo semelhante àquele que se registava quando éramos um trio. Creio que isso deve-se ao facto dos novos elementos da banda irem beber influências às mesmas fontes que eu, o Neves e o Almeida no passado”, garante André Gouveia. Acrescenta ainda que “para além disso, todos os elementos novos já faziam parte da banda na fase de composição deste novo trabalho e contribuíram com ideias, se bem que o grosso dos temas surge quase sempre do Almeida”.

DEZ ANOS DE “PECADO”
O peso desta data influi decisivamente na opção de editarem este novo trabalho este ano. A banda garante mesmo que “se não fosse por isso o disco poderia ter saído mais cedo ou então mais tarde”. A par disso, é uma efeméride que “ajuda a promover o trabalho, embora este venha a ser um projecto pequeno e com os pés bem assentes na terra. Mas é sempre uma mais-valia e, ao fim ao cabo, acaba por fazer sentido, pois vai ser uma demonstração daquilo que foram dez anos de evolução e crescimento. Não teria o mesmo sentido se tal acontecesse aquando do nono ou décimo primeiro aniversários da banda”, conclui Gouveia.

Nuno Costa

Despised Icon - De regresso da Europa

Está disponível no Youtube um vídeo que resume comentários sobre a última digressão dos canadianos Despised Icon pela Europa em suporte do álbum “The Ills Of Modern Man”, lançado a meados de 2007 pela Century Media. Com este disco a banda marcou também a sua estreia ao vivo na Rússia. O vocalista Alex Erian garante que “estavam preparados para tocarem para 100 pessoas por noite. No entanto, após uma semana a tocar em salas cheias, percebemos que esta digressão ia ser mortífera. Não nos divertíamos tanto em digressão há muito tempo”. Entretanto, a banda garante voltar à Europa este Verão para fazer alguns festivais com os Cephalic Carnage. Aceda ao vídeo aqui.

Venomous Concept - Artwork revelado e novo tema disponível

Foi já revelado o artwork do segundo álbum dos Venomous Concept, banda onde pontificam o guitarrista Shane Embury [Napalm Death], o vocalista Kevin Sharp [Brutal Truth], o baixista Danny Lilker [Brutal Truth, Nuclear Assault] e o baterista Danny Herrera [Napalm Death]. O seu punk/hardcore extremo fica bem patente na capa do novo “Poisoned Apple” que pode ver com mais detalhe aqui. Também em avanço foi disponibilizado o tema “Water Cooler” na página de artistas da Century Media. O sucessor de “Retroactive Abortion”, de 2004, fica disponível em toda a Europa entre 25 e 30 de Abril pela Century Media.