Friday, September 18, 2009

Gondomar Winterfest 09 - Cartaz oficial divulgado

Já é conhecido o cartaz oficial do Gondomar Winterfest 09 a realizar no Indycat Piano Bar, em Broalhos [Medas, Gondomar], nos dias 6 e 7 de Novembro. Assim sendo, o primeiro dia do evento promete as actuações dos Blind Charge, Godog, Thee Orakle e Oblique Rain, a partir das 22h00, e o segundo as dos Slaves To Rage, Gates Of Hell, Warchitect, Suffochate, Primordial Melody, Replica, My Eyes Inside e Crushing Sun, a partir das 16h00. O bilhete diário custa 5€. Estas e outras informações em www.myspace.com/gondomarwinterfest.

Wednesday, September 16, 2009

Especial October Loud X

CROSSFAITH

Fazem já parte do pequeno nicho de projectos açorianos que pode orgulhar-se de ter editado um trabalho discográfico num sempre particular território insular. “Mixed Emotional”, o primeiro EP dos Crossfaith lançado no início deste ano, é o culminar de um percurso iniciado em 2004 e que desde então foi marcado por uma forte entrega à sua música e promoção que lhes faz hoje exibir um interessante currículo. Passando inical e fugazmente pela composição de covers, o grupo acaba por demarcar uma estética hard rock progressiva. Contudo, só em 2006 a banda “encontra-se”. Hoje talvez o seu principal símbolo, Ricardo Reis assume as vozes do grupo e transporta para o seu seio uma experiência que talvez lhe faltasse. A partir daí, o progresso qualitativo foi até brusco e o consenso gerou-se no público. Hoje em dia os Crossfaith passeiam uma elegância AOR condigna que até lhes levou a receber rasgados elogios da revista Loud!.

Oito meses após “Mixed Emotional” ter chegado ao mercado, o balanço “tem sido muito positivo em termos de vendas e na divulgação da banda”, diz Ricardo Reis. O mesmo não deixa escapar que “fica sempre bem quando nos elogiam”, referindo-se às palavras da revista Loud! e ao conselho que esta lhes endereçou para procurar abrigo editorial na italiana Frontiers Records. Sobre isso, o vocalista garante que “o conselho está a ser seguido”. De resto, a banda demonstra viver cada momento da sua carreira com muita serenidade e não perspectiva quaisquer planos futuros: “Ainda não estamos a pensar no nosso próximo trabalho discográfico, é muito cedo para isso”.

Pela segunda vez no October Loud, os Crossfaith fecham este ano a primeira noite do festival, no dia 1 de Outubro. Em jeito de avanço, Reis promete que “não vamos ter baladas no nosso repertório”. Por fim, e paralelamente ao reconhecimento da importância que tem o October Loud em dar “voz activa ao conceito musical Hard'n'Heavy” e “ à conjuntura de diversas bandas”, envia “um apelo às entidades competentes sobre o agenciamento dos diversos eventos de entretenimento musical que ocorrem todos os anos nos Açores”, no sentido de darem “mais atenção, respeito e prioridade […] aos músicos contemporâneos regionais”.

Line-up:
Ricardo Reis [voz]
Francisco Botelho [guitarra]
Ricardo Santos [baixo]
Rui Oliveira [bateria]

Ano de formação: 2004
Estilo: Hard Rock Melódico
Discografia: "Mixed Emotional" [EP 2009]
Site:

Tuesday, September 15, 2009

Tarantula + Fantasy Opus - Ao vivo este sábado

No dia 19 de Setembro os Tarantula e Fantasy Opus actuam no Side B, em Benavente. Uma noite onde o hard’n’heavy falará mais alto, a partir das 22h00.

Gwydion - Novo álbum no início do próximo ano

Os Gwydion estão a partir de hoje e até final de Outubro a gravar o sucessor de “Ynys Mön”. O local escolhido para o efeito foi os Insect Studios e a captação e produção está a cargo de Fernando Matias [f.e.v.e.r.]. A mistura e masterização deste trabalho decorrerão entre Novembro e Dezembro pelas mãos de Børge Finstad nos Toproom Studios, na Noruega, o qual já trabalhou com nomes sonantes como Arcturus, Borknagar, Mayhem, Enslaved, entre outros. Este novo trabalho da banda lisboeta de viking/folk metal tem edição prevista para Março de 2010 pela SMP/Trollzorn Records. Todas os seus passos em estúdio serão actualizados no Myspace da banda.

Monday, September 14, 2009

Desire - Novas datas

No dia 2 de Outubro os Desire actuam no Transmission Bar, no Cais do Sodré, com os Entropia e Evoke, a partir das 22h00. Já no dia seguinte, o grupo de doom/gótico nacional, autor do recente “Crowcifix”, viaja até ao Side B, em Benavente, para actuar com os noruegueses Ancient. Como havia sido anunciado anteriormente, os Desire marcam presença no dia 10 do mesmo mês, no festival Metalicidio On Stage, nos Açores, e no dia 19 de Dezembro é a vez do Silent Night: Christmas Metal Fest na Associação Cultural de Vila Maior, em S. Pedro do Sul.

Litany For The Whale - Primeiro EP já disponível

Os californianos Litany For The Whale acabaram de lançar o seu EP de estreia “Dolores” pela TBD Records. O grupo recorreu aos préstimos de Eric Leavell para produzir este trabalho nos Prairie Sun Studios, em Cotati [Estados Unidos], e a Carl Staff para a masterização nos seus Staff Mastering Studios. Brevemente o disco estará disponível em edições limitadas em vinil 12’ de várias cores através das editoras Molsook Records e The Perpetual Motion Machine. Em comentários a esse lançamento, a banda refere que “sente-se confiante por saber que criou algo de se pode orgulhar mas tem as expectativas bastante baixas em relação às reacções que vai receber. O facto de estar a obter críticas incríveis em várias revistas e sites é uma surpresa! Parece que as pessoas estão a reagir muito bem à sua honestidade crua e menos “mercantil” em termos de composição”. Os Litany For The Whales podem ser descritos como uma mistura entre Cursed, Kylesa, The Jesus Lizard e Battlefields.

The Ordher - Juntam-se à Funeral For Nations Tour

Os brasileiros The Ordher são a banda que fecha as datas nacionais da Funeral For Nations Tour. O grupo de death metal “bélico” pisa pela primeira vez solo nacional nos dias 15 e 16 de Outubro com os Marduk, Vader e Fleshgod Apocalypse, no Cine-Teatro de Corroios, fazendo antever também o seu segundo álbum, “Kill The Betrayers”, a editar ainda no presente ano. Os bilhetes para este espectáculo estão já à venda nos locais habituais a 20€.

Thursday, September 10, 2009

Entrevista Neurothing

EQUAÇÕES HOMICIDAS

Poderão não estar a concorrer para se tornarem os ícones metálicos polacos, mas o que fazem é, de certo, inovador no seu espaço geográfico e uma tendência pouco globalizável. Os Neurothing surgem em 2004 em Poznan e lançam um EP, “Vanishing Celestial Bodies”, que fez o seu potencial ficar reconhecido pelo mundo fora e gerou bastante curiosidade em seu torno. Motivado por este cenário, o grupo investiu num longa-duração que agora nos chega, em nome próprio. “Murder Book” é um desafio mental de aritmética musical que embora as fáceis alusões à herança Meshuggah, consegue ter um negrume e perversidade bastante próprios. Foi com Mikolaj Fajfer [vocalista] e Sloma [guitarrista] que falámos para ficar a conhecer melhor os “Demónios do Mês” na Metal Hammer.

Como está o vosso estado mental depois de comporem um disco tão complexo como “Murder Book”?
Mikolaj Fajfer:
Estou a melhorar! [risos] A música é algo intrincado e, por isso, requer concentração e tempo para que, no fim, nos dê alegria e satisfação. Penso que assim é positivo para termos uma boa saúde mental. Portanto, posso dizer que “Murder Book” “cura”…
Sloma: Provavelmente não vão acreditar, mas depois de ter ouvido centenas de vezes esse material durante a mistura, começou a soar bastante normal e óbvio. Provavelmente, é uma loucura e a nossa intenção é infectar os outros com este estado de espírito.

Confessam-se obcecados pela “matemática” na música?
M.F.: Não se trata de matemática. Só não gostamos de monotonia. Para mim é muito mais uma questão de conseguir um trabalho perturbador do que matemático. Não faço ideia de onde veio esse termo. Existe muita música complicada a que eu não a chamaria “matemática”. Por exemplo, o Fred Frith ou o Igor Stravinsky… chamariam a sua música de “matemática”? Chamá-la-ia “diversão”. É disso que gosto. Talvez sejamos obcecados por evitar o óbvio. O engraçado é que em polaco a palavra “obviousness” é parecida com “reality”.
S: Matemática… ela está em todo o lado! Não a podes evitar. Até no princípio de qualquer estado é possível encontrarmos números e fracções. “Pura matemática, poderá nunca ser útil a ninguém”, disseram alguns matemáticos. Portanto, não nos confessamos músicos “matemáticos”. [risos] Mas falando a sério: se se referirem a nós como um mundo completamente independente e repleto de abstracções, talvez estejam correctos.

Quais são os vossos ídolos nesta área em particular?
M.F.: Referes-te à cena “matemática”? O meu pai… ele obrigava-me a passar bastante tempo a estudar matemática! [risos] Não gostava nada dele nessa altura, mas isso acabou por trazer-me várias respostas. Mas deixando a brincadeira, tenho que mencionar os Mekong Delta, banda que me foi apresentada pelo Sloma. É óbvio que não os consideraria uma banda de “math metal”, mas eles são um bom exemplo de diversidade obsessiva.
S: Bom, eu acho que vou evadir-me também dos ídolos “matemáticos” e focar-me na física nuclear, acrescentando os Voivod.

Por causa de alguma da vossa esquizofrenia comparar-vos-ia, em certa parte, aos Sikth. Conhecem-nos? Ou melhor, conheciam-nos?
M.F.: Fizeste-me agora recuar no tempo. Não os ouvia muito, mas o facto de teres falado em “esquizofrenia” fez-me ficar com um sorriso na cara. Sempre gostei de bandas que juntam influências de King Crimson com hardcore.
S: Terei que fazer uma pesquisa, não os conheço, mas eles têm que soar bem. Se o dizes…

Que processo assumem como mais conveniente ou fácil para a conclusão deste tipo de composição?
S:
Todo o processo de criação de um álbum é muito excitante. Obviamente que compor dá o prazer maior, mas também depende. Umas vezes temos muitas ideias soltas [este é o nosso método preferido], outras temos apenas uma visão e estás tão concentrado nela que acabas por fazer um tema atrás do outro. Se tiveres todas as ferramentas que precisas para trabalhar, aí todas as partes se tornam interessantes. É complicado dizer qual a forma mais fácil de compor mas, com certeza, qualquer uma delas é fascinante.

Quanto tempo levaram a conceber tantos compassos, tantos breaks, etc?
M.F.:
Penso que levou mais de dois anos a conceber o “Murder Book”. Os Neurothing tiveram um problema com o seu antigo vocalista, o que atrasou um pouco as coisas. Quando me juntei à banda os meus colegas fecharam-me no sótão durante dois meses para escrever as linhas vocais. Portanto, como podes ver, tudo isso demora algum tempo, mas se fizeres isso regularmente podes acelerar o processo de composição.

O Bob Katz que assumiu a mistura e masterização de “Murder Book” é o “iluminado” engenheiro de som que criou o K-System, aquele conceito de unidades padronizadas do nível de sinal nas masterizações? Sabem alguma coisa acerca disso? Como surgiu a ideia de trabalhar com ele?
S:
Claro que conhecemos o conceito do K-System. Nós usámo-lo. Ele não se refere só ao processo do masterização. O conceito de níveis de sinal padronizados aplica-se a todo o domínio áudio, desde a captação até à masterização. Já agora, já ouviste falar da Pleasurize Music Foundation andar a apelar para pararem com a “Guerra do Loudness”? Parece divertido, mas faz sentido. No fim de contas, qualquer possuidor de um rádio portátil sabe como dar mais volume à sua música. Voltando à colaboração com o Bob, eu fiquei impressionado com a sua sabedoria desde que me interessei pelo áudio profissional. Sempre quis que fosse o Bob a trabalhar no material que estávamos a criar e, finalmente, aconteceu. Escrevemos-lhe a convidar, ele concordou, masterizou o álbum… e cá estamos todos satisfeitos.

“Murder Book” é um disco com um conceito bastante obscuro. Quer falar-nos mais pormenorizadamente da sua mensagem?
M.F.: O Homem na sua história sempre foi obscuro e penso que não irá mudar. A minha ideia em relação a esse conceito é comparar pessoas que considero tão negras como cruéis, com estes “seres bons”.

Onde é que a Alice no País das Maravilhas se enquadra nesse conceito?
M.F.: A Alice é também muito obscura; não se trata de uma história de uma miúda boazinha. Uma vez mais, isso reflecte diversidade, uma forma de ver as coisas de uma maneira diferente da que as pessoas nos dizem. É muito fácil ser-se enganado e remeter-nos para um canto onde não conseguimos ver. É uma “A Mad Tea Party”, dualidade, confusão, especialmente se escutarmos a faixa “Infinity”. A segunda parte deste tema é uma conversão da primeira. Hmm, está bem, apanhaste-me: isso é matemática! [risos]
S: Não se trata de matemática, mas de pura física! [risos] Escutem atentamente a “Infinity” e irão encontrar o motivo desse “espelho”. É uma espécie de reflexo modificado de algo que é supostamente normal.

Os músicos dos Neurothing surgem associados a outros projectos musicais e até a uma orquestra sinfónica. Fale-nos dessa, aparente, surpreendente ligação?
M.F.:
Fizemos uma série de coisas antes dos Neurothing. Por exemplo, o Sloma era membro dos Interregnum, agora chamados Metal Notes, que tiveram oportunidade, em 2004, de actuar com a orquestra sinfónica no grande salão da Poznán Philharmonic.
S: Sim, é muito interessante quando uma banda de Metal segue um maestro e não um baterista. Como podem perceber, nós gostamos desse desafio.

Que balanço fazem do vosso primeiro E.P.? Serviu bem para vos dar a conhecer ao mundo?
S:
Diria que superou as nossas expectativas. Era suposto ser apenas uma simples promo, mas aqueles quatro temas acabaram por contagiar muitas pessoas. Foi muito positivo. Infelizmente, não assinámos por nenhuma editora, mas acredito que tudo pode ainda acontecer.

Então o facto de, neste momento, trabalharem independentemente é uma “imposição” e não propriamente uma opção…
M.F.:
É mais uma imposição, sim. Estamos a tentar assinar contracto com alguma editora, mas penso que vêm algum problema em nós. Podia especular muito aqui, mas prefiro não o fazer. Não significa não. Também é bom que sejamos independentes e não haja outras influências para além das da banda.

Tem sido fácil, especialmente para si, espalhar a palavra sobre a banda, tratar de toda a promoção, enquanto pensa também em cantar?
M.F.:
Às vezes gozamos com a situação e dizemos que era bom termos músicos suplentes. O tempo é o mais importante e confesso que adoraria passá-lo mais a tocar. É por essa razão que continuamos a procurar agências e editoras. Existe uma rede grande de promoção por aí, mas os Neurothing ainda continuam fora dela…

Você foi o último elemento a chegar à banda. Como decorreu a adaptação e como se pode definir o seu papel em “Murder Book”?
M.F.:
O meu papel foi o de representar um instrumento também. O nosso tipo de composição não gera um arranjo base comum para vozes, por isso tive que me esforçar para não complicar ainda mais as músicas. Nunca trabalhei assim antes, mas acabou por ser muito interessante e gostei do efeito final, do diálogo entre guitarras, ritmo e vozes.

A nível vocal quais são as suas referências?
M.F.:
Sempre gostei de várias formas de cantar. Refiro-me a harmonias também, e aí os Alice In Chains são um bom exemplo. Costumava ficar também boquiaberto com o Philip Anselmo por cantar e imprimir tanta agressividade no seu desempenho. Contudo, não sou capaz de apontar referências propriamente ditas. Simplesmente, gosto de cantar e da energia que isto pode trazer-nos. Por exemplo, os cantores de Flamenco são o que considero puro e emocionais.

A Polónia não é dos habitats mais naturais para uma banda do vosso tipo. Como são vistos no vosso país e como classifica o underground local?
M.F.:
Ficarias surpreendido. Existiam cá poucas bandas a tocar notas estranhas. Conheces os Kobong? Penso que as pessoas respeitam a música feita com ambição, mas, por alguma razão, temos estado sempre um pouco de lado. Mal posso esperar pela nossa tournée em Novembro. Estou ansioso por conhecer outras bandas e pessoas. Imagino só o que os Neurothing são actualmente e onde se poderão situar no underground local futuramente. No entanto, estou fora dele porque não vivo na Polónia.

Atendendo ao vosso estilo musical, eu diria que são corajosos. Não escolherem o meio de composição musical mais fácil para agarrar os fãs, ainda mais sendo uma banda jovem. Seria muito mais fácil tocar algo terminado em core ou então algo com muita melodia, não concorda?
M.F.:
A coisa mais importante é a satisfação. As tendências mudam constantemente e as bandas também. Mas isto não as leva a lado nenhum. Queremos que os Neurothing sejam reconhecidos, mas não por tocarem música popular. Ficaria muito contente só de ver clubes ao rubro com a nossa música, mas não queremos que esta se torne um entretenimento “fácil”. Simplesmente, iremos tirar prazer do que fazemos.
S: Não me digas que não gostas das nossas melodias! [risos] Mas é verdade, gravámos este disco para nós próprios. Fazemos o que mais gostamos que é tocar.

Acho que vocês são daquelas bandas que ou se venera ou detesta. Também são dessa opinião?
M.F.:
[risos] Exactamente! Uma vez falei sobre isso com o Sloma; não existe mesmo meio-termo. Ao mesmo tempo ouvimos um gajo dizer que odiava Neurothing e não nos iria criticar no seu site e temos a Metal Hammer a nomear “Murder Book” como “Demon Of The Month”… Estas emoções extremas sabem-nos bem.
S: Claro, é o melhor. Não há aqui espaço para “prisioneiros”.

Embora o vosso estilo seja tão “mecânico”, pode-se falar em grande espontaneidade durante o vosso processo de composição?
M.F.:
Sim, durante a gravação de “Murder Book” tive muitos momentos de espontaneidade. Sou tão espontâneo que chego a esmurrar o microfone durante as gravações. E no que toca ao processo de composição há alguns momentos em que nos deixamos levar mas depois temos que “regressar” e tomar o controlo de tudo.
S: [risos] Lembro-me das sessões de gravação do Mikolaj e lembro-me que eram muito emocionais. Por vezes era inacreditável.

Consideram que hoje, apesar de ser extremamente difícil criar uma identidade própria, concebem algo minimamente original?
S:
É óbvio que se nasces original não queres morrer como uma cópia. Mas é possível ser original hoje em dia? Na minha opinião, não, porque acaba por não interessar o que tu fazes; já foi feito antes. De qualquer forma, o termo original não é o mais apropriado neste contexto. O que mais interessa é a tua identidade. Refiro-me à singularidade e qualidade do teu trabalho. Não interessa se o teu trabalho é original ou não, porque o que torna o teu trabalho único é o sentido da sua criação. A originalidade não define a qualidade. A qualidade define-se a si própria.

Acha que o que vos tem dificultado a assinatura de um contrato com uma editora é o facto de não se enquadrarem facilmente em nenhuma tendência musical ou será que com exemplos como Meshuggah essa onda matemática no Metal até está em voga?
M.F.:
Esta pode ser uma boa razão para ainda não termos conseguido um contrato. Falei com muitos agentes A&R que me disseram que não sabiam que fazer com os Neurothing. O nosso estilo até pode ser uma tendência, mas mais uma vez não considero os Neurothing uma banda pós-Meshuggah, por exemplo.

Mas mais importante que isso tudo é que com ou sem editora os Neurothing pretendem ficar por cá durante muito tempo, não é verdade? Por onde passam os vossos objectivos mais próximos?
M.F:
Não vamos parar de compor só porque não conseguimos um contrato com uma editora. A música é um hobby e uma paixão nossa, daí que a vamos continuar a fazer. De momento, estamos concentrados em ensaios e a procurar agenciamento. O “Murder Book” já está disponível e espero que apareça alguém corajoso para cooperar connosco.
S: Isto é como perguntar se consegues curar a esquizofrenia. Podes acalmar-nos por um pouco ou tratar-nos com choques eléctricos, mas vamos levantar-nos de novo. Planeamos tocar em breve e depois disso, provavelmente, começaremos a compor novo material. Até já tenho alguns compassos interessantes em mente. Espero ver-vos na nossa tournée.

Nuno Costa

Wednesday, September 09, 2009

Loud! - #103 a caminho

Já a “cozinhar” na gráfica está a edição #103 da revista Loud!. Este mês o grande destaque vai para os polacos Vader que acabaram de editar “Necropolis”, o seu oitavo disco de originais. Em outras entrevistas podemos conferir conversas com os Slipknot, Paradise Lost, Yob, Caliban, Gotthard, Hyubris, Job For A Cowboy, 3 Inches Of Blood, Coalesce, Goatwhore, Secrets Of The Moon, Ahab, Dysrhytmia, Gwydion, The Psyke Project, The Spiteful, Despised Icon, Impiety, Azarath, One Without, Valkyrja, Eryn Non Dae, Culted, Tenet e As You Drown. Terminada a tour report dos The Ocean, é a vez de sabermos em detalhe a viagem dos Moonspell ao festival Metalway. Para além disso, o festival Caos Emergente, a decorrer entre os próximos dias 11 e 13 de Setembro em Recarei, é visto à lupa num artigo-guia. Na secção de críticas a discos, são analisados, entre outros, os novos de 3 Inches Of Blood, Danger Danger, Eagle Twin, Goatwhore, Gwar, Horna, Insomnium, Man Must Die, Men Eater, Narnia, Paradise Lost, Shining e Voivod. Ao vivo, esta edição retrata o ambiente nos festivais Vagos Open Air, Metalway, Sobreirus Fest V e no concerto de regresso dos Biohazard. De resto, mantêm-se as secções habituais, com referência para as críticas a DVD's dos Manowar e Rotting Christ, "Tesourinhos Pertinentes", com “Scattered, Smothered & Covered” dos Unsane, e "Reedições" a incidir sobre o fundo de catálogo dos Simbiose. A não perder também uma antevisão exclusiva daquilo que vai ser o próximo álbum dos Rammstein. Tudo isto para conferir a partir do final da próxima semana num quiosque perto de si.

Tuesday, September 08, 2009

No Tribe - EP "Primordial" disponível

Os lisboetas No Tribe lançaram ontem “Primordial”. Trata-se de um EP com seis temas que marca também uma fase estável em termos de formação no grupo e dá a conhecer um projecto que já existe há mais de dez anos. “Primordial” foi gravado em Maio deste ano nos Blacksheep Studios, em Sintra, e produzido e masterizado por Makoto Yagyu [If Lucy Fell]. Este trabalho está disponível nas lojas Carbono de Amadora e Lisboa, na Louie Louie em Lisboa e Braga, ou através de encomenta pelo Myspace da banda. Este momento revela os frutos que a banda começa a alcançar depois de vários meses de silêncio, colmatado em Novembro de 2008.

SounD(/)ZonE Podcast - Terceira emissão online

Encontra-se já para escuta a terceira emissão da SounD(/)ZonE em formato podcast. Destaque para os avanços aos novos trabalhos de originais dos Paradise Lost e Fu Manchu, "Faith Divides Us - Death Unites Us" e "Signs Of Infinite Power", respectivamente, e o disco de regravações de alguns temas dos três primeiros discos da carreira dos Arch Enemy, "The Root Of All Evil". Trabalhos que estarão no mercado entre os dias 28 de Setembro e 20 de Outubro. Serve este comunicado também para informar que alguma irregularidade que se poderá verificar em termos de actualizações na SounD(/)ZonE nos próximos tempos dever-se-ão a compromissos profissionais. Uma realidade que já não é nova para nós, mas que tentará ser amortizada com enorme esforço, com o intuito de não defraudar as expectativas dos nossos poucos, mas fiéis, leitores.

Wednesday, September 02, 2009

Double Massacre 2 - Esta sexta em Faro

Esta sexta-feira há dose dupla de peso no Arcadia Bar, em Faro, com a segunda edição do Double Massacre. Os protagonistas são os nacionais Fungus e Undersave. As hostilidades abrem-se às 23h00. A entrada custa 3€.

Bizarra Locomotiva - Este sábado no Side B

Os Bizarra Locomotiva apadrinham a reabertura do Side B, em Benavente, no próximo sábado, 5 de Setembro. A primeira parte do espectáculo está a cargo dos Cryptor Morbius Family que actuam pelas 22h00.

Rammstein - "Pussy" é novo single

“Pussy” é o título “indiscreto” do single de avanço do novo álbum dos Rammstein a editar a 18 de Setembro. Um tema que se juntará a outros dez num “manual” provocante que reflecte a guerra dos sexos e tenta demonstrar porque é que o homem é um animal. O single “Pussy” será acompanhado do tema “Rammlied” como lado B. O sucessor de “Rosenrot”, de 2005, ainda sem nome, deverá ser editado a 30 de Outubro. Entretanto, continua certa a sétima presença dos Rammstein em solo português, no dia 8 de Novembro, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.

As I Lay Dying - Compõem novo disco

Os norte-americanos As I Lay Dying justificaram recentemente o seu “silêncio” informando no seu Myspace que “estão em casa muito empenhados a escrever novos temas para um novo álbum a lançar no início de 2010”. Este trabalho sucederá a “An Ocean Between Us” de 2007.

Katatonia - Terminam novo álbum nos próximos dias

“Night Is The New Day”, o novo álbum dos Katatonia, estará terminado durante a primeira semana de Setembro. Depois disso, a banda sueca lançará um mini-site exclusivamente dedicado a este trabalho, a alojar em www.nightisthenewday.com. O seu oitavo álbum está neste momento a ser misturado em Estocolmo e promete um desempenho vocal bastante mais “cantado”: “Cheguei à conclusão de que nunca tinha cantado tanto antes. Não que esteja sempre a cantar, não se preocupem, mas as vozes neste disco são muito mais exigentes”, explica o vocalista Jonas Renkse. "Night Is The New Day" será editado a 10 de Novembro pela Peaceville Records. Logo após, os Katatonia embarcam numa tournée europeia com os Porcupine Tree e Paradise Lost logo após o lançamento de “Night Is The New Day”.

Dark Funeral - Regresso aos discos em Novembro

Quatro anos após “Attera Totus Sanctus”, os suecos Dark Funeral preparam-se para voltar aos discos no dia 18 de Novembro. Segundo o guitarrista Lord Ahriman, em comunicado divulgado ontem no Myspace do grupo, “Peter Tagtgren está de momento a misturar o novo álbum nos Abyss Studios. Uma vez aprovada a mistura final, o Jonas Kjellgren [Scar Symmetry] masterizá-lo-á”. O músico refere ainda algumas mudanças no plano da produção: “Decidimos desta vez alcançar um som mais cru e não tão cristalino e polido como no nosso anterior álbum. Mas não se preocupem […], ainda não fizemos um “Metallica””. Para além da novidade do álbum, o grupo já gravou um videoclip para o tema “My Funeral” em que o cenário é um hospital psiquiátrico abandonado. Pela violência das imagens, o grupo já garantiu que serão editadas duas versões do videoclup: censurada e hardcore do videoclip. Para já, a sua data de lançamento é desconhecida.

Suffochate - EP de estreia disponível

Está disponível desde ontem para encomenda o primeiro EP dos portuenses Suffochate, “No Mercy In His Eyes”. Os interessados em adquirir um exemplar deverão endereçar o seu pedido para suffochateband@gmail.com. Entretanto, dois temas deste trabalho estão disponíveis no Myspace da banda.

Isis - Estreiam-se em Portugal

Os Isis estreiam-se em Portugal nos dias 28 e 29 de Novembro em concertos a realizar na Incrível Almadense e no Teatro Sá da Bandeira, no Porto. O grupo de Los Angeles, um dos grandes responsáveis pela expansão do chamado post-metal, apresentará desta feita o seu quinto e novo álbum de originais, “Wavering Radiant”, editado em Abril passado pela Ipecac Recordings. A abrir ambos os espectáculos estarão os norte-americanos Keelhaul e os finlandeses Circle. Os bilhetes estão à venda nos locais habituais a 20€. Os espectáculos iniciam-se às 20h30.

Tuesday, September 01, 2009

Dimmu Borgir - Mustis e ICS Vortex abandonam

Segundo comunicados divulgados recentemente no site dos Dimmu Borgir e Myspace pessoal do teclista Mustis, a banda norueguesa e o referido músico, bem como o baixista/vocalista ICS Vortex, separaram-se. O agora ex-teclista do grupo de black metal explica que por trás desta decisão está o facto de muitas músicas compostas por si "não terem sido registadas, propriamente, com o seu nome e créditos". Neste momento, avança que o problema será "solucionado pelos advogados em vez de lidar com mais desonestidade e mentiras a um nível pessoal". Por outro lado, a banda garante que está "entusiasmada por começar um novo capítulo no seu legado" e que a sua "força criativa está intacta". Em relação a ICS Vortex, desconhece-se ainda com clareza os motivos do seu abandono.