Friday, March 13, 2009

Paradise Lost - Em S.Miguel

Ainda que não oficializado por nenhum promotor local, a vinda dos britânicos Paradise Lost à ilha de S. Miguel, nos Açores, a 13 de Junho para a segunda edição do festival Live Summer Fest, a decorrer este ano nas Portas do Mar, em Ponta Delgada, parece uma garantia já que a data foi adicionada no site e Myspace oficiais do grupo. Também garantidas parecem estar as presenças dos nacionais Cinemuerte e dos locais Morbid Death. Tudo indica que o evento será apresentado em conferência de imprensa no próximo mês de Abril.

Thursday, March 12, 2009

Irmandade Metálica - Promove concerto amanhã no Santiago Alquimista

O fórum Irmandade Metálica promove já amanhã [dia 13 de Março] um concerto com os nacionais Paranormal Waltz, Shivan e Veinless no Santiago Alquimista, em Lisboa. O serão será preenchido ainda por DJ’s e vídeos até às 04h00. Os espectáculos iniciam-se às 22h00 e a entrada custa 5€.

Review

INSANIAE/MOURNING LENORE
“Daemonivm 3th Anniversary Celebration”
[Split CD – Edição de autor]

É perfeitamente justo fazer honras de apresentação a este trabalho “bicéfalo” realçando o nobre esforço, tanto de bandas como do seu editor – o blog nacional Daemonivm - que conseguem, por seus próprios meios, dar visibilidade à música de mais dois projectos emergentes nacionais a necessitarem sempre de todo o apoio. Entretanto, muitos já devem ter ouvido falar dos Insaniae, até porque se formaram a partir dos extintos Dogma. Eles são uma banda de doom/gothic metal formada em 2003, no Tramagal, que para além da sua competência musical, enriquecem, em muito, a sua “imagem” por versarem na sua língua materna.

Numa altura em que o doom apresenta um catálogo nacional de elevadíssima qualidade, onde os principais protagonistas serão os Process Of Guilt, Before The Rain e Painted Black, não será, por isso, de estranhar que a corrente se estenda a possíveis seguidores que se inspiram no grande talento de seus conterrâneos, e não só. O denominador comum aqui é, acima de tudo, a qualidade e daí a satisfação de todos. Em dois temas aqui propostos, totalizando cerca de 22 minutos, somos capazes de, entre outras coisas, identificar o crescimento da banda desde o seu álbum de estreia, “Outros Temem os que Esperam Pelo Medo da Eternidade”, lançado em 2005.

A gravação competente de Fernando Matias nos Urban Insect Studios é também um factor que beneficia, em muito, o aspecto destes temas, mas as bandas aqui intervenientes sabem bem como mover-se nestes terrenos sombrios e pantanosos que são os do doom de espírito bastante melancólico e pesaroso. Sem qualquer pretensão de inovar, para além do factor de cantarem em português, os Insaniae acabam por convencer por alguns excelentes interpretes, principalmente a dupla de vocalistas formada por Isabel Cristina e Diogo Messias, e por um ambiente que harmoniza bem decadência com melodia. No entanto, fica a chamada de atenção para que se se quer fazer temas longos, é conveniente traçarmos um plano de dinâmica, principalmente, rítmica e estrutural mais rica e variada. Pouco mais de dois ritmos ao longo de dez minutos pode-se tornar verdadeiramente monótono. Aspectos que, estamos certos, a banda saberá colmatar até pela relativa experiência que já tem nessas andanças.

Ainda com pouquíssima experiência no meio estão os Mourning Lenore que estreiam-se neste split CD com dois temas dissuasores de qualquer ideia que pudesse haver de que se tratariam de uma banda ainda muito débil e/ou amadora. Antes pelo contrário. A receita é também o doom talvez de mais acentuado teor gótico, fazendo de início lembrar as linhas melódicas de Paradise Lost, mas que, ao mesmo tempo, soa mais distorcida do que, por exemplo, a dos seus companheiros de disco. Embora nem sempre este peso soe o mais convincente, os dois temas que os Mourning Lenore apresentam ficam facilmente na “retina” e superam até, diria, qualquer expectativa que pudesse haver em relação à sua estreia.

Muito sensíveis ao criar linhas melódicas o grupo consegue, nomeadamente, em “Patterns Of Emptiness” criar um tema fortíssimo em termos de emoções com um solo bluesy capaz de nos arrebatar os sentidos desde a primeira audição e a fugir um pouco à tendência de composição deste tipo de bandas. Para uma primeira amostra de uma banda formada em 2008, não se poderia pedir mais. Ficam neste trabalho vaticinados dois grandes talentos e o símbolo dos felizes gestos que o nosso underground consegue consumar quando temos pessoas empenhadas na promoção do que é nacional. [/] N.C.

Estilo: Doom/Gothic Metal

Discografia:
Insaniae – “Outros Temem os que Esperam Pelo Medo da Eternidade” [CD 2005]
Mourning Lenore – "Daemonivm 3th Anniversary Celebration" [Split CD 2008]

www.myspace.com/insaniae
www.myspace.com/mourninglenoredoom

Perfect Sin - De regresso ao activo

Os lisboetas Perfect Sin estão de volta há actividade após cerca de um ano de paragem, justificada “pelo cansaço em relação ao que envolve o underground musical”. Neste momento a banda compõe temas novos com apenas três elementos, C. Brandão [voz], Tiago Sousa [guitarra] e Ricardo Narciso [bateria], e efectua algumas gravações em jeito de esboço com o baixo a ser assumido, momentaneamente, pelo baterista. Os interessados em ocupar este lugar deverão enviar dados pessoais para os e-mails perfectsinband@gmail.com ou thelifevirus@hotmail.com.

Dr. Zilch - "A Little Taste Of Hell Vol.1" disponível para download

Enquanto preparam um novo trabalho, os lisboetas Dr. Zilch disponibilizam para download gratuito o álbum “A Little Taste Of Hell Vol.1” no seu site. Entretanto, estão marcadas datas ao vivo para 10 de Abril no Transmission Bar, em Lisboa, e 9 de Maio no Muralhas Bar, em Alcabideche.

Wednesday, March 11, 2009

Ramp - Anunciam digressão nacional de promoção a novo álbum

Seguindo a política de aguardar vários anos entre a edição de cada álbum de originais, os nacionais Ramp regressarão, finalmente, com o quinto longa-duração da sua carreira em Maio próximo. “Visions” de seu nome, sucede a “Nude”, lançado em 2003, e promete marcar mais uma nova etapa na carreira desta veterana banda. “Visions” foi co-produzido por Ricardo Mendonça e Rui Duarte, misturado por Daniel Bergstrand [Meshuggah, Strapping Young Lad, In Flames] e masterizado por Jim Brick. A banda anunciou já uma tournée nacional que arranca hoje [dia 12 de Março] e termina a 25 de Abril, num total de nove datas. Fica a nota de que “Visions” será oferecido em cada uma das suas datas no acto de compra do bilhete. Ficam a seguir, descriminadas, as datas:

- Dia 12 de Março (5ªf) – 22:30 – Ar d’Rato (Coimbra) entrada: €10 c/oferta do disco
- Dia 13 de Março (6ªf) – 23:00 – MusicBox (Lisboa) entrada: €12 c/ oferta do disco
- Dia 14 de Março (Sab) – 23:00 – Kastru’s Bar (Forjães/Esposende) entrada: €10 c/oferta do disco
- Dia 27 de Março (6ªf) – 22:30 – In Live Caffe (Moita) entrada: €10 c/oferta do disco
- Dia 3 de Abril (6ªf) – 22:30 – Excalibar (Santa Iria da Azoia) entrada: €10 c/oferta do disco
- Dia 9 de Abril (5ªf) – 22:30 - Teatro Sá da Bandeira (Porto) entrada: €12 c/ oferta do disco
- Dia 10 de Abril (6ªf) – 22:00 - CAE São Mamede (Guimarães) entrada: €12 c/ oferta do disco
- Dia 24 de Abril (6ªf) – 22:30 - Side B (Benavente) entrada: €10 c/oferta do disco
- Dia 25 de Abril (Sab) – 22:30 - Alfa Bar (Leiria) entrada: €10 c/oferta do disco

Thee Orakle - Mais datas de promoção a "Metaphortime"

No âmbito do lançamento do seu álbum de estreia, “Metaphortime”, os Thee Orakle apresentam uma série de datas promocionais que passamos a enumerar. Assim sendo, o périplo de actuações inicia-se no dia 21 de Março na S.F.A.L. Jovem, em Lavradio [Barreiro], seguindo-se da apresentação oficial do álbum na zona norte do país, no dia 28 do mesmo mês no Metal Point, no Porto, com os Headstone. Para o mês de Abril estão reservadas actuações para o Porto Rio, no Porto, no dia 12 [com Bal-Sagoth e The Ransack], e para o Nyktos Rock Bar, na Figueira da Foz, no dia 25 [com The Spektrum]. Em Maio é a vez da banda transmontana se deslocar à FNAC do Algarve, em Albufeira, no dia 1, pelas 17h00, sendo que às 22h00 do mesmo dia a banda vai estar no Sol Posto, em Castro Verde, para uma actuação com os Sattor e X-Libris. No dia seguinte a banda viaja até ao In Live Caffé, na Moita, onde terá a companhia dos Witchbreed. Por fim, a última data confirmada, para já, acontecerá no AM Live Metal Fest no Salão Paroquial de Abade de Neiva, em Barcelos, no dia 16 de Maio.

Headstone - Apresentam "Within The Dark" no próximo sábado

Os Headstone actuam no próximo sábado [dia 14 de Março] com os Artwork no In Live Caffé, na Moita, onde apresentarão o seu primeiro E.P., “Within The Dark”. O evento decorrerá a partir das 22h00. Entretanto, os Headstone têm também já garantida a presença no concerto de apresentação do álbum de estreia dos nacionais Thee Orakle, "Metaphortime", que decorrerá no Metal Point, no Porto, no dia 28 deste mês. O concerto terá início às 22h00 com as entradas a valerem 3,5€.

Grimlet - Álbum de estreia concluído

Os Grimlet têm já concluída a gravação do seu álbum de estreia, “Grim Perceptions”. O grupo da Figueira da Foz recorreu aos préstimos de Rui Santos e Bruno Gonçalves para a captação dos seus novos temas nos Echosystem, em Barcelos, a Daniel Cardoso e Pedro Mendes para a mistura nos Ultrasound Studios, em Braga, e a Jens Bogren para a sua masterização nos Fascination Street Studios, na Suécia. Neste momento, está já em fase de concepção o artwork do disco pelas mãos da Phobos Anomally Design baseando-se numa pintura original de Ettiene S. Amant da Chaoscopia.com, bem como o novo layout do seu Myspace. Neste último sítio está também já disponível uma preview de “Grim Perceptions” e o novo tema “Perceived Threat”. Em termos de actividades ao vivo, os Grimlet têm agendada a próxima actuação para o dia 11 de Abril no Nyktos Rock Bar, na Figueira da Foz, com os Switchtense, a partir das 23h00, onde farão uma live preview de “Grim Perceptions”.

Friday, March 06, 2009

Entrevista Crossfaith

EMOÇÕES EM CADEIA

O primeiro lançamento regional, de um ano que promete em termos de edições, é assinado pelos micaelenses Crossfaith. “Mixed Emotional” é o primeiro registo profissional deste quarteto que assina aqui cinco temas de grande sumptuosidade melódica e rockeira. Um recalcado manifesto de maturidade que coloca o grupo num patamar superior em termos de projectos locais. O aspecto que a banda apresenta hoje em dia é um justo fruto de uns últimos anos de muita dedicação e da química entre uma formação que já encontrou os seus elementos certos. O último a entrar nesta aventura é também o seu maior símbolo - o vocalista Ricardo Reis que diz-nos nas próximas linhas, entre muitas outras coisas, como se deve sobreviver num meio musical como o dos Açores.


Este é o primeiro registo profissional da banda. Há um sentimento de especial satisfação neste momento, até porque é sempre um feito complicado de atingir-se nos Açores?
Os Crossfaith no passado já auferiram gravações de demos, tanto de estúdio como ao vivo. Nenhum destes trabalhos alcançou o nível de qualidade para nos sentirmos confortáveis ao ponto de o editarmos. Todavia, também temos que olhar para a realidade do nosso mercado, em termos populacionais, porque não nos garante um grande número de vendas.

Pedia-lhe que traçasse com mais pormenor o caminho da concepção até à edição deste EP, referindo o que de mais positivo e/ou negativo teve.
No Outono de 2006, os Crossfaith deram início à pré-produção do seu primeiro trabalho em CD, gravado, produzido e masterizado por Paulo Miguel Melo nos Estúdios PFL. Tal como o seu nome sugere, “Mixed Emotional” foi um "circo" de emoções. Foi um processo de dois anos com várias interrupções, por diversos motivos, desde ter de dar resposta ao número de apresentações ao vivo que, naturalmente, requerem tempo de preparação na sala de ensaio, entre outras situações. No geral, foram mais de dois anos de grande amadurecimento para os músicos e para a música que fazemos.

Na altura em que entra para a banda muitos consideram o assinalar de uma nova vida para o projecto. Até que ponto acha que teve um peso “revolucionário” nos Crossfaith?
Quando entrei para os Crossfaith fi-lo com o pé direito. Digo isto porque, afinal de contas, encontrei músicos que tiveram a abertura suficiente para aceitar mudanças e deram o seu melhor em prol do nosso objectivo comum.

Se no início a banda alegava um cariz progressivo, neste momento parece ter assumido uma identidade claramente mais AOR. Digamos que esta é a sonoridade que pretendem que vos identifique daqui para a frente?
É inevitável que todos sintam uma grande necessidade de nos classificar ao pormenor. Eu deixo andar o “barco” e fico a ver e ouvir, enquanto outros dão-se ao trabalho de analisar e classificar o que fazemos, à sua maneira, uns melhor que outros. Na realidade somos uma banda muito versátil que se enquadra bem em diversos cenários e sonoridades.

Eu não resistia a perguntar-lhe quais as suas referências vocais. Coincidência ou não, soa-me, a momentos, bastante a Marvin Lee Aday [vocalista dos Meat Loaf].
Já me compararam e já me chamaram muita coisa e cada um tem direito à sua opinião. Eu curto essa cena!

O facto de ter passado a barreira dos 30 anos ajuda a trazer mais alguma experiência à banda?
É o que dizem. Continuo o mesmo de sempre, embora com os anos de experiência haja a tendência para fazer as coisas com cabeça, tronco e membros. Digamos que é natural que isso se dê.

Embora os Açores comecem a tornar-se num viveiro de bandas dos mais variados estilos, como acha que as pessoas encaram a sonoridade dos Crossfaith e onde os poderíamos encaixar? Entre o público que gosta de Metal/Rock e o Pop ou em ambos?
Como é óbvio, por natureza própria, nós estamos enquadrados nestas três categorias. Temos um público que abrange todas as idades e diversos gostos.

Arriscaria a dizer até que vocês são bastante corajosos atendendo a que dentro de um cenário Rock/Metal açoriano que nutre um certo preconceito com o conceito do rock mais melódico e baladesco, vocês foram capazes de criar um disco cheio de sentimentos ditos mais "melosos".
Isto não nos preocupa. Temos consciência do que fazemos. De cartaz para cartaz, apresentamos um repertório adequado à sua temática e ambiente.

A verdade é que “Mixed Emotional” tem sido largamente promovido e com muito airplay nas rádios locais. As reacções até agora não podiam ser melhores, certo?
Até ao presente, têm superado as nossas expectativas.

A cerimónia de lançamento de “Mixed Emotional” foi de encontro às vossas expectativas? Uma experiência também marcada por ter sido transmitida em directo, para todo o mundo, por uma rádio local...
O nosso planeamento para o lançamento de “Mixed Emotional” consiste em duas fases distintas. No dia 31 de Janeiro de 2009 celebrámos uma festa de lançamento no bar H2O, em parceria com a Rádio Atlântida, que transmitiu o concerto em directo na internet e no seu programa de rádio. Foi uma festa que decorreu dentro das expectativas. A segunda fase do lançamento tem lugar no Teatro Ribeiragrandense, no dia 7 de Março [amanhã], com um concerto entre uma hora e quarenta e cinco minutos e as duas horas de duração. Estamos a contar com a presença em palco de dez músicos convidados. Neste evento, vamos apresentar o nosso repertório completo, com todos os nossos temas desde 2006, até à presente data, englobando a apresentação, pela primeira vez, a público do tema “Grave Diggers”.

No set-list de “Mixed Emotional” acabam por manter alguns temas antigos da banda mas com novos arranjos e estrutura. Porquê?
Acreditamos que tudo muda. Aquilo que não muda acaba por envelhecer ou cair no esquecimento...

Eu diria que “Give Me A Moment” é das canções mais orelhudas e bem concebidas de um artista regional até à data. Há um especial cuidado por terem canções de grande potencial radiofónico, por exemplo?
Obrigado pelo elogio! O objectivo principal da maior parte dos artistas no mundo musical é serem ouvidos. Como tal, também temos o cuidado, dentro do nosso conceito musical, de compor temas que sejam orelhudos e “radiofónicos”.

Com um manager nos vossos quadros abrem-se, claramente, perspectivas de irem mais longe, embora muita gente pense que esta escolha é muito discutível numa terra pequena como os Açores. Concorda?
Os Crossfaith têm um manager porque necessitam do apoio de um profissional para desempenhar muitas das funções que os próprios músicos estavam a tentar cobrir, sem ser exactamente a sua área. Agora que entrámos com um trabalho discográfico para o mercado, foi a altura propícia para a solicitação do José F. Andrade para membro nossa equipa de trabalho.

Por onde passam os grandes objectivos dos Crossfaith a curto prazo?
Os nossos objectivos para um futuro próximo estão direccionados para o apoio e divulgação do nosso EP e para o aumento da consistência do nosso repertório para que o possamos apresentar em todos os palcos convidativos à nossa presença.

“Mixed Emotional” é também o primeiro lançamento regional de 2009 e que antecede vários outros que estão em agenda para este ano. Um sinal de que está efectivar-se um certo crescimento no movimento musical local, o qual tantos ansiavam há largos anos…
Obviamente que com a vontade de se ser ouvido vem a vontade de lançar um disco. Os músicos da região não são diferentes dos do resto do mundo. Hoje em dia, já temos mais meios para alcançar estes objectivos. Se se está a efectivar-se um certo crescimento no movimento musical local? Sim, somos cada vez mais, com “voz mais alta” e com qualidade para sermos ouvidos.

Na sua opinião o que mudou na região nos últimos tempos, se é que mudou alguma coisa?
Eu acho que faz tudo parte do desenvolvimento global e dos objectivos de cada um e de todos em comum – o evoluir.

Para uma banda açoriana tudo tem um prazo de validade, diria eu, mais curto, uma vez que a área geográfica é reduzida e damos por nós a tocar, normalmente, ao fim de pouco tempo, sempre para as mesmas pessoas. Como pensam os Crossfaith contrariar isso?
Eu não vejo este assunto dessa forma. Não é por estar num meio pequeno que vou deixar de pensar que posso fazer algo diferente, para não me aborrecer ou cair na rotina. Os Crossfaith são uma banda versátil e sujeita a mudanças. Acreditamos que tudo muda e aquilo que não muda acaba velho e no esquecimento.

Essa eventual fugacidade faz-vos talvez já pensar em qual o próximo grande passo a dar em termos discográficos?
Nós lançámos “Mixed Emotional” há muito pouco tempo para estarmos a pensar já num próximo trabalho.

Como o imaginam?
Diferente!

Nuno Costa

IV Medas Metal Night - Em Abril

No dia 18 de Abril decorrerá a quarta edição do “Medas Metal Night” a ter lugar no Indycat Piano Bar em Medas, Gondomar. As bandas em cartaz são os Blackswan, Urban War e Hunting Cross.

Demon Dagger - Novo tema disponível no Myspace

Está já disponível no Myspace dos nacionais Demon Dagger o novo tema “The Dagger Days” retirado do seu próximo álbum, “The Cain Complex”. O terceiro longa-duração da banda bracarense foi gravado, misturado e masterizado nos Kohlekeller Studios, na Alemanha, durante os meses de Agosto e Setembro passados, com produção a cargo de Christian “Kohl” Kohlmannslehner [Crematory, Under Seige, Sieges Even, Agathodaimon]. “The Cain Complex” conta ainda com as participações especiais de Julien, vocalista dos franceses Benighted, em “Force Fed Of Mayhem”. O trabalho estará disponível em Abril próximo.

Thursday, March 05, 2009

Crónica

ILUSTRES DE BANCADA

Invocando uma gíria futebolística, até porque me confesso entusiasta adepto desta modalidade, a actividade de “treinadores de bancada” parece cada vez mais desenvolver-se, embora sempre tenha sido um "ramo" muito disputado num país de consciências, quase sempre, pouco esclarecidas. Neste texto é evidente que me estarei mais a referir a “músicos de bancada”, “jornalistas de bancada”, “managers de bancada”, “promotores de bancada”, “técnicos de som de bancada”, etc, etc…

Tal como no futebol, a música desperta muitas paixões, mas estas podem ser verdadeiramente nocivas a partir do momento em que se tornam ridículas rixas intelectuais encerradas naquilo que classificamos vulgarmente de fanatismo, clubismo ou bairrismo. O manifesto das nossas opiniões, apesar da democracia em que vivemos, devia ter regras mais rígidas para não cairem, como facilmente acontece, numa avaliação difamatória de tudo e de todos. A liberdade de expressão não devia contemplar a “libertinagem de expressão”, mas é o que parece que se tornou. Não sabemos lidar com ela, definitivamente. Seremos sempre "animais", mais do que aquilo que pensamos…

Tento evitar estas crónicas precisamente para não cometer o mesmo erro. Não podemos estar por aí a dizer sempre tudo o que pensamos, não é verdade? Para além do que evito expressar-me sobre o que não sei e mesmo quando falo sobre aquilo que sei ou penso saber, faço-o com a maior das reservas e distâncias para não abordar pontos dos quais não estou completamente inteirado.

Potenciadas pela expansão dos meios de comunicação, nomeadamente dos fóruns, a opinião das pessoas sente-se muito mais hoje em dia e de forma indiscriminada, fazendo isso com que muitas vezes se constatem autênticos atentados ao bom senso e à integridade do próximo. Respeito é cada vez menos uma palavra com significado no vocabulário das pessoas. Não estou aqui a defender a censura, com toda a certeza, mas confesso que não sei para onde pesa mais a balança quando medidos os prós-e-contras de uma liberdade que, tendencialmente, reclamamos total. Se nos discorrêssemos da gravidade que tem fazer juízos de qualquer espécie sobre qualquer coisa que não conhecemos a fundo… Meus amigos, para mim esta é das coisas mais inconcebíveis que pode haver. Chocam-me por completo e, claro, revoltam-me. Não posso conceber que a liberdade de expressão seja usada como método de onanismo intelectual quando tudo não passa de um claro indício de uma série de complexos e de uma imensa falta de respeito e moral.

Este é, evidentemente, um comportamento altamente destrutivo, já que pode deitar abaixo muita boa intenção, trabalho ou projecto. Difama-se, indiscriminada e viciosamente… Mas as coisas tendem a ficar encobertas ou disfarçadas, melindrosamente, por retóricas, singelezas cínicas ou por qualquer certificado de incapacidade intelectual.

Salvo flagrantes casos de incompetência, qualquer convocatória é o resultado de semanas, meses e anos de trabalho e não de apenas 90 minutos de jogo – ou de música, neste caso. O bilhete por que pagamos não nos dá direito de pôr em causa toda uma estrutura, profissional ou amadora. A não ser que esta seja a nossa.

Nuno Costa

Anonymous Souls - Amanhã em Santa Maria da Feira

Os Anonymous Souls actuam amanhã [dia 6 de Março] com os Morg e Hellsblood no Rock VFR, em Santa Maria da Feira. Este concerto é inserido na “Agony Tour” que promove o seu segundo álbum e que tem já agendadas datas para o Metal Point, no Porto, com Equaleft, Drop D, Urban War e Minim, no dia 13 de Março, e em E. S. Fiães, em Santa Maria da Feira, no dia 24 de Abril.

Morbid Death - Anunciam datas de mini-digressão no continente

Os açorianos Morbid Death têm já confirmadas todas as datas e locais para a sua mini-digressão pelo continente em Maio próximo. Assim sendo, no dia 2 o destino é o festival SWR – Barroselas Metal Fest, no dia 3 o Santiago Alquimista, em Lisboa, com Desire, e dia 5 o Metal Point, no Porto, com Pitch Black e Headstone.

Supersuckers e Nashville Pussy - Visitam Portugal em Abril

Os veteranos Supersuckers e Nashville Pussy deslocam-se no dia 6 de Abril ao Santiago Alquimista, em Lisboa, para um concerto que promete um contagiante espírito rock’n’roll. Ambos projectos trazem discos novos na bagagem, sendo o último dos Supersuckers intitulado “Get It Together” e dos Nashville Pussy “From Hell To Texas”. Os bilhetes já estão à venda no local do espectáculo, FNACs, Carbono, Cave e em www.ticketline.pt.

ThanatoSchizO - Álbum semi-acústico em 2009

A independente portuguesa Major Label Industries acaba de firmar contracto com os ThanatoSchizO para o lançamento de um álbum semi-acústico, constituído por remakes de temas dos seus quatro longa-duração, com algumas incursões étnicas e electrónicas. A decisão de lançar um disco neste formato acaba, segundo a banda, por ser um passo óbvio após várias sessões live neste contexto, surgidas quando a FNAC impôs que só podiam promover o seu trabalho no seu espaço desta forma. O guitarrista Guilhermino Martins confessa que tomaram-lhe o gosto e desde aí, todas as vezes que editam novos registos, trabalham em remakes acústicos paralelos. Entretanto, continua sem estar definido a data e estúdio para gravação, mas estando já garantida uma edição para 2009.

Monday, March 02, 2009

Obituary - Terminam novo álbum

Os Obituary já terminaram os trabalhos relativos ao lançamento do seu novo álbum a lançar entre Maio e Junho próximos pela Candlelight Records. Neste momento já é conhecido o seu artwork, novamente concebido por Andreas Marschall que já havia dado o seu contributo gráfico em álbuns como “The End Complete”, “Frozen In Time” e “Xecutioner’s Return”. O vocalista John Tardy já referiu que este novo álbum “saiu verdadeiramente doente” e mostra-se muito ansioso para o público o ouvir. Já Ralph Santolla [guitarrista] diz que, na sua opinião, “o novo material dos Obituary é bem pesado” e contém alguns dos seus riffs preferidos no contexto da discografia da banda. As últimas edições dos Obituary foram “Left To Die”, um EP de quatro temas lançado o ano passado [incluindo dois originais, uma nova gravação de “Slowly We Rot” e uma cover de “Dethroned Emperior” dos Celtic Frost] e “Xecutioner’s Return”, o último longa-duração da banda, em 2007.

Dream Theater - Teaser de novo álbum divulgado

Mike Portnoy, baterista dos Dream Theater, apresentou na passada sexta-feira, no programa norte-americano “Friday Night Rocks”, um teaser de um minuto do futuro álbum da sua banda que será misturado já na próxima semana pelo engenheiro Paul Northfield. O baterista já definiu o décimo trabalho de estúdio da banda de nova-iorquina como um mistura entre “A Change Of Seasons”, “Octavarium”, “Learning To Live”, “Pull Me Under” e “The Glass Prison”. O disco deverá ser editado no início do próximo verão pela Roadrunner Records. Entretanto, continua disponível o DVD duplo “Chaos In Motion 2007/2008” que atingiu vendas a rondar as 9.000 cópias só na sua primeira semana de lançamento nos Estados Unidos. Entretanto, fica o link para o teaser aqui.

Cult Of Luna - Primeiro DVD em Abril

“Fire Was Born”, o primeiro DVD dos suecos Cult Of Luna, será lançado no final de Abril e não a 23 de Março, como anteriormente previsto. Isto deve-se a “alguns problemas técnicos na planta de impressão”. Este trabalho é baseado num concerto dado a 1 de Julho de 2008 no Scala, em Londres, e conta ainda com respostas a perguntas dos fãs dadas por Johannes Persson [guitarrista] e Anders Teglund [teclista] e vídeos de “The Watchtower”, “Leave Me Here” e “Back To Chapel Town”. “Fire Was Born” estará disponível pela Earache Records.