29 de Maio traz-nos o novo álbum dos finlandeses Amorphis, intitulado “Skyforger”, via Nuclear Blast. O sucessor de “Silent Waters”, de 2007, foi gravado, novamente, nos Sonic Pump Studios, em Helsínquia, e comporta dez novas composições. O último trabalho da banda entrou para o 44º lugar na tabela German Media Control e chegou a vender mais de 15.000 cópias na Finlândia, dando-lhe o estatuto de “disco de ouro”. Pode ver a capa de "Skyforger" aqui. Tuesday, February 10, 2009
Amorphis - Novo de originais em Maio
29 de Maio traz-nos o novo álbum dos finlandeses Amorphis, intitulado “Skyforger”, via Nuclear Blast. O sucessor de “Silent Waters”, de 2007, foi gravado, novamente, nos Sonic Pump Studios, em Helsínquia, e comporta dez novas composições. O último trabalho da banda entrou para o 44º lugar na tabela German Media Control e chegou a vender mais de 15.000 cópias na Finlândia, dando-lhe o estatuto de “disco de ouro”. Pode ver a capa de "Skyforger" aqui. Headstone - Gravam registo de estreia
Os Headstone estão em estúdio desde o dia 7 de Fevereiro [passado sábado] a registar o seu primeiro E.P.. O local escolhido é os Soundvision Studios, em Vila do Conde, e o produtor é Paulo Lopes. Este trabalho apresentará os temas “I Feel, Therefore I Bleed”, “I Will Take Madness?”, “This Void” e “The Deepest Prayer”. Ainda é desconhecida qualquer data de lançamento. Em breve a banda disponibilizará fotos dos primeiros dias de gravação. Mais informações em www.myspace.com/headstonemetal. Monday, February 09, 2009
Entrevista Napalm Death
Sensivelmente dois anos depois, os veteranos Napalm Death regressam aos discos com um trabalho que não deve nada à brutalidade e legado que o colectivo britânico vem estabelecendo desde que lançou “Scum”, em 1987. Reforçam até a ideia de vitalidade inesgotável e, embora os 13 discos de originais, parecem ir a passos miúdos aproximando-se da perfeição em termos de composição quando parece que já exploraram tudo no seu contexto. “Time Waits For No Slave” vai, certamente, ferir algumas susceptibilidades e chocar moralidades no sentido de apelar à igualdade – uma atitude interventiva e beneficiária que assume novas proporções, desta vez na defesa dos direitos da mulher. Mark “Barney” Greenway [vocalista] explica a sua indignação e fala deste regresso em disco.
“Times For No Slave” já ecoa nos palcos. Como estão a ser as reacções nas vossas recentes aparições ao vivo?
Parece que está tudo a correr bem. Obviamente as pessoas não reconhecem os nossos novos temas quando os começamos a tocar, mas “Diktat” já está disponível no nosso site, por isso já existe alguma familiaridade com o tema. Temos estado a tocar também “On The Brink Of Extinction”. As pessoas não o conhecem de todo, mas, no geral, as músicas são maníacas, portanto, esquecem um pouco isso e não se preocupam muito sobre o que tratam.
O que passou recentemente pelas vossas cabeças para trocarem de instrumentos e gravarem o tema bónus “Omnipresent Knife In Your Back”?
Foi uma questão de pura diversão, improviso, espontaneidade, o que quiserem chamar. Foi apenas algo para tornar as nossas vidas interessantes! [risos]
Ainda não tive oportunidade de ouvir o tema. Pode afiançar-me de que não vou ficar assustado com o resultado?
Isto vai depender completamente da tua percepção e eu não posso, nem devo, influenciar a tua mente a gostar do tema. [risos] Se gostares, fixe. Se não… esta é a vida!
Manteve-se na voz por não conseguir tocar outro instrumento ou porque nenhum dos seus colegas consegue berrar como você?
Porque eu não consigo tocar nenhum instrumento, precisamente. Eu nunca me juntei à banda para ser músico, mas apenas para fazer parte dos Napalm Death. No que se refere a composição, até consigo imaginar material bastante bom [ou pelo menos acredito nisso], mas tentar transmitir este material da minha cabeça para os meus colegas é extremamente difícil. É por esta razão que nunca escrevi um tema completo dos Napalm Death, apenas ajudo a fazer alguns arranjos.
Com tantos anos na estrada, como se sente?
Não é pela quantidade de anos que estás na estrada ou pela idade que te sentes cansado. Tem mais a ver com a temperatura dentro dos recintos, ou se não estás a sentir-te tão bem naquele dia, ou se estás preocupado com assuntos familiares, etc. Nem toda a gente é talhada para fazer digressões pelo mundo. É muito bom em certos aspectos, claro, mas muito exigente em termos físicos e psicológicos.
Como fazem para afastar a monotonia enquanto estão na estrada?Mantemo-nos mentalmente estimulados. Lemos muitos livros, passeamos pelos sítios por onde passamos… mas façam o que resultar melhor para vocês. Há uma tentação para dormir a maior parte do dia, mas isto não faz bem nenhum. Se tu dormes de mais dás por ti sem capacidade para fazer mais nada. Acabas por tornar-te um “tour zombie” e isto não soa nada como uma forma interessante de aproveitar a vida.
Pela vossa experiência já passaram por muitos países. Há algum que vos tenha marcado de forma especial?
A primeira vez que fomos à Rússia deixou um grande impacto em nós. Foram os últimos dias da União Soviética e as pessoas estavam como que um pouco “atordoadas” porque à noite elas teriam um ambiente comparativamente mais relaxado no qual podiam expressar-se melhor. Portanto, havia uma atmosfera interessante nas ruas. Tocámos duas noites lá num estádio de hóquei no gelo e, acreditem ou não, as pessoas ficaram malucas! Depois foi a África do Sul. Fomos a primeira banda do nosso género a tocar lá depois do Apartheid ter colapsado. Contudo, sentia-me nervoso por sermos os primeiros a lá ir, pois estava relutante a ir a qualquer sítio que pudesse estar ligado a este antigo regime fascista. No final, a ANC [Organização Nelson Mandela] ajudou o promotor do nosso espectáculo a colocar-nos em sítios que não estavam associados ao regime. Todos os espectáculos acabaram por correr bem, excepto no sentido em que alguns nativos africanos estavam muito chateados que uma banda estivesse no seu país a falar de igualdade e este tipo de coisas. Quando dei uma entrevista para a rádio nacional, eles ligaram para lá ameaçando-nos e dizendo para termos cuidado. Foi uma situação muito tensa, mas às vezes tens que aceitar encarar estas situações de cabeça erguida. O Japão também destacou-se de forma menos intensa e mais estética. Toda a gente fala da tecnologia e dos centros das cidades, mas isso torna-se previsível ao fim de algum tempo. Eu adorei foi o estilo antigo das vilas japonesas, fora das cidades. Elas pareceram-me muito bonitas e calmas.
E em relação às vezes que estiveram em Portugal?
Para ser sincero, a par do clima e da arte, a cultura não foi realmente algo a que tivesse prestado atenção. Isto porque o conceito de cultura pode ser muito divisado fazendo as pessoas agarrarem-se a coisas que, no fundo, não interessam tanto, tornando-se muito auto-protectoras e, portanto, algumas vezes hostis para outras culturas. Eu prefiro tratar os portugueses como trato quaisquer outras pessoas em qualquer outra parte. Pretendo apenas apreciar a beleza de Portugal e passar uns bons momentos. Para ser sincero, algumas pessoas que conheci no passado pareciam-me bastante hostis em relação aos espanhóis… Eu pensei: o que é que isso interessa? Mas eles estavam em minoria.
Que lugares criam em si uma forte vontade de conhecer? Os Açores, por exemplo?
Tenho que admitir: conheço os Açores mas não tenho uma percepção profunda do lugar. Alguém tinha que me educar neste sentido.
De que forma a vossa grande experiência como músicos contribuiu para o vosso 13º álbum?
Na verdade, o número de álbuns não me interessa. Nunca os conto – até pergunto às outras pessoas para me lembrarem quantos álbuns já lançámos. Seja como for, pretendemos é chegar à gravação de cada álbum com a melhor colecção possível de temas e pegar neles e adicionar novos “aromas” aqui e ali.
Como se sentiram com a “partida” do Jesse Pintado?Naturalmente, foi algo muito desapontante que aconteceu, mas a vida continua. O Jesse prosseguiu o seu caminho mesmo quando os outros o avisavam de que o que estava a fazer podia magoá-lo verdadeiramente. De uma certa maneira respeito-o por isso, embora fosse algo que eu não faria. Ele fará sempre parte da história dos Napalm Death e isso não será esquecido. Mas aqui e neste momento, temos que seguir em frente.
Existe alguma dedicatória a ele neste novo álbum?
Não, não havia mais nada que precisasse ser dito. Ele está nas nossas memórias e estará sempre lá.
No geral, “Time Awaits For No Slave” é um álbum “feminista”. Muitas pessoas podiam não esperar um disco dessa sensibilidade vindo de vocês, mas bem vistas as coisas os Napalm Death sempre se debateram pelos direitos das pessoas e até dos animais.
Chamar este álbum de “feminista” pode ser muito restritivo. Na verdade ele abrange os direitos das mulheres, em geral. Sem dúvida que se têm dado passos muito importantes no sentido da igualdade, mas em certas áreas e com certas pessoas espera-se que as mulheres abracem a sua tarefa de mães como robots. É seu direito escolherem se entram nisso ou não. Isto vai para além da sensibilidade. Trata-se de um simples e fundamental reconhecimento de que as pessoas podem fazer o que escolheram fazer e não serem forçadas a certas coisas por uma política moral ignorante ou por aqueles que querem controlar os seus actos.
Suponho que seja a favor da despenalização do aborto. Sabe que apenas há dois anos Portugal aprovou uma lei que dá liberdade às mulheres para abortarem até um certo período de gestação? O que pode isso ter positivo, já que vive num país que rege-se por essa lei há vários anos?
Não sabia disso em relação a Portugal. O que posso dizer é que quando um país é predominantemente católico não me surpreende que isso aconteça. Os aspectos positivos é, primeiro, como temos estado a falar, de que este é um passo crucial em termos de liberdade. E em segundo lugar, esta lei vai reduzir em grande número os abortos ilegais perigosos, em que as mulheres que estão desesperadas vão a qualquer lado para se livrarem de uma gravidez indesejada.
Que outros problemas vê que afectam as mulheres nos dias de hoje?
A religião, claro, é uma grande barreira para as mulheres. Até nas supostas “leves” interpretações de fé, as mulheres são tratadas como objectos e parecem estar sempre em segundo lugar em relação ao homem. Isto é completamente inaceitável aos meus olhos. Por outro lado, em algumas pessoas encontras uma forma de pensamento que parece gerar os princípios para a base da criação da maioria dos preconceitos que existem hoje no mundo – incluindo os que estão contra a mulher.
Neste momento estão envolvidos numa União que luta pelos direitos dos músicos. Como é que funciona no fundo?Como qualquer outra União – de pedreiros, padeiros, condutores – só que se dirige aos músicos a todos os níveis. Esta protege os seus direitos de todas as formas que possam imaginar, desde lidar com promotores de espectáculos, a contractos, etc. Como em qualquer outra classe trabalhadora, os músicos podem ser explorados e vidas podem ser arruinadas. Também fazemos coisas como levar música aos desfavorecidos e promover uma maior igualdade racial, sexual, etc.
Continua a ser entusiasmante escrever músicas para os Napalm Death? Ou seja, o vosso som continua fiel às suas origens no sentido em que nunca houve um corte abrupto – nunca se tornaram melódicos ou progressivos, por exemplo. Alguma vez sentiram que podia ser interessante tentar algo completamente novo, mesmo que isso chocasse com as expectativas do público?
Certamente que já experimentámos e progredimos ao longo dos anos e as pessoas dizem-nos que não há dois álbuns iguais de Napalm Death. Portanto, neste sentido experimentámos um pouco outras ramificações. Contudo, no coração da banda – e de mim próprio – nós gravitamos à volta do rápido e do pesado. Foi por isso que me juntei aos Napalm Death e é isso que pessoalmente espero que seja sempre o cerne da questão. Não vejo sentido em recuarmos, como alguns gostariam que fizéssemos, e tentarmos recrear algo como o “From Enslavement To Obliteration”. Pese embora seja um clássico, esta é uma rota fácil e previsível de seguirmos e que estaria a enganar-nos e às pessoas que nos ouvem. Suponho que fazer um álbum mais melódico não está no nosso sangue.
Contudo, parece que depois um álbum tão violento como “Smear Campaign” puseram um pouco o pé no travão...
Acho que “Time Waits For No Slave” continua a ser um álbum muito violento sonicamente. Muitos dos seus temas continuam muito rápidos. A diferença é que trabalhámos algumas das nossas influências mais “alternativas” e que sempre estiveram lá – como Swans e Sonic Youth – em diferentes contextos e algumas vezes nas partes muito rápidas. Acabou por dar resultados muito interessantes. Gosto muito deste álbum neste ponto e ele ainda tem muito tempo para crescer em mim.
Com o passar dos anos sente e vê as coisas de maneira muito diferente em relação à banda? Eventualmente, a vida no vosso backstage ou na tourbus é mais contida…Como disse anteriormente, eu não me limito apenas porque há um processo de envelhecimento. Contida? Não sei bem a que se refere. Continuamos a fazer todo o tipo de tournées, desde partilhar carrinhas a conduzir horas a fio entre países… Tudo depende das necessidades e dos recursos dos países para que estamos a viajar. Aceitamos perfeitamente que assim seja.
Normalmente, os Napalm Death são um “habitué” nos palcos portugueses. Consegue prever um regresso para breve?
Bom, estamos a tentar agendar uma grande digressão europeia há algum tempo. Penso que nos verão em Portugal no final de 2009, a menos que apareça algum convite antes. Como sempre, agradeço a todos em Portugal pelo vosso sólido apoio, embora nunca tomemos as coisas por garantidas. Paz e felicidades para todos.
Nuno Costa
Sunday, February 08, 2009
ThanatoSchizO - Vila Real "acústico"
Os ThanatoSchiZo efectuam um concerto acústico no dia 28 de Fevereiro no Teatro de Vila Real a partir das 22h00. Também a 9 de Maio está já garantida a presença dos autores de “Zoom Code” no IV Barreiro Metal Fest no S.F.A.L. em Lavradio, com os Echidna e Repulsive Strife. Saturday, February 07, 2009
Slayer - Tom Araya fala de "Death Magnetic"
““Death Magnetic” foi a tentativa de eles se redescobrirem a si próprios, mas fizeram-no aos bocados como com o “St. Anger”” é assim que Tom Araya [vocalista, baixista dos Slayer] define para si o último álbum dos Metallica numa entrevista concedida ao HeadbangersBlog.com do canal MTV. O músico acrescenta que os Metallica “conseguiram riffs realmente bons mas puseram-nos nos lugares errados”. Tom queixa-se ainda dos temas serem muito longos: “Para mim, oito minutos de riffs é muito para suportar. Eles conseguiram bons riffs em todas as músicas do novo álbum (…), mas eu pensei: se se livrassem de todos os que são aborrecidos e juntassem os bons riffs? Aí talvez conseguissem ter um tema verdadeiramente fixe!”. Nesta entrevista, concedida ao blog do programa mais extremo da MTV, Tom Araya ainda fala da próxima tournée com Marilyn Manson no próximo verão, do processo de composição do seu futuro álbum, do novo tema “Psycopathy Red” [já lançado na internet] e do tema “enigmático” “Sleep With Dolls”, e de como é trabalhar novamente com o produtor Rick Rubin e o engenheiro Greg Fidelman. Escute a entrevista na íntegra aqui. Kathaarsys - Novo álbum em Março
Os espanhóis Kathaarsys regressam aos discos no dia 13 de Março com “Anonymous Ballad”, via Silent Tree Records. O terceiro longa-duração do grupo de Metal Progressivo com uma forte componente acústica, foi gravado nos La Nave de Oseberg Studios [Tarja Turunen] em Buenos Aires, na Argentina, e o artwork concebido uma vez mais por Kris Verwimp [Immortal, Marduk, Ancient Rites, Vital Remains, etc]. No seu Myspace está já disponível o novo tema “Darkness”. O disco pode também já ser encomendado via site e Myspace oficiais da banda. A quem quiser conhecer o colectivo ao vivo, informa-se que a banda vai actuar nos dias 18, 19 e 20 de Março em Braga [em sítio ainda a definir], no Porto [no Metal Point] e em Lisboa [no Side B]. Assassiner - Na Poison Tree Records
Os portuenses Assassinner assinaram contracto com a editora californiana Poison Tree Records. A editora é reconhecida por já ter trabalhado com bandas como Fu Manchu, Nick Oliveri, Mondo Generator, Brant Bjork e The Dwarves e neste momento trabalha também com os nacionais Catacombe. Este acordo implica a edição exclusiva de “Other Theories Of Crime”, o primeiro EP da banda, em formato digital via iTunes, Napster, entre outras plataformas. Entretanto, a banda continua a promover o seu primeiro trabalho na estrada, sendo que a 21 de Fevereiro o grupo estreia-se em Espanha num concerto no Bar do Juan, em Vigo, inserido nas SWR Warm Up Sessions. Mais tarde, a 8 de Março, é também a vez da primeira actuação da banda em Lisboa, mais precisamente no Transmission Bar, com os We Are The Damned entre outras bandas a confirmar. Friday, February 06, 2009
W.A.K.O. - Na primeira parte de Soulfly
Os W.A.K.O. foram convidados pelos Soulfly para se juntarem à primeira parte do seu próximo concerto em Portugal, onde já estão os norte-americanos Incite, inserido na “Conquer Tour”, a ter lugar no dia 16 de Fevereiro no Coliseu de Lisboa. Os W.A.K.O. juntam assim mais um marco importante na sua carreira depois de um período áureo que despontou com a edição do seu álbum de estreia “Deconstructive Essence” lançado em 2007. Por sua vez, a banda do lendário Max Cavalera apresenta pela primeira vez “Conquer”, o seu sexto álbum de originais, aos portugueses. Os bilhetes estão disponíveis nos locais habituais a 22€. Review
WATERLAND
“Waterland”
[CD – Edição de autor]
Enquanto os Oratory continuam no seu “descanso” por tempo indeterminado, o seu guitarrista, Miguel Gomes, decidiu dar azo à sua criatividade e criar um trabalho conceptual, com a colaboração de dois vocalistas – Marco Alves [ex-Oratory] e Bruno Gomes. Não se esperava que fosse dessa que o músico de Barcelos encetasse outra faceta musical nesta trilha solitária, embora a sonoridade de Waterland seja substancialmente mais fantasista e orquestral que a da sua banda de origem. 15 temas, num total de quase 80[!] minutos de música, desenvolvidos ao sabor de um power metal sinfónico e neo-clássico como mandam as regras, com coros, teclados e pedal duplo em abundância. A propensão para estruturas progressivas também são evidentes, nomeadamente pela faixa “The Guardians Of Night” [de dez minutos] em que se tenta empurrar o ouvinte para um enredo medieval [com diálogos, inclusive] encenado por monstros e guerreiros.
O esforço na concepção de orquestrações rebuscadas é evidente, mas as coisas poucas vezes saem bem, dando a sensação de aqui se tentar criar quase uma “Metal Opera” quando os meios e as capacidades estão ainda muito aquém dos das suas presumíveis fontes inspiradoras: Luca Turilli e Tobias Sammet. E por falar em meios, as lacunas na gravação são demasiadas tendo até um peso altamente pejorativo para um trabalho que, talvez mais do que muitos outros, precisasse de uma grande produção. As guitarras têm uma distorção demasiadamente débil [são praticamente rock em vez de metal] dando a sensação de fazerem parte de uma maqueta gravada na década de 90. A bateria electrónica concebida no computador é demasiadamente minimalista e soa tremendamente mecânica. Em termos vocais, Bruno e Marco são realmente capazes de criar bons momentos, cruzando-se inteligentemente entre si, mas falta alguma garra para um estilo que apela à fantasia, é certo, mas também a um espírito bélico de punhos [ou “devil horns”] hasteados.
Apesar de todas as vicissitudes de um trabalho que parece querer ficar-se pelos clichés [apesar dos breves devaneios electrónicos – e dançáveis – que parecem tentar dar um ar de inovação], vale o esforço de um músico que, claramente, está a dar as primeiras passadas num projecto arrojado e concebido completamente fora das suas necessidades logísticas. Temos também a profunda crença de que o músico só ganhará se se rodear de mais instrumentistas. A ideia é interessante e arrojada, sem dúvida. Mas há ainda muito a rever. Aguardamos com alguma expectativa novos capítulos. [4/10] N.C.
Estilo: Power Metal Sinfónico/Progressivo
Discografia:
- “Waterland” [CD 2009]
www.myspace.com/waterland
“Waterland”
[CD – Edição de autor]
Enquanto os Oratory continuam no seu “descanso” por tempo indeterminado, o seu guitarrista, Miguel Gomes, decidiu dar azo à sua criatividade e criar um trabalho conceptual, com a colaboração de dois vocalistas – Marco Alves [ex-Oratory] e Bruno Gomes. Não se esperava que fosse dessa que o músico de Barcelos encetasse outra faceta musical nesta trilha solitária, embora a sonoridade de Waterland seja substancialmente mais fantasista e orquestral que a da sua banda de origem. 15 temas, num total de quase 80[!] minutos de música, desenvolvidos ao sabor de um power metal sinfónico e neo-clássico como mandam as regras, com coros, teclados e pedal duplo em abundância. A propensão para estruturas progressivas também são evidentes, nomeadamente pela faixa “The Guardians Of Night” [de dez minutos] em que se tenta empurrar o ouvinte para um enredo medieval [com diálogos, inclusive] encenado por monstros e guerreiros.O esforço na concepção de orquestrações rebuscadas é evidente, mas as coisas poucas vezes saem bem, dando a sensação de aqui se tentar criar quase uma “Metal Opera” quando os meios e as capacidades estão ainda muito aquém dos das suas presumíveis fontes inspiradoras: Luca Turilli e Tobias Sammet. E por falar em meios, as lacunas na gravação são demasiadas tendo até um peso altamente pejorativo para um trabalho que, talvez mais do que muitos outros, precisasse de uma grande produção. As guitarras têm uma distorção demasiadamente débil [são praticamente rock em vez de metal] dando a sensação de fazerem parte de uma maqueta gravada na década de 90. A bateria electrónica concebida no computador é demasiadamente minimalista e soa tremendamente mecânica. Em termos vocais, Bruno e Marco são realmente capazes de criar bons momentos, cruzando-se inteligentemente entre si, mas falta alguma garra para um estilo que apela à fantasia, é certo, mas também a um espírito bélico de punhos [ou “devil horns”] hasteados.
Apesar de todas as vicissitudes de um trabalho que parece querer ficar-se pelos clichés [apesar dos breves devaneios electrónicos – e dançáveis – que parecem tentar dar um ar de inovação], vale o esforço de um músico que, claramente, está a dar as primeiras passadas num projecto arrojado e concebido completamente fora das suas necessidades logísticas. Temos também a profunda crença de que o músico só ganhará se se rodear de mais instrumentistas. A ideia é interessante e arrojada, sem dúvida. Mas há ainda muito a rever. Aguardamos com alguma expectativa novos capítulos. [4/10] N.C.
Estilo: Power Metal Sinfónico/Progressivo
Discografia:
- “Waterland” [CD 2009]
www.myspace.com/waterland
Slipknot - Confirmados no Optimus!Alive 09
Depois de alguma especulação é mesmo oficial: os Slipknot vão estar presentes no dia 9 de Julho no festival Optimus!Alive 09, segundo comunicado emitido hoje pela produtora do evento Everything Is New. Os nove mascarados de Iowa regressam assim a Portugal para apresentar pela primeira vez o seu quarto registo de originais, “All Hope Is Gone”, lançado em Agosto de 2008. Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais entre 50€ e 90€. Axl Rose - Recusa reunião
Numa entrevista à Billboard.com, a primeira grande entrevista em nove anos, Axl Rose revelou porque levou tanto tempo a editar “Chinese Democracy”. “Desde construir o meu estúdio, encontrar os músicos certos, o nunca encontrar um produtor, continuar sem uma verdadeira editora, até ter o disco misturado e masterizado” são algumas das muitas razões que o líder dos Guns’N’Roses alega para o longo atraso no lançamento do sexto disco do colectivo de Los Angeles. O músico foi igualmente inquirido sobre a possibilidade de voltar a trabalhar com os antigos membros dos Guns’N’Roses: “Consigo ver-me a compor um tema com o Izzy Stradlin [guitarrista entre 1985-91] ou tê-lo comigo em digressão, mas não me sinto confortável para fazer algo com mais do que um dos “alumni”. Talvez algo com o Duff Mckagan [baixista 1985-97], mas só isso e não algo a que eu me tivesse que entregar realmente. Em relação ao Slash, eu li uma mensagem desesperada de um fã, perguntando se um de nós morresse e se eu olhasse para trás e quisesse fazer uma reunião, se a fazia, etc. E o meu pensamento foi: “Sim, e se enquanto estiveres a ver um concerto o teu bebé deitar abaixo uma vela e incendear a tua casa, matando-se e matando o resto da tua família?" Poupem-me. O que é claro é que um de nós vai morrer antes de haver uma reunião, por mais tristes e infelizes que as pessoas olhem para isso, mas assim será. Esta decisão foi tomada há muito tempo e reiterada ano após ano por um homem. Existem actos que uma vez cometidos entre pessoas, valem pelo que valem. Juntar insultos a injúrias quase diariamente, por mais de uma década, é um pesadelo. Alguém colocar o seu divertimento sobre todo o resto é doentio”, confessa Axl Rose. Aceda à entrevista completa aqui. Krakow - Stoner norueguês a caminho
Os stoner rockers noruegueses Krakow estão neste momento a trabalhar na concepção do seu primeiro álbum. Neste momento, a banda já tem gravados os temas “Oblivious”, “Art Of Motion” e “Drifter”. Ao todo serão nove temas, ficando um deles reservado para o lado B de um single em vinil de 7’’ que a banda pretende lançar. A banda já comentou que “até agora os temas estão a soar extremamente pesados”. A estreia dos Krakow está a ser produzida por Iver Sandoy [Manngard] e Ivar Peersen [Peersen Productions, Enslaved] nos Duper Studios em Bergen, na Noruega. Este trabalho sucederá ao EP “Dusty Roads”, lançado em 2008. Violent Mardi Gras - Sessão tripla de peso em Guimarães
Guimarães recebe entre 20 e 22 de Fevereiro o festival Violent Mardi Gras, na Sede dos Trovadores do Cano, a partir das 21h00. Serão três dias de muito peso com as actuações dos Rod Of Ruin, Hunted Scriptum, Cronaxia, Fetal Incest e The Ransack, na abertura do evento, Anifernyen, Nuklear Goat, Humanart, Urna e Morte Incadescente, no segundo dia, e Crystalline Darkness, Atomik Destruktor, Basiliades [Esp], Legacy Of Brutality [Esp] e The Firstborn a fecharem o evento. Este último dia está inserido numa das Warm Up Sessions do festival SWR - Barroselas Metal Fest. O preço para os três dias é de 20€. Cannibal Corpse - Praga à solta
Já está disponível no mercado o novíssimo álbum dos Cannibal Corpse, “Evisceration Plague”. O décimo primeiro álbum do colectivo de Tampa foi produzido pela banda e por Erik Rutan [Hate Eternal] nos Mana Studios, na Florida, e chega-nos com selo Metal Blade em edição limitada em digipack, incluindo um tema e um DVD bónus, jewelcase e vinil. Entretanto, estão disponíveis os capítulos 6 e 7 das gravações de “Evisceration Plague”. Em outras notícicas, reporta-se que “Hammer Smashed Face” foi votado melhor tema de Death Metal de sempre. A votação incluiu mais de 15 000 votos pelos leitores da Metal Hammer alemã. Conheça a lista completa aqui. Thursday, February 05, 2009
Optimus!Alive 09 - Metallica e Dave Matthews Band presentes
Os Metallica e a Dave Matthews Band são dois dos grandes colossos já confirmados para o Optimus!Alive 09 a decorrer nos dias 9, 10 e 11 de Julho. Assim sendo, os “The Four Horsemen” marcam presença pelo terceiro ano consecutivo em Portugal no primeiro dia do festival enquanto que para o colectivo de Dave Matthews esta é a segunda presença em solo nacional, sendo que última ficou irremediavelmente marcada por um ambiente de euforia e casa cheia no Pavilhão Atlântico em Maio de 2007. O bilhete para cada dia custa 50€ e o passe para os três dias 90€. Mais informações em www.optimusalive.com ou www.everythingisnew.pt. Entretanto, fica ainda por confirmar a vinda dos Slipknot ao festival, boato lançado na comunicação social a semana passada. Por outro lado, ainda também não é garantido o local da realização do festival, embora a produção desenvolva esforços para o manter no Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras. Loud! - Com rádio oficial
A partir desta semana passa a funcionar no blog da revista Loud! uma rádio na plataforma online Cotonete. A programação musical é preparada pelos colaboradores da revista. Foi também criado um blog oficial onde pode conhecer as playlists e enviar comentários. Toda a informação aqui. The Band Apart - De regresso a Portugal
Os espanhóis The Band Apart regressam a Portugal no dia 4 de Abril para um concerto na Casa de Lafões no Rossio, em Lisboa, tendo como suporte os nacionais 13 Degrees To Chaos, Unbridled e Eyes Of Dawn. O espectáculo tem início pelas 16h00 e os ingressos custam 6€. Bands Aid - Concerto de apresentação este sábado
É já no próximo sábado, dia 7 de Fevereiro, que decorre o concerto de apresentação do evento Bands Aid que visa angariar fundos para as bandas de Rock e Metal açorianas. Este espectáculo terá lugar no Bar Académico, em Ponta Delgada, a partir das 21h00, com as actuações dos One Second, Crossfaith e Spank Lord. Relembramos que os lucros de bilheteira reverterão em 50% para o cabeça-de-cartaz e os outros 50% a dividir pelas duas bandas suporte. Os ingressos custam 10€ e dão direito a uma quantidade ilimitada de finos. Nesta noite será ainda anunciado o cabeça-de-cartaz da segunda data do evento, a 14 de Março, decidido por uma votação que decorre no myspace oficial da produtora M9Events. Após os concertos, a noite será animada por um Metal DJ. Review
THE EYES OF A TRAITOR
“A Clear Perception”
[CD – Listenable Records/Major Label Industries]
“A Clear Perception”
[CD – Listenable Records/Major Label Industries]
Ao primeiro tema logo tememos que este seja o despontar de mais um clone math metal apostado em, com o mínimo cuidado com as aproximações, manifestar a sua devoção por bandas que por si só já são reinterpretações mais ou menos válidas dos Meshuggah. Contudo, a aproximação vocal gutural e realmente afastada desta realidade musical garantiu-nos o devido distanciamento entre estes dois elementos. A coisa boa é que num só tema tínhamos um vasto leque de ideias que até nos punha em particular bulício para o resto do trabalho que ainda era muito.Para nossa infelicidade, ao segundo assalto a banda entra numa toada metalcore, com todos os seus tiques técnicos [e os rapazes tocam realmente bem], para de lá nunca mais sair. E se a composição perdia-se em algo que ao princípio já não garantia originalidade, muito pior no restante cardápio. Apregoados como uma banda realmente inventiva e “a banda original que o Reino Unido finalmente tem para oferecer”, é fácil torcermos o nariz a tal ardilosa manobra mercantil quando praticamente nada de refrescante encontramos aqui. Porém, como é hábito, neste tipo de bandas militam bons músicos, mas talvez muitos equivocados nas suas convicções por culpa de suas idades. Neste caso o protótipo não podia estar mais bem esculpido. Os The Eyes Of A Traitor estão a lançar o seu primeiro álbum e antes disso estão apenas três anos de carreira e um EP lançado quando todos os seus membros tinham apenas 16 anos. Isto pode ser bem esclarecedor de que aqui há muita permissividade a influências actuais às quais é muito fácil chegar.
Desilude-nos o facto de “A Clear Perception”, embora muito bem tocado e a procurar alguma variedade [não falta melodia, algum ambiente mais obscuro criado por ocasionais pianos, alguns loops e algumas “contas” rítmicas] mas em termos de substância realmente distinta e válida num contexto histórico musical não há nada a assinalar. Mas se estes naturais de Hertefordshire ainda mal cruzaram a maioridade e já dominam os seus instrumentos desta forma, não temos dúvida que com mais um pouco de discernimento proveniente do seu amadurecimento, a banda seja capaz de criar a sua própria identidade e surpreender muita gente com grandes discos no futuro. [6/10] N.C.
Estilo: Metalcore/Death Metal Melódico
Discografia:
- “By Sunset” [EP 2007]
- “A Clear Perception” [CD 2009]
www.myspace.com/theeyesofatraitor
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