Thursday, November 27, 2008
SounD(/)ZonE Winter Slaughter Sessions - Anjos Negros substituem Duhkrista
Monday, November 24, 2008
Butchery At Christmas Time IX - Natal "extremo" na Guarda

Thursday, November 20, 2008
A Dream Of Poe - Projecto Doom/Gothic açoriano lança disco ao vivo

ThantoSchizO - Actuam em Vila Real nove anos depois

Monday, November 17, 2008
Spirit Of Metal Fest - Indycat Piano Bar recebe oito bandas nacionais

Friday, November 14, 2008
SounD(/)ZonE Winter Slaughter Sessions - Dezembro "sangrento" em Ponta Delgada
Este evento conta com o apoio/patrocínio:
Baia dos Anjos [www.baiadosanjos.com]
Global Point [www.globalpoint.pt]
Loud! [www.loud.weblog.com.pt]
Rádio Atlântida [www.radioatlantida.net]
LMM – Licensed Merchandise Mania [www.merchandisemania.com.pt]
Major Label Industires [www.majorlabelindustries.com]
Nova Gráfica [www.novagrafica.pt]
MAD – Miguel Aguiar Designs [miguelaguiar696@gmail.com]
Wednesday, November 12, 2008
Pitch Black - Novo álbum no início de 2009

Anti-Clockwise - Em estúdio no próximo sábado

Tuesday, November 11, 2008
Soulfly - De regresso a Portugal

Guns'N'Roses - Acusado de colocar "Chinese Democracy" na internet confessa-se culpado

Monday, November 10, 2008
Moonspell - "Lusitanian Metal" DVD em Dezembro

Review
KIVIMETSÄN DRUIDI
“Shadowheart”
[CD – Century Media]
Crê-se indiscutível a importância que o folk/pagan/Viking metal tem ganho nos últimos tempos, quer nas preferências da comunidade metaleira, quer nos catálogos das grandes editoras. A possível “next big thing”? Não cremos, embora saibamos do exponencial poder da indústria discográfica e media para criar e derrubar tendências. Contudo, o que é certo é que começa-se a olhar com cada vez mais atenção para este tipo de projecto e este tem vindo a ganhar cada vez mais simpatizantes.
“Shadowheart”
[CD – Century Media]

Os Kivimetsän Druidi [finlandês para “Druida da Floresta de Pedra”] são um sexteto finlandês jovem para o mundo, mas que já caminha nestas andanças desde 2002 e até agora lançou cinco EP’s [sendo um deles não-oficial]. Talvez pelo tal crescimento de popularidade do folk metal, eis chegado o dia para os Kivimetsän Druidi. Um contracto com a poderosa Century Media e um longa-duração de estreia que promete catapultar [mais este] grupo finlandês que funde música pesada com fantasia e folclore nórdico para a ribalta.
Não sendo a resposta aos Eluveitie – da “concorrente” Nuclear Blast – nem mais uma banda “guerreira” para juntar aos Turisas no seu catálogo, a aposta da Century Media é de uma contundente perspicácia, já que, e mesmo não sendo estes 12 temas de uma magia imemorável, os Kivimetsän Druidi não são das bandas de folk metal mais banais que por aí vemos. Quando pensamos em folk metal imaginamos imediatamente a alegria e “galhofa” de uns Korpiklaani ou Finntroll e numa quantidade farta de instrumentos tradicionais, mas aqui isso não acontece... para o bem de todos. Os Kivimetsän Druidi injectam uma dose extra de peso, rapidez e sinfonia aos seus temas. Blast beats rapidíssimos rasgam trechos orquestrais e a bela voz soprano de Leeni-Maria Hovila cruza-se na perfeição com as vocalizações graves de Joni Koskinen. Ver sopranos numa banda deste tipo não é, realmente, das coisas mais comuns, daí que “Shadowheart” tenha na sua presença e desempenho uma das suas maiores armas.
Enquanto o estilo cresce, pode-se dizer, entretanto e com alguma segurança, que os Kivimetsän Druidi estão a tempo de agarrar o seu lugar. É que acima de teorias e previsões “comerciais”, estes finlandeses são bastante competentes no que fazem. [8/10] N.C.
Estilo: Symphonic/Folk/Black Metal
Discografia:
- “Kristallivuoren Maa” [EP 2002]]
- “Taival” [EP 2004]
- “Mustan Valtikan Aika” [EP 2006]
- “The New Chapter” [EP 2007]
- “Taottu” [EP 2008]
www.kivimetsandruidi.com
www.myspace.com/kivimetsandruidi
Friday, November 07, 2008
Review
EVERGREY
“Torn”
[CD – SPV/Steamhammer/Recital]
Embora estejamos convictos de que os Evergrey são daquelas bandas incapazes de fazerem um mau álbum, a verdade é que “Monday Morning Apocalypse” acabou por revelar-se “insonso” e demasiado directo, comprometendo a dimensão obscura e épica que fez a banda ficar conhecida. Chegou-se a temer que a criatividade começasse a escassear, mas a banda defendeu-se dizendo que era a altura certa de experimentar outras formas de composição. Digamos que são males necessários na carreira de qualquer banda quando surge a necessidade de romper com os seus “pergaminhos” para se revitalizar e/ou regressar mais tarde às origens com nova motivação, embora estes exercícios sejam, na maior parte das vezes, mal compreendidos.
Ainda que o regresso “Torn” não sirva para nos fazer engolir esta teoria e esteja longe de superar álbuns magistrais como “Recreation Day” ou “The Inner Circle” é, contudo, um sinal de que a banda não quer repetir a experiência do seu último disco. Aliás, “Torn” consegue mesmo contrapor com elementos até agora não tão levados ao extremo como, por exemplo, o peso. Provavelmente, os riffs de “Fear” e “Still Walk Alone” são os mais pesados que o colectivo de Gotemburgo alguma vez compôs.
Sentimos este “Torn” como um esforço para saírem do “acidente” que foi “Monday Morning Apocalypse”, mas adivinha-se, analisando bem este disco, que será ainda num próximo trabalho que as coisas regressarão totalmente à normalidade… ou não. Uma questão relativa, pois faltará perceber se a mudança é temporária ou se a banda pretende mesmo seguir caminhos de composição mais directos, o que, no fundo, ainda é a sensação que “Torn” transmite. O que não deixa de gerar alguma “tensão” entre os fãs, mas também será sensato dizer-se que quem tem álbuns como “Recreation Day” e “The Inner Circle” no seu cardápio tem também o "fardo" pesado de ter uma multidão sempre à espera que a proeza se repita.
Porém, a verdade indiscutível é que os Evergrey nunca regrediram em termos de qualidade de forma preocupante. Como já se disse, a banda de Tom S. Englund parece não saber fazer maus temas. “Torn” vem novamente comprovar que os Evergrey são feitos de uma argamassa única que lhes permite apresentar uma consistência hercúlea. Aliviados, mas ainda assim não totalmente saciados, a legião de fãs dos Evergrey pode, entretanto, descansar, uma vez que “Torn” chega para garantir a continuidade destes suecos nas fileiras das bandas mais interessantes alguma vez geradas em território europeu. [8/10] N.C.
Estilo: Dark/Prog Metal
Discografia:
- “The Dark Discover” [CD 1998]
- “Solitude, Dominance, Tragedy” [CD 1999]
- “In Search Of Truth” [CD 2001]
- “Recreation Day” [CD 2003]
- “The Inner Circle” [CD 2004]
- “Monday Morning Apocalypse” [CD 2006]
- “Torn” [CD 2008]
www.evergrey.net
www.myspace.com/officialevergrey
“Torn”
[CD – SPV/Steamhammer/Recital]

Ainda que o regresso “Torn” não sirva para nos fazer engolir esta teoria e esteja longe de superar álbuns magistrais como “Recreation Day” ou “The Inner Circle” é, contudo, um sinal de que a banda não quer repetir a experiência do seu último disco. Aliás, “Torn” consegue mesmo contrapor com elementos até agora não tão levados ao extremo como, por exemplo, o peso. Provavelmente, os riffs de “Fear” e “Still Walk Alone” são os mais pesados que o colectivo de Gotemburgo alguma vez compôs.
Sentimos este “Torn” como um esforço para saírem do “acidente” que foi “Monday Morning Apocalypse”, mas adivinha-se, analisando bem este disco, que será ainda num próximo trabalho que as coisas regressarão totalmente à normalidade… ou não. Uma questão relativa, pois faltará perceber se a mudança é temporária ou se a banda pretende mesmo seguir caminhos de composição mais directos, o que, no fundo, ainda é a sensação que “Torn” transmite. O que não deixa de gerar alguma “tensão” entre os fãs, mas também será sensato dizer-se que quem tem álbuns como “Recreation Day” e “The Inner Circle” no seu cardápio tem também o "fardo" pesado de ter uma multidão sempre à espera que a proeza se repita.
Porém, a verdade indiscutível é que os Evergrey nunca regrediram em termos de qualidade de forma preocupante. Como já se disse, a banda de Tom S. Englund parece não saber fazer maus temas. “Torn” vem novamente comprovar que os Evergrey são feitos de uma argamassa única que lhes permite apresentar uma consistência hercúlea. Aliviados, mas ainda assim não totalmente saciados, a legião de fãs dos Evergrey pode, entretanto, descansar, uma vez que “Torn” chega para garantir a continuidade destes suecos nas fileiras das bandas mais interessantes alguma vez geradas em território europeu. [8/10] N.C.
Estilo: Dark/Prog Metal
Discografia:
- “The Dark Discover” [CD 1998]
- “Solitude, Dominance, Tragedy” [CD 1999]
- “In Search Of Truth” [CD 2001]
- “Recreation Day” [CD 2003]
- “The Inner Circle” [CD 2004]
- “Monday Morning Apocalypse” [CD 2006]
- “Torn” [CD 2008]
www.evergrey.net
www.myspace.com/officialevergrey
Metallica - Novo single em Dezembro

Underneath - Lançam primeiro DVD

Thursday, November 06, 2008
Review
ARTAS
“The Healing”
[CD – Napalm Records/Recital]
Os Artas são mais uma banda muito jovem a receber a confiança de uma editora substancialmente reconhecida internacionalmente como é o caso da Napalm Records. E o som é… moderno [como aliás, cataloga o verso da cópia promocional de “The Healing”; o termo metalcore é evitado]. Há ainda a acrescentar que este quinteto, formado em 2005 ainda sob o título Staub & Schatten, foi adicionado às fileiras da Napalm Records por intermédio de um concurso de bandas que teve lugar em 2007.
À semelhança de outros certames, o resultado acabou por privilegiar uma banda de som moderno e potente. Mas não, para espanto de todos nós “The Healing” não é um previsível e enfadonho disco de metalcore ou pelo menos com todos os clichés que reconhecemos do género. Na base da sonoridade dos Artas está, efectivamente, muita influência sueca e norte-americana, mas ao mesmo tempo apresentam algumas divergências, a começar pelas vocalizações. É verdade que temos aqui vozes limpas, mas longe de serem arrebatadoramente melódicas e/ou "melosas" conseguindo tornar refrões orelhudos mas com um cativante toque de sujidade. Obimahan é, aliás, um vocalista com um timbre particular e, sobretudo, o sotaque e as letras, tanto em inglês como em alemão e espanhol, dão um aspecto interessante e multicultural a este material. “I don’t care about the familia, don’t give a fuck about the policia” é, aliás, uma frase que parece descaradamente assumir os Artas como fãs de Soulfly e Max Cavalera.
Se em 12 faixas também é verdade que o entusiasmo só se mantém em cerca de metade, podemos considerar positiva a interpretação que estes austríacos fazem de elementos death/thrash e hardcore e os condensam numa sonoridade actual. Grande destaque para a surpreendente e portentosa versão de “Gangsta’s Paradise” do rapper Coolio popularizado com o filme “Mentes Perigosas” em 1995. Realmente, estava-nos longe da ideia encontrar alguém a escrever uma versão deste tema e tão menos memorável como a que os Artas conseguiram. “The Healing” revela-se, no fim de contas, 50 minutos de música convencional mas que, estranhamente, nos proporciona sensações agradáveis. [7/10] N.C.
Estilo: Metal Moderno
Discografia: “The Healing” [CD 2008]
www.myspace.com/artasmetal
“The Healing”
[CD – Napalm Records/Recital]

À semelhança de outros certames, o resultado acabou por privilegiar uma banda de som moderno e potente. Mas não, para espanto de todos nós “The Healing” não é um previsível e enfadonho disco de metalcore ou pelo menos com todos os clichés que reconhecemos do género. Na base da sonoridade dos Artas está, efectivamente, muita influência sueca e norte-americana, mas ao mesmo tempo apresentam algumas divergências, a começar pelas vocalizações. É verdade que temos aqui vozes limpas, mas longe de serem arrebatadoramente melódicas e/ou "melosas" conseguindo tornar refrões orelhudos mas com um cativante toque de sujidade. Obimahan é, aliás, um vocalista com um timbre particular e, sobretudo, o sotaque e as letras, tanto em inglês como em alemão e espanhol, dão um aspecto interessante e multicultural a este material. “I don’t care about the familia, don’t give a fuck about the policia” é, aliás, uma frase que parece descaradamente assumir os Artas como fãs de Soulfly e Max Cavalera.
Se em 12 faixas também é verdade que o entusiasmo só se mantém em cerca de metade, podemos considerar positiva a interpretação que estes austríacos fazem de elementos death/thrash e hardcore e os condensam numa sonoridade actual. Grande destaque para a surpreendente e portentosa versão de “Gangsta’s Paradise” do rapper Coolio popularizado com o filme “Mentes Perigosas” em 1995. Realmente, estava-nos longe da ideia encontrar alguém a escrever uma versão deste tema e tão menos memorável como a que os Artas conseguiram. “The Healing” revela-se, no fim de contas, 50 minutos de música convencional mas que, estranhamente, nos proporciona sensações agradáveis. [7/10] N.C.
Estilo: Metal Moderno
Discografia: “The Healing” [CD 2008]
www.myspace.com/artasmetal
Wednesday, November 05, 2008
Entrevista Amon Amarth

São das bandas com mais carisma no panorama metálico actual, já que vincam uma peculiar e obstinada imagem. Os “vikings” Amon Amarth continuam a adular a mitologia e os antepassados nórdicos na forma de um death metal melódico cada vez mais contagiante e eficiente. Assim o prova “Twilight Of The Thunder God”, o sétimo disco de uma carreira construída a “ferros” e às custas de muitas batalhas, não só mitológicas como também pessoais e profissionais. Plenos de mérito, esta veterana banda sueca chega-se ainda mais à frente num plano que já comandava há algum tempo. Em plena digressão pelos Estados Unidos, contactámos Ted Lundström [baixista] para saber como está a decorrer a conquista viking do outro lado do atlântico… e não só.
Estão actualmente a aproximar-se do fim da vossa tournée norte-americana. Como se sentem e que balanço fazem desta nova aventura nos Estados Unidos?
A nossa tournée norte-americana foi um estrondo desde o seu primeiro dia. A resposta das pessoas tem sido espantosa e muitos dos nossos concertos tiveram lotação esgotada. Realmente, temos um “pacote” muito bom de bandas nesta tournée, tocando estilos diferentes, e o público parece gostar bastante de cada uma delas. Para nós a reacção aos nossos novos temas demonstra que fomos capazes de criar um grande álbum.
Desde algum tempo que estou convicto que agarram uma legião de fãs muito fiel e um lugar muito particular no panorama Metal. Após 16 anos de árduo trabalho, como se sentem hoje ao ver a devoção das pessoas?
Sentimo-nos muito bem por, finalmente, podermos colher frutos depois de tantos anos de intenso trabalho e de estar em tournée, mas estamos constantemente a estabelecer metas a atingir. Por isso, acho que ainda é cedo para nos recostarmos e gozarmos o momento demasiado ainda.

Por vezes, podes sentir-te um pouco “experimental”, mas acho que vamos continuar fiéis ao que vimos fazendo há sensivelmente 15 anos. O tipo de experiências que possamos vir a fazer é trabalhar com artistas diferentes como fizemos com esse novo álbum com o L.G. Petrov [Entombed], Apocalyptica e Roope Latvala [Children Of Bodom]. Contudo, nunca vamos abandonar os princípios da nossa música e letras.
Como surgiram as colaborações com estas ilustres personalidades?
Foram ideias que foram surgindo enquanto compúnhamos novos temas e letras ou durante o processo de gravação. Quanto escrevemos a letra para a “Guardians Of Asgaard” sentimos que precisávamos de um segundo vocalista para assumir o papel de irmão do Johan e o LG Petrov é um velho amigo nosso… e um grande vocalista. A parte dos Apocalyptica foi uma ideia que surgiu em estúdio. Precisávamos de um violoncelo numa parte para atingirmos o que tínhamos em mente e daí decidimos perguntar a eles se estavam interessados em participar no disco. Eles tiveram alguns dias disponíveis entre a sua tournée pelos Estados Unidos e Europa e decidiram ajudar-nos. O solo de Roope aconteceu porque queríamos ter um solo verdadeiramente rápido no tema título e uma vez que ele é uma pessoa muito simpática e um fantástico guitarrista…
Embora possamos pensar que se tornou fácil para vós compor, continuam a ser muito dedicados ao trabalho na sala de ensaios. Como decorreu com a composição do “Twilight Of The Thunder God”?
Nunca é fácil compor novos temas quando desejas escrever uma grande canção de qual te sintas orgulhoso. Trabalhámos realmente muito na nossa sala de ensaios com base em ideias que recolhemos durante a última época de tournées. Tivemos uns meses muito intensos antes de irmos para o estúdio, passando muitas horas por dia a compor e a fazer os arranjos que ouvem agora no nosso novo trabalho.
Embora o som dos Amon Amarth já fosse, simultaneamente, muito melódico e pesado, fiquei com a ideia de que elevaram a um novo patamar todos estes elementos, tornando “Twilight Of The Thunder God” num disco ainda mais fácil de absorver. Os temas estão ainda mais “magnéticos” e contagiantes…
Obrigado. O objectivo que temos com cada álbum é tentar criar o material mais pesado e melódico que alguma vez pensámos que fossemos capazes de criar. Nós gostamos honestamente de bandas pesadas e melódicas e tentamos fazer uma ligação entre estas duas abordagens.
Aproxima-se a Unholy Alliance Chapter 3 que vai decorrer a partir de Novembro na Europa com os Slayer. Quais são as vossas expectativas para esta tournée?
Estamos muito entusiasmados, vamos divertir-nos muito, com certeza. É um velho sonho fazer uma digressão com Slayer e, finalmente, isto vai acontecer.
Vocês já são grandes amigos do Kerry King, isto deixa antever grandes momentos de backstage! São daquele tipo de músicos que gosta mesmo de estar na “estrada”?
Eu imagino que vamos ter grandes momentos envolvendo álcool! [risos] Penso que temos uma relação de amor-ódio com tournées. É muito divertido mas também significa muito trabalho e estarmos afastados da família e amigos… e os nossos corpos não estão a ficar mais novos. O fígado sofre bastante por vezes! [risos]
Sentem falta dos tempos em que os Amon Amarth não eram tão conhecidos e não tinham tantos compromissos?
Sim e não. É fantástico termos a possibilidade de encabeçar a nossa própria tournée e viver da música, mas ao mesmo tempo sentes falta dos tempos em que tudo o que fazias era novo e excitante para ti.
Onde vão buscar a inspiração para escrever sobre a mitologia nórdica?
A parte da mitologia vem dos livros que lemos e dos filmes que vemos. As outras letras surgem, às vezes, de coisas que acontecem à nossa volta no dia-a-dia. É tudo uma questão de pegar no material tens e pensar nele como se estivesse passando na época dos Vikings.
Manter o verdadeiro espírito Viking inclui usarem barba e cabelo comprido? [risos]
Para nós tem muito mais a ver com como te comportas e sentes, mas acho que cabelos compridos e barbas não fazem mal nenhum quando se trata do imaginário de uma banda de metal! [risos] Sempre nos considerámos uma banda de metal. O termo Viking metal foi-nos aplicado por outras pessoas.
Para finalizar, quais são os vossos desejos para os próximos tempos [como banda ou até a nível pessoal]?
Esperamos que muitos novos fãs nos descubram de forma a que possamos actuar em partes do mundo onde nunca o fizemos. Sentimo-nos como vikings modernos a navegar por todo o mundo para descobrirmos novos países!
Nuno Costa
Como surgiram as colaborações com estas ilustres personalidades?
Foram ideias que foram surgindo enquanto compúnhamos novos temas e letras ou durante o processo de gravação. Quanto escrevemos a letra para a “Guardians Of Asgaard” sentimos que precisávamos de um segundo vocalista para assumir o papel de irmão do Johan e o LG Petrov é um velho amigo nosso… e um grande vocalista. A parte dos Apocalyptica foi uma ideia que surgiu em estúdio. Precisávamos de um violoncelo numa parte para atingirmos o que tínhamos em mente e daí decidimos perguntar a eles se estavam interessados em participar no disco. Eles tiveram alguns dias disponíveis entre a sua tournée pelos Estados Unidos e Europa e decidiram ajudar-nos. O solo de Roope aconteceu porque queríamos ter um solo verdadeiramente rápido no tema título e uma vez que ele é uma pessoa muito simpática e um fantástico guitarrista…
Embora possamos pensar que se tornou fácil para vós compor, continuam a ser muito dedicados ao trabalho na sala de ensaios. Como decorreu com a composição do “Twilight Of The Thunder God”?
Nunca é fácil compor novos temas quando desejas escrever uma grande canção de qual te sintas orgulhoso. Trabalhámos realmente muito na nossa sala de ensaios com base em ideias que recolhemos durante a última época de tournées. Tivemos uns meses muito intensos antes de irmos para o estúdio, passando muitas horas por dia a compor e a fazer os arranjos que ouvem agora no nosso novo trabalho.

Obrigado. O objectivo que temos com cada álbum é tentar criar o material mais pesado e melódico que alguma vez pensámos que fossemos capazes de criar. Nós gostamos honestamente de bandas pesadas e melódicas e tentamos fazer uma ligação entre estas duas abordagens.
Aproxima-se a Unholy Alliance Chapter 3 que vai decorrer a partir de Novembro na Europa com os Slayer. Quais são as vossas expectativas para esta tournée?
Estamos muito entusiasmados, vamos divertir-nos muito, com certeza. É um velho sonho fazer uma digressão com Slayer e, finalmente, isto vai acontecer.
Vocês já são grandes amigos do Kerry King, isto deixa antever grandes momentos de backstage! São daquele tipo de músicos que gosta mesmo de estar na “estrada”?
Eu imagino que vamos ter grandes momentos envolvendo álcool! [risos] Penso que temos uma relação de amor-ódio com tournées. É muito divertido mas também significa muito trabalho e estarmos afastados da família e amigos… e os nossos corpos não estão a ficar mais novos. O fígado sofre bastante por vezes! [risos]
Sentem falta dos tempos em que os Amon Amarth não eram tão conhecidos e não tinham tantos compromissos?
Sim e não. É fantástico termos a possibilidade de encabeçar a nossa própria tournée e viver da música, mas ao mesmo tempo sentes falta dos tempos em que tudo o que fazias era novo e excitante para ti.

A parte da mitologia vem dos livros que lemos e dos filmes que vemos. As outras letras surgem, às vezes, de coisas que acontecem à nossa volta no dia-a-dia. É tudo uma questão de pegar no material tens e pensar nele como se estivesse passando na época dos Vikings.
Manter o verdadeiro espírito Viking inclui usarem barba e cabelo comprido? [risos]
Para nós tem muito mais a ver com como te comportas e sentes, mas acho que cabelos compridos e barbas não fazem mal nenhum quando se trata do imaginário de uma banda de metal! [risos] Sempre nos considerámos uma banda de metal. O termo Viking metal foi-nos aplicado por outras pessoas.
Para finalizar, quais são os vossos desejos para os próximos tempos [como banda ou até a nível pessoal]?
Esperamos que muitos novos fãs nos descubram de forma a que possamos actuar em partes do mundo onde nunca o fizemos. Sentimo-nos como vikings modernos a navegar por todo o mundo para descobrirmos novos países!
Nuno Costa
Anomally - Disponível videoclip de "No Words From The Dead"

Fullmoonchild - Sem guitarristas

Tuesday, November 04, 2008
Cannibal Corpse - Mais sangue... e vísceras

Monday, November 03, 2008
Review
KNIGHTS OF THE ABYSS
“Shades”
[CD – Ferret Music]
Neste momento, apostar em “sangue novo” para a Ferret Music significa jogar pelo seguro e apostar em sonoridades em voga [ou até já nem tanto], com o gravoso preceito de as sobrepor à inovação criativa, não obstante uma ou outra excentricidade no seu catálogo. Porém, escusado será continuar a discutir a política editorial da independente norte-americana já que também tendemos a compreender as necessidades estratégicas básicas para que as estruturas editoriais sobrevivam numa altura de franca recessão. Se é sabido que o metalcore e agora a vertente mais extrema que degenerou – o deathcore – entrou numa fase descendente de popularidade e credibilidade, não será também menos verdade que nos Estados Unidos as mentalidades matriciam a conservação de modas por muito mais tempo. Será talvez por aí que a Ferret continua, sem contemplações, a assinar bandas dentro deste quadrante.
“Shades”
[CD – Ferret Music]

Os jovens Knights Of The Abyss – nome inspirado em escritos de Nietzche – são um desses casos. Naturais do Arizona e formados em 2005 pelo ex-baterista dos Job For A Cowboy, Andy Rysdam, registam a edição de duas demos por conta própria e agora, após um longo trabalho de auto-promoção na estrada [sim, a banda marcou quase todos os concertos que deu nas suas longas tournées], despertaram o interesse da importante Ferret Music para o lançamento do seu álbum de estreia. Mas como seria de prever e pelo que se deu a entender até agora, pouco há, efectivamente, a salientar em termos de relevo artístico nestas 12 novas faixas, assumindo assim "importância" a política da editora. Falamos de um som musculado, furioso, com espaço aos habituais leads melódicos, mas sem qualquer aspecto distintivo dentro do universo sufocante de bandas deste género. Tocam bem é certo, embora ainda hajam bandas muito mais apetrechadas tecnicamente neste estilo, mas… sabe a pouco.
Ainda assim, soam-nos sempre de melhor tom quando as bandas evitam aqueles refrões “majestosamente” melódicos que parecem tão denunciados e pretensiosos que figuram incapazes de convencer alguém. Prefere-se a atitude mais rude desta vertente mais pesada do metalcore e não, não é por uma questão de preconceito ou excesso de testosterona. Muitas vezes os floreados melódicos são investidas directas e “ferozes” aos tops e à visibilidade mediática e carecem de alma. Num som mais alternativo e/ou extremo, embora isso, ainda assim, seja relativo, essas hipóteses reduzem-se bastante. Embora “Shades” esteja completamente “limpo” de vozes melódicas, se o compararmos com o anterior “Juggernaut” chegamos facilmente à conclusão que o anterior trabalho dos Knights Of The Abyss era substancialmente mais pesado, com lugar a grunhos grind e tudo. Resta então perceber que caminho vai tomar a sonoridade da banda a partir daqui e que espaço vão continuar a ocupar no “mapa” metaleiro. [5/10] N.C.
Estilo: Deathcore
Discografia:
- “Juggernaut” [CD 2006]
- “Shades” [CD 2008]
www.myspace.com/knightsoftheabyss
Loud! #93 - Já nas bancas

LOUD!
Rua Actor João Rosa nº 12, c/v
1900-021 Lisboa
Tel: 21 849 96 05 / 91 745 22 19
E-mail: loud@portugalmail.pt
www.loud.weblog.com.pt/
www.myspace.com/loud_magazine
Saturday, November 01, 2008
Gondomar Winter Fest 2008 - ThanatoSchizO e Kandia são cabeças

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