Monday, August 31, 2009

Review

NOCTEM
“Divinity”

[CD – Noisehead Records]

Se a expressão “de Espanha nem bom vento nem bom casamento” já perdeu significado há várias décadas, e hoje a relação política e económica entre os dois países é cooperativa e interdependente, na música extrema começa também a consagrar-se esta postura. São cada vez mais as bandas espanholas a dar um pulinho ao nosso extremo ibérico com os seus álbuns em riste para entrar pelas nossas salas de espectáculos e, principalmente, a música que criam começa aos poucos a revelar suficiente interesse para o nosso, nem sempre mesquinho mas também exigente, público. O caso dos Noctem é elucidativo.

Surgem em 2001 em Valência e desde então já atiraram para o mercado duas demos e um álbum ao vivo. Já este ano fazem a sua estreia em longa-duração com “Divinity” e regressam a Portugal para quatro datas em Setembro. Pelo meio ficam ainda várias digressões de relativa importância pelo resto da Europa.

Em termos de filosofia musical, defendem a necessidade de inovar. Ora como isto talvez seja pedir muito, ainda mais para uma banda espanhola [isto sem qualquer tipo de xenofobia, mas sim traduzindo um “inquérito” fiel das suas tradições], já nem chega para nos induzir em erro. Contudo, há a louvar aqui o esforço considerável em mesclar black, death e thrash metal, sempre num ritmo alto e intenso, com uma ou outra inadvertida passagem acústica/ambiental, subtis arranjos orquestrais e produção acima da média para uma banda que é praticamente desconhecida do público.

A juntar a isso, os Noctem revelam-se hábeis executantes, com ripanços fulgurantes nas guitarras e um elevado vigor rítmico expresso num trabalho de bateria venenoso e cru, mas, a momentos, maquinal como em “The Call Of Oricalco’s Horn” ou no tema título. O registo vocal de Beneth, apesar de se perder um pouco perante a preponderância instrumental, acaba por cumprir e mostrar versatilidade, ora com passagens mais agudas e arranhadas, ora mais guturais. Este e outros apontamentos revelam que a banda, de facto, esconjura a estagnação, embora ainda tenha que ser mais ousada para alcançar a tal “inovação” que reclama. Pelo menos demonstra uma interessante capacidade para se situar entre o tradicional e o moderno.

Em suma, “Divinity” é um acesso interessante de sangue a correr quente na veia de uma banda ainda jovem na alta-roda do som de peso, mas que a seu tempo pode cobrar outra aragem à cena extrema espanhola. [7/10] N.C.

Estilo: Black/Death/Thrash

Discografia:
- “Unholy Blood” [Demo CD 2002]
- “Live 2004” [CD 2004]
- “God Among Slaves” [Demo CD 2007]
- “Divinity” [CD 2009]

www.myspace.com/noctemofficial

A Song For Chi - Tema para ajudar baixista dos Deftones

Está já disponível para download gratuito em www.modlife.com/asongforchi o tema instrumental “A Song For Chi”, um projecto de solidariedade comandado por Reginald “Fieldy” Arzivu, baixista dos Korn, em cooperação com um vasto leque de músicos ilustres na área do Heavy Metal, que tem como objectivo recolher fundos para ajudar o baixista dos Deftones, Chi Cheng, a recuperar de um estado de coma em que entrou desde que sofreu um grave acidente de viação a 4 de Novembro de 2008, na Califórnia. A sua situação financeira agravou-se desde que a sua companhia de seguros lhe deixou de pagar o tratamento clínico, em Janeiro último, levando a que a sua residência fosse já entregue ao banco. Este projecto apela à sensibilidade de todos os que quiserem ajudar o músico e a sua família, efectuando um donativo no site atrás referido. Neste participam, concretamente, Jim Root [Slipknot], Sid Wilson [Slipknot], Ray Luzier [Korn], Dave McClain [Machine Head], Robert Trujillo [Metallica], Clint Lowery [Sevendust], Morgan Rose [Sevendust], Brian “Head” Welch [Korn], James “Munky” Shaffer [Korn], Wayne Lozinak [Hatebreed], Wuv [P.O.D.], Mike Wengren [Disturbed] e Adam Dutkiewicz [Killswitch Engage], para além do mentor do projecto, “Fieldy”. Este tema foi ainda produzido por Q [Still Well] e captado por Q e Ralph Platan. A mistura ficou a cargo de Jim “Bud” Monti.

Sunday, August 30, 2009

Epica - Regresso em Novembro

Depois da recente passagem por Vagos, os Epica regressam a Portugal no dia 1 de Novembro para um espectáculo na Incrível Almadense. Nesta altura, o grupo de Simone Simons tem disponível no mercado o seu quinto longa-duração, “Design Your Universe”, o que fará deste um espectáculo especial. A acompanhá-los estarão os finlandeses Amberian Dawn, uma recente surpresa na área do power metal neo-clássico, e os Sons Of Season, banda do teclista Oliver Palotai [Kamelot, Doro, Blaze, Circle II Circle] e do vocalista Henning Basse [Metalium, Errantry, Brainstorm], que estrearam-se este ano com “Gods Of Vermin”. Os bilhetes estão à venda nos locais habituais por 20€.

Saturday, August 29, 2009

Bonecrusher Fest - Estreia The Black Dahlia Murder em Portugal

Promete peso avassalador e várias estreias em Portugal. O festival itinerante Bonecrusher passa pelo Cine-Teatro Júlio Diniz, no Porto, no dia 28 de Janeiro do próximo ano, e traz na sua ementa os Ingested, Carnifex, The Faceless, Obscura, Necrophobic, 3 Inches Of Blood e The Black Dahlia Murder. Entre 8 de Janeiro e 2 de Fevereiro, o festival tem uma agenda muito preenchida, parando apenas uma vez e percorrendo países como Espanha, Inglaterra, França, Alemanha, República Checa e Hungria. Os bilhetes estarão à venda brevemente pela promotora SWR Inc., a 25 [pré-venda] ou 30€ [no dia].

Friday, August 28, 2009

Especial October Loud IX

A LONE VARIANT

“Talvez o que falta é mesmo marcar uma posição e mostrar-nos ao povo”, é assim que Diogo Lima, jovem de 16, encara a existência dos seus A Lone Variant numa região Açores onde é marginal o rock ambiental, psicadélico e “lamacento” que pratica. Criado apenas em Janeiro do presente ano, mas já com um EP editado, “Lo-Fi Experiments From A Dying Supernova”, acaba por revelar-se uma surpresa e um esforço louvável em trazer mais frescura a uma cena local cada vez mais rica e diversificada. Pouco interessado em circunscrever-se em qualquer tendência contígua, o músico acredita que “é apenas mais um puto a dar os primeiros passos num mundo de gente crescida” à procura de “ganhar experiência e aperfeiçoar” o seu trabalho; mas não deixa de ser um exemplo a sua obstinação.

Apesar do desafio em impor o seu trabalho, Diogo acredita que não é ignorado: “Há mais uma indiferença das pessoas, talvez, por não praticar aquele som que procuram ou gostam. Não tenho problema com isso”. Ao mesmo tempo, confessa que as reacções ao seu primeiro trabalho são bastante satisfatórias. “Não tinha expectativa nenhuma, o que faz com que tudo o que de bom veio fosse… espectacular. Tive comentários, algumas reviews e convites por parte de rádios, o que para um trabalho tão pequeno e que não tinha assim em tão grande conta, é maravilhoso”.

Apesar das portas que o festival October Loud abre a muitas jovens bandas, talvez ninguém esperasse que estivesse para tão breve a sua estreia ao vivo, até porque a formação do grupo ainda não estava completa. “De facto, foi um milagre o João Bettencourt [baterista dos Anjos Negros] estar disponível para nos ajudar no concerto. Acho que temos um line-up consistente, não só constituído por estreantes na matéria [eu, o António Gomes e o Fábio Pereira], mas também temos a ajuda do João e do Cristóvão [Ferreira – Spank Lord, Violent Vendetta] ajudando-nos, mais uma vez, a crescer musicalmente”.

Resgatando mais algumas reacções dos participantes no October Loud sobre a própria estrutura do festival, Diogo é peremptório ao considerar que “este começa a ganhar um estatuto muito importante na música açoriana. […] Se o evento, preparado como está este ano, for um sucesso, creio que tornar-se-á um marco e daqui para a frente, só o céu será o limite”.

Segundo projecto a pisar o palco do Salão de S. José, no dia 1 de Outubro, o mentor dos A Lone Variant deixa um apelo: “Apareçam […]. O modelo “Pay What You Want” faz com que não se inventem desculpas no campo do “ah, não tinha dinheiro” e sempre fazem um pouco de caridade e vêm os Crossfaith. Apareçam também nos outros dias que vai ser um evento excepcional”.

Line-up:
Diogo Lima [voz/guitarra/programações]
António Gomes [voz/guitarra]
Fábio Pereira [baixo]
Cristovão Ferreira [voz]
João Bettencourt [bateria]

Ano de formação: 2009
Estilo: Post-Rock/Sludge/Drone
Discografia: "Lo-Fi Experiments From A Dying Supernova" [EP 2009]

Entrevista Minsk

MOVIMENTOS CÓSMICOS

Era bastante improvável que uma remota cidade bielorrussa, com um passado histórico martirizante, inspirasse uma banda de post-rock psicadélico do estado de Illinois. Pois bem, se pensarmos no som colapsante, denso e rejuvenescedor dos Minsk é fácil estabelecer associações. Ao terceiro disco de originais, “With Echoes In The Movement Of Stone”, este quarteto atinge um patamar artístico que lhe permite dar o justo salto para a lista do que de melhor este género musical concebe actualmente. Uma mística e envolvente entidade que abordámos na pessoa do guitarrista Chris Bennett.

Admito que caminhei assustado pela minha casa à noite depois de ouvir a vossa discografia! O vosso som é verdadeiramente profundo, introspectivo e em alguns momentos perturbante. Devo deixar de ouvir-vos? [risos]
Bom, essa decisão cabe inteiramente ao ouvinte. A nossa esperança é a de que com cada audição se estabeleçam novas perspectivas. Os nossos temas são meros reflexos do que significa existir enquanto humanos, do modo e no espaço em que o fazemos. São perspectivas únicas relacionadas com nós os quatro.

Pergunto-me várias vezes: como é que o vosso tipo de bandas funciona em termos de estado de espírito para conseguir escrever música tão… densa?
Penso que depende da pessoa que a está a criar e do dia em que surgem as ideias. As músicas são, simultaneamente, uma celebração de vida e um requiem para o tempo perdido e os idealismos destruídos. Os métodos usados para gerar um estado de espírito podem variar diariamente. Eles podem implicar caminhar na floresta ou numa cidade barulhenta, meditação, interacção social, uso de substâncias psicoactivas e podem funcionar, simplesmente, como uma maneira de esquecer um dia de trabalho.

Achei interessante a associação do vosso nome à cidade bielorrussa com o mesmo nome. Esta foi vítima de várias atrocidades ao longo dos séculos…
Achámos a história de Minsk inspiradora, nomeadamente a sua habilidade para crescer depois de ter sido completamente queimada. O simbolismo da Fénix renascida das cinzas pode ser perfeitamente aplicada a várias áreas das nossas vidas. O nome dessa cidade parece evocar um sentimento de desconhecido e mistério que esperamos traduzir para o som que criamos.

Estiveram lá alguma vez?
Não. Sondámos as possibilidades de actuar em Minsk, mas acabámos por perceber que seria algo complicado atendendo ao clima político que se vive lá actualmente. Porém, confesso que seria fantástico tocar as nossas músicas naquele sítio.

Fale-nos do processo de escrita de “With Echoes…”. Penso que este regresso é mais agressivo e menos ambiental que os seus antecessores…
Concordo que seja mais agressivo. Penso que reflecte o ambiente nas nossas vidas enquanto o escrevemos. Todavia, nunca se tratou de algo consciente. Simplesmente, formou-se dessa maneira, mas representa, inegavelmente, a nossa identidade. Em última instância, podemos tomar isto como um sinal de que crescemos como indivíduos e estamos a aplicar as nossas experiências no “ruído” que criamos.

Para além das experiências pessoais, é também recorrente basearem-se em literatura, acontecimentos históricos ou aspectos psicológicos?
Absorvemos inspiração de todas as coisas que mencionou. Alguns de nós são leitores ávidos e estudantes de História. Thoreau, Foucault, Dostoevsky, Emerson, McCarthy, Faulkner, Zinn, Kerouac; Hawthorne, Poe, Lovecraft e Gibran são apenas alguns dos autores cujas obras ajudou a moldar-nos como indivíduos. O nome da nossa banda surgiu do interesse na história da Europa de Leste.

Digamos então que são todos rapazes normais. As pessoas que pensam que precisam de psiquiatras estão completamente enganadas!
Nós precisamos de toda a ajuda. Nem todos nós conseguimos pagar um psiquiatra… por isso, criámos uma banda! [risos]

Embora o vosso som seja complicado de digerir, penso que a sua popularidade cresceu consideravelmente nos últimos anos. Imagina-o a tornar-se, ainda que relativamente, numa tendência?
Penso que tem havido uma série de bandas a tentar adicionar elementos psicadélicos à música pesada. Isso acaba por revelar-se em vários subgéneros. Acho que a imprensa tenta aglomerá-los num só… mas não prestamos muita atenção a esse assunto. Diria apenas que é muito bom haver mais bandas a explorar novas texturas na música.

Qual pode ser o maior desafio para escrever este tipo de música? Para além do sentimento, haverá também a cuidar aspectos técnicos…
Às vezes o mais difícil é saber quando uma música está concluída e tem todos os elementos precisos, sem exagerarmos nas texturas. Penso que tem que haver espaço para a música respirar. Espero que isso seja algo que estejamos a aprender a reconhecer. Uma “parede de som” é maravilhosa mas se se mantém constante pode perder a sua eficácia. Tentamos não sacrificar a alma dos temas em detrimento da técnica. Cada tema expõe-nos novos desafios.

Desta vez criaram temas mais curtos…
Penso que fomos mais directos na composição deste álbum, mas não estabelecemos limites à duração das músicas. Estas apenas surgiram mais concisas.

Onde é que se juntam para compor? Também usam aquelas salas de ensaio no meio do nada?
Escrevemos na nossa sala de ensaios e também em nossas casas, individualmente. Vamos ensaiar com algumas ideias soltas e depois começámos a percepcioná-las como banda. A minha casa, onde ensaiamos, é perto de uma floresta, portanto, é mais calma. Achei que era um bom ambiente para compor. Por vezes, usamos também algumas substâncias naturais como ferramenta benéfica para o nosso processo criativo… mas ia adorar ter uma casa no “meio do nada”. Talvez no futuro.

A pergunta pode parecer absurda, mas atendendo a que a vossa sonoridade me faz pensar em espaço e cosmos… o que acha do empreendimento do LHC, o maior acelerador de partículas do mundo, construído na Suíça? É um sinal da voracidade humana para saber tudo sobre a vida e o que a originou, sabendo que pode até correr riscos?
Bom, é difícil responder a essa pergunta sem ser hipócrita. Estou aqui sentado a responder-te a uma entrevista, mas mesmo assim sinto-me a romantizar uma maneira mais simples de viver. Todos os dias ficamos com a ideia de que as nossas vidas são mais “fáceis” do que as dos nossos pais e avós. Serão mesmo? Não tenho a certeza… As pessoas de hoje estão mais evoluídas, mas será que no sentido de fazer evoluir a espécie? Talvez estejamos a caminhar no sentido da extinção através da vontade de descobrir e conquistar o universo. O LHC é um verdadeiro testamento da ingenuidade humana, mas não consigo dizer como ele é capaz de melhorar o nosso modo de vida. Ouvi falar da preocupação de haver uma avaria que gerasse matéria negra. Penso que uma forma agrária de existência preenche a necessidade do ser humano ter contacto directo com o planeta de que depende. Se este contacto for perdido, a humanidade sofrerá e vai experienciar impensáveis tormentos.

Outro aspecto atónito neste assunto é o financeiro. Vejo um enorme paradoxo ao olhar para a quantidade astronómica de dinheiro investido neste projecto enquanto milhões de pessoas vivem com menos de um dólar por dia. O ser humano não deveria primeiro resolver problemas base da sua existência e aceitar certas coisas como elas são?
É completamente estúpido que alguém na Terra esteja sem comida. Eu vivo perto algumas das quintas mais férteis dos Estados Unidos. São usadas para cultivar milho, mas isso não garante nutrição suficiente. As grandes corporações é que conseguem tirar avultados lucros dos produtos feitos à base de milho. Porque não aproveitam estes terrenos para cultivar frutos, vegetais e grão? Devia ser mais importante garantir alimento de qualidade do que gastar milhões de dólares num super acelerador de partículas.

Terminam a vossa digressão nos Estados Unidos este mês. Como está a correr?
Acabámos há pouco tempo uma digressão na parte ocidental do país com os Wolves In The Throne Room. É a nossa zona preferida. Foi muito divertido.

Depois disso fazem uma pausa e viajam para a Europa em Outubro, permanecendo até Novembro. Que impressões têm do público do “velho continente”?
Fizemos a nossa primeira digressão europeia em Maio deste ano. Estamos muito entusiasmados por regressar tão cedo. Ficámos maravilhados pelo facto de toda a gente na Europa ser incrivelmente receptiva e hospitaleira. É diferente de estar em digressão nos Estados Unidos… pelo melhor. Preferimos. Parece que as pessoas apreciam mais as artes. Esperamos que a nossa segunda digressão europeia seja ainda melhor do que a primeira. Sentimo-nos sortudos por conhecer pessoas brilhantes do outro lado do oceano.

De resto, quais podem ser as maiores ambições de uma banda como os Minsk?
Acima de tudo, criar sons com significado e ter o prazer de partilhá-los com espíritos da mesma natureza; estarmos ainda aptos a transferir para a nossa música os nossos pensamentos e emoções. As vendas de discos não são uma preocupação.

Thursday, August 27, 2009

Biffy Clyro - Surpresa do Rock escocês em Portugal

Os rockers escoceses Biffy Clyro actuam no dia 12 de Dezembro no Santiago Alquimista, em Lisboa. Os autores do aclamado “Puzzle”, trarão na bagagem o seu novo álbum, “Only Revolutions”, a editar eventualmente em Outubro. Enquanto isso, está já disponível o novo single “That Golden Rule”. A banda alcançou um notável sucesso aquando do seu último registo, de 2007, valendo-lhes digressões ao lado de nomes como Queens Of The Stone Age, Red Hot Chilli Pepper e Muse. A partir de hoje, os bilhetes estão à venda nos locais habituais ao preço único de 20€.

Doro - Concerto em Portugal cancelado

O espectáculo da alemã Doro, agendado para 27 de Setembro no Cine-Teatro Corroios, foi cancelado por decisão da artista e seu agente. Na base desta deliberação está o cancelamento do concerto da artista em Madrid que “inviabiliza a passagem da tour em Portugal”. A promotora do evento nacional, a Prime Artists, comunica que os portadores do bilhete válido para este espectáculo devem dirigir-se ao local de compra do mesmo, no prazo máximo de 30 dias, a terminar a 26 de Setembro, para procederem à devolução do bilhete e respectivo reembolso.

Wednesday, August 26, 2009

October Loud 2009 - Cartaz completo divulgado

São no total 19 os projectos que pisarão o palco do Salão de S. José, em Ponta Delgada, entre os dias 1 e 4 de Outubro naquele que é, indiscutivelmente, um dos mais importantes eventos de Heavy Metal dos Açores. Este ano com o lema “Metal Contra o Cancro”, ao October Loud será adicionada, no seu primeiro dia, pelas 20h30, uma palestra a cargo do Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro, para o qual reverterão os lucros do evento. Durante os restantes dias no recinto do espectáculo será ainda possível adquirir t-shirts do festival e vestuário alternativo [a cargo da Batcave Gothic Store]. Todos os dias haverá também entretenimento depois dos concertos no bar Baía dos Anjos, onde se poderá assistir a videoclips, participar num Metal Karaoke e escutar um Metal DJ. Durante a tarde do último dia do festival, a organização estimula a socialização entre músicos e público afecto ao Metal com um Metal Barbecue. O bilhete para o festival custa 3€ [um dia] ou 6€ [três dias]. O primeiro dia pratica a modalidade “Pay What You Want”, portanto, o público decide o preço justo a pagar. O início dos espectáculos será, impreterivelmente, entre as 19h00 e as 20h00. Confira toda a programação em www.myspace.com/m9events.

Especial October Loud VIII

PSY ENEMY

A importância de conhecer o nosso labirinto psicológico, consciente ou inconsciente, bem como o que estimula ou inibe o comportamento humano foi o que levou Sigmund Freud a despender todas as suas energias para descobrir mais sobre o nosso Ser. A nova disciplina clínica derivada deste esforço, a Psicanálise [surgida na década de 1890], teve um grande contributo para a Humanidade e inspirou muitas análises e estudos, sendo mesmo que no meio do atlântico uma banda como os Psy Enemy revê fielmente a sua mensagem e conceito nas descobertas do neurologista austríaco. Inibir os nossos instintos “animalescos”, encarar a realidade e o eu tal qual ele é e viver com princípios morais e éticos incutidos que nos prometem tornar “fabulosos”, geram um conflito psicológico que os Psy Enemy, muito determinados, juntam à sua música. Tão clínica como a sua mensagem está a sua música: Metal obscuro repleto de intrincados compassos musicais, é o que se pode esperar no seu contexto artístico.

À semelhança do estigma que atinge muitas bandas açorianas [por exemplo, o facto dos seus jovens membros terem que deixar a sua localidade para estudar], os Psy Enemy têm andado arredados dos palcos há bastante tempo. No entanto, o seu vocalista, Miguel Raposo, garante que “o trabalho dos Psy Enemy nunca cessou”. Acrescenta ainda que “existiram alguns contratempos a nível pessoal, não colectivo” que os afectaram psicologicamente mas “o trabalho da banda nunca cessou nem nunca cessará”. “A tecnologia, hoje em dia, assim o permite”, conclui.

Já com seis anos de carreira uma das perguntas que, naturalmente, se impõe, até pelo estatuto de que a banda goza a nível local, é: para quando um disco? “Um registo é algo que ambicionamos fazer, mas só quando acharmos que estamos totalmente satisfeitos com o nosso trabalho. Continuaremos a trabalhar até esse dia aparecer”, diz Raposo.

Em relação à edição 2009 do October Loud, o vocalista não hesita em elogiar a sua organização: “É mais um festival organizado, e muito bem, por músicos! Está ainda em fase de crescimento e tende a ser um festival de culto no underground micaelense”. Raposo diz ainda que o esforço feito nos Açores deve ser realçado. “Afinal de contas já vi bandas que vieram de vários sítios do país e do mundo com espectáculos muito inferiores a algumas bandas regionais”.

Numa mensagem final em relação ao que podemos esperar do seu concerto, ficam as garantias: “Quem vê Psy Enemy ao vivo não espera ver sempre a mesma coisa. Para nós uma actuação não se resume a mostrar tatuagens ou penteados engraçados. Para nós há alturas em que não é bom. O exponencial de negatividade é muito alto; nem falamos muito depois dos concertos. Isto acontece porque sabemos bem o que estamos a fazer num palco, sabemos o que queremos transmitir às pessoas, mesmo que isso tenha repercussões em nós próprios. Acima de tudo, os membros dos Psy Enemy quando estão em palco são artistas; tornam-se parte da mensagem”. Ao seu jeito bem frontal, acrescenta: “Sejam verdadeiros naquilo que fazem e fodam-se para o que dizem os outros. Confiem sempre nas vossas capacidades e ignorem toda a gente. Ignorem tanto as críticas boas como as más. Contribuam para o bem maior”.

Line-up:
Miguel Raposo [voz]
Luís Silva [guitarra]
Fábio Amaro [guitarra]
Paulo Andrade [baixo]
Filipe Ponte [bateria]

Ano de formação: 2003
Estilo: Math Metal
Discografia: N/D
Site: www.myspace.com/psyenemy

Metalhead Events - Excursão de Lisboa para o Caos Emergente

A Metalhead Events está a organizar uma excursão para o festival Caos Emergente, em Recarei [Paredes], com partida de Sete Rios [Lisboa] no dia 11 de Setembro, entre as 10h00 e 12h00, e regresso marcado no mesmo horário no dia 14. O custo da viagem sem bilhete para o evento é de 35€; com o bilhete é de 85€. Para se inscreverem devem enviar o vosso nome e contactos [e-mail e telefone] para metalhead.events@gmail.com ou para os telefones 917 800 767 ou 965460194.

Traumático Desmame - Este sábado no Barreiro

Inserido no II Grande Arraial da Juventude do Barreiro, os Traumático Desmame actuam ao vivo no próximo sábado. Ao seu lado estarão os mexicanos Los Santeros.

Greyhound - A partir de amanhã em Portugal

Os espanhóis Greyhound cumprem já amanhã uma de duas datas lusas. Esta decorre no Arcádia Rock Bar, em Faro, com os Sarcastic Mind e Underdogz. Já no sábado, a banda de metalcore viaja até ao Porto para actuar no Metal Point ao lado dos Gates Of Hell, The Last Of Them e Fool’s Die. Segundo o seu Myspace, entre estas duas datas está agendada uma em Lisboa que, no entanto, ainda não teve mais detalhes sobre o seu local.

Pontapé na Canela 2009 - Festas de Vargos celebram Heavy Metal

Decorre já esta sexta-feira, 28 de Agosto, pelas 22h00, o espectáculo Pontapé na Canela, em Vargos [Torres Novas]. Os nomes em cartaz são os Death On The Door, Urban War, Dr. Salazar e The Ransack. A entrada é livre.

Southern Lord - Catálogo compilado

A editora norte-americana, especializada em sonoridades doom, stoner, drone e black metal, acaba de lançar “Resurrection”, uma compilação promocional do seu catálogo. Este item é composto por temas dos Wino, Pelican, Eagle Twin, Wolves In The Throne Room, Earth, Sunn 0))), entre outros, e faz-se acompanhar, gratuitamente, de qualquer compra no catálogo da editora. Pode ser adquirida também separadamente pela simbólica quantia de 0.76€.

Tuesday, August 25, 2009

Vimaranes Metallvm - Excursões para o Vila Open Air

A Vimaranes Metallvm organiza uma excursão no dia 5 de Setembro, entre Guimarães e Santo Tirso, para todos os quiserem assistir ao festival Vila Open Air. A partida é às 18h00 do Estádio D. Afonso Herinques e o preço [incluindo viagem e bilhete] é de 13€. O cartaz do festival é composto por nomes como Pitch Black, Switchtense, Thee Orakle, Revolution Within, Final Mercy, The Godiva, Hacksaw e Konker Under Pain. Acrescentamos ainda que a Vimaranes Metallvm está também a organizar excursões para os concertos de Marduk e da Progressive Nation Tour no Porto, e a Rammstein em Lisboa. Mais informações em www.vimaranesmetallvm.pt.vu.

Crónica

ADAPTAR-SE PARA SOBREVIVER

Segundo o “Diário Económico” do passado dia 8, a situação financeira das promotoras nacionais de concertos, independentemente da sua dimensão, está a agravar-se, apesar da contratação de artistas “seguros”, que garantem sucessivas enchentes. A Everything is New, a Música no Coração e a In Music We Trust apresentaram em 2007 prejuízos conjuntos de quase 1,3 milhões de euros, diz o jornal. No somatório destas empresas com a Ritmos & Blues e a Smog, apenas as duas últimas apresentaram lucros nesse ano. Em 2008 os prejuízos da Everything Is New ascenderam aos 518,600€, saldando-se a Smog pelos 3,500€ de perdas.

Já a 25 de Julho o “Expresso” tinha feito saber que os festivais e concertos em Portugal geram 33 milhões de euros de receitas anuais e são frequentados por 3,5 milhões de pessoas, das quais, segundo o jornal, apenas 50% adquirem bilhete, tendo a restante metade acesso aos eventos por convite. Somando a estes números os 90% de receitas por espectáculo que o “Expresso” diz serem arrebatadas pelo artista e respectivo agente, e obtendo a promotora unicamente os restantes 10% de margem de lucro sobre as receitas de bilheteira, não surpreende que mesmo a Everything is New e Música no Coração percam dinheiro.

A solução do problema pode residir na contratação de artistas menos caros, de menor dimensão artística, permitindo às empresas cobrar bilhetes com preços mais baixos e justos. Por outro lado, a expansão da área e modelo de negócio, abrangendo outros nichos de mercado fora da Pop/Rock, área em que estes gigantes se especializaram (com tímidas incursões no Jazz, Fado e Música do Mundo), pode igualmente gerar frutos. Aliás, o Teatro, a Música Erudita e o Bailado e outros espectáculos de pequena, média ou grande dimensão revelam-se áreas extremamente apetecíveis e em grande expansão.

Com efeito, segundo o “Público” de 5 de Agosto, no primeiro semestre do ano a afluência aumentou “nas principais salas de espectáculo” dedicadas à música, teatro e bailado. Segundo o jornal, citando fonte da agência Lusa, “o Teatro Nacional D. Maria II registou no primeiro semestre ‘salas sempre cheias’, não se notando qualquer quebra de público”.

Também na Fundação Calouste Gulbenkian “há seguramente mais público”, tendo as assinaturas duplicado “para a próxima temporada (2009/10) em alguns ciclos.” O Centro Cultural de Belém (CCB) aumentou em 3,7% a taxa de ocupação e, segundo o Organismo de Gestão Artística (OPART), o Teatro Nacional de S. Carlos praticamente duplicou o número de espectadores na temporada de 2008/09. A Companhia Nacional de Bailado viu igualmente subir a afluência de público.

Embora sabendo que estamos a falar apenas de salas localizadas em Lisboa, onde o poder de compra é superior à média nacional; e de públicos das classes sociais A + AA (Alta + Alta Altíssima), situados em faixas etárias acima dos 30 anos, por oposição ao público mais jovem dos concertos e festivais, proveniente da classe média e média-alta, estas áreas do espectáculo certamente poderiam contribuir para um aumento de receitas das referidas promotoras. Obviamente que tal implicaria entrar de forma agressiva em mercados alheios mas de bolsa recheada, conquistando público às instituições já estabelecidas. Afinal, (também) é do risco que se faz a economia.

Dico

Gorgoroth - Inferno regressa à Terra

Os infames Gorgoroth editam “Quantos Possunt Ad Satanitatem Trahunt”, o seu novo longa-duração, a 21 de Outubro na Europa pela Regain Records. Este foi gravado nos Monolith Studios e conta com Infernus na guitarra, Frank Watkins [Obituary] no baixo, Pest nas vozes e Tomas Asklund na bateria. A masterização teve lugar no conhecido Cutting Room, em Estocolmo [Suécia]. Entretanto, um excerto do novo tema “Prayer” está disponível no Myspace da sua editora. Ainda em outras notícias, o guitarrista Infernus ganhou recentemente um processo judicial sobre Gaahl e King Ov Hell, respectivamente ex-vocalista e ex-baixista da banda, que lhe concede os direitos legais sobre o nome Gorgoroth.

Epica - Lançam teaser de novo álbum

Os Epica disponibilizaram recentemente no seu Myspace um teaser de “Design Your Universe”, o seu novo disco que chega ao mercado no dia 16 de Outubro pela Nuclear Blast. Anteriormente, a banda havia revelado o seu alinhamento [13 faixas] e artwork. Este trabalho marca também a estreia do guitarrista Isaac Delahaye [ex-God Dethroned]. Recordamos ainda que este ano a banda lançou o disco ao vivo “The Classical Conspiracy”, gravado com uma orquestra de 40 músicos e um coro de 30 elementos.

Monday, August 24, 2009

Anomally - Guitarrista abandona

Marco Lote, guitarrista a solo dos Anomally durante os últimos três anos, abandonou o grupo por razões pessoais. Desta forma, o baixista Luís Brum [ex-Gods Sin] passa a ocupar o lugar deixado vago e a posição de baixista aguarda um sucessor. Para isso os Anomally apelam a todos os interessados em ingressar nestas funções que entrem em contacto com a banda através de info@anomally.com. O momento actual da banda é preenchido pela promoção ao seu disco de estreia, “Once In Hell…”, lançado em Outubro passado, e composição de novos temas com vista a um futuro trabalho.