Friday, May 22, 2009

Cryptor Morbious Family - Novo single online

Os "industriais" Cryptor Morbious Family têm já disponível no seu Myspace o primeiro single a retirar do seu novo álbum, "Hypnotic Way To Hurt", a editar a 5 de Junho. O tema tem por título "Straight To The Doom". Em termos de agenda a banda de Setúbal tem já agendadas várias datas, entre Maio e Agosto, destacando-se a presença na quarta edição do Metal GDL, no dia em lançam o sucessor de "All Of Us Got A Killer Inside", de 2006.

Thursday, May 21, 2009

Desire - Próximas datas

De regresso às edições com o EP "Crowcifix, após uma longa paragem, também se intensificam as actividades ao vivo de uma das maiores referências nacionais do Doom/Gothic, os Desire. A próxima actuação é a 5 de Junho no Transmission Bar, no Cais do Sodré [Lisboa], com os Decayed e The Spektrum. A entrada custa 5€ e os espectáculos arrancam pelas 22h00. Ainda em Junho, no dia 10, está agendado um concerto para o Porto Rio, no Porto. 11 de Julho é a vez do Nyktos Bar, na Figueira da Foz, e em finais de Agosto participam no regressado Festival Ilha do Ermal. A 19 de Dezembro comemoram a época natalícia no Silent Night Fest, a 19 de Dezembro, na Associação Cultural de Vila Maior, em S. Pedro do Sul.

Silent Night Fest - Natal de peso em Vila Maior

No dia 19 de Dezembro decorre na Associação Cultural de Vila Maior, em São Pedro do Sul, um espectáculo com um vasto leque de bandas nacionais. São elas os Processing Cut Mode, Bulldozer, Loss Spectra Of Pure, Gwydion, Desire, Primordial Melody e ThanatoSchizO. O início do espectáculo está agendado para as 16h00.

Wednesday, May 20, 2009

Heavenwood - Próximo sábado em Benavente

No próximo sábado [23 de Maio] os Heavenwood regressam ao centro do país para uma actuação no Side B, em Benavente, prometendo mais uma noite de redenção perante um novo álbum que já vendeu mais de seis mil discos em todo o mundo e arrancou reviews muito positivas um pouco por toda a imprensa especializada. Com “Redemption” em destaque mas sem nunca esquecer clássicos de “Diva” e “Swallow”, o trio emanará o seu perfume gótico a partir das 22h00. Para além desse, têm também garantidos espectáculos no Noise Ritual Rock’N’Heavy Sessions 2009, a 20 de Junho no Pavilhão Municipal de Senhora da Hora, em Matosinhos, e no Festival Ilha do Ermal, em Vieria do Minho, no dia 28 de Agosto.

Review

LAST WARNING
“Throughout Time”

[CD – My Kingdom Music / MLI]

De parto manifestamente difícil, chega-nos o terceiro longa-duração de um grupo que, sem darmos muito por isso, já atingiu os seus 22 anos de carreira. A conclusão e edição de “Throughout Time” ficou seriamente comprometida pela saída, nos últimos tempos, de dois elementos – vocalista e baterista – tanto que podemos contar nove anos desde o último registo do colectivo italiano. Como bem sabemos, todo este tempo de gestação pode tornar qualquer material desactualizado, mas sendo as influências dos Last Warning compiladas do rock progressivo dos anos 70 e 80 este factor acaba por ser insignificante.

Contudo, almejar aproximar-se de ícones como Fates Warning, Queensryche, Rush ou mesmo Dream Theater é algo que se pode tornar infrutífero ou demasiado arrojado para certas bandas. Neste caso, os músicos de Pordenone estão a milhas da competência técnica dos nomes atrás citados, mas quando se trata de compor linhas melódicas e baseadas em estruturas simples e directas, o resultado acaba por soar consistente. No fundo, “Throughout Time” até é um disco colorido, contrastando com o assustador, mas estimulante, início de “Madness”, a abrir o disco e que nos fez, por instantes, imaginar uns Last Warning bem mais obscuros. Os duelos entre os solistas também se assistem aqui, mas nunca atingem magnitudes titânicas de verdadeiros virtuosos, o que, por um lado, é benéfico. Evitam-se alguns clichés.

De resto, a sonoridade dos Last Warning deve também muito ao Heavy Metal clássico pelos seus ritmos rápidos e directos, sendo que o termo prog aqui circunscreve-se a algumas melodias, compassos mais intrincados ou solos de teclado. Menos abonatória é a voz de Fabio Del Sal que, embora se mostre ampla e ritmada, tem um timbre facilmente desgastante. De qualquer maneira cumpre, tal como o baixo, a bateria e as guitarras – tirando o infeliz ritmo pesado de “Bloody Dream” que, pelos vistos, é retirado da primeira demo da banda – altura em que as coisas ainda estavam numa fase muito precoce de desenvolvimento.

Não há aqui rasgos alucinantes de criatividade nem execução, mas o espírito da banda é, de alguma forma, contagiante e a carga emocional de temas semi-acústicos como “It Slowly Dries My Tears” ou “In The Flood”, esta última com as participações surpreendentes de uma vocalista e um guitarrista de flamenco, acabam por granjear a nossa simpatia por esse colectivo transalpino. Pensamos que tudo passa por uma questão dos Last Warning perceberem das suas virtudes e defeitos e encontrarem a harmonia entre as suas faculdades técnicas e criativas. [6/10] N.C.

Estilo: Rock Progressivo/Heavy Metal

Discografia:
- “From The Floor Of The Well” [CD 1994]
- “Under A Spell” [CD 2000]
- “Throughout Time” [CD 2009]

www.last-warning.com
www.myspace.com/lastwarningit

Tuesday, May 19, 2009

Incrível Rock - Episódio "dois" com argumento Rock

Os Ramp, More Than A Thousand e Cinemuerte são as caras do "Incrível Rock", evento concebido sob as temáticas "Fusão, Rock e Jazz" e divido em três partes. A primeira sessão decorreu a 8 de Maio e a segunda promete entreter, particularmente, os amantes do Rock e Heavy Metal no dia 6 de Junho na Incrível Almadense, em Setúbal. O preço dos bilhetes é de 10€ [compra antecipada] ou 13€ [compra no dia].

Secrecy + Incoming Chaos + Karbonsoul - No Metal Point

Noite dedicada ao Metal gótico no próximo dia 30 de Maio, no Metal Point [Porto], com as actuações dos Karbonsoul, Incoming Chaos e Secrecy. O acesso a este evento vale 5€.

Orbit Fest 3 - Próximo sábado em Coimbra

No próximo sábado [23 de Maio] os Iodine, Secrecy, Switchtense e Speeding Bullet actuam na Discoteca Via Latina, em Coimbra, naquela que é a terceira edição do Orbit Fest. As entradas custam 7€, com reserva, ou 10€, sem reserva.

Wednesday, May 13, 2009

Metal GDL - Edição 2009 em Junho

Está a chegar a quarta edição do festival Metal GDL. Este ano antecipado para os dias 5 e 6 de Junho, o já emblemático festival da vila alentejana de Grândola, a decorrer no Parque de Exposições da localidade, oferece um total de 19 artistas, em que constam os internacionais Legion Of The Damned, Sinister, Benighted, Kronos, Nevercell, Haemophagia e Cilice e os nacionais Pitch Black, Bizarra Locomotiva, Switchtense, Simbiose, Namek, Thee Orakle, Cryptor Morbious Family, My Enchantment, Gwydion, Decrepidemic, We Are The Damned e Crushing Sun. Os espectáculos terão início pelas 20h30 no primeiro dia e pelas 19h30 no segundo. Os bilhetes já estão à venda nas FNAC de Viseu, Gaia, Coimbra, Colombo, Braga, Almada, Algarve e Carbono-Lisboa, Piranha-Porto, Rock Lab-Moita e Fot.Infante-Grândola. Os valores para os dois dias são de 20€ [venda antecipada] e 25€ [venda no dia] e para um dia de 15€, para além de que há um preço especial para os residentes em Grândola, custando-lhes o bilhete 5€. Todas as tarifas incluem campismo gratuito. Esta é uma produção da Associação Age.GDL.

Loud! - Edição #99 brevemente nas bancas

Brevemente nas bancas está a edição #99 da revista Loud! este mês com honras de capa atribuídas a Simone Simons e os seus Epica. Outros dos grandes destaques vão para os Mastodon, My Dying Bride, Dream Theater, Heaven & Hell, Ramp, AC/DC e Steven Wilson. Ainda em entrevista estarão os Forgotten Suns, Derek Sherinian, Zombi, Buried Inside, War From A Harlots Mouth, Antigama, Mortuus Infradaemoni, Sarke, The Bulletmonks, Lazarus A.D., Hacksaw e Centaurus-A. Entre as resenhas a discos estão os novos de Altar of Plagues, Bloodhound, Brutal Truth, Church of Misery, Fairyland, General Surgery, Icon In Me, Inevitable End, Lamb of God, Mumakil, Pitch Black, Ramp, Sons of Seasons, The Gathering, Vinnie Moore e Witchmaster. A secção dedicada a demos e maquetas nacionais, "Demolição", dá enfoque aos Evil Class, Falling Dusk, Música Profana e Swallowed By Hole e as sugestões de DVD’s vão para as novidades de As I Lay Dying e Morbid Death. O “Tesourinho Pertinente” deste mês é “Vae Solis” dos Scorn. Ao vivo, o staff da Loud! reporta os concertos nos festivais Hellxis e Moita Metal Fest, assim como os espectáculos dos A Storm of Light, Earth, Nashville Pussy [que proporciona também a foto do poster central] e Bizarra Locomotiva. Nesta edição antevê-se também o Metal GDL 2009 e promove-se um passatempo que oferece passes para o Hellfest [França] e CD’s dos Cinemuerte. Para além de toda esta matéria, a Loud! #99 traz as habituais secções Notícias, Nacionais, Playlists, Breves, Agenda, Editorial e Eternal Spectator.

VI Aniversário SounD(/)ZonE - Já este sábado

É já no próximo sábado (16 de Maio) que se realiza o espectáculo de 6º aniversário da SounD(/)ZonE. Depois dos The Temple [Lisboa] e Concealment [Sintra] é a vez dos Switchtense [Moita] serem os convidados de honra em mais um momento que se prevê memorável para o público açoriano e para aquela que é já uma das mais antigas publicações nacionais dedicadas ao Heavy Metal. O espectáculo decorre no bar Baía dos Anjos, em Ponta Delgada , a partir das 22h30. Participam ainda neste espectáculo os projectos locais Stampkase e Oppressive. Ainda uma exposição digital de artistas gráficos regionais, intitulada “Cosmogenia Urbana”, será realizada no local como forma de estimular e enfatizar o potencial de vários jovens que começam a desenvolver competências nessa área e merecem toda a atenção.

SWITCHTENSE

São actualmente dos projectos nacionais que mais furor causam no panorama Heavy nacional. Um bombástico álbum de estreia, “Confrontation Of Souls”, lançado em Fevereiro passado, foi o sulco de pólvora que deu origem a uma explosão sonora que se sentiu tanto dentro como fora de portas e deixou marcas em todos os que o ouviram. Os resultados de uma carreira de muita luta, iniciada em 2002, sente-se neste momento mais do que nunca, tendo “Confrontation Of Souls” arrancado os maiores elogios por parte da imprensa e despertado até o interesse para cruzar conhecimento com este novo fenómeno nacional em países como a Alemanha, Holanda e Espanha, para onde já têm várias datas marcadas para o próximo mês. Ao vivo são uma autêntica força da natureza que os Açores terão oportunidade de testemunhar já no próximo sábado.

Organização:
SounD(/)ZonE / Bar Baía dos Anjos

Patrocinadores:
DRJ – Direcção Regional da Juventude / Governo dos Açores

Apoios:
ANIMA – Cultura / Loud! / Contratempo.com / Rockheavyloud.com / Acorestube.com / MADesigns / Metalicidio.com

Morbid Death Tour Diary II

No dia 4 de Maio, a meio da manhã, a banda teria que partir novamente para o norte do país. Porto seria o destino! Mais trezentos e poucos quilómetros foram percorridos com grande cansaço acumulado em todos os elementos da comitiva. Mas, felizmente, a mente estava sã e nada faria com que a moral fosse abaixo, até porque aqueles contratempos que tivemos não iriam abalar-nos.

Finalmente, demos entrada na Residência Pedra Antiga (instalações excelentes com proprietários muito simpáticos). Colocaram-nos à vontade e este terá sido mais um factor para que a moral fosse subindo. Foi um dia calmo com direito a descanso e, de seguida, a uma volta pela cidade “Invicta”.

Por volta das 18h30, o Álvaro (guitarrista dos Pitch Black) foi ao nosso encontro, de modo a que o seguíssemos até ao Metalpoint. Descarregámos todo o nosso material e foi feito um teste de som sem qualquer tipo de pressões.

Já à noite, após a boa prestação dos Headstone, chegava o nosso derradeiro concerto por terras do continente. Seriam os últimos “cartuchos” e teríamos que aproveitá-los da melhor forma. E foi o que fizemos! Correu tudo lindamente e o feedback foi positivo. Os Pitch Black encerraram a noite com uma actuação segura e muito potente. Chegavam assim ao fim as actuações em terras de Afonso Henriques com saldo deveras positivo. Que venham mais oportunidades...

Ainda assim, houve tempo para vermos Anathema, no dia 6 de Maio, no Teatro Sá da Bandeira (Porto). Fenomenal!

No dia seguinte, o regresso a Lisboa era inevitável e lá estávamos novamente na A1. Foram percorridos na totalidade 1547, 20 quilómetros correspondentes a muitas horas de viagem. Mas quando se corre por gosto, estes dados meramente estatísticos, não passam disso mesmo. Às 19h10, partimos do aeroporto de Lisboa, no avião da Sata Internacional - Terceira. E assim, estava concluída uma viagem com um balanço muito positivo.

De realçar que tudo isto foi possível, graças ao apoio da Presidência do Governo Regional dos Açores, da Câmara Municipal de Ponta Delgada, do Ricardo e Tiago do Steel Warriors Rebellion – Barroselas Metalfest, Desire, Pitch Black, Headstone, Santiago Alquimista, José Costa (Icon Booking), Hugo (Metalpoint)… e do nosso querer.

A todos, um bem-haja.

Ricardo Santos
[vocalista/baixista Morbid Death]

Sunday, May 10, 2009

Entrevista Pitch Black

OFICIAIS DO ÓDIO

Num tempo em que todos se atropelam para criar a música mais inovadora e complexa, os Pitch Black continuam a manifestar-se fiéis devotos de uma atitude directa e simplista mas nem por isso menos válida. O Thrash Metal puro e duro continua a marca profunda do colectivo nortenho que agora mostra-se mais veloz, técnico e poderoso no regresso em disco “Hate Division”. Uma overdose de ódio que o seu líder e guitarrista, Álvaro Fernandes, garante como o resultado de uma enorme dedicação à música em já 14 anos de carreira.


Novamente registam uma significativa demora entre a gravação e edição de um álbum. Uma mera coincidência?
Nem por isso! Trabalhamos de acordo com os nossos meios/recursos/possibilidades/budget. Como queremos que o resultado final seja o mais profissional possível, levamos sempre algum tempo. Por nós todo o processo até seria mais rápido mas estamos dependentes de terceiros e de outros factores. Desde a gravação em estúdio até à arte final do layout, tudo passa pelas mãos de outras pessoas com quem trabalhamos e temos de saber coordenar tudo. Por isso, naturalmente, demora um pouco. Mas o que interessa mesmo é que o resultado final seja do agrado das pessoas que o vão ter na mão.

Optam também de novo por trabalhar com o Rui Danin na produção, mas desta vez as coisas soam muito diferentes. Aliado a isto está a masterização do reputado Jacob Hansen. Fale-nos um pouco dos segredos da gravação de “Hate Division”.
Optámos pelo mesmo produtor porque já sabíamos como as coisas funcionavam entre as duas partes e isso seria meio caminho andado. Tivemos também alguma liberdade no que diz respeito a “timings” e gostamos que assim seja. Tendo em conta o nosso anterior trabalho, tentámos fazer com que o resultado final fosse diferente a nível de som. E foi aí também que o Jacob contribuiu em muito. Foi o toque final e era isso que queríamos - que o nosso novo disco soasse pesado e reflectisse o conceito do nosso trabalho, que é o ódio. Penso termos conseguido, na medida dos possíveis.

Já o ouvi dizer que em Portugal praticamente ninguém se interessa por Thrash Metal. Acha que “Hate Division” pode mudar essa tendência?
Bem, até nem falta gente que goste deste estilo. O que falta é uma cena musical que possa crescer e evoluir. O mesmo não se passa com o Death Metal, por exemplo. No entanto, toda a gente diz que gosta de Thrash [e até é verdade] mas a questão é que os discos dos Exodus, Death Angel, Sodom ou Destruction ficam sempre nas prateleiras das lojas. Vendem-se os discos dos Slayer, Kreator e pouco mais. E também faltam bandas nacionais deste estilo. A cena é um pouco parada.

Quer nas vossas vidas, quer na vossa música, há a intenção de mudar algo?
Sim, talvez. Tendo em mente que a nossa música pode servir de escapatória para a realidade em que vivemos, pode-se dizer que sim. Não sei até que ponto poderemos estar a mudar algo mas se o fazemos será apenas na intenção de chamar a atenção das pessoas e fazê-las ver que há bandas de Thrash em Portugal e que nos concertos vão sempre divertir-se e passar um bom bocado. Afinal, não há energia igual à de um concerto de Thrash. Isso é, sem dúvida, único e muita gente sabe disso!

Apesar de experientes, sentem que evoluíram do anterior para o actual trabalho?
Sim, claro! Penso que desta vez conseguimos apresentar um trabalho tecnicamente superior. Apesar da composição ser semelhante e, de certa maneira, básica, neste disco temos outros elementos. Os temas são mais rápidos, mais difíceis de tocar [risos] e mais pesados. Mas lá está, apesar dos anos todos que temos, ainda é o nosso segundo trabalho. Muito mais está para vir!

O que é que em 1995 havia que agora vos deixa nostálgicos?
Mais transparência e honestidade. Toda a gente ia a concertos com bandas de Punk, de Hardcore e de Metal juntas e todos se davam bem. Os fãs eram semelhantes, havia uma maior abertura de espírito e o que as pessoas queriam era curtir e passar um bom bocado nos concertos. A partir do momento em que se começou a banalizar, no bom sentido, o Metal, as pessoas começaram a dividir-se. Hoje em dia tens pessoas que apenas gostam de Death Metal, outras apenas Black Metal, outras só de Hardcore e por aí fora... Na minha opinião isso é pouco positivo para a cena em geral. As pessoas dividem-se e isso sente-se nos concertos das bandas nacionais.

Enfrentar contratempos parece já quase um “desporto” para os Pitch Black. Contavam com a saída do Hugo Andrade, recentemente?
Teria de acontecer mais tarde ou mais cedo. Tendo o Hugo duas bandas, seria impossível continuar e estar a dar concertos e a promover novos trabalhos em simultâneo, ainda por cima estando tão longe de nós. Era difícil conciliar tudo. O golpe foi duro, claro e o pior foi termos de procurar um substituto e trabalhar nesse sentido ao mesmo tempo que ensaiávamos para os concertos, preparávamos a edição do nosso novo álbum, etc. Foi algo que exigiu muito empenho da nossa parte. Mas, pelos vistos, conseguimos mais uma vez. Vamos ver qual será o próximo obstáculo...

O Tiago Albernaz tem um background mais extremo. Como tem sido adaptá-lo à sonoridade dos Pitch Black?
Nem foi muito difícil, pois o Tiago é um vocalista versátil e consegue ter os dois lados. O mais extremo e o que nos agrada. Após alguns ensaios, ele conseguiu interiorizar bem o que queríamos e chegar a uma sonoridade que se identifica com a nossa.

O facto de ele também fazer parte de outra banda não vos atemoriza imaginando que possa acontecer o mesmo que ao Hugo?
É diferente... os The End Gate têm concertos e temos de saber conciliar isso. Mas não é tão difícil como com os Switchtense. São bandas diferentes e com objectivos e carreiras distintas.

Há uma coisa que acho curiosa: vocês começaram a “Hate Tour” ainda muito antes do álbum ser editado. Tratou-se de alguma estratégica?
Nem por isso... apenas não quisemos estar parados à espera que o disco estivesse cá fora. E então decidimos ir para a estrada antes mesmo do disco sair e uma vez que já estávamos a tocar alguns dos seus temas, pensámos que poderíamos já começar a promover o nosso novo trabalho. O resto do processo estendeu-se até à edição do disco e, consequentemente, aos concertos de promoção ao álbum já editado.

Entretanto, a tournée de promoção a “Hate Division” continua e aguardam-vos ainda algumas datas. Muita demolição até agora?
Muito bom, até à data! O concerto do Moita Metal Fest foi fantástico e o do lançamento do CD no Porto ainda melhor. Fomos muito bem recebidos e foram também os últimos do Hugo. Com o Tiago já demos dois. Vamos continuar a trabalhar e a tocar.... espero que os próximos espectáculos ainda sejam melhores!

Tocar com os Morbid Death no dia 5 de Maio vai ser como?
Vai ser excelente! Acompanho a carreira da banda desde o início e sempre admirei a coragem e a persistência deles. Como estão de visita ao Continente, esperamos poder passar bons momentos e ajudar a que a estada da banda por esses lados seja agradável e divertida. Eles pediram-nos ajuda para um concerto no Porto e nós dissemos imediatamente que sim, claro!

De vez em quando apontam miras ao que se passa nos Açores?
Claro, dentro do possível! É pena estarem geograficamente afastados do Continente, impossibilitando assim um maior crescimento da cena açoriana mas admito ter grande admiração pela vontade e persistência que as bandas têm para conseguirem atingir os objectivos sem desistirem.

Neste momento é o único membro fundador ainda presente na banda. Sente uma acrescida responsabilidade por isso? Digo isso porque reparo que assina a maior parte da composição musical e lírica…
Sempre foi assim. No início era eu que compunha e as coisas acabaram por funcionar assim até agora. Não me importo mas não sinto nenhuma responsabilidade acrescida. É natural e para já tem resultado.

O ódio dos Pitch Black talvez nunca tenha sido tão fortemente expresso como na música e mensagem de “Hate Division”. A situação actual da sociedade e da economia deu-vos força para, mais do que nunca, renunciar ao que está mal?
Eu penso que sim. E não só... nem todos os temas falam concretamente de problemas do nosso dia-a-dia, embora todos eles tenham a mesma temática do ódio. Mas sim, a maior parte serve como “banda sonora” para lidarmos com os nossos problemas e conseguirmos encarar melhor o dia de amanhã. Pelo menos para nós serve como terapia! [risos] Achamos também que devemos sempre passar qualquer coisa para as pessoas que nos ouvem. Qualquer que seja o sentimento... é isso que me faz sentir bem quando ouço música que gosto. Nós queremos que as pessoas sintam o peso e a agressividade do nosso som ou não fossemos nós uma banda de Metal. Mas neste caso, é mesmo o ódio que predomina.

Contudo, os Pitch Black também gostam bastante de se divertir e pensar em coisas positivas, não é assim?
Sempre positivo! Sempre a divertirmo-nos. As pessoas podem olhar para as nossas fotos e ver-nos com cara de maus [risos] mas isso faz parte da mensagem da nossa música e da nossa postura perante a mesma. Somos pessoas normais que se querem divertir, acima de tudo. E se for a beber umas cervejas num concerto nosso ou de outra banda qualquer, ainda melhor!

Contar quantas vezes a palavra “hate” aparece nas vossas letras é um desses sinais de sarcasmo, certo?
[risos] Pois claro! Queríamos que as pessoas se dessem conta de que nos preocupamos com certos pormenores. Talvez fosse uma maneira de quantificar o ódio expresso no álbum… não sei. Nem sei se conseguimos ou não, mas pelo menos tu reparaste! [risos]

Os Pitch Black são hoje uma autêntica “bandeira” do metal tradicional em Portugal. Contudo, acha que em 14 anos de carreira ainda são vítimas de algumas injustiças, nomeadamente em termos de mediatização?
Obrigado! Então não sentimos? Claro que sim! Nada do outro mundo nem de grande gravidade, claro... Mas nem sempre uma banda pode ter o mérito que acha que merece. Nós também não somos dos que exigem demasiado mas aceitamos na boa qualquer coisa, seja má ou boa. A vida continua, a nossa carreira também e um dia, quem sabe, tudo possa mudar. Nós continuamos a lutar, mas é óbvio que não podemos estar sempre de acordo com as coisas que se passam, mas isso é mesmo assim.

As bandas hoje em dia têm legitimidade para se queixarem de terceiros ou pelos meios que têm ao seu dispor, nomeadamente de promoção, só não cumprem os seus objectivos por falta de iniciativa e esforço?
Ninguém se pode queixar ao ponto de querer desistir de tudo! Sentados no sofá à espera que as cenas aconteçam nunca vão a lado nenhum. É preciso muita paciência e dedicação. E nunca desmoralizar! Basta saber como gerir a carreira de uma banda e para se saber isso, só temos de estar atentos ao que se passa à nossa volta e esperar, ensaiar sempre e trabalhar muito!

Nuno Costa

Wednesday, May 06, 2009

Morbid Death Tour Diary

A banda estava preparada e prestes a partir para uma nova “aventura” em território nacional e a vontade de subir aos palcos era enorme. Ao todo, a nossa comitiva era composta por seis pessoas – Gualter Honrado, Paulo Bettencourt, Patrícia Santos, José Miranda [técnico de som], Rui Frias e Ricardo Santos.

No dia 30 de Maio, pelas 8h30, estávamos a entrar num Airbus da SATA Internacional com o nome “São Miguel”. Foi uma viagem calma. Cerca de duas horas depois começávamos a avistar o destino – Lisboa. À nossa espera estava um funcionário da rent-a-car que, depois de todos os requisitos e formalidades, entregou-nos uma viatura que seria, em Barroselas, o nosso “comando central”.

Ao fim de cerca de seis horas de viagem entre Lisboa e Barroselas já se notava um ambiente espectacular, com muito som das roulottes de comes-e-bebes a “bombar” [sempre heavy metal, claro!] e do recinto de espectáculos. Era um misto de sons que muitas vezes não se conseguia descodificar. Mas também isto pouco importava porque reinava um ambiente de amizade, confraternização e… havia muita cerveja, entre outras bebidas à mistura.

Depois de uma noite muito fria, o dia da nossa estreia tinha chegado – dia 1 de Maio! Começámos a actuar pouco depois das 17h00 e durante 35 minutos sentimo-nos muito bem, apesar do azar ter “batido à porta” da banda. Íamos sensivelmente a meio da actuação quando depois de um movimento mais brusco, magoei-me no joelho direito. E logo no SWR, logo quando estávamos no continente! Mais uma situação inédita para nós – ter tocado dois temas sentado devido às dores insuportáveis! Mas não podíamos deixar Barroselas comigo sentado numa cadeira. Então abdiquei dela e os últimos dois temas foram tocados com grande sacrifício da minha parte. Terminámos com ‘Miséria’, tema pedido por alguns presentes no público. Missão cumprida… e com excelente feedback.

O dia seguinte foi passado em conjunto com a comunidade metaleira presente e mal começaram os gigs lá estávamos nós. Após ter assistido a uma parte do concerto de Sodom achámos que estava na altura de deixarmos Barroselas, eram cerca da uma e meia da manhã! Foi uma noite inteira a conduzir. Muito cansativo mas, mesmo assim, lá estávamos em Lisboa, de novo.

Um bom banho de água quente e uma boa tarde de sono era o que mais desejávamos na altura. O banho foi concretizado mas o de sono ficou adiado… tínhamos que ir de imediato para o Santiago Alquimista! Ao chegarmos ao bar, informaram-nos que o mais certo era não haver espectáculo. Não queríamos acreditar no que estávamos a ouvir e tal situação deveu-se a um evento que houve no dia anterior em que uma das colunas avariou. A tarde estava a passar muito rapidamente e a situação continuava na mesma… Após uma reunião entre o proprietário, promotor e bandas, chegou-se à conclusão que o evento iria em frente. Novo P.A. foi instalado.

Passada toda esta confusão, a noite chegou. Pouco vimos da actuação dos Desire porque tivemos que voltar à residencial para irmos buscar todo o merchandise e outras coisas que seriam necessárias. Tudo estava a correr bem quando, de repente, o azar voltou a “assombrar” a nossa actuação. O amplificador que o Rui estava a utilizar simplesmente começou a “falhar”! Com tudo isso tínhamos que terminar a nossa prestação de “cabeça erguida”. E foi o que fizemos, apesar de termos ficado um pouco tristes com tal situação. No teste de som estava tudo impecável mas parece que quando chega o momento da verdade, acontecem-nos coisas bizarras!

Hoje à noite [5 de Maio] será a nossa última actuação e esperemos que tudo corra sem quaisquer contratempos…

Ricardo Santos
[vocalista/baixista Morbid Death]

Monday, May 04, 2009

Live Summer Fest 2009 - Paradise Lost são grande atracção

Muita música e pedagogia é o que promete a segunda edição do festival açoriano Live Summer Fest. Depois de uma estreia marcada pela presença dos Urban Tales, o festival regressa entre os dias 12 e 15 de Junho, desta feita às Portas do Mar, em Ponta Delgada, com uma programação que promete afirmar este como um dos eventos de maior enfase nos Açores. Para isso contribui um cartaz composto por um dos maiores ícones do Metal gótico, os britânicos Paradise Lost [de regresso aos Açores após a sua estreia em 2003 no Festival Angra Rock], Everyneed [também britânicos], os nacionais Cinemuerte e a representar a região os Morbid Death. Para além disso, o festival será preenchido por uma palestra da FEDRA [Federação de Doenças Raras de Portugal] dividida em três sessões e workshops da responsabilidade do baterista Gualter Couto [Morbid Death] e Paulo Barros [Tarantula]. Ainda, e a fechar o dia em que os Paradise Lost actuam, a banda local de tributo aos Paradise Lost, One Second, actua já de madrugada no Bar Baía dos Anjos, nas imediações do recinto do concerto. Mais informações aqui.

Rammstein - Em Novembro no Pavilhão Atlântico

Os germânicos Rammstein estarão de regresso a Portugal no dia 8 de Novembro para um espectáculo no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. Na bagagem trarão o seu novo álbum, ainda sem nome conhecido, neste momento a ser misturado por Stefan Glaumann nos estúdios Toytown, na Suécia. Os bilhetes para este espectáculo estarão à venda a partir de 12 de Junho, nos locais habituais, entre 33€ e 42€.

Festival Angra Rock 2009 - Nomes anunciados

No ano do seu décimo aniversário, o Festival Angra Rock confirma as presenças dos Da Weasel, Die Happy, Charon, Dismal e The Temple. Estes são todos artistas que já passaram pelo Recinto do Bailão e que nesta edição especial foram escolhidos para regressar ao evento através de uma votação pública efectuada online, “entre outros factores”, segundo a produtora Azor Waves. O festival decorrerá nos dias 4, 5 e 6 de Setembro em Angra do Heroísmo, ilha Terceira [Açores], e contará ainda com a presença das três bandas premiadas no Concurso Angra Rock 2009 que decorrerá já nos dias 4, 5 e 6 de Junho na cidade açoriana património mundial. Mais informações aqui.

Saturday, May 02, 2009

Morbid Death Tour Report - Mensagem de Ricardo Santos

A SounD(/)ZonE apresenta em formato áudio, no seu media player, uma mensagem de Ricardo Santos [vocalista/guitarrista] dos açorianos Morbid Death a fazer o ponto da situação das últimas peripécias da banda na sua nova tournée pelo continente que decorre neste momento, isto depois de se terem estreado, ontem, no XII SWR Barroselas Metal Fest. Hoje descansam antes de partirem, amanhã, para Lisboa para actuar no Santiago Alquimista ao lado dos Desire. Já na terça-feira [5 de Maio] os maiores ícones do Metal açoriano actuam no Metalpoint com os Pitch Black e Headstone, fechando assim mais uma incursão ao vivo pelo continente na sua já longa carreira.

Friday, May 01, 2009

Animals As Leaders - Álbum de estreia já disponível

O álbum de estreia homónimo dos norte-americanos Animals As Leaders está já disponível pela Prosthetic Records. O seu virtuoso mentor, Tosi Abasi [ex-Reflux], e seus colegas assinam aqui uma desafiante viagem pelo mathcore/progressivo com algumas influências electrónicas, elevando a níveis excitantes a técnica nesta receita musical. De resto, Tosi é considerado um dos melhores jovens guitarristas da actualidade.

Severe Torture - Escrevem novo álbum

Os Severe Torture encontram-se já em fase de composição do seu novo álbum. Para o sucessor de “Sworn Vengeance”, de 2007, o colectivo de death metal holandês já compôs seis temas e garante ter riffs e ideias para mais cinco. A banda prevê acabar a sua composição nos próximos dois meses, começar a pré-produção em Julho e gravar em Setembro. Segundo o baixista Patrick Boleij, este novo trabalho será um dos discos mais rápidos, brutais e doentios dos Severe Torture. Em termos de actividades ao vivo, o grupo tem já agendadas datas no Neurotic Deathfest a 30 de Maio, em Tilburg [Holanda], e no Move Your Fucking Brain Extreme Fest a 4 de Julho, em Barcelona [Espanha].

Dr. Zilch + Yesternow - No Muralhas Bar

Os amadorenses Dr. Zilch actuam no dia 9 de Maio no Muralhas Bar, em Alcabideche, com os Yesternow, a partir das 23h00. Entretanto, o disco de estreia dos Dr. Zilch, “A Little Taste Of Hell Vol. 1”, continua disponível para download gratuito no site oficial do grupo.

Wednesday, April 29, 2009

Festival Ilha do Ermal 2009 - Textures, Desire e ThanatoSchizO confirmados

Depois da presença no X SWR Barroselas Metal Fest está confirmado o regresso dos holandeses Textures a Portugal, desta feita ao ressuscitado Festival Ilha do Ermal que decorrerá a 28, 29 e 30 de Agosto em Vieira do Minho. Em outras confirmações, vai-se alargando o contingente nacional do evento com as presenças dos ThanatoSchizO e Desire. Para além destes, estão confirmados nomes como Sepultura, Obituary, Ramp, One Man Army And The Undead Quartet, Hatesphere, Angra, Pestilence, Disbelief e Heavenwood. Este é ainda um aperitivo para um cartaz que promete 45 artistas em três dias. Os bilhetes estão disponíveis a partir da próxima sexta-feira [1 de Maio] a 45€ para os três dias com oferta de uma t-shirt oficial do festival [pré-venda], um valor promocional válido até 30 de Junho. Após esta data, o bilhete para os três dias custará 60€ e as t-shirts estarão disponíveis a 15€. Mais informações aqui.

Oppressive - Entrevista publicada no Metalicidio.com

Foi hoje publicada uma entrevista aos Oppressive, uma das bandas açorianas que marcarão presença no concerto de 6º aniversário da SounD(/)ZonE, no site local Metalicidio.com. Conheça mais um pouco de um dos protagonistas do evento aqui.

Saturday, April 25, 2009

Jarboe - Em Portugal em Junho

A admirável e singular Jarboe desloca-se a Portugal no dia 15 de Junho para uma actuação no Santiago Alquimista, em Lisboa. Na bagagem a artista norte-americana, ex-Swans, traz o seu mais recente trabalho, “Mahakali”. Para um espectáculo que se adivinha marcante e cheio de excentricidades, a promotora do evento, a Prime Artists, confirma também a actuação da inglesa Rose Kemp. Rose é uma artista de 25 anos gerada na música folk mas que hoje em dia estende a sua sonoridade a campos como o Rock dos anos 70 [do prog mais obscuro até aos Black Sabbath], passando pelo doom e black metal, entre outros. Os bilhetes já estão disponíveis nos locais habituais a 15€ [venda antecipada] e 18€ [venda no dia]. O espectáculo tem início às 21h30.

Headstone + Final Mercy - Em S.J. da Madeira em Maio

Os Headstone vão até S. J. da Madeira no dia 16 de Maio com o pretexto do promover o seu E.P. de estreia “Within The Dark” ao vivo. O lugar escolhido é o bar Art7menor. A primeira parte do espectáculo estará a cargo dos Final Mercy que promovem o E.P. “Insane Behavior”. O concerto começa às 17h30 e a entrada custa 3€.

Devildriver - Homenagem aos vilões em Julho

Os Devildriver chegam ao seu quarto álbum no dia 14 de Julho pela Roadrunner Records. “Pray For Villains” fala do conceito do herói e do vilão, tendo todo o seu artwork baseado na figura da coruja, um animal com forte carga simbólica e mística em várias culturas contemporâneas e ancestrais. O coro do tema título bem o ilustra: “Eles rezam pelo Vilão quando os seus heróis os deixam ficar mal”. No olhar do seu líder, Dez Fafara, este disco aborda a situação do Vilão que salva o nosso dia, quando todo o resto falha e temos que virar os nossos olhos para o mauzão. Desta vez esquecemos o rapaz em forma que normalmente fala muito, reage devagar e carece de espírito e convicção. Para chegar ao simbolismo da coruja, Dez começou a recolher o animal e fez alguma pesquisa. O vocalista diz que “na Irlanda uma coruja que entre numa casa e não seja morta, conseguindo fugir, levará toda a sorte da mesma. Na Austrália, os aborígenes acreditam que os morcegos representam a alma dos homens e a coruja a das mulheres. Para os Aztecas, um dos seus Deuses maus usavam o símbolo de uma coruja na testa e na cultura celta, o animal é um símbolo do submundo”.

Metal Blade Assault - Vídeo de tournée no Youtube

Está disponível no Youtube um vídeo com momentos intensos e muito divertidos da tournée Metal Blade Assault que decorreu recentemente no Reino Unido com os The Rotted, Malefice e Anterior. Ambas as bandas estão, neste momento, a promover novos álbuns, nomeadamente “Get Dead Or Die Trying” para os The Rotted, “Dawn Of Reprisal” para os Malefice e “This Age Of Silence” para os Anterior.

Lay Down Rotten - Quinto studioblog disponível

Está já disponível no Youtube a quinta parte do diário de estúdio da gravação de “Gospel Of The Wretched”, o novo álbum dos Lay Down Rotten. Neste é possível ver a banda gravar alguns solos de guitarra. O quinto longa-duração da banda de death metal germânica foi gravado nos estúdios Desert Inn, na Alemanha, e misturado por Dan Swäno [Edge Of Sanity, Bloodbath] nos Unisound Studios, na Suécia. O disco conta com as participações especiais de três emblemáticos vocalistas de death metal, concretamente Martin Von Drunen [Hail Of Bullets, Asphyx, Pestilence], Marc Grewe [Morgoth] e o próprio Dan Swäno [ex-Bloodbath, Nightingale]. “Gospel Of The Wretched” chega aos escaparates entre 8 e 11 de Maio pela Metal Blade.

Powerwolf - "Bible Of The Beast" na próxima segunda-feira

O terceiro disco dos romenos Powerwolf chega às lojas na próxima segunda-feira [dia 27 de Abril] com o título “Bible Of The Beast”. Numa edição da Metal Blade, o disco estará também disponível numa edição composta por um DVD bónus intitulado “The Wacken Worship – Live At Wacken Open Air 2008”, cujo o tema “We Take It From The Living” está disponível no Youtube. O disco foi composto em três meses de trabalho intensivo e registado em Novembro de 2008 nos estúdios Kohlekeller, na Alemanha, sendo misturado por Fredrik Nordström nos estúdios Fredman [In Flames, Hammerfall, Dimmu Borgir]. Neste álbum os Powerwolf concretizam o sonho de ter um grande coro presente nos seus temas, ficando este a ser consumado por 25 vozes do Musikhochschule des Saarlandes – um conservatório nacional de música clássica – presentes em oito dos temas de “Bible Of The Beast”.

Friday, April 24, 2009

God Dethroned - Tema ao vivo online

O tema ao vivo “The Warcult” dos God Dethroned está disponível para escuta no Myspace da Metal Blade. O tema é retirado do CD bónus ao vivo, composto por nove temas e gravado em 2005, incluído na edição limitada do novo álbum do grupo holandês, “Passiondale”, já disponível pela Metal Blade na Europa Central e no resto da Europa a partir da próxima segunda-feira [27 de Abril].

The Black Dahlia Murder - Primeiro DVD em Maio

No dia 8 de Maio chega à Europa pela Metal Blade o primeiro DVD de sempre dos The Black Dahlia Murder com o título “Majesty”. Este registo é composto por três horas de filmagens incluindo entrevistas, actuações, videoclips e cenas de verdadeira loucura nos bastidores. Em relação a este último ponto, o vocalista Trevor Strnad reflecte: “O DVD dos Pantera serviu-nos de inspiração. É o único DVD de Metal que garante que o vejamos mais do que uma vez. Agora que o vi algumas vezes, fico com a semi-dolorosa impressão de que sou alcoólico”. Um widget sobre “Majesty” está disponível aqui.

Goatwhore - Título e capa de novo álbum revelados

“Carving Out The Eyes Of God” é o título do quarto álbum de originais dos Goatwhore. O regresso aos discos da banda norte-americana de black metal está marcado para 19 de Junho na Europa com edição, pela segunda vez consecutiva, da Metal Blade. O sucessor de “A Haunting Curse”, de 2006, é composto por dez novos temas gravados por Erik Rutan nos Manna Studios, na Florida, e masterizados por Alan Douches nos estúdios West West Side. Recusando-se a seguir o cliché de dizer que este é o melhor álbum da banda até à data, o vocalista Ben Falgoust apenas refere que está muito satisfeito com a forma como as coisas se desenrolaram e se relacionam entre si e que não se importa com o que os críticos dizem. A capa de “Carving Out The Eyes Of God” também já foi revelada e pode ser vista aqui.

Entrevista Exivious

ELOQUÊNCIAS PROGRESSIVAS

Apesar de só agora se começar a ouvir falar do seu nome, esta espécie de alter-ego de Tymon Kruidenier é algo que “atormenta” o guitarrista holandês há cerca de doze anos. Contudo, interpretar esta voz interior foi um processo moroso e complexo e só depois de encontrar os companheiros certos para esta viagem, já em 2005, é que o actual guitarrista dos Cynic sentiu criadas as condições para expressar todo a sua independência criativa. O “Metal de Fusão”, como o guitarrista apelida a música da banda, é algo subexplorado e que aqui é abordado de uma forma muito pessoal, contando para isso com os créditos de Michel Nienhuis [guitarrista, ex-Sengaia], Robin Zielhorst [baixista, Cynic] e Stef Broks [baterista, Textures]. Uma enorme surpresa que descobrimos numa recente incursão pela internet e que justificou em pleno a conversa com dois dos seus membros.

Os Exivious são um projecto com 12 anos. Como fizeram para o manter em segredo durante esse tempo todo?
Tymon:
Esta pergunta não requer uma resposta simples. Basicamente, sugeri um nome para a banda assim que agarrei na guitarra para tocar e isto é como que um sinónimo daquilo que tenho feito ao longo dos anos. Uma grande parte destes anos foi dedicada a encontrar a minha voz como compositor e guitarrista. Eu tinha a visão crua há muito tempo de como os Exivious deviam soar, mas não era nada muito concreto, antes apenas um feeling. Demorei algum tempo até estar apto a perceber esta visão. Contudo, dito tudo isto, os modernos Exivious que lançarão um álbum muito brevemente são realmente uma banda que começou em 2005. Foi nesta altura que a actual formação se juntou e nos tornámos a banda que somos hoje.

O vosso álbum de estreia, a editar independentemente a 11 de Maio, será composto por temas recentes já criados pela nova formação ou ainda poderemos ter acesso a trechos muito antigos que guardava no “baú”?
T:
As suas composições foram escritas entre 2005 e 2008. Vamos poder ouvir algumas ideias mais antigas mas nada de substancial. Tentamos não escrever “copy/paste riffs”como costumamos ouvir em muita música progressiva, o que torna difícil usar ideias antigas em composições novas.

Entretanto, manter um projecto paralelo enquanto se tem uma banda tão exigente e requisitada como Cynic não deve ser nada fácil…
T: Todo o nosso material foi escrito antes do novo álbum dos Cynic estar concluído. De resto, as gravações decorreram nos tempos livres dos Cynic.

Encara os Exivious, efectivamente, como um projecto paralelo?
T:
Não, de maneira nenhuma! Adoro tanto estar nos Exivious como nos Cynic; são a minha própria banda, o meu bebé. Isto significa muito para mim. Infelizmente, não podemos dedicar tanto tempo quanto desejávamos aos Exivious devido à preenchida agenda dos Cynic e dos Textures. Entretanto, assim que as coisas acalmarem um pouco gostaríamos imenso de tornar os Exivious na nossa prioridade e fazer uma digressão com eles, se pudéssemos tornar isso possível!

E se vos chamarem uma “banda-de-estrelas” como reagem?
T:
[risos] Bom, ainda não vi essa descrição, felizmente. Somos apenas um grupo de holandeses normais.

Como fundador deste projecto, quais foram os requisitos que estabeleceu para escolher os músicos que agora o acompanham? Foi tudo uma questão de técnica, amizade ou ambos?
T:
É uma combinação de coisas, mas queria, sobretudo, que os músicos que ingressassem na banda percebessem a linguagem musical dos Exivious e como contribuir com ela. A técnica é necessária mas a criatividade e o estilo único de cada músico são características muito mais importantes.

Está certo quando diz que o Fusion Metal é algo subexplorado. Acha, por isso, que é uma mais-valia entrarem por um campo que ainda é virgem?
T:
Eu penso que estamos a abordar um estilo que é novo. Existem muitas bandas que incorporaram, com sucesso, ideias Jazz/Fusão no Metal mas nunca vi estes dois estilos serem misturados como estamos a fazer.

Receia que o estilo se torne uma tendência?
T:
Continuamos ainda por perceber o que resultará dessa mistura, embora pense que este estilo nunca se vá tornar verdadeiramente “grande” ou mainstream. Contudo, é bom ver o Metal mais técnico a regressar e, por aí, as pessoas poderão estar mais despertas para o nosso trabalho.

O facto de não terem assinado por nenhuma editora até agora é uma estratégia para preservarem a vossa independência criativa ou, afinal de contas, estão abertos a trabalhar com uma?
T:
Foi uma decisão consciente a de não trabalharmos com uma estrutura editorial. Temos uma perspectiva de marketing bastante mais tradicional e ter o nosso CD à venda em todo o lado não encaixa realmente com o espírito da nossa música. Para além disso, nesta banda a independência criativa é uma exigência incondicional. Por exemplo, os custos de edição que as primeiras 1000 cópias do nosso primeiro álbum tem representam algo que uma editora nunca aprovaria devido aos elevados custos de produção.

Sempre trabalhou sob regimes editoriais com as suas outras bandas. Sente uma diferença muito grande entre ter e não ter uma editora estando no papel de compositor?
T:
No fundo, nunca lidei directamente com editoras, mas sei como funcionam e a influência que podem ter. Penso que nunca conseguiria escrever música honesta com uma editora a "bafejar-me" junto ao pescoço e a tentar empurrar-me para este ou aquele estilo. Mas, dito isso, é preciso ter em conta que só as grandes editoras é que trabalham dessa forma. De qualquer maneira, estas não se interessariam por uma pequena banda como os Exivious.

Os Exivious criam música para músicos ou qualquer tipo de pessoa pode gostar do vosso som?
T:
Os Exivious criam música para si próprios! Acho que esta é a única maneira de sermos honestos com a nossa música. Posto isto, quem ouvirá ou gostará dela, não sei, mas espero que possamos alcançar a maior audiência possível, claro.

Colocam a hipótese de alguma vez adicionarem um vocalista à vossa formação?
T:
Sim, colocamos. Não queremos fazer o mesmo álbum duas vezes. Portanto, se fizermos outro irá soar muito diferente e, provavelmente, terá vozes.

Compor sem vozes e letras torna mais difícil fazer com que a música, por si própria, transmita uma mensagem?
T:
Sim e não. Penso que as letras são uma boa maneira para exprimirmos a nossa mensagem, mas não as tendo há vantagens também. A linguagem musical é universal e aberta a múltiplas interpretações, coisa que me agrada.

Neste momento, conhecemos apenas dois dos vossos temas. O que podemos esperar do resto do álbum?
T:
Tudo entre estes dois temas e outros dois com um ambiente mais espacial chamados “All That Surrounds”, parte um e dois.

Falar de improvisação pode ser uma coisa muita subjectiva. Como podemos interpretar o improviso num tipo de música tão complexo? Ou seja, não teria que ser tudo muito bem pensado?
T:
Basicamente, usamos um sistema em que certas partes das nossas composições estão abertas a improvisação. Estas partes são diferentes para todos nós. Por exemplo, muitos dos coros são tocados textualmente na guitarra enquanto os solos são completamente improvisados. Outras partes são parcialmente improvisadas, usando estruturas e ideias musicais, mas continuam abertas a diferentes interpretações a qualquer momento. A bateria muitas vezes tem um ritmo padrão mas toda a "decoração" e os preenchimentos são improvisados.

Continuam a ouvir Metal? Digo isto porque muitos virtuosos, principalmente os metaleiros que tocam este tipo música, chegam a um ponto em que só ouvem coisas como o Jazz.
T: Ouço Metal de vez em quando. Contudo, dou por mim principalmente a curtir o Metal que ouvia quando estava a crescer, o qual, normalmente, não era tão técnico e progressivo.
Michel: Há períodos em que oiço muito Metal e Hardcore e períodos em que praticamente não oiço nenhum deles. Ao contrário do Tymon, eu principalmente oiço bandas novas e lançamentos recentes de bandas que gosto. Estou sempre aberto a novas e grandes bandas que possam despontar.

Ambos são músicos graduados? O que aconselhariam aos putos que querem tornar-se profissionais no futuro? A formação é vital?
T: Não acho que a formação seja essencial para se ser um músico bem sucedido. Existem muitos excelentes músicos e compositores para comprovar isso.
M: Certamente, não é essencial. O que pode ajudar é o ambiente de uma escola com muitos outros músicos e compositores. Acaba por ser um grande "caldeirão" de ideias e toda a gente pode inspirar-se uma na outra.

Continuam músicos muito empenhados na prática de exercícios, por exemplo?

T: De tempos a tempos tenho fases em que passo todo o tempo a tocar, a aprender novas coisas, etc. Eu não estabeleço um regime rígido de treino; já não faço isso há muito tempo. Fazia-o apenas nos meus primeiros anos como guitarrista.
M: Devia praticar mais do que aquilo que pratico actualmente, disso tenho a certeza. [risos] No caso dos Exivious, é muito importante manter-me em forma e tocar o mais eficiente e "limpo" possível. Isto requer treino, o que faço em casa.

Contudo, por mais que a teoria possa valer, tocar com alma é uma coisa que não se aprende…
T: No fundo, acho que se consegue chegar muito longe com isso. Aprender a estudar teoria pode apenas ajudar-nos a expandir os horizontes e abrir algumas possibilidades. E, claro, temos que manter em mente que isto é muito subjectivo em relação ao tipo de música que queremos tocar. No Metal, por exemplo, existem muitos músicos bem sucedidos que não sabem o mais básico que a teoria tem. Mas no que respeita a tocar música mais complexa em que existe improviso em termos de mudanças de acordes, eu diria que é essencial saber alguma teoria.
M: É difícil dizer se se consegue aprender a tocar com alma ou não, mas penso que sim. No pressuposto de conseguirmos transmitir o sentimento certo, temos que estar aptos a comunicar através do nosso instrumento e neste ponto estamos a falar de técnica, expressão, etc, que são coisas que podemos aprender. Mas tudo começa com a “esfera”, sentimentos e intenções que cada um tem. E quanto mais souberem de música, mais ferramentas terão para transmitir isso.

A banda mantendo-se sem uma estrutura editorial, arrisca-se a permanecer um dos segredos mais bem guardados do Metal moderno. Acham que a piada dos Exivious é manterem-se nos limites do underground?
T:
Continuamos sem saber o nível comercial que bandas como nós podem atingir. Gostaríamos que a nossa música chegasse ao maior número de pessoas possível e é por isso que, em primeiro lugar, partilhamos a nossa música: para ser ouvida!

Está prestes a começar uma digressão com os Cynic ao lado dos Dragonforce, Daath e, mais tarde, Dream Theater. Expectativas?
T: Sim, é verdade, e estou muito entusiasmado acerca de tudo o que está acontecendo! Mal posso esperar pelo arranque da nossa próxima tournée – vai ser um estoiro!

Mantém outro projecto para além dos Exivious depois de ter abandonado os Sengaia?
M: Sim, estou sempre muito ocupado com diferentes tipos de projecto. Neste momento, estou numa banda de rock vanguardista chamada Esteam e fundada em Setembro de 2008. Também crio música com o meu amigo Joris Bonis que tem um talento extraordinário no que toca a desenvolver ideias com sons electrónicos. Ele programa os seus próprios trechos e controla-os com os comandos da Nintendo Wii. Neste caso, eu abordo a guitarra como um dispositivo electrónico com a qual é possível criar todo o tipo de sons esquisitos.

Para acabar, pedia-lhes que apelassem ao público para comprar o vosso álbum de estreia. Isto porque cada cópia se tratará de algo, literalmente, único, não é verdade?
T: Como banda independente vamos mesmo precisar do vosso apoio. Prometemos que terão a acesso a algo especial ao encomendarem uma das 1000 cópias da edição limitada do nosso álbum de estreia. As reservas estão a correr muito bem, daí que gostaria de agradecer a todos os que depositaram confiança em nós ao encomendarem o álbum sem sequer antes o ouvirem!
M: Só posso concordar com o Tymon. Portanto, só quero acrescentar que estamos muito felizes por as pessoas nos apoiarem e gostarem do que estamos a fazer. Soa cliché, mas é verdade! A todos os que já reservaram o nosso disco, um muito obrigado!

Nuno Costa

9th Cell - Lançam EP amanhã

A partir de amanhã, dia 25 de Abril, está disponível o EP “Unlock” da one-man-band nacional 9th Cell através do seu Myspace. Esta edição online, contendo cinco temas, é um avanço para o seu álbum de estreia, “Point Blank Rage”, a editar no dia 2 de Julho. Dois destes temas contam com o convidado Zargo dos lisboetas Notribe.

Echoes Of A Morbid Death - Nova edição em CD+DVD

O XII SWR - Barroselas Metal Fest é o local escolhido para os responsáveis pelo projecto “Echoes Of A Morbid Death”, CD tributo à icónica banda açoriana, lançarem uma nova edição do disco em formato CD+DVD. O DVD será composto por uma reportagem que inclui depoimentos das bandas que participaram no projecto e respectivas actuações aquando do lançamento do disco no passado dia 20 de Fevereiro. A ideia é assinada e compilada por Mário Santos e as imagens da autoria do site Acorestube.com. Posteriormente, esta edição estará disponível para os Açores.

Morbid Death - SounD(/)ZonE apresenta Tour Report exclusiva

Aquela que será a quarta digressão pelo continente português na história do expoente máximo do Heavy Metal açoriano, os Morbid Death, terá honras de reportagem, na primeira pessoa, aqui na SounD(/)ZonE. Aqueles que não terão oportunidade de acompanhar a banda em Barroselas [1 de Maio], no Santiago Alquimista, em Lisboa [3 de Maio] e no Metalpoint, no Porto [5 de Maio] terá garantida aqui uma Tour Report assinada por Ricardo Santos [vocalista/baixista] que para além de prometer uma visão sobre os momentos vividos em palco, partilhará todos as peripécias da banda desde a partida de avião até ao seu regresso. Uma reportagem que a SounD(/)ZonE terá orgulho de apresentar em exclusivo.

Burned Blood + Blood Realm + Annihilation - No Transmission em Junho

A Floyd Records promove mais um espectáculo no dia 10 de Junho desta feita com as actuações dos Annihilation, Blood Realm e Burned Blood no Transmission Bar, no Cais do Sodré [Lisboa], pelas 21h00. Os ingressos custam 5€.

Daath - Entrevista sobre novo álbum online

Os death metallers progressivos Daath têm disponível desde a passada segunda-feira “The Concealers”, o seu novo álbum de originais, pela Century Media. O guitarrista Eyal Levi concedeu uma entrevista sobre o seu processo de concepção, onde fala também da nova formação da banda e das digressões que se avizinham, que pode ser acedida aqui. Durante o que resta de Abril e durante Maio, a banda de Atlanta estará em tournée pelos Estados Unidos com os Dragonforce e Cynic. Quanto à Europa estão apenas, para já, confirmadas as suas presenças nos festivais Summer Breeze, Party San Open Air e Bloodstock Open Air. Consulte todas as datas aqui.

Earth Crisis - Novo disco nove anos depois

“To The Death”, o novo álbum dos veteranos hardcorers Earth Crisis, está já disponível em toda a Europa pela Century Media. Ao fim de nove anos, o grupo norte-americano está de volta aos discos de originais e as reacções da imprensa especializada não podiam ser mais entusiasmantes: “… este é um disco tecnicamente infalível e impiedoso que ignora a imagem de marca do metalcore e inclui uma mensagem longe dos clichés” [Rock Hard]; “… um álbum muito bom, muito pesado… bem-vindos de volta” [Metal Hammer]. “To The Death” foi produzido pela própria banda e as misturas e masterização ficaram a cargo de Tue Madsen [Sick Of It All, The Haunted]. A autoria do artwork é de Paul Romano [Mastodon, Godflesh]. Ao vivo, entre as inúmeras datas que a banda tem planeadas, um dos destaques vai para a sua presença no Hell On Earth Tour 2009.

Thursday, April 23, 2009

Suicide Silence - Novo tema e novas datas disponíveis

Os norte-americanos Suicide Silence disponibilizaram recentemente no seu Myspace o tema “Lifted”, retirado do seu segundo álbum, “No Time To Bleed”, a lançar no dia 29 de Junho pela Century Media. Entretanto, a banda deu como efectiva a presença do baixista Dan Kenny [ex-Animosity] na formação do grupo, o qual vinha substituindo Mike Bodkins desde que abandonou a banda no final do ano passado. Em termos de actividades ao vivo, o grupo de death/grind/harcore confirma a sua presença no palco secundário do Download Festival no dia 14 de Junho. Até lá a banda vai cumprir a Music As A Weapon IV que decorre pelos Estados Unidos, encabeçando o segundo palco, onde também estão presentes os Spineshank, Bury Your Dead, Born Of Osiris e After The Burial.

Ajude o Antero a Viver Melhor - Espectáculo de solidariedade hoje no Coliseu Micaelense

Hoje, 23 de Abril, pelas 21h00, o Coliseu Micaelense, em Ponta Delgada, acolhe o espectáculo de solidariedade “Ajude o Antero a Viver Melhor” que visa recolher fundos para o menino de dez anos, vítima de um atropelamento aos três que lhe retirou a mobilidade, deformou o rosto e nem lhe permite abrir os olhos, vir a receber tratamento no Children’s Hospital of Boston. Para isso ajudarão variadíssimos artistas açorianos a criar um espectáculo com uma forte carga emocional e simbólica, com produção de Pilar Silvestre, educadora de Antero, e que pede o apoio de todos. São eles o grupo de comédia “Fala Quem sabe”, Zeca Medeiros, Luís Alberto Bettencourt, Aníbal Raposo, André Jorge, Mike Ross e o Quarteto de Jazz, Ana Paula Andrade e o Coro do Conservatório de Ponta Delgada, Lino Cordeiro, Alfredo Gago da Câmara, Paulo Linhares, Piedade Rego Costa, Carlos Frazão, Lídia Medeiros, Maninho, Bora Lá Tocar, o Grupo “Música Nostra, Ginásio Corpore, Morbid Death, Quinteto Gimijolati e Manuel Moniz. Os bilhetes estão à venda no local do espectáculo a 5€ [individual] e 10€ [familiar, que engloba três bilhetes]. Para além deste espectáculo, já decorre uma campanha de recolha de fundos através de uma conta aberta no Banco Espírito Santo dos Açores. Os donativos deverão ser depositados no seguinte NIB: 016001000056730000198. Esta campanha tem o apoio do Correio dos Açores, Coliseu Micaelense, RTP e RDP-Açores, vindo a ter transmissão televisiva, em directo, no canal de serviço público regional.

Why Angels Fall + Mourning Lenore + Karbonsoul - Melancolia invade amanhã Transmission

Amanhã, dia 24 de Abril, o doom/gótico estará em destaque no Transmission Club, em Lisboa, pelas actuações dos Karbonsoul, Mourning Lenore e Why Angels Fall. As temperaturas subirão a partir das 21h00 e as entradas custarão 5€.

Bonded By Blood - Digressão europeia com paragem em Portugal

Os thrashers californianos Bonded By Blood anunciaram uma digressão europeia completa entre 13 de Maio e 20 de Junho com os Fueled By Fire e Suicidal Angels. Esta tournée contempla uma data em Portugal no dia 9 de Junho na Junta de Freguesia de Panoias. Antes desta digressão, a banda já havia anunciado uma sequência de quatro datas no Reino Unido com os colegas de editora Cauldron. Os Bonded By Blood promovem neste momento “Feed The Beast” já disponível pela Earache Records.