Friday, February 20, 2009

Especial "Echoes Of A Morbid Death" III

Bruno Santos foi o produtor musical deste trabalho, para além de um dos ideólogos, e viveu bem de perto quase todos os passos para a sua conclusão. Trabalhou com cerca de 40 músicos durante sete meses e como membro da Associação Bit 9 teve uma palavra muita importante na sua estruturação. Também músico, Bruno Santos garante que foi muito gratificante passar por esta experiência e que a troca de conhecimentos foi enriquecedora.

Que razões despoletaram a concretização de um projecto desta natureza?
Nós sentíamos que faltava algo que premiasse a devoção, o espírito de sacrifício, a persistência e a carreira invejável dos Morbid Death. Assim sendo decidimos que um CD tributo seria, de facto, a melhor forma de homenagearmos a banda.

Este é um projecto que conta com alguma solidariedade de alguns dos seus intervenientes de forma a que pudesse ser concluído, certo? Refiro-me concretamente à parte orçamental…
Exacto. Este foi um projecto que ocupou muitas horas, muitas mais do que aquelas que estavam previstas; basta dizer que tínhamos as gravações planeadas para terminar a 3 de Setembro e acabámo-las no fim de Dezembro. Sem o apoio de todos os intervenientes, este projecto ascenderia facilmente aos 3 mil euros ou mais.

Escolher bandas para um projecto como este ou similar poderá sempre gerar algumas “dores de cabeça”. Sentiram isso?
Nós vivemos num meio extremamente pequeno e com um grande leque de excelentes bandas. São naturais as dificuldades que sentimos para escolher as várias bandas a participar no CD tributo. Acabámos por escolher aquelas bandas que para nós melhor representavam um determinado estilo na região. Tentámos incluir no CD o maior número de estilos com os seus respectivos representantes. É claro que muitos não concordaram com a participação de determinadas bandas ou mesmo com a não inclusão de outras, mas, como em tudo, tivemos de fazer opções. Já sabíamos de antemão que nem todos iriam ficar contentes, mas também concordarão comigo se referir que seria impossível incluir todas as bandas activas actualmente na região.

Para além de coordenador da ideia, foi também produtor musical deste projecto. Que pontos positivos e negativos nos pode relatar desta experiência?
Os negativos não interessam, a não ser aqueles que nos servem de ensinamento. Os positivos foram imensos, desde o conhecer músicos com os quais não tinha grande contacto, uma imensa troca de ideias, criar laços de amizade, passando também, como é natural, pela aquisição de novos conhecimentos.

Foi então marcante trabalhar com tantos músicos…
Sim foi. Cada um tem o seu temperamento especial, o seu próprio modo de pensar e ver as coisas. O facto de me conseguir adaptar perfeitamente ao modo de pensar de cada músico, adaptar-me ao estilo musical de cada um, independentemente do meu gosto pessoal, foi para mim muito gratificante.

Na sua opinião, surpreendeu-lhe a postura dos músicos em estúdio ou mesmo o resultado das versões que, pelo que já se ouviu, estão muito personalizadas?
Alguns surpreenderam-me mais que outros, mas devo dizer que já estava à espera de versões personalizadas ao estilo de cada banda. Era exactamente isso o que tínhamos idealizado quando iniciámos este projecto.

Poder-se-á falar de muitas dificuldades ou contratempos na conclusão deste projecto?
Bem, a maior dificuldade foi conseguir organizar a agenda de forma a conseguir levar a cabo as gravações. Algumas bandas tiveram de passar mais tempo em estúdio do que o previsto, outras tiveram imprevistos de última hora e que impediram que houvesse gravações, etc. Tudo isto levou a que o trabalho só tenha terminado no fim de Janeiro e não em Outubro, como estava inicialmente previsto.

Será que podemos perspectivar uma importância "extra Morbid Death” neste trabalho? Ou seja, pode servir também de item de promoção para todas as bandas intervenientes, principalmente se o disco for fortemente promovido além-fronteiras?
Sem dúvida, este é mesmo um “side-effect” deste CD tributo e já o tinhamos previsto quando começámos a talhar este projecto. Espero que este CD consiga levar mais longe o nome dos Morbid Death e o nome das nossas bandas regionais.

Nuno Costa

Especial "Echoes Of A Morbid Death" II

A Associação Juvenil Bit 9, presidida por Mário Flores, tem sido uma insistente e incisiva força na promoção do Heavy Metal nos Açores nos últimos anos. Festival October Loud, revista Metal Bit IX e agora “Echoes Of A Morbid Death”, são iniciativas louváveis de um núcleo de jovens composto, em grande parte, por músicos e amantes do Heavy Metal e que assim propiciam estas importantes iniciativas para a região. Para percebermos a filosofia da Associação e saber mais alguns pormenores sobre o lançamento de “Echoes Of A Morbid Death”, tivemos uma breve conversa com o líder da Associação.

Embora a Bit 9 tenha um estatuto “generalista”, continua muita focada na promoção ao Heavy Metal. Em primeiro lugar, isto parece-me dever-se à grande representatividade que o género tem nos Açores junto dos jovens… Até quando e até que ponto a Associação pretende envolver-se em projectos do género?
Como qualquer associação juvenil a essência das suas actividades reflecte o grupo de jovens que dela faz parte no momento. No caso da Bit 9, ao longo dos últimos anos tem havido um grande número de associados que pertencem a bandas ou que estão ligados à música de alguma forma. O que se pode dizer sobre a longevidade destas iniciativas é que enquanto houver sócios ligados ao Metal na Bit 9, as iniciativas ligadas a este movimento continuarão.

O facto de terem conseguido um espaço como o Teatro Micaelense para o lançamento do CD será um sinal de que os responsáveis pela cultura nos Açores estão mais sensíveis a esta vertente musical e seus músicos?
Temos visto que a sensibilidade em relação ao Metal tem vindo a crescer nos últimos tempos devido a toda a projecção que se tem dado aos eventos deste tipo. Neste caso concreto a Direcção Regional da Juventude tem estado sempre disponível para apoiar este e outro tipo de iniciativas levadas a cabo pelas associações juvenis. Penso que logo que estejamos a fazer um trabalho de qualidade, conseguimos igualmente um apoio de qualidade.

Como será organizar um espectáculo desta natureza, muito particular, como é o de colocar 11 bandas a tocar cada uma um tema?
Subirão ao palco sete das bandas que participaram no tributo e a noite será encerrada pelos próprios Morbid Death. Cada banda interpretará um tema seu para apresentação e em seguida o tema com que participaram no tributo. Estima-se uma média de tempo em palco de dez minutos para cada banda.

O CD estará disponível a um preço, eu diria, surpreendentemente simbólico. Quais são os motivos para tal decisão?
Nós conseguimos financiamento para cobrir todas as despesas da produção do CD e sendo a Bit 9 uma entidade sem fins lucrativos, a questão do preço do CD prende-se só em evitar excessos. Temos experiência de outras iniciativas em que o material oferecido depois é desprezado. O preço estabelecido permita a qualquer jovem adquirir um exemplar do CD e evita que encontremos CD’s pelo chão no fim do concerto.

Está confiante na solidariedade do público em relação a este projecto ou, por exemplo, acha que se todo ele não fosse oferecido basicamente [também as entradas para o espectáculo são livres], podia não consumar-se na prática a vaga de interesse que por ele vemos manifestada em vários sítios?
Este é um evento para jovens e se queremos chegar a todos eles há a necessidade de facilitar um pouco, especialmente nesta altura de crise que estamos a passar. Tenho que dizer que o facto das entradas serem gratuitas também se deve ao apoio do Governo Regional através da Direcção Regional da Juventude e do Teatro Micaelense. Não foi uma decisão propriamente da Bit 9.

Podem já adiantar alguma coisa em relação a novos projectos a desenvolver no futuro pela Bit 9 neste género musical? Por exemplo, um novo número da Metal Bit IX ou o documentário sobre o Heavy Metal açoriano que já havia sido falado?
No ano de 2009 vamos dar continuidade à Metal Bit IX e ao October Loud com novas parcerias e uma outra dinâmica. Estes projectos como foram bem sucedidos, temos intenção de lhes dar maior dimensão neste ano. Existem outras ideias, como a gravação de mais um CD com uma colectânea de bandas dos Açores. Existe um grupo de jovens interessados em realizar o documentário da história do Metal nos Açores durante o ano de 2009, e temos expectativas de que será mesmo lançado.

Nuno Costa

Moita Metal Fest 2009 - 14 bandas em dois dias na Moita

Nos dias 27 e 28 de Março o Moita Metal Fest estará de regresso com um mais um cartaz de muito peso. Assim sendo, o festival, a decorrer uma vez mais na Sociedade Filarmónica Estrela Moitense, arranca no seu primeiro dia com as actuações dos 13 Degrees To Chaos, Mindlock, Subcaos, Theriomorphic e fecha com os Switchtense. No dia seguinte, há “matiné hostil” a partir das 16h00, abrindo com a actuação do vencedor do concurso Arena Metal, seguindo-se dos Cronaxia, Cryptor Morbius Family e Hacksaw. A partir das 21h00 sobem ao palco os Reltih, Echidna, Bleeding Display, Seven Stitches e Picth Black. Os ingressos para o evento custam 3.5€ por dia [a matiné é oferecida].

Artworx + Hunting Cross + Mons Lvnae - No Transmission Bar

No dia 6 de Março, os Artworx, Hunting Cross e Mons Lvnae viajam até ao Transmission Bar, em Lisboa, para uma actuação com início marcado para as 21h00. 5€ é quanto vale a entrada.

Black Metal Fest - Recebe projectos da Alemanha e Espanha

O dia 7 de Março leva até à Sede das Figueiras, na Marinha Grande, um espectáculo exclusivamente dedicado ao Black Metal em que actuarão os Revage, Xérion [Esp], Celtic Dance e Drengskapur [Ale]. O espectáculo inicia-se às 21h00 e o ingressos valem 6€.

Especial "Echoes Of A Morbid Death" I

Dezanove anos de carreira, três álbuns, um DVD, duas demo-tapes e muitos marcas deixadas pelos palcos açorianos. Os Morbid Death reúnem à sua volta um enorme respeito, quer pela sua capacidade musical, quer pelo palpitar guerreiro das suas convicções que os faz guarnecer uma carreira duradoira e exemplar. É por isso com enorme nobreza e justiça que surge um disco tributo à seminal banda açoriana, concebido com grande mérito pela Associação de Juventude Bit 9 em conjunto com onze bandas e quase 50 músicos. Pelos excertos que foram sendo publicados gradualmente pelos responsáveis do projecto, pode-se adivinhar um trabalho surpreendente que rasga com a monotonia de muitos outros lançamentos deste género, já que o esforço foi notório em dar a clássicos dos Morbid Death uma nova cara.

O projecto surgiu de uma ideia de Cristóvão Ferreira e Bruno Santos, membros da Associação de Juventude Bit 9, corria o ano de 2007. Até ao seu arranque ainda se contaram alguns meses “estratégicos” onde se definiram orçamentos e escolheram bandas. As gravações arrancaram em Junho de 2008 com os Neurolag e terminaram em Dezembro com os Violent Vendetta. Fizeram ainda parte deste projecto os A Dream Of Poe, In Peccatum, Hatin' Wheeler, Anjos Negros, Duhkrista, Crossfaith, Zymosis, Spank Lord e Spinal Trip. Pelo meio, muito entusiasmo e dedicação a um trabalho unanimemente considerado de extrema validade não só para os Morbid Death como para todos os seus intervenientes e, consequentemente, para toda uma região. A SounD(/)ZonE abordou muitos dos seus responsáveis numa série de entrevistas breves que passaremos a editar ao longo do dia de amanhã [20 de Fevereiro], dia em que decorre o lançamento oficial do álbum-tributo no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, a partir das 21h00. Esta reportagem culminará com uma conversa mais alargada com Ricardo Santos, vocalista/baixista dos Morbid Death, em que se abordarão muitos aspectos para além de, naturalmente, mais este momento marcante na sua carreira. Para já, para os menos familiarizados, fica uma breve introdução ao percurso da banda micaelense.

MORBID DEATH - Até que a morte nos separe...

Ricardo Santos e Dinis Costa, vocalista/baixista e guitarrista, respectivamente, tomaram a decisão de criar uma banda em 1990, presumivelmente inspirados pelos dias em que foram roadies dos Wreck-Age, banda açoriana de Heavy Metal. O sonho materializou-se pouco depois, mas ainda levou algum tempo até os dois companheiros arranjarem um line-up completo e ganharem experiência como executantes. As primeiras sugestões para nome da banda foram Mortuary e Asphyx, mas ao constatar que já haviam bandas com este nome, puseram as ideias de parte. Ainda assim, Mortuary serviu para baptizar o primeiro tema de sempre da banda. Um pouco mais tarde convencem Veríssimo Pereira, mais conhecido como “Miguelito”, a assumir uma segunda guitarra. Foi também ele que sugeriu, por fim, o nome Morbid Death.

Um ano mais tarde o grupo faz a sua primeira actuação ao vivo a abrir para os Wreck-Age na freguesia da Achadinha, no Nordeste, nesta altura com um baterista convidado – Pedro Vale [ex-Passos Pesados]. Este seria o único concerto que a banda dava sem um elemento fixo na bateria. Não demorou muito até Pedro Rodrigues tornar-se dono do drumkit dos Morbid Death. Motivados pela união que se vivia no seu seio, o grupo concorre, em 1992, ao Açores Pop-Rock que decorreu no Coliseu Micaelense, em Ponta Delgada, e que culminou com um animador terceiro lugar para o colectivo de gothic/thrash metal.

Seguiram-se as gravações de duas demo-tapes, “Nomad” [1993] e “Shameless Faith” [1995], esta última um registo ao vivo do concerto da banda, o primeiro no continente, no antigo bar “Johnny Guitar”, propriedade de Zé Pedro dos Xutos & Pontapés.

Pelas entusiasmantes reacções à sonoridade da banda, chega-nos em 1997 o primeiro álbum da banda. Para além de ser dos discos do seu catálogo que continua a reunir maior consenso junto dos seus fãs, “Echoes Of Solitude” é sinónimo de um enorme simbolismo já que foi o primeiro disco profissional de sempre a ser lançado por uma banda de Heavy Metal açoriana. Na altura, vinculados contratualmente à Independent Records, proporcionou-se então a sua primeira mini-tournée no continente português.

Já com Pedro Andrade no lugar de baterista, o grupo edita, em 2002, “Secrets” – um trabalho que realça a veia gótica do colectivo e continua a comprovar o seu profissionalismo, sobretudo raro por estas paragens. Este disco sai pela importante Recital Records.

Volvidos dois anos, a banda chega à fasquia do terceiro álbum com “Unlocked”. Novamente demarcam-se algumas mudanças em termos de som e composição. Mais directos e talvez com um peso mais moderno ainda que mantendo bastante melodia. Neste álbum as guitarras foram gravadas a meias entre Rui Frias [que saiu na altura por motivos pessoais] e Ruben Correia [ex-Obscenus]. Eram notórias as características bastante distintas entre os dois músicos – Rui por um lado mais “pesado” e Ruben mais melódico.

Em 2005 a banda realiza um dos seus maiores sonhos e capta em vídeo um concerto realizado no Coliseu Micaelense e que viria a materializar-se no DVD “Spinal Factor: Maintaining aLIVE”. Contudo, o DVD não teve um "parto" fácil e depois de muitas aproximações falhadas a editoras, o grupo acabou por lançá-lo independentemente já em finais de 2008.

O curioso é que numa terra cheia de contingências a banda, actualmente formada por Ricardo Santos, Rui Frias, Paulo Bettencourt e Gualter Couto, continua a somar feitos 19 anos depois. Com 2008 a ser o ano mais produtivo de sempre em termos de concertos ao vivo, a banda já prepara uma nova viagem ao continente para mais uma mini-digressão, desta vez com uma paragem merecida no carismático SWR Barroselas Metal Fest, um novo álbum e, para já, recebe com grande lisonja “Echoes of a Morbid Death”.

Nuno Costa

Thursday, February 19, 2009

Pitch Black - "Hate Division" em Abril

Os veteranos thrashers nacionais Pitch Black têm regresso marcado aos discos para o dia 3 de Abril. “Hate Division” sucede quatro anos depois a “Thrash Killing Machine” e foi produzido por Rui Danin e a própria banda nos Trigger Studios em Sta. Maria da Feira e masterizado por Jacob Hansen nos Hansen Studios [Pestilence, Aborted, Destruction, etc] na Dinamarca. O disco chega-nos pela Recital Records. Entretanto, já há marcada uma sessão de pré-escuta do álbum para o dia 14 de Março no bar Arte7Menor em S. João da Madeira. No mesmo dia e a partir das 17h30 actuam os Revolution Within e os Echidna num dia que se pretende dedicado exclusivamente ao thrash e ao underground, continuando depois da hora do jantar com música a cargo dos próprios elementos dos Pitch Black e do DJ Odinson.

Headstone - Tema de EP de estreia disponível

Já está disponível no Myspace dos nacionais Headstone o tema “The Deepest Prayer”, em versão pre-mix, retirado do E.P. “Within The Dark”, a ser produzido por Paulo Lopes nos Soundvision Studios. Espera-se que o trabalho de estreia dos Headstone esteja disponível durante o mês de Março. Escute o tema aqui.

Pearl Jam - "Ten" reeditado com muitas raridades

“Ten” o mítico álbum de estreia dos Pearl Jam, será alvo de uma reedição em três versões especiais que chegará a Portugal a 23 de Março pela Sony Music. Estas incluem a remasterização original do disco e uma adicional a cargo do produtor de longa data da banda, Brendan O’Brien, um DVD da actuação, nunca antes editada, do grupo no MTV Unplugged, em 1992, com uma remistura 5.1, um LP do concerto “Drop In The Park”, de 1992, réplicas de uma cassete dos Pearl Jam, com três temas, com as gravações originais da voz de Eddie Vedder e o seu bloco de notas para letras repleto de notas pessoais e imagens das colecções pessoais de Vedder e Jeff Ament e ainda, como faixas bónus, “Brother”, “Just A Girl”, “State Of Love And Trust”, “Breath And A Scream”, “2,000 Mile Blues” e “Evil Little Goat”. Muitos motivos de interesse para os fãs do grupo de Seattle e particularmente de “Ten” porem mão a estas preciosidades. Estas edições marcam o início de uma campanha de reedição do catálogo musical do grupo que durará dois anos, até à comemoração dos seus 20 anos de carreira.

Wednesday, February 18, 2009

Review

SWITCHTENSE
“Confrontation Of Souls”
[CD – Rastilho Records]

“Como os rapazes cresceram", é um dos primeiros comentários que nos apetece fazer aos Switchtense em virtude deste trabalho de estreia, embora possa parecer redundante no sentido em que o grupo já com “Brainwash Show” havia mostrado material promissor e, especialmente, para quem acompanha a banda ao vivo saberá do que ela é capaz. Mas mesmo assim, este disco não deixa de ser uma grande surpresa.

Para os mais incautos, os Switchtense movem-se na fronteira entre o metal, tendencialmente thrash, e o hardcore, numa aproximação modernaça. Pese embora algumas pessoas possam instintivamente torcer o nariz apenas por ver o "rótulo", aconselhamos a que dêm tréguas a qualquer preconceito, pois a força que emana destes dez temas é tão honesta e incisiva que será incapaz de desiludir alguém… para além de garantir saborosas escoriações, principalmente se o estiverem a ouvir ao vivo.

“Confrontation Of Souls” tem uma dinâmica de “esmagamento” imprimida desde o início com uma produção imaculada [é quase impossível não referirmo-nos a Daniel Cardoso, ele merece] e que torna este disco quase que num Panzer a debulhar impetuosamente quem se atravessa no seu caminho. Não há sequer necessidade de falar individualmente de desempenho, isto porque todos os elementos da banda mostram-se à altura uns dos outros e do estilo musical que praticam. Importante será também dizer-se que se até agora importámos material desta natureza, esta necessidade começa a dissipar-se graças a trabalhos como o dos Echidna e agora com o dos Switchtense. É precisamente com rasgos destes que nos começamos a orgulhar cada vez mais do nosso “país” metálico. Projectos assim merecem a oportunidade que muitos outros têm sem, se calhar, merecer, apenas porque um conjunto de factores favorecem as editoras economicamente.

Contudo, estes poderão ser apenas os primeiros dias do resto da vida dos Switchtense - um projecto com grande propensão para “voar” alto e que está agora a nascer, apesar de já por cá estar desde 2002. Parece mesmo que tudo está a começar agora… e não podia começar de melhor forma. [9/10] N.C.

Estilo: Thrash Metal / Hardcore

Discografia:
- “Brainwash Show” [EP 2006]
- “Confrontation Of Souls” [CD 2009]

www.myspace.com/switchtenseportugal

Tuesday, February 17, 2009

Switchtense - Próximo sábado em Leiria

Com um novíssimo e promissor álbum na bagagem, os Switchtense continuam a sua promoção ao vivo e a próxima paragem é no Bar Alfa [A-dos-Barbas, Maceiras, Leiria] no próximo sábado, dia 21 de Fevereiro. À semelhança das últimas actuações, o grupo da Moita promete tocar todo o alinhamento de "Confrontation Of Souls". Na primeira parte do espectáculos estarão os Hate Disposal. O serão musical tem início às 23h00 e o bilhete custa 5€.

AC/DC - Bilhetes para Alvalade à venda este sábado

Os bilhetes para o concerto único dos AC/DC em Portugal, a 3 de Junho no Estádio Alvalade XXI, estarão disponíveis no próximo sábado, dia 21 de Fevereiro, a partir das 10h00. Os valores variam entre os 55€ e os 60€. Prevê-se uma corrida louca às bilheteiras, à semelhança do que aconteceu em Espanha em que 55 mil bilhetes esgotaram em três horas. Cada pessoa poderá comprar um máximo de quatro bilhetes. Este será, sem dúvida, um dos momentos mais altos do ano em termos musicais em que os australianos apresentarão também o novíssimo “Black Ice”, o 22º álbum de originais da sua carreira.

Monday, February 16, 2009

Entrevista 16

MERGULHANDO NA LAMA

16 pode soar um nome estranho por si só, bem como para os mais alheios ao underground norte-americano. No entanto, este quarteto de Los Angeles já comemorou 17 anos de existência e só acabou por cair no esquecimento porque deliberou uma pausa em 2003. Para trás ficavam quatro discos e 15 registos entre singles e splits, mas a forte mística que existia entre os elementos dos 16 forçou o seu regresso em 2007. Os frutos não se fizeram esperar e no arranque de 2009, já numa casa de reconhecido potencial – a Relapse Records – o grupo edita “Bridges To Burn”. Neste particular nicho musical e dentro de uma carreira respeitosa, os 16 regressam em grande forma, o que motivou a conversa com o guitarrista Bobby Ferry.

Sentem-se bem por estarem de regresso aos discos ao fim de seis anos?
Nós não estivemos propriamente parados como músicos, apenas como 16, e tocar com outras pessoas foi algo inestimável para nós.

Que tipo de conversa vos levou a retomar a actividade com a banda?
Continuo interessado na música da banda da mesma forma que outras pessoas. Tínhamos sempre aquela ideia do “e se”… Então o Jason falou com o Tony, o Tony falou com o Cris e da minha parte sempre estive disponível para tocar, por isso funcionou tudo muito facilmente. Penso que a química é a coisa mais importante no que toca a bandas. Felizmente, nós sentimo-la e já que havíamos tocado uma vez seríamos estúpidos se não o fizéssemos de novo.

Como podemos interpretar a paragem que operaram em 2003? Terá sido uma maneira de descansarem do som e rotina da banda?
Atravessávamos um período estranho nas nossas vidas e, sim, precisávamos de descansar. Trabalhámos muito durante vários anos e essa postura encaixa connosco. Estar numa banda implica um trabalho árduo e estávamos a sofrer demasiadas “mazelas” por isso. Penso que ainda as sofremos mas agora parece que temos pratos nas nossas cabeças e conseguimos recuperar muito mais rapidamente de todas as coisas más que nos rodeiam.

Será que nos outros projectos em que estiveram envolvidos entretanto sentiram falta da mística que havia em 16?
Simplesmente, sentimos falta de tocar juntos e ainda nos motivou mais o facto de gostarmos muito do nosso material, mesmo considerando que foi gravado num gravador de oito pistas em 1992.

O facto de serem amigos há muito tempo faz com que se dê grandes "festanças" sempre que se vêem?
Nem por isso. Costumamos sair e tocar, basicamente isso. Ensaiamos cerca de três horas, portanto, temos que manter o divertimento no local certo para podermos aguentar esse esforço. Em relação aos concertos a atitude é a mesma, embora a diferença seja de que tocamos normalmente 40 minutos, viajamos cerca de três horas e carregamos material. Avisem-me assim que a “festa” começar e espero que possa participar nela!

A vida de uma banda hardcore/sludge, aliás, e sem qualquer preconceito, deve ser feita de vários capítulos boémios…
Refere-se a boémia na estrada como a que Kerouac [escritor] referia ou a boémia hippy? É porque não somos hippies em nenhum aspecto da palavra. Somos mais como que uns Charles Bukowski sóbrios e super zangados após cinco anos de reuniões de Alcoólicos Anónimos e que acabaram de ficar sem cigarros. Penso que isso não tenha nada de boémio.

Compor o material de “Bridges To Burn” foi especialmente agradável após tanto tempo parados? As coisas fluíram facilmente?
Da minha parte fluiram muito facilmente. Tenho a tendência para deixar a mente comandar quando escrevo partes de guitarra e depois faço arranjos quando me junto com a banda. Gosto de pensar que todos ocupam a sua própria “frequência” na banda.

As vossas letras, normalmente, focam aspectos decadentes do dia-a-dia de uma sociedade. Há algo negativo em relação às vossas vidas que tenham reportado para este disco?
Tenho que ser sincero contigo, ainda não falei com o Chris sobre isso. Eu confio nele e se ele está contente ao escrever certo tipo de letras, o resto da banda também estará. Certamente, haverá um certo nível de sagacidade e sofrimento nas suas letras, mas esta é apenas a minha visão exterior. Teria que perguntar a ele se quisesse mais pormenores.

Faz ideia se os mais novos conhecem os 16? É que para além de terem estado sem lançar um trabalho durante seis anos, são uma banda que sempre se moveu, essencialmente, no underground …
O “passa-palavra” é, provavelmente, a melhor forma das pessoas ficarem a conhecer algo. Apesar de estarmos há quatro anos sem tocar ao vivo, os nossos álbuns continuaram a ser vendidos, portanto, quer gostem ou não, crescemos um pouco como banda ao longo dos anos. Não faço ideia a quantos putos a nossa música chega, mas acredito que chegue a alguns. Citando a Witney Houston: “As crianças são o nosso futuro”.

Uma banda com o vosso perfil preocupa-se com popularidade?
Preocupamo-nos mas não nos podemos aproveitar disso ou as pessoas vão aperceber-se. Consegues sempre ver quando uma banda está a aproveitar-se do sucesso, pois eles parecem agir como "bonecos". A sinceridade é um valor que preservarmos muito. Se as pessoas se aperceberem disso é muito bom. Podia dizer-te que não nos preocupámos com isso, mas seria mentira. Tu queres tocar para o máximo de pessoas possível. A vida é curta e esse é o nosso objectivo.

Esperam que com a Relapse as coisas possam mudar?
Estar na Relapse é ter um selo de qualidade que nunca tivemos. Eu era cliente deles há vários anos, daí que ache verdadeiramente agradável fazer parte do seu catálogo. Algumas das suas bandas influenciaram-me muito e foram bandas sonoras de alguns períodos da minha vida.

Neste momento, o vosso nome chega aos Açores. Este pode ser um sinal da operacionalidade da editora…
Esta é provavelmente das melhores coisas da Relapse.

Por outro lado, podia também promover a nossa área junto dos seus amigos! [risos]
Só sei que gostava muito de ir aí. Bom peixe, boa comida… São os motivos suficientes para me levarem a qualquer lado.

Apesar de viver num grande centro urbano como é Los Angeles, vive feliz com o seu estilo de vida?
No meu caso, vivo em San Diego, que é no sul de Los Angeles. Não se trata de uma zona muito agitada mas também não é os Açores, certamente. Às vezes as circunstâncias mantém-nos onde estamos e quanto mais velhos ficamos mais difícil é passarmos sem “rock and roll”.

Sente-se um patriota? Por exemplo, a administração Bush alguma vez o deixou envergonhado por ser norte-americano?
Não sou patriota em nenhum aspecto. Detesto dizê-lo, mas somos um país como outro qualquer e devíamos agir como tal. Nos últimos oito anos os Estados Unidos provaram ter pontos de vista muito limitados, o que nunca pode ser uma boa coisa. A História já provou isso.

Está confiante de que Obama é verdadeiramente honesto e transparente e que vai trazer mudanças? Se se confirmar esta sua personalidade há já muita gente que pensa que ele vai acabar assassinado…
Não sei. Com a situação económica actual e o estado de todo o “sistema”, sinto uma extrema apatia no ar, daí a frase: “levanta, desafina, desiste”… Parece-me que a melhor resistência é virares as costas a todos eles. No fundo, o que é que eles representam? Parecem-me rodeados de fumo e espelhos a viverem uma grande mentira. Não quero, obrigado…

Antes de nos despedirmos gostaria de perguntar quais as vossas grandes expectativas com “Bridges To Burn”? Talvez rodar na MTV? [risos]
A MTV passa música sequer? É que eu não quero ser convidado para o “Real World” nem nada que se pareça! Bom, a minha grande expectativa é que o álbum seja bem distribuído. Conseguir uma entrevista para os Açores já é um bom sinal.

Nuno Costa

www.myspace.com/16

Friday, February 13, 2009

Review

KAMPFAR
“Heimgang”

[CD – Napalm Records/Recital]

Com 15 anos de carreira e resultados musicais respeitáveis já não é de estranhar a admissão dos Kampfar como uma das bandas de black metal pagã e folclórico mais relevantes da actualidade. Sempre foi o seu peculiar espírito ancestral que cativou os ouvintes e a sua devoção por uma sonoridade directa assente, como uma luva, na mitologia nórdica das suas letras.

Neste regresso, depois de “Kvass” que marcou o fim de uma paragem entre 1999 e 2006, podemos confirmar uns Kampfar perfeitamente sintonizados com aquilo que sempre foi o seu mundo, embora se sinta alguma dissolução dos apontamentos folclóricos potenciados no início da sua carreira. As vocalizações sórdidas de Dolk e as melodias melancólicas, mas sem nunca serem demasiado misantrópicas, suportadas por uma secção rítmica que não está para complicar mas cumpre bem os propósitos tradicionais da sua música, continuam a ser as principais mais-valias deste projecto. A banda não opera, realmente, aqui nenhuma mudança radical na sua forma de trabalhar, o que também significa que poucas serão as hipóteses de desiludirem os seus seguidores – uma nota, no fundo, importante para os pressupostos de carreira de uma banda.

Desta vez os temas parecem ter sido mais cuidados em termos de composição, estando muito bem alinhavadas e realçadas as características principais de cada tema. Isto não significa que os Kampfar tenham tirando complexidade ao seu som, o grupo até parece menos interessando em passagens mais calmas e imprime uma maior agressividade, mas a verdade é que os temas atingem-nos com maior eficácia. Algo parecido com o que acontece com os Khold ou mesmo Amon Amarth. Verificamos uma simplicidade cheia de virtudes e difícil de resistir.

Este trabalho comprova os Kampfar como parte privilegiada de um nicho muito particular da música extrema actual, em que se dá um fenómeno de grande fidelidade da parte dos fãs. E isto porque, não temos dúvidas, eles transpiram enorme honestidade naquilo que fazem. E não há como não os considerar com especial apreço. [7/10] N.C.

Estilo: Black Metal Pagão

Discografia:
- “Kampfar” [EP 1994]
- “Mellom Skogkledde Aaser [CD 1997]
- “Norse” [EP 1998]
- “Fra Underverdenen” [CD 1999]
- “Kvass” [CD 2006]
- “Heimgang” [CD 2008]

www.kampfar.com
www.myspace.com/norsepagans

XII SWR Barroselas Metal Fest - Absu e Gama Bomb à rebelião

A passos rápidos, o cartaz do XII SWR Barroselas Metal Fest começa a aproximar-se do seu alinhamento final. Já com muitos nomes confirmados, entre eles os sonantes The Haunted, Origin, Akercocke, Esoteric e Dornenreich, foi a vez da organização dar por garantidas as presenças dos norte-americanos Absu [de regresso à Europa dez anos depois] e dos irlandeses Gama Bomb. O festival nortenho realiza-se entre 30 de Abril e 2 de Maio na vila de Barroselas. Mais informações em www.swr-fest.com.

Heavenwood - Ao vivo hoje no Porto

Em noite de sexta-feira 13, os Heavenwood actuam no bar Maus Hábitos, no Porto, em conjunto com os Demon Dagger e Decay. Os espectáculos têm início às 21h00. Na sua agenda, os Heavenwood têm, para já, mais um concerto no dia 4 de Abril no Festival Sons de Vez em Arco de Valdevez.

Room + Grimlet - Amanhã em Benavente

Os espanhóis Room actuam amanhã, 14 de Fevereiro, com os Grimlet no Side B, em Benavente, a partir das 21h30. A banda de thrash moderno foi formada em 2004 e lançou o seu primeiro álbum em 2008 intitulado “Nobody Moves, Nobody Gets Hurt”.

Thursday, February 12, 2009

Review

GROUND OF RUIN
“Cloaked In Doctrine”

[EP – Lugga Music Productions]

Quando é sempre algo complicado saber detalhes sobre o meio de peso irlandês, a Lugga Productions vai-se encarregando de desvendar algumas das suas pérolas underground. E os Ground Of Ruin podem muito bem ser uma delas. Com a capa de “Cloaked In Doctrine” sentimos um “fétido” mas reconfortante aroma a subsolo, invocando o mais primitivo conceito estético da música extrema. Contudo, a banda não toca black metal, mas sim uma escrupulosa fusão thrash com death metal, embora em ligeiros momentos o andamento abrande e tome uma frieza ríffica próxima de uns Burzum.

Formados em 2003, o grupo de Carlow conta já na sua discografia com dois EP’s e duas demos, sendo este trabalho aquele que a banda considera mais próximo do som que almeja. Três temas apenas nos apresenta este trabalho [mais uma intro], embora totalize uma considerável duração [cerca de 23 minutos]. Sendo certo que não será o suficiente para perceber até onde esta banda poderá chegar, acaba por transmitir uma agradável e nostálgica imagética musical, retro, claro está, embora esteja por confirmar a sua excelência como compositores. “Cloaked In Doctrine” é um trabalho de riffs e ritmos de brilhantismo técnico q.b. e uma variedade de ambientes louvável, mas a capacidade para tornar os temas memoráveis – aquela tarefa tão complicada nos dias que correm – está longe de ser alcançada. E não, não é, obviamente, uma questão de acessibilidade, de melodia. É uma questão de sentirmos aquele “click” que só muito raramente se dá nos dias que correm. Mas, felizmente, para se ser uma boa banda não é necessário, obrigatoriamente, esta magia tão contundente.

Os Ground Of Ruin são muito competentes no que fazem e, como já se disse, têm a virtude de nos levar numa viagem pelas sensações de um underground longínquo. Pode ser que no meio de tantos espasmos revivalistas e com um longa-duração gravado com outro potencial logístico, podemos ter aqui uma banda capaz de algumas proezas no futuro. [7/10] N.C.

Estilo: Thrash/Death/Black Metal

Discografia:
- “Promo” [CD 2005]
- “Visions Of Obscenity” [EP 2005]
- “Promo” [CD 2007]
- “Cloaked In Doctrine” [CD 2008]

www.myspace.com/groundofruin

Old Man's Child - Novo álbum na primavera

O novo álbum dos One Man’s Child é editado nos Estados Unidos a 19 de Maio próximo pela Century Media. O regresso do projecto de Galder [guitarrista, vocalista], também dos Dimmu Borgir, terá como título “Slaves Of The World” e foi gravado nos estúdios Fredman em Gotemburgo, na Suécia, com o produtor Fredrik Nordström [Dimmu Borgir, Arch Enemy, In Flames], o qual já havia trabalhado com a banda em 2003 e 2005 em “In Defiance Of Existence” e “Vermin”, respectivamente. Este trabalho conta com a participação especial de Peter Wildoer [Darkane, Pestivelence] na bateria. Fica ainda por conhecer a data europeia de lançamento do disco.

Liquid Trio Experiment - CD e DVD ao vivo em Chicago

Está previsto para a primavera de 2009 o lançamento de “When The Keyboard Breaks: Live In Chicago” de Liquid Trio Experiment pela Lazy Tomato Entertainment, uma nova editora da Ytsejam. Este registo em CD e DVD é referente à longa jam que o trio composto por John Petrucci, Tony Levin e Mike Portnoy efectuou a 25 de Junho de 2008 em Chicago, quando Jordan Rudess teve um problema com o teclado. Trata-se de quase uma hora de improviso. A Lazy Tomato Entertainment tem previstos outros lançamentos para este ano referentes a projectos paralelos de membros dos Dream Theater.

Limp Bizkit - Reunidos com line-up original

O line-up original dos Limp Bizkit está reunido após oito anos. Fred Durst, Wes Borland, Sam Rivers, John Otto e DJ Lethal juntam-se com o intuito de fazer uma tournée mundial, começando pela Europa na próxima primavera e também de gravar um novo álbum de originais. O grupo de Jacksonville já tem confirmadas datas em países onde nunca actuou, como Rússia, Ucrânia e países bálticos, e para a Alemanha no Rock Am Ring e Rock Im Park. Fred Durst e Wes Borland comentaram que “afinal estavam mais desgostosos e aborrecidos com o estado da música popular pesada do que uns com os outros”. Confessam ainda que “embora tenham tomado caminhos diferentes” reconhecem que “há uma energia poderosa e única entre este grupo de pessoas”.

Divine Lust - Adicionados a tournée ibérica dos The Eternal

Os Divine Lust foram adicionados como convidados para a fase ibérica da tournée mundial dos australianos The Eternal que decorrerá entre 2 e 5 de Abril. Relembramos que os grupos actuarão em Lisboa, Palência, Porto e Santiago de Compostela. Os Divine Lust continuam a promover o álbum “The Bitterest Flavours”, o seu segundo longa-duração, lançado no Outono de 2008.

Paul Di'Anno - Este fim-de-semana em Portugal

No próximo fim-de-semana, Paul Di’Anno, vocalista dos Iron Maiden entre 1978 e 1981, vai estar em Portugal para uma série de actividades. No dia 13 [sexta-feira], o vocalista realiza uma sessão de autógrafos na Carbono da Amadora pelas 18h00 e às 23h00 marca presença numa festa dedicada ao Metal a decorrer no Metropolis, no Centro Comercial Imaviz, e que contará com animação dos DJ’s da revista Loud!. No dia 14 [sábado] Di’Anno faz uma participação especial no concerto dos Attick Demons no Cine-Teatro de Corroios que decorre na primeira parte com as prestações dos Drakkar e Artworx.

Wednesday, February 11, 2009

Mão Morta - Espectáculo "Maldoror" em DVD

Está já disponível no site da editora Cobra o DVD “Maldoror” que retrata o espectáculo que os Mão Morta deram no Theatro Circo de Braga, a 11 e 12 de Maio de 2007, baseado no livro “Os Cantos de Maldoror” que Isidore Ducasse, sob pseudónimo de Conde de Lautréamont, editou nos finais do séc. XIX. Esta edição é ainda acompanhada dos vídeos “Estreia”, de Manuel Leite, que apresenta os últimos instantes antes da estreia do espectáculo até filmagens de camarins, e “Um Passeio Quotidiano”, de Nuno Tondela, que regista como foi a montagem do espectáculo e a sua digressão. “Maldoror” estará também disponível nas lojas a partir de 2 de Março.

Rastilho Records - Lança mega-promoção

A Rastilho Records está a efectuar uma mega-promoção com o seu fundo de catálogo que inclui alguns clássicos do Rock/Punk/Hardcore a preços entre 1,49€ e 3,49€. Mais recentemente a editora nacional lançou no mercado o primeiro álbum dos Switchtense, “Confrontation Of Souls”, dos One Hundred Steps, “Human Clouds” e o novo dos Old Jerusalem, “Two Birds Blessing”, bem como uma edição deluxe de “Olhos de Mongol” dos Linda Martini, em edição dupla e com extras. Faça as suas encomendas por www.rastilhorecords.com.

Drakkar - No Santiago Alquimista

Os Drakkar vão encabeçar uma noite de concertos a 20 de Fevereiro no Santiago Alquimista, em Lisboa, onde também estarão os Artworx e Mons Lvnae. O início dos espectáculos é às 22h00 e o preço das entradas de 5€ [com oferta de uma bebida]. Este é um evento promovido pelo fórum Irmandade Metálica e pelo Santiago Alquimista.

Painted Black - Abrem The Eternal em Portugal e Espanha

Os portugueses Painted Black vão acompanhar os australianos The Eternal na fase luso-espanhola da sua digressão mundial de suporte a “Kartika”, o seu último álbum de originais. As datas decorrem entre 2 e 5 de Abril, com a seguinte ordem: Santiago Alquimista, em Lisboa; At.Mosh.Phera-Cera, em Palência; Metal Point, no Porto; TNT, em Santiago de Compostela. Os Painted Black foram, pelo segundo ano consecutivo, considerados a “Melhor Banda Nacional Sem Contracto” pelos leitores da revista Loud!.

Lamb Of God - Estreiam-se em Portugal no Optimus Alive!09

Definitivamente, o dia 9 de Julho de 2009 promete ser dos mais pesados e memoráveis dos últimos anos. Isto porque depois dos Metallica, Slipknot e Mastodon, a Everything is New, produtora do Optimus Alive!09, confirma a vinda dos Lamb Of God a Portugal, sendo mesmo esta a estreia do colectivo norte-americano em solo nacional. A banda trará na bagagem “Wrath, o seu quinto álbum de originais, que será lançado no próximo dia 24 de Fevereiro.

Tuesday, February 10, 2009

Mastodon - No Optimus Alive!09

Do Optimus Alive!09 chegam-nos mais notícias de peso. Desta vez é dada como confirmada a presença dos norte-americanos Mastodon no respectivo festival, no dia 9 de Julho, onde já estão garantidas as actuações dos Metallica e dos Slipknot. Por esta altura, os fãs da banda já poderão testemunhar ao vivo o seu novo trabalho, “Crack The Skye”, a editar no dia 23 de Março, e que conta com a produção de Brendan O’Brien [Rage Against The Machine, Korn, AC/DC].

Alice In Chains - Novo vídeo de estúdio

Os lendários Alice In Chains encontram-se em estúdio desde Outubro passado a registar o seu primeiro longa-duração em 14 anos. O grupo de Seattle está a gravar em Los Angeles com o produtor Nick Raskulinecz [Foo Fighters, Rush, Stone Sour, Death Angel]. Relembramos que a banda conta neste momento com o vocalista William DuVall que vem substituir o malogrado Layne Staley [falecido em Abril de 2002]. Este é o primeiro trabalho depois de “Alice In Chains” de 1995, e marca o primeiro fruto da reunião da banda em 2006. Uma das maiores referências de sempre do grunge tenta assim recuperar o seu legado que lhe permitiu atingir vendas na ordem dos 15 milhões de discos. Neste momento está disponível o seu 11º vídeo de estúdio. Aceda aqui.

Amorphis - Novo de originais em Maio

29 de Maio traz-nos o novo álbum dos finlandeses Amorphis, intitulado “Skyforger”, via Nuclear Blast. O sucessor de “Silent Waters”, de 2007, foi gravado, novamente, nos Sonic Pump Studios, em Helsínquia, e comporta dez novas composições. O último trabalho da banda entrou para o 44º lugar na tabela German Media Control e chegou a vender mais de 15.000 cópias na Finlândia, dando-lhe o estatuto de “disco de ouro”. Pode ver a capa de "Skyforger" aqui.

Headstone - Gravam registo de estreia

Os Headstone estão em estúdio desde o dia 7 de Fevereiro [passado sábado] a registar o seu primeiro E.P.. O local escolhido é os Soundvision Studios, em Vila do Conde, e o produtor é Paulo Lopes. Este trabalho apresentará os temas “I Feel, Therefore I Bleed”, “I Will Take Madness?”, “This Void” e “The Deepest Prayer”. Ainda é desconhecida qualquer data de lançamento. Em breve a banda disponibilizará fotos dos primeiros dias de gravação. Mais informações em www.myspace.com/headstonemetal.

Monday, February 09, 2009

Entrevista Napalm Death

DERRUBE AO SISTEMA

Sensivelmente dois anos depois, os veteranos Napalm Death regressam aos discos com um trabalho que não deve nada à brutalidade e legado que o colectivo britânico vem estabelecendo desde que lançou “Scum”, em 1987. Reforçam até a ideia de vitalidade inesgotável e, embora os 13 discos de originais, parecem ir a passos miúdos aproximando-se da perfeição em termos de composição quando parece que já exploraram tudo no seu contexto. “Time Waits For No Slave” vai, certamente, ferir algumas susceptibilidades e chocar moralidades no sentido de apelar à igualdade – uma atitude interventiva e beneficiária que assume novas proporções, desta vez na defesa dos direitos da mulher. Mark “Barney” Greenway [vocalista] explica a sua indignação e fala deste regresso em disco.


“Times For No Slave” já ecoa nos palcos. Como estão a ser as reacções nas vossas recentes aparições ao vivo?
Parece que está tudo a correr bem. Obviamente as pessoas não reconhecem os nossos novos temas quando os começamos a tocar, mas “Diktat” já está disponível no nosso site, por isso já existe alguma familiaridade com o tema. Temos estado a tocar também “On The Brink Of Extinction”. As pessoas não o conhecem de todo, mas, no geral, as músicas são maníacas, portanto, esquecem um pouco isso e não se preocupam muito sobre o que tratam.

O que passou recentemente pelas vossas cabeças para trocarem de instrumentos e gravarem o tema bónus “Omnipresent Knife In Your Back”?
Foi uma questão de pura diversão, improviso, espontaneidade, o que quiserem chamar. Foi apenas algo para tornar as nossas vidas interessantes! [risos]

Ainda não tive oportunidade de ouvir o tema. Pode afiançar-me de que não vou ficar assustado com o resultado?
Isto vai depender completamente da tua percepção e eu não posso, nem devo, influenciar a tua mente a gostar do tema. [risos] Se gostares, fixe. Se não… esta é a vida!

Manteve-se na voz por não conseguir tocar outro instrumento ou porque nenhum dos seus colegas consegue berrar como você?
Porque eu não consigo tocar nenhum instrumento, precisamente. Eu nunca me juntei à banda para ser músico, mas apenas para fazer parte dos Napalm Death. No que se refere a composição, até consigo imaginar material bastante bom [ou pelo menos acredito nisso], mas tentar transmitir este material da minha cabeça para os meus colegas é extremamente difícil. É por esta razão que nunca escrevi um tema completo dos Napalm Death, apenas ajudo a fazer alguns arranjos.

Com tantos anos na estrada, como se sente?
Não é pela quantidade de anos que estás na estrada ou pela idade que te sentes cansado. Tem mais a ver com a temperatura dentro dos recintos, ou se não estás a sentir-te tão bem naquele dia, ou se estás preocupado com assuntos familiares, etc. Nem toda a gente é talhada para fazer digressões pelo mundo. É muito bom em certos aspectos, claro, mas muito exigente em termos físicos e psicológicos.

Como fazem para afastar a monotonia enquanto estão na estrada?
Mantemo-nos mentalmente estimulados. Lemos muitos livros, passeamos pelos sítios por onde passamos… mas façam o que resultar melhor para vocês. Há uma tentação para dormir a maior parte do dia, mas isto não faz bem nenhum. Se tu dormes de mais dás por ti sem capacidade para fazer mais nada. Acabas por tornar-te um “tour zombie” e isto não soa nada como uma forma interessante de aproveitar a vida.

Pela vossa experiência já passaram por muitos países. Há algum que vos tenha marcado de forma especial?
A primeira vez que fomos à Rússia deixou um grande impacto em nós. Foram os últimos dias da União Soviética e as pessoas estavam como que um pouco “atordoadas” porque à noite elas teriam um ambiente comparativamente mais relaxado no qual podiam expressar-se melhor. Portanto, havia uma atmosfera interessante nas ruas. Tocámos duas noites lá num estádio de hóquei no gelo e, acreditem ou não, as pessoas ficaram malucas! Depois foi a África do Sul. Fomos a primeira banda do nosso género a tocar lá depois do Apartheid ter colapsado. Contudo, sentia-me nervoso por sermos os primeiros a lá ir, pois estava relutante a ir a qualquer sítio que pudesse estar ligado a este antigo regime fascista. No final, a ANC [Organização Nelson Mandela] ajudou o promotor do nosso espectáculo a colocar-nos em sítios que não estavam associados ao regime. Todos os espectáculos acabaram por correr bem, excepto no sentido em que alguns nativos africanos estavam muito chateados que uma banda estivesse no seu país a falar de igualdade e este tipo de coisas. Quando dei uma entrevista para a rádio nacional, eles ligaram para lá ameaçando-nos e dizendo para termos cuidado. Foi uma situação muito tensa, mas às vezes tens que aceitar encarar estas situações de cabeça erguida. O Japão também destacou-se de forma menos intensa e mais estética. Toda a gente fala da tecnologia e dos centros das cidades, mas isso torna-se previsível ao fim de algum tempo. Eu adorei foi o estilo antigo das vilas japonesas, fora das cidades. Elas pareceram-me muito bonitas e calmas.

E em relação às vezes que estiveram em Portugal?
Para ser sincero, a par do clima e da arte, a cultura não foi realmente algo a que tivesse prestado atenção. Isto porque o conceito de cultura pode ser muito divisado fazendo as pessoas agarrarem-se a coisas que, no fundo, não interessam tanto, tornando-se muito auto-protectoras e, portanto, algumas vezes hostis para outras culturas. Eu prefiro tratar os portugueses como trato quaisquer outras pessoas em qualquer outra parte. Pretendo apenas apreciar a beleza de Portugal e passar uns bons momentos. Para ser sincero, algumas pessoas que conheci no passado pareciam-me bastante hostis em relação aos espanhóis… Eu pensei: o que é que isso interessa? Mas eles estavam em minoria.

Que lugares criam em si uma forte vontade de conhecer? Os Açores, por exemplo?
Tenho que admitir: conheço os Açores mas não tenho uma percepção profunda do lugar. Alguém tinha que me educar neste sentido.

De que forma a vossa grande experiência como músicos contribuiu para o vosso 13º álbum?
Na verdade, o número de álbuns não me interessa. Nunca os conto – até pergunto às outras pessoas para me lembrarem quantos álbuns já lançámos. Seja como for, pretendemos é chegar à gravação de cada álbum com a melhor colecção possível de temas e pegar neles e adicionar novos “aromas” aqui e ali.

Como se sentiram com a “partida” do Jesse Pintado?
Naturalmente, foi algo muito desapontante que aconteceu, mas a vida continua. O Jesse prosseguiu o seu caminho mesmo quando os outros o avisavam de que o que estava a fazer podia magoá-lo verdadeiramente. De uma certa maneira respeito-o por isso, embora fosse algo que eu não faria. Ele fará sempre parte da história dos Napalm Death e isso não será esquecido. Mas aqui e neste momento, temos que seguir em frente.

Existe alguma dedicatória a ele neste novo álbum?
Não, não havia mais nada que precisasse ser dito. Ele está nas nossas memórias e estará sempre lá.

No geral, “Time Awaits For No Slave” é um álbum “feminista”. Muitas pessoas podiam não esperar um disco dessa sensibilidade vindo de vocês, mas bem vistas as coisas os Napalm Death sempre se debateram pelos direitos das pessoas e até dos animais.
Chamar este álbum de “feminista” pode ser muito restritivo. Na verdade ele abrange os direitos das mulheres, em geral. Sem dúvida que se têm dado passos muito importantes no sentido da igualdade, mas em certas áreas e com certas pessoas espera-se que as mulheres abracem a sua tarefa de mães como robots. É seu direito escolherem se entram nisso ou não. Isto vai para além da sensibilidade. Trata-se de um simples e fundamental reconhecimento de que as pessoas podem fazer o que escolheram fazer e não serem forçadas a certas coisas por uma política moral ignorante ou por aqueles que querem controlar os seus actos.

Suponho que seja a favor da despenalização do aborto. Sabe que apenas há dois anos Portugal aprovou uma lei que dá liberdade às mulheres para abortarem até um certo período de gestação? O que pode isso ter positivo, já que vive num país que rege-se por essa lei há vários anos?
Não sabia disso em relação a Portugal. O que posso dizer é que quando um país é predominantemente católico não me surpreende que isso aconteça. Os aspectos positivos é, primeiro, como temos estado a falar, de que este é um passo crucial em termos de liberdade. E em segundo lugar, esta lei vai reduzir em grande número os abortos ilegais perigosos, em que as mulheres que estão desesperadas vão a qualquer lado para se livrarem de uma gravidez indesejada.

Que outros problemas vê que afectam as mulheres nos dias de hoje?
A religião, claro, é uma grande barreira para as mulheres. Até nas supostas “leves” interpretações de fé, as mulheres são tratadas como objectos e parecem estar sempre em segundo lugar em relação ao homem. Isto é completamente inaceitável aos meus olhos. Por outro lado, em algumas pessoas encontras uma forma de pensamento que parece gerar os princípios para a base da criação da maioria dos preconceitos que existem hoje no mundo – incluindo os que estão contra a mulher.

Neste momento estão envolvidos numa União que luta pelos direitos dos músicos. Como é que funciona no fundo?
Como qualquer outra União – de pedreiros, padeiros, condutores – só que se dirige aos músicos a todos os níveis. Esta protege os seus direitos de todas as formas que possam imaginar, desde lidar com promotores de espectáculos, a contractos, etc. Como em qualquer outra classe trabalhadora, os músicos podem ser explorados e vidas podem ser arruinadas. Também fazemos coisas como levar música aos desfavorecidos e promover uma maior igualdade racial, sexual, etc.

Continua a ser entusiasmante escrever músicas para os Napalm Death? Ou seja, o vosso som continua fiel às suas origens no sentido em que nunca houve um corte abrupto – nunca se tornaram melódicos ou progressivos, por exemplo. Alguma vez sentiram que podia ser interessante tentar algo completamente novo, mesmo que isso chocasse com as expectativas do público?

Certamente que já experimentámos e progredimos ao longo dos anos e as pessoas dizem-nos que não há dois álbuns iguais de Napalm Death. Portanto, neste sentido experimentámos um pouco outras ramificações. Contudo, no coração da banda – e de mim próprio – nós gravitamos à volta do rápido e do pesado. Foi por isso que me juntei aos Napalm Death e é isso que pessoalmente espero que seja sempre o cerne da questão. Não vejo sentido em recuarmos, como alguns gostariam que fizéssemos, e tentarmos recrear algo como o “From Enslavement To Obliteration”. Pese embora seja um clássico, esta é uma rota fácil e previsível de seguirmos e que estaria a enganar-nos e às pessoas que nos ouvem. Suponho que fazer um álbum mais melódico não está no nosso sangue.

Contudo, parece que depois um álbum tão violento como “Smear Campaign” puseram um pouco o pé no travão...
Acho que “Time Waits For No Slave” continua a ser um álbum muito violento sonicamente. Muitos dos seus temas continuam muito rápidos. A diferença é que trabalhámos algumas das nossas influências mais “alternativas” e que sempre estiveram lá – como Swans e Sonic Youth – em diferentes contextos e algumas vezes nas partes muito rápidas. Acabou por dar resultados muito interessantes. Gosto muito deste álbum neste ponto e ele ainda tem muito tempo para crescer em mim.

Com o passar dos anos sente e vê as coisas de maneira muito diferente em relação à banda? Eventualmente, a vida no vosso backstage ou na tourbus é mais contida…
Como disse anteriormente, eu não me limito apenas porque há um processo de envelhecimento. Contida? Não sei bem a que se refere. Continuamos a fazer todo o tipo de tournées, desde partilhar carrinhas a conduzir horas a fio entre países… Tudo depende das necessidades e dos recursos dos países para que estamos a viajar. Aceitamos perfeitamente que assim seja.

Normalmente, os Napalm Death são um “habitué” nos palcos portugueses. Consegue prever um regresso para breve?
Bom, estamos a tentar agendar uma grande digressão europeia há algum tempo. Penso que nos verão em Portugal no final de 2009, a menos que apareça algum convite antes. Como sempre, agradeço a todos em Portugal pelo vosso sólido apoio, embora nunca tomemos as coisas por garantidas. Paz e felicidades para todos.

Nuno Costa

Sunday, February 08, 2009

ThanatoSchizO - Vila Real "acústico"

Os ThanatoSchiZo efectuam um concerto acústico no dia 28 de Fevereiro no Teatro de Vila Real a partir das 22h00. Também a 9 de Maio está já garantida a presença dos autores de “Zoom Code” no IV Barreiro Metal Fest no S.F.A.L. em Lavradio, com os Echidna e Repulsive Strife.

Saturday, February 07, 2009

Slayer - Tom Araya fala de "Death Magnetic"

““Death Magnetic” foi a tentativa de eles se redescobrirem a si próprios, mas fizeram-no aos bocados como com o “St. Anger”” é assim que Tom Araya [vocalista, baixista dos Slayer] define para si o último álbum dos Metallica numa entrevista concedida ao HeadbangersBlog.com do canal MTV. O músico acrescenta que os Metallica “conseguiram riffs realmente bons mas puseram-nos nos lugares errados”. Tom queixa-se ainda dos temas serem muito longos: “Para mim, oito minutos de riffs é muito para suportar. Eles conseguiram bons riffs em todas as músicas do novo álbum (…), mas eu pensei: se se livrassem de todos os que são aborrecidos e juntassem os bons riffs? Aí talvez conseguissem ter um tema verdadeiramente fixe!”. Nesta entrevista, concedida ao blog do programa mais extremo da MTV, Tom Araya ainda fala da próxima tournée com Marilyn Manson no próximo verão, do processo de composição do seu futuro álbum, do novo tema “Psycopathy Red” [já lançado na internet] e do tema “enigmático” “Sleep With Dolls”, e de como é trabalhar novamente com o produtor Rick Rubin e o engenheiro Greg Fidelman. Escute a entrevista na íntegra aqui.

Kathaarsys - Novo álbum em Março

Os espanhóis Kathaarsys regressam aos discos no dia 13 de Março com “Anonymous Ballad”, via Silent Tree Records. O terceiro longa-duração do grupo de Metal Progressivo com uma forte componente acústica, foi gravado nos La Nave de Oseberg Studios [Tarja Turunen] em Buenos Aires, na Argentina, e o artwork concebido uma vez mais por Kris Verwimp [Immortal, Marduk, Ancient Rites, Vital Remains, etc]. No seu Myspace está já disponível o novo tema “Darkness”. O disco pode também já ser encomendado via site e Myspace oficiais da banda. A quem quiser conhecer o colectivo ao vivo, informa-se que a banda vai actuar nos dias 18, 19 e 20 de Março em Braga [em sítio ainda a definir], no Porto [no Metal Point] e em Lisboa [no Side B].

Assassiner - Na Poison Tree Records

Os portuenses Assassinner assinaram contracto com a editora californiana Poison Tree Records. A editora é reconhecida por já ter trabalhado com bandas como Fu Manchu, Nick Oliveri, Mondo Generator, Brant Bjork e The Dwarves e neste momento trabalha também com os nacionais Catacombe. Este acordo implica a edição exclusiva de “Other Theories Of Crime”, o primeiro EP da banda, em formato digital via iTunes, Napster, entre outras plataformas. Entretanto, a banda continua a promover o seu primeiro trabalho na estrada, sendo que a 21 de Fevereiro o grupo estreia-se em Espanha num concerto no Bar do Juan, em Vigo, inserido nas SWR Warm Up Sessions. Mais tarde, a 8 de Março, é também a vez da primeira actuação da banda em Lisboa, mais precisamente no Transmission Bar, com os We Are The Damned entre outras bandas a confirmar.

Friday, February 06, 2009

W.A.K.O. - Na primeira parte de Soulfly

Os W.A.K.O. foram convidados pelos Soulfly para se juntarem à primeira parte do seu próximo concerto em Portugal, onde já estão os norte-americanos Incite, inserido na “Conquer Tour”, a ter lugar no dia 16 de Fevereiro no Coliseu de Lisboa. Os W.A.K.O. juntam assim mais um marco importante na sua carreira depois de um período áureo que despontou com a edição do seu álbum de estreia “Deconstructive Essence” lançado em 2007. Por sua vez, a banda do lendário Max Cavalera apresenta pela primeira vez “Conquer”, o seu sexto álbum de originais, aos portugueses. Os bilhetes estão disponíveis nos locais habituais a 22€.