É chegada a hora...
www.soundzonemagazine.blogspot.com
Monday, July 12, 2010
Friday, June 11, 2010
Intermissão
Se eventualmente alguém se questionou se desaparecemos do mapa, vimos explicar que a recente ausência de actualizações se deve ao facto de estarmos a preparar uma nova "casa" para a SounD(/)ZonE. Como tal, e como os meios são sempre poucos, prevê-se que este processo demore mais alguns dias. No entanto, esperamos que valha a pena. Agradecemos [sempre] a quem continua aí deste lado atento ao nosso trabalho.
Melhores cumprimentos,
Nuno Costa
Melhores cumprimentos,
Nuno Costa
Sunday, May 23, 2010
Passatempo Live Summer Fest 2010 - Resultados
Está fechado o passatempo que sorteava cinco entradas duplas para a próxima edição do Live Summer Fest, a decorrer nos dias 4 e 5 de Junho, em Ponta Delgada.
A resposta correcta à pergunta colocada é:
Que bandas e artistas regionais participaram no Live Summer Fest até à data?
Hiffen, Morbid Death, One Second, Anomally, João Freitas, Gualter Honrado.
Vencedores:
- Dania Silva
- Luís Costa
- Miguel Aguiar
- Patrícia Aguiar
- Tiago Alves
A resposta correcta à pergunta colocada é:
Que bandas e artistas regionais participaram no Live Summer Fest até à data?
Hiffen, Morbid Death, One Second, Anomally, João Freitas, Gualter Honrado.
Vencedores:
- Dania Silva
- Luís Costa
- Miguel Aguiar
- Patrícia Aguiar
- Tiago Alves
Thursday, May 20, 2010
Sorteio de entradas para o Live Summer Fest 2010
Que bandas e artistas regionais participaram no evento até à data?
Envie a sua resposta para o e-mail nuno_soundzone@yahoo.com.br.
Metal Gate - Evento solidário para com as crianças abandonadas
Wednesday, May 19, 2010
Review
NEVERMORE
“The Obsidian Conspiracy”
[CD – Century Media]
São daquelas bandas de personalidade inabalável. Repare-se até, feito notável, mantêm o seu núcleo duro basicamente desde a sua formação, em 1991. Uma voz inconfundível e um trabalho de guitarra tão versátil e arrojado como só Jeff Loomis é capaz de assinar, fazem dos Nevermore uma entidade quase impossível de caracterizar por termos ou conceitos pré-estabelecidos. São Nevermore… e assim continuam.
“The Obsidian Conspiracy”
[CD – Century Media]
Já não restam dúvidas que ao fim de sete álbuns este quarteto de Seattle já nada tem a provar e sabe que explorando a própria estranheza da sua identidade encontra a sua grande imagem de marca. Entretanto, o groove, a pujança, a técnica e a melodia continuam lá, bem como a emocionalidade e sentido épico na voz de Warrel Dane. Alternando inteligentemente em termos de dinâmica, aliás, como sempre, os Nevermore concebem riffs esmagadores como os de “And The Maiden Spoke”, “Without Morals”, “She Comes In Colors” ou “The Obsidian Conspiracy” ao mesmo tempo que conseguem tocar-nos com a profunda melancolia de “The Blue Marble And The New Soul”, onde as letras de Dane ajudam grandemente, bem como os solos retro de Loomis. Já os refrões de “Termination Proclamation” e “Emptiness Unobstructed” são sacados em “laboratório” e prometem provocar coros arrepiantes ao vivo.
Para uma média tão alta em termos qualitativos no percurso de uma carreira, um álbum como “The Obsidian Conspiracy” acaba por não ser revolucionário, mas promete certamente manter a “alta rotação” e oferece alguns dos temas mais sólidos que os Nevermore alguma vez escreveram. [8/10] N.C.
Estilo: Progressive/Groove Metal
Discografia:
- “Nevermore” [CD 1995]
- “The Politics Of Ecstasy” [CD 1996]
- “Dreaming Neon Black” [CD 1999]
- “Dead Heart In A Dead World” [CD 2000]
- “Enemies Of Reality” [CD 2003]
- “This Godless Endeavor” [CD 2005]
- “The Obsidian Conspiracy” [CD 2010]
www.myspace.com/nevermorefans
Estilo: Progressive/Groove Metal
Discografia:
- “Nevermore” [CD 1995]
- “The Politics Of Ecstasy” [CD 1996]
- “Dreaming Neon Black” [CD 1999]
- “Dead Heart In A Dead World” [CD 2000]
- “Enemies Of Reality” [CD 2003]
- “This Godless Endeavor” [CD 2005]
- “The Obsidian Conspiracy” [CD 2010]
www.myspace.com/nevermorefans
Dark Wings Syndrome - Estreia em álbum pela Ethereal Sound Works
SWR.Inc / I Am Rock - Agenda para os próximos meses
Tuesday, May 18, 2010
Entrevista La Fin Du Monde
O FIM NÃO É AQUI
"Boa música é boa música, independentemente do género".
Fazer parte de uma cena em franca expansão e inevitavelmente a roçar já alguma diluição criativa pode tornar-se problemático tanto para as bandas mais jovens como para as mais emblemáticas. Todavia, a existência dos La Fin Du Monde justifica-se. Dois baixos, duas guitarras e uma bateria criam um emaranhado de ambientes ora mais harmonioso ora mais psicadélico, e enfatizam uma costela progressiva mais tradicional que ajuda grandemente a fortalecer a sua identidade. Oriundos de Chico, na Califórnia, área demarcada pela referência Isis, assinaram recentemente o seu segundo longa-duração, intitulado “Monolith”. Foi este o pretexto para a conversa com o baixista Mike Crew.
Quando decidiram reactivar a banda houve como que um sentimento de traição para com o vosso amigo Jeremy Roots?
[risos] Não propriamente. Ele ficou feliz de saber que íamos continuar com a banda e mantivemos a nossa forte amizade. Ele até tem um projecto novo muito interessante, chamado Fear Of Ghosts. Nós todos desejamos estar aptos para contribuir com este projecto.
Em que aspectos se consideram peculiares no espectro imenso e emergente do post-rock/metal?
Para dizer a verdade, não pensamos muito nisso. Quando enveredámos por essa “cena” esta não dava qualquer sinal de expansão e era muito raro surgir bandas instrumentais. Pelo menos no que diz respeito às bandas com que tocámos… Hoje em dia parece haver muito mais bandas a praticar esse tipo de som. Não te podes desviar dos teus princípios para atingir algo ou as coisas acabam por soar artificiais. Nós apenas tentamos compor segundo ideias que nos surgem naturalmente e somos honestos para com elas. Eu acho que as pessoas se preocupam demasiado com géneros. Boa música é boa música, independentemente do género.
Que estado de espírito é necessário para se compor para os La Fin Du Monde? Trata-se apenas de deixar fluir ideias?
Sim, em alguns aspectos. Nunca aconteceu um de nós escrever um tema inteiro. Normalmente alguém aparece com uma ideia e juntos pegamos nela para ver até onde nos leva. Este processo pode ser muito moroso, mas dessa forma todos damos um contributo aos temas. Nós deixamos mesmo as ideias fluir, mas ao mesmo tempo somos muito meticulosos com os detalhes.
Vocês têm a grande particularidade de terem dois baixistas. Como se proporcionou essa situação e quais as preocupações ao compor sob esta configuração?
Antes de formarmos os La Fin Du Monde todos fizemos parte de duas bandas que passaram a vida a tocar juntas. Quando estas bandas acabaram decidimos fazer umas jams. A ideia dos dois baixistas veio daí. Todavia, nós nem pensamos muito nessa situação. O Josh [baixista] e eu temos estilos muito diferentes mas complementares. Portanto, a coisa acaba por funcionar. Para além disso, ter dois baixistas ajuda a libertar os guitarristas para fazer o que quer que seja sem a preocupação de terem que segurar a parte grave de certa passagem. Isso também solta o baterista no sentido de explorar ideias diferentes sem ter que se "trancar" com um instrumento em particular.
Sendo os La Fin Du Monde uma banda instrumental, mas que não envereda pelo virtuosismo técnico, porque acham que as pessoas se interessam por vós?
Nós tentamos superar-nos sem perder a emocionalidade da nossa música. Gostamos de experimentar diferentes compassos, entre outras coisas, mas não queremos levar essa atitude demasiado longe e comprometer o feeling da música. Contudo, as pessoas podem dar mais ou menos atenção aos detalhes que quiserem. Está tudo aberto a diferentes interpretações.
Como reage, normalmente, o público ao vivo?
Obtemos diferentes reacções, desde pessoal que entra na onda connosco e está lá para rockar aos que estão de olhar pálido e braços cruzados. Nunca sabemos o que nos espera. Temos apenas de cumprir o nosso papel.
É de alguma forma expectável que possam adicionar um vocalista no futuro?
Não nos vejo a integrar um vocalista a tempo inteiro. No entanto, seria fixe colaborarmos com alguns amigos e ter alguns vocalistas convidados numa ou noutra faixa…
Tanto quanto me inteirei, os La Fin Du Monde mantêm um estatuto muito underground e independente, tocando em espaços muito pequenos maioritariamente na sua zona. Imaginam-se a crescer e a alcançar o grande público ou isso é incompatível com a essência da vossa música?
Ficaríamos felizes por sermos conhecidos pelas grandes massas, mas, realmente, não é algo que se coadune harmoniosamente com este género musical. Nós não nos desviamos do nosso trajecto para atingir um estatuto de “super banda indie”. Se pudéssemos chegar ao grande público e não tivéssemos que comprometer a nossa identidade musical seria excelente! Apenas fazemos o melhor que podemos com o melhor que temos.
Pode-se aceitar uma “cena” post/progressiva na Califórnia?
Parece haver um grande número de bandas deste tipo por aqui ou na costa oeste no geral. Os Isis serão o nome mais sonante dessa lista e estou certo de que servem de influência para muitas dessas bandas.
E para vós, quais são as maiores influências?
As nossas influências estendem-se a todo o mapa. Vou mencionar apenas algumas: King Crimson, The Cure, Yes, Pink Floyd antigo, Tortoise, Failure, Smashing Pumpkins, Nirvana, Radiohead, Sunny Day Real Estate, Portishead, Deftones, The Melvins, Neurosis, Chavez… E podia continuar aqui vários dias.
Como funcionam em termos de gravações e edições? É tudo feito por conta e meios próprios?
Para os últimos dois álbuns fizemos a captação num estúdio muito bom, em Cotati, chamado Prairie Sun. Depois fizemos overdubbs e adicionámos texturas, tanto na nossa sala de ensaios como na casa do nosso engenheiro. Portanto, as gravações foram todas auto-financiadas mas também feitas num bom estúdio.
Quando gravam fazem os possíveis para fazê-lo da forma mais natural e live possível?
Nós gravámos as pistas base ao vivo todos juntos na sala. Depois adicionamos alguns layers. Nós gostamos de um disco a soar orgânico. As coisas ficaram um pouco fora de controlo a partir do momento em que toda a gente passou a ter acesso ao Pro Tools e pôde adicionar milhões de coisas diferentes às suas faixas. Isso até pode ser bom, mas pode-se muito bem perder o feeling e a energia se se começar a tentar aperfeiçoar demasiado as coisas. Porém, parte da razão porque gravamos assim tem que ver com questões de orçamento. Quando não tens muito dinheiro ou tempo para gravar tens que fazer as coisas o mais eficiente possível. É muito bom gravar dessa forma, mas gostaria de diversificar um pouco mais na próxima gravação.
Segundo consta, vocês têm mais três discos. Fale-nos um pouco mais deles uma vez que não é fácil encontrar informação na internet.
Bom, o nosso primeiro registo é um EP ainda da altura em que o Jeremy Root estava na banda. Gravámo-lo na casa do nosso baterista e fizemo-lo super rápido. Está esgotado e, para dizer a verdade, nunca soou muito bem. Nós queríamos apenas ter algo editado. O nosso segundo álbum foi um EP de três temas que gravámos no colégio local. Também está esgotado mas podem ouvir um dos seus temas, “The Farce”, no nosso Myspace. O nosso terceiro lançamento trata-se de um disco intitulado “Life As It Should Be”, o qual ainda vendemos nos concertos e está disponível online através do CD Baby e do iTunes.
Têm algum plano para reeditar este material esgotado?
Não.
E quanto tempo podemos esperar para ouvir um novo álbum vosso?
Nós temos dois temas novos até agora. Eu gostava de escrever vários temas esse Verão e, provavelmente, um novo disco deve sair pouco tempo depois. Nós estamos sempre a tentar escrever e manter as coisas a progredir.
Quando decidiram reactivar a banda houve como que um sentimento de traição para com o vosso amigo Jeremy Roots?
[risos] Não propriamente. Ele ficou feliz de saber que íamos continuar com a banda e mantivemos a nossa forte amizade. Ele até tem um projecto novo muito interessante, chamado Fear Of Ghosts. Nós todos desejamos estar aptos para contribuir com este projecto.
Em que aspectos se consideram peculiares no espectro imenso e emergente do post-rock/metal?
Para dizer a verdade, não pensamos muito nisso. Quando enveredámos por essa “cena” esta não dava qualquer sinal de expansão e era muito raro surgir bandas instrumentais. Pelo menos no que diz respeito às bandas com que tocámos… Hoje em dia parece haver muito mais bandas a praticar esse tipo de som. Não te podes desviar dos teus princípios para atingir algo ou as coisas acabam por soar artificiais. Nós apenas tentamos compor segundo ideias que nos surgem naturalmente e somos honestos para com elas. Eu acho que as pessoas se preocupam demasiado com géneros. Boa música é boa música, independentemente do género.
Sim, em alguns aspectos. Nunca aconteceu um de nós escrever um tema inteiro. Normalmente alguém aparece com uma ideia e juntos pegamos nela para ver até onde nos leva. Este processo pode ser muito moroso, mas dessa forma todos damos um contributo aos temas. Nós deixamos mesmo as ideias fluir, mas ao mesmo tempo somos muito meticulosos com os detalhes.
Vocês têm a grande particularidade de terem dois baixistas. Como se proporcionou essa situação e quais as preocupações ao compor sob esta configuração?
Antes de formarmos os La Fin Du Monde todos fizemos parte de duas bandas que passaram a vida a tocar juntas. Quando estas bandas acabaram decidimos fazer umas jams. A ideia dos dois baixistas veio daí. Todavia, nós nem pensamos muito nessa situação. O Josh [baixista] e eu temos estilos muito diferentes mas complementares. Portanto, a coisa acaba por funcionar. Para além disso, ter dois baixistas ajuda a libertar os guitarristas para fazer o que quer que seja sem a preocupação de terem que segurar a parte grave de certa passagem. Isso também solta o baterista no sentido de explorar ideias diferentes sem ter que se "trancar" com um instrumento em particular.
Sendo os La Fin Du Monde uma banda instrumental, mas que não envereda pelo virtuosismo técnico, porque acham que as pessoas se interessam por vós?
Nós tentamos superar-nos sem perder a emocionalidade da nossa música. Gostamos de experimentar diferentes compassos, entre outras coisas, mas não queremos levar essa atitude demasiado longe e comprometer o feeling da música. Contudo, as pessoas podem dar mais ou menos atenção aos detalhes que quiserem. Está tudo aberto a diferentes interpretações.
Como reage, normalmente, o público ao vivo?
Obtemos diferentes reacções, desde pessoal que entra na onda connosco e está lá para rockar aos que estão de olhar pálido e braços cruzados. Nunca sabemos o que nos espera. Temos apenas de cumprir o nosso papel.
Não nos vejo a integrar um vocalista a tempo inteiro. No entanto, seria fixe colaborarmos com alguns amigos e ter alguns vocalistas convidados numa ou noutra faixa…
Tanto quanto me inteirei, os La Fin Du Monde mantêm um estatuto muito underground e independente, tocando em espaços muito pequenos maioritariamente na sua zona. Imaginam-se a crescer e a alcançar o grande público ou isso é incompatível com a essência da vossa música?
Ficaríamos felizes por sermos conhecidos pelas grandes massas, mas, realmente, não é algo que se coadune harmoniosamente com este género musical. Nós não nos desviamos do nosso trajecto para atingir um estatuto de “super banda indie”. Se pudéssemos chegar ao grande público e não tivéssemos que comprometer a nossa identidade musical seria excelente! Apenas fazemos o melhor que podemos com o melhor que temos.
Pode-se aceitar uma “cena” post/progressiva na Califórnia?
Parece haver um grande número de bandas deste tipo por aqui ou na costa oeste no geral. Os Isis serão o nome mais sonante dessa lista e estou certo de que servem de influência para muitas dessas bandas.
E para vós, quais são as maiores influências?
As nossas influências estendem-se a todo o mapa. Vou mencionar apenas algumas: King Crimson, The Cure, Yes, Pink Floyd antigo, Tortoise, Failure, Smashing Pumpkins, Nirvana, Radiohead, Sunny Day Real Estate, Portishead, Deftones, The Melvins, Neurosis, Chavez… E podia continuar aqui vários dias.
Como funcionam em termos de gravações e edições? É tudo feito por conta e meios próprios?
Para os últimos dois álbuns fizemos a captação num estúdio muito bom, em Cotati, chamado Prairie Sun. Depois fizemos overdubbs e adicionámos texturas, tanto na nossa sala de ensaios como na casa do nosso engenheiro. Portanto, as gravações foram todas auto-financiadas mas também feitas num bom estúdio.
Quando gravam fazem os possíveis para fazê-lo da forma mais natural e live possível?
Nós gravámos as pistas base ao vivo todos juntos na sala. Depois adicionamos alguns layers. Nós gostamos de um disco a soar orgânico. As coisas ficaram um pouco fora de controlo a partir do momento em que toda a gente passou a ter acesso ao Pro Tools e pôde adicionar milhões de coisas diferentes às suas faixas. Isso até pode ser bom, mas pode-se muito bem perder o feeling e a energia se se começar a tentar aperfeiçoar demasiado as coisas. Porém, parte da razão porque gravamos assim tem que ver com questões de orçamento. Quando não tens muito dinheiro ou tempo para gravar tens que fazer as coisas o mais eficiente possível. É muito bom gravar dessa forma, mas gostaria de diversificar um pouco mais na próxima gravação.
Bom, o nosso primeiro registo é um EP ainda da altura em que o Jeremy Root estava na banda. Gravámo-lo na casa do nosso baterista e fizemo-lo super rápido. Está esgotado e, para dizer a verdade, nunca soou muito bem. Nós queríamos apenas ter algo editado. O nosso segundo álbum foi um EP de três temas que gravámos no colégio local. Também está esgotado mas podem ouvir um dos seus temas, “The Farce”, no nosso Myspace. O nosso terceiro lançamento trata-se de um disco intitulado “Life As It Should Be”, o qual ainda vendemos nos concertos e está disponível online através do CD Baby e do iTunes.
Têm algum plano para reeditar este material esgotado?
Não.
E quanto tempo podemos esperar para ouvir um novo álbum vosso?
Nós temos dois temas novos até agora. Eu gostava de escrever vários temas esse Verão e, provavelmente, um novo disco deve sair pouco tempo depois. Nós estamos sempre a tentar escrever e manter as coisas a progredir.
Nuno Costa
Metal Container - Nova edição esta sexta
Monday, May 17, 2010
Live Summer Fest 2010 - Cartaz final divulgado
Ronnie James Dio - Morre um dos maiores ícones da música de peso
Thursday, May 13, 2010
Slash - Estreia a solo em Portugal
VIII Blindagem Metal Fest - Bandas nacionais em celebração de programa de rádio
Darkside of Innocence - Anunciam título de novo álbum
Crónica
Nos anos mais recentes aumentou a oferta de eventos de Metal inacessíveis à generalidade das bolsas, que a recessão mundial se encarregou de agravar, não obstante os atractivos fornecidos. Os médios e grandes festivais europeus são disso exemplo. Apesar dos incentivos oferecidos pelos organizadores e promotores (acampamento e estacionamento gratuitos, pacotes promocionais, ofertas várias, vouchers e outros descontos, etc.) os fãs desembolsam pequenas fortunas em bilhetes, viagens, estadias, comida, bebida e merchandise. Nem os melómanos residentes nos países organizadores escapam ao genocídio da sua economia doméstica.
Assola-nos então a pergunta óbvia: estará o Metal a tornar-se um género musical elitista? Obviamente que não, dado a oferta lúdica e cultural em torno do Som Eterno englobar numerosas soluções dirigidas aos vários estratos socioeconómicos. Porém, é verdade que, à semelhança das outras formas artísticas, a oferta lúdica e cultural disponível tende naturalmente a especializar-se ao mesmo tempo que se expande, disponibilizando os operadores produtos e serviços dirigidos a públicos-alvo segmentados por classes económico-sociais. Ao contrário do que alguns puristas fanáticos defendem, não é o aumento da oferta cultural dirigida às elites metaleiras que torna o género mais falso ou mainstream.
De facto, os fãs economicamente independentes, com salários superiores à média e poder de aquisição correspondente, formação superior, bem sucedidos em termos profissionais, não raras vezes assumindo cargos de topo ou intermédios, tornaram-se nos anos mais recentes um nicho de mercado particularmente apetecível, atraindo empresas prestadoras de serviços de luxo e outras gamas altas no sector do entretenimento e do lazer. Ou seja, está em marcha a criação de novos modelos de negócio, inovadores, com produtos e serviços de elevada qualidade e grau de personalização dirigidos a um público exigente, dotado de enorme potencial consumista.
70 mil toneladas de Metal flutuante
A mais recente prova da tendência foi o anúncio do inovador cruzeiro/festival temático flutuante 70000 Tons of Metal (www.70000tons.com), a realizar entre 24 e 28 de Janeiro de 2011 a bordo do luxuoso transatlântico Majesty of the Seas com partida de Miami, na Flórida (EUA), escala em Cozumel, no México, e regresso a Miami. Ao longo dos cinco dias e quatro noites que dura a viagem 40 bandas farão a bordo dois espectáculos cada, em vários palcos ao ar livre e em salas fechadas, prevendo-se a realização de oito concertos diários (no momento em que redijo estas linhas - iniciadas a 2 de Abril - está confirmada a presença dos Moonspell, Death Angel, Saxon, Amon Amarth, Epica, Stratovarius, Obituary, Trouble, Finntroll, Sodom, Sonata Artica, Raven, Uli Jon Roth, Swashbuckle e Witch Burner, assegurando uma ampla e diversificada oferta musical). Além dos espectáculos realizar-se-ão workshops, sessões de autógrafos, festas de karaoke e eventos análogos.
Durante o cruzeiro dois mil passageiros/fãs irão partilhar o mesmo espaço que as bandas 24horas por dia, num conceito de backstage pass ilimitado. A calendarização dos eventos será conhecida algumas semanas antes da partida, assegurando a canadiana Ultimate Music Cruises Inc. (www.umcruises.com), organizadora do evento, que as mesmas duas bandas não actuarão em simultâneo mais de uma vez, garantindo assim que os fãs tenham possibilidade de ver todos os grupos ao vivo. Os preços variam entre os 666 dólares (cerca de 498€) e os 2999 dólares (2241€) por cabeça, conforme a localização dos quartos e das suites, bem como do número de pessoas e de camas por cada espaço de alojamento.
Sendo este conceito particularmente atractivo, e fazendo fé na designação da empresa organizadora, facilmente depreendo que outros cruzeiros temáticos baseados noutros géneros musicais poderão ser igualmente uma realidade. Ou, quem sabe, a repetição do evento 70000 Tons of Metal, se a receptividade dos fãs o justificar. O potencial é enorme, “matéria-prima” – vulgo bandas - não falta, público (aparentemente) também não (a julgar pelo animado fórum alojado no site do evento) e as ideias abundam. Aguardo expectante a oferta que a Ultimate Music Cruises Inc. nos reservará no futuro.
A título de curiosidade, permitam-me enunciar as características distintivas que fazem do megalómano Majesty of the Seas uma verdadeira pérola dos mares. Alvo de uma remodelação em 2007 na ordem dos 36 milhões de dólares o transatlântico, explorado pela Royal Caribbean International, pesa 73,941 toneladas, mede 282 metros de comprimento e 32 metros de largura, tem 12 andares, emprega 833 tripulantes e tem capacidade para receber 2,744 passageiros. É dotado de um enorme ginásio equipado com aparelhos modernos, várias piscinas, casino, bares recheados, diversos restaurantes e numerosas outras infra-estruturas. Um navio digno de receber passageiros de peso.
Ao sol de Ibiza
Com moldes diferentes mas dirigido ao mesmo nicho endinheirado, embora adepto das sonoridades mais melódicas do Metal, o primeiro evento Hard Rock Hell Road Trip (www.hrhroadtrip.com) - organizado pelos promotores do festival britânico Hard Rock Hell, actualmente realizado em Pontin's Holiday Village, Prestatyn, no País de Gales, e que este ano realiza a sua quarta edição -, acontece na selectiva ilha espanhola de Ibiza entre 2 e 9 de Junho próximo.
Durante uma semana mil fãs irão assistir a concertos de 20 bandas internacionais – a que deverão acrescentar-se algumas espanholas - à razão de quatro por cada uma das cinco noites temáticas dedicadas aos subgéneros/temas Classic Rock, New Wave of British Heavy Metal (NWoBHM), Battle Metal/Metal Clássico, Jovens Talentos e Prog Metal. Os órgãos de comunicação social “Classic Rock”, “Metal Hammer”, “Classic Prog”, Rock Radio e Scuzz TV, que patrocinam o evento, terão cada um o seu próprio espaço, onde irão decorrer várias actividades lúdicas e culturais relacionadas com a música pesada. Wolf, Grand Magus, Die Apokalyptischen Reiter, Alestorm, TYR, Battlelore, Attica Rage, Girlschool, The Quireboys, Spit Like This, Gun e Neil Buchanan's Marseille são algumas das bandas cuja presença está assegurada.
Além dos concertos o evento inclui longas sessões de DJing, espectáculos unplugged em espaços junto à praia ao pôr-do-sol, passeios de catamarã, prática de desportos vários, com especial destaque para os aquáticos, um rally ao ar livre, sessões de karaoke, etc. Os ingressos, individuais, custam 190 libras (218€) para os iniciados ou 180 libras (cerca de 207€) para quem já haja frequentado o festival Hard Rock Hell. As crianças até aos 11 anos têm entrada gratuita e as dos 11 aos 14 pagam 50% do ingresso, estando igualmente disponível um serviço de baby sitting.
No fundo, é todo um novo conceito no que ao turismo musical se refere. As potencialidades estão à vista, abrindo-se interessantíssimas perspectivas futuras no que à oferta dirigida ao segmento alto do mercado metálico diz respeito. Oportunidades de negócio não faltarão certamente, assim a criatividade e a variedade da oferta continuem a ir ao encontro das necessidades de um público tão exigente quanto específico.
Dico
Monday, April 26, 2010
Stampkase - Em estúdio a partir de Maio
Sunday, April 25, 2010
Vagos Open Air 2010 - My Dying Bride confirmados
Friday, April 23, 2010
Crónica
O fenómeno das bandas de covers [ou versões] é algo “milenar” mas que só muito recentemente chegou aos Açores. Ou pelo menos de forma visível, até porque sempre as houveram. Contudo, o “nano-circuíto” de bares que se criou nos últimos tempos, reconheça-se, até bastante aceitável para a dimensão da região, ou mais propriamente da ilha de S. Miguel, e mesmo a mudança de mentalidade de alguns gerentes que se apercebem do perfil, embora sempre transitório, do cliente e começam a equipar os seus espaços para receber música ao vivo, fazem com que hoje em dia se amontoem e multipliquem as bandas de covers e a animação nocturna tenda a tornar-se monótona e previsível. Se me perguntarem: então preferes que se volte ao modelo do DJ e da pista de dança? É uma opinião pessoal: não.
Onde está o problema? A grande responsabilidade de se ter que variar os setlists, perante uma concorrência que começa a ser feroz, e a dissimulação de outros projectos que vêem na criatividade o seu pressuposto de vida. Atrás, o termo concorrência acaba por ficar bem atribuído e retrata com objectividade um dos propósitos mais “obscuros” da questão: a premissa de se facturar dinheiro. Já o termo criatividade é discutível: nem sempre uma banda de originais é assim tão criativa e interessante.
De qualquer forma, o assunto é melindroso e mexe com a moral de pessoas e músicos. Será preciso algum bom-senso ao interpretar este texto. Não há, objectivamente, nenhum mal em querer-se ser remunerado por horas e horas de trabalho árduo e honesto, muito menos depois se ter tido que desbravar um inóspito caminho repleto de ignorantes que nos tentam travar o progresso e se ter investido fortunas em material, milhares de horas a compor e a planear gravações e não se ver nenhum retorno com isso. É legítimo cansarmo-nos de tanta luta, indiscutivelmente.
Não deixa, no entanto, de ser preocupante quando muitas e promissoras bandas começam a ser deixadas para segundo plano, pois os seus músicos preferem criar mais uma banda de covers talvez na busca da tal profissionalização... a todo o custo. Percebe-se que a maneira como a sociedade vê a música e para que a consome, pouco ou nada tem a ver com estímulo intelectual ou cultural, logo, cada vez mais, as bandas de originais parecem condenadas. No fundo, quer-se apenas um pezinho de dança ao fim-de-semana com algo que nos seja familiar e não “machuque” muito o juízo. Será também legítimo aproveitarmo-nos disso? Provavelmente, mas também não traz nada de pedagógico.
Olhando para os factos e possíveis consequências: as previsões locais em termos de calendário, particularmente no que toca ao Metal, não são nada animadoras. Até agora os concertos foram praticamente uma nulidade e o mais grave é que pouco se perspectiva para o que resta de 2010. Se para a contabilidade final é muito importante também os concertos de Metal organizados em bares, por aventureiros das próprias bandas, a filosofia que parece reinar neste momento, tanto junto de proprietários dos bares como dos próprios músicos, não parece viabilizar pensamentos muito optimistas. Provavelmente, a moda [é que é mesmo esse o termo] das bandas de covers terá que entrar em declínio e começar-se novamente a dar uma ou outra oportunidade às bandas de originais.
Necessariamente, uma questão muito pertinente e talvez o melhor é dar a liberdade para cada um fazer o que melhor achar nas devidas circunstâncias, de aperto ou fartura. Ninguém pode apontar o dedo a ninguém. No entanto, assuma-se, é insubstituível a satisfação de se fazer o que se gosta, preferencialmente com reconhecimento mediático e retorno financeiro. Fica a grande questão: vale a pena continuar a lutar?
Nuno Costa
Kataklysm - Novo álbum em Agosto
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