Wednesday, May 07, 2008

Review

THE SUN OF WEAKNESS
“Trompe L’Oeil”

[CD – My Kingdom Music / MLI]

Com um percurso marcado pela edição de três demos a partir de 2003, os italianos The Sun Of Weakness chegam finalmente ao seu disco de estreia dispostos a mergulhar o mundo num manto de sentimentos melancólicos e macios. Condensando uma fórmula que encontra paralelismos em bandas como Anathema e Katatonia, o grupo mune-se de uma emoção outonal para atingir o lado sensível do ouvinte com recurso a [muitos] teclados e momentos limpos e acústicos em que os termos rock e gótico tomam sentido.

O grupo mostra-se audaz e competente na recriação de ambientes melódicos que nos embalam suave e eficazmente. Contudo, quando a ordem se “distorce” e o rock se impõe, as coisas têm muito menos impacto. Já para não falar no “pecado” que representa a prestação do vocalista Flavio Scipione que para além de se manifestar pobre em dinâmica possui um timbre muito pouco encantador.

Ao longo de 44 minutos de música são poucos [ou nenhuns] os temas que ficam para a posteridade ou conseguem um balanço arrebatador. Não sendo “Trompe L’Oeil”, contudo, um disco terrível, a verdade da sua beleza reside em passagens isoladas de etéreo mérito e não, naquilo que se pretende, num todo equilibrado. É, portanto, na composição que a banda falha. Tecnicamente esta também não possui grandes argumentos, o que pode agravar as lacunas já referidas.

Entretanto, não sendo este o principal pressuposto deste tipo de trabalho, que vive de brisas tristes e texturas simples, fica um interessante registo em termos de potencial para gerar sentimentos. O resto poderá ser colmatado com mais alguma rodagem. Reservam-se, portanto, melhores diagnósticos para mais tarde em condições, esperam-se, mais amadurecidas. [5/10] N.C.

Estilo:
Rock Gótico

Shining - Data única em Portugal

Os suecos Shining passam, em data única, por Portugal no dia 23 de Maio pelo Cine-Teatro de Corroios, no âmbito da sua Destroying Iberia Tour 2008 que comporta ainda dez datas em Espanha. A acompanhá-los estarão os espanhóis Kathaarsys e os nacionais VS777. Os bilhetes já estão à venda a 14€ [antecipadamente até dia 10 de Maio e apenas por transferência bancária]. A partir dessa data os bilhetes custarão 16€. O espectáculo tem início às 21h30. Mais informações pelo e-mail carlos.notre@gmail.com ou pelos telemóveis 966 664 979 ou 913 957 838. Este é um espectáculo apresentado pela Notredame Productions e Silent Tree Productions.

Devil In Me - Gravam espectáculo para DVD

Com uma existência ainda curta mas auspiciosa, os Devil In Me rumam no próximo sábado, dia 10 de Maio, à mítica sala para a cena punk/hardcore nacional Tuatara, em Alvalade, para uma actuação que servirá de base para a gravação do seu primeiro DVD. A acompanhar o grupo português estarão os Broken Distance e os espanhóis Sem Resposta. O ingresso para o espectáculo, que tem início às 20h00, custa 5€. Entretanto, os Devil In Me continuam a promover o seu segundo álbum, “Brothers In Arms”, de 2007, que lhes tem valido digressões por toda a Europa, um contracto de distribuição em território europeu e norte-americano pela conceituada I Scream Records [Agnostic Front, Madball], sendo que ficou também marcado por contar com as participações de Lou Koller e Craig Setari dos Sick Of It All e Martijn dos holandeses Turning Back.

Tuesday, May 06, 2008

Lostland - Este sábado no In Live Caffé

Enquanto preparam o seu álbum de estreia os Lostland marcam presença em alguns eventos pelo país. O próximo é já este sábado, dia 10 de Maio, no In Live Caffé, na Moita, com a banda de covers Triboo. No dia 7 de Junho é a vez de actuarem no Ponto de Encontro, em Almada.

Hell Summer Fest - Maratona de peso em Mangualde

A Rocha Produções apresenta mais um evento de muito peso no dia 24 de Maio na Associação Os Lavradores de Cubos [junto à estação da CP], em Mangualde. Intitulado Hell Summer Fest, o seu recheado cartaz é composto pelos espanhóis Omission e The Band Apart e pelos nacionais Painstruck, Filii Nigrantium Infernalium, Decayed, Raw Decimating Brutality, Angriff, Headstone, Fetal Incest, Unbridled e D3GR3DO. O ingresso para esta autêntica maratona extrema custa 8€ [venda antecipada] ou 10€ [venda no dia]. As hostilidades começam às 15h00.

Skewer - Próximas datas

Acabados de lançar o EP “Whatever” pela francesa Believe, os barreirenses Skewer têm agendadas, até agora, cinco datas até Julho. A mais próxima é a 17 de Maio no Bar Escadinhas, em Setúbal [na Avenida Luísa Todi], com os moitenses Excers. As entradas são gratuitas e o início do espectáculo é às 22h00. Mais tarde, a 24 de Maio, o grupo actua no Centro da Juventude Ponto de Encontro, em Almada, com os Gatos Pingados, a 5 de Junho, na Moita, com os Amarionette e a 5 de Julho, no Muralhas Bar, em Alcabideche, com os Rome Nine Roses. Mais informações aqui.

Stream - Lançam novo single

Volvidos dois anos desde a gravação do single “An Other Story” com o produtor Ivo Magalhães nos IM Studios, no Porto, e de terem alcançado um notável sucesso, particularmente, na Austrália e Estados Unidos, os terceirenses Stream lançam agora no seu Myspace o single “Stand Up”. Este conta nos créditos da gravação novamente com Ivo Magalhães e na masterização com Jorge Fidalgo. “Stand Up” consta do alinhamento do seu longa-duração de estreia, “Follow The Stream”, com edição prevista para Setembro pela Nine Media Records.

Monday, May 05, 2008

Entrevista ThanatoSchizO

CÓDIGOS INTERCEPTADOS

Sob a condição de se sujeitarem a uma profunda inflexão por um percurso musical recheado de aventuras estilísticas, o grupo de Santa Marta de Penaguião apelou ao apuramento do que o constituiu como entidade muito sui generis no panorama metálico português - e não só - e embarcou na construção de mais um disco pleno de maturidade. “Zoom Code” é o quarto trabalho do grupo liderado por Guilhermino Martins e que vem vincar ainda mais a sua atitude progressiva e aprumar o seu sentido de composição. De um grupo que trabalhou muito para criar o seu próprio universo – no qual se move da maneira mais autónoma possível -, solicitamos a palavra ao guitarrista, sempre muito acessível, Guilhermino Martins.

Os ThanatoSchizO abrem uma nova Era editorial com “Zoom Code”. Esta é a terceira mudança em termos de representação internacional. Têm sentido esta situação como um factor de instabilidade?
Honestamente, não. O facto de termos relações de “one night stand” com as editoras internacionais por onde temos passado acaba por não nos deixar acomodar e permite-nos sentir nisso um incentivo para evoluirmos. A situação de ruptura da inglesa Rage of Achilles foi, talvez, o facto mais relevante, uma vez que a editora nos comunicou estar prestes a encerrar a sua actividade pouco tempo depois de lhe entregarmos o nosso terceiro álbum, “Turbulence”. Isto após já terem editado o anterior “InsomniousNightLift” e terem feito um excelente trabalho de promoção. Nessa altura, sim, foi algo decepcionante, mas acabou por conduzir-nos a uma situação bastante interessante ao conseguirmos licenciar o álbum em Portugal à Misdeed Records e ao cedermos os direitos de edição internacional à australiana Burning Elf. Entretanto a nossa relação com a Burning Elf estava desde logo cingida à edição desse álbum, por isso já sabíamos que teríamos de mudar de pouso neste novo registo.

Como surge então a ligação com a italiana My Kingdom Music?
É uma editora com quem tínhamos uma relação de alguma proximidade. Aprecio, aliás, algumas bandas do seu catálogo [ou que por lá já passaram] como Rain Pain, Klimt 1918 ou Crowhead e o facto de terem demonstrado um entusiástico interesse em trabalhar connosco, aliado à bastante decente distribuição internacional que possuem, acabou por conduzir à assinatura do contrato.

Supõe-se então que esta aborgadem entusiástica vos deixe com expectativas mais altas do que o costume...
Sinceramente, penso que essa maior expectativa parte de fora da banda porque, para nós, o importante é criar música que nos dê gosto ouvir e editá-la, dá-la a conhecer às pessoas. Tenho perfeita consciência do quão “poéticas” possam soar estas palavras mas, em ThanatoSchizO, é isso que realmente se passa. É claro que estamos curiosos por saber como vão as pessoas [especialmente a nível internacional] reagir ao álbum, no entanto essa curiosidade não chega a tirar-nos o sono.

Que balanço faz da projecção do trabalho da banda no estrangeiro ao fim de dez anos de carreira?
Boa, tendo em conta as estruturas editoriais por onde passámos. Poderíamos estar num patamar acima em termos de popularidade se o término da Rage of Achilles não tivesse acontecido tão prematuramente, porque a editora estava, de facto, a promover a banda nos locais certos.

E sentem falta de tocar “fora de portas”?
Neste momento sentimos, sobretudo, falta de tocar! Estivemos praticamente dois anos sem dar concertos por nos termos decidido concentrar apenas e só na composição/pré-produção/gravação/mistura/masterização do novo álbum e, por esta altura, estamos com uma grande vontade de voltar aos palcos. De qualquer forma, curiosamente, o próximo concerto será “fora de portas”: em Zamora [Espanha].

Entretanto, o som da banda tem-se vindo a modernizar como resultado de um recorte cada vez maior de influências. A simbiose peso-melodia aliada a uma postura progressiva tem-se revelado algo benéfica para a vossa imagem?
É uma pergunta complicada. Esta nossa postura corresponde exactamente àquilo em que nós acreditamos e é o nosso “statement” artístico em cada momento da nossa carreira. Por outro lado, é inegável que ainda há muitas pessoas – inclusivamente – dentro do universo do metal que, por ora, não compreendem essa supra-citada simbiose e isso acabou por gerar ao longo da nossa carreira algumas catalogações que, embora proferidas com a melhor das intenções, não foram nada abonatórias no nosso entender.

“Zoom Code” não representa um corte abrupto para com o percurso que a banda tem vindo a traçar, mas creio poder assinalar-se um ligeiro pendor para a exploração da melodia e de ambientes um pouco mais sintetizados.
Sim, começamos cada vez mais a valorizar o papel das vozes na nossa música e a dar-lhes o devido destaque. Penso, aliás, que esse é provavelmente o grande progresso que este álbum encerra. Decidimos, também, fazer uso da tecnologia para enriquecer a nossa música, sim. Ao longo do álbum é possível encontrar um sub-mundo de detalhes na forma de sampling, o qual acaba por acrescentar uma nova camada aos temas. São pormenores muito subtis, apenas detectáveis ao fim de algumas audições mas que, no nosso entender, adicionam ainda mais interesse à música.

Os Opeth são, por exemplo, uma referência muito forte na hora de compor?
São uma banda que apreciamos, mas cuja obra não tomamos como base na hora de compor. Diria que têm tanto peso neste grupo como qualquer outra banda de que gostemos.

Na realidade o universo ThanatoSchizO acaba por ser perfeitamente personalizado. O que faz de vocês compositores distintos?
O facto de ouvirmos música tão diversa acaba por se reflectir na nossa prestação. Como temos diversas cores na nossa palete de tintas, é natural que o quadro que pintemos seja distinto. Penso que esse é o grande “segredo” dessa virtude.

Achei piada ao facto de ler num pódio seu de referências pessoais uma banda como Disillusion, que me parece perfeitamente anónima para o valor que tem. E a surpresa é maior por considerar “Gloria”, o segundo álbum destes germânicos [um trabalho muito pouco ortodoxo], um disco de sua referência. É tal como eles que gosta de estar na música?
Gosto particularmente desse álbum, sim. Aprecio quando as bandas se arriscam num mundo novo e conseguem continuar artisticamente relevantes. Lembro-me que esse álbum teve críticas paradoxais: algumas a destacar a sua genialidade e outras a negarem qualquer pingo de qualidade naquela música. Foi, portanto, um álbum que gerou controvérsia porque, provavelmente, muita gente não estava predisposta a ouvir algo tão, digamos, fora do comum. E sim, isso atrai-nos imenso: criar o nosso mundo, não seguir fórmulas pré-instituídas. Provavelmente o caminho é bem mais penoso em termos de aceitação pública [cada vez mais, as editoras procuram formatos pré-estabelecidos e, no fundo, isso é um reflexo do que o mercado transparece], mas a sensação de criar algo original ultrapassa qualquer crítica menos compreensiva.

Os ThanatoSchizO já exploraram muita coisa musicalmente desde que se formaram. Para onde acha que a banda caminha neste momento?
Sinto que estamos cada vez mais a apurar o nosso instinto de composição e que o futuro passará, decididamente por aí: criar temas cada vez mais bem estruturados.

Como pode entender-se o título “Zoom Code”?
O título equivale ao momento em que verdadeiramente nos consciencializámos de que era necessária uma inflexão [o tal zoom] sobre aquilo que pensamos serem as nossas maiores qualidades musicais. Assim, por ser tão personalizado, este disco acaba por ser o manifesto musical em que melhor nos sentimos até à data. Um zoom sobre a nossa capacidade artística, portanto.

Pode falar-se num cuidado redobrado ao preparar este novo álbum? Ao fim de contas nunca demoraram tanto tempo para lançar um trabalho.
Estivemos quase dois anos [2004-2005] a promover o álbum anterior na estrada. Depois decidimos que era tempo de parar, repensar, reformular e que nos íamos focar ao máximo para tentar criar o melhor registo de TSO até à data. Assim, no primeiro semestre de 2006 começámos a composição. Os primeiros seis temas que surgiram não nos satisfizeram e, como tal, recomeçámos tudo de novo com ânimo redobrado, ao ponto de em Setembro de 2006 termos iniciado a pré-produção deste CD. Em Março de 2007 entrámos em estúdio para a gravação efectiva dos temas e por lá estivemos até Julho. Entretanto ocorreu a masterização, a negociação do contrato com a editora e o lançamento acabou por ser agendado para o início deste ano. Por isso, para nós, este acabou por ser o tempo necessário...

O facto de ter entrado um novo guitarrista também contribuiu para que as coisas se processassem mais lentamente?
Não entrou propriamente um guitarrista. O Eduardo [vocalista] é que, a partir do álbum anterior, começou a tocar guitarra em estúdio e ao vivo. Isso enriqueceu o nosso som e não posso dizer que tenha contribuído para tornar o processo de composição mais lento. Bem pelo contrário, na medida em que as contribuições do Eduardo são cada vez mais relevantes e profícuas.

Há pouco falávamos da vossa repercussão no estrangeiro. Um dos pontos mais surpreendentes nesse aspecto terá sido a descoberta de um grupo de músicos muito jovem, oriundo da Argentina, a fazer uma cover de “Suturn”. Como se sentiram?
Orgulhosos, claro, por ver aqueles miúdos tão novos a tocarem uma versão nossa. Penso que é sempre elogioso ver que há bandas a tocar versões nossas mas, mais ainda, quando estamos a falar de argentinos com idades entre os 10 e os 14 anos. O vídeo continua, aliás, online no Youtube, basta procurar por “Gauchos de Acero ThanatoSchizO”.

Falaram com eles depois disso, por acaso?
Claro que sim! Entretanto contactámo-los e, desde aí, estabelecemos uma forte relação de amizade. Os Gauchos andam a tocar em dezenas de festivais de metal na Argentina e, caso tenham estofo para gerir correctamente a sua carreira, podem vir a ter um futuro bastante risonho.

Talvez pelo índice de popularidade que a banda já parece ter na América do sul, assinaram um contracto com uma editora mexicana para a reedição do vosso primeiro disco. Foram estes os motivos?
Sim, o nosso primeiro álbum teve um reconhecimento extra no território sul-americano e já tivemos várias ofertas de reedição do “Schizo Level”. Assinamos um contrato com a mexicana Sun Empire Productions, a qual tratou da reedição que vai, aliás, acontecer, na próxima semana. Será uma “deluxe edition” do álbum, em digipack e com nova capa.

“Zoom Code” é também um disco pródigo em participações especiais. Como se estabeleceram as parcerias com os convidados em questão?
Quer o Timb Harris dos Estradasphere quer o Zweizz são músicos que admiramos e sentimos que podiam acrescentar algo à nossa música, ao invés de apenas, do ponto de vista do marketing do álbum, poderem pesar positivamente na lista de participações do registo. Aliás, isso seria difícil por se tratarem de músicos com um reconhecimento [infelizmente] reduzido nos meandros da música extrema. Assim, estabelecemos o contacto com ambos e, depois de ouvirem as respectivas músicas onde foram convidados a colocar o seu dedo, aceitaram colaborar connosco. Quanto ao António Pereira, trata-se de um músico local com um historial essencialmente folk que convidámos para tocar saxofone e concertina em momentos-chave do álbum e que nos acompanhou até ao estúdio para registar a sua participação.

O disco já começou a chegar à imprensa nacional e internacional. As reacções têm-vos agradado?
Sem dúvida, apesar de haver críticas que são editadas no dia em que os escribas recebem o CD, algo que me provoca alguma confusão porque este – mais do que nunca – é um álbum que precisa de ser digerido com bastante tempo e audições. Apesar de bastante positivas, gostaria de pensar que as pessoas ouviram “Zoom Code” ao longo de algum tempo para depois explanarem o que pensam sobre ele. Bem sei que a culpa da situação advém da quantidade gigantesca de álbuns que são editados todos os meses, mas definitivamente ThanatoSchizO não são uma banda para consumir/digerir instantaneamente. Seja como for, o feedback que nos tem chegado é bastante positivo.

Agora suponho-vos ansiosos por prestar uma campanha massiva ao vivo. Muitas datas já agendadas?
Três oficializadas e uma série delas prestes a serem confirmadas. Por ora, como já referi, vamos tocar a Zamora, em Espanha, no próximo dia 10 de Maio. Uma semana depois encabeçamos o Liperske IV e em finais de Junho vamos partilhar o palco com Devildriver, Krisiun e Hatesphere no Metal GDL, em Grândola. Ao longo dos próximos tempos vamos divulgar mais datas, inclusivamente os showcases semi-acústicos nas FNACs.

Este ano a organização do Penaguião Metalfest: Liperske IV ficou também a vosso cargo? É uma tarefa complicada organizá-lo?
Dá algum trabalho e exige um grande empenho, mas a sensação de dever cumprido no final do dia do evento justifica e valoriza esse esforço extra. Em termos organizativos tentamos conceder às bandas as condições mínimas que exigimos quando somos convidados a tocar em determinado evento. É por isso que no Liperske não há atrasos nos horários das actuações e o ambiente entre bandas e público é sempre salutar.

Esta data tem um sabor especial por realizar-se na vossa terra e porque comemora o vosso décimo aniversário?
Sem dúvida. Vamos fazer a festa na nossa “casa”, com os nossos amigos [bandas e público] e vamos tocar um set list alongado com temas de todos os registos.

Prontos para mais dez anos de actividade?
Os primeiros dez passaram rápido, por isso, penso que vamos andar por cá enquanto sentirmos que temos algo musicalmente relevante para oferecer. E quer-me parecer que o fim não está para breve, perdoa-me a imodéstia.

Nuno Costa

Friday, May 02, 2008

Editorial

ENGANANDO-TE, ENGANO-ME A MIM PRÓPRIO

Realmente é difícil ficar-se preso por momentos de felicidade durante muito tempo. Este sentimento tão intenso quanto efémero pelo qual procuramos obsessivamente no nosso dia-a-dia como se de uma autêntica injecção de algo que nos provoque um clímax sensorial, físico ou espiritual, mas que rapidamente desaparece e assim reiniciamos a busca [vital] pela próxima dose.

Se o assunto me toca directamente? Não tenho dúvidas que sim. Contudo, a parte da lamúria e descontentamento que venho expressar não se prende com a SounD(/)ZonE. Corta-me, sim, é verdade, a felicidade de quem [ilusoriamente ou não, já nem interessa; com sentimento mais ou menos lúcido, também não interessa] adora este género musical e estilo de vida que lhe está aliado e, consequentemente, apoia e vive intensamente tudo o que concebe e serve de combustível para que esta grande engrenagem, mas sobretudo arte - o Heavy Metal -, funcione. Afecta-me, quer pensem que é só conversa ou não, que algo de mau aconteça a um músico, a um fã, a um/a promotor/a, a um organizador, a uma editora, distribuidora, revista, site, “and so on”…

Restarão dúvidas que em qualquer núcleo as coisas funcionam como uma cadeia, como uma sociedade onde nem se pode falar em maior ou menor preponderância/utilidade? Não se percebeu ainda que o menor que afecte o nosso próximo vai, com certeza, mais cedo ou mais tarde, afectar-nos a nós também? Ainda não se apercebeu toda essa “gentinha” que quer ter as suas bandas e alcançar sucesso [palavra esta, hoje em dia, cada vez mais podre, pois raríssimos são os casos em que revela algo sincero e de puras intenções] ou quer ouvir os discos das suas bandas preferidas e ir a todos os seus concertos, de que não conseguirão atingir os seus objectivos se algum elemento da cadeia começar a falhar? E não se interessam com isso? Será burrice ou teimosia? Dor de cotovelo ou arrogância? Tudo isto e, provavelmente, muitos outros adjectivos menos simpáticos…

Mas é a pura da verdade. Ainda me admira como é que ninguém falou nisso em fóruns [creio eu]. Sim, porque também não vou a todos. Mas pelo menos no que vou com maior frequência, por razões óbvias, ainda ninguém gastou nenhum caracter a construir um tópico sobre esse assunto. É verdade que as vidas pessoais, profissionais e económicas de cada um hoje em dia deixam-nos com muito pouco tempo e capacidade para executar certos actos, mas neste caso, nem é por aí… Mas pois, tem lógica. É precisamente por isso, por essa indiferença que venho aqui falar e invocar um assunto que merece ser falado.

É verdade que a Loud! anda a sair muito tarde, no fim do mês [nos Açores, claro] praticamente, mas digamos que apenas mudou o seu ciclo cronológico de edições. Não interessa, interessa é chegar-nos às mãos. Ora bom, quase me distraía de a comprar, certamente pelos atarefados tempos recentes passados a preparar o aniversário da SounD(/)ZonE, mas há horas lembrei-me que já tínhamos terminado Abril e já não comprava uma Loud! há bastante tempo. Fui a um quiosque perto, adquiri com enorme prazer mais um seu exemplar. Não resisto muito tempo a folheá-la mas colunas como o “Editorial” ou “Eternal Spectator” só faço questão de ler em circunstâncias e locais que me permitam realmente reunir a concentração devida para poder sorver, assimilar e digerir o seu conteúdo; opiniões de quem, quer queiram ou não, tem ideias ou experiências muito enriquecedoras para transmitir.

Desta vez a “refeição” não foi suave ou de fácil digestão… mas sim de temperos fortes que me deixaram azoado e a pedir por uma pastilha anti-acidez que ajudasse a acalmar o ardor que ia cá dentro. Não se trata de “lamber as botas” a ninguém. Aliás, vejo as polémicas e falta de consenso que a Loud! gera no continente. Talvez por isso, por residir num [outrora mais] calmo ilhéu, os lobbies, as mesquinhices e os enredos passam-me ao lado. Logo a minha análise é mais imparcial. Aqui limito-me a receber com enorme alegria as palavras sábias de quem, tanto ortograficamente, como em termos de cultura musical, sabe muito. Muitos pensam que isso é para todos, mas não é! Toda a gente hoje em dia quer ser jornalista musical [outros gostam mais de se apelidar “críticos musicais”] e ter a sua fanzine, o seu site, o seu blog, o seu fórum ou a sua revista. Ou então no que toca ao fã… Já ninguém quer ser só fã – quer-se também ser músico a todo o custo e a partir de certa altura começa-se a “inchar”, os egos crescem e facilmente a coisa descamba. Do tipo “tenho sabedoria e talento suficientes que me legitimem qualquer opinião e sinto-me capaz de impô-los sobre um qualquer suposto “sabichão” que pense que por andar há muitos anos nisso e a escrever para revistas sabe mais do que eu”. Há, primeiro, que ter respeito, muito respeito…

Contudo, o pressuposto deste texto não é directamente este. É verdade que muita gente tem [o que pelo menos nos Açores se diz] “mijo na cabeça”. Mania que sabe [para quem não está familiarizado com o termo], portanto. E isto, obviamente, mina uma comunidade e destrói a união necessária para que esta cresça e progrida.

Meus amigos, se pensavam que pelo menos a maior revista dedicada à promoção do Heavy Metal em Portugal vivia “desafogada”, concretamente em termos financeiros, recolham completamente a vossa ideia. Para quem não tem o hábito de ler os editoriais do nosso prezado José Miguel Rodrigues, director da Loud!, então que passe a ler ou pelo menos confira o último que assinou.

A Loud! atravessa um momento difícil ao ponto de, pela primeira vez, levar os seus responsáveis a colocarem em causa a sua continuidade! A Loud! pode[!] mesmo deixar de existir caso quem diz adorar, apreciar ou amar [o que for] o Heavy Metal, não preste o devido apoio à entidade mais forte, importante e competente em Portugal no acto de promover o Heavy Metal. Nada é perfeito, a Loud! também não o será, mas é impreterível que se comece a apoiar esta ilustre instituição condignamente, sob pena de passarmos a ser um país “iletrado” e um buraco no mapa europeu no que concerne a Heavy Metal press media.

A velha conversa: qual a importância dos meios de comunicação social para o “girar” de uma sociedade? Bom, nem vale a pena falar disso… Quem tiver fraqueza de espírito vai continuar a tê-la, infelizmente, e a não perceber este assunto. Aos que tentam arrancar essa ignorância de muitas pessoas arriscam-se a prejudicar-se e a perder tempo [e dinheiro] da sua vida.

Leiam o editorial #87, edição de Abril, da revista Loud! e perceberão melhor do que estou a falar. Uma lástima, uma vergonha o ponto a que este povo “metaleiro” chegou…. Ainda me dá vontade de rir [agora falando de um caso “caseiro”, pois tenho que falar é daquilo que sei e vejo], recordo-me de um comentário de um músico açoriano: “Sabes que não tenho o hábito de ler este tipo de revista”... Mais tarde, já a sua banda estava atrasada para mandar material biográfico para a “Scene Report Açoriana” e perguntam-me: “Man, sabes se ainda vou a tempo para mandar material nosso para a Loud!?”

Bom, nem é preciso dizer mais nada… Cheira-me tudo a um nojento jogo de interesses… Lamentável.

Nuno Costa

Wednesday, April 30, 2008

Festival V aniversário SounD(/)ZonE

Caros leitores,

Ao fim de cinco anos de actividade, provavelmente, nem eu nem muitos que seguem a SounD(/)ZonE podiam imaginar que um projecto deste tipo se mantivesse vivo durante tanto tempo. Este não é um comentário de falta de fé, mas sim de consciência perante um ramo que, embora cause enorme preenchimento pessoal, não garante qualquer subsistência e por aí o lema só pode ser: carpe diem.

Sem grandes planos ou pretensões, a SounD(/)ZonE vem sobrevivendo e lutando contra todas as óbvias dificuldades geradas pela sua natureza, mas o mais importante, sem dúvida, é dar apoio aos músicos e oferecer aos leitores música quer num espaço virtual quer físico, entenda-se palco.

No seguimento da crescente actividade da SounD(/)ZonE em termos de organização de espectáculos, vimos agora anunciar que o nosso V aniversário será comemorado no dia 31 de Maio, no Coliseu Micaelense, com a presença dos Concealment [Sintra], Morbid Death, Stampkase e Hatin’ Wheeler.

O período, supostamente, deveria ser o de recebermos ofertas, mas somos nós que com todo o empenho e sinceridade fazemos questão de oferecer mais uma noite de espectáculos aos açorianos, a quem se pede que compareçam em massa e tornem mais esta data memorável.

Sem mais, resta-me endereçar um enorme agradecimento a todas as entidades e pessoas que tornaram possível a organização deste espectáculo: Coliseu Micaelense, ANIMA-Cultura, Câmara Municipal de Ponta Delgada, DRJ – Direcção Regional da Juventude, Governo Regional dos Açores, Digimago, Banana Art Factory, Snack-Bar Blue Light. Em termos promocionais, VIGIA-Produções, Rádio Atlântida, Metalicidio.com, Contratempo.com. e Miguel Aguiar pelo grafismo da campanha promocional. Por último, mas nunca esquecidos, todas as pessoas que suportam e acompanham o nosso projecto ao longo desta meia década de actividade.

Os bilhetes estarão à venda na próxima semana.

See ya there, mates!
Nuno Costa

March Of Metal - Este sábado

No próximo sábado, dia 3 de Maio, decorre no Cine-Teatro de Corroios, a partir das 21h00, a primeira edição do March Of Metal Fest. Idealizado para dar relevo ao heavy metal tradicional e melódico, o festival abre as portas aos Lostland, Artworx, Mindfeeder e Dawnrider. O ingresso custa 5€.

Primitive Reason - Reeditam "Alternative Prison"

O aclamado disco de estreia “Alternative Prison”, de 1996, dos excêntricos lisboetas Primitive Reason conhecerá uma reedição no dia 12 de Maio pela Lisboagência e pela própria editora do grupo, a Kaminari Records. A ocasião surge pelo apelo dos fãs e pelo simbolismo do atingir dos 15 anos de carreira. O grupo marca o período de Maio e Junho com uma intensa agenda de concertos, inserida na sua “Back To The Future – Tour 2008”, designação escolhida precisamente pela pretensão de revisitar particularmente o passado musical da banda, e que compreende concertos em Lisboa, Coimbra, Sesimbra, Tavira, Albufeira Ourém Esposende, Porto, Braga, bem como em terreno espanhol como em Sevilha, Vigo e Huelva. Confira as datas em www.primitivereason.com.

Tuesday, April 29, 2008

Review

MARIONETTE
“Spite”

[CD – Listenable Records/Major Label Industries]

A busca [basicamente] desesperada por parte das bandas para tentarem conceber um produto refrescante baseado numa suposta mistura explosiva de elementos e, em paralelo, a forma como as editoras tentam vender, da melhor maneira que podem, o seu "peixe", nem que para isso tenham que recorrer a campanhas falaciosas de marketing, são os tristes indícios de que a indústria discográfica, em termos criativos, já viveu melhores dias. A falta de talento permeabiliza à banalidade muitos dos lançamentos a que pomos mãos hoje em dia e por detrás de uma estrutura discográfica não resta melhor do que tentar enfiar-nos na cabeça aquilo que não existe. Trata-se, naturalmente, do revés da massificação de uma corrente. Os melhores ficam e os outros terão que se confinar a um lugar restrito e modesto num universo musical cada vez maior. O caso dos Marionette pode muito bem ser esse, se bem que quem decide a aceitação de uma banda são os fãs. O que, de certa forma, é animador.

Sujeitando esses suecos a um apertado crivo, é patente que pouca cotação poderá ser atribuída a uma obra que se limita a misturar o peso, a melodia, a rapidez e alguns elementos sintéticos típicos do metal de Gotemburgo, o músculo do hardcore e, por outro lado, a imagem “limpinha” que se tem popularizado por grupos japoneses, sem, no entanto, nada mágico a acontecer por trás. Doze temas correm sob uma agravada impotência e em momento algum o grupo é capaz de nos surpreender. Monotonia é palavra de ordem, embora os temas contenham força e uma abordagem "modernaça". Mas isso, obviamente, não basta e reservam-se trabalhos destes apenas a quem tiver uma afeição extra por esta sonoridade. Não querendo massacrar as bandas jovens que procuram um lugar ao sol como os Marionette que, ainda por cima, estão apenas a lançar o seu primeiro trabalho, a verdade é que muito terá que ser revisto no futuro. Este talvez seja o melhor conselheiro para a banda… [5/10] N.C.

Estilo:
Metalcore/Visual-Kei

Álbuns:
"Spite" [2008]

Orbit Fest 2 - Fórum comemora segundo aniversário

O fórum Orbit Fest celebra o seu segundo aniversário no dia 24 de Maio na discoteca Via Latina, em Coimbra, com um evento marcado pelas actuações dos nacionais Tales For The Unspoken, Blacksunrise, Anti-Clockwise e os espanhóis The Eternal Fall, em estreia em Portugal. Após os espectáculos a noite será animada pelos DJ’s de metal, punk e electro Die Marionetten, I.S.K. e Medusa. O preço dos bilhetes é de 7€ [com reserva] e 9€ [sem reserva]. Pode reservar o seu bilhete pelo link www.reservas-orbitfest2.pt.vu.

Review

DREAMSCAPE
"Revoiced”
[CD – Massacre Records/Silverwolf Productions]

Já a anunciar um novo trabalho os Dreamscape decidem oferecer aos seus fãs um álbum compilatório dos seus dois primeiros discos. Em foco, concretamente, estão “Trance Like State”, de 1997, e “Very, de 1999, que para além de se apresentarem com uma roupagem sonora “restaurada”, o que pode tornar este disco num item de colecção para os seus seguidores mais acérrimos, é também, declaradamente, um incitamento a potenciais apreciadores que ainda não tiveram oportunidade de tomar contacto com a obra destes germânicos.

Como não podia deixar de ser, este lançamento vem acompanhado de alguns brindes, nomeadamente o empolgante instrumental “Unvoiced” que é nem mais nem menos do que um meddley construído com partes de temas destes dois álbuns e que aqui tiveram de ficar de fora. Para além disso, poderemos ver um videoclip e escutar um tema inédito, “Breathing Spaces”, retirado do próximo álbum do grupo a editar no Outono deste ano.

Introduzindo este grupo de Munique, é preciso que se realce que o seu percurso é prolífero e longo – a sua formação remonta a 1989 –, embora não represente um nome de proa no universo prog metal mundial. Por outro lado, o estatuto de desconhecidos também não lhes encaixa já que a banda tem marcado constante presença nas edições do Prog-Power e recentemente foi anunciada como banda suporte dos Symphony X na sua digressão europeia deste ano. Uma superior capacidade técnica marca a imagem do quinteto e fica a dúvida se as fustigantes mudanças de line-up não fossem tão constantes nos últimos anos se o grupo não poderia estar noutro patamar… Perante estes handicaps e alguns longos períodos de ausência é inevitável que, embora quase alcançados os 20 anos de carreira, a banda permaneça alheia ao conhecimento de muitas pessoas.

Outros problemas como um modesto apoio editorial ou os encrespados tiques que a banda invoca aos percursores do género como Dream Theater, Queensryche ou Fates Warning, ou outros menos seminais mas que aqui também se fazem notar como Vanden Plas ou Beyond Twilight, geram uma previsibilidade perniciosa à volta do seu trabalho. Pode parecer paradoxal como músicos tão dotados podem gerar monotonia, mas melhor se sabe que quantidade de detalhes não é sinónimo de boa música. “Revoiced” mostra bem as capacidades da banda, embora algum deste material já tenha uma década. Mas esta capacidade manifesta-se em momentos isolados e não em grandes composições, na maioria dos casos.

Os Dreamscape têm todos os trunfos nas mãos para alcançarem o que quiserem tecnicamente, mas terão que procurar dentro de si a verdadeira chama para criarem magnânimos temas e se libertarem do flagelo do apego às suas influências. Com um novo disco já gravado as expectativas voltam a subir e as apostas dispõem-se para ver se é desta que o grupo encontra uma nova alma. Entretanto, os amantes de prog metal muito bem labutado não deverão deixar de ouvi-los. [/] N.C.

Estilo: Prog Metal

Álbuns:
- "Trance Like State" [1997]
- "Very" [1999]
- "End Of Silence" [2004]
- "5th Season" [2007]

Saturday, April 26, 2008

Editorial

Não querendo insistir no problema das contingências que um projecto de reduzidas dimensões e reduzida equipa acarreta, como o da SounD(/)ZonE, vimos simplesmente pedir desculpas aos nossos leitores pela irregularidade com que a nossa “zona” tem sido actualizada nos últimos dias. Desdobramo-nos em múltiplas funções para que este espaço não desapareça e seja promovido e relembrado tanto dentro como fora de “portas”. Por esta razão, temos estado mais afastados do trabalho editorial que tanto prazer nos dá ao longo do ano. Contudo, o "som" vai ressoar objectivamente dentro em breve e acreditamos que uma agradável surpresa Vos será anunciada. Agradecemos a vossa atenção e toda a fidelidade dedicada a este humilde projecto.

Até muito em breve,
Nuno Costa

Tuesday, April 22, 2008

Metal GDL - Devildriver são os grandes cabeças

A terceira edição do festival Metal GDL apresenta-se como uma das mais fortes propostas festivaleiras de um cardápio de 2008 que já promete ser dos mais pródigos de sempre em termos nacionais. Este jovem festival alentejano tem este ano a oportunidade de afirmar-se definitivamente no mapa português muito graças à confirmação da vinda dos norte-americanos Devildriver a Grândola. As escolhas não se esgotam aqui e o cartaz ganha mais motivos de interesse em bandas como os brasileiros Krisiun, os dinamarqueses Hatesphere e os germânicos Lay Down Rotten. Dois dias de festival, dois palcos, onde não falta a atenção às bandas nacionais. Fica a representação caseira a cargo dos Concealment, Corpus Christii, Confront Hate, Men Eater, Requiem Laus, Seven Stitches, Switchtense, ThanatoSchizO, The Ransack, mais uma banda a sair das sessões de warm up. Dias 27 e 28 de Junho são as datas a anotar para um evento de alto calibre. Os bilhetes estarão à venda ao preço especial de 23€ na Warm Up Session que decorrerá no dia 30 de Maio no pavilhão 1 do Parque de Feiras e Exposições de Grândola, com as actuações dos Cryptor Morbius Family, Echidna, My Enchantment, GOD e Revolution Within. O ingresso para esta sessão é de 2,5€ e os concertos têm início às 22h00. Fora desta ocasião, o preço do bilhete [único para os dois dias] para o Metal GDL fixa-se nos 25€ [compra antecipada] e 30€ [compra no dia].

Drakkar + RCA - Este sábado na Moita

Os veteranos Drakkar actuam no dia 26 de Abril no In Live Caffé, na Moita, juntamente com os RCA, banda de covers onde pontificam Rui Duarte e Ricardo Mendonça dos Ramp e Sérgio “Animal” Duarte e Nuno Moleiro dos Reaktor. O evento tem início às 22h00.

Triplet - No Rip Curl Surf Pro 2008

No dia 26 de Abril os punk/rockers lisboetas Triplet actuam no Rip Curl Surf Pro 2008, em Peniche. Um evento que reúne também as actuações dos costa-marfinenses Alpha Blondy e dos sintrenses Kumpania Algazarra. O ingresso para o evento custa 10€. Os Triplet anunciam também o lançamento de novos artigos de merchandise. Confira em www.tripletrock.com.

Friday, April 18, 2008

Burning Sunset - Death metal "erudito" em Aveiro

Os aveirenses Burning Sunset actuam no dia 24 de Abril no Bar Anestesia, em Aveiro, pelas 22h30. O sexteto de death/black metal possui a particularidade de vociferar em português e incluir violinos , violoncelos, cavaquinhos e guitarra portuguesa nos seus temas. Formaram-se em 2004 e contam até à data com a edição do EP “Brumas”, de 2007, gravado nos estúdios Forgefarm e misturado nos estúdios Home Alone por Nuno Seco.