“The Day That Never Comes” é o quarto tema de "Death Magnetic", o muito aguardado novo álbum dos Metallica, a ser alvo de uma edição em sampler e publicado no site oficial do grupo - www.metallica.com. O nono disco de originais dos “The Four Horsemen” chega aos escaparates no dia 12 de Setembro, na mesma altura em que estará disponível para download para o jogo “Guitar Hero III: Legends Of Rock”. “Death Magnetic” estará disponível em variadas edições, entre as quais se destacam uma “Coffin Box” composta por CD, DVD, T-Shirt, palhetas e mais alguma parafernália. Nos dias 12 e 15 de Setembro os Metallica fazem a apresentação oficial de “Death Magnetic” na Europa em concertos em Londres e Berlim, respectivamente. As receitas de ambos os concertos reverterão para instituições de caridade locais. Thursday, August 21, 2008
Metallica - Novo sample de "Death Magnetic" online
“The Day That Never Comes” é o quarto tema de "Death Magnetic", o muito aguardado novo álbum dos Metallica, a ser alvo de uma edição em sampler e publicado no site oficial do grupo - www.metallica.com. O nono disco de originais dos “The Four Horsemen” chega aos escaparates no dia 12 de Setembro, na mesma altura em que estará disponível para download para o jogo “Guitar Hero III: Legends Of Rock”. “Death Magnetic” estará disponível em variadas edições, entre as quais se destacam uma “Coffin Box” composta por CD, DVD, T-Shirt, palhetas e mais alguma parafernália. Nos dias 12 e 15 de Setembro os Metallica fazem a apresentação oficial de “Death Magnetic” na Europa em concertos em Londres e Berlim, respectivamente. As receitas de ambos os concertos reverterão para instituições de caridade locais. Wednesday, August 20, 2008
Review
CATACOMBE
“Memoirs”
[EP – Edição de Autor]
É com um orgulho bastante sentido, pelo seu resultado e pela sua nacionalidade, que atendemos a este trabalho de estreia do projecto a solo de Pedro Sobast, de Vale de Cambra. “Memoirs” é daqueles trabalhos arrepiantes em análise imediata, cumpridos escassos minutos de escuta, pelas características arrebatadoras das suas notas, ritmos, ambiências, paisagens e, sobretudo, sensações. Trabalhos ditos “vulgares” fazem-se de “simples” composições, mas aquelas que marcam para a posteridade são as que são capazes de carregar uma aura “mágica”. São espectros de melancolia, introspecção, suavidade, inocência, entre muitas outros que pairam sobre a interpretação e estado de espírito de cada ouvinte, que adornam este disco concebido de forma espontânea e ao mesmo tempo com a inteligência cirúrgica que quem sabe que não vai falhar a abordagem aos nossos centros sensoriais.
É verdade que este tipo de trabalho experimental, ambiental e com um espírito rock [ou post-rock como agora preferem chamar-lhe] é susceptível de nos envolver facilmente, mas vemo-nos mesmo obrigados a lhe prestar homenagem pela aura que transmite que é tão incisiva, visceral e profunda quanto possam imaginar. Para além disso, este tipo de composição é feito com conta, peso e medida para que tenhamos tempo para nos embrenharmos nele e até nos esquecermos do nosso próprio plano de existência.
Em “Memoirs”, inclusive, não se ouvem vozes, o que ajuda ainda mais a uma interpretação pessoal. O truque é deixarmo-nos levar pelo som, simplesmente, o que é aqui muito fácil, acreditem. A classe da composição de Pedro Sobast é superior e já a podíamos comprovar nos Looney Tunes, projecto de índole mais progressiva. Estão então reunidos todos os ingredientes para que este disco, com apenas seis temas, nos fique [bem] gravado na memória e cravado na alma.
Muito se tem falado de que o “fado” e o espírito melancólico portugueses têm ajudado à criação de obras sublimes dentro deste género [como são exemplos Katabatic ou mesmo Riding Pânico], ou mesmo do doom [com Process Of Guilt ou Before The Rain à cabeça], e queremos acreditar que há lógica nesse raciocínio, embora esta tendência tenha sido popularizada por colectivos pertencentes a realidades muito diferentes da nossa. A verdade é que a importação assenta-nos como uma luva e conseguimos-lhe dar um cunho bastante pessoal. Obrigatório para fãs de Isis, Cult Of Luna, The Ocean Collective, Anathema ou mesmo Neurosis. Uma das surpresas nacionais do ano. [8/10] N.C.
“Memoirs”
[EP – Edição de Autor]
É com um orgulho bastante sentido, pelo seu resultado e pela sua nacionalidade, que atendemos a este trabalho de estreia do projecto a solo de Pedro Sobast, de Vale de Cambra. “Memoirs” é daqueles trabalhos arrepiantes em análise imediata, cumpridos escassos minutos de escuta, pelas características arrebatadoras das suas notas, ritmos, ambiências, paisagens e, sobretudo, sensações. Trabalhos ditos “vulgares” fazem-se de “simples” composições, mas aquelas que marcam para a posteridade são as que são capazes de carregar uma aura “mágica”. São espectros de melancolia, introspecção, suavidade, inocência, entre muitas outros que pairam sobre a interpretação e estado de espírito de cada ouvinte, que adornam este disco concebido de forma espontânea e ao mesmo tempo com a inteligência cirúrgica que quem sabe que não vai falhar a abordagem aos nossos centros sensoriais.É verdade que este tipo de trabalho experimental, ambiental e com um espírito rock [ou post-rock como agora preferem chamar-lhe] é susceptível de nos envolver facilmente, mas vemo-nos mesmo obrigados a lhe prestar homenagem pela aura que transmite que é tão incisiva, visceral e profunda quanto possam imaginar. Para além disso, este tipo de composição é feito com conta, peso e medida para que tenhamos tempo para nos embrenharmos nele e até nos esquecermos do nosso próprio plano de existência.
Em “Memoirs”, inclusive, não se ouvem vozes, o que ajuda ainda mais a uma interpretação pessoal. O truque é deixarmo-nos levar pelo som, simplesmente, o que é aqui muito fácil, acreditem. A classe da composição de Pedro Sobast é superior e já a podíamos comprovar nos Looney Tunes, projecto de índole mais progressiva. Estão então reunidos todos os ingredientes para que este disco, com apenas seis temas, nos fique [bem] gravado na memória e cravado na alma.
Muito se tem falado de que o “fado” e o espírito melancólico portugueses têm ajudado à criação de obras sublimes dentro deste género [como são exemplos Katabatic ou mesmo Riding Pânico], ou mesmo do doom [com Process Of Guilt ou Before The Rain à cabeça], e queremos acreditar que há lógica nesse raciocínio, embora esta tendência tenha sido popularizada por colectivos pertencentes a realidades muito diferentes da nossa. A verdade é que a importação assenta-nos como uma luva e conseguimos-lhe dar um cunho bastante pessoal. Obrigatório para fãs de Isis, Cult Of Luna, The Ocean Collective, Anathema ou mesmo Neurosis. Uma das surpresas nacionais do ano. [8/10] N.C.
Estilo: Post-Rock/Ambiental/Experimental
Discografia: "Memoirs" [EP 2008]
www.myspace.com/catacombeband
Tuesday, August 19, 2008
Angriff e Unbridled - Nas Festas da Cidade de Mangualde
No próximo domingo, 24 de Agosto, os thrashers Angriff e os death metallers Unbridled actuam nas Festas da Cidade de Mangualde, pelas 21h30. A relembrar que os Unbridled estão neste momento a promover o seu primeiro EP, “Corrupting The Core Of My Soul”, lançado este ano pela própria banda, enquanto os Angriff militam desde o início do Verão com Cliff e Samuel nos lugares de vocalista e baterista, respectivamente, enquanto José Rocha deixou a bateria para assumir o baixo do grupo. Friday, August 15, 2008
Entrevista Resposta Simples
LEMAS URBANOSA força, a atitude e o instinto conquistador colocaram os açorianos Resposta Simples na lista de bandas punk/hardcore nacionais mais convincentes da actualidade. Por um buliçoso percurso de edição de demos, EP’s e participações em inúmeras compilações, o trio da ilha Terceira abriu um sulco que coage um grande sentido de respeito tanto da parte da imprensa como daqueles que vivem este movimento urbano. A grande novidade é “Sonho Peregrino”, dístico do seu primeiro álbum que nos chega pela própria editora da banda, a “Impulso Atlântico”. Felicitámos Paulo Lemos, guitarrista e vocalista, por esse feito e ficámos a saber como se sente em relação a esse “sonho" consumado.
Como se sentem em relação a este primeiro longa-duração ainda mais atendendo há longa luta de promoção que fazem desde 2003 com a edição de EP’s, maquetas, compilações?
Sentimos que realizamos o trilho natural a percorrer por um projecto musical do género. Desde 2003 que andamos a espalhar a mensagem e a promover a nossa banda e sonoridade e pensamos que o trajecto comum de “demo-EP-álbum” foi o melhor a seguir para os Resposta Simples. Além disso, também participámos em diversas colectâneas, que são também uma importante fonte de divulgação.
Sentiram de alguma forma especial que este era o momento certo para apostar forte num disco?
Sim, definitivamente. Sentimos que nesta altura somos um projecto mais coeso e maduro, principalmente com a entrada do novo baixista, Gouveia, que veio consolidar, definitivamente, a sonoridade dos Resposta Simples. O lançamento do “Sonho Peregrino” fez todo o sentido para nós nesta altura
Os Resposta Simples continuam a ser um “segredo” bem guardado ou um caso evidente de popularidade no continente?
Acredito piamente que as opiniões de terceiros são muito mais objectivas e neutras, por isso penso que não serei a melhor pessoa a responder a essa questão devido ao meu envolvimento com o projecto. Contudo, posso dizer que sentimos que os Resposta Simples têm um maior reconhecimento a nível continental do que propriamente insular.
Acha que o ditado “Santos da casa não fazem milagres” encaixa particularmente bem com a mentalidade dos açorianos? [risos]
Completamente! [risos] Os açorianos, tal como o resto da população portuguesa, não dão valor aos projectos nacionais. Mas isto não é um “problema” local, mas sim nacional. Vejamos o caso dos músicos The Parkinsons e Slimmy. Estes só conseguiram reconhecimento em Portugal depois de irem viver para a Inglaterra e lá demonstrarem a sua arte. Enquanto banda, já compreendemos há algum tempo que esta é uma mentalidade que certamente irá demorar algum tempo a alterar.
Sentia algum preconceito em relação à banda enquanto vivia nos Açores?Como é do conhecimento geral, os Açores têm um movimento metaleiro muito forte e o underground do Punk e do Hardcore tem muito pouca relevância no arquipélago. Assim, penso que é natural que devido a tal facto os Resposta Simples não tenham encontrado durante os dois anos de permanência no arquipélago um grande reconhecimento. Mesmo assim, penso que alguns dos “nossos feitos” de que falas passaram, infelizmente, despercebidos à maioria dos açorianos. Deste modo, o tipo de reconhecimento que sentimos actualmente na nossa banda e no nosso arquipélago é o mesmo de que quando formámos a banda em 2003.
Depois disso, o facto de terem alcançado algum reconhecimento no continente tem vos aberto portas para os Açores ou mesmo para o estrangeiro?
Decididamente abriu-nos mais portas para o estrangeiro do que para os Açores. O estilo Punk/Hardcore não é dos mais apreciados no arquipélago e aí os Resposta Simples não têm muita margem de manobra. Já por várias vezes surgiram-nos oportunidades e convites para tocar no estrangeiro, só que, infelizmente, devido ao factor disponibilidade dos membros da banda não nos foi possível realizar tais actuações. Talvez num futuro próximo, esperemos.
Contudo, onde se sentem melhor ao estar e tocar?
Embora tenha um grande apreço pela nossa terra, os melhores espaços e actuações dos Resposta Simples são no continente português, em terras como Coimbra, Porto e Lisboa.
Os membros dos Resposta Simples continuam a viver muito longe uns dos outros e a obrigarem-se a uma grande “ginástica” para manterem os ensaios e a banda a funcionar?
Sim, penso que essa é a nossa maldição! [risos] Encontro-me a viver em Coimbra e o Tiago e o Gouveia em Vila Real. Assim, temos que fazer um maior esforço que a maioria das bandas para ensaiar e actuar. É normal que tenhamos que nos deslocar ao Porto ou a Coimbra para um simples ensaio e quando existem concertos normalmente o Tiago e o Gouveia vão juntos para tal sítio e como partimos de cidades diferentes só depois é que me encontro com eles.
Para além desse handicap, os Resposta Simples têm que lidar com mais algum?
Só mesmo com a adversidade do dinheiro, pois esse nunca é suficiente! [risos]
O punk em si é uma forma de expressão musical com muitos adeptos em Portugal? Sentem facilidade em fazer chegar às pessoas a vossa música e mensagem?
Sim, de facto o Punk tem diversos adeptos em Portugal. Contudo, tal como o Metal, o Punk divide-se em várias vertentes, como o crust, youth crew sxe, hardcore ou mesmo o pop-punk. Assim, pode-se dizer que o apogeu do nosso estilo, ou seja, o Punk Hardcore, já aconteceu nos anos 90 com bandas como os Ratos de Porão, X-Acto, Alcoore, Trinta e Um e também nos anos 80, com os Crise Total. Hoje em dia, o dito Hardcore mais popular é o vulgo Emocore e o NYC Hardcore. Mesmo assim, após levar uma enorme “esfrega” de dificuldades em querer fazer chegar a nossa música aos ouvidos açorianos, acabamos por sentir uma maior facilidade em promover a nossa música a nível continental. Embora o nosso estilo musical não seja, actualmente, dos mais populares do underground, encontramos ainda muitas pessoas que são fiéis ao som da “velha escola”!
“Sonho Peregrino” pode ser interpretado como?Gostamos de pensar que cada pessoa sente-se livre o suficiente para dar a sua interpretação pessoal quanto ao título do disco. Quanto a nós, é o culminar de um longo trabalho a ser desenvolvido pelos Resposta Simples e a concretização de um sonho; “peregrino” pois este disco é algo que significa imenso para cada membro da banda e que, de certa forma, acaba por ter um significado muito pessoal e único para cada um.
Este disco levou ainda algum tempo a preparar, certo? Já desde inícios de 2006 que falavam em entrar em estúdio…
Sim, isso é verdade. Mas nestas andanças da música imprevistos acontecem e na altura em que tínhamos planeado a gravação do disco, o nosso baixista abandonou a banda, o que veio a atrasar o processo. Tivemos vários músicos à experiência para tomar esse cargo, mas foi, decididamente, com a entrada do Gouveia que os Resposta Simples ficaram “completos” novamente. Então decidimos qual era a altura perfeita para editar o disco.
Também incluíram em “Sonho Peregrino” temas dos vossos EP’s. Porquê?
Achamos que os temas do EP “Revolução Pessoal” tinham potencial para estar no disco. Após alguns anos da edição do EP melhorámos as músicas e sabíamos que em termos de qualidade sonora as músicas no álbum iriam superar de longe as do EP. Tivemos isso em consideração e ficámos muito contentes com o resultado final.
Por outro lado, parecem ter retirado temas ao alinhamento inicialmente anunciado para o CD. Acabaram por ficar pelos nove…
Tínhamos planeado editar inicialmente 12 faixas para o “Sonho Peregrino”. Contudo, temos a noção que a audição de um disco Punk pode-se tornar enfadonha caso seja muito extensa a playlist. Decidimos assim seleccionar os melhores temas para o álbum. Quanto às faixas que foram deixadas de fora, vão ser utilizadas em exclusivo para algumas compilações.
Um videoclip também estava na forja. Como estão os seus planos?
Éramos para gravar um videoclip na escola de artes “Restart”. Tínhamos já tudo acordado com a direcção, mas mais uma vez, infelizmente devido ao factor da distância e disponibilidade social, acabámos por não poder concretizar este projecto.
Em termos estilísticos os Resposta Simples parecem caminhar progressivamente para um som cada vez mais cru e “rasgado”. É assim que também vê a evolução da banda?
Sim, para nós o som dos Resposta Simples está cada vez mais sujo e agressivo. Há até quem diga que estamos com um som “rasgado” demais, mas continuamos a achar que poderia ser ainda mais rápido. [risos]
É de alguma forma complicado “experimentar” no punk/hardcore sem ferir os seus princípios? Isso interessa-vos de alguma forma?
Nós sentimo-nos livres o suficiente para criarmos música sem nos subjugarmos a rótulos musicais. Não nos sentimos limitados quanto a isso, pois não é a nossa intenção recriar uma “fórmula musical”, mas sim, antes, tentar atingir o limite da nossa criatividade. Claro que temos por base o Punk e o Hardcore, pois é esse o estilo que nós gostamos de tocar, mas não nos cingimos a regras ou tentamos aproximar-nos de tal banda ou de tal sonoridade. Gostamos de pensar que o nosso som é muito particular dos Resposta Simples; já nos disseram isso várias vezes, o que é um elogio para nós!
A vossa editora – Impulso Atlântico – continua a dar-vos muito trabalho?
Cada vez temos menos tempo para poder concretizar projectos como gostaríamos de o fazer. Estamos a envelhecer e não há tempo para tudo! [risos] Embora ainda dediquemos tempo ao projecto e continuemos a editar discos da nossa banda e de outros projectos musicais, a Impulso é hoje mais um hobby do que uma “top priority”, o que acontecia há alguns anos atrás.
Quais são os seus planos editoriais para o futuro?Temos editado alguns discos nos últimos tempos e podem ver a lista destes em www.impulsoatlantico.com. Estamos agora a concentrar-nos na promoção do “Sonho Peregrino”, mas para um futuro breve, esperemos, gostaríamos imenso de editar um vinil 7’ dos Resposta Simples.
Nos próximos tempos poderemos ver os Resposta Simples a promover em massa o seu trabalho na estrada?
Realizámos uma tour de promoção do disco onde actuámos um pouco por todo o continente. Fechámos a tour no final de Julho, em Coimbra, onde demos um dos nossos melhores concertos, com muito mosh, a presença de um público que conhecia as nossas músicas e com um ambiente extraordinário. Sentimos que esta foi a melhor forma de fechar a nossa tour de promoção e o nosso trabalho na estrada nos próximos tempos.
Nuno Costa
Thursday, August 14, 2008
Live Summer Fest 08 - Urban Tales de regresso a S. Miguel
Depois do festival Coliseu ANIMA Rock, em 2006, os lisboetas Urban Tales regressam aos Açores para um concerto no dia 31 de Agosto no bar Tuká Tulá, no areal de Santa Bárbara, na cidade da Ribeira Grande [S. Miguel]. Este evento contará ainda com o workshop de bateria de João Freitas [Massive Sound Of Disorder, Rock’N’Kovers] e a actuação dos locais Hiffen que aproveitam o momento para celebrar os seus 12 anos de carreira. No caso dos Urban Tales fica a expectativa de ouvir “Diary Of A No”, o seu aclamado disco de estreia lançado em 2007, bem como o single “Alive” que faz parte de uma campanha de solidariedade sobre doenças raras em Portugal e que será apresentado em estreia absoluta. O evento tem início às 21h30 e as entradas são gratuitas. Heavenwood - Primeiro tema de "Redemption" online
“Bridge To Neverland” é o primeiro “aperitivo” do próximo álbum dos nacionais Heavenwood disponibilizado no seu Myspace [www.myspace.com/heavenwood]. Neste tema podemos escutar a participação do guitarrista Jeff Waters [Annihilator]. Em jeito de ficha técnica, há ainda a indicar a autoria do artwork de “Redemption” para a JMello Design [Brasil], foto da capa por Sophia Moriendi [Açores] e fotos promocionais por Rita Carmo [Portugal]. “Redemption” é aguardado para Setembro de 2008 pela Recital Records. Gwydion - Na Europa na Ragnarok's Aaskereia Tour 2008
Os viking folk metallers lisboetas Gwydion fazem parte da “Ragnarok’s Aaskereia Festival Tour 2008”, evento especialmente dedicado ao folk metal, com origem na Alemanha, e que percorrerá, entre 8 e 26 de Outubro, países como a Alemanha, Dinamarca, Holanda, Bélgica, República Checa, Itália, Áustria e Hungria. Do seu cardápio fazem parte, para já, os Týr, Hollenthon, Alestorm, Korpiklaani, Kivimetsän, Finsterforst e Svartsot. Contudo, para suportar esta tournée a banda nacional apela à ajuda de todos, solicitando donativos/patrocínios em dinheiro. Os interessados deverão entrar em contacto com a banda através de info@gwidion.org. In Ria Rocks! - Hyubris são cabeças em Vagos
No dia 13 de Setembro decorre na Quinta do Ega em Vagos, Aveiro, o In Ria Rocks!, festival que contará com as presenças dos nacionais Hyubris, Oblique Rain, Gwydion, Echidna e The Godiva. O evento contará ainda com área de tendas de roupa, merchandising e restauração. Os espectáculos têm início às 21h00. Tuesday, August 12, 2008
Review
PROMETHEVS
Ora, reunidos há apenas um ano como banda, também não seria de exigir muito aos Promethevs, por mais que os seus membros já se conhecessem de outros projectos. Mas a verdade é que se torna complicado entrar em grandes euforias ao ouvir este registo de estreia quando a originalidade é nula e a execução pouco brilhante e versátil.
Para além disso, há um pormenor estranho no campo da produção neste trabalho: será que a bateria aqui registada é orgânica? Ficamos praticamente convictos que não. Se a sua concepção obedeceu a recursos informáticos, ficamos ainda mais desiludidos por constatar que o seu “desenho” foi mal concebido e remetido a algum descuido. A bateria soa, definitivamente, atabalhoada.
Sendo, invariavelmente, desconfortável tirar mérito ao trabalho de músicos e artistas, não temos, mesmo assim, como tapar os olhos a algo que está mal. E neste trabalho encontramos outros pontos a precisar de urgente reflexão: as letras demasiado banais e básicas, as vozes limpas pouco convicentes e alguns coros completamente falhados, como são exemplo os de “Promethevs”.
Se uma banda espera sempre com muita expectativa reacções a um primeiro trabalho, ao mesmo tempo estas podem ter um efeito tão moralizador como desmoralizador, consoante o rating que conseguir “sacar” aos media e ao público e a forma como a banda está preparada para as receber. Porém, não deixa de ser menos verdade que são as próprias bandas que têm que ter um grande poder introspectivo para perceber o que há a melhorar, manter ou modificar naquilo que é capaz de criar. Fica, para já, a nota de que os Promethevs têm que transformar a sua garra jovial em algo que, artisticamente, seja mais eficaz, profundo e profissional. O mercado não dá muitas tréguas a trabalhos mais descuidados, como todos bem sabemos. Falhas à parte, de um trabalho que [e é preciso não esquecer] é debutante e proveniente de uma banda muito jovem, fica a esperança de que o tempo se encarregue de fortalecer as faculdades artísticas, técnicas e criativas desta banda. [4/10] N.C.
Estilo: Screamo/Punk/Hardcore
Discografia: "From Our Hearts" [EP 2008]
"From Our Hearts"
[EP – Edição de Autor]
Num cenário de crescente massificação da cultura emo numa interpretação mais áspera – vulgo screamo – em associação com o punk/hardcore, acaba por não nos surpreender o aparecimento dos viseenses Promethevs. Este movimento tem conhecido forte expansão nos últimos tempos também em Portugal e encontra símbolos em bandas como More Than A Thousand, Eleven Miles Apart, My Cubic Emotion ou One Hundred Steps.
Contudo, o valor cotado a estas cinco faixas está ainda muito distante do dos seus directos “competidores” e nem a experiência que a nota de imprensa deste lançamento reclama aos seus autores parece trazer muito de positivo ao seu resultado final. Partindo também de que este é um estilo com pouca margem de progressão, já nem podemos falar em inovação. Mas resta sempre a esperança de que os propósitos do estilo sejam servidos com coesão, o que aqui, infelizmente, também não acontece.
[EP – Edição de Autor]
Contudo, o valor cotado a estas cinco faixas está ainda muito distante do dos seus directos “competidores” e nem a experiência que a nota de imprensa deste lançamento reclama aos seus autores parece trazer muito de positivo ao seu resultado final. Partindo também de que este é um estilo com pouca margem de progressão, já nem podemos falar em inovação. Mas resta sempre a esperança de que os propósitos do estilo sejam servidos com coesão, o que aqui, infelizmente, também não acontece.
Ora, reunidos há apenas um ano como banda, também não seria de exigir muito aos Promethevs, por mais que os seus membros já se conhecessem de outros projectos. Mas a verdade é que se torna complicado entrar em grandes euforias ao ouvir este registo de estreia quando a originalidade é nula e a execução pouco brilhante e versátil.
Para além disso, há um pormenor estranho no campo da produção neste trabalho: será que a bateria aqui registada é orgânica? Ficamos praticamente convictos que não. Se a sua concepção obedeceu a recursos informáticos, ficamos ainda mais desiludidos por constatar que o seu “desenho” foi mal concebido e remetido a algum descuido. A bateria soa, definitivamente, atabalhoada.
Sendo, invariavelmente, desconfortável tirar mérito ao trabalho de músicos e artistas, não temos, mesmo assim, como tapar os olhos a algo que está mal. E neste trabalho encontramos outros pontos a precisar de urgente reflexão: as letras demasiado banais e básicas, as vozes limpas pouco convicentes e alguns coros completamente falhados, como são exemplo os de “Promethevs”.
Se uma banda espera sempre com muita expectativa reacções a um primeiro trabalho, ao mesmo tempo estas podem ter um efeito tão moralizador como desmoralizador, consoante o rating que conseguir “sacar” aos media e ao público e a forma como a banda está preparada para as receber. Porém, não deixa de ser menos verdade que são as próprias bandas que têm que ter um grande poder introspectivo para perceber o que há a melhorar, manter ou modificar naquilo que é capaz de criar. Fica, para já, a nota de que os Promethevs têm que transformar a sua garra jovial em algo que, artisticamente, seja mais eficaz, profundo e profissional. O mercado não dá muitas tréguas a trabalhos mais descuidados, como todos bem sabemos. Falhas à parte, de um trabalho que [e é preciso não esquecer] é debutante e proveniente de uma banda muito jovem, fica a esperança de que o tempo se encarregue de fortalecer as faculdades artísticas, técnicas e criativas desta banda. [4/10] N.C.
Estilo: Screamo/Punk/Hardcore
Discografia: "From Our Hearts" [EP 2008]
Monday, August 11, 2008
Heavenwood - Anunciam lançamento oficial de "Redemption" ao vivo
Um dos álbuns nacionais mais aguardados do ano, "Redemption" dos portuenses Heavenwood, tem já prevista apresentação oficial ao vivo. Assim sendo, os fãs terão oportunidade de constatar "in loco" as novas composições do veterano grupo nacional nos dias 22 de Novembro na Casa da Música, no Porto, e a 29 do mesmo mês no Cine-Teatro de Corroios. Para além destas datas, o grupo de Ernesto Guerra, Ricardo Dias e Bruno Silva tem já confirmada uma passagem pelo Club Fabrica, em Bucareste [Roménia], a 18 de Outubro naquela que se prevê a primeira apresentação de “Redemption” fora de Portugal. O terceiro longa-duração do trio luso é ainda marcado pelas ilustres participações de Jeff Waters [guitarrista dos canadianos Annihilator], Gus G. [guitarrista dos gregos Firewind], Tijs Vanneste [vocalista dos belgas Oceans Of Sadness] e Daniel Cardoso [baterista dos nacionais Head Control System e ex-Sirius], tendo sido captado nos Ultrasound Studios, em Braga, por Daniel Cardoso e misturado e masterizado nos Fascontaion Street Studios em Orebro, na Suécia, por Jens Borgen.SuffocHate - Banda de Matosinhos grava primeira demo
Os SuffocHate, banda de thrash/death metal com laivos progressivos de Matosinhos, formada em 2007, encontra-se neste momento a registar a sua primeira demo. Ainda sem nome definido, este registo promete contar com quatro temas – dois antigos e dois mais recentes –, alguns interlúdios e uma intro. O seu lançamento está previsto para Setembro próximo. Saturday, August 09, 2008
Review
BURNING SUNSET
“Bruma”
[EP – Edição de Autor]
Aí está o registo de estreia dos Burning Sunset, colectivo de Aveiro que tem vindo a despertar curiosidade pela forma como mistura instrumentos clássicos e tradicionais [violoncelo, guitarra portuguesa e cavaquinho] com death/black metal melódico e de cunho progressivo. Embora traga consigo pouca quantidade de música – três temas com pouco mais de 18 minutos de duração – “Bruma” serve perfeitamente para adoçar a boca àqueles que já haviam sido despertados pelas capacidades deste sexteto luso e que ansiavam por ver o resultado da sua música em disco.
Em termos de produção bastante aceitável para um primeiro trabalho e ainda auto-financiado, “Bruma” revela uma banda com ambição, sublinhada pelo inserir de elementos que tentam atribuir-lhe uma identidade própria, embora a sinergia entre elementos eléctricos e eruditos já tenha sido testada, bem como a adopção do português como vocalização, como podemos atender no tema “Ventos Arrepiados”. Fica apenas a sensação de que é preciso limar-se alguns pormenores de composição naturais de quem ainda toca junto há relativamente pouco tempo.
Para além disso, experimentar é um desafio, mas é um esforço absolutamente louvável quando atingido com sucesso. A calmaria embaladora a meio de “Ventos Arrepiados”, sem dúvida o melhor destas três propostas, com a guitarra portuguesa e o violoncelo em evidência, comprova que a banda tem competência e apuro no modo como procura inovar e construir estruturas complexas. Os dois outros temas de “Bruma” concentram-se mais no peso e melodia do death metal e, em alguns momentos, na crueza do black mais tradicional. A lacuna está apenas em alguma falta de dinâmica rítmica e no abuso de solos, embora se compreenda que a banda lute por evidenciar uma costela progressiva, mas é preciso mais algum estofo técnico para isso. As vozes limpas também devem ser especialmente cogitadas.
Apesar disso, só podemos ficar agradados pelo esforço da banda em apresentar variedade. Com algumas escutas apercebemo-nos da quantidade saudável de detalhes por absorver e isso deixa-nos antever a abundância de ideias que a banda possa ter a empregar em futuras composições. Estamos convictos que o passar dos anos, o intensificar da rodagem e consequente “olear” de máquina, vão tornar os Burning Sunset num dos colectivos mais interessantes a seguir do underground luso. [7/10] N.C.
“Bruma”
[EP – Edição de Autor]
Aí está o registo de estreia dos Burning Sunset, colectivo de Aveiro que tem vindo a despertar curiosidade pela forma como mistura instrumentos clássicos e tradicionais [violoncelo, guitarra portuguesa e cavaquinho] com death/black metal melódico e de cunho progressivo. Embora traga consigo pouca quantidade de música – três temas com pouco mais de 18 minutos de duração – “Bruma” serve perfeitamente para adoçar a boca àqueles que já haviam sido despertados pelas capacidades deste sexteto luso e que ansiavam por ver o resultado da sua música em disco.Em termos de produção bastante aceitável para um primeiro trabalho e ainda auto-financiado, “Bruma” revela uma banda com ambição, sublinhada pelo inserir de elementos que tentam atribuir-lhe uma identidade própria, embora a sinergia entre elementos eléctricos e eruditos já tenha sido testada, bem como a adopção do português como vocalização, como podemos atender no tema “Ventos Arrepiados”. Fica apenas a sensação de que é preciso limar-se alguns pormenores de composição naturais de quem ainda toca junto há relativamente pouco tempo.
Para além disso, experimentar é um desafio, mas é um esforço absolutamente louvável quando atingido com sucesso. A calmaria embaladora a meio de “Ventos Arrepiados”, sem dúvida o melhor destas três propostas, com a guitarra portuguesa e o violoncelo em evidência, comprova que a banda tem competência e apuro no modo como procura inovar e construir estruturas complexas. Os dois outros temas de “Bruma” concentram-se mais no peso e melodia do death metal e, em alguns momentos, na crueza do black mais tradicional. A lacuna está apenas em alguma falta de dinâmica rítmica e no abuso de solos, embora se compreenda que a banda lute por evidenciar uma costela progressiva, mas é preciso mais algum estofo técnico para isso. As vozes limpas também devem ser especialmente cogitadas.
Apesar disso, só podemos ficar agradados pelo esforço da banda em apresentar variedade. Com algumas escutas apercebemo-nos da quantidade saudável de detalhes por absorver e isso deixa-nos antever a abundância de ideias que a banda possa ter a empregar em futuras composições. Estamos convictos que o passar dos anos, o intensificar da rodagem e consequente “olear” de máquina, vão tornar os Burning Sunset num dos colectivos mais interessantes a seguir do underground luso. [7/10] N.C.
Estilo: Death/Black Metal Progressivo
Discografia: "Bruma" [2008]
My Enchantment e ThanatoSchizO - No In Live Caffe
Os My Enchantment e os ThanatoSchizO actuam no dia 20 de Setembro no In Live Caffé, na Moita, pelas 22h00. Esta será uma das últimas oportunidades do público ver os My Enchantment ao vivo este ano, já que a banda se prepara para entrar em estúdio brevemente para a captação do seu segundo longa-duração.Undersave - Lançam primeiro EP
“After The Domestication Comes The Manipulation” é o título do primeiro EP dos Undersave, banda de Loures praticante de death metal com influência grindcore. Este sucessor da demo “Domestication Of The Human Race” de 2005, foi gravado nos Bruno Sound Studios com Hugo Camarim e é composto por cinco temas que perfazem um total de 30 minutos de música. Este trabalho está disponível por encomenda a 5€ [mais portes de envio] através do e-mail undersave@gmail.com. Entretanto, fica um aperitivo deste trabalho no myspace da banda. Friday, August 08, 2008
Thee Orakle - Com guitarrista de Orphaned Land
Yossi Sassi-Sa’ron é convidado de honra dos nacionais Thee Orakle para constar num dos temas do seu primeiro álbum. Yossi é guitarrista dos israelitas Orphaned Land e promete emprestar o seu talento a este trabalho com recurso à Bouzouki, guitarra tradicional grega. Após cerca de dois meses de pré-produção, os Thee Orakle vão a partir da segunda quinzena de Agosto iniciar as gravações do seu primeiro álbum com Daniel Cardoso nos Ultrasound Studios, em Braga, devendo demorar pouco mais de um mês. Continua ainda por anunciar o título e a temática deste primeiro longa-duração. Tuesday, August 05, 2008
Entrevista Aborted
VENENO EM “SÉRIE”Uma das mais influentes forças do death metal mundial actual, os belgas Aborted, estão de regresso para mais um demonstração gratuita de violência visual e musical. Ao seu sexto longa-duração, o quinteto sedeado na Bélgica, mas contando com membros da França e Reino Unido, já pouco tem a provar para além daquilo que a sua vincada personalidade lhes fez alcançar ao fim de 18 anos de carreira. Aqui temos mais uma prova, já que a banda envereda, em “Strychnine.213”, por uma produção mais crua mas mantendo a receita equilibrada de peso, balanço e melodia que tem caracterizado os seus últimos trabalhos. Se a qualidade já é indissociável de tudo o que os Aborted façam, também no regresso “Strychnine.213” o sangue, a tortura e as atrocidades “gore” fazem-se sentir no ar na plenitude de uma força trituradora como há poucas hoje em dia. Sebastien Tuvi [guitarrista], em directo da “Summer Slaugther Tour” com Vader, Kataklysm, The Black Dahlia Murder, Cryptopsy, só para mencionar alguns, dos Estados Unidos .
Para uma banda com uma carreira longa e extrema como a dos Aborted, será que a melhor maneira de evoluir é tentar algo mais melódico e “leve”?
Bem, se ouvires bem todos os álbuns dos Aborted vais aperceber-te de que a melodia sempre foi um elemento presente no nosso género desde o “Goremageddon: The Saw And The Done”. Penso que, neste momento, apenas desenvolvemos o que, efectivamente, já estava lá. Eu não diria que nos tornámos mais melódicos, diria sim que estendemos o nosso leque de influências trazendo mais diversidade para a mistura brutalidade, groove e melodia.
Em primeira análise, podemos dizer que “Strychnine.213” é a continuação natural de “Of Slaughter & Apparatus: A Methodical Overture”?
Podemos dizer que sim, a partir do momento em que “Slaughter & Apparatus…” foi uma espécie de álbum de transição já que tínhamos acabado de operar uma grande mudança de line-up, mais precisamente em 2005. Este álbum pretendia manter a banda viva e mostrar às pessoas que nós continuamos a mesma banda de death metal, apesar de tudo. Agora, com “Strychnine.213” tentamos dar um passo em frente e adicionar mais personalidade ao nosso som ainda que tenhamos feito um esforço para manter a identidade que é reconhecida aos Aborted.
Sentem algum “medo” de enervar os vossos fãs de longa data com isso, embora seja indubitável que os Aborted continuam uma banda extrema?Qualquer disco que lançamos recebe muitas “queixas” dos fãs mais hardcore do “verdadeiro” underground. Não consegues contentar toda a gente. Se gravássemos outro “Goremageddon”, por exemplo, haveriam pessoas descontentes na mesma e seria ainda menos honesto da nossa parte se o fizéssemos, pois evoluímos como músicos e queremos experimentar e criar coisas novas, não enganar os nossos fãs oferecendo-lhes sempre o mesmo álbum! Por isso, escolhemos ignorar a crítica porque sentimos que continuamos a criar música que se encaixa no universo dos Aborted. Se as pessoas preferem os álbuns antigos, ninguém as proíbe de os escutar, certo?
Será que o facto de terem passado a fazer parte de uma grande estrutura como a Century Media afectou, de alguma forma, a vossa forma de composição?
A nossa forma de composição não, de maneira nenhuma! Apenas mudaram os planos de “negócio” que tínhamos, o que nos obrigou a fazer mais digressões, mais sacrifícios pessoais para tornar a banda maior. Em termos artísticos, eles deixam-nos completamente libertos, o que é muito importante para nós!
Como é que é possível que, por exemplo, uma etiqueta discográfica peça um single a uma banda extrema? Como é que se visualiza um conceito desses?
Bem, não sei. Nós nunca tivemos um “hit single”, mas a editora sempre pega em um ou dois temas que prefere para servir de "sampler" promocional, embora não os considere assim.
Hoje em dia ouvem bandas muito diferentes das que ouviam no início das vossas carreiras? Assimilam, actualmente, influências muito diferentes?
Pessoalmente, não. Sou um metaleiro “old-school”. Cresci ouvindo Slayer, Metallica, Sepultura e tendo a ficar preso aos sons dos anos 80. Contudo, confesso que, actualmente, descobri bandas muito boas como os The Dillinger Escape Plan, Deathspell Omega, Stolen Babies, mas continuo muito agarrado aos clássicos.
Se actualmente os Aborted tentassem desprender-se das suas origens, será que os poderíamos ver a escrever sobre outra coisa qualquer que não violência, sangue e entranhas?Para ser sincero, não sei. Penso que as nossas letras “gore” e violentas, bem como a nossa imagem, são algo que define a nossa identidade, daí que sintamos que seja natural invocar esses tópicos quando escrevemos. Continuamos a ser uma banda de death metal e não pretendemos abordar assuntos românticos, políticos ou outro tipo de treta nas nossas letras. Simplesmente, não iria encaixar com o feeling da banda, na minha opinião.
O novo “Strychnine.213” aborda a história de um assassino, certo? Será que se trata de uma espécie de recriação de um assassino em série ao estilo “Saw”?
“Strychnine” é uma espécie de veneno e “213” é o número do apartamento do assassino Jeffrey Dahmer. O conceito geral das letras do álbum é baseado em investigações policiais e assassinos em série reais. O Sven [Caluwé – vocalista] foi, inclusive, consultar reportagens e documentação do FBI para se inspirar em crimes verídicos para escrever.
Que mais me pode dizer das vossas influências “gore”? Imagino que tenham que ler e estudar bastante para saberem, com fundamento, sobre o que estão a escrever…
Sim, o Sven estuda muitos casos criminais, ele é apaixonado por assassinos em série. Inclusive, ele já trabalhou numa morgue, portanto, tem uma certa "sabedoria" sobre morte que, certamente, o inspira bastante na altura de escrever letras.
Será que filmes tão violentos como o “Saw” vos inspiram? Já agora, é um grande filme ou não?
[Risos] Simplesmente, digo que todos os meus colegas na banda gostam deste filme, excepto eu! Penso que é uma má cópia do “Seven”, que o velhote vilão não tem credibilidade nenhuma e que o rumo da história é muito infantil. Contudo, admito que num nível puramente visual este filme transporta grandes ideias. Apenas desgosto da forma como foi escrito. Mas mais uma vez, esta é apenas a minha opinião. Eu sou muito “miudinho” quando se trata de avaliar cinema.
Aos poucos começam a abolir dos vossos discos aqueles samples arrepiantes tão comuns nos vossos primeiros trabalhos. Há alguma razão especial para isto?
Na verdade, existem alguns samples assustadores no nosso novo álbum. Acontece apenas que em vez de serem retirados de filmes de terror são extraídos de entrevistas com pessoas como o Jeffrey Dahmer e Charles Manson. Os samples e as faixas atmosféricas fazem parte do nosso universo musical e nunca os vamos abolir. Aliás, vamos mesmo usá-los cada vez mais ao vivo!
Deixemo-nos agora viajar um pouco na “mayonnese“: alguma vez pensaram em fazer uma espécie de disco de death metal com uma orquestra que gerasse um ambiente bem "horror movie"?
Só se conseguissemos a participação da Jenna Jameson! [risos] Agora falando a sério, a ideia atrai-me, mas precisaríamos de suportar um orçamento bastante grande para que um projecto como esse não soasse leviano e feito sem grande profissionalismo. Mas para isso precisamos de nos tornar uma banda muito maior do que a que somos hoje em dia.
Em relação ao vosso line-up, sentem-se mais descansados por o terem assegurado novamente neste disco? Sentem-no a respirar melhor que nunca após tantos anos de constantes mudanças?Bem, sentimos o mesmo que sempre: na realidade odiamo-nos todos e parece um inferno estarmos mais do que um mês fechados numa carrinha juntos. Na verdade, estou realmente a considerar matar-me depois de matar todos os meus restantes colegas. Estou a brincar! [risos] Na verdade, está a correr bem e sente-se um espírito de equipa genuíno na banda neste momento. Toda a gente está no mesmo “barco”, pelas mesmas razões, e vive-se a melhor atmosfera que a banda alguma vez viveu!
Como é que a banda trabalha hoje em dia?
Na realidade, não é muito fácil trabalharmos em grupo, porque durante o processo de composição todos nós gravamos demos em casa, partilhamo-las via internet, trocamos ideias através do nosso fórum interno e só quando tudo está praticamente pronto juntamo-nos e ensaiamos para procedermos aos últimos arranjos. Também ensaiamos antes da maioria dos concertos. Encontramo-nos na nossa sala de ensaios na Bélgica e passamos alguns dias juntos antes de voar para uma digressão ou para uma série de espectáculos.
Como acha que se sente o Sven [único membro fundador ainda presente na banda] quando faz uma retrospectiva de todos esses anos? Será que estranha relembrar os seus antigos colegas e sentir que, aparentemente, eles não acreditavam tanto no sonho de chegar longe com a banda como ele?
Eu posso responder por ele porque temos a mesma visão sobre esse assunto. Penso que todos os que abandonaram a banda ao longo desses anos não se sentiam, simplesmente, suficientemente motivados para fazer os sacrifícios que exigem levar uma banda extrema a um nível superior. Nós somos todos pessoas muito trabalhadoras, disciplinadas e com vontade de fazer uma banda como essa funcionar. Nós quase nem fazemos dinheiro suficiente para pagar as nossas contas quando regressamos de uma tournée e temos que nos ausentar muitos dias dos nossos empregos. Por isso, não é mesmo nada fácil sustentar essa situação. Eu não posso culpar algumas pessoas por desistirem devido a essas dificuldades. Mas outras estavam na banda por razões erradas, por procurarem fama – o que é rídiculo -, ou para fazerem muito dinheiro, o que é ainda mais ridículo.
Em relação ao vosso novo disco encontramos ainda mais algumas mudanças. Por exemplo, a produção parece menos elaborada…
O “Strychnine.213” parece menos cheio porque não está tão produzido como costumávamos fazer no passado. Este soa mais como uma banda a tocar efectivamente: duas guitarras, um baixo e uma bateria acústica. Este é o verdadeiro som dos Aborted. Não há edições nem truques. Pode soar diferente da maior parte das bandas actualmente, mas soa a nós próprios e não a qualquer outra banda. Sinceramente, prefiro ouvir produções mais naturais.
Fazendo um pequeno balanço dos vossos últimos anos de carreira, creio que se pode dizer que a legião de fãs dos Aborted tem realmente crescido e se solidificado. Uma das maiores provas será a formação do “Aborted Army”, um grupo de fãs que se faz apresentar em todos os vossos concertos vestidos a rigor, mais propriamente com roupas de cirurgião aludindo à capa de “Goremageddon”. Sentem-nos como vossos discípulos?É muito agradável constatar como algumas pessoas são mesmo fãs dos Aborted. Nós sempre tivemos uma relação muito próxima com os nossos admiradores e tentamos envolvê-los com a banda. Por exemplo, com o “Archaic Abattoir” solicitamos-lhes o envio de cabelos e unhas para fazer uma espécie de “saco de provas” e para este último trabalho demos-lhes a hipótese de darem um nome a um tema.
Por fim, como vos está a correr a tournée pelos Estados Unidos?
Esta tournée tem sido, simplesmente, espectacular! Estamos a passar uma temporada muito boa nos Estados Unidos, tocando frente a muitos putos, todas as noites, divertindo-nos imenso. Tem sido uma experiência muito fixe e uma das coisas muito boas dessa tournée é que temos levado a nossa música a muitos fãs novos que nunca tinham ouvido falar de nós ainda. Tem sido um ambiente puro “rock’n’roll”!
Nuno Costa
www.goremageddon.be
Saturday, August 02, 2008
"Super Blog Awards" - Votações já decorrem
As votações decorrem apenas até ao dia 30 de Agosto!
Friday, August 01, 2008
O "F.I.M."?
Que se poderá dizer de mais esse capítulo na vida de uma pacata região “metaleira” e de [pelo menos] alguns jovens que viveram entusiasticamente mais este festival de calibre internacional nos Açores? A alegria desmedida aliada à troca de experiências com os músicos internacionais que gera o crescimento – vital - de mentalidades e de um movimento local que há muito necessitava de um tão grande balão de oxigénio, crê-se que é o mais importante. Em jeito de análise/conclusão fica mais uma vez a convicção de que o futuro é dos “putos” e não, propriamente, e por mais que isso possa ferir susceptibilidades, dos auto-proclamados militantes da “Velha Guarda”. Esses parecem perder fulgor, fibra e apego à causa com o passar dos anos e deixa cada vez mais de ser composto por esses o grosso da plateia que dá cor e vida aos espectáculos do lado de cá do palco.
Resta-nos, portanto, acreditar na renovação. Na renovação de pessoas e condutas que, pelo que se vê [nem que seja pelos gentis e-mails que me chegaram, de jovens, mais concretamente] deixam transparecer que são lúcidos em relação à importância destas mudanças e destes eventos que têm havido na região e ao que isso pode proporcionar-lhes no futuro. Para isso, basta manterem-se lá, na plateia; nós tentaremos continuar a corresponder-vos.
A par disso tudo, sabe-se, de consciência muito firme, de que o caminho é muito longo a percorrer. Mas é incontornável que algo de bom se começa a antever, atentendo à alegria dos mais novos que acorrem às salas de espectáculos hoje em dia. É por esses mesmos que sentimos vontade de continuar. São por esses que mais tarde este estilo pode crescer e rever-se num outro manual de crenças e convicções. Quem ficou de fora, está mesmo “out”! Não interessará à causa.
Que este texto não soe a despejo de “azias” por algo que se tenha passado mal. De maneira alguma. Da nossa parte temos a humildade como lema, e, sem esquisitices, achei, bem como outros, esse um grande festival (com todas as letras)! O melhor foi mesmo o que se passou lá dentro e não cá fora, na casa de outros ou noutras festas a poucos quilómetros. Só fazem falta os que lá estão. E assim foi. Se uns insistem em falar em quantidade, eu falo em qualidade. Parafraseando as palavras de alguns músicos internacionais: “Vi a sinceridade nos olhos dos putos. De onde venho isso já pouco acontece”.
Keep it [really] Heavy!
Nuno Costa
Friday, July 25, 2008
O começo do... "F.I.M."
E digamos que hoje marca o início do “F.I.M.”. Em momento de incredulidade [ainda tenho que esfregar os olhos para focar e acreditar nesse acontecimento atípico nos Açores], apresto-me a dizer/apelar que todos os que tiverem interesse e disponibilidade para estar presentes neste festival, vivam-no ao máximo! É sempre importante abrir os olhos das pessoas para a simbologia de um evento desses nos Açores, concreta e logicamente para os metaleiros [isto para os que ainda não perceberam]. Sinto isto como um trabalho de equipa: foi-vos oferecido o espectáculo, agora dêem-nos o vosso melhor e entreguem-se ao máximo nele! O nome deste festival pode ser ambíguo, estranho, agoirento, mas estamos convictos que isto é apenas o fim da debilidade mercantil “metálica” local. Entretanto, tudo, mas mesmo tudo, dependerá da receptividade do público ao evento e se este vai de encontro às nossas expectativas. Estou certo de que se conseguiu o mais difícil. Agora está nas mãos dos fãs de Metal açorianos determinar a continuidade deste tipo de eventos, o fim de uma era, ou o começo de outra. Sinceramente, tenho que voltar a vincar: apareçam e celebrem! Celebrem com a pura das intenções!
Agora o tempo é de trabalho… Desejo a todas as pessoas que ajudaram na preparação deste espectáculo um excelente festival. A todo o público: são de vocês que vivem iniciativas como essas. Invoquemos a nossa honestidade, sentimentos e convicções para que este festival seja memorável. Apareçam… em massa.
Cumprimentos,
Nuno Costa
Tuesday, July 22, 2008
Entrevista Fear My Thoughts
SEM MEDO DO “ESCURO”A fórmula por muitos considerada a mais correcta para assegurar uma carreira duradoira é a da “reinvenção”, do progresso e experimentação constantes. Para os germânicos Fear My Thoughts esse princípio sempre foi tido em conta, mas no seu regresso em disco, com “Isolation”, esse assume redimensionada importância. Depois de um soberbo álbum como “Vulcanus”, orientado para o Death Metal melódico mas já dando mostras de que algo poderia estar a mudar, a banda não teve o mínimo receio de arriscar num novo trabalho em que a melodia assume um papel de destaque, o rock progressivo clássico ganha fulgor, a imagem passa a ser mais negra e até a produção parece ter recuado no tempo e fugido a convicções modernas. São com esses elementos que recebemos o sexto longa-duração deste colectivo militante na Century Media e que vem a ganhar muitos pontos na corrida pela meta da personalidade própria e livre de condicionalismos “trendy”, como já raramente encontramos nos dias de hoje. A 26 de Julho, próximo sábado, os açorianos terão oportunidade de testemunhar ao vivo as enormes qualidades dos Fear My Thoughts que com esta data marcam a sua estreia absoluta em Portugal, concretamente no festival “F..I.M.”, a ter lugar no Coliseu Micaelense, em Ponta Delgada.
Creio que não restam dúvidas de que “Isolation” marca uma nova etapa musical na carreira dos Fear My Thoughts…
Para muitos ouvintes e fãs soa a uma etapa completamente nova. Porém, para nós, como artistas e músicos nesta banda, representa apenas um novo passo no âmbito do nosso progresso. É como se tudo fosse um “círculo”, pois o “Isolation” tem muito em comum com os nossos primeiros dois discos, o “23” e “Vitriol”.
Partindo do título do vosso novo álbum, passando pela orientação da sua música até ao artwork, parece que este transmite claramente uma aura mais introspectiva e, de certa maneira, mais gótica e melancólica. Também é assim que vêem “Isolation”?
Nós não nos identificamos com a cena Gótica e nem ouvimos bandas deste género, mas compreendo ao que te referes e estás correcto, acho. O disco tem um sentimento muito dark, mas não “malévolo” ou dentro daquele cliché romântico/gótico. Enquanto os nossos antigos discos versavam sobre montes de assuntos políticos e sócio-culturais, este novo é muito mais pessoal e autobiográfico e, portanto, muito emocional num sentido.
Uma das análises que podemos fazer de “Isolation” é de que reflecte uma banda muito inteligente por refrescar-se musicalmente dentro da sua própria carreira e ao mesmo tempo afastando-se de tendências. Este é um evidente manifesto de maturidade e independência criativa, bem como assegura uma longa carreira, pois não estão dependentes do sucesso que uma tendência esteja a ter.
Sim, para nós é muito importante termos a nossa própria identidade como banda e como artistas. Esta é uma das “crenças” dessa banda – não seguir nenhuma tendência e não aceitar limites e categorias. Eu sinto muito a falta disso na música de hoje em dia. A vontade de criar algo “fresco” e original foi-se para muitas pessoas, havendo a tendência para se repetirem infinitamente. Este é o grande problema.
Entretanto, estou certo de que sabiam dos riscos de assumirem uma orientação musical bastante diferente da vossa anterior. Têm estado a ouvir comentários como “estou chocado com a música do vosso novo disco” ou “definitivamente, preferia a dureza antiga dos Fear My Thoughts”?Sim, sem dúvida, estávamos à espera deste tipo de reacções e alguns comentários chegaram mesmo a ser dolorosos para nós. Contudo, ao longo do tempo as pessoas foram-se envolvendo no trabalho, entrando nesta nova direcção e foram-nos chegando cada vez mais reacções positivas. Muitas pessoas manifestaram-se da seguinte forma: “Primeiro não gostei do disco, mas dei-lhe mais duas ou três hipóteses e depois disso passei a adorá-lo.” É verdadeiramente estranho, mas conseguimos compreender perfeitamente quando as pessoas deixam de gostar de nós. Quando é assim digo-lhes: “Oiçam o “Vulcanus” ou o “Hell Sweet Hell” ou qualquer disco dos At The Gates, porque eles é que foram os fundadores deste estilo e “rockam” mais do que qualquer um dos seus clones, incluindo os Fear My Thoughts! [risos] Para nós, o “Isolation” é muito mais brutal do que os seus antecessores porque comporta um sentimento “desesperante” e um som muito mais sujo, o que acaba por ser, realmente, mais brutal do que qualquer uma das produções “clínicas” e estéreis que vemos todos os dias. Mas esta é apenas a minha opinião…
Realmente, vocês levaram essa “revolução” até ao mínimo detalhe. A produção está “vintage” e sem o impacto sonoro das produções comuns hoje em dia. Foi deliberado, portanto…
Totalmente! Como disse antes, quisemos alcançar um feeling “live” com este disco. Produções muito modernas soam sempre plásticas e iguais. Não consegues recriar essa sensação ao vivo, uma vez que sobrepuseste seis guitarras, quatro vozes e a tua bateria soa como se fosse de outro planeta! Mas isto não se trata da realidade! A realidade para nós é duas guitarras, uma voz e um kit de bateria real. E foi assim que fizemos. Nada foi copiado, movido ou quantizado e todas as notas foram, realmente, tocadas neste álbum.
Será que podemos entender também a entrada do Martin como uma força impulsionadora desta mudança musical, à parte de ele cantar mais melódico do que o Mathias?
Nós tínhamos tomado essa direcção ainda antes do Martin se ter juntado a nós. Ele era apenas a ligação que faltava para completarmos o “círculo”.
Foi fácil arranjar substituto para o Mathias? O Martin é um bom rapaz? [risos]
O Mathias era uma pessoa impecável e muito divertida em palco. Mas ele deixou-nos e um dia depois falámos com o Martin para ele juntar-se a nós. O Martin era grande amigo dos Fear My Thoughts há bastante tempo, por isso conhecíamo-lo muito bem. Ele é um fantástico vocalista, pianista e guitarrista e, para além disso, uma das pessoas mais positivas e agradáveis que conheço. Ainda me pergunto como ele conseguiu escrever letras tão obscuras… [risos]
A saída do Mathias foi um momento muito chocante para vós? Que razões apresentou?Não foi uma grande surpresa para nós. Ele andava já cansado de estar em digressão e estar a tocar o tempo todo. Ele está a estudar na universidade, casou e tornou-se pai – tem agora uma filha. Portanto, foi altura de ele estabelecer prioridades. Não o forçámos a nada, ele é que sentiu que tinha que sair e seguir a sua vida.
Os Fear My Thoughts são, acima de tudo, um grupo de músicos muito ecléticos. Que bandas vos terão influenciado mais na composição de “Isolation”?
Sim, nós gostamos de estilos musicais muito diversos. Não houve, no fundo, nenhuma banda nova que nos tivesse influenciado na concepção destes novos temas, mas sim um conjunto de bandas que adoramos há anos e que tiveram mais impacto na hora de compor desta vez. E falo de bandas como King Crimson, Radiohead, Amplifier, Opeth, Alice In Chains, Soundgarden, Porcupinte Tree, Dredg, Amon Düül, Led Zeppelin, Pink Floyd, Neurosis, Mastodon… Apenas para referir alguns.
Markus, ambos sabemos que um dos grandes pretextos desta entrevista é a vossa vinda aos Açores para actuarem no dia 26 de Julho, no Coliseu Micaelense. Isto alguma vez vos passou pela cabeça?
Para nós, naturais da zona “principal” da Europa, os Açores são um lugar muito exótico, um lugar muito bonito no meio do Atlântico! Eu acho que quando temos oportunidades de tocar em sítios desses é como que um sonho tornado realidade. Já tocámos em quase todos os clubes da Alemanha e já vimos tudo, por isso, tocar nos Açores é deveras entusiasmante para nós. E vamos usar esta oportunidade única para passar umas férias em S. Miguel depois do festival!
Acrescentaria ainda que estão a fazer parte de uma espécie de “revolução” local em termos de Heavy Metal!
Wow, isto é uma honra enorme para nós! Como disse, estamos muito excitados por ir tocar aos Açores. A maior parte de nós não é daquele tipo de pessoa “urbana”. Adoramos estar fora das cidades e explorar a natureza!
O que sabiam dos Açores antes de surgir o convite para virem actuar?
A única coisa que sabia acerca dos Açores era da existência do seu “anti-ciclone”! [risos] Ouve-se muito sobre ele no boletim metereológico.
Atendendo ao facto de que os locais sempre se viram privados de uma vida “metaleira” normal, embora os Açores tenham um movimento underground bastante intenso, o que poderia dizer para ajudar a manter a fé dos músicos nas suas carreiras e ao público no desenvolvimento das ilhas?
Sejam, simplesmente, vós próprios e façam o que gostam. Ou seja, existem tantas tendências musicais, como o Metalcore, por exemplo, que é uma vertente muito forte na Europa e nos Estados Unidos, mas, por isso, existem milhares de bandas exactamente iguais. O que tenho a aconselhar é que “soem” açorianos, incorporem as influências da vossa cultura e da vossa história na vossa música. Isto soa tão a treta nacionalista-socialista, mas eu sei que percebem o que quero dizer! [risos] Usem o que gostam nas vossas vidas para criar o vosso próprio nicho, é a isto que me refiro. Trata-se tudo de ter uma identidade própria.
Quais são as vossas expectativas em relação ao público açoriano?Eu penso que o pessoal vai “rockar”… bem como nós!
Podemos já dizer que vão voltar dos Açores com uma estória especial para contar? Ou seja, partindo do facto de que vão tocar num sitio que a maioria nem sequer alguma vez ouviu falar, muitos menos da sua tradição no que respeita ao Metal? [risos]
Espero que tenhamos muita coisa positiva a contar desta viagem.
Por fim, dou-lhe “airplay” para dizer o que quiser…
Pessoal, estamos todos muito felizes por irmos tocar ao vosso festival… e estamos também muito contentes por irmos ver baleias, talvez! [risos]
Nuno Costa
A caminho do... "F.I.M." [VI]
FEAR MY THOUGHTSA atingir os 12 anos de carreira, os alemães Fear My Thoughts já pouco têm a provar no mundo mais contemporâneo do som de peso. Uma carreira marcada por longas tournées e cinco discos de estúdio que serviram para colocar a banda, confortavelmente, no patamar superior dos projectos de Metal mais credíveis e consistentes da actualidade. Se as bandas normalmente têm receio de expandirem-se para além do seu perímetro criativo e estilístico, por qualquer pressão, consciente ou inconsciente, imposta pelo mercado, no caso dos Fear My Thoughts o ecletismo marca o seu percurso e a banda nunca teve receio de transportar para a sua música as suas inúmeras e díspares influências… nem que isso choque convenções! Death Metal tipicamente sueco temperado com elegantes toques de rock progressivo geram uma substância inovadora que faz com que a banda se destaque da maioria, embora só os mais iluminados possam perceber onde esta quer chegar. Se num momento os Fear My Thoughts podem soar a Arch Enemy ou Dark Tranquility, no outro já podem emanar essências de Opeth, Porcupine Tree ou Tool. Por mais estranho que isso possa parecer, é neste caldeirão que a banda se banha e esculpe uma personalidade cada vez mais ímpar. No dia 18 de Julho chega aos escaparates “Isolation”, o sexto longa-duração dos Fear My Thoughts, gravado por Daniel Bergstrand [Meshuggah, In Flames, Behemoth, Soilwork] e a editar pela gigante Century Media. Pelos excertos no seu Myspace, adivinhamos um passo em frente em termos musicais e o aprofundar da fórmula Metal/Rock progressivo do quinteto. A vinda aos Açores trará o seu novo disco “fresquinho” na bagagem, no seu primeiro concerto internacional de apoio a “Isolation”.
Data de formação: 1996
Origem: Alemanha
Estilo: Death/Thrash/Prog Metal
Influências: At The Gates, Arch Enemy, Dark Tranquility, Neaera, Caliban, Machinemade God, Opeth, Porcupine Tree
Pontos altos no currículo: Contracto com a Century Media, concertos em festivais como o Summer Breeze e Metalcamp, com bandas como Opeth, Evergrey, Behemoth, Ministry e Helloween;
Discografia: “Sapere Aude” [EP 1999], “23” [CD 2001], “Vitriol” [CD 2003], “The Great Collapse” [CD 2004], “Hell Sweet Hell” [CD 2005], “Vulcanus” [CD 2007]
Links: www.fearmythoughts.com / www.myspace.com/fearmythoughts
Friday, July 18, 2008
A caminho do... "F.I.M." [V]
Torna-se fácil falar de Morbid Death uma vez que são, simplesmente, o maior, mais antigo e respeitoso símbolo do Heavy Metal nos Açores. Com 18 anos de carreira, assinam a discografia mais extensa e rica que uma banda açoriana alguma vez atingiu. Criado em 1990 por Ricardo Santos e Dinis Costa, o grupo micaelense estreou-se com as demos “Nomad” e “Shameless Faith” e, em 1997, marca o panorama local com a edição do primeiro disco açoriano em formato profissional – “Echoes Of Solitude”. O disco esgotou a sua primeira edição, sendo alvo, mais tarde, de uma reedição com nova imagem. Em 2002, a banda assina com a Recital Records, selo discográfico mais importante nos meandros do Heavy Metal em Portugal, e lança “Secrets”. A banda continuou o seu percurso de sucesso e em 2004 apresenta-nos o seu terceiro longa-duração – “Unlocked”. Com um currículo invejável, a banda é hoje nome sobejamente conhecido tanto por quem aprecia o Heavy Metal como para quem lhe é alheio na região. Para além disso, é símbolo de empenho e dedicação a este género e força impulsionadora para os músicos açorianos que achavam impensável uma carreira semelhante nos Açores. Para homenagear tantos anos de estrada a banda gravou ainda um espectáculo em 2005, no Coliseu Micaelense, para posterior edição em DVD. De momento, a banda já compõe temas para o seu quarto longa-duração acompanhada, novamente, de Rui Frias, guitarrista carismático do colectivo micaelense, que regressou às suas fileiras este ano. Sendo obrigatória a sua presença em qualquer evento de Heavy Metal nos Açores, os Morbid Death não faltam também, portanto, ao “F.I.M.” e actuam no dia 26 de Julho antes dos germânicos Fear My Thoughts.
Data de formação: 1990
Origem: S. Miguel
Estilo: Thrash/Gothic Metal
Influências: Paradise Lost, Metallica,
Pontos altos no currículo: Lançamento de três discos de originais, tournée pelo continente português, variados concertos nos Açores;
Discografia: “Nomad” [Demo 1993], “Shameless Faith” [Demo 1995], “Echoes Of Solitude” [CD 1997], “Secrets” [CD 2002], “Unlocked” [CD 2004]
Links: www.morbid-death.com / www.myspace.com/morbiddeathband
Data de formação: 1990
Origem: S. Miguel
Estilo: Thrash/Gothic Metal
Influências: Paradise Lost, Metallica,
Pontos altos no currículo: Lançamento de três discos de originais, tournée pelo continente português, variados concertos nos Açores;
Discografia: “Nomad” [Demo 1993], “Shameless Faith” [Demo 1995], “Echoes Of Solitude” [CD 1997], “Secrets” [CD 2002], “Unlocked” [CD 2004]
Links: www.morbid-death.com / www.myspace.com/morbiddeathband
Thursday, July 17, 2008
A caminho do... "F.I.M." [IV]
ANOMALLYSão, actualmente, o ex-libris “metálico” da ilha Terceira e cada vez mais uma banda de referência a nível Açores. Consumada a ideia, de longa data, do teclista Miguel Aguiar e do guitarrista Tiago Alves de formar uma banda, os Anomally surgem em 2005 e todo o esforço parece ter sido recompensado em pouco tempo. Desde a sua criação a banda já teve a oportunidade de participar no Festival Angra Rock 2006, Alta Tensão [com os headliners Mnemic], Festival Azure e nas grandes festas da Praia da Vitória. Já este ano arrecadaram o prémio de “Melhor Banda Rock/Metal” nos Prémios Açores Música referente aos melhores artistas açorianos de 2007 e viajaram novamente à ilha de S. Miguel para participar no festival Beer Metal Fest com bandas locais como Morbid Death, Nableena e Duhkrista. Depois de uma demo caseira, editada em 2006, a banda já só pensa na edição do seu álbum de estreia que se encontra, de momento, em fase de masterização nos Watt Studios, na ilha Terceira, com o produtor João Mendes [Stream]. “Once In Hell…” é o título da obra que comporta oito temas e deverá ver a “luz do dia” ainda este ano. A presença no festival “F.I.M.” será uma oportunidade privilegiada para todos ouvirem o seu disco de estreia na íntegra, segundo já comunicou a banda terceirense.
Data de formação: 2005
Origem: Terceira
Estilo: Death/Thrash/Gothic Metal
Influências: Metallica, Dimmu Borgir, Dark Tranquility, Devildriver, Moonspell,
Pontos altos no currículo: Concerto no festival Alta Tensão [com Mnemic, Reaktor, Concealment, Morbid Death, Forgodsfake, Stampkase e Psy Enemy], Prémio “Melhor Banda Rock/Metal” nos Prémios Açores Música 2007, finalista no Concurso Angra Rock 2006;
Discografia: “Anomally” [Demo 2006]
Links: www.anomally.com / www.myspace.com/theanomally
Tuesday, July 15, 2008
A caminho do... "F.I.M." [III]
DAGOBAO quarteto Dagoba representa hoje a maior bandeira do metal moderno e musculado vindo de França. Formado em 2000, o colectivo de Marselha surpreendeu o mundo com um demolidor disco de estreia auto-intitulado, em 2003. Choveram elogios da imprensa como: “Este é um álbum impressionante, grande, mortífero” [Hard’N’Heavy Magazine] ou “Um álbum esmagador que não deixará ninguém vivo” [Rock Sound Magazine]. A partir daí, o sucesso estendeu-se à estrada e levou-os a partilhar palcos com bandas tão mediáticas como Metallica, Machine Head, Fear Factory, Paradise Lost, U.D.O. e Korn. Entretanto, o grande passo para a ribalta é dado com o seu segundo álbum, em 2006, designado “What Hell Is About”, um trabalho que eleva a um nível superior a sua mistura de agressividade com melodia e alguma electrónica. “What Hell Is About” foi gravado com o aclamado produtor Tue Madsen [Mnemic, HateSphere, The Haunted] nos Antfarm Studios [na Dinamarca] e conta com a participação, em dois temas, de Simen “Vortex” Hestnaes [Dimmu Borgir, Arcturus]. Entretanto, a banda já se encontra a registar o seu terceiro longa-duração, “Face The Colossus”, novamente com Tue Madsen, e prevê a sua edição ainda para este ano pela Season Of Mist.
Data de formação: 2000
Origem: França
Estilo: Metalcore/Industrial/Groove Metal
Influências: Chimaira, Machine Head, Devildriver, Threat Signal
Pontos altos no currículo: Concertos com Metallica, Machine Head, Fear Factory, Paradise Lost, In Flames, Sepultura, U.D.O., Korn; presença nos festivais Hellfest e Summerbreeze;
Discografia: “Release The Fury” [EP 2001], “Dagoba” [CD 2003], “What Hell Is About” [CD 2006]
Links: www.dagobaonline.com / www.myspace.com/dagoba
A caminho do... "F.I.M." [II]
Data de formação: 2003
Origem: S. Miguel
Estilo: Metal Moderno
Influências: Textures, Meshuggah, Mnemic, Byzantine, Dream Theater
Pontos altos no currículo: Vitória no Concurso Angra Rock 2005, concerto no Festival Alta Tensão [com Mnemic, Reaktor, Concealment, etc], no Festival Angra Rock [com Exilia e Easyway], no Festival Coliseu ANIMA Rock [com The Temple], presença em três edições da Festa do Chicharro, duas da Semana Cultural da Povoação, Festas do Nordeste e Sanjoaninas;
Discografia: “Self Afflicted” [Demo 2003]
Myspace: www.myspace.com/stampkase
Thursday, July 10, 2008
A caminho do... "F.I.M." [I]
Preparando terreno para o grande festival de Metal açoriano do ano, o “F.I.M. – Festival Internacional de Metal”, a ter lugar nos dias 25 e 26 de Julho no Coliseu Micaelense, em Ponta Delgada, tendo como grandes atractivos os cabeças-de-cartaz Dagoba [Fra] e Fear My Thoughts [Ale], a SounD(/)ZonE vai nos próximos dias publicar “briefings” com informação sobre todas as bandas que fazem parte do cartaz. A primeira "alínea" é dedicada aos Oppressive.
OPPRESSIVE
São a mais recente criação dos músicos Filipe Vale, Bruno Pacheco e Ricardo Conceição, colegas fiéis e companheiros em bandas, já extintas, como Blasph3my e Self Defense. O “power” característico das suas composições é transportado para este novo projecto que nasce em 2006 e é reforçado pela entrada de outros músicos com experiência no meio regional como Fábio Amaro [Psy Enemy] e Carlos Cabral [Spinal Trip]. Quem já escutou o seu tema “What’s Left Of Me”, disponível no seu Myspace oficial, com certeza pôde comprovar a consistência que estes músicos desenvolveram nos últimos anos e ficou com "águas na boca". A expectativa em torno do colectivo é ainda agravada pelo facto da banda nunca se ter apresentado ao vivo ao público micaelense, contando apenas e ainda com dois concertos no currículo – no palco "Oportunidades" do festival Maré de Agosto 2007 e no Concurso Angra Rock 2007. Defende a banda que quer garantir o máximo de qualidade da sua música antes de partir à conquista do grande público. Uma óptima política de que poderemos ver viabilidade no dia 25 de Julho no Coliseu Micaelense.
OPPRESSIVESão a mais recente criação dos músicos Filipe Vale, Bruno Pacheco e Ricardo Conceição, colegas fiéis e companheiros em bandas, já extintas, como Blasph3my e Self Defense. O “power” característico das suas composições é transportado para este novo projecto que nasce em 2006 e é reforçado pela entrada de outros músicos com experiência no meio regional como Fábio Amaro [Psy Enemy] e Carlos Cabral [Spinal Trip]. Quem já escutou o seu tema “What’s Left Of Me”, disponível no seu Myspace oficial, com certeza pôde comprovar a consistência que estes músicos desenvolveram nos últimos anos e ficou com "águas na boca". A expectativa em torno do colectivo é ainda agravada pelo facto da banda nunca se ter apresentado ao vivo ao público micaelense, contando apenas e ainda com dois concertos no currículo – no palco "Oportunidades" do festival Maré de Agosto 2007 e no Concurso Angra Rock 2007. Defende a banda que quer garantir o máximo de qualidade da sua música antes de partir à conquista do grande público. Uma óptima política de que poderemos ver viabilidade no dia 25 de Julho no Coliseu Micaelense.
Data formação: 2006
Origem: S. Miguel
Estilo: Metalcore
Influências: Chimaira, Lamb Of God, Meshuggah,Unearth, Mnemic, Threat Signal
Pontos altos no currículo: Presença no Festival Maré de Agosto 2007 e no Concurso Angra Rock 2007 [finalista]
Discografia: Tema “What’s Left Of Me” [disponível no Myspace]
Myspace: www.myspace.com/oppressiveband
Sunday, July 06, 2008
Passatempo NO ASSEMBLY REQUIRED - Vencedores
Miguel Aguiar [Angra do Heroísmo]
Miguel Almada [Seixal]
João Piedade [Fonte do Feto]
Cátia Pinheiro [Vila do Porto]
Fábio Cerqueira [Ponta Delgada]
A resposta correcta é: Tolerance 0. A pequena rasteira residia no pormenor “popular”. Sendo os Trauma Prone a última banda açoriana por onde Paulo Amaral passou, no entanto, o músico teve maior notabilidade na banda Tolerance 0. Os parabéns aos vencedores e um muito obrigado a todos os que participaram, especialmente os que não ganharam. Valeu pessoal.
Passatempo NO ASSEMBLY REQUIRED
A SounD(/)ZonE está oferecer cinco exemplares de "The Great Tribulation", o segundo álbum dos canadianos No Assembly Required. Serão contemplados com um exemplar os primeiros cinco leitores a responderem acertadamente à pergunta: De que popular banda açoriana era originário o baixista Paulo Amaral antes de ingressar nos No Assembly Required? Envie a sua resposta para o nosso e-mail e faça-a acompanhar dos seus dados pessoais (nome e morada) e contacto telefónico.Thursday, July 03, 2008
F.I.M. - Festival Internacional de Metal nos Açores com Dagoba e Fear My Thoughts
É oficial! Com título "chocante" e irónico informamos da realização do F.I.M. - Festival Internacional de Metal que vai decorrer nos dias 25 e 26 de Julho no Coliseu Micaelense, em Ponta Delgada. Como cabeças-de-cartaz e pela primeira vez em Portugal deslocam-se à capital açoriana os franceses Dagoba e os alemães Fear My Thoughts, num concerto organizado em parceria entre o Coliseu Micaelense e a SounD(/)ZonE. No seguimento do concerto memorável dos Mnemic e de muitas outras bandas nacionais e regionais, em 2007, no festival Alta Tensão no Coliseu Micaelense, a maior casa de espectáculos dos Açores e a SounD(/)ZonE orgulham-se de assinar mais um grande evento de Metal em Ponta Delgada, este em dimensão inédita atendendo à quantidade e qualidade dos grupos internacionais, dando assim seguimento ao crescimento considerável que este movimento tem manifestado nos últimos anos no arquipélago. O cartaz fica ainda completo com as bandas regionais Oppressive, Stampkase, Morbid Death e Anomally. Os bilhetes estão já à venda na bilheteira do Coliseu Micaelense das 13h00 às 20h00 [de segunda a sábado], a 10€ uma noite e 15€ as duas. Nos próximos dias vamos publicar mais detalhes sobre as bandas intervenientes no cartaz. Não perca a oportunidade de participar em mais este marco histórico no Metal açoriano - uma terra com fortes tradições neste género musical e que agora pode ver posto em prática aquilo que julgou impossível desde sempre. Que este seja o FIM do marasmo e da "insularidade" e o início de um novo capítulo [próspero] para o Metal açoriano.So glad to be here... ;)))
Nuno Costa
Tuesday, July 01, 2008
Comunicado
Devido aos preparativos de mais um festival de Metal em S. Miguel para os dias 25 e 26 de Julho, em parceria com o Coliseu Micaelense, a SounD(/)ZonE tem estado ausente de actualizações nos últimos cinco dias, facto pelo que vimos pedir desculpa aos nossos seguidores. Com a imensidão de trabalho que há a fazer, pesa-nos sempre na consciência estes "black-outs", daí, invariavelmente, entrarmos em contacto com o público por estes pequenos comunicados que sempre servem para provar que não esquecemos ninguém e que todos os esforços estão a ser feitos para que tudo volte à normalidade. Aproveito para informar que na próxima quinta-feira, dia 3 de Julho, será apresentado o grande festival de Metal do ano em S. Miguel no Foyer do Coliseu Micaelense na minha presença e na do Director-Geral do Coliseu Micaelense, José Andrade.Stay heavy!
Nuno Costa
Wednesday, June 25, 2008
Stampkase - Na Festa do Chicharro
Rock'N'Kovers - Anos 90 revisitados
Na próxima sexta-feira, dia 27 de Junho, decorre uma sessão de covers com repertório inspirado na década de 90 até aos tempos mais recentes, no bar Cantinho dos Anjos, em Ponta Delgada, a partir das 22h00. Os interpretes serão Filipe Vale [Oppressive] na voz, Tiago Franco na guitarra, Nuno Pacheco [ex-A Different Mind, Banda Larga] no baixo e João Freitas [Massive Sound Of Disorder] na bateria. O grupo promete 19 temas, entre autores como Soundgarden, Red Hot Chilli Peppers, Nirvana e The White Stripes. A entrada é livre. Tuesday, June 24, 2008
Review
MURDERING TRIPPING BLUES
“Knocking At The Backdoor Music”
[CD – Raging Planet]
É cada vez mais saboroso degustar o catálogo da nacional Raging Planet. Tanto aberta a peso moderno como a coisas mais experimentais e vintage [neste caso], pegar em “Knocking At The Backdoor Music” é, para além da constatação de mais uma feliz aposta editorial, a prova da qualidade dos músicos nacionais. Rock na sua essência [e produção, aqui tão importante] com uma veia stoner e bluesy é o que se nos encosta aqui à cara e invade o espírito com sensações nostálgicas e vibrantes. A imagem e som retro da banda lisboeta, impregnada ainda numa deteriorante veia “homicida” e no declínio de um estilo de vida regado de sexo, drogas e rock’n’roll, criam um universo ainda mais peculiar.
O travo a fumo e álcool quase se faz sentir na medida dos dez temas que aqui rolam. A voz distorcida mas quente de Henry Leone Johnson encaixa na perfeição com os riffs de guitarra plenos de espírito sessentista que o próprio executa e isto aliado a uma secção rítmica simples, mas muito eficaz, tornam os Murdering Tripping Blues em algo de aditivo.
As cadências ao longo do disco também são um primor. Se no tema título e “Extramentalisticnoisyfucksticating” temos umas guitarras rock bastante cheias e pesadas, em “Man That Never Was” temos uma dose analgésica de blues muito lento e quase decadente [ao jeito de uns The Doors] que nos faz imaginar naquelas alturas em que o mundo desabou sobre nossas cabeças e o único remédio é entregarmo-nos a algo que altere o nosso estado de consciência.
“Knocking At The Backdoor Music”
[CD – Raging Planet]
É cada vez mais saboroso degustar o catálogo da nacional Raging Planet. Tanto aberta a peso moderno como a coisas mais experimentais e vintage [neste caso], pegar em “Knocking At The Backdoor Music” é, para além da constatação de mais uma feliz aposta editorial, a prova da qualidade dos músicos nacionais. Rock na sua essência [e produção, aqui tão importante] com uma veia stoner e bluesy é o que se nos encosta aqui à cara e invade o espírito com sensações nostálgicas e vibrantes. A imagem e som retro da banda lisboeta, impregnada ainda numa deteriorante veia “homicida” e no declínio de um estilo de vida regado de sexo, drogas e rock’n’roll, criam um universo ainda mais peculiar.O travo a fumo e álcool quase se faz sentir na medida dos dez temas que aqui rolam. A voz distorcida mas quente de Henry Leone Johnson encaixa na perfeição com os riffs de guitarra plenos de espírito sessentista que o próprio executa e isto aliado a uma secção rítmica simples, mas muito eficaz, tornam os Murdering Tripping Blues em algo de aditivo.
As cadências ao longo do disco também são um primor. Se no tema título e “Extramentalisticnoisyfucksticating” temos umas guitarras rock bastante cheias e pesadas, em “Man That Never Was” temos uma dose analgésica de blues muito lento e quase decadente [ao jeito de uns The Doors] que nos faz imaginar naquelas alturas em que o mundo desabou sobre nossas cabeças e o único remédio é entregarmo-nos a algo que altere o nosso estado de consciência.
E é sob uma abordagem revivalista e algo descomprometida, mas muito empenhada e sem soar datada, que os Murdering Tripping Blues constroem um trabalho de estreia viciante e rebelde. É importante o aparecimento de projectos destes para o alargar do raio de oferta criativa dos músicos portugueses. E é com vontade de ser cúmplices dessa jornada “assassina” que ficamos depois de escutar “Knocking At The Backdoor Music”. [8/10] N.C.
Estilo: Rock/Blues
Álbuns:
- "Knocking At The Backdoor Music" [2008]
- "Knocking At The Backdoor Music" [2008]
Monday, June 23, 2008
Music Interview - Dico lança nova newsletter
A conhecida personalidade do Heavy Metal nacional, Dico, responsável pelos blogs Metalincandescente, A a Z do Metal Português ou Reflexões Musicais e, outrora, baterista dos Dinosaur, Powersource e Sacred Sin, entre outros, cria agora uma newsletter digital, intitulada Music Interview, disponível para download gratuito - em formato PDF - e escrita em inglês, com o intuito de apresentar entrevistas com autores de livros sobre música, realizadores de filmes e/ou documentários sobre este tema, bem como outras personalidades que promovam a cultura musical no mundo. O seu primeiro número já está disponível aqui e oferece cinco páginas de entrevista a Albert Mudrian, jornalista e escritor norte-americano, editor-chefe, desde 2004, da revista “Decibel”, e autor do livro “Choosing Death – The Improbable History of Death Metal and Grindcore”. Dico explora esta obra de Albert Mudrian e levanta questões sobre o presente e o futuro do Death Metal e do Grindcore. O intuito de Dico com este novo projecto é oferecer algo de novo em termos editoriais, advertindo que neste “não irão encontrar entrevistas com bandas, reportagens de espectáculos, críticas a CD’s, maquetas ou DVD’s ou studio reports”. Nas palavras do ex-músico o intuito é “fazer a diferença e ir muito para além do óbvio”. A Music Interview não terá periodicidade fixa. Saturday, June 21, 2008
Review
THE HOTTNESS
“Stay Classy”
[CD – Ferret Music]
Já nos sentimos inoperantes e mesmo aborrecidos por termos que levar constantemente com a vontade voraz das discográficas nos incutirem algo que, pura e simplesmente, não existe! Os The Hottness vêm, também eles, apelidados de “salvadores da pátria”, neste caso da pátria punk/rock/southern/metal core e tudo o que tenha berros, riffs áridos e melodias teenagers. A vontade de pegar num trabalho à partida sob impacto de textos promocionais tão falaciosos já sai prejudicada, pois já não se consegue, hoje em dia, ser suficientemente ingénuo para ainda acreditar em sensacionalistas comunicados de imprensa que mais não são do que a própria auto-revelação do medo que as próprias discográficas vivem perante uma débil situação artística e económica. A confirmação vem logo a seguir, passados uns míseros segundos, de que este, afinal, é um disco igual a tantos outros!
A verdade nua e crua é que se os The Hottness tocam e cantam bem, as composições, essas são meras fracções de um mundo sobrexplorado e sem nada, absolutamente, nada de novo a oferecer. Ok, a musiquinha até pode soar muito bem, guitarras fortes, melodias de encher o ouvido, produção bombástica, mas o “bolo”, o geral, o cunho artístico, a personalidade? Bandas como os The Hottness – e que mais uma vez refiro, têm bons músicos e sabem muito bem movimentar-se dentro do seu perímetro musical - existem aos “pontapés”. Se alguns riffs poderiam ser, e são, memoráveis, como, por exemplo, os de “This City Is Ours” ou “Thrashy”, não podemos esconder a frustração de ouvir um disco que, no seu todo, é uma amostra clara de falta de personalidade da parte de músicos que não estão, no fim de contas, minimamente preocupados em vencer o marasmo que asfixia essa vertente musical muito popular nos Estados Unidos. Até nos chega a dar náuseas a forma como este tipo de disco se multiplica como autênticas fotocópias sem, aparentemente, ninguém levantar grandes vozes.
“Stay Classy”
[CD – Ferret Music]
Já nos sentimos inoperantes e mesmo aborrecidos por termos que levar constantemente com a vontade voraz das discográficas nos incutirem algo que, pura e simplesmente, não existe! Os The Hottness vêm, também eles, apelidados de “salvadores da pátria”, neste caso da pátria punk/rock/southern/metal core e tudo o que tenha berros, riffs áridos e melodias teenagers. A vontade de pegar num trabalho à partida sob impacto de textos promocionais tão falaciosos já sai prejudicada, pois já não se consegue, hoje em dia, ser suficientemente ingénuo para ainda acreditar em sensacionalistas comunicados de imprensa que mais não são do que a própria auto-revelação do medo que as próprias discográficas vivem perante uma débil situação artística e económica. A confirmação vem logo a seguir, passados uns míseros segundos, de que este, afinal, é um disco igual a tantos outros!A verdade nua e crua é que se os The Hottness tocam e cantam bem, as composições, essas são meras fracções de um mundo sobrexplorado e sem nada, absolutamente, nada de novo a oferecer. Ok, a musiquinha até pode soar muito bem, guitarras fortes, melodias de encher o ouvido, produção bombástica, mas o “bolo”, o geral, o cunho artístico, a personalidade? Bandas como os The Hottness – e que mais uma vez refiro, têm bons músicos e sabem muito bem movimentar-se dentro do seu perímetro musical - existem aos “pontapés”. Se alguns riffs poderiam ser, e são, memoráveis, como, por exemplo, os de “This City Is Ours” ou “Thrashy”, não podemos esconder a frustração de ouvir um disco que, no seu todo, é uma amostra clara de falta de personalidade da parte de músicos que não estão, no fim de contas, minimamente preocupados em vencer o marasmo que asfixia essa vertente musical muito popular nos Estados Unidos. Até nos chega a dar náuseas a forma como este tipo de disco se multiplica como autênticas fotocópias sem, aparentemente, ninguém levantar grandes vozes.
O remédio para esta autêntica “doença” só os próprios músicos saberão encontrar. Perante isto, até me faço recordar de alguns músicos de projectos nacionais, credíveis e plenos de personalidade, que a dada altura decidem deliberadamente mudar de orientação musical, para uma mais trendy e “cifrónica”, porque acham que assim vão mais facilmente conseguir viver da música. E eu digo: será que estes não se lembram que, embora este seja um mercado que ofereça mais garantias de sucesso, por outro lado é muito mais efémero por estar, precisamente, super, hiper lotado? Será que vale a pena lutar por umas manchetes, temporárias, nos jornais e algum air-play, em vez de tentar criar bases para uma carreira sólida e duradoira? Pergunto-me até quando este tipo de bandas pode sobreviver? [4/10] N.C.
Estilo: punk/pop/southern rock/metalcore
Discografia:
- "Stay Classy" [2008]
Judas Priest - Revelações proféticas
Os lendários Judas Priest estão de volta com um novo álbum, desta vez duplo e conceptual. Chama-se “Nostradamus” e tem como base lírica, precisamente, a vida do famoso profeta francês, com o mesmo nome, do século XVI, analisando acontecimentos que os peritos em Nostradamus interpretaram como sendo as previsões de algumas das suas profecias como, por exemplo, o grande incêndio de Londres em 1666, a subida ao poder de Adolf Hitler e, mais recentemente, o ataque às torres gémeas a 11 de Setembro. Mas, acima de tudo, “Nostradamus” promete manifestar a arte de contar histórias épicas aliada ao Heavy Metal muito próprio do grupo de Rob Halford. O 16º álbum de estúdio da banda britânica é lançado pela Sony/BMG e estará também disponível, para além da normal jewel case, em edição Deluxe dupla com um livro de 48 páginas, para além de uma Super Deluxe Box-set contendo um triplo vinil, duplo CD, booklet mais extenso e um poster. Burning Sunset - "Bruma" disponível
Já se encontra disponível o EP “Bruma” dos aveirenses Burning Sunset. O primeiro trabalho do grupo de Death/Black Metal “étnico” pode ser encontrado nos concertos ao vivo que a banda vai efectuar a 28 de Junho na Mostra de Música Moderna Soure e a 19, 20 e 26 de Julho no Improviso Bar, Bar+Porto e Vieira Rock, respectivamente, ou encomendado através do e-mail burningsunsetpt@hotmail.com por 4€ mais portes de envio. “Bruma” é composto por três temas que contam com a participação de instrumentos clássicos e tradicionais como a viola portuguesa, o cavaquinho e o violoncelo. A gravação teve lugar nos estúdios Forgefarm e a mistura e masterização nos estúdios Home Alone por Nuno Seco.
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