Após separarem-se recentemente e amigavelmente do baterista Darren Cesca, o qual trabalhou com a banda no último ano e meio, os norte-americanos Arsis anunciam Alex Tomlin como novo baterista do grupo. Nas palavras do guitarrista/vocalista James Malone “os motivos da saída de Darren prendem-se, simplesmente, com divergências de personalidade e para com a direcção a tomar pelo grupo. O Darren é um excelente músico e não guardamos qualquer ressentimento em relação a ele”, acrescenta. Quanto ao seu novo companheiro na banda, James mostra-se excitado e confessa que “para além de amigo de longa data é um grande músico”. O novo line-up da banda fez a sua estreia na passada quarta-feira na tournée “In Thrash We Trust”.Sunday, June 08, 2008
Arsis - Anunciam novo baterista
Após separarem-se recentemente e amigavelmente do baterista Darren Cesca, o qual trabalhou com a banda no último ano e meio, os norte-americanos Arsis anunciam Alex Tomlin como novo baterista do grupo. Nas palavras do guitarrista/vocalista James Malone “os motivos da saída de Darren prendem-se, simplesmente, com divergências de personalidade e para com a direcção a tomar pelo grupo. O Darren é um excelente músico e não guardamos qualquer ressentimento em relação a ele”, acrescenta. Quanto ao seu novo companheiro na banda, James mostra-se excitado e confessa que “para além de amigo de longa data é um grande músico”. O novo line-up da banda fez a sua estreia na passada quarta-feira na tournée “In Thrash We Trust”.Exodus - Metalkult.com apresenta vídeo-aula
O site Metalkult.com disponibilizou uma vídeo-aula exclusiva com os guitarristas Gary Holt e Lee Altus dos veteranos Exodus. Esta é referente a um período pós-espectáculo de uma actuação no B.B. King Blues Club & Grill, em Nova Iorque, a 7 de Fevereiro deste ano, em que os dois músicos demonstraram como tocar alguns riffs de alguns dos mais emblemáticos temas do grupo da Bay Area. São exemplo, “Toxic Waltz”, “Bonded By Blood”, “Piranha”, “No Love”, “And Then There Were None” e “Fabulous Disaster”. Para além disso, não foram esquecidos alguns dos temas do seu último álbum, “The Atrocity Exhibition: Exhibit A”, como “Children Of A Worthless God” e “Funeral Hymn”. O vídeo está disponível aqui. Saturday, June 07, 2008
Sonic Syndicate - Novo álbum em Setembro
O sucessor de “Only Human” dos suecos Sonic Syndicate intitula-se “Love And Other Disasters” e estará disponível a partir de 19 de Setembro pela Nuclear Blast. O disco será composto por dez temas para além de dois extra e um DVD bónus na edição especial em digipack. Até lá a banda continuará a sua massificada apresentação ao vivo em grandes festivais este Verão como, por exemplo, o Rock Am Ring e o Summer Breeze para depois partir novamente em digressão com os In Flames e Gojira. A capa de "Love And Other Disasters" pode ser vista aqui.Thursday, June 05, 2008
Review
DEBAUCHERY
"Continue To Kill”
[CD – AFM Records]
Olhar para o percurso interino deste colectivo é, antes de mais, dar de caras como uma dança esquizofrénica de entradas e saídas de elementos capaz até de nos deixar azoados. Mas não só por isso é marcada a existência dos Debauchery, como é óbvio. Também muita coisa boa estes germânicos já fizerem, quer através da edição de quatro interessantes álbuns, quer por digressões feitas com Six Feet Under, Dismember e Napalm Death. Os problemas com a consistência do line-up parecem nunca ter resfriado a vontade “sanguinária” do seu vocalista e líder Thomas, que aqui volta com “Continue To Kill”. Como o seu próprio nome indica, as intenções de Thomas parecem ser as de manter a identidade muito peculiar, diga-se, dos Debauchery que aliam a brutalidade do death metal com a energia do thrash e, imagine-se, a irreverência e acessibilidade do rock. Daí muita gente até lhes classifique como banda de death’n’roll. A forma de composição de Thomas [e volto a falar no singular porque a banda, hoje em dia, funciona mais como um projecto a solo] faz com que os Debauchery soem, à primeira escuta, a uma convencional banda de death metal extremo, mas isso só enquanto não nos surpreende com um bombástico tema rock de fazer inveja a veteranos como Motörhead. E isso tudo com a voz gutural de Thomas, o que lhes confere ainda mais interesse.
Posto isto, aqui temos um colectivo com muita atitude… e aparentemente despreocupado com o que possa ser dito pela imprensa ou pelos fãs que não chegam a gostar da banda por esta não se revelar nem uma banda de death metal puro nem de rock. Esta maneira de estar já vem acompanhando o colectivo desde a altura em que lançou o seu disco de estreia – “Kill Maim Burn” de 2003 – e ganhou expressão no anterior “Back In Blood” de 2007, que inclusive, teve uma edição especial com um segundo disco de covers de Genesis, The Beatles, Rolling Stones, Judas Priest, entre outros.
E é muito focada neste universo que a própria banda criou, que esta regressa fiel aos seus princípios, embora “Continue To Kill” se mostre mais pesado e thrashy que o seu antecessor. Os Debauchery fazem por não soar a uma banda muito séria, mas ao mesmo tempo convicta e consistente em qualquer uma das abordagens – extrema, groovy ou mais light – que adopte. São de louvar colectivos desses que não olham a lobbies para expor as suas influências musicais. É, por isso, com determinação que dizemos: é bom tê-los por cá. [7/10] N.C.
[CD – AFM Records]
Olhar para o percurso interino deste colectivo é, antes de mais, dar de caras como uma dança esquizofrénica de entradas e saídas de elementos capaz até de nos deixar azoados. Mas não só por isso é marcada a existência dos Debauchery, como é óbvio. Também muita coisa boa estes germânicos já fizerem, quer através da edição de quatro interessantes álbuns, quer por digressões feitas com Six Feet Under, Dismember e Napalm Death. Os problemas com a consistência do line-up parecem nunca ter resfriado a vontade “sanguinária” do seu vocalista e líder Thomas, que aqui volta com “Continue To Kill”. Como o seu próprio nome indica, as intenções de Thomas parecem ser as de manter a identidade muito peculiar, diga-se, dos Debauchery que aliam a brutalidade do death metal com a energia do thrash e, imagine-se, a irreverência e acessibilidade do rock. Daí muita gente até lhes classifique como banda de death’n’roll. A forma de composição de Thomas [e volto a falar no singular porque a banda, hoje em dia, funciona mais como um projecto a solo] faz com que os Debauchery soem, à primeira escuta, a uma convencional banda de death metal extremo, mas isso só enquanto não nos surpreende com um bombástico tema rock de fazer inveja a veteranos como Motörhead. E isso tudo com a voz gutural de Thomas, o que lhes confere ainda mais interesse.Posto isto, aqui temos um colectivo com muita atitude… e aparentemente despreocupado com o que possa ser dito pela imprensa ou pelos fãs que não chegam a gostar da banda por esta não se revelar nem uma banda de death metal puro nem de rock. Esta maneira de estar já vem acompanhando o colectivo desde a altura em que lançou o seu disco de estreia – “Kill Maim Burn” de 2003 – e ganhou expressão no anterior “Back In Blood” de 2007, que inclusive, teve uma edição especial com um segundo disco de covers de Genesis, The Beatles, Rolling Stones, Judas Priest, entre outros.
E é muito focada neste universo que a própria banda criou, que esta regressa fiel aos seus princípios, embora “Continue To Kill” se mostre mais pesado e thrashy que o seu antecessor. Os Debauchery fazem por não soar a uma banda muito séria, mas ao mesmo tempo convicta e consistente em qualquer uma das abordagens – extrema, groovy ou mais light – que adopte. São de louvar colectivos desses que não olham a lobbies para expor as suas influências musicais. É, por isso, com determinação que dizemos: é bom tê-los por cá. [7/10] N.C.
Estilo: Death/Thrash/Rock
Álbuns:
- "Kill Maim Burn" [2003]
- "Rage Of The Blood Beast" [2004]
- "Torture Pit" [2005]
- "Back In Blood" [2007]
- "Continue To Kill" [2008]
- "Continue To Kill" [2008]
Metal Of Honor II - Morbid Death encabeçam segunda edição
O bar Black Code, em Ponta Delgada, realiza no dia 21 de Junho a segunda edição das suas noites de Metal sob o título “Metal Of Honor II”. Desta feita os protagonistas são os Strapping Lucy, Nableena e Morbid Death. As entradas custam 5€ [com oferta de um fino] e os espectáculos têm início às 22h00. Wednesday, June 04, 2008
Vallient Thorr - Viking rock assalta Musicbox em Julho
Depois da actuação em Portugal em 2007 na abertura do concerto dos Fu Manchu, os norte-americanos Vallient Thorr regressam a Portugal desta vez para encabeçar uma data no Musicbox, em Lisboa, no dia 4 de Julho. O grupo de viking rock vem apresentar o seu mais recente trabalho “Immortalizer”, gravado em Seattle pelo responsável de discos de Nirvana, Soundgarden e Mudhoney, o produtor Jack Endino. Na primeira parte do espectáculo subirão ao palco os nacionais Men Eater em mais uma actuação que promete arrastar a sua já vasta legião de fãs. O início do espectáculo é às 23h00 e os bilhetes estarão à venda a 10€ no local.Alliance Fest 2008 - Grande festival de Metal em Carcavelos
A Prime Artists, em parceria com a espanhola Frontline, produz em Portugal nos dias 8 e 9 de Agosto o festival Alliance Fest composto por nomes tão sonantes como Arch Enemy, Anathema, Marduk, Exodus e 3 Inches Of Blood. O evento sucede ao Marés Negras, realizado o ano passado no Porto, para descer com novo nome ao Pavilhão dos Lombos, em Carcavelos. O evento é ainda complementado pelas presenças dos nacionais We Are The Damned, Echidna, Blacksunrise e Shadowsphere. O preço dos bilhetes e mais nomes para o cartaz serão anunciados muito brevemente. Tuesday, June 03, 2008
Beer Metal Fest - Heavy Metal e muita cerveja em Ponta Delgada
Nos próximos dias 6 e 7 de Junho a cidade de Ponta Delgada volta a receber um evento de Metal repleto de motivos de interesse. Designado Beer Metal Fest, o evento realiza-se nos armazéns da Melo Abreu [Rua de Lisboa] e dirige-se exclusivamente ao apoio de bandas açorianas, nomeadamente aos Hatin’ Wheeler, Psy Enemy, Sanctus Nosferatu e Zymosis que actuam no primeiro dia do festival, e Duhkrista, Nableena, Anomally [ilha Terceira] e Morbid Death, no derradeiro dia do evento. Para além disso, o festival promete muito entretenimento extra através de workshops de paintball, tatuagens e piercings com arranque previsto para as 19h15 e a ter lugar nas imediações do recinto do espectáculo. Para além disso, serão exibidos videoclips no after-hours e, como hino ao festival, a cerveja estará à venda a 0,50€. Os espectáculos têm início às 20h00 e os ingressos custam 5€ [um dia] e 7,5€ [dois dias] e estarão disponíveis apenas no dia e no local do espectáculo. Monday, June 02, 2008
V aniversário SounD(/)ZonE
Caros leitores, quanto ao evento não podia estar mais feliz. Se as coisas nunca são 100% perfeitas também não estiveram muito longe de ser muito satisfatórias. Ou será que foi isso mesmo? Para mim, na minha humildade de pessoa criada no “campo”, digamos assim, algo deste género e como se tem passado nos últimos anos com o nome da SounD(/)ZonE à cabeça, não pode deixar de ser algo surreal. Nada foi esperado assim, apenas sonhado. Para além disso, o público manifestou toda a sua alegria durante e depois do concerto e há sobretudo um enorme agradecimento a endereçar a todas as pessoas que ajudaram na realização deste evento [dos patrocinadores até aos amigos que prepararam o cattering] e consideração pela solidariedade com que as pessoas me abordaram para dizer o que sentem por esta coisa que não sou eu mas sim algo subjectivo, chamado SounD(/)ZonE, que pretende ser o espaço, a zona, onde todos os amantes do som eterno se reunem! Um abraço estendido a todos sem excepção. Deixem cá os vossos comentários… if you will!;)
Tatoo your blood in Metal!
Nuno Costa
Tuesday, May 27, 2008
Review
ETERNAL DEFORMITY
“Frozen Circus”
[CD – Code666/Aural Music/MLI]
Às vezes são precisos mesmo muitos anos para uma banda amadurecer, assumir uma identidade e descobrir realmente para onde quer seguir. No caso dos Eternal Deformity foram precisos mais de dez anos para estabelecerem convincentemente os motivos por que cá estão. Da fria Polónia chega-nos agora um disco de ímpetos progressivos, marcando a ruptura dos Eternal Deformity com um passado que já passou pelo doom, na altura da demo debutante “Forgotten Distant Time”, em relação a um presente tão mais interessante quanto difícil de classificar.
“Frozen Circus”
[CD – Code666/Aural Music/MLI]
Às vezes são precisos mesmo muitos anos para uma banda amadurecer, assumir uma identidade e descobrir realmente para onde quer seguir. No caso dos Eternal Deformity foram precisos mais de dez anos para estabelecerem convincentemente os motivos por que cá estão. Da fria Polónia chega-nos agora um disco de ímpetos progressivos, marcando a ruptura dos Eternal Deformity com um passado que já passou pelo doom, na altura da demo debutante “Forgotten Distant Time”, em relação a um presente tão mais interessante quanto difícil de classificar. Preso a um conceito circense obscuro e sarcástico, “Frozen Circus” ganha pela relação deste tema com a experimentação que inspira o disco e que demonstra uma banda a esforçar-se realmente por fazer algo minimamente diferente. Sem assombros de originalidade, a verdade é que os Eternal Deformity conseguem despertar o nosso interesse à medida que o disco corre, pois neste há muitas misturas atípicas. As vozes tanto podem ser death metal como góticas, as guitarras de riffs tão pesados como melodiosos, as batidas simples e compassadas como rápidas e incisivas e os teclados e arranjos tão sóbrios e orquestrais como provocantes e grotescos.
A grande diferença deste disco para os seus, três, antecessores é que o colectivo parece ter conseguido construir um trabalho equilibrado e fluente numa perspectiva global. A banda parece ter-se apercebido também da importância dos pequenos detalhes e é neste aspecto que “Frozen Circus” se torna um disco interessante. Sente-se a forma cerebral como a banda tentou prepará-lo e fica a ideia de que esta começa agora a enveredar pelo caminho certo para o seu futuro.
A acutilância avantgard do grupo de Saari confere-lhe, portanto, uma classe capaz de surpreender quem só agora o conheceu e o toma como outsider. Fica só a nota de que faltam riffs memoráveis a este conjunto de temas e as letras… parecem demasiado banais e rudimentares para a complexidade que o disco por vezes atinge. Apesar dos 15 anos de carreira podem ainda desculpar-se este tipo de lacunas, sendo que o grupo as compensa, de certa forma, com a sua mentalidade audaz. Um disco ao qual deve ser dado hipótese já que pode significar o virar de página para algo de muito bom que ainda pode vir. [7/10] N.C.
Estilo: Avantgard/Death/Goth Metal
Álbuns:
- "Nothing Lasts Forever" [1998]
- "In The Abyss Of Dreams... Furious Memories" [2000]
- "The Serpent Design" [2002]
- "Frozen Circus" [2008]
- "Frozen Circus" [2008]
Painted Black - No Festival de Música Aragens
Os gothic/doomers Painted Black actuam no dia 21 de Junho no Festival de Música Aragens que decorre no concelho do Fundão, em Alpedrinha, de 6 a 28 de Junho. Entretanto, a banda anuncia que em Agosto próximo arrancam as gravações do seu primeiro longa-duração nos Ultrasound Studios, em Braga, com Daniel Cardoso.Hard Club - Prepara regresso
O histórico Hard Club está a ser alvo de um novo projecto para o fazer voltar aos espectáculos na cidade do Porto. Um site muito interessante encontra-se disponível em www.hard-club.com onde pode ter uma retrospectiva dos seus nove anos de actividade e o projecto futuro do grupo Hard Club Productions. Reviva alguns momentos e veja o que o futuro nos reserva. V aniversário Musicofilia - Anomally são atracção
A coluna semanal “Musicofilia” editada no jornal terceirense “A União” e autoria de Miguel Linhares, comemora o seu quinto aniversário no próximo dia 31 de Maio, no Cine-Teatro Recreio dos Artistas, em Angra do Heroísmo, com a actuação dos locais Anomally. Para além disso, estará disponível uma exposição/mostra com todo o trabalho do jornalista efectuado durante os últimos cinco anos. Para quem não tem acesso ao material impresso tem a oportunidade de o consultar em www.musicofilia.blogspot.com. Thursday, May 22, 2008
Review
WARREL DANE
“Praises To The War Machine”
[CD – Century Media/EMI]
Já com este projecto no horizonte quando gravava “This Godless Endeavour”, último disco dos Nevermore, de 2005, o talentoso vocalista Warrel Dane e também símbolo dos extintos Sanctuary e Serpent’s Knight consuma agora a edição do seu primeiro disco a solo. O mote foi dado com o intuito – já comum em músicos que usam estes “escapes” para descansarem da seriedade técnica dos seus projectos de origem – de criar um trabalho orientado para o potencial das canções. E assim foi.
Acompanhado pelo multifacetado Peter Wichers [guitarrista ex-Soilwork] que assina grande parte da composição e toda a gravação e produção do álbum, Dirk Verbeuren [baterista dos Soilwork] e Matt Wicklund [guitarrista ex-Himsa], Warrel Dane oferece-nos em “Praises To The War Machines” temas incrivelmente contagiantes, começando logo da melhor maneira com “When We Pray” e “Messenger”, com ritmo mais compassado mas de um groove tremendo, complementados com refrões de eficácia cirúrgica mas que nunca chegam a soar plásticos. Até porque, pelas suas letras profundas mas também verdadeiramente rebeldes – “the world is ruled by fools and thieves”, assim versa o refrão do tema de abertura – comprovam mais uma vez que Dane é um intérprete que sabe usar a sua mensagem de forma prática e para despertar consciências.
“Praises To The War Machine” é um disco que se divide em peso e melodia de forma perfeita. Por um lado temos a preocupação de dar um peso modernaço a alguns temas, com riffs tão simples quanto demolidores e que já seriam de esperar por parte de Wichers que sabe perfeitamente o que uma canção deve ter, e temas “baladescos” como “Brother” ou “Your Chosen Misery” [este último com uma viola acústica a sustentar Dane] em que se sobrepõe sempre a intensidade, a graciosidade e o feeling de um conjunto de intérpretes de uma liga superior.
“Praises To The War Machine”
[CD – Century Media/EMI]
Já com este projecto no horizonte quando gravava “This Godless Endeavour”, último disco dos Nevermore, de 2005, o talentoso vocalista Warrel Dane e também símbolo dos extintos Sanctuary e Serpent’s Knight consuma agora a edição do seu primeiro disco a solo. O mote foi dado com o intuito – já comum em músicos que usam estes “escapes” para descansarem da seriedade técnica dos seus projectos de origem – de criar um trabalho orientado para o potencial das canções. E assim foi.Acompanhado pelo multifacetado Peter Wichers [guitarrista ex-Soilwork] que assina grande parte da composição e toda a gravação e produção do álbum, Dirk Verbeuren [baterista dos Soilwork] e Matt Wicklund [guitarrista ex-Himsa], Warrel Dane oferece-nos em “Praises To The War Machines” temas incrivelmente contagiantes, começando logo da melhor maneira com “When We Pray” e “Messenger”, com ritmo mais compassado mas de um groove tremendo, complementados com refrões de eficácia cirúrgica mas que nunca chegam a soar plásticos. Até porque, pelas suas letras profundas mas também verdadeiramente rebeldes – “the world is ruled by fools and thieves”, assim versa o refrão do tema de abertura – comprovam mais uma vez que Dane é um intérprete que sabe usar a sua mensagem de forma prática e para despertar consciências.
“Praises To The War Machine” é um disco que se divide em peso e melodia de forma perfeita. Por um lado temos a preocupação de dar um peso modernaço a alguns temas, com riffs tão simples quanto demolidores e que já seriam de esperar por parte de Wichers que sabe perfeitamente o que uma canção deve ter, e temas “baladescos” como “Brother” ou “Your Chosen Misery” [este último com uma viola acústica a sustentar Dane] em que se sobrepõe sempre a intensidade, a graciosidade e o feeling de um conjunto de intérpretes de uma liga superior.
Confirmando a atracção de Dane por covers, aqui são-nos oferecidas duas bem conseguidas, nomeadamente “Lucretia My Reflection” dos Sisters Of Mercy e “Patterns” de Paul Simon, esta última sujeita a uma transformação impressionante. Mas é pelo seu todo que este disco vale e principalmente pelos seus temas originais. Canções no verdadeiro sentido da palavra que embora nos levem a pensar numa tendenciosa repetição de fórmula, o que se verifica em alguns casos, é verdade, conseguem entusiasmar e agarrar-nos até ao fim. Este é um sinal de que existem características muito próprias nos seus autores e que imprimem muita personalidade a este material. Para além disso, o colectivo foi também inteligente em controlar as dinâmicas do alinhamento do disco de forma a este fluir os mais naturalmente possível.
Quanto à interpretação de Dane mantém-se, como seria de esperar, a alto nível, embora predominantemente em tons mais baixos mas que dão uma profundidade e sentimento fantásticos a este material. O melhor destes exemplos poderá ser “This Old Man” que para além da beleza arrepiante do seu refrão tem grande força para nos deixar deprimidos graças às palavras tocantes e entoações viscerais de Dane.
Para além de um conteúdo muito coeso, quer em termos líricos quer instrumentais, “Praises To The War Machine” é, sem dúvida, um marco na carreira do vocalista de Seattle. A aposta foi ganha e ficamos descansados, pois enquanto não estiver ocupado com os Nevermore, Dane vai continuar, com certeza, a oferecer-nos [muito] boa música! [8/10] N.C.
Estilo: Groove/Gothic Metal
Álbuns: "Praises To The War Machine" [2008]
www.warreldane.com
www.myspace.com/warreldane
Resposta Simples - Lançam primeiro álbum
O grupo de punk/hardcore terceirense Resposta Simples chega ao seu longa-duração de estreia pela Impulso Atlântico, após uma demo-tape e dois EP’s editados em mais de meia década de carreira. Este disco tem por título “Sonho Peregrino” e foi gravado nos estúdios Restart por Francisco Santos [Sannyasin, Barafunda Total, Last Hope], nos estúdios Mastermix por Pedro Janela [The Legendary Tiger Man, D30] e masterizado por Paulo Veira [Broken Distance, Reaching Hand]. O disco é distribuído pela Infected Records DIY e pode ser reservado pelos e-mails info@impulsoatlantico.com e respostasimples@hotmail.com. Em jeito de apresentação o grupo disponibiliza os temas “Branca Enevoada” e “Descanso Eterno” para escuta no seu Myspace. A apontar que “Sonho Peregrino” será apresentado ao vivo já no próximo domingo, dia 25 de Maio, no Centro Cultural Artes Jah Nasce, em Coimbra, pelas 16h00, com os convidados X-Cons, The Un-X-Pected e Wild Ones. A entrada custa 3€ ou 6€ com oferta de CD dos X-Cons. Monday, May 19, 2008
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TEXTURES
“Silhouettes”
[CD – Listenable Records/MLI]
A força da visão [extrema e experimental] dos suecos Meshuggah e consequente sucesso que esta gerou, leva hoje muita gente a falar em “filhos” ou “discípulos” do grupo liderado por Fredrik Thordendal e Tomas Haake. Os holandeses Textures serão um destes casos em que a veia polirítmica contagiou e influenciou em grande parte a sua obra. Contudo, a personalidade deste colectivo ultrapassa qualquer conotação negativa que este factor lhe possa trazer. Afaste-se qualquer acusação de “clone” – que é bem diferente – e preste-se atenção a um verdadeiro mundo progressivo, pesado, melódico e técnico. A palavra de ordem é competência a todos os níveis e bom gosto, muito bom gosto. A [louvada] diversidade impera e aí não há espaço para a monotonia se instalar.
“Silhouettes”
[CD – Listenable Records/MLI]
A força da visão [extrema e experimental] dos suecos Meshuggah e consequente sucesso que esta gerou, leva hoje muita gente a falar em “filhos” ou “discípulos” do grupo liderado por Fredrik Thordendal e Tomas Haake. Os holandeses Textures serão um destes casos em que a veia polirítmica contagiou e influenciou em grande parte a sua obra. Contudo, a personalidade deste colectivo ultrapassa qualquer conotação negativa que este factor lhe possa trazer. Afaste-se qualquer acusação de “clone” – que é bem diferente – e preste-se atenção a um verdadeiro mundo progressivo, pesado, melódico e técnico. A palavra de ordem é competência a todos os níveis e bom gosto, muito bom gosto. A [louvada] diversidade impera e aí não há espaço para a monotonia se instalar.Delicioso é também reparar como a banda suplantou um excelente disco como “Drawing Circles”, embora quem já conheça o percurso do grupo possa alegar que este não se transfigurou assim tanto. A verdade em parte é esta, mas é notório, após escutados poucos temas, que a banda deu um salto de gigante em termos de composição. Para além de que parece que envelheceram 20 anos e transmitem agora no ar a classe de uma banda plena de experiência e que está prestes a explodir.
Desde sempre responsáveis pela produção dos seus discos [desde a gravação até ao grafismo], o grupo de Tilburg equilibrou ainda mais os elementos da sua música, com destaque para a melodia. Não se pode dizer que o grupo tenha ficado ansioso por sair do anonimato – pois deste saiu desde o anterior disco – e que daí tenha amaciado subtilmente o seu som, mas sim graças ao magnânime desempenho vocal de Eric Kalsbeek, que regista uma das maiores evoluções neste disco, e faz os Textures ganharem uma dimensão melodiosa fantástica. Tecnicamente, a banda está então agora no seu estado zen. Isto aliado à sua inteligência como visionários do que deve ser o metal moderno, quase não restam dúvidas de que o mundo metálico ganhou um nome para o futuro ou para o presente para quem já não tem dúvidas em relação ao seu potencial.
“Silhouettes” é um disco para se ouvir repetidamente, pois o talento destes músicos faz com que os pormenores se escondam atrás de cada passagem. Não querendo entrar em comentários repetitivos, há que acentuar novamente a diversidade que este disco apresenta. O grupo manteve-se intrincado mas apercebeu-se também da necessidade de se soltar em ritmos mais thrash e corridos, como “State Of Disobedience”, que deixa transparecer a sua admiração pelos riffs de Dimebag Darrel. Para além disso, temos os calmos “Awake” e “Messengers”, este último testemunho pleno do portento vocal que é Eric, quer em registo berrado [em tom mais hardcore] ou melódico [a invocar as expressões quentes de Lajon Witherspoon dos Sevendust], ou “One Eye For A Thousand” que, a dada altura, emana um feeling post-doom/core à Neurosis.
A culminar estas nove faixas, a prova de um verdadeiro tema progressivo – com uma dinâmica e capacidade hipnótica fantástica. “To Erase A Lifetime” é como que um espelho de água que reflecte um quadro nítido e que começa lentamente a distorcer-se por força do caos técnico e do peso que lhe vai sendo incutido.
Se muitos se tentam aproximar da herança [rica] que os Meshuggah deixaram, então há a aprender com os Textures como ter personalidade mesmo que pegando naquilo que outros já criaram. [9/10] N.C.
Estilo: Progressive/Thrash/Math Metal
Álbuns:
- "Polars" [2004]
- "Drawing Circles" [2006]
- "Drawing Circles" [2006]
- "Silhouettes" [2008]
Faithfull - Novo disco no horizonte
Os Faithfull, banda de AOR onde pontifica o ex-vocalista dos Evidence, Sérgio Sabino, lançam o seu segundo álbum no dia 20 de Maio. Intitulado “Horizons”, o sucessor de “Light This City”, de 2003, chega-nos pela editora norte-americana Perris Records. De realçar que o último longa-duração do grupo obteve notáveis classificações no Japão, incluindo disco do mês na revista “Burn” e 11º lugar no top Hard’n’Heavy local. Estão disponíveis no Myspace da banda vários previews de temas de “Horizons”. Friday, May 16, 2008
Porcupine Tree - Regressam a Portugal em Outubro
Este será provavelmente dos regressos mais esperados na agenda de espectáculos nacionais para 2008. O génio de Steven Wilson e dos seus Porcupine Tree regressa a Portugal nos dias 7 e 8 de Outubro para concertos no Incrível Almadense, em Almada, e no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, respectivamente. O grupo inglês traz na bagagem “Fear Of A Blank Planet”, de 2007, um disco que já se revelou o mais bem sucedido, comercialmente, da sua carreira. Os ingressos estão disponíveis na Ticketline, Fnacs, Carbono [Lisboa e Amadora], The Shoppe Bizarre [Lisboa], Piranha [Porto], Lost Underground [Porto], Break Point [Vigo] e nos locais dos espectáculos a 23€ [venda antecipada] e 25€ [venda no dia]. O arranque dos espectáculos é às 21h00 faltando ainda anunciar as bandas de abertura para ambas as datas. A apontar que esta tournée está a servir para captar imagens para o próximo DVD da banda e que pode contemplar as datas portuguesas. Thursday, May 15, 2008
Review
SHIVAN
“When Wishes Sicken”
[CD – My Kingdom Music]
Mais um trabalho que nos chega pela italiana My Kingdom Music, editora que, aliás, a partir de agora passa a ser-nos mais familiar por terem assinado com os “nossos” ThanatoSchizO para a edição de “Zoom Code”. Mas a verdade é que o que nos vem chegando deixa-nos algo duvidosos quanto ao bom gosto do selo transalpino e a reforçar, por outro lado, a ideia de que será para eles um enorme prestígio terem no seu catálogo a citada banda de Guilhermino Martins e Cª. Entretanto, ainda fica o benefício da dúvida pelo muito que há a explorar da enorme quantidade de lançamentos da editora.
Provenientes de Veneza, os Shivan registam com este segundo longa-duração várias mudanças de line-up e, particularmente, de sonoridade. Outrora, praticantes de black metal – que aqui se preserva em alguns subtis ripanços e batidas um pouco mais rápidas -, o grupo assume agora um rock melancólico onde se acentua um ambiente gótico. Dissecando este universo pessoal, podemos dizer que os Shivan estão num estado absolutamente débil em termos de criatividade, onde tudo soa tremendamente banal. Torna-se até quase intragável absorver certos momentos para não referir que “When Wishes Sicken” tem muito poucas hipóteses de rodar mais que duas ou três vezes no nosso leitor.
Chega a meter-nos confusão como certos grupos portugueses sentem tanta dificuldade em arranjar abrigo editorial enquanto lá fora há entidades que não hesitam em assinar projectos, pelo menos em quantidade, como é o caso. Perante isto, pouco há a dizer de um trabalho tão desinspirado, tanto em termos técnicos como de composição, e de mais um tiro ao lado desta editora. Se grande parte do catálogo da MKM representa o underground italiano então bem nos podemos orgulhar do que geramos entre portas. [3/10] N.C.
“When Wishes Sicken”
[CD – My Kingdom Music]
Mais um trabalho que nos chega pela italiana My Kingdom Music, editora que, aliás, a partir de agora passa a ser-nos mais familiar por terem assinado com os “nossos” ThanatoSchizO para a edição de “Zoom Code”. Mas a verdade é que o que nos vem chegando deixa-nos algo duvidosos quanto ao bom gosto do selo transalpino e a reforçar, por outro lado, a ideia de que será para eles um enorme prestígio terem no seu catálogo a citada banda de Guilhermino Martins e Cª. Entretanto, ainda fica o benefício da dúvida pelo muito que há a explorar da enorme quantidade de lançamentos da editora.Provenientes de Veneza, os Shivan registam com este segundo longa-duração várias mudanças de line-up e, particularmente, de sonoridade. Outrora, praticantes de black metal – que aqui se preserva em alguns subtis ripanços e batidas um pouco mais rápidas -, o grupo assume agora um rock melancólico onde se acentua um ambiente gótico. Dissecando este universo pessoal, podemos dizer que os Shivan estão num estado absolutamente débil em termos de criatividade, onde tudo soa tremendamente banal. Torna-se até quase intragável absorver certos momentos para não referir que “When Wishes Sicken” tem muito poucas hipóteses de rodar mais que duas ou três vezes no nosso leitor.
Chega a meter-nos confusão como certos grupos portugueses sentem tanta dificuldade em arranjar abrigo editorial enquanto lá fora há entidades que não hesitam em assinar projectos, pelo menos em quantidade, como é o caso. Perante isto, pouco há a dizer de um trabalho tão desinspirado, tanto em termos técnicos como de composição, e de mais um tiro ao lado desta editora. Se grande parte do catálogo da MKM representa o underground italiano então bem nos podemos orgulhar do que geramos entre portas. [3/10] N.C.
Estilo: Dark/Goth Rock
Álbuns:
- "Whatever Lot's Above" [2002]
- "When Wishes Sicken" [2007]
Cannibal Corpse - 20 anos de carreira em DVD
“Centuries Of Torment: The First 20 Years” é o título do primeiro DVD retrospectivo da carreira dos Cannibal Corpse. O lançamento comporta 3 DVD’s, num total de 7 horas e 20 minutos de duração, de filmagens ao vivo e outras raras, entrevistas com antigos e actuais membros da banda e muito material bónus. O DVD sai a 11 de Julho pela Metal Blade e é dirigido por Denise Korycki [“The Zen Of Screaming” Melissa Cross]. A tracklist de “Centuries Of Torment: The First 20 Years” está disponível aqui. Entretanto, a banda da Flórida já garantiu que o sucessor de “Kill” não será lançado antes do Inverno de 2008.
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