Há seis meses que Raphaël Antheaume [Penumbra] é baterista dos franceses The Old Dead Tree, mas só agora é oficializada a sua integração na banda. “Estamos muito contentes por anunciar que depois de trabalhar connosco durante seis meses, o Raphaël decidiu ser membro a tempo inteiro dos The Old Dead Tree”, explica a banda em comunicado. Entretanto, a banda tem agendado um concerto especial em Paris, no Le Trabendo, no próximo dia 3 de Abril e, logo de seguida, parte para a Alemanha para uma série de quatro concertos com os Subway To Sally. Aqui ficam as datas dos concertos: 15 de Abril no LKA, em Estugarda, 16 de Abril no Centralstation, em Darmstadtat, 17 Abril no Kufa, em Krefeld, e 18 de Abril no Pumpwerk, em Wilhelmshaven. Por cá podemos rever a banda na muita aguardada edição 2008 do festival Lagoa Burning Live, a decorrer a 25, 26 e 27 de Abril, no Algarve. Friday, March 21, 2008
The Old Dead Tree - Oficializam novo baterista
Há seis meses que Raphaël Antheaume [Penumbra] é baterista dos franceses The Old Dead Tree, mas só agora é oficializada a sua integração na banda. “Estamos muito contentes por anunciar que depois de trabalhar connosco durante seis meses, o Raphaël decidiu ser membro a tempo inteiro dos The Old Dead Tree”, explica a banda em comunicado. Entretanto, a banda tem agendado um concerto especial em Paris, no Le Trabendo, no próximo dia 3 de Abril e, logo de seguida, parte para a Alemanha para uma série de quatro concertos com os Subway To Sally. Aqui ficam as datas dos concertos: 15 de Abril no LKA, em Estugarda, 16 de Abril no Centralstation, em Darmstadtat, 17 Abril no Kufa, em Krefeld, e 18 de Abril no Pumpwerk, em Wilhelmshaven. Por cá podemos rever a banda na muita aguardada edição 2008 do festival Lagoa Burning Live, a decorrer a 25, 26 e 27 de Abril, no Algarve. Thursday, March 20, 2008
Dead Shape Figure - Suportam Chimaira na Europa
Os thrash/death metallers finlandeses Dead Shape Figure serão banda-suporte dos norte-americanos Chimaira na sua extensa tournée por 12 países europeus com início marcado para a Holanda, mais precisamente em Amesterdão. Para além dos Dead Shape Figure figurarão como suporte os Maroon e The Sorrow. Essa será uma oportunidade perfeita para os fãs da banda ouvirem os temas que irão compor o seu longa-duração de estreia e que se intitulará "The Grand Karoshi", cuja data de lançamento está prevista para 19 de Maio, na Europa, e 10 de Junho, nos EUA, pela Season Of Mist. Entretanto, é possível escutar o tema "Blithering Icon" aqui.Wednesday, March 19, 2008
Kronos - Fazem pré-apresentação de novo EP
Com a vitória entre mãos na edição 2007 do Concurso de Música da Câmara Municipal de Tomar, a título de prémio, os Kronos ganharam a oportunidade de gravar um EP com sete temas, o qual anunciam estar já na recta final do seu processo de mistura. O sucessor de “Symbolon”, EP de 2006, está a ser gravado no Zero Studio, em Tomar, e merecerá uma pré-apresentação já no próximo dia 28 de Março no “Lagares D’El Rei”, em Tomar, a partir das 22h00. Para além disso, a banda informa que o seu endereço de Myspace vai ser brevemente alterado para www.myspace.com/kronosrock1. D3gredo - Apresentam EP este sábado
O Bar da Ponte, em Vouzela, é o local escolhido pelos lamecenses D3gredo para a apresentação do seu EP "D3MO 08". Os mesmos far-se-ão acompanhar pelos Processing Cut Mode, Ageing Skin e pelo DJ Metal Morfose. O evento irá realizar-se no dia 22 de Março, pelas 22 horas, tendo como custo de entrada 2€. Tuesday, March 18, 2008
Vittrah - Vazio eterno
A editora underground nacional Bubonic Productions edita o quarto trabalho dos tirsenses Vittrah que dá pelo nome de “And So Emptyness Prevailed…”. Depois das demos “Our Reign” [2004], “Obsecration Lost” [2005] e “Empyreal” [2006], é a vez deste one-man-project fazer nova investida com mais seis temas de black metal bem obscuro e melancólico, editado em cassete profissional limitada a 200 cópias numeradas. Para encomendar este registo contacte bubonicprod@gmail.com. The Profilers - Vencem XIII Festival de Música Moderna de Corroios 2008
É chegado o fim da XIII edição do Festival de Música Moderna de Corroios 2008 e os felizardos a arrecadar o primeiro prémio são os The Profilers, banda de rock/blues e jazz, com uma interessante imagem cabaretiana, de Sintra. A banda agora apresta-se a gravar o seu EP de estreia no Boom Studio, em Corroios, o qual sucederá à demo caseira “Make Love Slow… Enjoy The Role” que rendeu sucessos como “Hot” e “Edith Piaf On LSC”.Monday, March 17, 2008
Review
HIPNOID
“Chaos”
[CD – Feedback Records]
Sentimo-nos quase que injustiçados por termos que avaliar um disco como este “Chaos”… O segundo trabalho destes paulistas, formados em 1999, cai num poço repleto de detalhes amadores que, veementemente, prejudicam em grande escala o aspecto destes 13 temas. Temos consciência das dificuldades para uma banda conseguir seguir os seus normais passos de desenvolvimento num mundo em défice económico e social como o da cidade de S. Paulo, o que, aliás, é patente na forma apressada como a banda diz ter gravado o seu primeiro disco, “Mankind”, de 2001. Mas com isso a banda arrisca-se a alguns dissabores.
“Chaos”
[CD – Feedback Records]
Sentimo-nos quase que injustiçados por termos que avaliar um disco como este “Chaos”… O segundo trabalho destes paulistas, formados em 1999, cai num poço repleto de detalhes amadores que, veementemente, prejudicam em grande escala o aspecto destes 13 temas. Temos consciência das dificuldades para uma banda conseguir seguir os seus normais passos de desenvolvimento num mundo em défice económico e social como o da cidade de S. Paulo, o que, aliás, é patente na forma apressada como a banda diz ter gravado o seu primeiro disco, “Mankind”, de 2001. Mas com isso a banda arrisca-se a alguns dissabores. Com “Chaos” o processo de gravação não parece ter sido muito diferente. Como já se disse, principalmente pela gravação, “Chaos” é um disco muito difícil de tragar. Para além disso, sentimo-nos confusos pelo facto de haver já tanta tecnologia “caseira” que facilmente faria evitar um resultado tão medíocre como o que aqui ouvimos. Principalmente em relação à bateria, se bem que também o desempenho do baterista não ajuda minimamente para que o resultado soe um pouco melhor. Inclusive, parece que foi tudo gravado live, o que se em algumas situações nos faz ter um ar orgânico e old school, o mesmo não acontece quando os músicos em questão parecem ter evidentes limitações. A inconsistência no tempo e a imprecisão nas batidas fazem com que o trabalho de bateria soe, por momentos, muito estranho...
Entretanto, não querendo pintar o cenário ainda mais negro, mas ao mesmo tempo não querendo cair em cinismos ou falinhas mansas, a verdade é que banda não cativa também em termos de composição. A maior parte do tempo torna-se demasiado repetitiva – devendo ser mais objectiva e aproveitar aquilo que realmente é o sumo da sua música, evitando esticar solos e riffs que, no fundo, não têm grande brilhantismo – aqui o papel de um verdadeiro produtor seria fulcral.
Em termos técnicos, as guitarras destacam-se em alguns solos, mas, no geral, tudo está minado de falta de inspiração. Ressalva-se a versatilidade da banda que por momentos é feliz na forma como mistura thrash tradicional, hard rock, blues e algum rock progressivo. Há alguma variedade no desempenho dos Hipnoid e acreditamos que com mais alguma maturidade e – muito importante – a acção de um produtor experiente e com um estúdio minimamente apetrechado à disposição, a banda possa causar muito mais impacto no futuro.
Não nos referimos, naturalmente, a este projecto como um total “aborto”, mas é um facto que a banda está uns bons furos abaixo daquilo que é exigido no mercado discográfico hoje em dia. E ainda nos baralha mais as contas se atendermos a que esta possui grande rodagem no Brasil e já correu vários países da Europa. Para não falar na rodagem dos seus videoclips na MTV Brasil entre outras cadeias de televisão nacionais. “Chaos” ganha, no entanto, pontos na sua excelente edição – com faixas multimédia e um livro de banda-desenhada da autoria de Marcella Rangel, ainda completo com contos e as letras do disco. Porém, questionamo-nos de novo: não seria melhor se os Hipnoid tivessem pegado nessa parte do orçamento e tivessem aplicado num melhor estúdio? [4/10] N.C.
Gorerotted - Brincando com a morte
Os londrinos Gorerotted emitiram recentemente um comunicado que dá conta da entrada em estúdio da banda para gravar o seu novo álbum, que dá pelo nome de “Get Dead Or Die Trying”. O sítio escolhido foi os Parlor Sounds Studios e a equipa de produção é composta por Russ Russel e James Dunkley. Este trabalho contará com a estreia do baterista Nate Gould [Screamin’ Daemon] que vem render a saída recente de John Rushforth. Fates Warning - "Perfect Symmetry" com nova vida
“Perfect Symmetry”, o álbum de 1989 dos Fates Warning, será reeditado em formato remasterizado em Junho próximo pela Metal Blade. Esta edição de “cara lavada” do quinto longa-duração destes prog metallers de Hartford conta ainda com um disco bónus contendo as demos de “Perfect Symmetry” e um DVD de 90 minutos com filmagens ao vivo. Aguardam-se mais informações para breve e, inclusive, um vídeo preview do trabalho. Entretanto, é possível ver o videoclip de “Through Different Eyes”, do álbum em questão, aqui. Shai Hulud - O regresso das origens
Um dos originários do metalcore, os Shai Hulud, regressam aos discos após cinco anos de “hibernação”. Este regresso tem por nome “Misanthropy Pure” e é descrito como um apelo ao som old school da banda. Matt Fox [guitarrista] acrescenta, ironicamente, que este trabalho é “mais rápido, mais lento, mais metal, menos metal, mais rock, mais progressivo e menos progressivo do que qualquer trabalho que a banda tenha lançado até hoje”. “Misanthropy Pure” foi captado nos estúdios Silver Bullet Media e misturado por Eric Rachel nos estúdios Trax East. Os fãs poderão aceder ao disco do grupo oriundo da Florida no dia 26 de Maio pela Metal Blade. Hail The Bullets - Força bélica em Maio
A 19 de Maio vai estar disponível para toda a Europa “...Of Frost And War”, o disco de estreia dos holandeses Hail The Bullets, pela germânica Metal Blade. Nas palavras do baterista Ed Warby, “este é a banda-sonora da verdadeira guerra. Se não imagina como é ser atropelado por um tanque Tiger de 50 toneladas então aqui tem a sua oportunidade”, acrescenta o músico. “…Of Frost And War” foi gravado entre Fevereiro e Março nos Excess Studios em Roterdão, na Holanda, e misturado e masterizado por Dan Swanö, dos Edge Of Sanity, na Suécia. O disco vai estar disponível numa primeira edição limitada em digipack com um tema bónus. Depois de esgotado só estará disponível em jewelcase, sem tema bónus. Estará ainda disponível o disco em vinil. A acrescentar que a banda assina aqui com a Metal Blade um contracto mundial, após ter mantido até agora um contracto apenas para a Europa. Review
BANSHEE AND SOMETHING ELSE WE CAN’T REMEMBER
“This Place Is A Zoo”
[CD – Raging Planet]
A partir de um ambiente “selvático” chega-nos o primeiro trabalho dos setubalenses Banshee And Something Else We Can’t Remember. A introdução do seu tema título, com macacos a guinchar, é apenas um pequeno aperitivo para toda a boa disposição que ensopa este trabalho. Este colectivo de punk rock com influências ska são daqueles casos, mais um, em que a descontracção reina em todo o seu lyfe stile e condiciona toda a sua existência.
“This Place Is A Zoo”
[CD – Raging Planet]
Indiscutivelmente com um trabalho bastante coeso e uma capacidade rítmica capaz de pôr toda a plateia aos pulos e a dançar freneticamente, os Banshee acabam por ser um projecto surpreendente pela sua energia positiva. O peso é substituído por melodias e batidas orelhudas e com o auxílio dos trompetes, demasiado presentes e algo pirosos na nossa opinião, a banda acaba por demarcar-se, de certa forma, da concorrência. Tudo o resto é concebido para se tornar na melhor banda-sonora de Verão enquanto saboreamos uma brisa fresca à sombra de uma esplanada, com salgados e uma cerveja gelada a acompanhar, enquanto tentamos escapar do calor abrasador desta época do ano e espiamos os corpos mais despidos das míudas.
Uma coisa é certa: a banda não deve nada a projectos similares do estrangeiro, o que, aliás, comprova as várias datas que a banda já fez fora de Portugal. Com uma imagem "zoológica" e com os devaneios hilariantes do final do disco ficamos a desejar que os Banshee se mantenham bem dispostos por muito mais tempo, nem que para isso o vinho seja o tónico principal… Enquanto houver ”vi ti” eles serão “gá fodi”! [7/10] N.C.
Communic - Existência prolífera
Com uma média impressionante de um lançamento por ano, os noruegueses Communic voltam à carga a 30 de Maio próximo com o seu novo longa-duração “Payment Of Existence”. O trio de Metal progressivo comenta que este seu terceiro disco é o “mais diverso e pesado de sempre, mas mantém a marca dos Communic”. O disco teve produção de Jacob Hansen e o artwork é de Jan Yrlund. Testament - Tomando forma [maldita]
Enquanto “The Formation Of Damnation”, o aguardado novo álbum dos lendários Testament, não chega aos escaparates já é possível escutar o tema “More Than Meets The Eye” no Myspace da banda. O décimo primeiro disco da carreira do grupo chega a 25 de Abril à Europa, pela Nuclear Blast, e contou com a gravação de Andy Sneap nos Fantasy Studios em Berkeley, na Califórnia. Korpiklaani - Trailer para novo "Korven Kuningas"
A antecipar “Korven Kuningas”, o novo disco dos Korpiklaani, a banda disponibilizou no Youtube um trailer/EPK com excertos de videoclips e entrevistas sobre o seu regresso em álbum. Aceda ao video aqui. O quinto tomo da banda de folk metal finlandesa chega às lojas no dia 21 de Março pela Nuclear Blast. Para o referido disco já foram registados dois videoclips, “Keep On Galloping” e “Metsämies”. O disco terá uma primeira edição com temas bónus e em vinil branco, um digipack de apenas 500 exemplares acompanhado por um “corno de beber” e um suporte de parede. A relembrar que os Korpiklaani são mais uma das bandas a actuar no auspicioso Lagoa Burning Live, a ter lugar no Algarve nos dias 25, 26 e 27 de Julho, sendo que a banda actua no último dia do festival. Sunday, March 16, 2008
Keep Of Kalessin - Colosso pela Nuclear Blast
A Nuclear Blast assinou um contracto de licenciamento com a Indie Recordings para a distribuição de “Kolossus”, o quarto trabalho dos noruegueses Keep Of Kalessin, para território alemão, austríaco, suíço e para o resto do mundo, fora da Europa, com excepção para a Austrália e Rússia. O regresso da banda do ex-guitarrista ao vivo dos Satyricon, Obsidian C., dá-se em Junho deste ano e promete mais uma dose de black metal épico, com elementos death, thrash e vários outros atípicos a este género. Em Abril a banda embarca numa tournée norte-americana chamada “The Invaluable Darkness Tour Part 2 – Legions Of The Chosen Few” com os Dimmu Borgir e Behemoth. Mais tarde, embora ainda sem data marcada, a banda regressa à Europa para uma extensa digressão. Friday, March 14, 2008
Ciborium - Em festival na Holanda
O festival "Battle Against Cancer II" que decorrerá no dia 20 de Setembro em Oss, na Holanda, contará com a participação dos black/death metallers portugueses Ciborium e dos death metallers holandeses The Lucifer Principle. Até ao momento essas são as únicas duas bandas confirmadas para o espectáculo de beneficência a favor da KWF Kankerbestrijding, associação holandesa de luta contra o cancro. Para mais informações aceda aos seguintes links:Review
SYBREED
“Antares”
[CD – Listenable Records/Major Label Industries]
Do interessante catálogo da francesa Listenable Records temos agora a registar, os não menos interessantes, Sybreed. O anterior “Slave Design” valeu-lhes uma considerável exposição com direito a digressões pelos Estados Unidos e Europa, com a insígnia de um som pesado, melódico e repleto de texturas electrónicas que lhes confere, ainda que sem nenhuma novidade, um produto contagiante e muito consistente. Isto partindo de um grupo de “desconhecidos” para a maioria do público e de uma cidade com muito pouca tradição nesta “prateleira” – Génova –, consistência é o adjectivo mínimo a atribuir à arte de um grupo que surpreende assim que colocamos “Antares” a rodar.
Podendo supor que a Listenable Records poderá querer agarrar o sucesso “polirítmico” dos também seus Textures, ainda que estes holandeses tenham um som muito mais original e complexo, a verdade é que decidem por abrir a porta a mais uma banda que vive muito do aspecto downtuned e modernaço das guitarras e dos ritmos sincopados inspirados também em grupos como Mnemic e Threat Signal.
Porém, a distância que vai entre os nomes referidos e os Sybreed, é que estes últimos “abusam” muito mais da componente electrónica. Os loops acompanham quase todos os momentos de “Antares”, o que contribui muito para um som, ora bem gélido, ora bem mecânico, ora actual e acessível, sendo que, sem dúvida, concebe uma produção muito cheia.
Por outro lado, a banda não descurou meios para tornar o seu som acessível e injecta uma dose “letal” de melodia aos seus temas, principalmente, nos seus refrões – alguns com propensão para se tornarem grandes hinos radiofónicos, como “Emma 0”, “Revive My Wounds” ou “Ego Bypass Generator”. Acontece que, como quase sempre assim é, quando o objectivo é ser catchy, as estruturas das canções são sacrificadas e, por momentos, as coisas tornam-se muito previsíveis. Apesar disso, este acaba por ser um mal que aceitamos bem quando os riffs e as melodias conseguem agarrar-nos. A voz do fundador Benjamim tem muita culpa neste resultado, sendo que consegue ser raivoso nos registos pesados – num tom próximo de Michael Bogballe [ex-vocalista dos Mnemic] – e etéreo num registo harmonioso pleno de magnitude.
Não se pense, no entanto, com isso que o peso escasseia. Os ritmos e os tempos são aqui muito inteligentemente explorados, mantendo-se no limiar da técnica e do groove. Resultado: um trabalho muito eficiente, maduro e minimamente versátil para não soar enfadonho, apesar de não escapar à suposição de poder ter sido criado com muitas preocupações de atingir um público vasto. Entretanto, os elementos black metal que a banda emprega subtilmente ajudam-na a afastar de alguns clichés.
Com Dirk Verbeuren [Soilwork] atrás do kit de bateria em estúdio, a editora poderia também aproveitar-se para promover esta banda helvética, mas é o seu mérito próprio que lhe garante excelentes apontamentos para o futuro. A evitar a falta de homogeneidade deste trabalho que depois de um excelente arranque tem uma segunda metade bastante monótona. [7/10] N.C.
“Antares”
[CD – Listenable Records/Major Label Industries]
Do interessante catálogo da francesa Listenable Records temos agora a registar, os não menos interessantes, Sybreed. O anterior “Slave Design” valeu-lhes uma considerável exposição com direito a digressões pelos Estados Unidos e Europa, com a insígnia de um som pesado, melódico e repleto de texturas electrónicas que lhes confere, ainda que sem nenhuma novidade, um produto contagiante e muito consistente. Isto partindo de um grupo de “desconhecidos” para a maioria do público e de uma cidade com muito pouca tradição nesta “prateleira” – Génova –, consistência é o adjectivo mínimo a atribuir à arte de um grupo que surpreende assim que colocamos “Antares” a rodar.Podendo supor que a Listenable Records poderá querer agarrar o sucesso “polirítmico” dos também seus Textures, ainda que estes holandeses tenham um som muito mais original e complexo, a verdade é que decidem por abrir a porta a mais uma banda que vive muito do aspecto downtuned e modernaço das guitarras e dos ritmos sincopados inspirados também em grupos como Mnemic e Threat Signal.
Porém, a distância que vai entre os nomes referidos e os Sybreed, é que estes últimos “abusam” muito mais da componente electrónica. Os loops acompanham quase todos os momentos de “Antares”, o que contribui muito para um som, ora bem gélido, ora bem mecânico, ora actual e acessível, sendo que, sem dúvida, concebe uma produção muito cheia.
Por outro lado, a banda não descurou meios para tornar o seu som acessível e injecta uma dose “letal” de melodia aos seus temas, principalmente, nos seus refrões – alguns com propensão para se tornarem grandes hinos radiofónicos, como “Emma 0”, “Revive My Wounds” ou “Ego Bypass Generator”. Acontece que, como quase sempre assim é, quando o objectivo é ser catchy, as estruturas das canções são sacrificadas e, por momentos, as coisas tornam-se muito previsíveis. Apesar disso, este acaba por ser um mal que aceitamos bem quando os riffs e as melodias conseguem agarrar-nos. A voz do fundador Benjamim tem muita culpa neste resultado, sendo que consegue ser raivoso nos registos pesados – num tom próximo de Michael Bogballe [ex-vocalista dos Mnemic] – e etéreo num registo harmonioso pleno de magnitude.
Não se pense, no entanto, com isso que o peso escasseia. Os ritmos e os tempos são aqui muito inteligentemente explorados, mantendo-se no limiar da técnica e do groove. Resultado: um trabalho muito eficiente, maduro e minimamente versátil para não soar enfadonho, apesar de não escapar à suposição de poder ter sido criado com muitas preocupações de atingir um público vasto. Entretanto, os elementos black metal que a banda emprega subtilmente ajudam-na a afastar de alguns clichés.
Com Dirk Verbeuren [Soilwork] atrás do kit de bateria em estúdio, a editora poderia também aproveitar-se para promover esta banda helvética, mas é o seu mérito próprio que lhe garante excelentes apontamentos para o futuro. A evitar a falta de homogeneidade deste trabalho que depois de um excelente arranque tem uma segunda metade bastante monótona. [7/10] N.C.
Monday, March 10, 2008
Entrevista Jon Oliva's Pain
EM ESTADO DE ALERTA
Quando se possui verdadeira alma e paixão, concebem-se músicos que se mantêm arejados e saudavelmente activos durante muitos anos. Partindo de um envolvimento hereditário e muito precoce com a música, foi com apenas 19 anos, mais precisamente em 1979, que Jon Oliva fundou os seminais Savatage, ao lado de seu irmão Criss Oliva, e escreveu álbuns históricos como “Sirens”, “Hall Of The Mountain King” ou “Gutter Ballet”. Compositor ávido e distinto, Jon Oliva decidiu, entretanto, em 1992, separar-se do grupo que o lançou para o mundo para dedicar mais tempo aos seus Doctor Butcher. Porém, o músico regressa surpreendentemente, em 2001, para dar voz a “Poets And Madmen”. Revelando-se sol de pouca dura, o grupo da Florida acaba por afastar-se, embora mantendo os seus elementos próximos no projecto instrumental Trans-Siberian Orchestra. Ainda assim, é apelando à sua independência inata que Jon Oliva cria os seus Jon Oliva’s Pain, em 2003, para deixar jorrar a sua transbordante criatividade. Este projecto serve igualmente para o vocalista e teclista cravar e esterilizar as suas feridas pessoais, nomeadamente as da perca de seu irmão Criss e, muito recentemente, do seu grande amigo e produtor de longa data Greg “Super G” Marchak, que gerou tanto “assombro” como motivação durante a gravação de “Global Warning”, o seu terceiro trabalho com este projecto. Este é, por isso mesmo, também um tributo aos seus ente queridos que o deixaram e um incontestável contributo de classe para o Rock e Heavy Metal de costela tradicional e progressiva. Apesar do momento complicado que vivem, para Jon e Christopher Kinder [baterista] não há motivos para a inspiração falhar, como demonstram na entrevista que se segue.
“Global Warning” resulta como um hino a alertar para as atrocidades que o Homem está a infligir no nosso planeta. Significa que também estão preocupados sobre este assunto...
Chris: Sim, com certeza! Olhem à vossa volta nos dias que correm... Será que existe alguém contente com o rumo que a Humanidade está a tomar? Honestamente, a maioria das pessoas levanta-se diariamente, vai para o trabalho e toma conta das suas famílias. E a maioria das pessoas deste planeta não são responsáveis pela situação em que nos encontramos actualmente. Existe uma minoria de população a forçar as suas vontades e a impor a sua ganância sobre os outros. Nem um único americano tem algo de bom a dizer sobre a guerra no Iraque, excepto os políticos... O que é que isto nos revela? Teríamos que ser cegos, burros e estúpidos para não percebermos que o sistema está 100% corrompido e vai continuar a declinar-se a menos que mudanças massivas sejam implementadas no mundo.
Quando se possui verdadeira alma e paixão, concebem-se músicos que se mantêm arejados e saudavelmente activos durante muitos anos. Partindo de um envolvimento hereditário e muito precoce com a música, foi com apenas 19 anos, mais precisamente em 1979, que Jon Oliva fundou os seminais Savatage, ao lado de seu irmão Criss Oliva, e escreveu álbuns históricos como “Sirens”, “Hall Of The Mountain King” ou “Gutter Ballet”. Compositor ávido e distinto, Jon Oliva decidiu, entretanto, em 1992, separar-se do grupo que o lançou para o mundo para dedicar mais tempo aos seus Doctor Butcher. Porém, o músico regressa surpreendentemente, em 2001, para dar voz a “Poets And Madmen”. Revelando-se sol de pouca dura, o grupo da Florida acaba por afastar-se, embora mantendo os seus elementos próximos no projecto instrumental Trans-Siberian Orchestra. Ainda assim, é apelando à sua independência inata que Jon Oliva cria os seus Jon Oliva’s Pain, em 2003, para deixar jorrar a sua transbordante criatividade. Este projecto serve igualmente para o vocalista e teclista cravar e esterilizar as suas feridas pessoais, nomeadamente as da perca de seu irmão Criss e, muito recentemente, do seu grande amigo e produtor de longa data Greg “Super G” Marchak, que gerou tanto “assombro” como motivação durante a gravação de “Global Warning”, o seu terceiro trabalho com este projecto. Este é, por isso mesmo, também um tributo aos seus ente queridos que o deixaram e um incontestável contributo de classe para o Rock e Heavy Metal de costela tradicional e progressiva. Apesar do momento complicado que vivem, para Jon e Christopher Kinder [baterista] não há motivos para a inspiração falhar, como demonstram na entrevista que se segue.“Global Warning” resulta como um hino a alertar para as atrocidades que o Homem está a infligir no nosso planeta. Significa que também estão preocupados sobre este assunto...
Chris: Sim, com certeza! Olhem à vossa volta nos dias que correm... Será que existe alguém contente com o rumo que a Humanidade está a tomar? Honestamente, a maioria das pessoas levanta-se diariamente, vai para o trabalho e toma conta das suas famílias. E a maioria das pessoas deste planeta não são responsáveis pela situação em que nos encontramos actualmente. Existe uma minoria de população a forçar as suas vontades e a impor a sua ganância sobre os outros. Nem um único americano tem algo de bom a dizer sobre a guerra no Iraque, excepto os políticos... O que é que isto nos revela? Teríamos que ser cegos, burros e estúpidos para não percebermos que o sistema está 100% corrompido e vai continuar a declinar-se a menos que mudanças massivas sejam implementadas no mundo.
Olha para o futuro da Humanidade com algum positivismo?
Chris: Sim! Na América isto já aconteceu ao longo da sua história, mas se as pessoas à volta do globo não se agruparem e forçarem uma mudança verdadeira e positiva, podem esperar que o mesmo se continue a passar.
Sentiram uma dor enorme com o desaparecimento do Greg Marchak. Como foi trabalhar em estúdio dessa vez sem a sua presença? Compreendo se não quiserem falar deste assunto...
Chris: Temos que continuar a falar desse assunto e com grande admiração pela sua vida e legado. O Greg era um ser muito especial e um produtor e engenheiro fantástico. Ele era um autêntico membro da banda, mesmo que nunca estivesse em palco connosco. Qualquer verdadeiro músico sabe que é o esforço de todos que concebe o trabalho final de um disco. O Greg era um génio a extrair o que de melhor tínhamos para oferecer... E ela fazia-o com um sorriso e cuidado tremendo perante todos os detalhes dos Jon Oliva’s Pain!
Sentem que perderam alguma magia face à sua ausência durante a produção de “Global Warning”? Imagino até qual será a dedicatória especial deste disco...Chris: No princípio, a gravação de “Global Warning” foi um processo muito, muito duro. Começámos a gravar apenas duas semanas após o seu falecimento. Contudo, aprendemos tanto com o Greg que a sua inspiração guiou-nos através de toda e qualquer sessão de gravação. Sentimos o seu espírito em todo o lado... E sabemos que ele está sempre connosco. Este disco foi para ele e acreditamos que isso é visível nas canções desse novo álbum e na performance da banda.
Chegaram a pôr a hipótese de cancelar as gravações de “Global Warning” após esse trágico acontecimento?
Jon: Nunca! O Greg nunca quereria que isso acontecesse.
Jon, tem sido um verdadeiro guerreiro ao longo destes anos... Esta é a sua segunda enorme dor perante a perca de ente queridos. Esses acontecimentos servem-lhe de propósitos extra para escrever em suas memórias?
Jon: Sempre... Escrevo do coração e as canções que assino são sempre reflexões de experiências de vida, tanto passadas como presentes, boas e más.
Teve, por exemplo, algum dejá-vu ao escrever este novo trabalho?
Jon: Existem muitos temas que compus sob inspiração do meu irmão Criss e também da minha história nas lides da música. Voltar a ouvir as cassetes que o meu irmão guardava lembra-me muito quando eu e ele começámos a tocar quando ainda éramos adolescentes. Algum deste material é intemporal e vai continuar a fazer parte dos futuros lançamentos de Jon Oliva’s Pain.
Esta será, certamente, uma boa forma de o prestar tributo e senti-lo sempre ao seu lado...
Jon: Tê-lo a par do que eu e a banda grava será sempre uma prioridade. Se conseguirmos incluir as suas belas composições nos nossos futuros CD’s é porque ele continuará sempre connosco! O Criss viverá comigo em tudo o que fizer.
Como se sente hoje em relação à banda? A vossa consistência parece atingir o seu pico máximo neste terceiro trabalho...
Jon: Porquê? As bandas demoram anos a se desenvolverem e penso que, nesse aspecto, fazemos as coisas muito diferentes da maioria das bandas. Tentamos desafiar-nos e curtir o que fazemos. Raios, enquanto tiverem estes dois aspectos bem presentes na vossa música deixam de haver limitações em relação ao que pretendem atingir. Simplesmente tentamos escrever discos que não são unicamente para agradar os fãs, mas sim para desafiarmos as nossas capacidades para escrevermos grandes canções e captá-las em disco. Estamos, certamente, orgulhosos do “Global Warning” e isto é apenas o princípio dos Jon Oliva’s Pain.
Consta que se surpreenderam bastante com as vossas ideias enquanto compunham este terceiro álbum. Algumas delas parecem ter surgido, inclusive, de erros vossos! [risos]
Jon: Os erros são como que ingredientes acidentais numa, de outra forma, perfeita receita. A melhor comida é concebida exactamente da mesma forma. Tens que experimentar e levar-te aos limites e depois, inadvertidamente, do nada, alguém aparece com uma grande ideia para uma canção que todos tínhamos dado por concluída! Qualquer um dos nossos temas está aberto a mudanças até ao dia em que os gravamos. Se fecharmos a “janela” para essa oportunidade muito cedo, vamos perder a hipótese de saber como estes ficariam de outras maneiras. Esta é a razão por ser tão agradável trabalhar em Jon Oliva´s Pain. Tentaremos tudo até as coisas nos servirem da melhor forma.
Também costumam improvisar em estúdio. Registaram-se muitos momentos desses dessa vez?Jon: Tirando as estruturas base dos temas, toda a gente era livre de tentar seja o que for que sentisse que podia melhorar a música. Esperamos que este fluir natural agrade aos fãs.
Continua a sentir-se como um hiper-criativo? Afinal de contas, criou este projecto para escoar o excesso de composições e ideias que tinha. Imagino que não seja muito dado a “bloqueios”…
Jon: Hoje em dia encontro mais inspiração do que nunca. O meu percurso musical foi preenchido com altos, baixos e algumas incertezas. Mas eu estou a entregar-me a um dom que me foi dado e estou sempre a ter ideias incríveis para músicas diariamente. Vivo tempos muito excitantes, sem dúvida.
Qual acha que é o segredo? Será que desenvolveu métodos ao longo de todos esses anos para evitar bloqueios criativos? A experiência será, com certeza, um factor favorável…
Jon: Apenas tento relaxar e deixar os meus dedos pronunciarem-se… Na verdade, é tão simples como isso!
JOP é o seu projecto a solo, creio não haver contestação. Contudo, assina todo o material que editam ou os vossos colegas de banda também contribuem com ideias?
Jon: Neste projecto tudo é feito em equipa. Se alguém na banda tem uma ideia melhor do que a minha, esta é imediatamente adicionada à música. Acima de tudo, funcionamos em prol das canções e não estamos preocupados com quem as escreve.
Descreva-me, musicalmente, este novo disco. Parece-me repleto de variedade…
Jon: Penso que este disco abrange muitas e boas influências que eu e a banda temos. Não tivemos medo de tentar tudo o que nos ia em mente e foram dadas plataformas as todas as ideias que tivemos para estas poderem desenvolver-se. Algumas ideias eram boas, outras não. Mas acontece que quando tens muitas ideias por entre escolher acabas por optar pela mais correcta.
Compreendo que esteja muito ocupado hoje em dia com o novo álbum de JOP. Porém, por onde passam os vossos planos com os seus projectos paralelos?
Jon: Neste momento, não tenho nada programado para eles.
Embora esta seja uma pergunta “perigosa”, arrisco-me a perguntar-lhe se existe alguma motivação para reunir-se com os seus colegas dos Savatage?
Jon: Os Savatage são, basicamente, os Trans-Siberian Orchestra [TSO] de hoje em dia… Este é um projecto que funciona durante um ano tanto em disco como em tournée e depois pára. JOP vai continuar a ser a minha principal fonte absorsora para a música que crio. Adoro tocar com estes músicos porque eles trazem muito boas ideias para a sala de ensaios. Aqui tenho o melhor de dois mundos.
Recentemente, falou-se na hipótese de ser editado um CD+DVD especial dos Savatage, ao vivo, do período em que o Criss tocava na banda. Esta sempre é para consumar-se?Jon: Ainda estamos a decidir o que fazer. Assim que tivermos uma resposta far-lha-emos pública. A partir de agora o objectivo é lançar o próximo disco dos TSO e celebrar o lançamento de “Global Warning” em tournée. Por fim, quero agradecer os inúmeros anos de apoio. Não havia outra maneira de continuar sem a vossa ajuda. Espero que gostem do novo álbum de JOP e que surjam oportunidades para vos visitarmos… Estaríamos lá para celebrar com “bombeiros e sirenes”. Adoramo-vos a todos!
Nuno Costa
www.jonoliva.net
Moita Metal Fest 2008 - A 28 e 29 de Março
Com chancela dos locais Switchtense, o Moita Metal Fest regressa este ano para a sua quinta edição, nos dias 28 e 29 de Março, novamente no âmbito da Quinzena da Juventude desta vila do distrito de Setúbal. Este ano o cartaz preenche-se, no primeiro dia, a partir das 21h00, com os Agnorisis, The Ladder, My Enchantment, Blacksunrise e Simbiose, e, no segundo, a partir das 16h00 [numa matiné gratuita], pelos Mindfeeder, Revolution Within, Cold As Blood e Brute Force, e mais tarde, pelas 21h00, pelos The Ransack, Web, Seven Stitches, Switchtense e Holocausto Canibal. Os bilhetes diários custam apenas 2,50€. Numa organização paralela, mas associada ao festival, está o ciclo de cinema de Terror “Películas de Sangue”, a ter lugar no dia 29 de Março, depois dos concertos [01h30] e até ao amanhecer, no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, para o qual estará disponível um autocarro gratuito à porta do Moita Metal Fest. As películas a “assombrar” serão “Mucha Sangre”, “A Descida”, “Black Sheep”, “Texas Chainsaw Massacre”. As entradas são livres. Friday, March 07, 2008
Kneeldown - "Volcano" é novo EP
Os Kneeldown, de Ponte-de-Sor, editaram no passado dia 23 de Fevereiro o seu segundo EP. Após uma demo, “Blankdisc”, de 2001, e um EP, “06:51 AM”, de 2003, este trio já com nove anos de existência oferece-nos agora “Volcano”, um conjunto de cinco temas de um hardcore de sustentáculo metálico, gravado na própria sala de ensaio do grupo e misturado e masterizado por Nexion K., guitarrista e líder dos Reaktor. Ricardo Cardoso [ex-Stonerage] é convidado nas vozes e co-produtor das letras de “Misunderstood”, já disponível no Myspace da banda. “Volcano” estará disponível em digiwallet, com edição limitada a 500 cópias, numa loja online em www.shop.kneeldown.net, bem como merchandise da banda e o seu anterior trabalho. Fear My Thoughts - Nova erupção este ano
Os germânicos Fear My Thoughts já preparam o sucessor do portentoso “Vulcanus”, de 2007, com as gravações de bateria a decorrerem nos Arsen Studios, na Alemanha, com Daniel Bergstrand [Meshuggah, In Flames, Behemoth, Soilwork] e das vozes a terem lugar no próprio estúdio do vocalista Martin Fischer, em Karlsruhe. As guitarras e baixo estão sendo captados em vários pontos da Alemanha. De resto, Martin faz a sua estreia neste disco, vindo substituir Mathias Benedikt von Ockl que abandonou a banda já depois de “Vulcanus” ter sido editado, quebrando assim um elo de ligação que durava há nove anos. Em termos musicais, e como a banda já referiu em comunicado, “é muito difícil descrever como estas novas canções soam”. O grupo acrescenta que “por vezes soam a Slayer e Pink Floyd. Poder-se-á também testemunhar uma forte influência de rock progressivo na veia de uns Porcupine Tree ou Tool, mas, por outro lado, este disco mantém-se mais rock e metal do que nunca”. Enquanto não se conhece o seu título fica a nota de que o sexto longa-duração dos Fear My Thoughts sairá em Julho deste ano com o selo Century Media. Cryptopsy - No trono da violência
“The Unspoken King” é o título do novo disco dos canadianos Cryptopsy, a editar entre Maio e Junho de 2008 pela Century Media. O grupo encontra-se já a ultimar os pormenores do sucessor de “Once Was Not”, de 2005, que contará na voz com a estreia de Matt McGachy [3 Mile Scream] e do teclista/samplista Maggie Durand. Em avanço, o vocalista Matt comenta que o sexto trabalho da banda “é tão brutal como os anteriores, enquanto se demonstra muito mais conciso”. A título de participações especiais, “The Unspoken King” conta com os préstimos vocais de Gabriel McCaughry dos seus congéneres Ion Dissonance no tema “Anoint The Dead”. Entretanto, confirma-se a vinda da banda à Europa para uma série de datas em Maio e Junho [com Portugal não contemplado para já], com o suporte dos Decrepit Birth e Unmerciful. Confirmada também está a anulação da sua digressão sul-americana, após o baterista Flo Mounier ter partido um joelho. Warrel Dane - Louvores solitários
Prolífero e talentoso como se lhe reconhece, o vocalista dos Nevermore e ex-Sanctuary e Serpent's Knight, Warrel Dane, faz a sua primeira investida a solo com “Praise To The War Machine”, a editar na Europa entre 25 e 30 de Abril pela Century Media. A ideia veio durante as gravações de “This Godless Endeavour”, o último trabalho dos Nevermore, pela química entre Warrel e Peter Wichers, produtor e ex-guitarrista dos Soilwork, e a vontade de Dane em criar um projecto mais orientado para a concepção de canções, sem as excessivas preocupações técnicas dos Nevermore. Ainda assim, o tema de avanço desta estreia, “Messenger”, já disponível no Myspace do músico, demonstra peso e elementos suficientemente ecléticos para se revelar uma das grandes surpresas de 2008. Como o próprio músico refere, “adoro metal gótico old school, thrash e todos os tipos de metal e isto pode-se verificar neste disco”. Warrel foi o compositor de todas as letras e melodias e contou com a ajuda de Peter Wichers na guitarra, baixo, gravação e mistura. Para além disso, o vocalista reuniu-se de músicos de calibre como Dirk Verbeuren [Soilwork], na bateria, e Matt Wicklund [ex-Himsa], na guitarra. Como convidados, podemos ainda escutar em “Praises To The War Machine”, Jeff Loomis [Nevermore] e James Murphy [Obituary, Testament, etc]. Thursday, March 06, 2008
Linda Martini - "Marsupial" de luxo
Depois do sucesso de “Olhos de Mongol”, de 2006, os lisboetas Linda Martini têm pronto o lançamento do seu segundo disco, “Marsupial”, num arrojado formato. O novo trabalho do quinteto estará disponível, a 14 de Abril nas lojas, em LP branco+CD inseridos num shopper bag com a marca da banda, construído propositadamente para esta edição. Esta edição estará limitada a 525 exemplares. Entretanto, a 21 de Março, esta edição de “Marsupial” já estará disponível no site da Rastilho Records, responsável por este lançamento, e nos concertos de apresentação deste trabalho. Estes terão lugar a 21 de Março no Alfa Bar, em Leiria, 29 de Março no Zé dos Bois, em Lisboa, 11 de Abril, em Odemira, e 3 de Maio na Galeria do Desassossego, em Beja. “Marsupial” inclui seis temas gravados nos Black Sheep Studios, em Mem-Martins, por Makoto Yagyu [If Lucy Fell] e masterizados nos UltraMarinos Studios, em Barcelona, por Santi Garcia. “A Corda do Elefante Sem Corda” é um dos seus temas já disponível no Myspace da banda. Wednesday, March 05, 2008
Review
BIOMECHANICAL
"Cannibalised"
[CD - Earache Records]
"Cannibalised"
[CD - Earache Records]
O nome da banda deixava antever algo de inorgânico, mas a surpresa não deixou de se consumar. “Cannibalised” é o terceiro disco do projecto megalómano e excêntrico do vocalista e teclista britânico John K, que apresenta-se neste regresso, em termos de line-up, completamente renovado, após o músico se ter tentado “apoderar” dos comandos absolutos dos Biomechanical, o que resultou no abandono dos restantes membros fundadores da banda no ano passado.Entretanto, o espírito de John não descansou e rapidamente rodeou-se de músicos de calibre, nomeadamente Adrian Lambert [ex-Intense, Dragonforce e Son Of Science], no baixo, e Chris Van Hayden [Chaosgenesis e Dismal Gale], numa das guitarras. Contudo, bastam um ou dois temas para percebermos que este é, de facto, o projecto de John K, pois toda a “armada” foi renovada e o som da banda continua a face espelhada de sua mente criativa trepidante.
Para quem ainda não a experienciou pode pelo menos já ter percebido que o produto em questão não é de fácil digestão. E isto porque “Cannibalised” é esquizofrénico em termos de execução, conceito e composição. Influências desde Judas Priest, Strapping Young Lad, Pantera, Beyond Twilight a bandas sonoras de filmes servem para conceber a máquina debulhadora que são os Biomechanical, envoltos num denso manto negro, graças a suas magníficas orquestrações, que de forma pouco ortodoxa, se misturam com a agressividade distorcida e a desenfreada cadência rítmica dos seus temas. Os solos são outro dos atractivos deste trabalho. Exímios nas cordas, oferecem-nos solos cortantes tanto em termos de rapidez como de técnica. Os préstimos de John K na voz são igualmente marcantes. O músico deambula entre falsetes halfordianos e berros arranhados, mas de dicção bem perceptível, ao jeito de um Phil Anselmo. O descanso só vem mesmo nos temas “Breathing Silence” e “Consumed”, ainda que só nos instantes “limpos” iniciais. Aliás, este último tema é mesmo uma das peças mais geniais de todo o disco e marcante para qualquer ouvinte de mente mais aberta.
A banda mostra, portanto, que não pretende dar descanso aos neurónios dos ouvintes e pela viagem alucinogénia que nos proporciona faz-nos ficar com a imagem gravada de um génio “com pouco cabelo” a expurgar toda a sua loucura. “Cannibalised” é a amostra de que se todas as mentes menos sãs conseguissem obras como essa, o mundo poderia se tornar um hospício cheio de virtudes. NR: Se querem testemunhar a insanidade de John K e Cª, apareçam no dia 12 de Setembro no festival Caos Emergente, em Recarei, Paredes. [8/10] N.C.
In Peccatvm - "Just Like Tears" reeditado
Com uma década de existencia já atingida, os In Peccatvm decidiram presentear todos os seus fãs reeditando a sua demo-tape, datada do já longínquo ano de 1999, “Just Like Tears”. Os seus quatro temas foram regravados pelo novo line-up da banda e produzido pelo teclista Bruno “Spell” Santos nos seus estúdios “SPS”. Para fazerem o download de “Just Like Tears” basta dirigirem-se ao site www.inpeccatum.com. Anomally - Gravam primeiro videoclip
Os terceirenses Anomally captaram no passado dia 9 de Fevereiro as imagens daquele que será o seu primeiro videoclip a acompanhar a edição do seu primeiro álbum, a ser gravado neste momento nos Watt Studios, por João Mendes [guitarrista dos Stream], na ilha Terceira. O tema escolhido foi “No Words From The Dead” e segundo o teclista Miguel Aguiar “trata de uma jovem que morreu e está agora a tentar comunicar com uma certa pessoa e a solução que arranja é possuir os membros da banda”. Uma amostra do making of do videoclip está disponível na secção Media/Videos no site da banda ou no seu recém-criado canal no Youtube. A produção e realização do videoclip esteve a cargo de Débora Castro. Espera-se então que o primeiro longa-duração dos Anomally chegue aos escaparates ainda este ano. Chris Cornell - No Optimus Alive!08
Com uma história notável, Chris Cornell, o ex-vocalista dos Soundgarden, Temple Of Dog e Audioslave, tem presença confirmada para o Optimus Alive!08 no dia 11 de Julho, no passeio marítimo de Algés, em Oeiras. O músico vai desfilar temas de todos os seus antigos projectos, bem como da sua carreira a solo, pela qual lançou em 2007 o seu segundo trabalho intitulado “Carry On”. Relembre-se que para mais este grande festival nacional de Verão estão já confirmadas as actuações dos Rage Against The Machine, no dia 10, e dos Within Temptation, no dia 11. O bilhete diário custa 45€ e para os três dias 80€. Mindfeeder - Este sábado na Moita
Os barreirenses Mindfeeder actuam no próximo sábado, dia 8 de Março, no In Live Caffe, na Moita, a partir das 22h00. Depois disso, e pela noite dentro, actua a banda de covers In The Flesh. Os Mindfeeder têm também já presença confirmada no Moita Metal Fest, a 29 de Março, e no promissor Lagoa Burning Live, a 25 de Julho, em Lagoa, no Algarve.Dark Fortress - Estreiam primeiro videoclip
Os germânicos Dark Fortress estrearam recentemente o seu primeiro videoclip da carreira na plataforma Youtube. O tema em questão é “Edge Of Night” e é retirado do seu novíssimo álbum, “Eidolon”, editado pela Century Media no mês de Fevereiro. O videoclip foi gravado numa igreja abandonada e segundo o guitarrista V. Santura “deverá cativar qualquer pessoa com a sua atmosfera negra e mórbida”. O grupo de black metal arranca no próximo dia 7 de Março numa digressão europeia com Hellheim e Vulture Industries. Entretanto, podem consultar o novo micro site da banda onde podem escutar os temas “Edge Of Night”, “Baphomet” – que conta com a participação de Tom Gabriel Fischer, dos Celtic Frost – e “No Longer Human”, para além de terem acesso a uma viagem guiada pelos meandros do conceito lírico de Eidolon. Aqui fica o link. Monday, March 03, 2008
Obtest - Ventos bálticos em Abril
O novo álbum dos lituanos Obtest, “Gyvybës Medis”, será editado no dia 4 de Abril numa cerimónia acompanhada por um concerto no bar Mulen Rubas, na Lituânia. O quinto trabalho do grupo de folk metal será editado em formato normal, digipack e picture vinyl pela francesa Osmose Productions, entidade com a qual a banda assinou recentemente contracto para edição mundial. Nos países bálticos, o grupo continua a ser representado pela Ledo Takas que ficará também responsável pela edição de um CD Book em formato A5. Entretanto, já é possível ter uma ideia da orientação deste trabalho através dos temas “Sakalo Vaikai” e “Vedlys” disponíveis no Myspace da banda. Para mais tarde, a 26 de Abril, fica agendada a grande apresentação de “Gyvybës Medis” também no bar Mulen Rubas. Queensryche - Confirmam tournée europeia
Depois de cancelada a sua digressão europeia em Novembro de 2007, os Queensryche confirmaram o seu regresso aos palcos europeus com paragem em Portugal. Os fãs da banda poderão esperar um espectáculo que terá por base os álbuns “Operation: Mindcrime I & II” datados, respectivamente, de 1988 e 2006. Em relação a esta notícia o vocalista Geoff Tate garante: “Estamos bastante entusiasmados por apresentar este espectáculo e orgulhosos por poder levá-lo à Europa. Não temos dúvidas de que a intensidade teatral deste concerto de três horas vai arrebatar plateias”. Estas são afirmações que, por si só, descrevem bem a intensidade que terão estes espectáculos em que farão parte diversos actores convidados. Em Portugal poderão vislumbrar aquele que é um dos concertos mais esperados do ano na Aula Magna, no dia 1 de Junho. A abertura das portas será pelas 20h00 e o espectáculo terá início às 21h00. O preço dos bilhetes varia entra os 25€ e os 37€ e estarão à venda a partir do dia 3 de Março na Ticketline, Fnacs, Carbono (Lisboa e Amadora), Break Point (Vigo) e no próprio local do espectáculo. ThanatoSchizo - Novo site
Enquanto não atingimos a data de 31 de Março, altura do lançamento nacional de “Zoom Code” - o novo disco dos ThanatoSchizO -, a banda de Santa Marta de Penaguião inaugurou já o seu novo site, alojado em www.thanatoschizo.com, e aceita já pré-encomendas do seu novo trabalho, no valor de 12,50€, na sua secção “Merchandise”. No estrangeiro, o disco chegará no dia 11 de Abril, 15 dias mais tarde do que o previsto devido a questões logísticas. Sunday, March 02, 2008
Soilwork - Sem Ola Frenning
Após dez anos ligado aos Soilwork, o guitarrista Ola Frenning abandona o colectivo sueco por este sentir que o músico “resistira às exigências de estar na estrada e ser assim difícil chegarem a acordo para cumprirem todas as datas agendadas”, segundo comunicado emitido pela banda. O vocalista Björn “Speed” Strid acrescentou: “Foi uma decisão muito difícil de tomar porque o Ola foi amigo e companheiro de banda durante muito tempo”. Da parte de Ola Frenning registam-se os seguintes comentários: “Após dez anos, sete álbuns e várias tournées mundiais chegámos à conclusão de que nos desenvolvemos em direcções diferentes e estabelecemos valores diferentes. As divergências atingiram o seu pico e tornou-se uma situação insustentável. A solução que a banda encontrou foi a separação de forma a que assim eu não lhes impeça mais o caminho em termos de planos futuros. Contudo, uma vez que não vou estar na estrada durante, pelo menos, um bom bocado, vou agora estar apto a concentrar-me na escrita de canções e produção, num outro nível”. Entretanto, este percalço não vai afectar as datas que a banda tinha agendadas sendo que David Andersson será o guitarrista substituto na sua próxima tournée finlandesa, bem como na tournée norte-americana “Scum Of The Earth” com os Throwdown. Logo de seguida a banda parte para datas no Japão, Austrália e sudeste asiático voltando depois à Europa para cumprir alguns festivais e encabeçar uma tournée norte-americano no final do ano. Arsis - Viver em pesadelo
Os norte-americanos Arsis aprestam-se a lançar o seu álbum de estreia pela Nuclear Blast, o terceiro da sua carreira, no dia 15 de Abril. Intitula-se “We Are The Nightmare” e os seus dez temas foram produzidos por Zeuss [Agnostic Front, Hatebreed, Municipal Waste] nos Planet Z Studios, em Massachusetts, e masterizado por Alan Douches [Kataklysm, Unearth, Shadows Fall]. O disco virá acompanhado de um DVD de 45 minutos composto por filmagens da banda em estúdio e peripécias hilariantes fora dos palcos. O seu excelente artwork, em jeito de banda-desenhada, ficou a cargo dos The Riddick Brothers. De momento, a banda está de regresso à estrada, encabeçando uma tournée onde são suportes os Skeletonwitch e os Veil Of Maya após terem abandonado mais cedo uma série de datas norte-americanas com os Exodus devido a negócios pessoais.Saturday, March 01, 2008
Friday, February 29, 2008
Review
GWEN STACY
“The Life I Know”
[CD – Ferret Music]
Já é apanágio da poderosa independente Ferret Music encher o seu catálogo com produtos que podem facilmente agarrar uma moda cada vez mais popular nos Estados Unidos. O termo “maldito” tinha mesmo que vir à superfície, falamos do metalcore, pois claro, mas no caso dos Gwen Stacy esse manifesta-se na vertente mais “amável” e sensível desta insígnia – christian metalcore, portanto. Temos aqui então música com os breaks mais previsíveis que possam haver, com as melodias mais chorosas e rezas morais forjadas à sua costela cristã, num trabalho que em míseros minutos nos dá o seu retrato completo.
Na verdade, expectativas é coisa que, infelizmente, após dois temas, nem podemos ter. Para além de um nome ridículo, como, aliás, muitos dos projectos deste género têm adoptado ultimamente – que raio de ideias andam a povoar o imaginário desse pessoal? – mas que ainda assim nos dá algum gozo ao lembrar das peripécias que a personagem passou com o Homem-Aranha nos idos anos 60 e 70 em que a BD era muito popular, pouco há, de resto, a assinalar de importante nestes 12 temas. Quem for apaixonado por bandas como The Devil Wears Prada, Haste The Day ou Inhale Exhale irá, com certeza, à “bola” com estes Gwen Stacy embora este quarteto de Indianapolis se manifeste mais raivoso, balançado e dissonante em alguns momentos.
É complicado falar dos tiques de cada estilo ou questionar as premissas que, no fundo, distinguem uma ideologia, mas quando se cai na apatia em termos de composição não há boa vontade que aguente. Este é um estilo que, sem o mínimo de cuidado, soa todo ao mesmo – diga-se sem receios. As bandas recriam-se na ânsia, muitas vezes, de suas tenras idades e com o intuito de alcançarem o rápido reconhecimento pulando, claro está, para o “barco” que lhes é mais convidativo e oferece mais perspectivas de sucesso…
“The Life I Know”
[CD – Ferret Music]
Já é apanágio da poderosa independente Ferret Music encher o seu catálogo com produtos que podem facilmente agarrar uma moda cada vez mais popular nos Estados Unidos. O termo “maldito” tinha mesmo que vir à superfície, falamos do metalcore, pois claro, mas no caso dos Gwen Stacy esse manifesta-se na vertente mais “amável” e sensível desta insígnia – christian metalcore, portanto. Temos aqui então música com os breaks mais previsíveis que possam haver, com as melodias mais chorosas e rezas morais forjadas à sua costela cristã, num trabalho que em míseros minutos nos dá o seu retrato completo.Na verdade, expectativas é coisa que, infelizmente, após dois temas, nem podemos ter. Para além de um nome ridículo, como, aliás, muitos dos projectos deste género têm adoptado ultimamente – que raio de ideias andam a povoar o imaginário desse pessoal? – mas que ainda assim nos dá algum gozo ao lembrar das peripécias que a personagem passou com o Homem-Aranha nos idos anos 60 e 70 em que a BD era muito popular, pouco há, de resto, a assinalar de importante nestes 12 temas. Quem for apaixonado por bandas como The Devil Wears Prada, Haste The Day ou Inhale Exhale irá, com certeza, à “bola” com estes Gwen Stacy embora este quarteto de Indianapolis se manifeste mais raivoso, balançado e dissonante em alguns momentos.
É complicado falar dos tiques de cada estilo ou questionar as premissas que, no fundo, distinguem uma ideologia, mas quando se cai na apatia em termos de composição não há boa vontade que aguente. Este é um estilo que, sem o mínimo de cuidado, soa todo ao mesmo – diga-se sem receios. As bandas recriam-se na ânsia, muitas vezes, de suas tenras idades e com o intuito de alcançarem o rápido reconhecimento pulando, claro está, para o “barco” que lhes é mais convidativo e oferece mais perspectivas de sucesso…
Alegoricamente se alude a uma realidade não muito saudável e enquanto este tipo de músicos não se esclarecerem quanto às possibilidades de um futuro duradoiro ficaremos a assistir a um recalcar, emular – ipsis verbis – de discos que são… cópias uns dos outros! Não estou a ver as centenas de bandas que existem neste quadrante actualmente, principalmente, nos Estados Unidos, a subsistirem durante muitos anos nem a alcançarem mais de meia-dúzia de discos editados… [5/10] N.C.
Wednesday, February 27, 2008
We will be right back...
No meio da correria actual fizemos por arranjar uma brecha no tempo - porque é nossa preocupação - para esclarecer os nossos estimados leitores que até ao próximo fim-de-semana a SounD(/)ZonE vai interromper o seu ritmo normal de trabalho devido a motivos pessoais. Mantém-se tudo de saúde e esperamos ansiosamente regressar ao trabalho em breve. Entretanto, alguns artigos de maior urgência poderão ser publicados.
Até [muito] breve,
Nuno Costa
Até [muito] breve,
Nuno Costa
Friday, February 22, 2008
Review
ERA VULGARIS
“What Stirs Within”
[CD – Open Your Ears Music/Lugga Music]
Sem um grande peso no mapa mundial, a Irlanda dá, entretanto, à luz um projecto de música sinuosa em que se interceptam vários estilos – desde o thrash ao death metal – os quais geram um resultado minimamente desafiante. No entanto, o termo prog é soberano, pois este, agora, trio manifesta-se suficientemente versátil e empenhado em manter a sua música dinâmica.
O death metal mais técnico de uns Death partilha grande culpa nesta abordagem. A outra cota parte divide-se por inúmeros colectivos thrash e heavy metal de casta old school que dá aos Era Vulgaris um carisma, de certo modo, peculiar. As variações rítmicas e as deambulações ambientais são um benefício para estes oito temas, mas a crueza que, por vezes, assumem dá-lhes uma imagem mais corrosiva do que propriamente de “músicos de pasta” mais empenhados em mostrar que dominam os seus instrumentos. As guitarras preenchem bem o seu espaço – com realce para alguns bons solos – e o baixo, por vezes, manifesta-se bastante acutilante, com paragens criadas precisamente para este brilhar. O mesmo acontece ao baterista Chris Cron, actualmente substituído por Anto Pellier, que no tema “I Must Have Your Brain” demonstra com os seus pequenos solos que dispõe de um bom leque de influências – uma boa escola, portanto. Concretamente, referimo-nos ao jazz que neste tema emerge como autêntica surpresa e confere pontos a favor deste grupo de Dublin. A guitarra acústica no final é um mimo também.
A banda demonstra assim que trabalha com detalhes, daí que “What Stirs Within” seja um disco que desperte o interesse ao longo da sua audição. A voz de Chris Rob é que se mostra algo esbatida e não se coaduna da melhor forma com este material. Para não falar que o seu tom limpo não é dos melhores. Contudo, falta alguma, ou bastante, força à produção deste disco. Mas lembremo-nos que este foi um trabalhado auto-financiado de uma banda que, para além disso, achou melhor combater a falta de oportunidades na indústria criando a sua própria editora. Portanto, depreende-se que os recursos não fossem os desejáveis. Ainda assim, a música dos Era Vulgaris é suficientemente característica para que nos deixe curiosos em relação a próximas edições. [7/10] N.C.
“What Stirs Within”
[CD – Open Your Ears Music/Lugga Music]
Sem um grande peso no mapa mundial, a Irlanda dá, entretanto, à luz um projecto de música sinuosa em que se interceptam vários estilos – desde o thrash ao death metal – os quais geram um resultado minimamente desafiante. No entanto, o termo prog é soberano, pois este, agora, trio manifesta-se suficientemente versátil e empenhado em manter a sua música dinâmica.O death metal mais técnico de uns Death partilha grande culpa nesta abordagem. A outra cota parte divide-se por inúmeros colectivos thrash e heavy metal de casta old school que dá aos Era Vulgaris um carisma, de certo modo, peculiar. As variações rítmicas e as deambulações ambientais são um benefício para estes oito temas, mas a crueza que, por vezes, assumem dá-lhes uma imagem mais corrosiva do que propriamente de “músicos de pasta” mais empenhados em mostrar que dominam os seus instrumentos. As guitarras preenchem bem o seu espaço – com realce para alguns bons solos – e o baixo, por vezes, manifesta-se bastante acutilante, com paragens criadas precisamente para este brilhar. O mesmo acontece ao baterista Chris Cron, actualmente substituído por Anto Pellier, que no tema “I Must Have Your Brain” demonstra com os seus pequenos solos que dispõe de um bom leque de influências – uma boa escola, portanto. Concretamente, referimo-nos ao jazz que neste tema emerge como autêntica surpresa e confere pontos a favor deste grupo de Dublin. A guitarra acústica no final é um mimo também.
A banda demonstra assim que trabalha com detalhes, daí que “What Stirs Within” seja um disco que desperte o interesse ao longo da sua audição. A voz de Chris Rob é que se mostra algo esbatida e não se coaduna da melhor forma com este material. Para não falar que o seu tom limpo não é dos melhores. Contudo, falta alguma, ou bastante, força à produção deste disco. Mas lembremo-nos que este foi um trabalhado auto-financiado de uma banda que, para além disso, achou melhor combater a falta de oportunidades na indústria criando a sua própria editora. Portanto, depreende-se que os recursos não fossem os desejáveis. Ainda assim, a música dos Era Vulgaris é suficientemente característica para que nos deixe curiosos em relação a próximas edições. [7/10] N.C.
Thursday, February 21, 2008
Spoiled Fiction - Lançam primeiro videoclip
“Collapse” é o primeiro videoclip dos lisboetas Spoiled Fiction, retirado do promo CD de estreia “Way To Live”, lançado em 2007. O videoclip é baseado no expressionismo alemão dos anos 20 e pode ser visto aqui. A nível de concertos a banda tem já confirmada para Agosto a presença no Guadiana Fest ao lado dos Kalashnikov, Ho-Chi-Minh, Mindlock e Mundana. Enquanto isso já compõe para o seu álbum de estreia ainda sem data prevista de edição. Grimlet - Registam primeiro disco
Os Grimlet entram já no próximo sábado, dia 23 de Fevereiro, em estúdio para gravar o seu primeiro álbum. Com o título “Grim Perceptions”, o grupo de death/thrash metal da Figueira da Foz gravará este novo trabalho nos estúdios Echosystem, em Barcelos, com Rui Santos [Oratory, Timeless], e confiará as misturas, pós-produção e masterização a Daniel Cardoso [Sirus, Head-Control-System, Reaktor], nos seus Ultrasound Studios, a efectuar durante o mês de Abril. Ainda sem data de lançamento prevista, é, no entanto, certo que em Setembro arranca uma tournée nacional de promoção ao sucessor do E.P. “Darkness Shrouds The Hidden”. Entretanto, a banda actua já na próxima semana, no dia 29, no Via Club, em Coimbra, com os The Godiva. Stream - "Another Story" em filme de Tom Green
“Shred – Ride Or Be Ridden”, o novo filme do comediante norte-americano Tom Green [MTV, Jackass], apresenta na sua banda-sonora o tema “Another Story” dos Stream em mais um feito memorável para esta banda terceirense e para toda a região Açores. O filme conta as peripécias de dois snowboarders profissionais que levaram as suas carreiras à ruína. Este é um bom presságio para o grupo que lança este ano o seu álbum de estreia. Pode ver reportagens sobre o filme aqui. Mão Morta - "Maldoror" em disco
Após ter deixado marca a 11 e 12 de Maio de 2007 quando se estreou ao vivo no Theatro Circo de Braga, a peça musical “Maldoror”, interpretada pelos Mão Morta pela adaptação do livro “Os Cantos de Maldoror” de Isidore Ducasse, será editada em disco ao vivo com captação, produção, mistura e masterização de Nuno Couto e assistência de Filipe Lourenço. O disco será vendido apenas nos teatros por onde a peça vai voltar a passar, entre 23 de Fevereiro e 3 de Maio em Braga, Viseu, Leiria, Faro, Estarreja e Lisboa. A edição é limitada a 3000 exemplares e a editora Cobra anuncia desde já que não haverá lugar a reedições. Mais informações em www.letstartafire.com. Echidna - Ante-estreiam álbum no Porto Rio
Os Echidna fazem a ante-estreia do seu primeiro álbum, “Insidious Awakening”, no dia 7 de Março no Porto Rio, no Porto, a partir das 22h30. Ao seu lado estarão ainda os Loss Spectra Of Pure e o DJ Flying Dutchman fará um set pela noite dentro. A entrada custa 3,5€ e há lugar à oferta do CD-single “Evolution:Reload” [limitado ao stock existente]. Fate - Tema novo no Myspace
Antecedendo a sua estreia em álbum pela Metal Blade, os californianos Fate disponibilizam no seu Myspace o tema “Your Creed Is Greed”. Este é então parte de “Vultures”, o disco que lançará para o mundo uma banda formada em 2003, em Carmichael, cujo death/thrash metal conquistou os Estados Unidos em nome próprio, sem nenhuma editora no encalço e enquanto frequentavam o liceu, fazendo aumentar a fasquia à medida que surgiam convites para concertos com os Bleeding Through, Unearth, Amon Amarth, Through The Eyes Of The Dead e Animosity. “Vultures” será lançado a 21 de Abril em toda a Europa. Amon Amarth - Reforçam laços com Metal Blade
Os suecos Amon Amarth decidiram estender a sua ligação à germânica Metal Blade assinando um contracto para mais três discos. Após 11 anos a trabalhar juntos a banda já considera a etiqueta de Brian Slagel um símbolo de “família”. Este novo fôlego será comemorado com a edição do sucessor de “With Oden On Our Side”, de 2006, eventualmente no final do presente ano. A banda já compõe novos temas e prevê entrar nos Fascination Street Studios em Maio com Jens Bogren como produtor e engenheiro de som.
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