Já está disponível na secção Media/Vídeos no Myspace e Youtube da banda açoriana Anomally, o making of do seu primeiro videoclip. O tema em questão é “No Words From The Dead” que fará parte do alinhamento do seu álbum de estreia, “Once In Hell…”, a lançar independemente em data a comunicar brevemente. O disco foi gravado por João Mendes, guitarrista dos Stream, nos Watt Studios na ilha Terceira, nos Açores. Aceda ao making of aqui. Thursday, September 11, 2008
Anomally - "Making Of" de primeiro videoclip online
Já está disponível na secção Media/Vídeos no Myspace e Youtube da banda açoriana Anomally, o making of do seu primeiro videoclip. O tema em questão é “No Words From The Dead” que fará parte do alinhamento do seu álbum de estreia, “Once In Hell…”, a lançar independemente em data a comunicar brevemente. O disco foi gravado por João Mendes, guitarrista dos Stream, nos Watt Studios na ilha Terceira, nos Açores. Aceda ao making of aqui. Wednesday, September 10, 2008
Entrevista Krisiun
TUMULTO LATINO18 anos de carreira percorridos com a consistência e sagacidade dos brasileiros Krisiun é algo que regista poucos paralelos hoje em dia. A sua veloz e técnica abordagem ao death metal é capaz de convencer qualquer amante de música extrema com uma eficiência desarmante já que esta autêntica máquina debulhadora praticamente não mostra falhas. Para dar seguimento a álbuns estrondosos como “Works Of Carnage” ou “AssassiNation”, o trio implacável de Ijuí oferece-nos em 2008 “Southern Storm”, mais um assalto transgressor aos nossos sentidos. Comprovada a sua forma inexorável, era merecido que falássemos com Alex Camargo [voz e baixo] sobre o regresso de uma das bandas mais categóricas do actual death metal técnico mundial.
Como podemos situar este novo disco dos Krisiun num plano de evolução na carreira do grupo?
Bom, esse novo disco mantém os elementos que fazem parte dos Krisiun, ainda que num processo natural de evolução. A música é rápida e brutal, mas pode-se entender as composições e o trabalho aplicado. Conseguimos tirar um som ainda mais pesado e visceral. Estamos bem satisfeitos com o resultado final.
Prestes a atingir os 20 anos de carreira… Que metas estabelecem a cada vez que lançam um trabalho?
Queremos estar sempre evoluindo, fazer do death metal um estilo respeitado, gravar álbuns e trazer algo de novo. Queremos também estar em tournée e tocar em lugares em que ainda não tocámos. Enquanto tivermos motivação e saúde vamos estar fazendo muito “barulho”.
Embora todos estejamos cientes da crise que vive a indústria discográfica, pode dizer-se que é satisfatório o sucesso comercial dos Krisiun, atendendo ainda às contingências de um estilo tão alternativo como o vosso?
Acredito que sim. Já são cinco discos pela mesma gravadora... Hoje em dia todos têm que se adaptar à maneira como as coisas funcionam, principalmente em relação à internet...
Porque acha que são tão bem sucedidos e respeitados hoje em dia? Acha que existe algo mais da parte do público do que a admiração pelas vossas substanciais capacidades técnicas?
Acredito que seja uma combinação de todos os aspectos, principalmente o musical. Esse
estilo exige seriedade e dedicação. Estamos sempre concentrados e motivados em tocar death metal e isso o público entende. Existem milhares de bandas, mas poucas conseguem passar uma mensagem e uma música real e convincente.
O percurso dos Krisiun assemelhou-se a um “calvário”, digamos assim, até chegarem aonde chegaram ou a banda sempre teve alguns privilégios no seu processo de ascensão mediática por alguma razão? Ou seja, dispuseram, por exemplo, daquelas ajudas fulcrais [contactos privilegiados com pessoas do show biz] ou tiveram que suar por cada “grama” do vosso actual sucesso?O começo é difícil para todos. Passámos por dias muito difíceis no começo da nossa carreira, mas nunca desistimos. Com o passar do tempo vão-se conhecendo pessoas que se interessam pelo teu trabalho... Temos grandes amigos na música, mas nunca tivemos privilégios de bandas “compradas”. Sempre lutámos por nós mesmos, usando a nossa inteligência e garra. Mas é claro que tivemos a ajuda de grandes amigos que foram fundamentais.
Hoje em dia será que podemos dizer que são especialmente venerados no Brasil?
Temos um grande público no Brasil. Gostamos muito de tocar no nosso país, mas existem lugares tão bons quanto o nosso. O Brasil é um país de altos e baixos e também na música existe um movimento modista e descartável, assim como uma boa “cena” de Metal.
Então podemos dizer que a mediatização que o grupo alcançou não fez com se gerasse algum orgulho ou inveja no povo brasileiro no sentido de não conseguir assumir que um compatriota seu se está a dar bem no seu ofício? O povo é então unido e não se aplica o ditado: “Santos da casa não fazem milagres”?
Eu acredito que isso exista no mundo inteiro; boas e más pessoas. Muitas falam e têm opiniões sobre o que não entendem ou não gostam, mas temos orgulho do nosso país e território… e das dezenas de maníacos que têm o nome dos Krisiun tatuado no seu corpo.
Há, por exemplo, quem vos considere os novos “embaixadores” do Heavy Metal brasileiro após o desvanecimento dos Sepultura. O que acha desse comentário?
Obrigado aos que nos consideram assim. Sepultura foi o maior nome do Brasil e um dos maiores do mundo. Penso que jamais uma banda latina atingirá o mesmo sucesso deles, em todos os aspectos. Os Krisiun lutam pela sua existência há muitos anos com competência e dedicação. Ficamos gratos a todos os que apreciam a nossa arte.
Eu iria mais além e perguntava: encaram com naturalidade o facto de serem hoje apontados como uma das maiores bandas de death metal do mundo ou há sempre aquele espanto do género: "Eu antes era fã de “X” banda e agora partilho o palco com eles e até sou amigo deles. Que cena incrível!"
Existem os dois lados; temos a convicção de que fizemos dessa banda uma realidade e, por outro lado, apreciamos todos os momentos marcantes da sua carreira. Na maioria das vezes estamos sempre motivados para tomar uma cerveja e celebrar novos passos.
Há pouco falávamos em Sepultura… Não será pelo seu período actual menos áureo que os Krisiun deixaram de os apreciar e respeitar, certo? Afinal de contas “Refuse/Resist” foi a cover escolhida pelos Krisiun para incluir no seu novo disco. O que simboliza, na verdade, esta cover?
Sempre fomos fãs e admiradores dos Sepultura. O verdadeiro propósito dessa cover foi trazer um pouco da atmosfera que eles passavam naquela época. Aqueles foram os dias em que os ''manos'' se juntaram às maiores bandas do mundo. Foram dias de muito orgulho para o underground brasileiro.
Está, por exemplo, minimamente a par do movimento underground português? Sabe quais são os seus principais handicaps?O primeiro nome que me vem a cabeça é Moonspell. De resto, conheço também Seven Stitches, Spoiled Fiction, entre outros.
Digo-lhe que, por exemplo, o público português está cada vez menos empenhado no apoio ao Heavy Metal. Existe muita gente que apoia o movimento, mas depois existem os outros apoiantes “fracturados” que num dia vestem uma “camisola” e no outro dia outra, e isto depois marca toda a diferença neste ciclo que, como é natural, tem muito de comercial e precisa de números para subsistir. O que tem a dizer sobre isso? Encontra algum paralelo entre este cenário e o brasileiro?
Como já referi atrás, isso acontece no mundo inteiro. Já vi muitos aparecerem e desaparecerem da noite para o dia. A cena musical é corrompida em vários aspectos e isso reflecte-se no público. Por outro lado, acredito que a magia do Metal jamais morrerá. Sempre haverão pessoas interessadas no Metal ao invés do lixo da Rádio e da TV.
Nos últimos anos, a vossa actividade na estrada tem sido cada vez mais intensa. Tem sido difícil lidar com isso ou os Krisiun são mesmo amantes deste tipo de rotina? Afinal de contas, são só três e o facto de passarem tanto tempo numa tourbus pode criar algum tédio…
Temos que estar sempre motivados naquilo que fazemos, senão qualquer coisa pode-se tornar tediosa. Existe a rotina das viagens, papéis, burocracia, mas os espectáculos são a compensação!
Na estrada há sempre muitos episódios por contar. Quer partilhar algum?
Já vi muitas coisas bizarras... Uma vez vi um puto a comer o seu próprio vómito; outra vi um puto beber a urina de outro puto, entre outras loucuras!
A vossa recente passagem por Portugal pelo festival Metal GDL marcou-vos de algum modo especial?
Certamente. Foi um grande show e também foi a primeira vez que tocámos num festival em Portugal. A estrutura, em geral, foi nota dez. Esperamos poder voltar. Muito obrigado ao ''Bixo'' e a toda a produção.
Na rotina de trabalho dos músicos dos Krisiun há sempre uma preocupação muito grande em aperfeiçoarem-se tecnicamente? Por exemplo, complementam os ensaios com exercícios físicos de alguma espécie?
Sim, todos gostamos de exercícios físicos. Esses ajudam-nos muito no dia-a-dia e no desgaste das tournées. Fazemos exercícios básicos, kickboxing, futebol… Nada exagerado, não somos atletas. A mente é o melhor instrumento.
O desgaste físico é muito sentido por tocarem sempre tão intensamente?
Sim, com certeza há desgaste físico, principalmente nas tournées. Essa é a hora de usar a mente e tentar relaxar ao máximo. No ano passado, no fim da tournée do “AssassiNation”, fizemos praticamente 55 concertos em dois meses. No final deste período parecia que estava “queimado”, com os ossos partidos. É muito importante voltar para casa e recarregar baterias.
Em termos líricos, “Southern Storm” reza sobre que temas?“Southern Storm” reflecte os nossos pensamentos e transmite as mensagens que queremos passar com a nossa música. Não estamos presos a um determinado tópico. Abordamos assuntos brutais, assim como a nossa música. A conquista do eu próprio e do mundo exterior, escritas sumerianas e o princípio do caos; a realidade das guerras e da falência da humanidade, o fanatismo religioso e sua decadência, etc.
De alguma forma, pode-se dizer, e isso sem qualquer tipo de sentido negativo, de que já pouco se poderá esperar musicalmente dos Krisiun? Nos vossos trabalhos parece sobrepor-se uma atitude inabalável e a fidelidade para com os seus fãs “die-hard” à hipotética inovação ou experimentação. Será esta uma apreciação com algum fundamento?
Bom, um trabalho é sempre falado ou questionado, sempre foi assim a cada disco Ainda assim, acredito que os Krisiun sempre trouxeram algo de novo em todos os discos, especialmente no último, embora quem vá julgar seja o público. Enquanto os Krisiun existirem vão estar empenhados em ajudar a fazer desse estilo algo forte e renovado, diga-se o que se disser.
Permanecem sem nenhuma sedução por mudar ligeiramente o vosso som? Todavia, isso poderia representar uma tentativa de seguir alguma tendência ou venderem-se “espiritualmente” digamos assim… Ou não?
Já se passaram incontáveis tendências, mas não embarcámos em nenhum vagão e jamais o iremos fazer. Death metal para nós é um estilo de vida e não um hobbie. Ninguém é dono da verdade, só o tempo poderá dizer quem realmente faz desse estilo uma realidade.
O disco já saiu há algumas semanas. As reacções têm sido as que esperavam?
Têm sido muito boas, melhor do que as que esperávamos. Algumas revistas ''grandes'' que diziam merda sobre nós agora estão falando bem.
E na estrada, esperam-nos algumas surpresas?
Mulheres bonitas, bons amigos, boa marijuana, cerveja gelada e muito metal! Obrigado aos amigos portugueses e à SounD(/)ZonE.
Nuno Costa
www.krisiun.com.br
Billy Sheehan - Realiza workshop em Lisboa
O virtuoso baixista norte-americano Billy Sheehan, vai realizar um workshop no dia 20 de Setembro, pelas 18h00, no Teatro Armando Cortez na Casa do Artista, em Lisboa. Este é um evento organizado pela Musifex, para o qual as entradas são livres mas requer a realização de uma pré-reserva. Esta poderá ser feita pelo site www.musifex.pt ou pelo número telefónico 291 839 800. Painstruck - Novo álbum em Outubro
Os lisboetas Painstruck têm regresso aos discos marcado para Outubro próximo. O seu terceiro longa-duração intitula-se “Hells Wrath In Gods Fury” e quebra um jejum de seis anos sem lançar um álbum, ficando apenas pelo meio a edição, em 2006, do EP “The Scalpel”. Pouco se sabe ainda sobre este regresso da banda de Nuno Lourenço e Paulo Lafaia a não ser que foi gravado nos In/Out Sudios, em Portugal, e promete uma novidade “muito particular”. Recorde-se que os Painstruck participam já no dia 13 de Setembro [sábado] no festival Gallus Sonorus Musicalis [GSM], em Barcelos, e no dia seguinte no Caos Emergente, em Recarei, Paredes. Uma semana depois, no dia 20 de Setembro, a banda faz a abertura do concerto dos californianos All Shall Perish no Man’s Ruin Bar, em Cacilhas. Tuesday, September 09, 2008
Review
FOR THE GLORY
"Survival Of The Fittest”
[CD – Raging Planet]
[CD – Raging Planet]
Com um percurso notável em termos de mediatismo e também, naturalmente, de qualidade, desde que se formaram em 2003, aos For The Glory já só se podia pedir um álbum de estreia. A espera terminou este ano com o lançamento de “Survival Of The Fittest”. A começar pelo óptimo aspecto sonoro do disco, responsabilidade de Daniel Cardoso e Ângelo Lourenço [captação da bateria], Jacob Bredahl [Hatesphere, Barcode, Allhelluja – mistura e masterização], Makoto Yagyu [If Lucy Fell, Riding Panico] e Duarte [restantes instrumentos], esta colecção de onze temas faz pleno jus àquilo que é a demanda do hardcore típico de Nova Iorque e é até muito fácil colocar os For The Glory ao lado de muitos dos grandes nomes desta cultura suburbana.
O músculo revolucionário do hardcore apresenta-se consistentemente no teor das suas letras e musicalmente o quinteto nacional não mostra mácula na forma como carrega de peso os seus riffs e ritmos, ora contagiantemente balançados, ora rápidos e capazes de abrir rodopios no meio de qualquer plateia.
O músculo revolucionário do hardcore apresenta-se consistentemente no teor das suas letras e musicalmente o quinteto nacional não mostra mácula na forma como carrega de peso os seus riffs e ritmos, ora contagiantemente balançados, ora rápidos e capazes de abrir rodopios no meio de qualquer plateia.
O problema pode jazer nas rígidas regras a que o estilo se auto-circunscreveu. Não faltam também aqui os comuns refrões em coro “social” que muito bem podem ser ouvidos em praticamente tudo o que se atreva a designar por hardcore. Quer-se, portanto, com isso dizer que “Survival Of The Fittest” é talvez demasiado leal para com as matrizes do seu mundo e que com isso perdemos o factor surpresa que nos tem sempre na expectativa de reservar a alguma novidade criativa a todas as vezes que pegamos num novo registo dentro deste espectro. Isso será problema para os mais “experimentalistas” e não para os conservadores, uma vez que, indubitavelmente, este é um disco de alto nível e de extrema eficácia na sua senda de encarnar o espírito e a música hardcore. Não acreditamos que nenhum fã de Agnostic Front, Madball ou Hatebreed vá ficar descontente com o que aqui ouve. “Survival Of The Fittest” é digno de que se lhe tire as medidas pela sua garra e raça.
Com a saída de cena dos Twentyinchburial é, com certeza, reconfortante saber que Portugal continua a ter uma [mais que] válida aposta neste sector. A banda está a crescer ao ritmo certo e esperamos que nos próximos álbuns consiga mantê-lo e acrescentar a isso um pouco mais de personalidade própria e criatividade que é, ainda assim, o que se sente mais em falta aqui. Sem acrescentar nada ao género é, mesmo assim, incontestável que aqui se trabalha com gabarito e conhecimento de causa. Um dos discos mais consistentes do ano em Portugal. [7/10] N.C.
Estilo: Hardcore
Discografia:
- “Falling In Disgrace” [7” 2003]
- “Drown In Blood” [EP 2004]
- “Darker Days” [7” 2005]
- “Survival Of The Fittest” [CD 2008]
www.myspace.com/fortheglory
www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
Festival de Música Moderna - AAUBI promove concurso de bandas Rock e Heavy Metal
A Associação Académica da Universidade da Beira Interior [AAUBI] está a promover a primeira edição do Festival de Música Moderna que convida bandas de Rock e Heavy Metal a discutirem um lugar num dos dias da Recepção ao Caloiro 2008/2009. Serão seleccionados cinco finalistas, um deles obrigatoriamente da Beira Interior, por um processo de análise de maquetas, em formato CD ou cassete, com um total de quatro temas. O evento decorrerá no dia 2 de Outubro no Jardim Público, na Avenida Frei Heitor Pinto, na Covilhã, sob atenção de um júri seleccionado. As inscrições terminam a 26 de Setembro. Obtenha mais informações através do e-mail h.u.records@gmail.com. Monday, September 08, 2008
Chris "Witchhunter" Dudek - Faleceu baterista original dos Sodom
Chris Dudek, mais conhecido como Witchhunter, baterista original dos seminais Sodom, faleceu no passado dia 7 de Setembro [domingo], segundo comunicado publicado no site oficial do grupo alemão. Contudo, continuam por apurar-se as causas de morte. Dudek em conjunto com Tom Angelripper e Agressor formaram, em 1982, uma das bandas mais influentes do thrash metal. No início dos anos 90 Witchhunter deixa os teutões, dando o lugar a Atomic Steif [ex-Living Death] que acabou por permanecer na banda apenas dois anos. Mais recentemente, o baterista apareceu no último álbum dos Sodom, “The Final Signal Of Evil”, lançado em duplo vinil em Fevereiro passado pela SPV Records. Este registo comporta regravações do primeiro EP da banda, “In The Sign Of Evil”, bem como sete temas bónus todos escritos durante as sessões de composição do clássico registo e que até então nunca tinham sido publicados. Igualmente, Grave Violator, guitarrista que pontificava na banda na altura da gravação de “In The Sign Of Evil”, mostra os seus préstimos nesta reedição. Born From Pain - Manual de sobrevivência
“Survival” é o título do novo álbum dos hardcorers holandeses Born From Pain. O quinto álbum nos seus onze anos de carreira está, de momento, em fase de mistura e masterização e deverá chegar às lojas entre o fim de Outubro e o início de Novembro. O colectivo já descreveu o disco como “sendo musicalmente mais intransigente que nunca com um toque próprio de groove, melodia, peso e dureza. Liricamente é mais crítico do que nunca ao estado actual do mundo”. Entretanto, a banda já encontrou um novo baixista, Andries Beckers dos The Setup, enquanto Roel Klomp, baterista, continua a fazer fisioterapia para resolver um problema num braço que o atormenta há oito meses. Enquanto isso, a banda conta com a colaboração do baterista Roy Moonen [ex-37 Stabwoundz] para os concertos ao vivo. The Rotted - "Reverendo" Trudgill no baixo
The Reverend Mathew Trudgill é o novo baixista dos ingleses The Rotted, outrora Gorerotted. O ex-músico dos Screamin’ Daemon vem assim substituir Wilson que abandonou a banda de punk/death metal em Julho último, por ter assumido outras prioridades na sua vida, tendo sido a sua última aparição ao vivo no Wacken Open Air 2008. Entretanto, The Reverend já actuou em dois festivais com os The Rotted. Ainda a ser promovido está o último trabalho do grupo londrino, intitulado “Get Dead Or Die Trying” lançado este ano pela Metal Blade. Machinemade God - Vocalista abandona
Florian Velten, vocalista e membro fundador dos Machinemade God, anunciou recentemente que vai abandonar a banda alemã. Nas suas palavras, revela que “foi uma das decisões mais difíceis” que já teve de tomar e que foi “muito duro” encarar o facto de que estava mesmo a abandonar a banda. Florian alega que “há muitas razões” que o levaram a tomar essa decisão, mas que prefere “não culpabilizar ninguém" pelos problemas que teve com a banda. A banda também já se manifestou muito triste com a sua saída e solidária para com a sua decisão e o seu futuro. “O Florian está a deixar a nossa banda por inúmeras razões pessoais e familiares. Todavia, temos que aceitar e respeitar a sua decisão”, acrescentam. Entretanto, os Machinemade God já preparam novo material e garantem que lançarão um novo álbum, o terceiro da sua conta pessoal, em 2009. Sunday, September 07, 2008
Especial October Loud
OUTUBRO DE PESOCom a missão de impulsionar o movimento underground açoriano, o October Loud, festival fundado o ano passado na ilha de S. Miguel, apresta-se a realizar a sua segunda edição nos dias 17 e 18 de Outubro, em Ponta Delgada. Numa incumbência muito nobre, o staff da organização do festival, também ele praticamente todo composto por músicos, promete recriar o ambiente caloroso e conciliador que se viveu o ano passado. Para isso ajudarão oito bandas regionais e uma série de actividades-satélite que prometem atrair e entreter o público fora da hora dos espectáculos. Pelo caminho, ainda ficou a possibilidade de marcarem presença no festival os Sulphur Feast, banda de Pinhal Novo, que em última hora comunicou a sua indisponibilidade para vir aos Açores. Embora jovem, o festival October Loud reúne uma grande simpatia à sua volta. Daí que não tenhamos querido perder a oportunidade de antever a sua segunda edição junto de Bruno Santos, membro organizador e integrante da associação juvenil Bit9 que se responsabiliza pelo evento.
Este projecto foi desenhado para manter-se a longo prazo ou prevê-se realizar-se em função do resultado de cada edição?
A nossa vontade é a de que o projecto se mantenha a longo prazo. É sempre complicado afirmar-se que é um festival para continuar porque vai depender de muitos factores, sejam eles monetários ou de qualquer outra ordem de que não tenhamos modo de controlar. O facto da primeira edição ter corrido bem foi fortemente impulsionador para que planeássemos esta segunda edição, apesar de financeiramente não ter sido um sucesso. Contudo, também não foi uma "desgraça", o público aderiu aos concertos mais do que imaginávamos e, no geral, houve um enorme feedback positivo. Enquanto houver público, algum dinheiro e eu, o Cristóvão e o Mário estivermos por cá, haverá sempre lugar à realização anual do October Loud.
Embora os indicativos da primeira edição tenham sido muito positivos ao ponto de revalidarem o October Loud, até quando acham sustentável apostar num evento enquanto não houver viabilização financeira?
Vai ser sustentável enquanto houver uma sensação de realização e orgulho por podermos dar oportunidade às bandas açorianas de tocarem e, sinceramente, não há dinheiro nenhum que pague isso. O October Loud é um festival pequeno. Os poucos custos que tem são relativos ao som - que é para onde vai 90% do nosso orçamento. O resto são gastos com seguranças, pessoal do bar, plastificação de livre-trânsitos, bilhetes, etc. São poucos custos mas que ainda pesam um pouco na "nossa" carteira. Contudo, no final se houver prejuízo nunca será num valor muito elevado.
Então o truque estará na gestão rigorosa dos fundos da Associação Bit9 num intuito de fazer face a prejuízos que alguns dos seus projectos anuais possam dar…Exacto, como associação há que ter a contabilidade sempre muito bem organizada de modo a fazer face a algum saldo menos positivo que possamos ter em algum projecto. O Mário, apesar da sua formação não ser contabilidade, tem feito um excelente trabalho ao gerir as contas da associação e esta em si.
Há ou já houve a "tentação" de sobrecarregar o preço do bilhete para assegurar que a organização do October Loud pague mais facilmente as suas contas e, eventualmente, atinja um saldo positivo que a permita investir mais forte em próximas edições?
Não é “tentação”, às vezes é mesmo uma questão de necessidade. Embora os valores não sejam públicos, o bilhete será ligeiramente mais caro do que o do ano passado. Contudo, mantém-se abaixo da média praticada em grande parte dos concertos. O pequeno aumento será apenas para fazermos face aos custos extras que teremos este ano e também para tentarmos apresentar um festival com mais qualidade comparativamente à primeira edição. Nós não temos grandes aspirações em tornar o October Loud num festival grande em que possamos ter bandas internacionais a tocar. Não só porque estamos sempre limitados ao curto orçamento disponibilizado pela DRJ – Direcção Regional da Juventude - mas porque só com "200" habituais que vão aos concertos, será difícil pagar as contas na totalidade ou pelo menos ter um prejuízo que sejamos capazes de suportar através das nossas carteiras ou da Bit9. Não esqueçamos que temos de responder por todo o dinheiro que sai da associação… O melhor é mesmo esperar e ir vendo o que nos reserva o futuro. Quem sabe se daqui a uns tempos em vez de 200 seremos 400 ou 600 assíduos aos concertos.
Quando se refere a custos extras, refere-se propriamente a quê? Há meses a organização ponha a hipótese de pôr ao corrente algumas actividades-satélite e fabricar t-shirts do festival. Serão essas algumas das novidades?
Sim, referem-se a algumas actividades que estamos a tentar desenvolver para o festival. Visto termos um amplo espaço que podemos utilizar, estamos a unir esforços para que seja possível organizar algumas actividades ao ar livre antes dos concertos. Em relação às t-shirts é, de facto, um desejo nosso. Em breve saberemos se será viável ou não.
Estas actividades serão alusivas ao Metal ou poderão basear-se simplesmente em formas de entretenimento que extravasam este estilo musical?
Bem, posso dizer que embora seja um festival apoiado pela Igreja Católica, as actividades não serão de ordem religiosa! [risos] Portanto, engane-se quem estiver a ler esta entrevista que pensar que as actividades extras poderão ser uma missa ao ar livre! [risos] Serão actividades puramente dedicadas ao Metal em geral.
O visionamento de documentários será uma hipótese forte ou mesmo um “Metal Karaoke”, como responsáveis da Bit9 já puseram em prática em outros eventos?
Sim, são duas opções que estão nas nossas listas. O visionamento de documentários é uma forte hipótese para um warm up do October Loud, enquanto que o “Metal Karaoke” deverá ser levado a cabo na afterpartie.
O October Loud, entre outras coisas, fomenta um espírito underground e que tem agarrado eficazmente a simpatia e carinho do público local. É assim que o festival se quer manter e fazer representar?Sem dúvida que sim! É sempre bom haver festivais do género do October Loud para unir as bandas locais e criar um ambiente "familiar" entre bandas e público. Isto foi conseguido o ano passado e é, com certeza, um dos principais objectivos para este ano e também para os vindouros. Não há nada melhor do que ver as nossas bandas locais a fazerem vibrar os nossos “200” habituais, um público que, às vezes, consegue ser bastante frio com estas.
Digamos, por outras palavras, que o October Loud é o “padroeiro” das bandas regionais?
Tem sido um termo usado regularmente. Actualmente, poderá ser, sim, o "padroeiro", mas não esqueçamos que num passado recente havia a Maratona Rock que dava oportunidade a praticamente todas as bandas locais de tocarem. Uma boa oportunidade, especialmente para aquelas que raramente pisam um palco ou que nunca o tenham feito. Tentamos com o October Loud dar oportunidade a bandas menos “rodadas”, servindo como uma base de lançamento.
É fácil viabilizar um evento destes recorrendo apenas à “prata” da casa ou, em outros termos, tentar convencer patrocinadores a investir num produto que, quer queiramos quer não, está sempre algo descredibilizado? Embora, ao que parece, vocês trabalhem só com fundos da associação e não recorrem a privados…
Sendo “prata da casa” ou não, dá sempre muito trabalho. Contudo, o October Loud é viabilizado, muito em parte, devido à compreensão das bandas que nos têm dispensado o pagamento de cashets, não só porque preferimos canalizar todo o dinheiro possível para apresentarmos um bom som e boas condições em geral para as bandas apresentarem o seu trabalho, como também o October Loud tem um lado humanitário em que os lucros revertem para instituições de caridade que trabalham com a Paróquia de São José. Como dizes e bem, nós trabalhamos apenas com fundos da associação. Contudo, para termos acesso a esses fundos o October Loud convém ser preparado sempre com um ano de antecedência.
Já que fala em lado humanitário e sabendo que o October Loud é realizado num centro paroquial, podemos aqui dizer que, pelo menos, em certas facções a nossa sociedade começa a abster-se a alguma discriminação que [e ainda] há em relação a este estilo musical. Conte-nos como surgiu a oportunidade realizar o October Loud neste recinto.
Sim, de facto, começam-se a quebrar algumas barreiras impostas pela descriminação a que o Metal, normalmente, está sujeito. Não sei até que ponto o facto de no ano passado a Igreja apoiar - pela primeira vez nos Açores, penso eu - um festival de Metal, fez mudar algumas mentalidades ou pelo menos até que ponto alterou alguns dos estereótipos do costume. Seria, de facto, interessante conseguir ter acesso a algum tipo de estatística sobre o assunto. Bem como havia sido divulgado no início, o October Loud 2007 teria lugar no Centro Cultural e Cívico de Santa Clara. Contudo, um mês antes do festival, recebemos um comunicado negando-nos a utilização do espaço. Foi um grande “balde de água fria”! Porém, não estávamos dispostos a "morrer" tão prematuramente e começámos a procurar, angustiadamente, um espaço para realizarmos o festival. Foram feitos vários contactos, visitas a espaços, mas, no final, a resposta foi sempre negativa. A última hipótese da lista foi mesmo o Centro Paroquial de S. José. Levámos com tantas “negas”, portanto, mais uma não faria mal nenhum. Sentiamos ao menos que cancelaríamos o festival com a consciência tranquila, pois tínhamos feito de tudo para não o cancelar. Lá marcámos uma reunião com o cónego José Garcia. Ao chegarmos lá e apresentarmos o projecto, qual não foi o nosso espanto de o cónego ter aceite, prontamente, que o festival tivesse lugar no centro paroquial. Incrédulos, ainda alertámos: "Senhor cónego, aquilo é música muito pesada mesmo, é Rock daquele que os jovens gostam". Felizmente, não mudou de opinião. E foi assim que começámos a comprar o nosso bilhete para o "céu"! [risos] “Jesus Saves”!
Há pouco também falava da abertura das bandas em prescindir de certas condições para facilitar o trabalho da organização e a causa do festival. Embora, tenham cancelado a sua presença no festival há última da hora, estiveram para vir aos Açores os Sulphur Feast de Pinhal Novo. Seria este um esforço financeiro exclusivo da banda, certo?Sim, exacto. De facto, é louvável o facto de os Sulphur Feast quererem pagar as suas passagens para virem ao October Loud 2008. Se não fosse esse “pequeno” pormenor seria-nos impossível pagar passagens a eles ou a outra qualquer banda. Isto porque nós temos uma percentagem muito pequena disponível para transportes. Não tenho números mas sei que a quantia disponível não daria nem para uma passagem. A vinda deles é, e usando uma gíria futebolística, “a custo zero”.
E quais foram os motivos do cancelamento do seu espectáculo?
Nós, devido a problemas de calendarização do Centro Paroquial, vimo-nos forçados a alterar a data do festival para uma semana antes do planeado. Contudo, nas datas actuais os membros de Sulphur Feast já tinham compromissos marcados. A banda tentou tudo para alterar as datas desses compromissos, mas sem sucesso. Assim sendo, infelizmente, a banda teve de cancelar a sua vinda ao October Loud. Tentaremos que no próximo ano seja possível a vinda deles a S. Miguel.
Como se deu a hipótese dos Sulphur Feast virem aos Açores? Por convite da organização ou já se nutria alguma amizade entre banda e organização?
Eu já conhecia o Telmo [vocalista] há algum tempo. Ele já me tinha perguntado por oportunidades para tocar nos Açores, o que sabemos que não é fácil. O facto de eles se disponibilizarem para pagar as passagens facilitava em muito todo o processo e deu origem a falarmos sobre a possibilidade da vinda deles ao October Loud.
Será também este, eventualmente, um sinal de que o festival começa a ter projecção “fora de portas”?
Não creio, o caso dos Sulphur Feast foi uma situação pontual. Ao fim ao cabo souberam do October Loud através da organização. Contudo, graças à internet é normal que o festival comece a ser conhecido no continente por algumas pessoas, mas não será nada significativo, acredito. O October Loud não é propriamente um Barrosselas Metal Fest.
Em termos de bandas regionais o que promete o cartaz da segunda edição do October Loud?
Faltando ainda algumas confirmações a 100%, podemos garantir já a participação dos Duhkrista, A Dream Of Poe, Sanctus Nosferatu e Spank Lord. Será um cartaz equilibrado, tentando agradar ao máximo de público possível, tocando quatro bandas por noite. Este ano conseguimos criar forma de dar mais tempo para as bandas apresentarem o seu trabalho. Teremos bandas a tocar 30 minutos [à semelhança do ano passado], outras 45 minutos e a banda que toca por último terá um airplay de uma hora.
Ainda em termos de cartaz prevê-se ou estão a fazer-se esforços para que o cartaz apresente alguma estreia?
Estamos a fazer esforços para isso, mas está a ser complicado visto as bandas que ainda não haviam tocado já terem feito a sua estreia este ano. Provavelmente, não haverá qualquer estreia absoluta. É algo que, de facto, não está sob o controlo da organização. Gostaríamos imenso de ter alguns estreantes no cartaz, mas não os havendo prontos a tocar, teremos de introduzir outras bandas, na sua maioria bandas com pouca rodagem de palco este ano.
Embora já tenha manifestado que a ideia não é tornar o October Loud num festival “grande”, mas aproveitando aqui para colocar uma mera hipótese, se o festival viesse a crescer substancialmente a organização seria capaz de “vetar” o acesso a bandas de grande exposição mediática apenas para manter a essência do festival? Mesmo que os tais “200” membros habituais do público crescessem para 400 ou 600?Bem, também poder-se-ia colocar a questão de se, na altura, já não teríamos dois ou três palcos, um grande Metal Market, Metal Soccer, Burguers From Hell, Metal Strip e pastos cheios de pessoal a acampar. Aí, nessa altura, estaria tudo pronto a alterarmos o nome do festival para "Vacas Open Air"! [risos] Se essa altura viesse, já estaríamos a falar de algo com apoios privados, algo que, e já foi referido anteriormente, não acontece actualmente. Mas havendo esse crescimento não teríamos qualquer problema em colocar bandas internacionais a tocar, tendo sempre a atenção de dar oportunidades de tocar às nossas bandas. Quem sabe, como já disse atrás, se não teríamos pelo menos um palco secundário para dar ainda mais oportunidade às bandas açorianas? Esperamos que corra tudo como planeado, que o som esteja, pelo menos, ao nível do ano passado, que as bandas e público dêem o seu melhor tal como se viu, principalmente, no primeiro dia do October Loud. Esperamos também que, tal como no ano passado, possamos cumprir os horários à risca. Fica, uma vez mais, uma chamada de atenção para o público - a hora comunicada para início dos concertos será cumprida, por isso, atenção ao relógio.
Por fim, quais são as expectativas da organização para a edição do October Loud deste ano?
Esperamos que corra tão bem como o ano passado, que supere todas as expectativas à volta do festival e que as bandas e público estejam no seu melhor para fazermos do October Loud uma verdadeira festa. Esperamos que todos possam curtir à brava, independentemente se banda X ou Y nos agrada a 100% ou não.
Nuno Costa
Fotos: www.metalicidio.com
Saturday, September 06, 2008
Irmandade Metálica - Fórum tem segunda edição de festival
O festival, da responsabilidade do fórum com o mesmo nome, Irmandade Metálica dá lugar à sua segunda edição no dia 11 de Outubro. O evento decorrerá no Bar Académico da Covilhã com as participações musicais dos nacionais Painted Black, Motörpenis, Koltum, Dead Meat, Crystal Dragon e dos gregos Ómega e Witchcurse. Os bilhetes já estão à venda a 8€ [venda antecipada] e 10€ [venda no dia]. Está ainda a ser organizada uma excursão a partir de Lisboa. Mais informações através do e-mail pedromfpw@hotmail.com. Anticlockwise - De regresso a Espanha
Os punkers lisboetas Anticlockwise regressam a Espanha no dia 19 de Setembro, desta feita para encabeçarem o primeiro dia do festival “Festa… À Nosa!” a decorrer em Lalin, em Santiago de Compostela. Este concerto surge numa altura em que a banda já se encontra a compor e a pré-produzir o seu próximo álbum que sucede a “No One To Follow”, de 2007.Painted Black - Gravam primeiro álbum
Os Painted Black registaram durante o mês de Agosto quatro dos temas que farão parte do seu álbum de estreia nos estúdios Ultrasound com Daniel Cardoso e Pedro Mendes. Estes temas fazem parte de uma primeira fase estratégica de promoção que inclui a distribuição de um Promo CD apenas por editoras. Entretanto, o trabalho continua sem título. Neste momento, a banda está ainda a agendar sessões de pré-escuta dos seus novos temas para fãs, amigos e comunicação social. Em termos de espectáculos ao vivo, a banda da Covilhã tem, para já, garantida a presença na segunda edição do festival Irmandade Metálica, a decorrer a 11 de Outubro na sua cidade natal. Heavenwood - "Obsolete" no Youtube
Está já disponível no Youtube o tema “Obsolete” retirado do novo álbum dos Heavenwood, “Redemption”, a editar a 22 de Setembro em Portugal, pela Recital Records, e a 26 em todo o mundo. O tema conta com a participação especial de Tijs Vanneste, vocalista dos belgas Oceans Of Sadness. Aceda ao tema aqui. Thursday, September 04, 2008
GSM - Festival de solidariedade para com as vítimas de Paramiloidose em Barcelos
Tuesday, September 02, 2008
Review
MASS EXTINCTION
“Creation’s Undoing”
[EP – Lugga Music Productions]
Pode ser, provavelmente, por um dito revivalismo que o thrash metal tem vindo a registar, desde inícios da presente década, que surgem ultimamente bandas como os Mass Extinction. Oriundos da Irlanda, país que não pertence à "cadeia" das pátrias thrashers, este quinteto de Dublin é uma digna reconstituição do que lendas como Slayer, Testament ou Exodus andaram a fazer nos tenros anos das suas carreiras. Thrash metal em regime muito acelerado, cheio de gana e irreverência é o que podemos esperar de um EP de estreia que, no entanto, só nos dá três temas originais e uma cover dos Vio-Lence – “Kill On Command” – também editado recentemente no tributo irlandês ao Thrash Metal “Thrash And Burn”.
Se referirmos que Garry Holt, guitarrista dos Exodus, afirmou que os Mass Extinction “eram uma banda com a qual gostaria, certamente, de trabalhar um dia”, podemos imediatamente compactuar com as suas palavras, sendo ele das pessoas com mais legitimidade à face da Terra para avaliar quem quer que seja dentro de um universo que ajudou a criar. O mesmo podia servir também de cortesia “promocional”, mas assim seria, apenas, se o comentário de Holt não tivesse a mínima razão ao subentender o enorme potencial deste colectivo.
Sem dúvida alguma, a fibra de que é feita os Mass Extinction e a honestidade que demonstram ao longo do seu desempenho neste trabalho não deixarão defraudados qualquer bom apreciador de Thrash Metal "old school" ou qualquer um que goste... simplesmente de música aguerrida! Os temas de “Creation’s Undoing” poderão até soar-nos a dejá-vu oitentista, mas longe estaremos de poder dizer que o vibe deste grupo não é contagiante. Para além disso, mostram-se executantes de primeira linha e portadores de um garbo composicional totalmente válido mesmo que o estilo tenha atravessado já várias fases de mediatismo e seja sempre nos longínquos anos oitenta que resida o seu verdadeiro espírito. Muitos dirão: “Thrash will never die” e nós subscrevemos, acrescentando que serão graças a legítimos herdeiros como os Mass Extinction que este estilo se perpetuará. [7/10] N.C.
Estilo: Thrash Metal
Discografia:
- “D.B.A.T.” [Demo 2005]
- “Creation’s Undoing” [EP 2008]
www.mass-extinction.com
www.myspace.com/massextinctionmetal
“Creation’s Undoing”
[EP – Lugga Music Productions]
Pode ser, provavelmente, por um dito revivalismo que o thrash metal tem vindo a registar, desde inícios da presente década, que surgem ultimamente bandas como os Mass Extinction. Oriundos da Irlanda, país que não pertence à "cadeia" das pátrias thrashers, este quinteto de Dublin é uma digna reconstituição do que lendas como Slayer, Testament ou Exodus andaram a fazer nos tenros anos das suas carreiras. Thrash metal em regime muito acelerado, cheio de gana e irreverência é o que podemos esperar de um EP de estreia que, no entanto, só nos dá três temas originais e uma cover dos Vio-Lence – “Kill On Command” – também editado recentemente no tributo irlandês ao Thrash Metal “Thrash And Burn”.Se referirmos que Garry Holt, guitarrista dos Exodus, afirmou que os Mass Extinction “eram uma banda com a qual gostaria, certamente, de trabalhar um dia”, podemos imediatamente compactuar com as suas palavras, sendo ele das pessoas com mais legitimidade à face da Terra para avaliar quem quer que seja dentro de um universo que ajudou a criar. O mesmo podia servir também de cortesia “promocional”, mas assim seria, apenas, se o comentário de Holt não tivesse a mínima razão ao subentender o enorme potencial deste colectivo.
Sem dúvida alguma, a fibra de que é feita os Mass Extinction e a honestidade que demonstram ao longo do seu desempenho neste trabalho não deixarão defraudados qualquer bom apreciador de Thrash Metal "old school" ou qualquer um que goste... simplesmente de música aguerrida! Os temas de “Creation’s Undoing” poderão até soar-nos a dejá-vu oitentista, mas longe estaremos de poder dizer que o vibe deste grupo não é contagiante. Para além disso, mostram-se executantes de primeira linha e portadores de um garbo composicional totalmente válido mesmo que o estilo tenha atravessado já várias fases de mediatismo e seja sempre nos longínquos anos oitenta que resida o seu verdadeiro espírito. Muitos dirão: “Thrash will never die” e nós subscrevemos, acrescentando que serão graças a legítimos herdeiros como os Mass Extinction que este estilo se perpetuará. [7/10] N.C.
Estilo: Thrash Metal
Discografia:
- “D.B.A.T.” [Demo 2005]
- “Creation’s Undoing” [EP 2008]
www.mass-extinction.com
www.myspace.com/massextinctionmetal
Thursday, August 28, 2008
Review
MISERY SIGNALS
“Controller”
[CD- Ferret Music]
Depois de dois anos atarefadíssimos na estrada, com passagens pela Europa, Reino Unido, Japão e Austrália, os Misery Signals estão de volta com o terceiro longa-duração da sua carreira. Embora analisar obras Metalcore, actualmente, seja tarefa árdua, quer pelo beco criativo a que o estilo se circunscreveu em função de um sufoco mercantil e consequente dificuldade que se gera até para distinguir os projectos desta categoria, reside, no entanto, pelos Misery Signals uma simpatia especial pelo ainda que fraccionado universo que foi capaz de criar.
Aquando do lançamento do anterior “Mirrors”, de 2006, a banda de Wisconsin conseguiu fazer gravitar vários elogios em primazia de um som forte e melódico com relevo principal para uma vocação matemática e progressiva. Afinal de contas, e embora hoje em dia não seja novidade nenhuma, é este o pormenor que nos faz acenar a este projecto no meio um pote transbordante de escolhas.
“Controller”
[CD- Ferret Music]
Depois de dois anos atarefadíssimos na estrada, com passagens pela Europa, Reino Unido, Japão e Austrália, os Misery Signals estão de volta com o terceiro longa-duração da sua carreira. Embora analisar obras Metalcore, actualmente, seja tarefa árdua, quer pelo beco criativo a que o estilo se circunscreveu em função de um sufoco mercantil e consequente dificuldade que se gera até para distinguir os projectos desta categoria, reside, no entanto, pelos Misery Signals uma simpatia especial pelo ainda que fraccionado universo que foi capaz de criar.Aquando do lançamento do anterior “Mirrors”, de 2006, a banda de Wisconsin conseguiu fazer gravitar vários elogios em primazia de um som forte e melódico com relevo principal para uma vocação matemática e progressiva. Afinal de contas, e embora hoje em dia não seja novidade nenhuma, é este o pormenor que nos faz acenar a este projecto no meio um pote transbordante de escolhas.
Neste terceiro trabalho, o quinteto dos irmãos Morgan [Ryan e Branden, guitarrista e baterista, respectivamente] garante-nos à partida que [quase] nada mudou ou pretende mudar na sua sonoridade. È verdade que a banda exala uma leve sensação de que cresceu em termos de composição, mas por outro fica a clara ideia de que perdeu alguma irreverência, ou pelo menos aquela que nos fez ficar surpreendidos aquando do lançamento de “Mirrors”.
Contudo, “Controller” dispõe de bons temas para que quem já era fã dos Misery Signals continue a sê-lo. A inteligência continua a revelar-se na mistura súbita de peso, breaks, melodia e compassos compostos, com as guitarras a alcançarem, várias vezes, considerável brilhantismo nas suas texturas. Quem regista a maior evolução no seu desempenho é, sem dúvida, o vocalista Karl Schubach. Em registo berrado o resultado é agora ainda mais cheio e hostil e na hora de cantar soa ainda mais refulgente.
Dez novas composições num capítulo que pode representar pouco em termos evolutivos para a carreira dos Misery Signals mas que, afinal de contas, assegura a preciosa cota de protagonismo que o grupo dispõe dentro da descomedida esfera “Metalcoreana”. [7/10] N.C.
Estilo: Metalcore/Mathcore
Discografia:
- “Misery Signals” [EP 2003]
- “Of Malice And The Magnum Heart” [CD 2004
- “Mirrors” [CD 2006]
- “Controller” [CD 2008]
www.miserysignals.net
www.myspace.com/miserysignals
Wednesday, August 27, 2008
Entrevista Jeff Loomis
Aos 37 anos e com aproximadamente 20 anos de uma carreira coroada de êxitos, já se justificava plenamente um álbum a solo para o norte-americano Jeff Loomis. Sobretudo conhecido pela sua brilhante carreira nos Nevermore e pelas suas capacidades técnicas de proa, aliada a uma insigne forma de visionar riffs e texturas musicais, eis que chegou a hora do “pássaro” sair do “ninho” e voar em nome próprio. “Zero Order Phase” é o primeiro capítulo da aventura a solo do músico de Seattle que volta a confirmar um virtuosismo sublime e um peso a quem todos lhe reconhecerão as raízes. Fã confesso de Jason Becker, Marty Friedman e Yngwie J. Malmsteen, o ex-guitarrista dos Sanctuary conta-nos porque é saudável este momento na sua carreira e porque, apesar do estatuto, não se considera um “guitar hero”.
A conclusão deste projecto é uma ideia de longa data ou representa uma forma de ocupar-se com algo produtivo enquanto os Nevermore atravessam uma pausa nas suas actividades?
Sim, eu desejava fazer algo como isto há muito tempo. Após a tournée do “This Godless Endeavour” tivemos muito tempo sem nada para fazer, daí que tenha aproveitado a oportunidade para consumar este projecto. Também tive que assinar um contracto separado com a Century Media, por isso as coisas levaram mais algum tempo até estarem prontas. Digamos apenas que estou contente por lançar o meu primeiro disco a solo e estar a dar entrevistas para ele.
De facto, a pausa com os Nevermore tem-se revelado muito produtiva para os seus membros. Depois do Warren é a sua vez de se lançar em nome próprio…
Eu acho bom mantermo-nos ocupados a fazer música. Os Nevermore estão juntos há muito tempo e eu queria muito fazer algo diferente. Pela mesma razão o Warrel decidiu lançar o seu primeiro trabalho a solo. Ambos tivemos a hipótese de pôr em prática um trabalho que soasse diferente dos Nevermore. Isto é algo muito saudável para a banda. Far-nos-á voltar ainda mais fortes para um próximo CD dos Nevermore. Aliás, neste momento, já tenho metade do material para o próximo CD dos Nevermore composto. Contamos entrar em estúdio no início do Inverno.
Será só pelo facto de quererem experimentar sons novos que acharam saudável incitar esta paragem com os Nevermore? Imagino que o excesso de tempo em tournée e o stress que lhe é inerente tenha forçado também este hiato…Exactamente! Havia algumas questões “médicas” dentro da banda a resolver. Por isso, tornou-se importante tirarmos uns dias de folga e restabelecer algumas coisa para decidirmos o que vamos fazer no futuro. Esses dias separados têm sido bons, mas vamos continuar a actuar ao vivo mesmo durante este período, para continuarmos a manter-nos unidos. É engraçado, muitas pessoas pensam que nos estamos a separar por causa do meu projecto a solo e do do Warrel, mas isto não corresponde minimamente à verdade. Os Nevermore serão sempre a nossa maior prioridade.
Desde muito pequeno revelou um grande potencial técnico. Porém, alguma vez lhe passou pela cabeça que se pudesse tornar naqueles “guitar heroes” referenciais para os putos e que gravam os seus próprios álbuns?
Eu não olho para esta questão de forma tão intensa. Eu penso que se algo como isso acontece, é porque é suposto acontecer. Simplesmente, toco o que sinto. Se as pessoas ou os fãs dos Nevermore gostam da minha forma de tocar fico contente. Tenho tido pessoas a chamarem-me “guitar hero”, especialmente putos. Isso só me leva a querer praticar mais e aperfeiçoar-me. Se eu consigo ser alguém para um puto que toca ao ponto de ele olhar para mim como um “guitar hero”, então isto é muito mais do que eu alguma vez podia pedir. Eu penso que praticar e trabalhar arduamente é realmente a chave para se ter sucesso. Ambos levaram-me a onde estou hoje em dia.
São então estes os conselhos que dá aos jovens que estão acabando de pegar num instrumento para aprender…
Número um: tentem não ouvir apenas um estilo de música. Abram as vossas mentes para o Jazz, a Música Clássica, etc. Pratiquem também devagar e a partir daí trabalhem a vossa velocidade. Muitos guitarristas querem tocar depressa de um momento para o outro e isso, simplesmente, não funciona. Toquem também com outros músicos o máximo possível. Podem aprender muito apenas fazendo jams com outros bons músicos.
A ideia inicial com este projecto foi sempre gravar um álbum integralmente instrumental? Alguma vez sentiu que isso o pudesse tornar de alguma forma indigesto para algumas pessoas?
Claro, é muito desafiador escrever um álbum instrumental e conseguir que seja excitante durante toda a sua duração. Eu poderia ter posto algumas vozes em “Zero Order Phase”, mas a minha decisão de não as colocar foi, simplesmente, porque não quis. Foi apenas uma escolha pessoal. Quem sabe se o meu próximo álbum não pode soar muito diferente? Trata-se tudo, apenas, de uma questão de como me estou a sentir no momento. Tenho esperanças de que os fãs dos Nevermore vão gostar de ouvir este disco.
Na sua opinião este disco agradará tanto ao público comum como a músicos?
Eu penso que agradará um pouco mais a músicos mas, como disse, penso que os fãs dos Nevermore vão gostar muito dele também. É um disco muito diversificado, com muitas texturas musicais.
Foi preciso muito tempo para ter “Zero Order Phase” composto? Oiço tantas notas nele que me pergunto se não terá sido preciso um “grande plano” para o conceber! [risos]Comecei a escrever para ele há oito meses atrás, portanto, tudo é muito novo. Eu encarei este processo de composição como se estivesse a compor para os Nevermore. Eu compus todos os dias e juntei tudo como peças de um puzzle. É um processo de composição que me consome muito tempo, mas, para ser honesto, foi concluído em poucos meses!
O que acha que um álbum a solo pode oferecer à carreira de Jeff Loomis?
Espero que sirva para mostrar outra faceta da minha forma de tocar guitarra, não apenas que sou bom tecnicamente, mas que também consigo escrever bons temas.
Caracteriza-se como aquele tipo de guitarrista que passa muitas horas a praticar técnicas ou que prefere dedicar todo o seu tempo à composição?
Eu não costumo passar muito tempo a aperfeiçoar técnicas. Isto aborrece-me. Eu prefiro muito mais despender o meu tempo a escrever uma peça musical. É assim que passo a maior parte dos meus dias a tocar guitarra.
Será que já não está nos seus planos a edição de um DVD instrucional?
Sim, estou a trabalhar no sentido de fechar um contracto com uma companhia para este propósito. Apenas não sei quando será lançado. Vamos esperar que esteja disponível no início do próximo ano.
No tema “Miles Of Machines” penso que é evidente a sua admiração por Yngwie Malmsteen. Que opinião tem da sua carreira nos últimos tempos e que qualidades mais admira no músico sueco?
O Yngwie sempre foi uma influência para mim. Fiquei completamente deslumbrado na primeira vez que o vi ao vivo. Lembro-me de ver alguém a chorar na plateia porque ele era tão bom! Estou muito ansioso por ouvir material novo dele. Eu tendo a pensar que ele repete-se um pouco hoje em dia, por isso, vamos esperar que o seu material novo seja um pouco mais “refrescante”. Yngwie “Fucking” Malmsteen!
Embora as suas influências mais clássicas, consegue ter um toque muito moderno na sua forma de tocar. Talvez o facto de tocar com uma guitarra de sete cordas ajude-o a atingir um som mais pesado e actual…
Não sei… Apenas toco o que me vai na alma. Eu sou um músico do “momento”, por assim dizer.
Embora “Zero Order Phase” seja um álbum sem letras, estou certo que existem motivações por trás dele. Que nos pode adiantar em relação a este aspecto?
Para dizer a verdade, não. Este é, de facto, um álbum completamente instrumental. Trata-se pura e simplesmente de nos sentarmos e deixarmos elevar tudo a um nível totalmente musical. Os títulos dos temas foram a última coisa com que me preocupei durante a concepção do álbum. A questão de escrever letras não é bem para mim. Apenas tentei criar títulos que encaixassem bem com cada tema.
Os Nevermore são a nossa principal preocupação neste momento. Planeio fazer alguns workshops para promover “Zero Order Phase” nos Estados Unidos e fora dele, mas, para já, estamos muito empenhados na composição do novo álbum dos Nevermore.
E quando se pode esperar um novo capítulo da sua aventura a solo?
Eu assinei com a Century Media para três discos, por isso, certamente aparecerei com mais trabalhos instrumentais no futuro. Quem sabe se será com a mesma vibração do “Zero Order Phase”? Dependerá apenas do que estiver a sentir no momento.
Nuno Costa
www.jeffloomis.com
www.myspace.com/jeffloomis
Tuesday, August 26, 2008
Review
SOUL STEALER
“Soul Stealer”
[CD – Ledo Takas]
Graças à Ledo Takas ficamos a conhecer melhor como se movimenta o underground lituano. Com um catálogo maioritariamente composto por bandas de black metal, a editora irrompe, entretanto, com um projecto bem mais translúcido e “soft” - os Soul Stealer. 2003 viu-os nascer para o mundo e com a projecção que o vocalista Jeronimas Millius concedeu ao projecto, com uma vitoriosa participação no concurso nacional da Eurovisão, o grupo deu o salto para a gravação do seu primeiro longa-duração. Esquivando-se à fase de gravação de maquetas, o quinteto muniu-se da experiência de Enrikas [guitarrista dos Obtest] e Vytautas [teclista dos Ruination e Shadowdance] e rapidamente subiu para o top das bandas de Hard’N’Heavy mais importantes dos países de leste.
Todavia, prestando atenção à sua estreia homónima é difícil fugir-se ao desalento que é encontrar um típico trabalho de Power Metal, fortemente inspirado na herança germânica e com todas as agravantes que fizeram o estilo estagnar há longos anos. Há quem alegue que depois dos Helloween tudo o resto são tentativas de clonagem. Talvez não seríamos tão drásticos, até porque este é, por outro lado, bem capaz de ser um dos estilos que gera mais lealdade por parte dos fãs. É, de facto, uma questão de paixão ou ódio e aí não há como discutir sentimentos.
Interessa talvez, sim, encontrar o ponto em que os Soul Stealer se poderão ancorar para sobressair no meio de tamanha concorrência, sendo que mesmo após quase 30 anos de o estilo ter vivido o seu apogeu continua a “fabricar” para o universo Power Metal um leque enfartado de bandas. O país dos Soul Stealer também, e pelo que se conhece, não possui raízes neste espectro, o que sempre poderia ajudar se analisarmos que a forte tradição que países como a Alemanha ou a Finlândia têm no Power Metal concede de forma quase preconceituosa um dístico de qualidade aos seus projectos, mesmo que isso não passe de um complexo “virtual”.
Os Soul Stealer estão, por assim dizer, sozinhos nessa luta. Contudo, não ficam atrás de muitas bandas que por aí andam, a não ser na produção. Outro invólucro sonoro ajudaria bastante a que este material tivesse outro impacto. Grande voz de Jeronimas, solos competentes, um teclado inteligente e uma adequada secção rítmica pautam este material. Alguns desvarios melódicos/ambientais ajudam a quebrar a típica velocidade cavalgada deste tipo de sonoridade que é sempre susceptível de criar algum aborrecimento.
“Soul Stealer”
[CD – Ledo Takas]
Graças à Ledo Takas ficamos a conhecer melhor como se movimenta o underground lituano. Com um catálogo maioritariamente composto por bandas de black metal, a editora irrompe, entretanto, com um projecto bem mais translúcido e “soft” - os Soul Stealer. 2003 viu-os nascer para o mundo e com a projecção que o vocalista Jeronimas Millius concedeu ao projecto, com uma vitoriosa participação no concurso nacional da Eurovisão, o grupo deu o salto para a gravação do seu primeiro longa-duração. Esquivando-se à fase de gravação de maquetas, o quinteto muniu-se da experiência de Enrikas [guitarrista dos Obtest] e Vytautas [teclista dos Ruination e Shadowdance] e rapidamente subiu para o top das bandas de Hard’N’Heavy mais importantes dos países de leste.Todavia, prestando atenção à sua estreia homónima é difícil fugir-se ao desalento que é encontrar um típico trabalho de Power Metal, fortemente inspirado na herança germânica e com todas as agravantes que fizeram o estilo estagnar há longos anos. Há quem alegue que depois dos Helloween tudo o resto são tentativas de clonagem. Talvez não seríamos tão drásticos, até porque este é, por outro lado, bem capaz de ser um dos estilos que gera mais lealdade por parte dos fãs. É, de facto, uma questão de paixão ou ódio e aí não há como discutir sentimentos.
Interessa talvez, sim, encontrar o ponto em que os Soul Stealer se poderão ancorar para sobressair no meio de tamanha concorrência, sendo que mesmo após quase 30 anos de o estilo ter vivido o seu apogeu continua a “fabricar” para o universo Power Metal um leque enfartado de bandas. O país dos Soul Stealer também, e pelo que se conhece, não possui raízes neste espectro, o que sempre poderia ajudar se analisarmos que a forte tradição que países como a Alemanha ou a Finlândia têm no Power Metal concede de forma quase preconceituosa um dístico de qualidade aos seus projectos, mesmo que isso não passe de um complexo “virtual”.
Os Soul Stealer estão, por assim dizer, sozinhos nessa luta. Contudo, não ficam atrás de muitas bandas que por aí andam, a não ser na produção. Outro invólucro sonoro ajudaria bastante a que este material tivesse outro impacto. Grande voz de Jeronimas, solos competentes, um teclado inteligente e uma adequada secção rítmica pautam este material. Alguns desvarios melódicos/ambientais ajudam a quebrar a típica velocidade cavalgada deste tipo de sonoridade que é sempre susceptível de criar algum aborrecimento.
Numa análise conjectural poder-se-á dizer, com à vontade, que o forte deste estilo continua a estar na mestria das suas composições e no magnetismo dos seus riffs e refrões. Com todas as capacidades técnicas que os Soul Stealer se podem orgulhar de ostentar, faltam aqui apenas mais uns “pozinhos” de imaginação na forma de erigir a sua música. Resta ainda mencionar – e elogiar, já agora – o facto da banda não se intimidar minimamente com o facto do lituano ser uma das línguas menos faladas no mundo. Aqui esperaram-nos muitos versos na sua língua báltica. Complica a absorção da mensagem, mas confere-lhes, indiscutivelmente, identidade. Embora toda e qualquer nota de cansaço que o Power Metal tenha dado até hoje, estamos, ainda assim, convictos de que os Soul Stealer não defraudarão os fãs incondicionais do género, principalmente do interminável contingente teutónico. [6/10] N.C.
Estilo: Power Metal
Discografia: "Soul Stealer" [CD 2008]
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