Proclamando o underground a 100% o festival Metal Terror dará lugar à sua quarta edição no próximo dia 29 de Novembro. O evento decorrerá no Pin Up Coffee Bar [Rua de Sá da Bandeira], no Porto, e apresenta no seu cartaz os Midnight Priest, Atomik Destruktor, Alcoholocaust, Omission [Esp] e Minotaur [Ale]. Os grandes destaques do seu cartaz vão para o regresso dos Minotaur a Portugal, 19 anos depois, e para apresentação da nova demo dos Omission – “V.P.A. – Violence Power Agressiveness”. O início dos espectáculos está marcado para as 21h00 e os bilhetes já estão à venda pelo e-mail sepulchral@hotmail.com a 12€. Monday, October 06, 2008
Metal Terror IV - Traz Minotaur a Portugal 19 anos depois
Proclamando o underground a 100% o festival Metal Terror dará lugar à sua quarta edição no próximo dia 29 de Novembro. O evento decorrerá no Pin Up Coffee Bar [Rua de Sá da Bandeira], no Porto, e apresenta no seu cartaz os Midnight Priest, Atomik Destruktor, Alcoholocaust, Omission [Esp] e Minotaur [Ale]. Os grandes destaques do seu cartaz vão para o regresso dos Minotaur a Portugal, 19 anos depois, e para apresentação da nova demo dos Omission – “V.P.A. – Violence Power Agressiveness”. O início dos espectáculos está marcado para as 21h00 e os bilhetes já estão à venda pelo e-mail sepulchral@hotmail.com a 12€. Friday, October 03, 2008
Entrevista Into Eternity
SARANDO FERIDASSe é por vezes comum falar-se em “guerreiros” no Heavy Metal, provavelmente Tim Roth será um dos maiores. O guitarrista e fundador dos canadianos Into Eternity viu nos últimos três anos desaparecer a sua mãe, pai e dois dos seus melhores amigos, os últimos três sucumbindo a um cancro. Como muitas vezes também acontece, principalmente com artistas, a maneira mais revitalizante de ultrapassar lúgubres e duros períodos é criando música. À semelhança do que havia acontecido com o anterior “The Scattering Of Ashes”, inspirado em parte pela morte da sua mãe, desta vez Roth concedeu ao seu novo trabalho a totalidade da dedicatória aos seus entes queridos recentemente falecidos. Inevitável é o sentimento forte e tocante que rodeia “The Incurable Tragedy” e que promete deixar também marca em quem o ouve. Musicalmente, a banda de Regina continua focada na sua mistura dinâmica e original de heavy metal clássico e progressivo em conjugação com a aspereza do death metal. O regresso de uma das bandas mais interessantes vindas do outro lado do Atlântico é aqui celebrado com o próprio Tim Roth que, entre outras coisas, conta como foram os últimos anos [muito difíceis] da sua vida.
"The Incurable Tragedy" é um disco, sobretudo, marcado por mudanças, não é assim?
Sim, ocorreram muitas mudanças em termos pessoais durante seu processo de composição. Várias mortes afectaram este álbum de uma forma intensa e estou certo de que teria soado diferente se tivesse sido criado em outras circunstâncias. Mas tenho a sensação de que era suposto as coisas serem assim. A banda também recebeu alguns membros novos, o que também teve impacto no resultado final.
Este álbum está carregado de valor e significado para si. Foi difícil compor e cumprir todos os seus compromissos enquanto lidava com uma situação tão pesarosa?
Passei por muitos estados de espírito como desespero, raiva e depressão. Senti-me extremamente stressado também, o que destroçou-me completamente. Consegue-se ouvir e sentir estas emoções quando ouvimos “The Incurable Tragedy”, pois tudo foi real e se passou ao mesmo tempo em que compunha o disco. Agora tenho a certeza de quais foram os piores tempos da minha vida. O meu sentido de humor alterava-se muitas vezes por dia e eu sentia-me horrível. Ainda hoje em dia sinto-me mal, embora muito melhor do que antes.
Pode-se considerar um autêntico “guerreiro”! Acredito também que se sinta bem por poder homenagear os seus entes queridos através daquilo que mais gosta de fazer – música.
Sem dúvida! Sinto-me bem por ter feito um “tributo” a três pessoas muito importantes na minha vida. Estes temas vão perdurar para além de nós todos! Compor e tocar era mesmo a única coisa que conseguia fazer e sobre a qual tinha controlo naquela altura.
Estou certo que não foi um acto deliberado o de se ter inspirado nestes acontecimentos para escrever um novo disco, mas ao mesmo tempo não sente que ao ter motivos tão fortes para escrever está a ajudar os seus discos a terem um sentimento mais verdadeiro?
Naquela altura não pensava em nada. Escrever música era apenas um escape para tentar manter o meu pensamento afastado destes trágicos acontecimentos. Isto traduziu-se em música e penso que se pode ouvir claramente as emoções que estão a ser transmitidas. Seria totalmente diferente tentar e forçar a escrita de uma balada acústica ou ao piano. Os temas lentos deste novo álbum são os meus preferidos. “The Incurable Tragedy” é a minha composição preferida de todas as que já escrevi. Espero que os fãs gostem dos nossos novos temas agora que estão finalmente nas lojas.
Acha que muitos dos álbuns que simplesmente contestam a política e os políticos são mais “plásticos” do que aqueles que reflectem sentimentos como os que o inspirou a escrever “The Incurable Tragedy”?Nunca escrevemos sobre política, mas não censuro nenhum músico que o escolha fazer. Música para mim tem a ver com arte e penso que lhe sobra espaço para todos escreverem o que realmente quiserem. A música actualmente está muito diferente, pois existem muitas bandas para ouvir… Eu entendo o que queres dizer. Penso que é importante haver verdadeira emoção na música que escrevemos, por isso não acho que os nossos álbuns soem “plásticos”. Mas entendo onde queres chegar – alguma da magia do Heavy Metal pode estar perdida hoje em dia.
Sendo que estes episódios trágicos foram vividos por si e não pelos seus companheiros, acredito que tenha assumido o comando da maior parte da composição do vosso novo álbum…
Realmente, a parte instrumental ficou mais a meu cargo, pois esta vem primeiro e só depois a lírica. O Justin escreveu a “Indignation” e metade da “Diagnosis Terminal” e quero continuar com este método no próximo álbum, embora colaborando mais com ele. O Stu e eu dividimos a tarefa de escrever as letras ao jeito do que fizemos no anterior “The Scattering Of Ashes”. A mãe do Stu tem cancro, daí que ele tenha sabido exactamente como transmitir as suas emoções. Não sou propriamente fã de escrever letras, por isso foi bom ter muita ajuda de novo.
“Indignation” será um tema que foca a fase em que vocês não aceitavam a trágica realidade que se abatia sobre vós?
A “Indignation” foi escrita pelo Stu. Queríamos que esta canção transmitisse a nossa ira e raiva em relação a esta situação e sentimos que ela era perfeita para isso. Todo o álbum submete a nossa “negação” perante a trágica realidade. A morte é uma coisa muito dura de se aceitar… Suponho que um certo nível de negação esteja envolvido com todo este assunto.
Este álbum marca a estreia do Steve e do Justin. Ao menos esta é uma boa notícia para vós… O que sente que vieram acrescentar aos métodos de trabalho dos Into Eternity?
O Justin e o Steve trabalharam muito nestes últimos dois anos em todas as tournées, vídeos, ensaios, viagens e na composição. Depois de todo esse tempo podemos, finalmente, ouvi-los num disco dos Into Eternity e sei que estão contentes por isso. Eles acabaram por fazer todas as tournées de apoio ao nosso álbum anterior. O Justin gosta de gravar, por isso foi-nos muito útil tanto na estrada como em estúdio. Ele é um músico sólido, com boa presença em palco e que está sempre disposto a aprender, o que é muito bom. O Steve é o único membro de nacionalidade americana na nossa formação, por isso tem que levar com umas piadas nossas de vez em quando! [risos] Ele é muito bom baterista. Tem excelentes pés e timming. O Steve está sempre a praticar, a aprender coisas novas com o seu kit e na sua mente está sempre a bateria. Penso que o Steve é o único músico com escola entre nós. Ele sabe tudo sobre ritmos e material fora de tempo. O início de “Spent Years Of Regret” tem um compasso muito fixe e foi ideia dele. Eu cheguei a contactar outros músicos, mas o Justin morava perto da nossa cidade o que tornava mais fácil a composição, gravação e os ensaios. Ele veio até minha casa, fizemos uma jam e depois, com a banda completa, fomos para a sala de ensaios tocar os nossos temas. Para a bateria o Steve mandou-nos um vídeo com ele a tocar a “Point Of Uncertainty” e estava arrasador. A partir daí, convidámo-lo a viajar até nós para fazer uma audição e saltámos pouco depois para a estrada para cumprirmos 200 espectáculos. Até agora o pessoal tem encaixado perfeitamente no universo Into Eternity.
Há pouco deu a atender que não tinha formação musical. Curiosamente, numa lição sua no Youtube diz a data altura: “Não vou falar de notas porque sou um músico que toca mais pelo sentimento”. Isto vem então comprovar que um músico tão evoluído como você não tem qualquer grau de formação musical?
No liceu tive aulas de música mas nessa altura eu já tocava guitarra. Eu até afinava todos os instrumentos para o meu professor. Durante o período que estive na escola tive três anos de aulas de música, mas eram aulas de apenas meia-hora por semana e o professor não estava apto a qualificar-me numa abordagem Heavy Metal que era a que realmente queria desenvolver. Eu mostrei-lhe o “Cowboys From Hell” em 1990 e ele não mo conseguia ensinar a tocar porque ele era um professor de guitarra country. A partir desse dia decidi que ia aprender sozinho e comprei cassetes de vídeo instrucionais e revistas de guitarra. Eu tinha uma paixão grande por aprender como fazer solos muito rápidos. Bandas como Testament, Metallica e Megadeth fizeram-me aperfeiçoar muito a criação de ritmos, mas eu queria também aprender a solar. Músicos como o Paulo Gilbert, Yngwie Malmsteen e Vinnie Moore ajudaram-me nesta área. Desde aí que toco de ouvido e deixo-me levar pelo sentimento. Se o que estiveres a compor te soar bem, então está tudo ok. O público quando ouvir a tua música vai sempre tecer alguns comentários negativos. Portanto, apenas liberto-me e deixo a música fluir.
Os Into Eternity já comprovaram ter uma sonoridade bastante eclética e que podem oferecer muitas surpresas a cada álbum que lançam. É isso que desejam que as pessoas sintam quando compram um álbum vosso?
A mensagem principal que queremos fazer passar aos nossos fãs é que se sintam seguros de que fizemos o nosso melhor para criar os nossos temas e que o nosso Heavy Metal vai ter sempre um toque próprio dos Into Eternity. Tocamos metal progressivo, melódico, com toques de death metal e metal clássico. Até agora, em dez anos de carreira e com cinco álbuns lançados, posso dizer que nunca mudámos demasiado o nosso som ao ponto de “assustar” as pessoas. O elemento que mudou mais foram as vozes. Agora temos o Stu com um alcance vocal ultra-amplo que nos permite elevar o nosso material a outra dimensão. A coisa boa na nossa banda é que damos liberdade a todos para tocarem qualquer género de música pesada. Ao mesmo tempo conseguimos abrandar as coisas com uma balada acústica se quisermos. É bom ter-se esse tipo de opinião enquanto compositor.
São, portanto, músicos muito interessados nas mais variadas vertentes do metal…
Todos os elementos dos Into Eternity gostam de tipos de metal diferentes. Se uma música for boa, então as hipóteses são altas de gostarmos. Todos temos a mente muito aberta. Num momento podemos estar a ouvir Dragonforce e no outro Necrophagist. São ambas as bandas muito fixes e diferentes uma da outra.
Com tanta tournée que têm feito nos últimos tempos acredito que tenham guardadas muitas filmagens. Já pensam na edição de um DVD?
A “Indignation” foi escrita pelo Stu. Queríamos que esta canção transmitisse a nossa ira e raiva em relação a esta situação e sentimos que ela era perfeita para isso. Todo o álbum submete a nossa “negação” perante a trágica realidade. A morte é uma coisa muito dura de se aceitar… Suponho que um certo nível de negação esteja envolvido com todo este assunto.
Este álbum marca a estreia do Steve e do Justin. Ao menos esta é uma boa notícia para vós… O que sente que vieram acrescentar aos métodos de trabalho dos Into Eternity?
O Justin e o Steve trabalharam muito nestes últimos dois anos em todas as tournées, vídeos, ensaios, viagens e na composição. Depois de todo esse tempo podemos, finalmente, ouvi-los num disco dos Into Eternity e sei que estão contentes por isso. Eles acabaram por fazer todas as tournées de apoio ao nosso álbum anterior. O Justin gosta de gravar, por isso foi-nos muito útil tanto na estrada como em estúdio. Ele é um músico sólido, com boa presença em palco e que está sempre disposto a aprender, o que é muito bom. O Steve é o único membro de nacionalidade americana na nossa formação, por isso tem que levar com umas piadas nossas de vez em quando! [risos] Ele é muito bom baterista. Tem excelentes pés e timming. O Steve está sempre a praticar, a aprender coisas novas com o seu kit e na sua mente está sempre a bateria. Penso que o Steve é o único músico com escola entre nós. Ele sabe tudo sobre ritmos e material fora de tempo. O início de “Spent Years Of Regret” tem um compasso muito fixe e foi ideia dele. Eu cheguei a contactar outros músicos, mas o Justin morava perto da nossa cidade o que tornava mais fácil a composição, gravação e os ensaios. Ele veio até minha casa, fizemos uma jam e depois, com a banda completa, fomos para a sala de ensaios tocar os nossos temas. Para a bateria o Steve mandou-nos um vídeo com ele a tocar a “Point Of Uncertainty” e estava arrasador. A partir daí, convidámo-lo a viajar até nós para fazer uma audição e saltámos pouco depois para a estrada para cumprirmos 200 espectáculos. Até agora o pessoal tem encaixado perfeitamente no universo Into Eternity.
Há pouco deu a atender que não tinha formação musical. Curiosamente, numa lição sua no Youtube diz a data altura: “Não vou falar de notas porque sou um músico que toca mais pelo sentimento”. Isto vem então comprovar que um músico tão evoluído como você não tem qualquer grau de formação musical?No liceu tive aulas de música mas nessa altura eu já tocava guitarra. Eu até afinava todos os instrumentos para o meu professor. Durante o período que estive na escola tive três anos de aulas de música, mas eram aulas de apenas meia-hora por semana e o professor não estava apto a qualificar-me numa abordagem Heavy Metal que era a que realmente queria desenvolver. Eu mostrei-lhe o “Cowboys From Hell” em 1990 e ele não mo conseguia ensinar a tocar porque ele era um professor de guitarra country. A partir desse dia decidi que ia aprender sozinho e comprei cassetes de vídeo instrucionais e revistas de guitarra. Eu tinha uma paixão grande por aprender como fazer solos muito rápidos. Bandas como Testament, Metallica e Megadeth fizeram-me aperfeiçoar muito a criação de ritmos, mas eu queria também aprender a solar. Músicos como o Paulo Gilbert, Yngwie Malmsteen e Vinnie Moore ajudaram-me nesta área. Desde aí que toco de ouvido e deixo-me levar pelo sentimento. Se o que estiveres a compor te soar bem, então está tudo ok. O público quando ouvir a tua música vai sempre tecer alguns comentários negativos. Portanto, apenas liberto-me e deixo a música fluir.
Os Into Eternity já comprovaram ter uma sonoridade bastante eclética e que podem oferecer muitas surpresas a cada álbum que lançam. É isso que desejam que as pessoas sintam quando compram um álbum vosso?
A mensagem principal que queremos fazer passar aos nossos fãs é que se sintam seguros de que fizemos o nosso melhor para criar os nossos temas e que o nosso Heavy Metal vai ter sempre um toque próprio dos Into Eternity. Tocamos metal progressivo, melódico, com toques de death metal e metal clássico. Até agora, em dez anos de carreira e com cinco álbuns lançados, posso dizer que nunca mudámos demasiado o nosso som ao ponto de “assustar” as pessoas. O elemento que mudou mais foram as vozes. Agora temos o Stu com um alcance vocal ultra-amplo que nos permite elevar o nosso material a outra dimensão. A coisa boa na nossa banda é que damos liberdade a todos para tocarem qualquer género de música pesada. Ao mesmo tempo conseguimos abrandar as coisas com uma balada acústica se quisermos. É bom ter-se esse tipo de opinião enquanto compositor.
São, portanto, músicos muito interessados nas mais variadas vertentes do metal…
Todos os elementos dos Into Eternity gostam de tipos de metal diferentes. Se uma música for boa, então as hipóteses são altas de gostarmos. Todos temos a mente muito aberta. Num momento podemos estar a ouvir Dragonforce e no outro Necrophagist. São ambas as bandas muito fixes e diferentes uma da outra.
Com tanta tournée que têm feito nos últimos tempos acredito que tenham guardadas muitas filmagens. Já pensam na edição de um DVD?
Realmente, temos muitas filmagens guardadas ao longo dos anos, inclusive do nosso primeiro concerto em 1996. Contudo, encontra-se em formato bootleg, pois não dispúnhamos de câmaras profissionais e em quantidade suficiente. Editar um DVD foi algo que sempre desejei fazer e espero que o consigamos concretizar algum dia com qualidade profissional. Seria muito bom conseguirmos também lançar o nosso próximo trabalho e todos os nossos “hits”! [risos]
Para quando se perspectiva o vosso regresso à Europa?
Começámos a ir à Europa em 2001, altura em que percorremos 20 países. A nossa última tournée aí foi com os Kataklysm já há quatro anos. Todos os anos temos tocado nos Estados Unidos e Canadá, excepto quando fomos ao Japão já este ano. O nosso plano é regressar à Europa em 2009. Esperamos mesmo que isso se concretize porque, realmente, já faz muito tempo que aí não tocamos.
Para fechar a questão dos problemas que lhe tem afectado: alguma vez lhe passou pela cabeça ajudar instituições que lutam contra o cancro?
Para quando se perspectiva o vosso regresso à Europa?
Começámos a ir à Europa em 2001, altura em que percorremos 20 países. A nossa última tournée aí foi com os Kataklysm já há quatro anos. Todos os anos temos tocado nos Estados Unidos e Canadá, excepto quando fomos ao Japão já este ano. O nosso plano é regressar à Europa em 2009. Esperamos mesmo que isso se concretize porque, realmente, já faz muito tempo que aí não tocamos.
Para fechar a questão dos problemas que lhe tem afectado: alguma vez lhe passou pela cabeça ajudar instituições que lutam contra o cancro? Temos feito alguns concertos de beneficiência para uma instituição de caridade local chamada “The Band Of Brothers”. Eles dão dinheiro e outras coisas a famílias que enfrentam problemas com o cancro. O dinheiro pode ser um grande problema uma vez que as famílias com pessoas cancerosas não trabalham, pois estão no hospital a cuidar das pessoas que mais gostam. Eu doei a minha guitarra Ibanez para leilão para ajudar o Danny Stephenson [amigo muito chegado de Tim que faleceu em Novembro de 2006 com cancro] e a sua família. Eu tentarei sempre ajudar na medida das minhas capacidades e quando puder.
E para despedida resta-me dizer-lhe que nos Açores existem muitos fãs dos Into Eternity!
A eles endereço um grande abraço! Obrigado pelo apoio. Keep it Metal!
E para despedida resta-me dizer-lhe que nos Açores existem muitos fãs dos Into Eternity!
A eles endereço um grande abraço! Obrigado pelo apoio. Keep it Metal!
Nuno Costa
Lusitânia de Peso Metal Fest III - Amanhã em Valadares
É já amanhã, dia 4 de Outubro, que decorre a terceira edição do festival Lusitânia de Peso, autoria dos responsáveis pelo site nacional com o mesmo nome [www.lusitaniadepeso.wordpress.com] Do seu cartaz fazem parte os Urban War, Pressure, Dethmor, Decayed e Theriomorphic. Desde a apresentação dos novos álbuns de Decayed e Theriomorphic, “The Black Metal Flame” e “The Beast Brigade”, respectivamente, à estreia da nova formação dos Dethmor e às prestações das jovens bandas Urban War e Pressure, estes últimos finalistas do concurso Friday Rock Sessions, o Lusitânia de Peso Metal Fest III atrai para si suficientes motivos de interesse para que todos se desloquem já amanhã ao Orfeão de Valadares. Os espectáculos terão início às 21h00 e o bilhete custa 7€. Monday, September 29, 2008
Bracara Extreme Fest 2008 - Em sessão quádrupla
Este ano um dos festivais mais extremos de Portugal, o Bracara Extreme Fest, volta à Junta de Freguesia de Panoias, em Braga, desta vez para uma autêntica jornada de peso que vai atravessar os três próximos meses. Assim sendo, o primeiro set do festival decorre no dia 4 de Outubro com a presença dos Atomik Destruktor, Insanus, Spitting Red, Black Bombaim e Reltih. No mês de Novembro a sessão será dupla, a 14 e 15, com os préstimos dos Endamage, Chamber Spins, Legends Of Man, Budhi e Freedom. Em Dezembro, o festival despede-se no dia 6 com actuações dos Hypothalamus Abyss, Decay, Vai-te Foder, Supa Scoopa e Subcaos. Os ingressos para cada sessão do festival custa 5€. Mais informações em www.bracaraextremefest.pt.vu ou www.myspace.com/bracaraextremefest. Saturday, September 27, 2008
Anomally - "Once In Hell..." lançado a 31 de Outubro
Foi finalmente revelada a data de lançamento para “Once In Hell…”, disco de estreia dos terceirenses Anomally. 31 de Outubro verá mais uma banda açoriana atingir a difícil marca da gravação de um álbum, sendo que o momento será celebrado com um concerto na ilha Terceira ainda por designar. Também a capa de “Once In Hell…” foi revelada no Myspace da banda, o qual foi também alvo de remodelação. A autoria do design é de Tiago Alves e a fotografia de Cátia Guimarães e Joana Branco. Também no Myspace estão disponíveis dois novos temas do grupo de death/goth/core de Angra do Heroísmo, bem como o segundo capítulo do studio report de "Once In Hell...". Friday, September 26, 2008
Crushing Sun + EAK + Equaleft - Novembro no Indycat Piano Bar
No dia 22 de Novembro o Indycat Piano Bar em Gondomar [Medas] recebe as actuações dos Crushing Sun, EAK e Equaleft a partir das 22h30. Três promissores nomes do Metal nacional desfilarão temas com base em trabalhos como “Bipolar” – split CD com Crushing e EAK lançado recentemente pela Major Label Industries – e na demo “As The Irony Prevails” dos Equaleft a lançar já no próximo mês de Novembro. O ingresso custa 3€ [com cerveja a 0,80€]. Esta é uma organização Indycat Piano Bar e SM. Thursday, September 25, 2008
Review
ENDAMAGE
Os Endamage formados em Braga, em finais de 2004, são um jovem quarteto que pratica death metal melódico numa fórmula já muito bem conhecida e exercitada, mas que, ainda assim, pelo seu balanço e atendendo à juventude do projecto e dos seus participantes, podemos dizer que começaram bem. É que a coesão sente-se, desde a gravação [a cargo do já inevitável Daniel Cardoso] à execução dos instrumentos. A composição é sólida mas peca, como já devem adivinhar, pela originalidade. Contudo, este é um aspecto já muito subjectivo de se invocar, porque os próprios percursores deste género raramente se demovem um milímetro que seja das suas raízes ao longo das suas longas carreiras e extensas discografias.
Esperando apenas que haja um espaço fraccionário em que se possam intrometer, os Endamage lançam-se com um trabalho consistente e garantem capacidades que lhes dão base para almejar objectivos interessantes. Se hoje em dia há uma facilidade enorme de as coisas se globalizarem, o death metal melódico, já há muito promulgado e massificado, em Portugal parece agora capaz de criar um nicho com alguma relevância. Pelo menos por cá, os Endamage ainda têm toda a possibilidade de ocupar um lugar de destaque, resta saber como as coisas vão decorrer além-fronteiras. [7/10] N.C.
Estilo: Death Metal Melódico
"Apotheosis”
[EP – Edição de autor]
O primeiro trabalho de uma banda tem sempre um significado acrescido, quer em termos emocionais [para os seus autores] ou conjecturais, embora não defina um futuro mas que pode revelar características fulcrais e descortinar facilmente o potencial de um artista e sua validade. Da forma que a indústria musical se tornou num espaço de disputa “selvática” em busca de um lugar de destaque, em que só sobrevivem aqueles que realmente têm muito mérito próprio, às vezes nem há tempo para erros e “mata-se” logo à nascença algo que ainda poderia florescer e revelar interessantes "aromas". É, portanto, importante começar-se bem.
O primeiro trabalho de uma banda tem sempre um significado acrescido, quer em termos emocionais [para os seus autores] ou conjecturais, embora não defina um futuro mas que pode revelar características fulcrais e descortinar facilmente o potencial de um artista e sua validade. Da forma que a indústria musical se tornou num espaço de disputa “selvática” em busca de um lugar de destaque, em que só sobrevivem aqueles que realmente têm muito mérito próprio, às vezes nem há tempo para erros e “mata-se” logo à nascença algo que ainda poderia florescer e revelar interessantes "aromas". É, portanto, importante começar-se bem. Os Endamage formados em Braga, em finais de 2004, são um jovem quarteto que pratica death metal melódico numa fórmula já muito bem conhecida e exercitada, mas que, ainda assim, pelo seu balanço e atendendo à juventude do projecto e dos seus participantes, podemos dizer que começaram bem. É que a coesão sente-se, desde a gravação [a cargo do já inevitável Daniel Cardoso] à execução dos instrumentos. A composição é sólida mas peca, como já devem adivinhar, pela originalidade. Contudo, este é um aspecto já muito subjectivo de se invocar, porque os próprios percursores deste género raramente se demovem um milímetro que seja das suas raízes ao longo das suas longas carreiras e extensas discografias.
Esperando apenas que haja um espaço fraccionário em que se possam intrometer, os Endamage lançam-se com um trabalho consistente e garantem capacidades que lhes dão base para almejar objectivos interessantes. Se hoje em dia há uma facilidade enorme de as coisas se globalizarem, o death metal melódico, já há muito promulgado e massificado, em Portugal parece agora capaz de criar um nicho com alguma relevância. Pelo menos por cá, os Endamage ainda têm toda a possibilidade de ocupar um lugar de destaque, resta saber como as coisas vão decorrer além-fronteiras. [7/10] N.C.
Estilo: Death Metal Melódico
Wednesday, September 24, 2008
Entrevista Dagoba
CONQUISTANDO O ATLÂNTICOEm vésperas de lançar o seu terceiro longa-duração, os franceses Dagoba aguardam com enorme expectativa aquele que será, por ventura, o seu álbum da afirmação. Prevendo-se com um som mais maduro, pesado e ao mesmo tempo melódico e sinfónico – como se pode já verificar pelas amostras no Myspace - “Face The Colossus” trar-nos-á de volta a banda de Marselha que deixou óptima impressão com o anterior “What Hell Is About” e também com a sua estreia em Portugal, precisamente em S. Miguel, Açores, no passado mês de Julho. É também em grande parte pelo rescaldo dessa experiência que contactámos Franky Constanza, o virtuoso baterista do grupo.
Passaram-se sensivelmente dois meses desde o vosso concerto nos Açores... Há alguma memória especial sobre essa viagem?
Sim, temos muito boas memórias e guardamos momentos fantásticos deste espectáculo. Não é piada se disser que esta foi a melhor viagem da nossa carreira! Foi como umas férias para nós, tudo foi perfeito. Foi um grande prazer tocar num sítio tão bonito como os Açores. Todas as pessoas da organização foram muito simpáticas connosco e o público foi incrível! O “after-partie” foi também um grande momento. Beber cerveja e conversar sobre Metal com todas as pessoas que vão aos nossos concertos é o meu hobbie favorito! [risos] Divertimo-nos muito e toda a banda tem grande vontade de regressar.
Os Açores são uma região, naturalmente, algo isolada. Conseguiu discernir algumas características sócio-culturais próprias que lhe tivessem chamado a atenção?
No fundo, não encontrei características diferentes da cultura francesa e europeia. Todas as pessoas que conheci eram muito amigáveis e de mente aberta. Os Stampkase e os Oppressive, por exemplo, partilham as mesmas influências que nós, os mesmos ídolos e a mesma paixão pela música pesada. Apreciámos a simpatia de todas as pessoas do festival, o seu sentido hospitaleiro e a fúria dos “metalheads”! Como disse, sentimo-nos em férias! Estamo-vos muito agradecidos.
Embora o mercado local seja limitado, acabou por ter a resposta que esperava do público?
Sim, o público foi muito receptivo e muitos metalheads estavam a cantar os nossos temas! Foi fantástico para nós. Estávamos tão longe de França, mas sentimo-nos em casa. O Metal é universal, de facto. O público deu-nos a energia que precisávamos para rockar! É muito excitante quando assim é e isso faz-nos querer dar o máximo para agradar ainda mais o público. O final do concerto foi também muito divertido, com o público a invadir o palco para nos tocar e nos dar os parabéns. É uma memória excelente.
Acredito que a vossa relação com os Açores fortaleceu-se bastante com esta experiência. A ideia de regressar também para umas férias seria interessante?
Sim, sem dúvida, seria um prazer regressar aos Açores para férias. Gosto da vossa linda ilha, do clima, do mar, das bonitas raparigas, especialmente as do Blue Light Bar! [risos] Para além disso, o pessoal dos Stampkase, Hatin’ Wheeler e Tolerance 0 disseram-me que os lugares mais bonitos da ilha são fora da cidade… Tenho que os conhecer! Tenho realmente muita vontade voltar aos Açores… e tu poderás ser o meu guia! [risos]
O facto deste concerto ter implicado uma viagem de avião – o que normalmente não acontece convosco – ainda mais para o meio do Atlântico, rumo a uma ilha “misteriosa” que muitos não conhecem ou sequer ouviram falar, tornou este episódio na vossa carreira ainda mais marcante?Foi muito excitante! Como disseste, costumamos viajar de autocarro para as actuações e esta foi a nossa mais longa viagem de avião para um espectáculo. Pessoalmente, foi a viagem mais longa que fiz! Estava muito curioso acerca deste “misterioso” sítio no meio do Atlântico. Tinha imagens de paisagens estonteantes, vales muito calmos, crateras vulcânicas, lagos, lendas de piratas… Esta experiência foi mais do que um concerto!
Pelas reacções que tive posso-lhe dizer que o público local adorou também a sua forma de tocar, ficando completamente de queixo caído com a sua técnica! A ideia de editar um DVD instrucional creio que é boa…
Muito obrigado pelas palavras! Foi um grande prazer conhecer-vos a todos. Eu tento fazer o meu melhor na bateria e fico muito contente que as pessoas tenham gostado da minha forma de tocar. Tenho grande paixão por este instrumento e toco todos os dias com o intuito de me aperfeiçoar. Eu penso que vou editar um DVD no próximo ano com todos os elementos que aprecio na forma de tocar Metal moderno: rapidez, resistência, pedal duplo, rodopios de baquetas, etc! [risos] Não é muito instrutivo mas é divertido!
Relativamente ao novo disco dos Dagoba, já se passaram praticamente quatro meses desde que foi gravado. Como se têm sentido desde então? Ansiosos?
Não nos sentimos ansiosos, mas sim impacientes por o álbum não estar ainda nas lojas. Sairá no dia 10 de Outubro e queremos realmente partilhá-lo com a comunidade “Metal” e receber as suas reacções. Esperamos que “Face The Colossus” agrade e toque muitas pessoas.
Esta foi a segunda vez que trabalharam em estúdio com o Tue Madsen. Foi, por isso, mais fácil saber como chegar ao som certo para este disco?
Sim, foi realmente mais rápido e fácil trabalhar em estúdio para este disco. Actualmente, o Tue e nós estamos mais próximos e ele percebe muito bem e rapidamente o que queremos fazer e como queremos soar. O Tue é perfeccionista e tem os seus pequenos segredos e técnicas, e isso agrada-nos. Nós temos a mesma ideia do que é um “grande som” e assim as coisas resultam perfeitamente.
Tanto quanto sei, vão manter todas as características dos Dagoba no vosso novo disco, embora elevando-o a um novo patamar – mais melódico e mais extremo quando requerido. Esta é uma observação com sentido?
Significa uma evolução natural para os Dagoba. Simplesmente, compusemos novos temas sem compromisso. Mantivemos todas as características da banda: tempos rápidos, ritmos sólidos, pedal duplo, alguns riffs à black metal, samples com uma maior dimensão melódica, etc.
Numa observação geral, “Face The Colossus” é um passo em frente em termos criativos e técnicos?Penso que é um novo passo em termos criativos. Não somos grandes fãs de “pura” técnica, apenas queremos estar aptos a tocar o que temos dentro das nossas cabeças. Empregamos apenas a técnica suficiente que os temas pedem. Este novo álbum é mais atmosférico e a presença de samples, violinos e teclados ganha maior importância. O tema intitulado “The World In Between” é o mais calmo que alguma vez compusemos – é como que uma balada de Metal. Vão encontrar ainda mais vozes melódicas em “Face The Colossus… Espero que gostem!
Porquê o título “Face The Colossus”?
Na capa do álbum nós somos o pequeno soldado enfrentando o grande colosso. É um conceito de desafio. A ideia que tentamos transmitir é a de que devemos dar sempre o melhor de nós próprios para atingirmos os nossos objectivos. Se nos sentimos determinados a cumprir os nossos objectivos, consegui-lo-emos! Embora alguns sejam complicados de atingir, nada é impossível.
Foi mais rápido ou fácil compor “Face The Colossus” atendendo a que podem estar extra-motivados pela boa recepção que teve “What Hell Is About”?
Sim, este novo disco teve um processo de composição muito rápido. Nós já temos certos mecanismos de trabalho que facilitam essa tarefa. Sabemos como compor um tema para Dagoba e como empregar diversidade aos nossos discos. Sentimo-nos muito motivados para lançar o sucessor de “What Hell Is About”! Existe uma pequena pressão, no entanto. Temos que nos sair melhor do que antes… e rápido! De momento, estamos muito entusiasmados, mas ao mesmo tempo impacientes para promover “Face The Colossus” na estrada.
Existe algum novo objectivo a atingir com este disco? Talvez tocar nos Estados Unidos?
Sim, tocar nos Estados Unidos é uma prioridade no nosso calendário do próximo ano. Será a nossa primeira vez e sabemos que “Face The Colossus” é o álbum certo no momento certo na nossa carreira para nos apresentarmos aos fãs norte-americanos.
Como se descrevem como músicos, actualmente, depois de uns últimos anos intensos na estrada e a gravar álbuns? As vossas vidas mudaram muito de alguma maneira?
Penso que nos tornamos melhores músicos, com mais experiência pela longa vida na estrada, mas nada mudou verdadeiramente nas nossas vidas. De momento, o melhor mesmo é não termos que ter um emprego a par da banda. Sentimo-nos extremamente privilegiados por só termos que pensar em música. Esta foi a grande mudança nas nossas vidas nos últimos dois anos. É muito difícil ganhar dinheiro suficiente para sobrevivermos, muito mais na indústria do Metal, por isso sentimo-nos muito felizes por ter essa oportunidade. Não ambicionamos ser ricos, apenas ganhar o suficiente para continuarmos a nossa aventura musical.
A França recebe-vos bem? Será que tem a noção de que vocês são um símbolo nacional para o resto do mundo?
Somos muito acarinhados em França mas não creio que tenham a noção de que somos “um símbolo nacional para o resto do mundo”. Contudo, sinto-me lisonjeado por essas palavras. Em França apenas se sabe que os Dagoba começaram a tocar cada vez mais fora do seu país. Também é verdade que temos muitos fãs fiéis em França, na Suiça, Bélgica e Holanda e é um grande prazer vê-los em todos os espectáculos. Esses fãs “die-hard” acreditam que os Dagoba vão ser a “next big thing”. Por eles, sentimo-nos muito honrados. Eles querem, verdadeiramente, ver os Dagoba nos maiores palcos do mundo e, da nossa parte, fazemos o melhor possível para que isso aconteça.
A poucos dias do lançamento de “Face The Colossus” como se têm ocupado? Ensaiando arduamente?
Estamos a trabalhar na nossa nova tracklist de forma a que seja composta pelos melhores temas dos nossos três discos. Estou mesmo ansioso por subir ao palco novamente. Estar em estúdio é bom, mas estar em palco é incrível! Conhecer todos os nossos fãs é um dos meus maiores prazeres. Vamos primeiro fazer uma grande tournée em França, depois partimos para o resto da Europa com um grande cabeça-de-cartaz e depois vamos aos Estados Unidos. Prevemos estar um ano na estrada. As nossas expectativas são as de conseguir divertir o público e a nós próprios no palco.
Entretanto, vai ser difícil conciliar os Dagoba com a sua banda de black metal que partilha com o Izakar – Blazing War Machine…Sim, sabemos que vai ser difícil conciliar as duas bandas, mas sentimo-nos muito motivados com os Blazing War Machine também, por isso faremos esforços para encontrar o tempo que precisamos para lançar o seu primeiro álbum, possivelmente no final de 2009. É um projecto mais épico, obscuro, sinfónico… mais visual, mais black metal! Com eles só tocámos no Hellfest este ano, mas depositamos grande esperança nesta banda.
Nuno Costa
Monday, September 22, 2008
Especial Prophecy Of Death
DE REGRESSO 1993 demarcou a criação de uma das mais importantes insígnias do metal extremo açoriano da década passada – os Prophecy Of Death. A banda fundada por João Ferreira [voz], Paulo Sousa [guitarra], Nélio Tavares [guitarra], Marco Cabral [baixo] e Mário Bulhões [bateria] traçou um percurso de reconhecimento, dentro e fora de portas, assinalável, com um som pútrido, prosperando aos poucos para uma sonoridade com reservas a alguma melodia. “Beyond Darkness” e “Honour” são os nomes das duas demo-tapes da sua carreira, às quais acrescentamos três promo-tracks [a mais importante delas “Punished”, gravada em virtude da sua participação no Concurso Novas Ondas 98] e duas demos ao vivo.
Apesar de inúmeras menções em revistas, zines e Rádios nacionais e europeias, o verdadeiro auge da banda é atingido quando viajam a Barroselas, em 2000, para actuarem no SWR – Barroselas Metal Fest, onde estiveram ao lado de bandas como Aborted, Sinister, Purgatory, Pandemia e Symanrath. Perante este cenário auspicioso, ninguém esperaria que o colectivo, já com Nélio Tavares a acumular funções de vocalista, Paulo Andrade no baixo e Miguel Pacheco na bateria, viria a cessar actividades em 2001. Os Açores perdiam assim um dos seus símbolos do underground, num altura em que já se antevia a gravação do seu álbum de estreia e já se suscitava interesse de selos estrangeiros em editá-lo.
Entretanto, e como é cada vez mais difícil dar por definitivo o desaparecimento de uma banda, surpreendentemente, ou não, até porque a banda há alguns meses tinha dado sinal de vir a regressar a actividades de estúdio, o grupo micaelense está de volta para actuar no festival October Loud, no dia 18 de Outubro no Salão Paroquial de S. José, em Ponta Delgada. Por esta razão não perdemos a oportunidade de trocar algumas palavras com o baixista Paulo Andrade.
Em termos anímicos, o que representa esta reunião para os membros dos Prophecy Of Death?
Esta reunião representa algo de muito bom para nós. Era algo que gostaríamos de fazer já há muito tempo mas nunca tinha passado de um simples desejo por parte de alguns membros da banda. Acho que esta reunião avizinha uma grande fase para os Prophecy Of Death. O regresso aos palcos tomou contornos mais sérios quando a organização do October Loud falou connosco a convidar-nos para fazermos parte do cartaz deste ano do festival. De resto, foi uma questão de trocar ideias com os meus ex-colegas e todos acharam uma óptima ideia.
Devem imaginar o entusiasmo que este regresso está a gerar junto, principalmente, dos fãs antigos do grupo. Espera que entrega seja a mesma que a de antes?
Imaginamos, sim, o entusiasmo de muita gente neste momento, visto que não actuamos há oito anos e há muitas pessoas que nunca nos viram ao vivo. Estamos todos um pouco ansiosos pelo concerto.
Apesar de inúmeras menções em revistas, zines e Rádios nacionais e europeias, o verdadeiro auge da banda é atingido quando viajam a Barroselas, em 2000, para actuarem no SWR – Barroselas Metal Fest, onde estiveram ao lado de bandas como Aborted, Sinister, Purgatory, Pandemia e Symanrath. Perante este cenário auspicioso, ninguém esperaria que o colectivo, já com Nélio Tavares a acumular funções de vocalista, Paulo Andrade no baixo e Miguel Pacheco na bateria, viria a cessar actividades em 2001. Os Açores perdiam assim um dos seus símbolos do underground, num altura em que já se antevia a gravação do seu álbum de estreia e já se suscitava interesse de selos estrangeiros em editá-lo.
Entretanto, e como é cada vez mais difícil dar por definitivo o desaparecimento de uma banda, surpreendentemente, ou não, até porque a banda há alguns meses tinha dado sinal de vir a regressar a actividades de estúdio, o grupo micaelense está de volta para actuar no festival October Loud, no dia 18 de Outubro no Salão Paroquial de S. José, em Ponta Delgada. Por esta razão não perdemos a oportunidade de trocar algumas palavras com o baixista Paulo Andrade.
Em termos anímicos, o que representa esta reunião para os membros dos Prophecy Of Death?
Esta reunião representa algo de muito bom para nós. Era algo que gostaríamos de fazer já há muito tempo mas nunca tinha passado de um simples desejo por parte de alguns membros da banda. Acho que esta reunião avizinha uma grande fase para os Prophecy Of Death. O regresso aos palcos tomou contornos mais sérios quando a organização do October Loud falou connosco a convidar-nos para fazermos parte do cartaz deste ano do festival. De resto, foi uma questão de trocar ideias com os meus ex-colegas e todos acharam uma óptima ideia.
Devem imaginar o entusiasmo que este regresso está a gerar junto, principalmente, dos fãs antigos do grupo. Espera que entrega seja a mesma que a de antes?
Imaginamos, sim, o entusiasmo de muita gente neste momento, visto que não actuamos há oito anos e há muitas pessoas que nunca nos viram ao vivo. Estamos todos um pouco ansiosos pelo concerto.
E quanto a uma nova geração de público, como acha que poderão reagir ao trabalho dos Prophecy Of Death?
Acho que esta nova geração de público é bastante acessível e são dignos headbangers. Acredito que vão reagir bastante bem ao nosso concerto.
Este espectáculo está a ser preparado com especial afinco? Preparam algo mais do que um “simples” revisitar de fundo de catálogo?
Sim, é bastante por aí. Vamos revisitar a Era de 98, altura em que lançámos o nosso último registo, “Punished”, visto que não ensaiámos nem produzimos nada há praticamente oito anos, daí irmos tocar o mesmo set que tocámos no nosso último concerto que aconteceu no Morbid X Fest, em 2000.
A pergunta é inevitável… Este concerto poderá ser um incitamento ao regresso efectivo da banda?
Esta pergunta é-nos feita por toda gente que já sabe que vamos voltar ao vivo… Sim, claro, este será um grande incentivo para fazermos algo mais no futuro e esperamos voltar ao activo. Contudo, vamos deixar isso para depois do concerto e ver como as coisas se vão passar.
Depreende-se que a formação que vai compor esta reunião seja a original, com excepção do baterista...
Acho que esta nova geração de público é bastante acessível e são dignos headbangers. Acredito que vão reagir bastante bem ao nosso concerto.
Este espectáculo está a ser preparado com especial afinco? Preparam algo mais do que um “simples” revisitar de fundo de catálogo?
Sim, é bastante por aí. Vamos revisitar a Era de 98, altura em que lançámos o nosso último registo, “Punished”, visto que não ensaiámos nem produzimos nada há praticamente oito anos, daí irmos tocar o mesmo set que tocámos no nosso último concerto que aconteceu no Morbid X Fest, em 2000.
A pergunta é inevitável… Este concerto poderá ser um incitamento ao regresso efectivo da banda?
Esta pergunta é-nos feita por toda gente que já sabe que vamos voltar ao vivo… Sim, claro, este será um grande incentivo para fazermos algo mais no futuro e esperamos voltar ao activo. Contudo, vamos deixar isso para depois do concerto e ver como as coisas se vão passar.
Depreende-se que a formação que vai compor esta reunião seja a original, com excepção do baterista...
No lugar do Miguel vai estar o Flávio, baterista dos Zymosis e Duhkrista, que é um grande baterista
Nuno Costa
Friday, September 19, 2008
Review
URSKUMUG
“Am Nodr”
[CD – Ledo Takas]
“Am Nodr”
[CD – Ledo Takas]
Sendo os países bálticos pouco representativos em termos de Metal extremo, nunca deixa, por isso, de ser curioso cruzar conhecimento com projectos forjados no seu underground. Desta feita a atenção vai para o segundo álbum dos Urskumug, banda de Riga, na Lituânia, formada em 2001 e que carrega consigo uma filosofia pagã contígua a um black metal fortemente evocativo das raízes norueguesas.“Am Nodr” é pródigo em ambientes frios e ancestrais o que leva a banda a assumir um visual deliberadamente tribal ao vivo. Tão retro quanto propenso a algum experimentalismo, os Urskumug revelam-se como um colectivo de mente aberta e ciente de que não será por obstinações conservadoras que este trio de leste vai fazer vincar a sua arte. O mérito está no equilíbrio dos universos que aqui se cruzam, sem nunca serem demasiadamente radicais ou capazes de gerar qualquer choque de conceitos. Até porque projectos como Enslaved ou Negura Bunget já provaram que o black metal pode ser também sinónimo de evolução e não necessariamente um estilo que tem que manter-se na “pureza” das suas raízes.
Aqui sentir-se-á a pútrida essência do black metal, com seus riffs gélidos e blast beats rápidos e em proporção suficiente para não deixar qualquer “extremista” desiludido, mas ao mesmo tempo a maior característica da banda estará na forma até algo progressiva como aplica os seus teclados, ora mais psicadélicos, ora mais folclóricos mas nunca se tornando sinfónicos, e também na aplicação de alguns [poucos] efeitos que trazem alguma modernidade a este conjunto de temas. Também alguns excertos de falas em lituano ajudam grandemente a sentirmo-nos embebidos na peculiar cultura báltica.
A tudo isso só falta juntar algumas quebras interessantes e imprevisíveis nas suas composições e um ou outro riff mais balançado e moderno. A qualidade da gravação é também uma grande mais-valia para este trabalho que assim ganha mais peso e uma perceptibilidade indispensável. “Am Nord” acaba por ser, feito um balanço final, uma agradável surpresa já que mostra uma banda desperta para as necessidades de contornar a animosidade perante tudo o que ameace espoliar as regras primordiais do black metal estando ao mesmo tempo muito longe de se revelar um filho bastardo desta corrente reconhecidamente nórdica. [8/10] N.C.
Estilo: Black/Pagan Metal
Discografia:
- “Pareja” [CD 2004]
- “Am Nodr” [CD 2006]
- “Passover” [CD 2007]
www.myspace.com/tribalblackmetal
Thursday, September 18, 2008
My Eyes Inside - Álbum de estreia em fase de masterização
“What Do You Mean, Justice?”, o álbum de estreia dos portuenses My Eyes Inside, está neste momento em fase de masterização nos Ultrasound Studios, em Braga, com Daniel Cardoso. O disco foi gravado, misturado e produzido por Diogo Oliveira e pelos My Eyes Inside nos Estúdios Sá da Bandeira. “What Do You Mean, Justice?” é composto por nove temas e será lançado ainda este ano. Nas palavras do guitarrista Hélder Bernardo “este é um álbum um pouco diferente do que se tem feito por cá; é longo e dentro do próprio álbum as músicas mudam de estilo e andamento”. O músico garante ainda que “até agora as críticas têm sido bastante positivas”, embora não saiba, no geral, qual vai ser a reacção das pessoas. Na próxima semana, a banda prevê disponibilizar alguns temas do seu primeiro álbum no seu Myspace renovado e inaugurar o seu site. Wednesday, September 17, 2008
Gwydion - Em Cacilhas e Guimarães antes da Europa
Os folk black metallers lisboetas Gwydion têm as suas próximas datas em Portugal agendadas para os dias 26 e 27 de Setembro no Man’s Ruin Bar, em Cacilhas, com os Ravenage [Ing], Insaniae e Darkside Of Innocence e no Berço Fest no Teatro S. Mamede, em Guimarães, também ao lado dos Ravenage e Insaniae aos que se lhe acrescentam os Wokini e Azagatel. Depois disso, a banda parte, em Outubro, para uma série de 18 datas pela Europa inseridas na Ragnarok Aaskereia European Tour, digressão exclusivamente dedicada às sonoridades folk e pagãs e em que se contam nomes como Týr, Hollenthon, Allestorm e Svartsot. ThanatoSchizo - Próximas datas
Os ThanatoSchizo continuam intensamente a promover na estrada “Zoom Code”, o seu quarto longa-duração lançado a 11 de Abril, internacionalmente, pela editora italiana My Kingdom Music. Este mês a banda tem garantidas três datas e em Outubro duas. Sendo assim, a banda começa este périplo ao vivo no In Live Caffe, na Moita, no dia 20 de Setembro, com os My Enchantment, seguindo-se um showcase semi-acústico na FNAC Fórum Almada, no dia 21. No dia 27 de Setembro é a vez de actuarem no Berço Fest, no Cinema S. Mamede, em Guimarães, onde marcarão presença também os Hacksaw, Switchtense, Seven Stitches e Revolution Within. Para Outubro, no dia 31, haverá sessão dupla de concertos semi-acústicos por parte do grupo nortenho, com o primeiro a decorrer na FNAC da Rua de Santa Catarina, no Porto, pelas 18h00, e o segundo na FNAC Norte Shopping, em Matosinhos, pelas 22h00. Já para 2009, no dia 10 de Janeiro, está já garantida a sua presença no Nyktos Bar em Alhadas de Baixo, na Figueira da Foz, para um espectáculo também em formato semi-acústico. Tuesday, September 16, 2008
Review
EMERGENCY GATE
“Nightly Ray”
[CD – Silverwolf Productions]
Poderão os Emergency Gate tentar explicar que a Alemanha não é só power metal ou metalcore com o seu segundo álbum “Nightly Ray”. Mas o que é certo é que mesmo sendo precisos dez anos para conseguirem fazer ressoar um disco para todo o mundo que, e segundo os próprios, procura um som “único”, não é menos verdade que este não consegue provar nem novidade criativa alguma, nem simbolizar a melhor casta alemã e acabamos também por não perceber porque se gerou, um dito, grande furor ao seu redor nos media nacionais ou mesmo porque chegaram a ser banda suporte dos Mercenary. Rock e Heavy Metal temperado aqui e ali com um peso rítmico moderno é, num plano geral, o pouco, mas suficiente, que pode caracterizar o que este, agora, septeto de Bayern produz.
Treze composições surgem até como número exagerado para patentear aquilo que é o trabalho dos Emergency Gate, já que nenhuma faixa sobressai uma da outra em termos de brilhantismo ou arreda de si, em momento algum, a sua monotonia dinâmica. Não há rasgos de génio aqui, simplesmente. Alguns solos são bem construídos, mas todo o resto é descorado. A maioria das melodias não convence – isto para um estilo que é suposto [sobre]viver de estruturas minimamente “pegajosas” – e o desempenho do vocalista Fabian “Cem” Kiessling ainda menos. Por mais que se esforce dá sempre a sensação de que gravou sem a garra necessária. Não sabendo se será coincidência ou não, a verdade é que, neste momento, a banda já trabalha com outro vocalista que, e pelo que se ouve num novo tema da banda no Myspace, soa bastante melhor.
Vamos a mais de meio do disco e ficamos sempre à espera de um hit que nos desperte e nos envolva ou com uma melodia tocante, ou com uma batida hipnótica, ou com um peso que nos faça cerrar os dentes. Isto, infelizmente, não vem a acontecer.
Não há qualquer dúvida que há bons executantes aqui, mas é prova mais do que evidente que bons executantes não fazem boa música. Faltam os temas, as canções. Sendo certo que os Emergency Gate não são um descalabro, não podemos, todavia, ignorar a displicência com que parece ter sido encarada a criação destes temas – não houve, certamente, grande planeamento ou engenho na altura da composição, mesmo que aqui e ali se registem alguns elementos, loops e pormenores de produção, que parecem tentar incutir-lhes algo de original.
Contudo, não nos é correcto entrar em grandes especulações. Reserva-se-nos, sim, o direito de achar que esta altura foi prematura para os Emergency Gate se lançarem ao mundo. Todavia, não nos será preciso esperar muito para vermos o seu sucessor, neste momento já a ser gravado e a esperar lançamento para o início de 2009, para aí tirarmos novas conclusões. Por fim, registamos a pequena curiosidade de “Nigthly Ray” ter sido originalmente distribuído pela Universal. Ficamos por perceber porque a outros projectos não lhes calha a mesma sorte… [5/10] N.C.
Estilo: Rock/Heavy Metal
“Nightly Ray”
[CD – Silverwolf Productions]
Poderão os Emergency Gate tentar explicar que a Alemanha não é só power metal ou metalcore com o seu segundo álbum “Nightly Ray”. Mas o que é certo é que mesmo sendo precisos dez anos para conseguirem fazer ressoar um disco para todo o mundo que, e segundo os próprios, procura um som “único”, não é menos verdade que este não consegue provar nem novidade criativa alguma, nem simbolizar a melhor casta alemã e acabamos também por não perceber porque se gerou, um dito, grande furor ao seu redor nos media nacionais ou mesmo porque chegaram a ser banda suporte dos Mercenary. Rock e Heavy Metal temperado aqui e ali com um peso rítmico moderno é, num plano geral, o pouco, mas suficiente, que pode caracterizar o que este, agora, septeto de Bayern produz.Treze composições surgem até como número exagerado para patentear aquilo que é o trabalho dos Emergency Gate, já que nenhuma faixa sobressai uma da outra em termos de brilhantismo ou arreda de si, em momento algum, a sua monotonia dinâmica. Não há rasgos de génio aqui, simplesmente. Alguns solos são bem construídos, mas todo o resto é descorado. A maioria das melodias não convence – isto para um estilo que é suposto [sobre]viver de estruturas minimamente “pegajosas” – e o desempenho do vocalista Fabian “Cem” Kiessling ainda menos. Por mais que se esforce dá sempre a sensação de que gravou sem a garra necessária. Não sabendo se será coincidência ou não, a verdade é que, neste momento, a banda já trabalha com outro vocalista que, e pelo que se ouve num novo tema da banda no Myspace, soa bastante melhor.
Vamos a mais de meio do disco e ficamos sempre à espera de um hit que nos desperte e nos envolva ou com uma melodia tocante, ou com uma batida hipnótica, ou com um peso que nos faça cerrar os dentes. Isto, infelizmente, não vem a acontecer.
Não há qualquer dúvida que há bons executantes aqui, mas é prova mais do que evidente que bons executantes não fazem boa música. Faltam os temas, as canções. Sendo certo que os Emergency Gate não são um descalabro, não podemos, todavia, ignorar a displicência com que parece ter sido encarada a criação destes temas – não houve, certamente, grande planeamento ou engenho na altura da composição, mesmo que aqui e ali se registem alguns elementos, loops e pormenores de produção, que parecem tentar incutir-lhes algo de original.
Contudo, não nos é correcto entrar em grandes especulações. Reserva-se-nos, sim, o direito de achar que esta altura foi prematura para os Emergency Gate se lançarem ao mundo. Todavia, não nos será preciso esperar muito para vermos o seu sucessor, neste momento já a ser gravado e a esperar lançamento para o início de 2009, para aí tirarmos novas conclusões. Por fim, registamos a pequena curiosidade de “Nigthly Ray” ter sido originalmente distribuído pela Universal. Ficamos por perceber porque a outros projectos não lhes calha a mesma sorte… [5/10] N.C.
Estilo: Rock/Heavy Metal
Discografia:
- “Emergency Gate” [CD 2000]
- “Nightly Ray” [CD 2006/Reedição 2008]
www.emergency-gate.de
www.myspace.com/emergencygateonline
Monday, September 15, 2008
Metallica - "Death Magnetic" arrebata tops
Depois do seu lançamento, é altura de se começar a registar o impacto e o número surpreendente de vendas de “Death Magnetic”, o novíssimo trabalho dos Metallica. Na Noruega, a maior cadeia de lojas de música do país, a Platekompaniet, garantiu à revista Faro Journalen ter vendido num dia o que os U2 vendem numa semana e a Universal Music Norway espera vender 60.000 unidades [dupla platina] de “Death Magnetic” até ao Natal. Também no Reino Unido o disco trepou directamente para o primeiro lugar da tabela de vendas, tendo vendido 2.500 cópias apenas ao final do dia 10 de Setembro, segundo a Music Week magazine, data de lançamento antecipada do disco por ordem da editora Vertigo que pretendia assim combater a sua forte descarga ilegal na Internet. Também apenas um dia nas lojas foi o suficiente para “Death Magnetic” subir ao sexto lugar da tabela de vendas na Austrália, com vendas na ordem dos 4.800 exemplares. Na Irlanda “Death Magnetic” instalou-se no terceiro lugar da tabela de vendas com apenas um dia nos escaparates. Nos Estados Unidos, espera-se que “Death Magnetic” venda 500.000 exemplares na primeira semana de lançamento, aproximando-se de “Load”, a estreia mais bem sucedida dos Metallica com 680.000 exemplares vendidos numa semana, aproximadamente o dobro do que vendeu “St. Anger” no mesmo período. Friday, September 12, 2008
October Loud 2008 - Cartaz completo divulgado
O cartaz oficial do festival açoriano October Loud 2008 foi divulgado hoje e revela consigo uma grande surpresa. Os micaelenses Prophecy Of Death, banda importante do underground açoriano da década de 90, regressam ao activo especialmente para actuarem na segunda noite do festival, sete anos após terem cessado funções. A banda já havia prometido um regresso no ano transacto, apenas com o intuito de registar alguns temas em estúdio, mas agora o regresso é garantido, o que trará grandes memórias aos fãs antigos do grupo, bem como serão um grande ponto de interesse para uma nova geração de fãs que nunca teve oportunidade de ver a banda ao vivo. Para além deste nome, nos dias 17 e 18 de Outubro subirão ao palco do Salão Paroquial de S. José, em Ponta Delgada, os Sanctus Nosferatu, Hatin’ Wheeler, Spank Lord, Morbid Death, Duhkrista, Crossfaith, Nomdella e A Dream Of Poe. De salientar ainda que os Nomdella, segundos classificados do Concurso Angra Rock 2008, deslocam-se expressamente da ilha Terceira para este espectáculo que será também a sua estreia em solo micaelense. Ainda para o dia 16 de Outubro está reservado um jantar de headbangers, pelas 19h30, no restaurante Adega Regional, em Ponta Delgada, seguindo-se de um desfile de moda da loja online Batcave Gothic Store e da visualização do documentário “Metal – An Headbanger’s Journey”, ambos no recinto do espectáculo. Os bilhetes estarão à venda brevemente na sede da FAJA 1 e FAJA 2 nas ruas João Francisco Cabral nº 79 e Eng. José Cordeiro nº23, respectivamente, em Ponta Delgada, a 3€ um dia ou 5€ os dois. Os espectáculos terão início pelas 20h00 no dia 17 e pelas 19h15 no dia 18. Mais informações pelo e-mail umlouco@hotmail.com ou pelo número telefónico 916 746 294. Review
CANKER
“Interactivist”
[CD – Blastoff! Records]
Podem parecer novatos nestas andanças mas o Canker já por cá se passeiam desde 1997, embora até agora se tenham feito conhecer por Canker Bit Jesus. Sob esse epíteto lançaram três demos e um EP e conhecerem alguma exposição por concertos e uma aparição em televisão. A verdade é que, mesmo assim, não deixam de se apresentar como uma novidade para a maioria dos seguidores do Rock nacional. Directos a esta estreia em longa-duração, podemos dizer que, à priori, se amolda um imaginário progressivo, muito graças ao inspirado layout do disco – autoria de João Diogo -, o que, de facto, se traduz, em parte, no disco.
Mas, sobretudo, aqui se exercita um Rock alternativo com um toque clássico, ao mesmo tempo capaz de aglomerar elementos mais pesados – até com um toque grunge em certas ocasiões – e bastante propenso a um experimentalismo psicadélico.
Em espontânea análise, diríamos que é de difícil assimilação a música dos Canker. Há realmente algo de estranho no universo deste quarteto, o que não significa necessariamente que tenham sido capazes de criar algo fora do comum. Aliado a essa estranheza, que é sempre preferível a uma entediante “pedrada” de convencionalismo, está o facto das capacidades técnicas do grupo parecerem algo limitadas e falta alguma genialidade no plano da composição, embora alguns possam dizer que a “diferença” que estes temas apresentam seja suficiente para justificar um dístico de individualidade.
“Interactivist”
[CD – Blastoff! Records]
Podem parecer novatos nestas andanças mas o Canker já por cá se passeiam desde 1997, embora até agora se tenham feito conhecer por Canker Bit Jesus. Sob esse epíteto lançaram três demos e um EP e conhecerem alguma exposição por concertos e uma aparição em televisão. A verdade é que, mesmo assim, não deixam de se apresentar como uma novidade para a maioria dos seguidores do Rock nacional. Directos a esta estreia em longa-duração, podemos dizer que, à priori, se amolda um imaginário progressivo, muito graças ao inspirado layout do disco – autoria de João Diogo -, o que, de facto, se traduz, em parte, no disco.Mas, sobretudo, aqui se exercita um Rock alternativo com um toque clássico, ao mesmo tempo capaz de aglomerar elementos mais pesados – até com um toque grunge em certas ocasiões – e bastante propenso a um experimentalismo psicadélico.
Em espontânea análise, diríamos que é de difícil assimilação a música dos Canker. Há realmente algo de estranho no universo deste quarteto, o que não significa necessariamente que tenham sido capazes de criar algo fora do comum. Aliado a essa estranheza, que é sempre preferível a uma entediante “pedrada” de convencionalismo, está o facto das capacidades técnicas do grupo parecerem algo limitadas e falta alguma genialidade no plano da composição, embora alguns possam dizer que a “diferença” que estes temas apresentam seja suficiente para justificar um dístico de individualidade.
Ressalvando-se alguns bons apontamentos ao longo destes dez temas, mais um bónus, falta, na verdade, algo muito importante: os temas que nos ficam na memória. Com isso, é-lhes difícil escapar a alguma monotonia, embora se note a deliberada intenção de oferecer texturas, breaks e ambientes ambivalentes que tentam conquistar-nos. Mas e se dissermos que tudo dependerá da forma e do espírito com que interpretarmos o universo, referidamente, pouco sóbrio da banda? Cada um deverá tirar as suas conclusões...
Não há aqui muita agressividade, mas também não há “mel”, não há propriamente genialidade mas também está-se longe de se obedecer a convénios. O que é certo é que há aqui um grupo de músicos a exalar uma saudável ousadia e que lhes conduz a uma sonoridade cosmopolita e destino que se pode revelar interessante. Muito cedo ainda para arrebatarem corações, fica a curiosidade de saber como a banda irá crescer nos próximos tempos e se alguma da excentricidade que aqui se exibe pode vir a ser sinónimo de uma capacidade revolucionária. [6/10] N.C.
Estilo: Rock/Metal Alternativo
Discografia:
- “Techno Vibrations” [EP 1998]
- “Prozac” [Demo 1999]
- “Diabolik” [Demo 1999]
- “C.B.J.” [Demo 2003]
- “Interactivist” [CD 2008]
www.cankeronline.blogspot.com
www.myspace.com/cankerband
Thursday, September 11, 2008
AC/DC - Novo disco, DVD e tournée mundial
Os australianos AC/DC regressam aos discos no dia 20 de Outubro, oito anos após o lançamento do seu último álbum de originais, “Stiff Upper Lip”. “Black Ice”, é assim o nome do 17º álbum de estúdio da banda dos irmãos Angus e Malcolm Young e o primeiro a ser lançado com o selo Columbia Records. O novo disco dos AC/DC foi produzido por Brendan O’Brien, misturado por Mike Fraser e gravado nos Warehouse Studios, em Vancouver, e comporta 15 novos temas e actuações do grupo. Entretanto, “Rock’N’Roll Train” é o single que já passa nas rádios, enquanto o seu videoclip será estreado mundialmente no dia 19 de Setembro. Para deliciar ainda mais os fãs, está já disponível no mercado, desde o passado dia 8 de Setembro, o DVD “No Bull: The Director’s Cut” que é uma edição melhorada da actuação histórica dos AC/DC na Plaza de Toros de Las Ventas, em Madrid, a 10 de Julho de 1996. Este registo foi remisturado em Dolby Digital Stereo e Dolby Digital 5.1 Surround Sound e inclui o concerto original [de mais de duas horas] mais alguns extras. Entretanto, começam a conhecer-se as primeiras datas da tournée mundial de suporte a “Black Ice”. Para já os contemplados são os territórios norte-americano e canadiano. Mais datas serão anunciadas brevemente, já incluindo América do Sul, Ásia e Europa. A “Black Ice World Tour” arranca a 28 de Outubro na Wachovia Arena em Wilkes-Barre, PA, nos Estados Unidos.Anomally - "Making Of" de primeiro videoclip online
Já está disponível na secção Media/Vídeos no Myspace e Youtube da banda açoriana Anomally, o making of do seu primeiro videoclip. O tema em questão é “No Words From The Dead” que fará parte do alinhamento do seu álbum de estreia, “Once In Hell…”, a lançar independemente em data a comunicar brevemente. O disco foi gravado por João Mendes, guitarrista dos Stream, nos Watt Studios na ilha Terceira, nos Açores. Aceda ao making of aqui.
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