Os Municipal Waste pisam os palcos nacionais pela primeira vez no dia 19 de Setembro numa actuação agendada para o Cine-Teatro de Corroios. Oriundos de Richmond, nos Estados Unidos, a apelidada “party thrash band” vem apresentar o seu terceiro e mais recente trabalho, “Massive Agressive”. Na primeira parte da sua actuação vão estar quatro projectos nacionais, entre eles os W.A.K.O., We Are The Damned, Mr. Miyagi e Prayers Of Sanity. Os bilhetes para este espectáculo custam 15€ [venda antecipada] e 18€ [venda no dia] e podem ser adquiridos nos seguintes locais: Carbono [Lisboa e Amadora], Bar Boca do Inferno [Bairro Alto], Loja Eastpack [Bairro Alto], Cave e no dia e local do evento a partir das 19h00. Friday, August 14, 2009
Municipal Waste - Estreiam-se em Portugal
Os Municipal Waste pisam os palcos nacionais pela primeira vez no dia 19 de Setembro numa actuação agendada para o Cine-Teatro de Corroios. Oriundos de Richmond, nos Estados Unidos, a apelidada “party thrash band” vem apresentar o seu terceiro e mais recente trabalho, “Massive Agressive”. Na primeira parte da sua actuação vão estar quatro projectos nacionais, entre eles os W.A.K.O., We Are The Damned, Mr. Miyagi e Prayers Of Sanity. Os bilhetes para este espectáculo custam 15€ [venda antecipada] e 18€ [venda no dia] e podem ser adquiridos nos seguintes locais: Carbono [Lisboa e Amadora], Bar Boca do Inferno [Bairro Alto], Loja Eastpack [Bairro Alto], Cave e no dia e local do evento a partir das 19h00. Thursday, August 13, 2009
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BIRDS OF PREY
“The Hellpreacher”
[CD – Relapse Records / Major Label Industries]
Ao um ritmo frenético de praticamente um disco por ano, o que feitas as contas dá um disco por cada ano de carreira, os norte-americanos Birds Of Prey assinam com “The Hellpreacher” mais um testemunho da sua convicção obscena quer lírica quer musical. A olho nu é fácil perceber que os Birds Of Prey não se criaram para impressionar ninguém, nem se juntar a qualquer tendência de “retornos fáceis”. Acrescentamos: “The Hellpreacher” é até um disco de “risco” já que o som que operam é, de facto, para um público muito específico. Todavia, ao mesmo tempo se percebe que a tal convicção no que fazem já convenceu a importante Relapse Records e será indiscutível que o grupo já não passa despercebido.
Aqui tudo soa bolorento e acerbo, como se estivéssemos numa sala de ensaios numa cave qualquer onde pisamos beatas e tropeçamos constantemente em garrafas de bebida. Parece até um cenário comum numa banda de Metal, passe o aparente preconceito, mas a decadência aqui sente-se. Aliás, a frequência com que a banda põe cá para fora discos só vem confirmar que o processo de composição dos Birds Of Prey é extremamente espontâneo.
“The Hellpreacher” segue o caminho dos seus dois antecessores. Death metal na veia de uns Entombed com uma inegável herança thrash e southern/sludge, não estivesse aqui incluído o guitarrista Erik Larson, dos Alabama Thunderpussy. E por falar em vultos e experiência, não podemos deixar de referir que deste elenco ainda fazem parte Ben Hogg, vocalista dos Beaten Back To Pure, Summer Welch, baixista dos peculiares Baroness, e Dave Witte, dos irreverentes Municipal Waste e Burnt By The Sun.
Os alicerces são assim os mais sólidos para um trabalho exemplar em termos de atitude, mas longe de perfeito, sendo que aí residirá o seu gozo. [7/10] N.C.
Estilo: Death/Thrash/Sludge
Discografia:
- “Weight Of The World” [CD 2006]
- “Sulfur And Semen” [CD 2008]
- “The Hellpreacher” [CD 2009]
www.myspace.com/birdsop
“The Hellpreacher”
[CD – Relapse Records / Major Label Industries]
Ao um ritmo frenético de praticamente um disco por ano, o que feitas as contas dá um disco por cada ano de carreira, os norte-americanos Birds Of Prey assinam com “The Hellpreacher” mais um testemunho da sua convicção obscena quer lírica quer musical. A olho nu é fácil perceber que os Birds Of Prey não se criaram para impressionar ninguém, nem se juntar a qualquer tendência de “retornos fáceis”. Acrescentamos: “The Hellpreacher” é até um disco de “risco” já que o som que operam é, de facto, para um público muito específico. Todavia, ao mesmo tempo se percebe que a tal convicção no que fazem já convenceu a importante Relapse Records e será indiscutível que o grupo já não passa despercebido.Aqui tudo soa bolorento e acerbo, como se estivéssemos numa sala de ensaios numa cave qualquer onde pisamos beatas e tropeçamos constantemente em garrafas de bebida. Parece até um cenário comum numa banda de Metal, passe o aparente preconceito, mas a decadência aqui sente-se. Aliás, a frequência com que a banda põe cá para fora discos só vem confirmar que o processo de composição dos Birds Of Prey é extremamente espontâneo.
“The Hellpreacher” segue o caminho dos seus dois antecessores. Death metal na veia de uns Entombed com uma inegável herança thrash e southern/sludge, não estivesse aqui incluído o guitarrista Erik Larson, dos Alabama Thunderpussy. E por falar em vultos e experiência, não podemos deixar de referir que deste elenco ainda fazem parte Ben Hogg, vocalista dos Beaten Back To Pure, Summer Welch, baixista dos peculiares Baroness, e Dave Witte, dos irreverentes Municipal Waste e Burnt By The Sun.
Os alicerces são assim os mais sólidos para um trabalho exemplar em termos de atitude, mas longe de perfeito, sendo que aí residirá o seu gozo. [7/10] N.C.
Estilo: Death/Thrash/Sludge
Discografia:
- “Weight Of The World” [CD 2006]
- “Sulfur And Semen” [CD 2008]
- “The Hellpreacher” [CD 2009]
www.myspace.com/birdsop
SounD(/)ZonE - Primeira emissão de rádio online
A partir de hoje a SounD(/)ZonE passa a ter no seu audioplayer emissões de rádio gravadas e concebidas propositadamente para o nosso espaço. Foi um grande desafio que colocámos a nós próprios, sem olhar para o nosso background – em branco – nesta área específica, já que o principal objectivo é o de "escoar" todo o material promocional que nos chega e que, assumidamente, nem sempre temos capacidade para abordar na escrita. Porém, estas emissões estão alojadas numa conta gratuita de um servidor de armazenamento, impondo limites reduzidos de tráfego por dia. Perante esta restrição, tivemos que sacrificar alguma qualidade do áudio para que o número de audições não fosse irrisório. Lamentámos esse facto, mas ao mesmo tempo temos a consciência de que este é um projecto-piloto e que dependerá da validade do mesmo o nosso investimento numa estrutura mais versátil. Convidamos, desde já, todos os nossos visitantes a comentar esta nossa nova iniciativa que consumámos com enorme prazer, depois de muitos meses com ela no horizonte. Esperamos que perdure!Tuesday, August 11, 2009
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THE SPITEFUL
“Persuasion Through Persistence”
[CD – Rastilho Records]
“Persuasion Through Persistence”
[CD – Rastilho Records]
Apesar dos 11 anos de carreira, só agora as coisas começam a tornar-se mais “sérias” para os The Spiteful. Numa editora importante como a Rastilho e com o seu primeiro longa-duração entre mãos, estes leirienses parecem muito bem lançados para alcançarem o devido reconhecimento. Porém, não deixa este disco de soar a ligeira desilusão dentro de um catálogo que recentemente ofereceu dois excelentes trabalhos nacionais: os de Echidna e Switchtense. Mesmo não sendo os referidos discos um qualquer testemunho de originalidade, conseguem, no entanto, vincar uma forte marca pela sua superior consistência.No caso dos The Spiteful notamos que, apesar de não soarem, nem de longe, a músicos inexperientes, a verdade é que, por qualquer motivo, as composições aqui apresentadas soam de qualidade mediana e banal, com muitos dos riffs aqui construídos a soarem tirados dos primórdios do thrash moderno numa altura que pouco ainda era preciso para se impressionar e algumas coisas ainda estavam a ser aperfeiçoadas. Digamos que este trabalho está um pouco datado.
É preciso ter em consciência que já não basta uma voz agressiva, uns riffs de meia dúzia de tonalidades e uma bateria forte para se criar um disco interessante. Embora se trate de uma análise bastante subjectiva, até porque há sempre pessoas conservadoras, não é menos verdade que será preciso um esforço criativo muito maior para os The Spiteful se imporem num cenário nacional cada vez mais “competitivo”.
Mas como só raras as vezes tudo é negativo, é claro que há aqui pormenores a destacar como a rica panóplia de mudanças rítmicas que nos dá a clara impressão que, principalmente, o baterista Sarnadas andou a estudar empenhadamente os manuais matemáticos de Mnemic e Dream Theater. Por esses detalhes, este quinteto ganha claramente distância a nomes como Chimaira, The Haunted e Hatesphere que o seu selo promulga como influências do grupo, embora façam algum sentido. Mesmo assim, ainda estão muito longe de representar uma qualquer revelação no campo do thrash moderno mais tecnicista.
Apesar de tudo isso, “Persuasion Through Persistence” dá-nos a alegria de ver o trabalho árduo de uma banda nacional gerar bons frutos tantos anos depois. Qualquer falha que apresente será pura razão de um processo que, apesar de tudo, ainda está no seu início. Com tanta persistência e a avaliar por alguns bons apontamentos, não duvidamos que a banda consiga chegar longe no futuro. [6/10] N.C.
Estilo: Thrash Moderno
Discografia:
- “Upheaval” [EP 2003]
- “Persuasion Through Persistence” [CD 2009]
www.the-spiteful.com.pt
Monday, August 10, 2009
Entrevista AngelSinAgony
AngelSinAgony é um projecto luso-francês de dark wave/doom que vimos dar a descobrir pela seguinte conversa que tivemos com o multi-instrumentista e único responsável por este projecto, Elu Elessar.
Desde quando é que começou a sentir necessidade de criar? Digo isto porque todo o sentimento que expressa na sua música não é algo que se adquira… é algo que já nasce com a pessoa, certo?
A minha necessidade de criar música surgiu desde muito cedo, devido a em minha casa haver música a tocar a toda a hora, e muito boa música, como, por exemplo, Pink Floyd, música clássica, cantores franceses dos anos 70, etc. No meu entender o apetite pela criação musical desenvolve-se a partir do momento em que o ouvido humano começa a entender a linguagem melódica de cada canção, de cada nota, a apreender uma mensagem ou várias. Todas as pessoas o desenvolvem de maneira diferente consoante vários factores do dia-a-dia. No meu caso, a partir do momento em que os meus pais descobriram esta minha paixão, colocaram-me em aulas de órgão aos nove anos. E a partir daí comecei o meu caminho exercitando os meus ouvidos na parte da criação.
Qual a razão dos AngelSinAgony serem apenas uma pessoa?
A razão pela qual os AngelSinAgony são só uma pessoa é apenas uma e muito simples: o facto de tudo depender de mim em todos os aspectos.
A razão pela qual os AngelSinAgony são só uma pessoa é apenas uma e muito simples: o facto de tudo depender de mim em todos os aspectos.
Sinceramente, quando ouvi pela primeira vez o seu trabalho fiquei impressionada pela dimensão da sua sensibilidade e talento… ainda mais vindo apenas de uma pessoa! O que o inspira?
A minha inspiração é algo que vem do interior. Procuro os lugares mais obscuros [no aspecto de estarem bastante escondidos] ou os mais claros. Todos os que nunca se conseguem relatar por palavras.
É responsável pela composição, produção e execução dos temas em AngelSinAgony. Sente que assim todo o trabalho é mais coeso e preciso do que o que resultaria de uma banda?
Nestes anos todos tive bastantes projectos musicais, várias bandas em que tive, por vezes, um papel diferente, tocando um instrumento diferente ou cantando e, na verdade, nunca consegui ir tão longe como agora. Como todos sabemos, numa banda com mais do que uma pessoa [basta serem duas] se falha uma, falha tudo. No meu caso este projecto só depende de mim.
Nestes anos todos tive bastantes projectos musicais, várias bandas em que tive, por vezes, um papel diferente, tocando um instrumento diferente ou cantando e, na verdade, nunca consegui ir tão longe como agora. Como todos sabemos, numa banda com mais do que uma pessoa [basta serem duas] se falha uma, falha tudo. No meu caso este projecto só depende de mim.
As suas influências são variadas, assim como o seu trabalho. Onde encontra, no meio de tudo isto, o seu ponto de partida?
O meu ponto de partida acaba por ser o improviso em “tempo real” quando pego num instrumento e me sai uma melodia que transmita um estado de espírito…
Tudo começou em 2005, mas pelo nome de Sweet Tales For The Dead. Depois mudou de designação para Scream Of Divinity e agora para AngelSinAgony. O que o fez mudar tanta vez de nome?
A frequente mudança de nomes deu-se devido a serem ou muito fortes ou muito complicados ou então não tão perfeitos para a minha criação, para além de que descobri outras bandas já com o mesmo nome ou parecido.
A frequente mudança de nomes deu-se devido a serem ou muito fortes ou muito complicados ou então não tão perfeitos para a minha criação, para além de que descobri outras bandas já com o mesmo nome ou parecido.
Quando acha que as pessoas podem ver todo o seu trabalho ao vivo? Dê-me um cenário perfeito para o seu primeiro concerto como AngelSinAgony!
Ao vivo, hmm… quando imagino o meu projecto ao vivo, imagino uma imensa orquestra, uma bateria, um guitarrista e um pianista atrás de mim em palco com um projector de imagens, algo muito complicado de se conseguir. Por agora não penso muito nisso, embora pudesse criar as minhas faixas musicais sem voz e cantar em palco com o meu computador. Mas não gosto muito dessa ideia para uma actuação ao vivo. Prefiro esperar. Teria que ser tudo muito teatral.
Quem gostaria de ter como convidado especial no seu primeiro CD editado?
Convidados? Adorava ter uma excelente voz lírica feminina! Encontrei várias pessoas com muito potencial, mas ou estão muito longe ou sem vontade de lutar. E falo de vozes escondidas, com muito mais potencial do que algumas que já vi ao vivo.
Já existe alguma proposta de editoras?
Editoras para já não, embora tenha tido há dois anos a oportunidade de participar como banda-sonora num filme suíço com várias outras bandas já bem conhecidas no campo do darkwave. Mas a dificuldade de deslocação foi muita.
Editoras para já não, embora tenha tido há dois anos a oportunidade de participar como banda-sonora num filme suíço com várias outras bandas já bem conhecidas no campo do darkwave. Mas a dificuldade de deslocação foi muita.
Algum comentário final?
Agradeço pela possibilidade que me deram de dar a conhecer um pouco o meu trabalho, embora algumas perguntas sejam-me difíceis de responder, pois, basicamente, eu faço o que sinto e para isso não há palavras, apenas instinto.
Agradeço pela possibilidade que me deram de dar a conhecer um pouco o meu trabalho, embora algumas perguntas sejam-me difíceis de responder, pois, basicamente, eu faço o que sinto e para isso não há palavras, apenas instinto.
Paula Martins
Noctem - Divinity Devastation Tour passa em Portugal
Os espanhóis Noctem deslocam-se a Portugal em Setembro para uma mini-tournée de promoção ao seu álbum de estreia, “Divinity”, lançado em Abril passado. Estão incluídas nesta quatro datas, entre os dias 17 e 20, com passagens pela Sociedade Musical 5 Octb, no Seixal, no Arcádia Rock Bar, em Faro, no Metalpoint, no Porto, e no ADR, em Lagoa. O grupo de black metal de Valência é, neste momento, distribuído na Europa pela Noise Head Records e nos Estados Unidos pela Relapse Records. Dictator - Novo merchandise disponível
Os cipriotas Dictator têm disponível novos modelos de t-shirts para encomenda através da Bubonic Productions [bubonicprod@gmail.com]. Igualmente disponível está ainda o último disco da banda de black metal, “Dysangelist”, em www.serpenhelimusic.com ou www.palehorse.110mb.com caso queira adquirir uma cópia em cassete. Irmandade Metálica - Fórum muda de endereço
O fórum Irmandade Metálica está a partir de agora alojado em www.irmandademetalica.pt.vu. Tal alteração prende-se com “problemas graves” que os seus administradores viram-se incapazes de resolver, “apesar dos esforços feitos para repor a normalidade”. Assim sendo, o antigo fórum fica disponível apenas para consulta, mas até o dia 15 de Agosto ainda são aceites registos. Entretanto, a administração do conhecido fórum nacional apela a que os utilizadores recriem a grande base de dados que havia disponível no seu sítio original. ThanatoSchizO - Disponibilizam primeira reportagem de estúdio
Em estúdio desde o dia 22 de Julho, os ThanatoSchizO disponibilizam agora o primeiro de uma série de vídeo-reportagens que visam relatar o processo de gravação do seu quinto trabalho, desta feita em formato semi-acústico. Pode aceder ao vídeo aqui. Neste poderá escutar partes de “RAWoid”, um tema cujo nome foi construído através de títulos como “Raw” de Schizo Level e “Void” de “Turbulence”. As gravações decorrem no Teatro Vila Real e nos Blind and Lost Studios, propriedade da própria banda, em Santa Marta de Penaguião. Wednesday, August 05, 2009
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MUMAKIL
“Behold The Failure”
[CD - Relapse Records / Major Label Industries]
O grind é uma disciplina de tareia sensorial que tem tanto de nefasto como de desafiante. Sobreviver a um disco deste género é quase como nos transformarmos num blindado resistente a qualquer outra “afronta” musical; e para quem o produz ao jeito dos Mumakil só pode ser alvo de nossas salvas.
A urgência e ferocidade que expele este segundo longa-duração deste quarteto suíço está perfeitamente ao nível de trabalhos de bandas lendárias como Nasum e Napalm Death no início de carreira – juízo que, por si só, diz bem da sua classe. Na mais pura tradição do género, tudo aqui se desenrola à velocidade da “luz”, com 27 temas destilados em 35 minutos de música. Logo por aí se esclarece a determinação e impetuosidade deste grupo que, sem dúvida, deixa mossa. Não se rogam à mais extrema da violência musical, com as vocalizações ora mais death, ora mais “core”, ora autenticamente animalescas [pig squeals, claro está] de Tom, e descargas rítmicas supersónicas, com blastbeats e gravity beats, cortesia do endiabrado Seb. Tudo isto num cômputo que contempla ainda o sarcasmo “boiadeiro” [passe o brasileirismo] do grito inicial de “Useless Fucks” e os breves momentos mais rockeiros de “The Order Is Fucked Up”, enquanto a ementa nunca se torna de fácil digestão.
Acima de tudo, o poder letal deste trabalho supera o de qualquer wannabe que atravessa uma qualquer fase rebelde de sua vida e que tenta transpor isso para um disco de convicções duvidosas. Os Mumakil são jovens enquanto banda, mas sabem perfeitamente de onde vêm e pela mão de quem. Ao mesmo tempo que sabemos muito bem para onde este disco vai – para a lista dos melhores do ano dentro do género. [8/10] N.C.
Estilo: Grindcore
Discografia:
- “Customized Warfare” [CD 2006]
- “Behold The Failure” [CD 2009]
www.mumakil.ch
www.myspace.com/mumakil
“Behold The Failure”
[CD - Relapse Records / Major Label Industries]
O grind é uma disciplina de tareia sensorial que tem tanto de nefasto como de desafiante. Sobreviver a um disco deste género é quase como nos transformarmos num blindado resistente a qualquer outra “afronta” musical; e para quem o produz ao jeito dos Mumakil só pode ser alvo de nossas salvas.A urgência e ferocidade que expele este segundo longa-duração deste quarteto suíço está perfeitamente ao nível de trabalhos de bandas lendárias como Nasum e Napalm Death no início de carreira – juízo que, por si só, diz bem da sua classe. Na mais pura tradição do género, tudo aqui se desenrola à velocidade da “luz”, com 27 temas destilados em 35 minutos de música. Logo por aí se esclarece a determinação e impetuosidade deste grupo que, sem dúvida, deixa mossa. Não se rogam à mais extrema da violência musical, com as vocalizações ora mais death, ora mais “core”, ora autenticamente animalescas [pig squeals, claro está] de Tom, e descargas rítmicas supersónicas, com blastbeats e gravity beats, cortesia do endiabrado Seb. Tudo isto num cômputo que contempla ainda o sarcasmo “boiadeiro” [passe o brasileirismo] do grito inicial de “Useless Fucks” e os breves momentos mais rockeiros de “The Order Is Fucked Up”, enquanto a ementa nunca se torna de fácil digestão.
Acima de tudo, o poder letal deste trabalho supera o de qualquer wannabe que atravessa uma qualquer fase rebelde de sua vida e que tenta transpor isso para um disco de convicções duvidosas. Os Mumakil são jovens enquanto banda, mas sabem perfeitamente de onde vêm e pela mão de quem. Ao mesmo tempo que sabemos muito bem para onde este disco vai – para a lista dos melhores do ano dentro do género. [8/10] N.C.
Estilo: Grindcore
Discografia:
- “Customized Warfare” [CD 2006]
- “Behold The Failure” [CD 2009]
www.mumakil.ch
www.myspace.com/mumakil
Tuesday, August 04, 2009
Entrevista The Bullet Monks
GERAÇÃO DE OUROCom bootlegs de Led Zeppelin e Black Sabbath debaixo do braço e amplificadores e colunas vintage a ressoarem uma herança rockeira numa antiga fábrica de pickles, três nativos alemães, sendo que dois cresceram na Austrália, e um norte-americano que viajou em novo para a Alemanha, formam assim os The Bullet Monks. Fiéis defensores da mais natural e espontânea maneira de estar no Rock’n’Roll, este quarteto solta este ano uma estreia, “Weapons Of Mass Destruction”, que promete incendiar as mais suadas e regadas salas de espectáculos por essa Europa fora. Com uma idade média de 20 anos, os The Bullet Monks sabem, no entanto, perfeitamente o que querem e prometem deliciar quem gosta de um som retro com uma atitude actual. O vocalista Tyler Voxx confessa o sonho que está a viver.
Li algo sobre uma tal de G.E.M.A. que anda a elevar as suas taxas e a complicar a vida às pequenas bandas alemãs. O que se passa?
A G.E.M.A. assegura que todos os compositores recebem uma comissão pelas músicas que escrevem. Neste momento, há discussões a decorrer, uma vez que a G.E.M.A. quer impor uma taxa maior aos promotores quando contratam uma banda para actuar. Sendo que as bandas mais pequenas representam um risco maior para os promotores e, por outro lado, estas ficam sempre contentes por tocar em qualquer circunstância, tornar-se-á mais difícil para elas encontrar clubes para começar a tocar. Taxas maiores representam riscos maiores para os promotores, mas sabes como é… toda a gente quer ficar sempre com a maior parte do bolo.
Entretanto, o que se passou realmente com aquele “arrogante filho-da-mãe” que trabalha para uma das salas onde tocaram recentemente?
[risos] Bom, estávamos a fazer a primeira parte de Jon Oliva’s Pain nesta noite, o que acabou por ser muito fixe. A banda era fixe como tudo o resto, mas este gajo que trabalha para esta sala apareceu e… ele é uma pessoa muito importante, sabes? Ele pensava que podia tratar toda a gente como lixo e que era melhor que todos. A questão foi a forma como ele falava com toda a gente, incluindo bandas, o staff das bandas e, especialmente, o seu próprio staff. O mais engraçado é que ninguém o levava a sério. Eu quase tive um momento “físico” com ele, mas felizmente toda a situação arrefeceu e fomos beber umas cervejas para relaxar com o pessoal dos Jon Oliva’s Pain.
Espero que não me interprete mal, mas para os membros dos The Bullet Monks o seu espírito e estilo de vida é o mesmo dentro e fora dos palcos? Não quero que entenda que lhes estou a chamar posers, mas… será que quando não estão em palco ou em tournée bebem apenas chá e comem vegetais e tostas integrais?
[risos] Essa é uma boa questão! Embora haja faces nossas e de outros músicos que não são passíveis de se conhecer fora dos palcos, refiro-me a um ambiente mais privado, eu considero-me 100% convicto de que não se consegue tocar verdadeiro Rock’n’Roll se este não for vivido 24 horas por dia. Nós os quatros sempre tivemos que abordá-lo dessa forma e autonomamente. Não temos pais ricos nem ninguém que nos injecte dinheiro. Nós não tínhamos manager ou um agente até ao ano passado. Mas vivemos o sonho Rock’n’Roll e trabalhámos diariamente para que o pudéssemos levar a algum lado, mesmo que estejamos muito conscientes de que o “caminho” ainda está muito distante. Estamos apenas no princípio! Contudo, até agora temos funcionado como uma classe de trabalho muito honesta. As pessoas diziam-nos que não íamos chegar a lado nenhum com este tipo de música e provámo-las que estavam enganadas. Queremos apenas “rockar” e tocar o que gostamos sem ter que ouvir o que os outros dizem. Na nossa banda a música sempre esteve primeiro e as nossas vidas sempre tiveram que andar à sua volta. Quando nós os quatro tivemos que tomar decisões estivemos sempre no mesmo “barco”. Isto é Rock’n’Roll! É o que adoramos.
Embora estejam sedeados na Alemanha, penso que apenas dois de vós são naturais daí. É apenas um mero facto ou mudaram-se propositadamente para a Alemanha por haver mais oportunidades de terem sucesso?
Não, de maneira nenhuma, é apenas coincidência. Três de nós nasceram na Alemanha, mas dois cresceram na Austrália. O nosso baixista nasceu nos Estados Unidos e cresceu na Alemanha. Penso que o nosso background multicultural é responsável pelo facto de nos termos dado tão bem quando nos conhecemos. Existe esse interessante sentido “global” na nossa banda. Nós não nos importamos com nacionalidades, somos todos irmãos e irmãs. Acredita em mim: não é fácil ter êxito na Alemanha se não fores uma banda estrangeira, a não ser que cantes em alemão. Penso até que teríamos tido mais sucesso se tivéssemos aparecido em outro sítio qualquer.
Não consegui encontrar em que ano é que se formaram, mas imagino que sejam muito jovens como banda…
Penso que começámos a tocar em 2004 ou 2005. Somos jovens, isso é verdade. Andamos todos na casa dos 20 anos, por isso desejo que tenhamos ainda muitas décadas pela frente a tocar!
Apesar do vosso caminho não ter sido fácil, muita coisa aconteceu subitamente – o prémio da Metal Hammer, o contrato com a Napalm Records, muitos concertos, gravações…
Antes de mais, deixa-me esclarecer que o prémio da Metal Hammer não é uma coisa oficial. Tratou-se apenas de uma frase numa review para lançar o disco. Eu acho que nada foi assim tão súbito na nossa carreira, atendendo ao longo período de tempo que demorou até colocarmo-nos numa posição em que as editoras e os media se interessavam por nós. Tratámos de todo o nosso agenciamento até ao início deste ano e a gravação do nosso álbum de estreia foi suportado por todas as nossas poupanças. Andámos a poupar durante anos, vendemos coisas e trabalhámos arduamente. Só depois disso fomos para estúdio. Tudo aconteceu apenas depois de começarmos a vender o álbum por nós próprios. Só nessa altura fomos contactados por algumas editoras e decidimos assinar pela Napalm Records. Na verdade, quando olhamos para trás sentimo-nos muito orgulhosos. Muitas bandas gravam demos atrás de demos e ficam à espera do cavaleiro com armadura reluzente que os torne ricos. Este não é o caminho, tens que traçá-lo por ti próprio! Contudo, depois de assinarmos contrato ficou tudo mais rápido. Todas as pessoas com quem estamos a trabalhar estão a fazer um excelente trabalho e estamos todos muito excitados por constatar que isso é apenas o princípio.
Explique-me que raio de maluquice se passa no final de “Downtown Is Dead”.
[risos] Depois de gravarmos “Downtown Is Dead” pegámos nos microfones da minha pequena sala de gravação e fomos pela rua abaixo. Estávamos naquele espírito de “vamos fugir daqui para fora”, tal como a letra do tema, e fugimos do estúdio para dentro do nosso carro e do carro pela rua abaixo, quando uns cães começaram a atacar-nos! Nada estava planeado. Esquecemo-nos que uma equipa de pilotos que tinha a sua garagem ao lado do nosso estúdio tinha três ou quatro cães de grande porte que ficaram fulos com o barulho que estávamos a fazer. Entretanto, quando corríamos pela rua abaixo eles pularam e foram atrás de nós! Achámos esse episódio tão engraçado que decidimos pô-lo no disco.
Sendo músicos muito novos, imagino que as vossas influências venham de uma época em que ainda nem eram nascidos…
Sim, mas todos nós temos uma paixão pelo bom velho sentimento de quando as bandas ainda faziam algo refrescante e não tentavam soar a outras quaisquer. Todos coleccionávamos velhas bootlegs de Led Zeppelin e Black Sabbath, entre muitos outros. Porém, não ouvimos só material antigo. Eu diria que temos a mente muito aberta no que toca a apreciar música.
Podemos dizer que esse é o vosso segredo para soarem a algo muito próprio sem serem propriamente originais?
Bom, claro que temos segredos de que não vamos falar, mas a maioria deles é muito simples. Limitamo-nos a viver o que fazemos. Temos a mesma socialização musical que as bandas tinham há algumas décadas atrás; temos as mesmas raízes que elas, porque nos interessamos em música antiga. Os Blues, por exemplo, são tão fixes para mim como Slayer ou Megadeth. Depois há a questão do nosso equipamento. Coleccionamos velhos amplificadores, colunas, etc. Não usamos nenhuma treta digital. Divertido é comprarmos todas essas coisas e afiná-las. Também gravámos o nosso álbum ao vivo num velho sistema analógico. Dessa forma captámos o nosso som como ele é e como vai soar ao vivo.
Depois de tantas tendências e tantas fusões que acabaram por gerar tantas etiquetas, parece que tudo está a voltar ao seu ponto de partida. Muita gente fala hoje de um revivalismo rock ou thrash, por exemplo. Também acha que o ciclo se está a repetir?
Eu penso que estamos a desenvolver uma era duradoira. Queremos livrar-nos de rótulos; nada de “Mosh’n’Roll” e coisas parecidas. Eu não consigo sentir um revivalismo rock, uma vez que ele nunca se foi. Eu penso que a actual era simplesmente dá espaço a qualquer estilo musical. Sempre tocámos rock desde que começámos com a banda e nunca nos preocupamos com tendências. Dessa forma as coisas sempre funcionaram connosco. Este é o nosso único segredo – façam o que quiserem fazer e tornar-se-ão únicos. É isto que os fãs querem – bandas únicas que tocam boa música.
O que costumavam dizer às pessoas que desacreditavam o vosso trabalho?
[risos] Essas pessoas resumiam-se a comentários do género: “o rock está morto”. Diziam-nos que tínhamos que inventar algo novo. Tentem soar a “X” banda, olhem para o que esta está a fazer. Algumas pessoas até tentavam explicar-nos que tipo de música as editoras estavam a assinar! E, bom, cá estamos nós. Saudações a todos os que não acreditavam em nós!
Mostraram-se então suficientemente fortes e confiantes no vosso potencial. No Rock’n’Roll, eu comando o meu destino!
[risos] É isto mesmo! Soa muito cliché mas é realmente isso que faz a diferença.
Uma banda como a vossa deve reunir muitas episódios engraçados em tournée. Quer partilhar algum?
Meu Deus… vimos gravando, desde o início do ano, imensas coisas que acontecem no nosso backstage. São tantas… Alguns elementos da banda passam a vida esfomeados. Por exemplo, o Hannes, a pessoa que nos trata do design, e eu, temos estado a documentar as toneladas de comida que é "pulverizada" em cada concerto. Mas os maiores acontecimentos são os acidentes dentro e fora do palco! Eu e o Dan chocámos costas com costas durante um concerto há uns meses atrás. Foi muito divertido! Ele caiu para cima do público e eu para cima do backline. Para além disso, é sempre muito engraçado fazer piadas sobre os nossos colegas de banda, mas isso eu não vos posso contar. Caso contrário, estaria metido em sarilhos…
O que fariam se os fãs invadissem o palco enquanto actuassem?
Depende… Tocámos num festival perto de Estugarda há poucas semanas em que o público começou a pressionar o palco. Enquanto estiver tudo pacífico, tudo bem. Quando eu estiver sem espaço para fazer o meu trabalho, tenho que pedir aos seguranças para tirar as pessoas de cima do palco. Adoramos os nossos fãs e gostamos sempre de estar em festa com eles. Acontece normalmente eles chocarem com o palco quando o moshpit está bom… Se nada se partir e ninguém se magoar, perfeito!
Brevemente, vão estar em alguns festivais importantes. Fale-nos das vossas expectativas.
Desejamos ganhar novos fãs a cada segundo que tocamos. Tocar ao vivo é o mais importante para nós, daí que seja o que mais desejamos. Mas claro que também estou muito motivado por ir tocar em festivais onde também actuam Slayer e Volbeat. Espero uma grande festa e fãs por todo o lado!
Especialmente femininos! [risos]
Oh, sim! Se não fosse pelos fãs, todo o nosso esforço não valeria a pena. Os fãs são aqueles que nos fazem esquecer todos os nossos tempos mais difíceis. Adoramo-los a todos, mas os femininos de uma forma diferente… [risos]
Estão, portanto, um pouco estupefactos com o que se está a passar convosco. Sempre sonharam com tournées, em tocar frente a centenas ou milhares de pessoas, ter fãs, mas nunca pensaram que isso se pudesse tornar realidade. O que esperam a seguir?
Realmente, nunca esperei alcançar isso. Sonhei com tal durante toda a minha vida, mas o que experienciámos nos últimos seis meses foi verdadeiramente espantoso! Ter um disco a circular por todo o mundo é capaz de gerar um sentimento muito especial, acreditem em mim! Estou até já muito motivado para gravar o nosso segundo disco. O material que ouvem no nosso disco de estreia já tem cerca de dois anos, por isso estou muito ansioso por saber o que conseguimos fazer agora como banda, 150 concertos depois, estão a ver? Temos também uma tournée europeia algo vasta na primavera de 2010, mas não vos consigo adiantar mais nada por agora. Pessoalmente, só quero que isto continue. Esta é uma viagem que nunca quererei que acabe. O nosso álbum de estreia é apenas o primeiro passo e todos sabemos que agora temos que trabalhar ainda mais para nos mantermos nisso e crescer como banda. Quero conseguir viver o meu sonho e tocar em vários pontos do mundo, o mais cedo possível e o mais que pudermos. Principalmente o público do sul é muito fixe, especialmente ao vivo. Uma das melhores pessoas que conheci nos últimos sete meses tinha raízes portuguesas; portanto, espero que possamos tocar em Portugal ainda este ano!
Nuno Costa
Embora estejam sedeados na Alemanha, penso que apenas dois de vós são naturais daí. É apenas um mero facto ou mudaram-se propositadamente para a Alemanha por haver mais oportunidades de terem sucesso?Não, de maneira nenhuma, é apenas coincidência. Três de nós nasceram na Alemanha, mas dois cresceram na Austrália. O nosso baixista nasceu nos Estados Unidos e cresceu na Alemanha. Penso que o nosso background multicultural é responsável pelo facto de nos termos dado tão bem quando nos conhecemos. Existe esse interessante sentido “global” na nossa banda. Nós não nos importamos com nacionalidades, somos todos irmãos e irmãs. Acredita em mim: não é fácil ter êxito na Alemanha se não fores uma banda estrangeira, a não ser que cantes em alemão. Penso até que teríamos tido mais sucesso se tivéssemos aparecido em outro sítio qualquer.
Não consegui encontrar em que ano é que se formaram, mas imagino que sejam muito jovens como banda…
Penso que começámos a tocar em 2004 ou 2005. Somos jovens, isso é verdade. Andamos todos na casa dos 20 anos, por isso desejo que tenhamos ainda muitas décadas pela frente a tocar!
Apesar do vosso caminho não ter sido fácil, muita coisa aconteceu subitamente – o prémio da Metal Hammer, o contrato com a Napalm Records, muitos concertos, gravações…
Antes de mais, deixa-me esclarecer que o prémio da Metal Hammer não é uma coisa oficial. Tratou-se apenas de uma frase numa review para lançar o disco. Eu acho que nada foi assim tão súbito na nossa carreira, atendendo ao longo período de tempo que demorou até colocarmo-nos numa posição em que as editoras e os media se interessavam por nós. Tratámos de todo o nosso agenciamento até ao início deste ano e a gravação do nosso álbum de estreia foi suportado por todas as nossas poupanças. Andámos a poupar durante anos, vendemos coisas e trabalhámos arduamente. Só depois disso fomos para estúdio. Tudo aconteceu apenas depois de começarmos a vender o álbum por nós próprios. Só nessa altura fomos contactados por algumas editoras e decidimos assinar pela Napalm Records. Na verdade, quando olhamos para trás sentimo-nos muito orgulhosos. Muitas bandas gravam demos atrás de demos e ficam à espera do cavaleiro com armadura reluzente que os torne ricos. Este não é o caminho, tens que traçá-lo por ti próprio! Contudo, depois de assinarmos contrato ficou tudo mais rápido. Todas as pessoas com quem estamos a trabalhar estão a fazer um excelente trabalho e estamos todos muito excitados por constatar que isso é apenas o princípio.
Explique-me que raio de maluquice se passa no final de “Downtown Is Dead”.
[risos] Depois de gravarmos “Downtown Is Dead” pegámos nos microfones da minha pequena sala de gravação e fomos pela rua abaixo. Estávamos naquele espírito de “vamos fugir daqui para fora”, tal como a letra do tema, e fugimos do estúdio para dentro do nosso carro e do carro pela rua abaixo, quando uns cães começaram a atacar-nos! Nada estava planeado. Esquecemo-nos que uma equipa de pilotos que tinha a sua garagem ao lado do nosso estúdio tinha três ou quatro cães de grande porte que ficaram fulos com o barulho que estávamos a fazer. Entretanto, quando corríamos pela rua abaixo eles pularam e foram atrás de nós! Achámos esse episódio tão engraçado que decidimos pô-lo no disco.
Sendo músicos muito novos, imagino que as vossas influências venham de uma época em que ainda nem eram nascidos…
Sim, mas todos nós temos uma paixão pelo bom velho sentimento de quando as bandas ainda faziam algo refrescante e não tentavam soar a outras quaisquer. Todos coleccionávamos velhas bootlegs de Led Zeppelin e Black Sabbath, entre muitos outros. Porém, não ouvimos só material antigo. Eu diria que temos a mente muito aberta no que toca a apreciar música.
Podemos dizer que esse é o vosso segredo para soarem a algo muito próprio sem serem propriamente originais?Bom, claro que temos segredos de que não vamos falar, mas a maioria deles é muito simples. Limitamo-nos a viver o que fazemos. Temos a mesma socialização musical que as bandas tinham há algumas décadas atrás; temos as mesmas raízes que elas, porque nos interessamos em música antiga. Os Blues, por exemplo, são tão fixes para mim como Slayer ou Megadeth. Depois há a questão do nosso equipamento. Coleccionamos velhos amplificadores, colunas, etc. Não usamos nenhuma treta digital. Divertido é comprarmos todas essas coisas e afiná-las. Também gravámos o nosso álbum ao vivo num velho sistema analógico. Dessa forma captámos o nosso som como ele é e como vai soar ao vivo.
Depois de tantas tendências e tantas fusões que acabaram por gerar tantas etiquetas, parece que tudo está a voltar ao seu ponto de partida. Muita gente fala hoje de um revivalismo rock ou thrash, por exemplo. Também acha que o ciclo se está a repetir?
Eu penso que estamos a desenvolver uma era duradoira. Queremos livrar-nos de rótulos; nada de “Mosh’n’Roll” e coisas parecidas. Eu não consigo sentir um revivalismo rock, uma vez que ele nunca se foi. Eu penso que a actual era simplesmente dá espaço a qualquer estilo musical. Sempre tocámos rock desde que começámos com a banda e nunca nos preocupamos com tendências. Dessa forma as coisas sempre funcionaram connosco. Este é o nosso único segredo – façam o que quiserem fazer e tornar-se-ão únicos. É isto que os fãs querem – bandas únicas que tocam boa música.
O que costumavam dizer às pessoas que desacreditavam o vosso trabalho?
[risos] Essas pessoas resumiam-se a comentários do género: “o rock está morto”. Diziam-nos que tínhamos que inventar algo novo. Tentem soar a “X” banda, olhem para o que esta está a fazer. Algumas pessoas até tentavam explicar-nos que tipo de música as editoras estavam a assinar! E, bom, cá estamos nós. Saudações a todos os que não acreditavam em nós!
Mostraram-se então suficientemente fortes e confiantes no vosso potencial. No Rock’n’Roll, eu comando o meu destino!
[risos] É isto mesmo! Soa muito cliché mas é realmente isso que faz a diferença.
Uma banda como a vossa deve reunir muitas episódios engraçados em tournée. Quer partilhar algum?
Meu Deus… vimos gravando, desde o início do ano, imensas coisas que acontecem no nosso backstage. São tantas… Alguns elementos da banda passam a vida esfomeados. Por exemplo, o Hannes, a pessoa que nos trata do design, e eu, temos estado a documentar as toneladas de comida que é "pulverizada" em cada concerto. Mas os maiores acontecimentos são os acidentes dentro e fora do palco! Eu e o Dan chocámos costas com costas durante um concerto há uns meses atrás. Foi muito divertido! Ele caiu para cima do público e eu para cima do backline. Para além disso, é sempre muito engraçado fazer piadas sobre os nossos colegas de banda, mas isso eu não vos posso contar. Caso contrário, estaria metido em sarilhos…
O que fariam se os fãs invadissem o palco enquanto actuassem?
Depende… Tocámos num festival perto de Estugarda há poucas semanas em que o público começou a pressionar o palco. Enquanto estiver tudo pacífico, tudo bem. Quando eu estiver sem espaço para fazer o meu trabalho, tenho que pedir aos seguranças para tirar as pessoas de cima do palco. Adoramos os nossos fãs e gostamos sempre de estar em festa com eles. Acontece normalmente eles chocarem com o palco quando o moshpit está bom… Se nada se partir e ninguém se magoar, perfeito!
Brevemente, vão estar em alguns festivais importantes. Fale-nos das vossas expectativas.Desejamos ganhar novos fãs a cada segundo que tocamos. Tocar ao vivo é o mais importante para nós, daí que seja o que mais desejamos. Mas claro que também estou muito motivado por ir tocar em festivais onde também actuam Slayer e Volbeat. Espero uma grande festa e fãs por todo o lado!
Especialmente femininos! [risos]
Oh, sim! Se não fosse pelos fãs, todo o nosso esforço não valeria a pena. Os fãs são aqueles que nos fazem esquecer todos os nossos tempos mais difíceis. Adoramo-los a todos, mas os femininos de uma forma diferente… [risos]
Estão, portanto, um pouco estupefactos com o que se está a passar convosco. Sempre sonharam com tournées, em tocar frente a centenas ou milhares de pessoas, ter fãs, mas nunca pensaram que isso se pudesse tornar realidade. O que esperam a seguir?
Realmente, nunca esperei alcançar isso. Sonhei com tal durante toda a minha vida, mas o que experienciámos nos últimos seis meses foi verdadeiramente espantoso! Ter um disco a circular por todo o mundo é capaz de gerar um sentimento muito especial, acreditem em mim! Estou até já muito motivado para gravar o nosso segundo disco. O material que ouvem no nosso disco de estreia já tem cerca de dois anos, por isso estou muito ansioso por saber o que conseguimos fazer agora como banda, 150 concertos depois, estão a ver? Temos também uma tournée europeia algo vasta na primavera de 2010, mas não vos consigo adiantar mais nada por agora. Pessoalmente, só quero que isto continue. Esta é uma viagem que nunca quererei que acabe. O nosso álbum de estreia é apenas o primeiro passo e todos sabemos que agora temos que trabalhar ainda mais para nos mantermos nisso e crescer como banda. Quero conseguir viver o meu sonho e tocar em vários pontos do mundo, o mais cedo possível e o mais que pudermos. Principalmente o público do sul é muito fixe, especialmente ao vivo. Uma das melhores pessoas que conheci nos últimos sete meses tinha raízes portuguesas; portanto, espero que possamos tocar em Portugal ainda este ano!
Nuno Costa
Marilyn Manson - Nova dose em Dezembro
Depois de profanar o Coliseu do Porto a 17 de Junho passado, o apelidado “anticristo”, Marilyn Manson regressa a Portugal para um concerto no dia 1 de Dezembro no Campo Pequeno, em Lisboa. O músico norte-americano apresenta assim pela primeira vez na capital portuguesa o seu mais recente trabalho, “The High End Of Low”, que marca o regresso do baixista Twiggy Ramirez e das produções a cargo de Sean Beavan, responsável pelos três primeiros discos da banda. Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais a preços entre os 22€ e os 35€. Monday, August 03, 2009
Review
AMBERIAN DAWN
“The Clouds Of Northland Thunder”
[CD – Ascendance Records]
Finlandeses a tocar… power metal sinfónico, claro está. Não que esta zona do globo viva hoje em dia confinada a esse chavão, mas a verdade é que foi de lá que saíram alguns dos nomes mais populares desta corrente musical. No caso dos Amberian Dawn, se acrescentarmos que são liderados por uma voz feminina em regime soprano e que o seu principal mentor é um teclista, a associação a Nightwish é instantânea. Contudo, a banda de Tuomas Holopainen parece há algum tempo ter atenuado as suas características clássicas, apresentando-se mais directos e rockeiros com a ajuda de Anette Olzon, e com isso os Amberian Dawn podem até beneficiar, já que os fãs de Nightwish antigo poderão ver saciada a vontade de ouvir uma boa soprano a vocalizar temas de power metal mais tradicional, repleto de fantásticos solos e orquestrações vincadas.
Ao mesmo tempo, com tudo o que já foi dito, assumindo um papel de comparação, encontramos as maiores virtudes e defeitos deste grupo de Helsínquia. Se o que fazem é exemplar em termos de execução, já os tiques [todos] tão triviais na sua composição não ajudam nada à sua imagem e credibilização. Aliás, quando um estilo tende a viver tão rigidamente das suas raízes, o que em certos casos é de elogiar, não resta outra opção senão a de tentar ser o mais acutilante e incisivo na criação de cada canção.
Enquanto os Nightwish sempre foram engenhosos neste sentido, criando muitos temas memoráveis, já aos Amberian Dawn falta esse clique de génio. Por mais fantástica que seja a voz de Heidi Parviainen e arrepiantes as orquestrações do seu teclista/guitarrista, Tuomas Seppälla, falta a este material verdadeiros ganchos. Sem isso, fica-se pelo aceitável. Depois de dois trabalhos consistentes e tournées com Epica, bem como alguns concertos com nomes sonantes como Evergrey ou Kamelot, já ninguém duvida que este sexteto tem potencial, mas falta-lhe encontrar a verdadeira magia que o torne uma opção válida neste concorrido espectro. [7/10] N.C.
Estilo: Power Metal Sinfónico
Discografia:
- “River Of Tuoni” [CD 2008]
- “The Clouds Of Northland Thunder” [CD 2009]
www.amberiandawn.com
“The Clouds Of Northland Thunder”
[CD – Ascendance Records]
Finlandeses a tocar… power metal sinfónico, claro está. Não que esta zona do globo viva hoje em dia confinada a esse chavão, mas a verdade é que foi de lá que saíram alguns dos nomes mais populares desta corrente musical. No caso dos Amberian Dawn, se acrescentarmos que são liderados por uma voz feminina em regime soprano e que o seu principal mentor é um teclista, a associação a Nightwish é instantânea. Contudo, a banda de Tuomas Holopainen parece há algum tempo ter atenuado as suas características clássicas, apresentando-se mais directos e rockeiros com a ajuda de Anette Olzon, e com isso os Amberian Dawn podem até beneficiar, já que os fãs de Nightwish antigo poderão ver saciada a vontade de ouvir uma boa soprano a vocalizar temas de power metal mais tradicional, repleto de fantásticos solos e orquestrações vincadas.Ao mesmo tempo, com tudo o que já foi dito, assumindo um papel de comparação, encontramos as maiores virtudes e defeitos deste grupo de Helsínquia. Se o que fazem é exemplar em termos de execução, já os tiques [todos] tão triviais na sua composição não ajudam nada à sua imagem e credibilização. Aliás, quando um estilo tende a viver tão rigidamente das suas raízes, o que em certos casos é de elogiar, não resta outra opção senão a de tentar ser o mais acutilante e incisivo na criação de cada canção.
Enquanto os Nightwish sempre foram engenhosos neste sentido, criando muitos temas memoráveis, já aos Amberian Dawn falta esse clique de génio. Por mais fantástica que seja a voz de Heidi Parviainen e arrepiantes as orquestrações do seu teclista/guitarrista, Tuomas Seppälla, falta a este material verdadeiros ganchos. Sem isso, fica-se pelo aceitável. Depois de dois trabalhos consistentes e tournées com Epica, bem como alguns concertos com nomes sonantes como Evergrey ou Kamelot, já ninguém duvida que este sexteto tem potencial, mas falta-lhe encontrar a verdadeira magia que o torne uma opção válida neste concorrido espectro. [7/10] N.C.
Estilo: Power Metal Sinfónico
Discografia:
- “River Of Tuoni” [CD 2008]
- “The Clouds Of Northland Thunder” [CD 2009]
www.amberiandawn.com
Saturday, August 01, 2009
Darkside Of Innocence - Álbum de estreia disponivel para pré-venda
“Infernum Liberus Est” é o primeiro álbum dos nacionais Darkside Of Innocence e está disponível desde ontem para pré-venda. Cada cópia custará nesta fase 7€ [mais portes de envio] e está limitada a 100 exemplares que poderão ser reservados através do e-mail darksideofinnocence@hotmail.com. Depois de lançado o álbum terá o valor de 10€ [mais portes]. Para além dessa notícia, os Darkside Of Innocence dão conta de um novo Myspace que disponibiliza para escuta três dos temas a sair em “Infernum Liberus Est” que, ao que tudo indica, estará nos escaparates em Setembro. Versus Magazine - Nova magazine online
A Versus Magazine é uma revista online criada em Ovar e dirijida por Cátia Cunha e Joel Costa, que acaba de lançar a sua primeira edição. Segundo comunicado, o seu staff “visa divulgar o Metal nacional e internacional, dando especial atenção ao meio underground português”. Neste primeiro número é possível ler entrevistas a Ivo Conceição, Headstone, After Hate, Gwydion, The Dead Silent, Urban War, Mind Overflow, Square, Enchantya, Dismal, Dense Red Drops e Marco Rosa. Para além disso, poderão conferir reviews de discos, concertos e videoclips. A Versus Magazine vem ainda acompanhada por uma compilação intitulada “Hell On Earth”, cujo conteúdo é composto por algumas das bandas entrevistadas neste debuto da revista. Faça download gratuito da revista aqui. Review
NEUROTHING
“Murder Book”
[CD – Edição de autor]
Quando “Vanishing Celestial Bodies”, o E.P. de estreia destes polacos, foi lançado independentemente em 2005, gerou no mundo do metal moderno e matemático uma agradável agitação. A complexidade e coerência que mostravam para um nome tão jovem e desconhecido era acima da média e as expectativas começaram a crescer em seu torno. Passados quatro anos numa terra de “santidades”, os Neurothing, determinados e novamente em nome próprio, lançam a sua primeira “longa-escritura” num regime de suplemento que nos ameaça “lavar” o cérebro.
“Murder Book” confirma que ainda há espaço para devaneios matemáticos com originalidade. E por falar nesses termos, Meshuggah é uma comparação inevitável, mas este quinteto não se resume a tentar ser um mero clone dos citados suecos, como por aí já vimos, e, sensatamente, ousam caminhos de espasmos musicais até mais ecléticos, sempre com cada batida e compasso calculado em laboratório e uma intensa negritude. Mas o principal pólo de distinção dos Neurothing é o estreante vocalista Mikolaj Fajfer que nos faz imaginar uma máquina circuitada programada com ficheiros vocais de um Jens Kidman [Meshuggah], Wayne Static [Static-X] e Mike Patton, ainda que a neurose rítmica destes 11 temas impressione qualquer um habituado a consumir este tipo de música.
Todavia, discutível será sempre a questão da eficácia deste tipo de material. Ninguém espera que um disco de math metal seja um “osso” fácil de roer, mas por casos como os de Mnemic e Textures já se comprovou que a “aritmética” arrojada na música pode tornar-se… musical, precisamente.Devaneios à parte, a verdade mais saborosa sobre os Neurothng é que estes procuram, e sabem como fazê-lo, o seu próprio universo. Não será isso mais do que o suficiente para lhes darmos o mínimo de atenção? De digestão difícil e intermitente, “Murder Book” é, por isso, um desafio e um autêntico manual sarcástico de desconstrução mental que, para além das enxaquecas, será capaz de causar muitas dores cervicais. [8/10] N.C.
Estilo: Math Metal
Discografia:
- “Vanishing Celestial Bodies” [EP 2005]
- “Murder Book” [CD 2009]
“Murder Book”
[CD – Edição de autor]
Quando “Vanishing Celestial Bodies”, o E.P. de estreia destes polacos, foi lançado independentemente em 2005, gerou no mundo do metal moderno e matemático uma agradável agitação. A complexidade e coerência que mostravam para um nome tão jovem e desconhecido era acima da média e as expectativas começaram a crescer em seu torno. Passados quatro anos numa terra de “santidades”, os Neurothing, determinados e novamente em nome próprio, lançam a sua primeira “longa-escritura” num regime de suplemento que nos ameaça “lavar” o cérebro.“Murder Book” confirma que ainda há espaço para devaneios matemáticos com originalidade. E por falar nesses termos, Meshuggah é uma comparação inevitável, mas este quinteto não se resume a tentar ser um mero clone dos citados suecos, como por aí já vimos, e, sensatamente, ousam caminhos de espasmos musicais até mais ecléticos, sempre com cada batida e compasso calculado em laboratório e uma intensa negritude. Mas o principal pólo de distinção dos Neurothing é o estreante vocalista Mikolaj Fajfer que nos faz imaginar uma máquina circuitada programada com ficheiros vocais de um Jens Kidman [Meshuggah], Wayne Static [Static-X] e Mike Patton, ainda que a neurose rítmica destes 11 temas impressione qualquer um habituado a consumir este tipo de música.
Todavia, discutível será sempre a questão da eficácia deste tipo de material. Ninguém espera que um disco de math metal seja um “osso” fácil de roer, mas por casos como os de Mnemic e Textures já se comprovou que a “aritmética” arrojada na música pode tornar-se… musical, precisamente.Devaneios à parte, a verdade mais saborosa sobre os Neurothng é que estes procuram, e sabem como fazê-lo, o seu próprio universo. Não será isso mais do que o suficiente para lhes darmos o mínimo de atenção? De digestão difícil e intermitente, “Murder Book” é, por isso, um desafio e um autêntico manual sarcástico de desconstrução mental que, para além das enxaquecas, será capaz de causar muitas dores cervicais. [8/10] N.C.
Estilo: Math Metal
Discografia:
- “Vanishing Celestial Bodies” [EP 2005]
- “Murder Book” [CD 2009]
Thursday, July 30, 2009
Nefret - Nova banda de black metal nacional prepara primeiro registo
O duo de black metal primitivo do Porto Nefret, composto por Abaddon [voz/guitarra/baixo] e Ishkur [voz secundária/guitarra/programações], prepara neste momento o seu primeiro trabalho a editar ainda este ano. O disco terá o formato split e será partilhado com os luso-franceses Arges. Neste momento já é possível escutar dois temas dos Nefret, “Odium Perpetuus” e “Ode à Morte”, em www.myspace.com/odiumperpetuus.Wednesday, July 29, 2009
Switchtense - Relatam a sua mini-tour europeia
Os Switchtense publicaram uma reportagem sobre a sua mini-tournée na Alemanha e Holanda que decorreu no passado mês de Junho. Aceda à reportagem aqui. Entretanto, a banda da Moita vai estar já no próximo sábado, 1 de Agosto, no Warzone Metal Fest que se realizará na Associação Cultural de Vila Maior em S. Pedro do Sul. Ao seu lado vão estar os Pitch Black, Angriff, The End Gate e Gates Of Hell. O início dos espectáculos está marcado para as 21h00 e as entradas custam 5€. Thee Orakle - No II Festival Côrtes de Lamego
Os Thee Orakle estão confirmados no II Festival Côrtes de Lamego, no distrito de Viseu, que decorrerá no dia 12 de Setembro. Os outros actos confirmados são W.A.K.O. e D3gr3do, estando ainda por anunciar uma última banda. As entradas são livres. Em breve serão revelados mais detalhes e a imagem promocional do evento.
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