Um dos mais aguardados lançamentos nacionais deste ano é dado a conhecer amanhã, dia 21 de Junho, na festa de lançamento de “Insidious Awakening”, o disco de estreia dos Echidna, no Porto Rio Bar, no Porto. A acompanhar os anfitriões da festa estarão os Coldfear, numa celebração que pode ser partilhada por 3€ ou 8€ com “Insidious Awakening”, a partir das 22h30. Este trabalho chega-nos pela Rastilho Records e estará à venda nas lojas no dia 14 de Julho em Portugal e na Holanda e Alemanha a partir de 5 de Setembro. “Insidious Awakening” surge da boa aceitação que o projecto de Vila Nova de Gaia tem tido nos últimos tempos, motivada por vitórias em concursos, poderosos concertos e pela demo “Tearing The Cloth”, lançada em 2007. Este primeiro longa-duração conta com nove temas de death/thrash metal moderno capaz de agradar a fãs de Arch Enemy, Soilwork e The Haunted, tendo sido gravado nos estúdios Fábrica de Som por Daniel Carvalho e misturado e masterizado nos UltraSound Studios por Daniel Cardoso. O grupo terá uma grande data no dia 9 de Agosto, em Lisboa, no festival Alliance que faz deslocar a Portugal nomes tão sonantes com Arch Enemy, Exodus, Anathema, Marduk ou 3 Inches Of Blood. Depois disso, em Setembro, a banda inicia a sua digressão de apoio a "Insidious Awakening" pelas principais salas do país. Friday, June 20, 2008
Echidna - Álbum de estreia lançado amanhã
Um dos mais aguardados lançamentos nacionais deste ano é dado a conhecer amanhã, dia 21 de Junho, na festa de lançamento de “Insidious Awakening”, o disco de estreia dos Echidna, no Porto Rio Bar, no Porto. A acompanhar os anfitriões da festa estarão os Coldfear, numa celebração que pode ser partilhada por 3€ ou 8€ com “Insidious Awakening”, a partir das 22h30. Este trabalho chega-nos pela Rastilho Records e estará à venda nas lojas no dia 14 de Julho em Portugal e na Holanda e Alemanha a partir de 5 de Setembro. “Insidious Awakening” surge da boa aceitação que o projecto de Vila Nova de Gaia tem tido nos últimos tempos, motivada por vitórias em concursos, poderosos concertos e pela demo “Tearing The Cloth”, lançada em 2007. Este primeiro longa-duração conta com nove temas de death/thrash metal moderno capaz de agradar a fãs de Arch Enemy, Soilwork e The Haunted, tendo sido gravado nos estúdios Fábrica de Som por Daniel Carvalho e misturado e masterizado nos UltraSound Studios por Daniel Cardoso. O grupo terá uma grande data no dia 9 de Agosto, em Lisboa, no festival Alliance que faz deslocar a Portugal nomes tão sonantes com Arch Enemy, Exodus, Anathema, Marduk ou 3 Inches Of Blood. Depois disso, em Setembro, a banda inicia a sua digressão de apoio a "Insidious Awakening" pelas principais salas do país. Wednesday, June 18, 2008
O Afinador
E porque é sempre enriquecedor reflectir sobre aquilo que está à nossa volta, nomeadamente o que nos deixa intrigados ou que fomenta o debate de ideias, aqui fica um espaço onde personalidades de vulto darão o seu parecer, com base na sua experiência profissional e pessoal, sobre questões que muitas vezes colocam o público, concretamente o amante de música e em particular o do Heavy Metal, sob dúvidas e equívocos que, sempre que possível, devem ser esclarecidos para o respirar saúdavel desta comunidade. Aqui fica uma nova rubrica onde se espera deixar "afinadas" muitas mentes e que, embora reflectindo apenas uma posição pessoal, tentará convencer pela credibilidade e validade do percurso de quem se movimenta há anos neste meio, quer como músico, jornalista ou promotor. A SounD(/)ZonE lançou o primeiro tema ao mui respeitável Fernando Reis [jornalista da revista Loud! e responsável pela editora Major Label Industries] e propôs-lhe que abrisse as mentes de quem... vive mal com os rótulos musicais! É uma realidade com a qual convive diariamente e que muitas vezes gera mal-entendidos. Qual a necessidade dos rótulos musicais? Como interpretá-los? A palavra a quem sabe!
COMO INTERPRETAR RÓTULOS MUSICAIS
Em termos jornalísticos, a “catalogação” da música serve o propósito da rápida descrição. A comparação de artistas serve o mesmo propósito, mas demoninar um artista como “artista jazz” envia uma ideia imediata geral ao público-alvo, aos leitores, usando um termo universalmente conhecido e aceite de modo a que, a partir daí, toda a descrição vá no sentido do detalhe. Se falarmos em termos meramente metal, uma banda de metal industrial será consideravelmente diferente de uma que pratique doom metal, mas por exemplo dentro deste último estilo bandas como Witchcraft ou Morgion, sendo geralmente aceite que praticam ambas doom metal, têm sonoridades e identidades musicais bem diferentes.
O mesmo se passa a nível comercial. À medida que as lojas se vão transformando em superfícies maiores, entregues a grandes redes multinacionais como a que opera em Portugal sob o nome de FNAC, torna-se essencial “separar as águas”, de modo a que públicos à partida diametralmente diferentes saibam exactamente onde se encontra a “sua” música. Deste modo, o público que gosta de música clássica tem o seu próprio departamento especializado à disposição, assim como o público que aprecia música étnica, jazz, electrónica, metal ou pop/rock. Os responsáveis pelos diferentes departamentos são diferentes, há editoras especializadas em cada um dos estilos, códigos internos para cada um deles, vendedores e jornalistas que trabalham apenas dentro de cada um desses estilos. Toda uma hierarquização construída com base em estilos universalmente aceites, “criados” e denominados frequentemente pela cultura popular.
Tratando-se de uma tentativa de aplicar uma certa ordem e ciência a uma arte que, como fim, se rebela contra isso, obviamente os estilos musicais e as suas demoninações sofrem frequentes subversões – quer voluntárias, quer involuntárias. Comercialmente, um colectivo como Ulver, cujo passado inclui black metal, folk nórdico, música electrónica de laptop e rock progressivo, tem que continuar a ser “vendido” dentro das prateleiras do metal, porque a sua principal base de fãs está dentro desse estilo – e foi aí que começou – e não “funcionará” nas prateleiras a que cada disco corresponde na realidade em termos estilísticos, quer porque os fãs de metal não os procuram aí, quer porque os habituais frequentadores dessas prateleiras não reconhecem Ulver como um verdadeiro artista desse estilo. O mesmo se passa em termos jornalísticos... se os Cradle Of Filth fizessem este ano uma obra de música contemporânea/clássica, dificilmente seriam levados a sério por um qualquer jornalista especializado em escrever sobre interpretações de Bach, Mozart ou Vivaldi. O mesmo se poderia passar com Ana Malhoa, proeminente personagem da música ligeira portuguesa que, se por qualquer milagre da natureza fizesse hoje uma obra-prima do death metal brutal e técnico, teria sérias dificuldades em ser aceite num meio que se habituou a vê-la do outro lado da barricada estilística. Uma vez “catalogados” dentro de um estilo, os artistas têm sérias dificuldades em sobreviver fora dele porque comercial e estéticamente os estilos são necessários para que exista um mínimo de organização – nem que seja mental – dentro de todo o espectro musical.
Assim, a única forma de olharmos para os estilos musicais – sejam eles quais forem – sem deixarmos que os preconceitos a eles ligados nos toldem a percepção é encará-los como meros marcadores, etiquetas que alguém lhes cola e que, como em tudo, podem estar perfeitamente erradas mas também podem ajudar-nos a organizar a nossa mente em “pilhas”. Se, por exemplo, a diferença entre “heavy” e “power” metal está, actualmente, em pormenores tão pequenos como a produção e a forma como se usa o duplo-bombo da bateria, temos que pensar nos milhares de bandas de cada estilo que se guiam por cada um desses pormenores para criar a sua sonoridade no início de carreira, antes de considerarmos tal categorização ridícula. Depois, quando essa mesma banda evolui e lhe cresce uma alma musical própria, talvez a sua música deixe de poder ser descrita com um termo universalmente reconhecível e aceite e venha a ter dificuldades em libertar-se do seu anterior “rótulo”. Mas essa é uma luta antiga da arte que faz com que os músicos se esforcem ainda mais para que o seu trabalho seja reconhecido por aquilo que verdadeiramente é. E, em última análise, faça desenvolver e evoluír uma arte que, sem inconformismo perante os estilos e terminologia instalados, nunca teria passado daquele drone africano feito com um ramo no tronco de árvore.
Fernando Reis
Sunday, June 15, 2008
Concurso Angra Rock 2008 - Public Seven vencem
Os terceirenses Public Seven são os grandes vencedores do Concurso Angra Rock 2008. A grande final decorreu na passada noite de 14 de Junho, no auditório do Centro de Congressos de Angra do Heroísmo, onde foram também distinguidos com segundo e terceiro lugares os Nomdella e Cysma. Participaram ainda na final os Anjos Negros e 4Saken. Ao primeiro lugar foi atribuida a quantia de 1500€, ao segundo 1000€ e ao terceiro 500€, para além de ganharem a possibilidade de participar no Festival Angra Rock a decorrer nos dias 29, 30 e 31 de Agosto no Cerrado do Bailão, em Angra do Heroísmo. São já confirmados para o evento David Fonseca, Brian Melo, Suzerain e Parkinson. Saturday, June 14, 2008
Benediction - Regresso mortífero
Os veteranos death metallers ingleses Benediction regressam aos discos no dia 22 de Agosto com “Killing Music” através da Nuclear Blast. Segundo a banda, este regresso aos discos sete anos depois de “Organised Chaos”, promete ser mais “duro”: “Fartamo-nos das produções muito polidas”, confessa o baixista Frank Healy. “Killing Music” marca ainda a estreia de Nicholas Barker [Leaves’ Eyes, Atrocity, Lock Up] atrás do kit de bateria e é ainda contemplado com as participações especiais de Karl Willets [Bolt Thrower], Kelly Shaefer [Atheist], Billy Gould [ex-Faith No More], The Fog [Frost], Markus Staiger [patrão da Nuclear Blast] e Thorsten Zahn [Metal Hammer]. A produção ficou a cargo do mentor dos Anaal Nathrakh, Mike Kenney e o artwork é da autoria da Smoking Beagle Designs. Friday, June 13, 2008
Concurso Angra Rock 2008 - Encontrados finalistas
4Saken, Cysma, Public Seven e Nommdela da ilha Terceira e Anjos Negros de S. Miguel são os finalistas do Concurso Angra Rock 2008. A final decorre amanhã no grande auditório do Centro Cultural de Angra do Heroísmo, a partir das 21h30, onde também actuarão os Amnezia, vencedores da edição 2007 do concurso. Participaram também nas duas eliminatórias os Black Nails, Quasar, System Failure, ZeroKilled, Anéis de Marfim e Angels Wings. Thursday, June 12, 2008
Review
POSIDOM
“A Deeper Kind Of Hate”
[Demo CD – Edição de autor]
Incorremos no risco de parecer ríspidos, insensíveis e arrogantes quando temos que apontar o dedo [para a ferida] de um trabalho que nos cai em desagrado. Mas pior seria o cinismo de ocultarmos aquilo que realmente sentimos por conveniência, por medo de represálias ou até para não desmanchar amizades. Por outro lado, ainda nos arriscamos a ser apelidados de anti-underground, mas a verdade deve ser madrasta precisamente para que as coisas possam evoluir.
O que temos aqui é uma demo de estreia bem primitiva e podre. Em todos os sentidos. Desde a logística [capa e produção “home made”, mas de muito mau gosto] até ao produto musical – um death metal muito cru, directo e sujo, mas que deixa ainda lugar a alguma melodia e a interlúdios compostos com o sintetizador. Uma introdução minimamente auspiciosa ainda nos deixa curiosos quanto ao que pode vir a seguir, mas passados alguns temas caímos numa entediante rede de riffs e batidas demasiadamente banais. Se a péssima qualidade de gravação poderia ser desculpa devido à desfavorecida posição da banda no underground [fica ainda a dúvida se será descuido ou vontade de soar, lá está, underground], já desculpa não será a falta de ideias que por aqui reina.
As limitações técnicas do grupo também são por demais evidentes, embora em termos rítmicos a banda demonstre gana. As “tentativas” de solos chegam a nos deixar confusos [será que era aquilo mesmo que a banda queria fazer – o exemplo maior é “First Meeting With Yourself”]. Neste campo a banda tem realmente que se esforçar muito mais, até porque, como já se disse, na criação de ritmos a banda não é propriamente tosca. O que nos acaba por deixar mesmo intolerantes são os moldes desleixados com que a banda nos oferece esta demo. Será funcional lançar-se demos “antes da hora”, sem o mínimo de meios e ainda com os músicos em fase bastante precoce de desenvolvimento? Percebe-se a ânsia das bandas jovens em se darem a conhecer, mas a prudência e o bom-senso devem ser palavras de ordem para qualquer projecto que queira algo mais na sua carreira. Até os nomes dos temas soam levianos – “Filthy Demoniac Creatures” é um exemplo - e o que é certo é que ficamos sem grande margem de manobra para poder tirar uma radiografia positiva deste trabalho.
Ao mesmo tempo estes temas parecem ter sido registados ao primeiro ou segundo take já que são perfeitamente perceptíveis os erros de execução, as irregularidades rítmicas ao ponto de algumas passagens parecerem autênticos “tiros ao lado”. Uma gravação minimamente cuidada, é certo, podia dar outro brilho a “A Deeper Kind Of Hate” [até se respeita que a banda não queira soar muito “polida” e “limpinha”], mas é irrefutável que quando esta prejudica a percepção do trabalho musical ou a sua consistência, não deviam ser dadas tréguas à nossa inexperiência, à nossa teimosia ou o que quer que tenha levado a banda a apresentar este trabalho com este aspecto.
Sentimo-nos numa posição desconfortável por ter que atribuir classificações negativas, ainda mais quando uma banda é muito jovem e está efervescente por mostrar a sua arte ao mundo. Mas a verdade é que salva-se a palpável atitude da banda, mas isso, de momento, não chega… por muito que queiramos recusar. [3/10] N.C.
“A Deeper Kind Of Hate”
[Demo CD – Edição de autor]
O que temos aqui é uma demo de estreia bem primitiva e podre. Em todos os sentidos. Desde a logística [capa e produção “home made”, mas de muito mau gosto] até ao produto musical – um death metal muito cru, directo e sujo, mas que deixa ainda lugar a alguma melodia e a interlúdios compostos com o sintetizador. Uma introdução minimamente auspiciosa ainda nos deixa curiosos quanto ao que pode vir a seguir, mas passados alguns temas caímos numa entediante rede de riffs e batidas demasiadamente banais. Se a péssima qualidade de gravação poderia ser desculpa devido à desfavorecida posição da banda no underground [fica ainda a dúvida se será descuido ou vontade de soar, lá está, underground], já desculpa não será a falta de ideias que por aqui reina.
As limitações técnicas do grupo também são por demais evidentes, embora em termos rítmicos a banda demonstre gana. As “tentativas” de solos chegam a nos deixar confusos [será que era aquilo mesmo que a banda queria fazer – o exemplo maior é “First Meeting With Yourself”]. Neste campo a banda tem realmente que se esforçar muito mais, até porque, como já se disse, na criação de ritmos a banda não é propriamente tosca. O que nos acaba por deixar mesmo intolerantes são os moldes desleixados com que a banda nos oferece esta demo. Será funcional lançar-se demos “antes da hora”, sem o mínimo de meios e ainda com os músicos em fase bastante precoce de desenvolvimento? Percebe-se a ânsia das bandas jovens em se darem a conhecer, mas a prudência e o bom-senso devem ser palavras de ordem para qualquer projecto que queira algo mais na sua carreira. Até os nomes dos temas soam levianos – “Filthy Demoniac Creatures” é um exemplo - e o que é certo é que ficamos sem grande margem de manobra para poder tirar uma radiografia positiva deste trabalho.
Ao mesmo tempo estes temas parecem ter sido registados ao primeiro ou segundo take já que são perfeitamente perceptíveis os erros de execução, as irregularidades rítmicas ao ponto de algumas passagens parecerem autênticos “tiros ao lado”. Uma gravação minimamente cuidada, é certo, podia dar outro brilho a “A Deeper Kind Of Hate” [até se respeita que a banda não queira soar muito “polida” e “limpinha”], mas é irrefutável que quando esta prejudica a percepção do trabalho musical ou a sua consistência, não deviam ser dadas tréguas à nossa inexperiência, à nossa teimosia ou o que quer que tenha levado a banda a apresentar este trabalho com este aspecto.
Sentimo-nos numa posição desconfortável por ter que atribuir classificações negativas, ainda mais quando uma banda é muito jovem e está efervescente por mostrar a sua arte ao mundo. Mas a verdade é que salva-se a palpável atitude da banda, mas isso, de momento, não chega… por muito que queiramos recusar. [3/10] N.C.
Estilo: Death Metal
Discografia:
- "A Deeper Kind Of Hate" [2008]
Monday, June 09, 2008
Inhuman - Regresso uma década depois
Os Inhuman, regressados de um hiato de mais de nove anos depois do seu último disco editado, encetam a sua primeira aparição ao vivo nesta sua segunda encarnação no dia 5 de Julho no Man’s Ruin Bar [antigo Culto Club] em Cacilhas, acompanhados dos Sacred Sin, Theriomorphic e VS777. O grupo do Algarve foi um dos mais emblemáticos da face gótica nacional dos anos 90 tendo editado uma demo – “Pure Redemption” – e dois álbuns – “Strange Desire” e “Foreshadow”. Em 2002, oficializaram o desmembramento da banda numa altura em que já tinham composto alguns temas para o seu terceiro longa-duração. Para este novo milénio a banda promete uma nova sonoridade e confessa que “este regresso é entendido como uma necessidade pessoal de realização artística”.Sunday, June 08, 2008
Review
MAHATMA
“Perseverance”
[CD – Listenable/MLI]
Soou-nos estranho uma banda formada há 15 anos e apenas agora estar a lançar o seu segundo longa-duração. A pesquisa pelos motivos saíram frustradas, mas, mesmo assim, o que interessa é que a espera valeu bem a pena para estes Mahatma. Depois da estreia, em 2005, com “The Endless Struggle Against Time” o quarteto coreano apurou vários aspectos e apresenta agora melhorias quer em termos técnicos, quer de produção e composição. Falamos aqui de um thrash perfeitamente empenhado e inspirado nas raízes dos anos 80. Slayer, Testament, Sepultura e Metallica são nomes que imediatamente nos ocorrem à memória, mas se isso poderia servir para pensar que os Mahatma eram apenas uns “teimosos” do old school e obsessivos na sua missão de glorificar as raízes do thrash porque, simplesmente, sim, a verdade é que a sua competência e a convicção sobrepõem-se a tudo isso.
“Perseverance”
[CD – Listenable/MLI]
Soou-nos estranho uma banda formada há 15 anos e apenas agora estar a lançar o seu segundo longa-duração. A pesquisa pelos motivos saíram frustradas, mas, mesmo assim, o que interessa é que a espera valeu bem a pena para estes Mahatma. Depois da estreia, em 2005, com “The Endless Struggle Against Time” o quarteto coreano apurou vários aspectos e apresenta agora melhorias quer em termos técnicos, quer de produção e composição. Falamos aqui de um thrash perfeitamente empenhado e inspirado nas raízes dos anos 80. Slayer, Testament, Sepultura e Metallica são nomes que imediatamente nos ocorrem à memória, mas se isso poderia servir para pensar que os Mahatma eram apenas uns “teimosos” do old school e obsessivos na sua missão de glorificar as raízes do thrash porque, simplesmente, sim, a verdade é que a sua competência e a convicção sobrepõem-se a tudo isso.“Perseverance” é um disco com muita garra. Temas normalmente rápidos, plenos de virtuosismo nas guitarras, vozes sempre rasgadas e um espírito, claro está, bem retro. “Beginning Of The End”, “Violence” ou “Falling To Hell” são tão Slayer que nos deixam a questionar sobre a origem geográfica destes Mahatma. A identidade Bay Area respira aqui em grande pulmão e perante tão grande – e bem feita – homenagem à Era e nomes tão emblemáticos do thrash metal, escusado será dizer que este disco dará um prazer enorme de ouvir aos fãs desta primeira geração - “de ouro” - do thrash. [8/10] N.C.
Estilo: Thrash Metal
Álbuns:
- "The Endless Struggle Against Time" [2005]
- "Perseverance" [2008]
- "Perseverance" [2008]
Phazer - Registam álbum de estreia
Os lisboetas Phazer entraram no passado mês de Maio em estúdio para o registo do seu primeiro longa-duração. Com o sucesso do EP de estreia “Revelations”, acompanhado por uma substancial digressão nacional, o grupo não perdeu tempo e ainda nesta fase criou novo material que poderá ser ouvido no seu novo trabalho. Para além de temas novos, os Phazer confirmam registar temas dos primeiros tempos da banda para edição neste disco. O estúdio escolhido para a sua gravação fica em Lisboa, os Urban Insect Studios, e tem à frente da produção Fernando Matias [F.E.V.E.R.]. A sua data de lançamento continua uma incógnita já que os planos da banda é editar este trabalho sob um selo discográfico, o que a obrigá-los-á a convencer uma editora depois da gravação estar finalizada. Quanto ao seu novo material, os Phazer anunciam que este será mais pesado e maduro. Entretanto, continua disponível para download gratuito o tema “Benediction”, um dos maiores símbolos de “Revelation”, aqui.KYPCK - Contos submersos
O álbum de estreia dos finlandeses KYPCK, “Cherno”, será editado em todo o mundo a partir de 18 de Julho pela Century Media. O disco havia já sido gravado em 2007 e lançado em Março de 2008 pela UHO Production na Finlândia, mas o recente contracto assinado com a Century Media dá agora oportunidade ao mundo de conhecer o novo projecto de doom/drone metal composto por algumas figuras conhecidas como S. S. Lopakka [ex-guitarrista dos Sentenced] e K. H. M. Hiilesmaa [baterista e produtor de bandas como HIM, Lordi, Sentenced, Moonspell, Apocalyptica, etc]. A designação do grupo traduz-se “Kursk” no alfabeto ocidental e tudo isto relaciona-se também com o facto de a banda cantar em russo. O videoclip para “1971” fica aqui acessível. Scar Symmetry - Segundo trailer de novo álbum disponível
Está disponível no Youtube o segundo trailer do próximo álbum dos suecos Scar Symmetry, “Holographic Universe”. O vídeo mostra Henrik Ohlsson e Per Nilsson, baterista e guitarrista respectivamente, a desvendar mais alguns pormenores sobre este terceiro trabalho, concretamente o seu conteúdo lírico. O sucessor de “Pitch Black Progress”, de 2006, apresenta 12 novas faixas e será lançado a 20 de Junho pela Nuclear Blast. Aceda ao vídeo aqui.Arsis - Anunciam novo baterista
Após separarem-se recentemente e amigavelmente do baterista Darren Cesca, o qual trabalhou com a banda no último ano e meio, os norte-americanos Arsis anunciam Alex Tomlin como novo baterista do grupo. Nas palavras do guitarrista/vocalista James Malone “os motivos da saída de Darren prendem-se, simplesmente, com divergências de personalidade e para com a direcção a tomar pelo grupo. O Darren é um excelente músico e não guardamos qualquer ressentimento em relação a ele”, acrescenta. Quanto ao seu novo companheiro na banda, James mostra-se excitado e confessa que “para além de amigo de longa data é um grande músico”. O novo line-up da banda fez a sua estreia na passada quarta-feira na tournée “In Thrash We Trust”.Exodus - Metalkult.com apresenta vídeo-aula
O site Metalkult.com disponibilizou uma vídeo-aula exclusiva com os guitarristas Gary Holt e Lee Altus dos veteranos Exodus. Esta é referente a um período pós-espectáculo de uma actuação no B.B. King Blues Club & Grill, em Nova Iorque, a 7 de Fevereiro deste ano, em que os dois músicos demonstraram como tocar alguns riffs de alguns dos mais emblemáticos temas do grupo da Bay Area. São exemplo, “Toxic Waltz”, “Bonded By Blood”, “Piranha”, “No Love”, “And Then There Were None” e “Fabulous Disaster”. Para além disso, não foram esquecidos alguns dos temas do seu último álbum, “The Atrocity Exhibition: Exhibit A”, como “Children Of A Worthless God” e “Funeral Hymn”. O vídeo está disponível aqui. Saturday, June 07, 2008
Sonic Syndicate - Novo álbum em Setembro
O sucessor de “Only Human” dos suecos Sonic Syndicate intitula-se “Love And Other Disasters” e estará disponível a partir de 19 de Setembro pela Nuclear Blast. O disco será composto por dez temas para além de dois extra e um DVD bónus na edição especial em digipack. Até lá a banda continuará a sua massificada apresentação ao vivo em grandes festivais este Verão como, por exemplo, o Rock Am Ring e o Summer Breeze para depois partir novamente em digressão com os In Flames e Gojira. A capa de "Love And Other Disasters" pode ser vista aqui.Thursday, June 05, 2008
Review
DEBAUCHERY
"Continue To Kill”
[CD – AFM Records]
Olhar para o percurso interino deste colectivo é, antes de mais, dar de caras como uma dança esquizofrénica de entradas e saídas de elementos capaz até de nos deixar azoados. Mas não só por isso é marcada a existência dos Debauchery, como é óbvio. Também muita coisa boa estes germânicos já fizerem, quer através da edição de quatro interessantes álbuns, quer por digressões feitas com Six Feet Under, Dismember e Napalm Death. Os problemas com a consistência do line-up parecem nunca ter resfriado a vontade “sanguinária” do seu vocalista e líder Thomas, que aqui volta com “Continue To Kill”. Como o seu próprio nome indica, as intenções de Thomas parecem ser as de manter a identidade muito peculiar, diga-se, dos Debauchery que aliam a brutalidade do death metal com a energia do thrash e, imagine-se, a irreverência e acessibilidade do rock. Daí muita gente até lhes classifique como banda de death’n’roll. A forma de composição de Thomas [e volto a falar no singular porque a banda, hoje em dia, funciona mais como um projecto a solo] faz com que os Debauchery soem, à primeira escuta, a uma convencional banda de death metal extremo, mas isso só enquanto não nos surpreende com um bombástico tema rock de fazer inveja a veteranos como Motörhead. E isso tudo com a voz gutural de Thomas, o que lhes confere ainda mais interesse.
Posto isto, aqui temos um colectivo com muita atitude… e aparentemente despreocupado com o que possa ser dito pela imprensa ou pelos fãs que não chegam a gostar da banda por esta não se revelar nem uma banda de death metal puro nem de rock. Esta maneira de estar já vem acompanhando o colectivo desde a altura em que lançou o seu disco de estreia – “Kill Maim Burn” de 2003 – e ganhou expressão no anterior “Back In Blood” de 2007, que inclusive, teve uma edição especial com um segundo disco de covers de Genesis, The Beatles, Rolling Stones, Judas Priest, entre outros.
E é muito focada neste universo que a própria banda criou, que esta regressa fiel aos seus princípios, embora “Continue To Kill” se mostre mais pesado e thrashy que o seu antecessor. Os Debauchery fazem por não soar a uma banda muito séria, mas ao mesmo tempo convicta e consistente em qualquer uma das abordagens – extrema, groovy ou mais light – que adopte. São de louvar colectivos desses que não olham a lobbies para expor as suas influências musicais. É, por isso, com determinação que dizemos: é bom tê-los por cá. [7/10] N.C.
[CD – AFM Records]
Olhar para o percurso interino deste colectivo é, antes de mais, dar de caras como uma dança esquizofrénica de entradas e saídas de elementos capaz até de nos deixar azoados. Mas não só por isso é marcada a existência dos Debauchery, como é óbvio. Também muita coisa boa estes germânicos já fizerem, quer através da edição de quatro interessantes álbuns, quer por digressões feitas com Six Feet Under, Dismember e Napalm Death. Os problemas com a consistência do line-up parecem nunca ter resfriado a vontade “sanguinária” do seu vocalista e líder Thomas, que aqui volta com “Continue To Kill”. Como o seu próprio nome indica, as intenções de Thomas parecem ser as de manter a identidade muito peculiar, diga-se, dos Debauchery que aliam a brutalidade do death metal com a energia do thrash e, imagine-se, a irreverência e acessibilidade do rock. Daí muita gente até lhes classifique como banda de death’n’roll. A forma de composição de Thomas [e volto a falar no singular porque a banda, hoje em dia, funciona mais como um projecto a solo] faz com que os Debauchery soem, à primeira escuta, a uma convencional banda de death metal extremo, mas isso só enquanto não nos surpreende com um bombástico tema rock de fazer inveja a veteranos como Motörhead. E isso tudo com a voz gutural de Thomas, o que lhes confere ainda mais interesse.Posto isto, aqui temos um colectivo com muita atitude… e aparentemente despreocupado com o que possa ser dito pela imprensa ou pelos fãs que não chegam a gostar da banda por esta não se revelar nem uma banda de death metal puro nem de rock. Esta maneira de estar já vem acompanhando o colectivo desde a altura em que lançou o seu disco de estreia – “Kill Maim Burn” de 2003 – e ganhou expressão no anterior “Back In Blood” de 2007, que inclusive, teve uma edição especial com um segundo disco de covers de Genesis, The Beatles, Rolling Stones, Judas Priest, entre outros.
E é muito focada neste universo que a própria banda criou, que esta regressa fiel aos seus princípios, embora “Continue To Kill” se mostre mais pesado e thrashy que o seu antecessor. Os Debauchery fazem por não soar a uma banda muito séria, mas ao mesmo tempo convicta e consistente em qualquer uma das abordagens – extrema, groovy ou mais light – que adopte. São de louvar colectivos desses que não olham a lobbies para expor as suas influências musicais. É, por isso, com determinação que dizemos: é bom tê-los por cá. [7/10] N.C.
Estilo: Death/Thrash/Rock
Álbuns:
- "Kill Maim Burn" [2003]
- "Rage Of The Blood Beast" [2004]
- "Torture Pit" [2005]
- "Back In Blood" [2007]
- "Continue To Kill" [2008]
- "Continue To Kill" [2008]
Metal Of Honor II - Morbid Death encabeçam segunda edição
O bar Black Code, em Ponta Delgada, realiza no dia 21 de Junho a segunda edição das suas noites de Metal sob o título “Metal Of Honor II”. Desta feita os protagonistas são os Strapping Lucy, Nableena e Morbid Death. As entradas custam 5€ [com oferta de um fino] e os espectáculos têm início às 22h00. Wednesday, June 04, 2008
Vallient Thorr - Viking rock assalta Musicbox em Julho
Depois da actuação em Portugal em 2007 na abertura do concerto dos Fu Manchu, os norte-americanos Vallient Thorr regressam a Portugal desta vez para encabeçar uma data no Musicbox, em Lisboa, no dia 4 de Julho. O grupo de viking rock vem apresentar o seu mais recente trabalho “Immortalizer”, gravado em Seattle pelo responsável de discos de Nirvana, Soundgarden e Mudhoney, o produtor Jack Endino. Na primeira parte do espectáculo subirão ao palco os nacionais Men Eater em mais uma actuação que promete arrastar a sua já vasta legião de fãs. O início do espectáculo é às 23h00 e os bilhetes estarão à venda a 10€ no local.Alliance Fest 2008 - Grande festival de Metal em Carcavelos
A Prime Artists, em parceria com a espanhola Frontline, produz em Portugal nos dias 8 e 9 de Agosto o festival Alliance Fest composto por nomes tão sonantes como Arch Enemy, Anathema, Marduk, Exodus e 3 Inches Of Blood. O evento sucede ao Marés Negras, realizado o ano passado no Porto, para descer com novo nome ao Pavilhão dos Lombos, em Carcavelos. O evento é ainda complementado pelas presenças dos nacionais We Are The Damned, Echidna, Blacksunrise e Shadowsphere. O preço dos bilhetes e mais nomes para o cartaz serão anunciados muito brevemente. Tuesday, June 03, 2008
Beer Metal Fest - Heavy Metal e muita cerveja em Ponta Delgada
Nos próximos dias 6 e 7 de Junho a cidade de Ponta Delgada volta a receber um evento de Metal repleto de motivos de interesse. Designado Beer Metal Fest, o evento realiza-se nos armazéns da Melo Abreu [Rua de Lisboa] e dirige-se exclusivamente ao apoio de bandas açorianas, nomeadamente aos Hatin’ Wheeler, Psy Enemy, Sanctus Nosferatu e Zymosis que actuam no primeiro dia do festival, e Duhkrista, Nableena, Anomally [ilha Terceira] e Morbid Death, no derradeiro dia do evento. Para além disso, o festival promete muito entretenimento extra através de workshops de paintball, tatuagens e piercings com arranque previsto para as 19h15 e a ter lugar nas imediações do recinto do espectáculo. Para além disso, serão exibidos videoclips no after-hours e, como hino ao festival, a cerveja estará à venda a 0,50€. Os espectáculos têm início às 20h00 e os ingressos custam 5€ [um dia] e 7,5€ [dois dias] e estarão disponíveis apenas no dia e no local do espectáculo. Monday, June 02, 2008
V aniversário SounD(/)ZonE
Caros leitores, quanto ao evento não podia estar mais feliz. Se as coisas nunca são 100% perfeitas também não estiveram muito longe de ser muito satisfatórias. Ou será que foi isso mesmo? Para mim, na minha humildade de pessoa criada no “campo”, digamos assim, algo deste género e como se tem passado nos últimos anos com o nome da SounD(/)ZonE à cabeça, não pode deixar de ser algo surreal. Nada foi esperado assim, apenas sonhado. Para além disso, o público manifestou toda a sua alegria durante e depois do concerto e há sobretudo um enorme agradecimento a endereçar a todas as pessoas que ajudaram na realização deste evento [dos patrocinadores até aos amigos que prepararam o cattering] e consideração pela solidariedade com que as pessoas me abordaram para dizer o que sentem por esta coisa que não sou eu mas sim algo subjectivo, chamado SounD(/)ZonE, que pretende ser o espaço, a zona, onde todos os amantes do som eterno se reunem! Um abraço estendido a todos sem excepção. Deixem cá os vossos comentários… if you will!;)
Tatoo your blood in Metal!
Nuno Costa
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