
Saturday, May 30, 2009
Jarboe - Em Passos Manuel

Warm Up L.S.M. 2.5 - Hoje em Braga

Loud! - Chega às 100 edições

Friday, May 29, 2009
Review
HERMH
“Cold+Blood+Messiah”
[CD – Regain Records / Fiomúsica]
Não tão conhecidos como os compatriotas Behemoth ou Crionics, os Hermh chegam num período de maior estabilidade ao seu quarto álbum. Oportunidade talvez de os lançar definitivamente para as bocas do mundo “negro”, mas atendendo ao próprio estado de desinspiração do black metal sinfónico e à forma previsível como algumas bandas tentam seguir os ícones do estilo, já desgastados de si próprios, faz com que seja fácil esmorecermos sobre este trabalho que soa… a apenas mais um.
Na força e persistência do vocalista Bart, o único membro ainda presente da formação inicial, o grupo polaco lança o seu segundo longa-duração depois de um hiato entre 1998 e 2003. Não sabemos bem o que motivou o seu regresso, mas depreendemos que uma motivação extra para criar música rápida, diabólica e sinfónica. Isto, de facto, os Hermh sabem fazer e acrescentamos que tecnicamente são suficientemente maduros para nos garantir um convincente produto musical. Mas isto, apenas em termos técnicos, sem que com isso estejamos também a dizer que a banda seja particularmente virtuosa. Também não. Há aqui sim um interessante status-average e uma malevolência contagiosa, nem que seja pela provocante capa de um acólito possuído pelo demónio a segurar num crucifixo em chamas. Já por alturas de “Eden’s Fire” o grupo parece ter tido alguns problemas com uma gráfica que se recusava a fazer as impressões e ainda os queria processar pela imagem ofensiva.
Como se isto bastasse para preocupar este cinco devotos de “Satã”, o grupo compromete-se a irradiar neste trabalho o maior ódio possível pela religião e promover as trevas, sendo que musicalmente deambulam por temas mais rápidos e directos e outros mais sinfónicos e melódicos, com coros altivos recorrentes, chegando a haver uma serena faixa em guitarra acústica. Os teclados já não soam tanto a Dimmu Borgir como antigamente, mas ainda assim os Hermh não se conseguiram desprender desta tão forte referência.
Por esta razão e até porque mesmo não soando originais são muito sérios e seguros no que fazem, os Hermh podem despertar a atenção de muita gente que até então não lhes reconheciam sequer a “cor”. Numa história que começou com a relação entre o black metal e o metal gótico e atmosférico, a face actual mais rasgada e sinfónica dos Hermh é já uma entidade assumida, mas ficamos sem saber se a confiança nesta fórmula deve ser mantida tão lealmente em mais algum lançamento. [6/10] N.C.
Estilo: Black Metal Sinfónico
Discografia:
- “Taran” [CD 1996]
- “Angeldemon” [CD 1997]
- “Eden’s Fire” [CD 2006]
- “Cold+Blood+Messiah” [CD 2009]
www.hermh.pl
www.myspace.com/hermh
“Cold+Blood+Messiah”
[CD – Regain Records / Fiomúsica]

Na força e persistência do vocalista Bart, o único membro ainda presente da formação inicial, o grupo polaco lança o seu segundo longa-duração depois de um hiato entre 1998 e 2003. Não sabemos bem o que motivou o seu regresso, mas depreendemos que uma motivação extra para criar música rápida, diabólica e sinfónica. Isto, de facto, os Hermh sabem fazer e acrescentamos que tecnicamente são suficientemente maduros para nos garantir um convincente produto musical. Mas isto, apenas em termos técnicos, sem que com isso estejamos também a dizer que a banda seja particularmente virtuosa. Também não. Há aqui sim um interessante status-average e uma malevolência contagiosa, nem que seja pela provocante capa de um acólito possuído pelo demónio a segurar num crucifixo em chamas. Já por alturas de “Eden’s Fire” o grupo parece ter tido alguns problemas com uma gráfica que se recusava a fazer as impressões e ainda os queria processar pela imagem ofensiva.
Como se isto bastasse para preocupar este cinco devotos de “Satã”, o grupo compromete-se a irradiar neste trabalho o maior ódio possível pela religião e promover as trevas, sendo que musicalmente deambulam por temas mais rápidos e directos e outros mais sinfónicos e melódicos, com coros altivos recorrentes, chegando a haver uma serena faixa em guitarra acústica. Os teclados já não soam tanto a Dimmu Borgir como antigamente, mas ainda assim os Hermh não se conseguiram desprender desta tão forte referência.
Por esta razão e até porque mesmo não soando originais são muito sérios e seguros no que fazem, os Hermh podem despertar a atenção de muita gente que até então não lhes reconheciam sequer a “cor”. Numa história que começou com a relação entre o black metal e o metal gótico e atmosférico, a face actual mais rasgada e sinfónica dos Hermh é já uma entidade assumida, mas ficamos sem saber se a confiança nesta fórmula deve ser mantida tão lealmente em mais algum lançamento. [6/10] N.C.
Estilo: Black Metal Sinfónico
Discografia:
- “Taran” [CD 1996]
- “Angeldemon” [CD 1997]
- “Eden’s Fire” [CD 2006]
- “Cold+Blood+Messiah” [CD 2009]
www.hermh.pl
www.myspace.com/hermh
Entrevista Rui Sousa - Produção Live Summer Fest 2009

Como explica a profunda reestruturação a que foi sujeito o Live Summer Fest do ano passado, que marcou a sua estreia, para este?
Após a primeira edição do festival e entre críticas positivas e negativas, comecei de imediato a trabalhar na sua edição de 2009, eliminando alguns aspectos negativos e melhorando os positivos. Assim concebi um projecto para este ano que visa projectar os Açores a um nível nacional e internacional, apostando na vinda de um artista de renome internacional para cabeça-de-cartaz. Todo este projecto para ser realizado exige um grande orçamento a nível financeiro e logístico. Foi daí que apresentei o projecto ao Governo Regional dos Açores, o qual só seria concretizável com o seu apoio, garantindo a qualidade e continuidade do mesmo.
Foi muito complicado convencer o Governo local a apostar forte num evento de Metal?
Não foi a questão de convencer o Governo, mas sim de apresentar um projecto viável e bem estruturado, elucidando-os dos prós e contras do festival acontecer na região, já que estamos a falar de um evento diferente dos que são realizados nos Açores. Nesse momento o Live Summer Fest tem três componentes – a social, a musical e a vertente workshop.
Em termos de agenciamento, esta foi a primeira vez em que se envolveu num processo de maior complexidade?
Não, este ano foi o segundo agenciamento que fiz de um artista internacional. A partir de Outubro passado estive a trabalhar na vinda a S. Miguel de um grande nome do Pop-Rock internacional; uma banda com 30 anos de carreira. Este evento só não se realizou por vontade, ou falta dela, dos promotores que o cancelaram após a confirmação da disponibilidade da banda para deslocar-se aos Açores. Logo de seguida trabalhei no agenciamento da banda cabeça-de-cartaz do Live Summer Fest 09, no qual foram estabelecidos contactos com alguns artistas internacionais.
Preparar um espectáculo para os Paradise Lost foi um grande desafio?
Negociar com estes artistas foi um grande desafio, julgando pelos contactos feitos e pelas conversas que tive com eles. Alguns nem tinham a noção do que era os Açores e do seu nível de vida .

Sim, quando contactei a banda foram relembrados alguns momentos passados na ilha Terceira com os Killing Miranda. A partir daí foram negociadas as condições necessárias para que fosse possível trazer a banda aos Açores de novo, sendo que a mesma facilitou em muito aspectos.
Em quais, nomeadamente?
Aspectos técnicos.
Como já deu a entender, o Live Summer Fest é mais do que uma noite normal de concertos. Workshops e palestras sobre assuntos sensíveis e delicados, como é o caso das doenças raras, são também prato forte desta edição…
Sim, porque o objectivo do LSF é ser um festival diferente, fazendo assim também a projecção da associação FEDRA, além de que tudo isto resulta na divulgação da Região Autónoma dos Açores no plano musical e turístico. Este ano virão ao festival dois membros da direcção da associação que farão três palestras sobre as valências da mesma.
Constitui uma preocupação para si o facto do festival ter entradas gratuitas e isto, presumivelmente, pôr em causa a sua auto-sustentabilidade?
Este ano é o ano da consolidação do festival a nível nacional e internacional, sendo o LSF um festival que já cativou alguns artistas internacionais que, inclusive, contactaram-me manifestando o seu gosto em estarem presentes na edição 2010. Relativamente às entradas gratuitas, foi uma decisão que tomei visto o festival, nesse momento, não ter fins lucrativos. Contudo, nas próximas edições, as pessoas terão acesso ao festival a um preço simbólico e em que parte das receitas reverterá para instituições na região, tais como a FEDRA.
Existem já, por ventura, conversações com os parceiros do festival no sentido deste continuar a acontecer anualmente com esta envergadura?
Sim, já existem conversações com os principais patrocinadores do evento para a realização anual do festival, mantendo focado o objectivo de o fazer crescer aos poucos, com um leque de artistas variado, entre eles regionais, nacionais e internacionais, de forma a também atrair diferentes públicos e de diferentes faixas etárias. Sendo o LSF um evento de grandes dimensões, com um conceito completamente diferente de todos os que têm sido realizados nos Açores, caminha para afirmar-se como uma referência, cujos objectivos principais são a divulgação desta Região Autónoma, a promoção dos artistas locais, a captação do interesse do mais variado público e a dinamização da oferta cultural dos Açores. Queremos fazer com que a ilha de S.Miguel ganhe um festival de referência internacional, no plano musical e turístico.
Um festival como esse não teria outro impacto se fosse feito num ambiente rural, envolto de natureza ou um dos grandes pretextos para financiar este evento foi promover aquela que é tida como a maior obra do Governo Regional e que, como se sabe, tem merecido a contestação dos comerciantes daquela área pela falta de volume de negócio?
Numa natureza rural teria um impacto diferente, mas iria prejudicar o ambiente. Falo de poluição e hoje em dia realizar um evento no meio da natureza é muito difícil. Este evento vem diversificar a oferta cultural das Portas do Mar, um lugar que reúne todas as condições necessárias para um evento deste nível, sendo a minha preocupação centrar o festival no maior centro urbano de S. Miguel de forma a ser mais fácil a deslocação das pessoas.

A perda do festival é a morte de um sonho concretizado, por isso o LSM não será um evento virado para o Metal, apesar de nesta edição estarem presentes bandas desta vertente, mas sim um festival ambíguo de estilos. Aliás, a ideia inicial era fazer quatro dias com artistas de vários quadrantes musicais, só que devido ao orçamento disponível não foi possível a realização do projecto na sua totalidade.
Como pessoa informada e conhecedora do funcionamento do panorama Heavy regional, o que espera em termos de afluência de público?
Espero que o público aproveite a oportunidade de assistir a um grande evento, visto que muitos nunca viram Paradise Lost ao vivo. Penso que a afluência será positiva, sendo uma oportunidade única das pessoas assistirem a um grande espectáculo de Rock. Não é todos os dias que passam pelos Açores bandas como Paradise Lost, Everyneed e Cinemuerte. A promoção do evento é um aspecto fundamental que determina o sucesso do mesmo, sendo que apostei numa promoção forte a nível regional, nacional e internacional.
O facto de já estar garantida forte concorrência nesta data em outros pontos da ilha, representa alguma preocupação para si? Isto porque sabemos da atitude “flutuante”, digamos assim, do público local devoto ou presumivelmente devoto do género musical que marca esta edição do LSF…
Apesar da concorrência que haverá no dia 13 de Junho, penso que quem gosta de Rock vai assistir ao concerto dos Paradise Lost. Os outros artistas que vão tocar na ilha nesta data são artistas que, se for preciso, vêm todos anos aos Açores, salvo aqueles que vêm mais do que uma vez, enquanto que os Paradise Lost, além de estarem a comemorar 20 anos de carreira, são uma banda inspiradora de muitas bandas da década de 90 nos Açores. Para além disso, a banda vem a Portugal exclusivamente para o Live Summer Fest 09. A sua última passagem pela região foi em 2003, na ilha Terceira.
O contingente açoriano neste evento é reduzido. Aceita as críticas que têm surgido neste sentido?
As críticas que têm surgido são de pessoas que não têm a noção do que custa organizar um evento deste nível. O LSF foi criado de raiz e apostar num cartaz como o deste ano não foi fácil. Inicialmente, tinha previsto as actuações de seis projectos açorianos em dois dias, mas por factores financeiros e, sobretudo, logísticos, isso não foi possível. Mas as pessoas não entendem isso. Em vez de estarem felizes por irem assistir a um concerto de uma grande banda internacional, criticam. E é por criticarem que as coisas acabam nesta terra…
Pedia-lhe uma breve apresentação dos Everyneed de quem não se encontra praticamente nenhuma informação…
Os Everyneed são uma banda inglesa de Rock composta por roadies dos Paradise Lost, Fear Factory, Terrorvision e My Dying Bride. Será uma surpresa a prestação desta banda no festival.
Nas últimas horas foi acrescentada a actuação dos Anomally ao after-party do festival. Como se deu esta situação?
A ideia foi do Ricardo Santos dos Morbid Death que convidou a banda terceirense para partilhar o mesmo palco com os One Secound.
E isto nada tem a ver com as críticas que foram feitas à questão de haverem poucas bandas regionais no cartaz?
Só sei que o Ricardo contactou-me dizendo que a noite dos One Second teria mais uma banda convidada…

O estado de espírito dos artistas é positivo. Estão ansiosos pelo festival, particularmente os internacionais pela vinda aos Açores. Relativamente ao público, tenho tido um feedback positivo. Muitas pessoas não param de falar no evento e querem saber detalhes, tirar fotos com os artistas e pedir autógrafos. Precisamente por isso foi criada uma sessão de autógrafos no Anfiteatro do Mar, no dia 13 de Junho, das 14h00 as 15h00. É uma oportunidade única dos fãs estarem em contacto com os artistas do festival.
Neste momento, assume-se como um produtor/promotor de espectáculos? Tem mais algum projecto em vista para os próximos tempos?
Neste momento estou a trabalhar a tempo inteiro na música, produzindo eventos e agenciando artistas. Para este ano planeio a realização de dois eventos grandes – um com artistas nacionais e regionais e o outro com um grande nome internacional. Para além disso, já estou a trabalhar no agenciamento internacional do Live Summer Fest 2010.
Nuno Costa
Kronos + Sunya - No Music Box em Junho

Noites de Metal da Ponte - Eternal Death e Black Velvet ao vivo

Wednesday, May 27, 2009
Anomally - Na Festa da Cerveja

Echidna - Aproxima-se o fim da No Lenience Tour

Switchtense - No Festival Ilha do Ermal

Metal Horror Picture Show - Cinema e Metal de "horror" no Fundão

Tuesday, May 26, 2009
A Lone Variant - Projecto stoner/sludge açoriano lança EP no próximo sábado

Noise Ritual - Décibeis elevados na Senhora da Hora

Neonírico - Próximo sábado na Lousada

Terror - Encabeçam espectáculo imperdível para os fãs de hardcore

Monday, May 25, 2009
Review
BLACK FLAME
“Imperivm”
[CD – Regain Records / Fiomúsica]
É fácil perceber o espírito que estes italianos pretendem transmitir-nos bastando um breve olhar para o aspecto gráfico deste seu quinto longa-duração. Acrescentando uma rápida pesquisa ao seu percurso e percebendo da filosofia extremista a que se votaram, dogmaticamente, em 1999 não seria então de espantar que fosse agora que músicos com essas convicções se demovessem dos seus objectivos. Black metal sórdido, cáustico e de linhagem tradicional é o que podemos continuar a esperar dos Black Flame.
Contudo, se nesta corrente musical muitas vezes o conservadorismo é apenas uma teimosia sem grandes pressupostos ou preocupações artísticas, no caso destes transalpinos há lucidez suficiente para compreender a barreira que separa o passado do presente e o que deve ser o black metal na actualidade mantendo toda a lealdade para com as suas raízes e contribuindo com uma interpretação actual e livre de alguns preconceitos. Mesmo oriundos de um país sem grandes tradições no black metal, os Black Flame demonstram perceber perfeitamente com que linhas se cozem este “manto negro” e surpreendem pela forma como invocam a lugubridade, misticismo e frieza do estilo segundo os precursores escandinavos. Muito directo e honesto, sem recurso a manobras de diversão quer na sua música quer em termos promocionais, este trio destila o ódio de uns Marduk, Morbid Angel ou mesmo Gorgoroth, cujo guitarrista Infernus fez questão de os assinar para promoção na Noruega através da sua Forces Of Satan.
Isto tudo com o tal sentido subtil e muito cuidadoso de adaptar os seus sentimentos e música ao novo milénio, quer pela produção meia “cheia” mas sempre fria ao ponto de nos provocar queimaduras cutâneas, quer pela injecção de death metal aqui bem vincada por alguns ritmos velozes e pela voz cavernosa de Cardinalo Ítalo [em vez do típico registo mais estridente], fazem deste disco um disciplinado exercício de black/death metal com um feeling sempre podre e retro.
As letras, a imagem e os ambientes mais arrastados forjados pelas melodias de guitarra, como por exemplo no tema título, remetem-nos para um underground muitas vezes dado como extinto, mas que ao contrário do que se pensa continua presente e essencial para um bom lançamento do género. Melhor ainda quando o cruzamento de ideias, tempos e princípios encontram um ponto de harmonia… como aqui. [8/10] N.C.
Estilo: Black/Death Metal
Discografia:
- “Orgiastic Funeral” [CD 2002]
- “The Third Revelation” [CD 2003]
- “Torment And Glory” [CD 2004]
- “Conquering Purity” [CD 2006]
- “Imperivm” [CD 2008]
“Imperivm”
[CD – Regain Records / Fiomúsica]

Contudo, se nesta corrente musical muitas vezes o conservadorismo é apenas uma teimosia sem grandes pressupostos ou preocupações artísticas, no caso destes transalpinos há lucidez suficiente para compreender a barreira que separa o passado do presente e o que deve ser o black metal na actualidade mantendo toda a lealdade para com as suas raízes e contribuindo com uma interpretação actual e livre de alguns preconceitos. Mesmo oriundos de um país sem grandes tradições no black metal, os Black Flame demonstram perceber perfeitamente com que linhas se cozem este “manto negro” e surpreendem pela forma como invocam a lugubridade, misticismo e frieza do estilo segundo os precursores escandinavos. Muito directo e honesto, sem recurso a manobras de diversão quer na sua música quer em termos promocionais, este trio destila o ódio de uns Marduk, Morbid Angel ou mesmo Gorgoroth, cujo guitarrista Infernus fez questão de os assinar para promoção na Noruega através da sua Forces Of Satan.
Isto tudo com o tal sentido subtil e muito cuidadoso de adaptar os seus sentimentos e música ao novo milénio, quer pela produção meia “cheia” mas sempre fria ao ponto de nos provocar queimaduras cutâneas, quer pela injecção de death metal aqui bem vincada por alguns ritmos velozes e pela voz cavernosa de Cardinalo Ítalo [em vez do típico registo mais estridente], fazem deste disco um disciplinado exercício de black/death metal com um feeling sempre podre e retro.
As letras, a imagem e os ambientes mais arrastados forjados pelas melodias de guitarra, como por exemplo no tema título, remetem-nos para um underground muitas vezes dado como extinto, mas que ao contrário do que se pensa continua presente e essencial para um bom lançamento do género. Melhor ainda quando o cruzamento de ideias, tempos e princípios encontram um ponto de harmonia… como aqui. [8/10] N.C.
Estilo: Black/Death Metal
Discografia:
- “Orgiastic Funeral” [CD 2002]
- “The Third Revelation” [CD 2003]
- “Torment And Glory” [CD 2004]
- “Conquering Purity” [CD 2006]
- “Imperivm” [CD 2008]
Ho-Chi-Minh - Novo álbum e digressão

Friday, May 22, 2009
Stampkase - Ao vivo em Santa Maria

O Ano da Besta - 12 anos de Theriomorphic comemorados amanhã

Cryptor Morbious Family - Novo single online

Thursday, May 21, 2009
Desire - Próximas datas

Silent Night Fest - Natal de peso em Vila Maior

Wednesday, May 20, 2009
Heavenwood - Próximo sábado em Benavente

Review
LAST WARNING
“Throughout Time”
[CD – My Kingdom Music / MLI]
De parto manifestamente difícil, chega-nos o terceiro longa-duração de um grupo que, sem darmos muito por isso, já atingiu os seus 22 anos de carreira. A conclusão e edição de “Throughout Time” ficou seriamente comprometida pela saída, nos últimos tempos, de dois elementos – vocalista e baterista – tanto que podemos contar nove anos desde o último registo do colectivo italiano. Como bem sabemos, todo este tempo de gestação pode tornar qualquer material desactualizado, mas sendo as influências dos Last Warning compiladas do rock progressivo dos anos 70 e 80 este factor acaba por ser insignificante.
Contudo, almejar aproximar-se de ícones como Fates Warning, Queensryche, Rush ou mesmo Dream Theater é algo que se pode tornar infrutífero ou demasiado arrojado para certas bandas. Neste caso, os músicos de Pordenone estão a milhas da competência técnica dos nomes atrás citados, mas quando se trata de compor linhas melódicas e baseadas em estruturas simples e directas, o resultado acaba por soar consistente. No fundo, “Throughout Time” até é um disco colorido, contrastando com o assustador, mas estimulante, início de “Madness”, a abrir o disco e que nos fez, por instantes, imaginar uns Last Warning bem mais obscuros. Os duelos entre os solistas também se assistem aqui, mas nunca atingem magnitudes titânicas de verdadeiros virtuosos, o que, por um lado, é benéfico. Evitam-se alguns clichés.
De resto, a sonoridade dos Last Warning deve também muito ao Heavy Metal clássico pelos seus ritmos rápidos e directos, sendo que o termo prog aqui circunscreve-se a algumas melodias, compassos mais intrincados ou solos de teclado. Menos abonatória é a voz de Fabio Del Sal que, embora se mostre ampla e ritmada, tem um timbre facilmente desgastante. De qualquer maneira cumpre, tal como o baixo, a bateria e as guitarras – tirando o infeliz ritmo pesado de “Bloody Dream” que, pelos vistos, é retirado da primeira demo da banda – altura em que as coisas ainda estavam numa fase muito precoce de desenvolvimento.
Não há aqui rasgos alucinantes de criatividade nem execução, mas o espírito da banda é, de alguma forma, contagiante e a carga emocional de temas semi-acústicos como “It Slowly Dries My Tears” ou “In The Flood”, esta última com as participações surpreendentes de uma vocalista e um guitarrista de flamenco, acabam por granjear a nossa simpatia por esse colectivo transalpino. Pensamos que tudo passa por uma questão dos Last Warning perceberem das suas virtudes e defeitos e encontrarem a harmonia entre as suas faculdades técnicas e criativas. [6/10] N.C.
Estilo: Rock Progressivo/Heavy Metal
Discografia:
- “From The Floor Of The Well” [CD 1994]
- “Under A Spell” [CD 2000]
- “Throughout Time” [CD 2009]
www.last-warning.com
www.myspace.com/lastwarningit
“Throughout Time”
[CD – My Kingdom Music / MLI]

Contudo, almejar aproximar-se de ícones como Fates Warning, Queensryche, Rush ou mesmo Dream Theater é algo que se pode tornar infrutífero ou demasiado arrojado para certas bandas. Neste caso, os músicos de Pordenone estão a milhas da competência técnica dos nomes atrás citados, mas quando se trata de compor linhas melódicas e baseadas em estruturas simples e directas, o resultado acaba por soar consistente. No fundo, “Throughout Time” até é um disco colorido, contrastando com o assustador, mas estimulante, início de “Madness”, a abrir o disco e que nos fez, por instantes, imaginar uns Last Warning bem mais obscuros. Os duelos entre os solistas também se assistem aqui, mas nunca atingem magnitudes titânicas de verdadeiros virtuosos, o que, por um lado, é benéfico. Evitam-se alguns clichés.
De resto, a sonoridade dos Last Warning deve também muito ao Heavy Metal clássico pelos seus ritmos rápidos e directos, sendo que o termo prog aqui circunscreve-se a algumas melodias, compassos mais intrincados ou solos de teclado. Menos abonatória é a voz de Fabio Del Sal que, embora se mostre ampla e ritmada, tem um timbre facilmente desgastante. De qualquer maneira cumpre, tal como o baixo, a bateria e as guitarras – tirando o infeliz ritmo pesado de “Bloody Dream” que, pelos vistos, é retirado da primeira demo da banda – altura em que as coisas ainda estavam numa fase muito precoce de desenvolvimento.
Não há aqui rasgos alucinantes de criatividade nem execução, mas o espírito da banda é, de alguma forma, contagiante e a carga emocional de temas semi-acústicos como “It Slowly Dries My Tears” ou “In The Flood”, esta última com as participações surpreendentes de uma vocalista e um guitarrista de flamenco, acabam por granjear a nossa simpatia por esse colectivo transalpino. Pensamos que tudo passa por uma questão dos Last Warning perceberem das suas virtudes e defeitos e encontrarem a harmonia entre as suas faculdades técnicas e criativas. [6/10] N.C.
Estilo: Rock Progressivo/Heavy Metal
Discografia:
- “From The Floor Of The Well” [CD 1994]
- “Under A Spell” [CD 2000]
- “Throughout Time” [CD 2009]
www.last-warning.com
www.myspace.com/lastwarningit
Tuesday, May 19, 2009
Incrível Rock - Episódio "dois" com argumento Rock

Secrecy + Incoming Chaos + Karbonsoul - No Metal Point

Orbit Fest 3 - Próximo sábado em Coimbra

Wednesday, May 13, 2009
Metal GDL - Edição 2009 em Junho

Loud! - Edição #99 brevemente nas bancas

VI Aniversário SounD(/)ZonE - Já este sábado
É já no próximo sábado (16 de Maio) que se realiza o espectáculo de 6º aniversário da SounD(/)ZonE. Depois dos The Temple [Lisboa] e Concealment [Sintra] é a vez dos Switchtense [Moita] serem os convidados de honra em mais um momento que se prevê memorável para o público açoriano e para aquela que é já uma das mais antigas publicações nacionais dedicadas ao Heavy Metal. O espectáculo decorre no bar Baía dos Anjos, em Ponta Delgada , a partir das 22h30. Participam ainda neste espectáculo os projectos locais Stampkase e Oppressive. Ainda uma exposição digital de artistas gráficos regionais, intitulada “Cosmogenia Urbana”, será realizada no local como forma de estimular e enfatizar o potencial de vários jovens que começam a desenvolver competências nessa área e merecem toda a atenção.
SWITCHTENSE

São actualmente dos projectos nacionais que mais furor causam no panorama Heavy nacional. Um bombástico álbum de estreia, “Confrontation Of Souls”, lançado em Fevereiro passado, foi o sulco de pólvora que deu origem a uma explosão sonora que se sentiu tanto dentro como fora de portas e deixou marcas em todos os que o ouviram. Os resultados de uma carreira de muita luta, iniciada em 2002, sente-se neste momento mais do que nunca, tendo “Confrontation Of Souls” arrancado os maiores elogios por parte da imprensa e despertado até o interesse para cruzar conhecimento com este novo fenómeno nacional em países como a Alemanha, Holanda e Espanha, para onde já têm várias datas marcadas para o próximo mês. Ao vivo são uma autêntica força da natureza que os Açores terão oportunidade de testemunhar já no próximo sábado.
Organização:
SounD(/)ZonE / Bar Baía dos Anjos
Patrocinadores:
DRJ – Direcção Regional da Juventude / Governo dos Açores
Apoios:
ANIMA – Cultura / Loud! / Contratempo.com / Rockheavyloud.com / Acorestube.com / MADesigns / Metalicidio.com
Morbid Death Tour Diary II

Finalmente, demos entrada na Residência Pedra Antiga (instalações excelentes com proprietários muito simpáticos). Colocaram-nos à vontade e este terá sido mais um factor para que a moral fosse subindo. Foi um dia calmo com direito a descanso e, de seguida, a uma volta pela cidade “Invicta”.
Por volta das 18h30, o Álvaro (guitarrista dos Pitch Black) foi ao nosso encontro, de modo a que o seguíssemos até ao Metalpoint. Descarregámos todo o nosso material e foi feito um teste de som sem qualquer tipo de pressões.
Já à noite, após a boa prestação dos Headstone, chegava o nosso derradeiro concerto por terras do continente. Seriam os últimos “cartuchos” e teríamos que aproveitá-los da melhor forma. E foi o que fizemos! Correu tudo lindamente e o feedback foi positivo. Os Pitch Black encerraram a noite com uma actuação segura e muito potente. Chegavam assim ao fim as actuações em terras de Afonso Henriques com saldo deveras positivo. Que venham mais oportunidades...
Ainda assim, houve tempo para vermos Anathema, no dia 6 de Maio, no Teatro Sá da Bandeira (Porto). Fenomenal!
No dia seguinte, o regresso a Lisboa era inevitável e lá estávamos novamente na A1. Foram percorridos na totalidade 1547, 20 quilómetros correspondentes a muitas horas de viagem. Mas quando se corre por gosto, estes dados meramente estatísticos, não passam disso mesmo. Às 19h10, partimos do aeroporto de Lisboa, no avião da Sata Internacional - Terceira. E assim, estava concluída uma viagem com um balanço muito positivo.
De realçar que tudo isto foi possível, graças ao apoio da Presidência do Governo Regional dos Açores, da Câmara Municipal de Ponta Delgada, do Ricardo e Tiago do Steel Warriors Rebellion – Barroselas Metalfest, Desire, Pitch Black, Headstone, Santiago Alquimista, José Costa (Icon Booking), Hugo (Metalpoint)… e do nosso querer.
A todos, um bem-haja.
Ricardo Santos
[vocalista/baixista Morbid Death]
Sunday, May 10, 2009
Entrevista Pitch Black
Num tempo em que todos se atropelam para criar a música mais inovadora e complexa, os Pitch Black continuam a manifestar-se fiéis devotos de uma atitude directa e simplista mas nem por isso menos válida. O Thrash Metal puro e duro continua a marca profunda do colectivo nortenho que agora mostra-se mais veloz, técnico e poderoso no regresso em disco “Hate Division”. Uma overdose de ódio que o seu líder e guitarrista, Álvaro Fernandes, garante como o resultado de uma enorme dedicação à música em já 14 anos de carreira.
Novamente registam uma significativa demora entre a gravação e edição de um álbum. Uma mera coincidência?
Nem por isso! Trabalhamos de acordo com os nossos meios/recursos/possibilidades/budget. Como queremos que o resultado final seja o mais profissional possível, levamos sempre algum tempo. Por nós todo o processo até seria mais rápido mas estamos dependentes de terceiros e de outros factores. Desde a gravação em estúdio até à arte final do layout, tudo passa pelas mãos de outras pessoas com quem trabalhamos e temos de saber coordenar tudo. Por isso, naturalmente, demora um pouco. Mas o que interessa mesmo é que o resultado final seja do agrado das pessoas que o vão ter na mão.
Optam também de novo por trabalhar com o Rui Danin na produção, mas desta vez as coisas soam muito diferentes. Aliado a isto está a masterização do reputado Jacob Hansen. Fale-nos um pouco dos segredos da gravação de “Hate Division”.
Optámos pelo mesmo produtor porque já sabíamos como as coisas funcionavam entre as duas partes e isso seria meio caminho andado. Tivemos também alguma liberdade no que diz respeito a “timings” e gostamos que assim seja. Tendo em conta o nosso anterior trabalho, tentámos fazer com que o resultado final fosse diferente a nível de som. E foi aí também que o Jacob contribuiu em muito. Foi o toque final e era isso que queríamos - que o nosso novo disco soasse pesado e reflectisse o conceito do nosso trabalho, que é o ódio. Penso termos conseguido, na medida dos possíveis.
Já o ouvi dizer que em Portugal praticamente ninguém se interessa por Thrash Metal. Acha que “Hate Division” pode mudar essa tendência?
Bem, até nem falta gente que goste deste estilo. O que falta é uma cena musical que possa crescer e evoluir. O mesmo não se passa com o Death Metal, por exemplo. No entanto, toda a gente diz que gosta de Thrash [e até é verdade] mas a questão é que os discos dos Exodus, Death Angel, Sodom ou Destruction ficam sempre nas prateleiras das lojas. Vendem-se os discos dos Slayer, Kreator e pouco mais. E também faltam bandas nacionais deste estilo. A cena é um pouco parada.
Quer nas vossas vidas, quer na vossa música, há a intenção de mudar algo?
Sim, talvez. Tendo em mente que a nossa música pode servir de escapatória para a realidade em que vivemos, pode-se dizer que sim. Não sei até que ponto poderemos estar a mudar algo mas se o fazemos será apenas na intenção de chamar a atenção das pessoas e fazê-las ver que há bandas de Thrash em Portugal e que nos concertos vão sempre divertir-se e passar um bom bocado. Afinal, não há energia igual à de um concerto de Thrash. Isso é, sem dúvida, único e muita gente sabe disso!

Sim, claro! Penso que desta vez conseguimos apresentar um trabalho tecnicamente superior. Apesar da composição ser semelhante e, de certa maneira, básica, neste disco temos outros elementos. Os temas são mais rápidos, mais difíceis de tocar [risos] e mais pesados. Mas lá está, apesar dos anos todos que temos, ainda é o nosso segundo trabalho. Muito mais está para vir!
O que é que em 1995 havia que agora vos deixa nostálgicos?
Mais transparência e honestidade. Toda a gente ia a concertos com bandas de Punk, de Hardcore e de Metal juntas e todos se davam bem. Os fãs eram semelhantes, havia uma maior abertura de espírito e o que as pessoas queriam era curtir e passar um bom bocado nos concertos. A partir do momento em que se começou a banalizar, no bom sentido, o Metal, as pessoas começaram a dividir-se. Hoje em dia tens pessoas que apenas gostam de Death Metal, outras apenas Black Metal, outras só de Hardcore e por aí fora... Na minha opinião isso é pouco positivo para a cena em geral. As pessoas dividem-se e isso sente-se nos concertos das bandas nacionais.
Enfrentar contratempos parece já quase um “desporto” para os Pitch Black. Contavam com a saída do Hugo Andrade, recentemente?
Teria de acontecer mais tarde ou mais cedo. Tendo o Hugo duas bandas, seria impossível continuar e estar a dar concertos e a promover novos trabalhos em simultâneo, ainda por cima estando tão longe de nós. Era difícil conciliar tudo. O golpe foi duro, claro e o pior foi termos de procurar um substituto e trabalhar nesse sentido ao mesmo tempo que ensaiávamos para os concertos, preparávamos a edição do nosso novo álbum, etc. Foi algo que exigiu muito empenho da nossa parte. Mas, pelos vistos, conseguimos mais uma vez. Vamos ver qual será o próximo obstáculo...
O Tiago Albernaz tem um background mais extremo. Como tem sido adaptá-lo à sonoridade dos Pitch Black?
Nem foi muito difícil, pois o Tiago é um vocalista versátil e consegue ter os dois lados. O mais extremo e o que nos agrada. Após alguns ensaios, ele conseguiu interiorizar bem o que queríamos e chegar a uma sonoridade que se identifica com a nossa.
O facto de ele também fazer parte de outra banda não vos atemoriza imaginando que possa acontecer o mesmo que ao Hugo?
É diferente... os The End Gate têm concertos e temos de saber conciliar isso. Mas não é tão difícil como com os Switchtense. São bandas diferentes e com objectivos e carreiras distintas.

Nem por isso... apenas não quisemos estar parados à espera que o disco estivesse cá fora. E então decidimos ir para a estrada antes mesmo do disco sair e uma vez que já estávamos a tocar alguns dos seus temas, pensámos que poderíamos já começar a promover o nosso novo trabalho. O resto do processo estendeu-se até à edição do disco e, consequentemente, aos concertos de promoção ao álbum já editado.
Entretanto, a tournée de promoção a “Hate Division” continua e aguardam-vos ainda algumas datas. Muita demolição até agora?
Muito bom, até à data! O concerto do Moita Metal Fest foi fantástico e o do lançamento do CD no Porto ainda melhor. Fomos muito bem recebidos e foram também os últimos do Hugo. Com o Tiago já demos dois. Vamos continuar a trabalhar e a tocar.... espero que os próximos espectáculos ainda sejam melhores!
Tocar com os Morbid Death no dia 5 de Maio vai ser como?
Vai ser excelente! Acompanho a carreira da banda desde o início e sempre admirei a coragem e a persistência deles. Como estão de visita ao Continente, esperamos poder passar bons momentos e ajudar a que a estada da banda por esses lados seja agradável e divertida. Eles pediram-nos ajuda para um concerto no Porto e nós dissemos imediatamente que sim, claro!
De vez em quando apontam miras ao que se passa nos Açores?
Claro, dentro do possível! É pena estarem geograficamente afastados do Continente, impossibilitando assim um maior crescimento da cena açoriana mas admito ter grande admiração pela vontade e persistência que as bandas têm para conseguirem atingir os objectivos sem desistirem.
Neste momento é o único membro fundador ainda presente na banda. Sente uma acrescida responsabilidade por isso? Digo isso porque reparo que assina a maior parte da composição musical e lírica…
Sempre foi assim. No início era eu que compunha e as coisas acabaram por funcionar assim até agora. Não me importo mas não sinto nenhuma responsabilidade acrescida. É natural e para já tem resultado.
O ódio dos Pitch Black talvez nunca tenha sido tão fortemente expresso como na música e mensagem de “Hate Division”. A situação actual da sociedade e da economia deu-vos força para, mais do que nunca, renunciar ao que está mal?
Eu penso que sim. E não só... nem todos os temas falam concretamente de problemas do nosso dia-a-dia, embora todos eles tenham a mesma temática do ódio. Mas sim, a maior parte serve como “banda sonora” para lidarmos com os nossos problemas e conseguirmos encarar melhor o dia de amanhã. Pelo menos para nós serve como terapia! [risos] Achamos também que devemos sempre passar qualquer coisa para as pessoas que nos ouvem. Qualquer que seja o sentimento... é isso que me faz sentir bem quando ouço música que gosto. Nós queremos que as pessoas sintam o peso e a agressividade do nosso som ou não fossemos nós uma banda de Metal. Mas neste caso, é mesmo o ódio que predomina.

Sempre positivo! Sempre a divertirmo-nos. As pessoas podem olhar para as nossas fotos e ver-nos com cara de maus [risos] mas isso faz parte da mensagem da nossa música e da nossa postura perante a mesma. Somos pessoas normais que se querem divertir, acima de tudo. E se for a beber umas cervejas num concerto nosso ou de outra banda qualquer, ainda melhor!
Contar quantas vezes a palavra “hate” aparece nas vossas letras é um desses sinais de sarcasmo, certo?
[risos] Pois claro! Queríamos que as pessoas se dessem conta de que nos preocupamos com certos pormenores. Talvez fosse uma maneira de quantificar o ódio expresso no álbum… não sei. Nem sei se conseguimos ou não, mas pelo menos tu reparaste! [risos]
Os Pitch Black são hoje uma autêntica “bandeira” do metal tradicional em Portugal. Contudo, acha que em 14 anos de carreira ainda são vítimas de algumas injustiças, nomeadamente em termos de mediatização?
Obrigado! Então não sentimos? Claro que sim! Nada do outro mundo nem de grande gravidade, claro... Mas nem sempre uma banda pode ter o mérito que acha que merece. Nós também não somos dos que exigem demasiado mas aceitamos na boa qualquer coisa, seja má ou boa. A vida continua, a nossa carreira também e um dia, quem sabe, tudo possa mudar. Nós continuamos a lutar, mas é óbvio que não podemos estar sempre de acordo com as coisas que se passam, mas isso é mesmo assim.
As bandas hoje em dia têm legitimidade para se queixarem de terceiros ou pelos meios que têm ao seu dispor, nomeadamente de promoção, só não cumprem os seus objectivos por falta de iniciativa e esforço?
Ninguém se pode queixar ao ponto de querer desistir de tudo! Sentados no sofá à espera que as cenas aconteçam nunca vão a lado nenhum. É preciso muita paciência e dedicação. E nunca desmoralizar! Basta saber como gerir a carreira de uma banda e para se saber isso, só temos de estar atentos ao que se passa à nossa volta e esperar, ensaiar sempre e trabalhar muito!
Nuno Costa
Wednesday, May 06, 2009
Morbid Death Tour Diary

No dia 30 de Maio, pelas 8h30, estávamos a entrar num Airbus da SATA Internacional com o nome “São Miguel”. Foi uma viagem calma. Cerca de duas horas depois começávamos a avistar o destino – Lisboa. À nossa espera estava um funcionário da rent-a-car que, depois de todos os requisitos e formalidades, entregou-nos uma viatura que seria, em Barroselas, o nosso “comando central”.
Ao fim de cerca de seis horas de viagem entre Lisboa e Barroselas já se notava um ambiente espectacular, com muito som das roulottes de comes-e-bebes a “bombar” [sempre heavy metal, claro!] e do recinto de espectáculos. Era um misto de sons que muitas vezes não se conseguia descodificar. Mas também isto pouco importava porque reinava um ambiente de amizade, confraternização e… havia muita cerveja, entre outras bebidas à mistura.
Depois de uma noite muito fria, o dia da nossa estreia tinha chegado – dia 1 de Maio! Começámos a actuar pouco depois das 17h00 e durante 35 minutos sentimo-nos muito bem, apesar do azar ter “batido à porta” da banda. Íamos sensivelmente a meio da actuação quando depois de um movimento mais brusco, magoei-me no joelho direito. E logo no SWR, logo quando estávamos no continente! Mais uma situação inédita para nós – ter tocado dois temas sentado devido às dores insuportáveis! Mas não podíamos deixar Barroselas comigo sentado numa cadeira. Então abdiquei dela e os últimos dois temas foram tocados com grande sacrifício da minha parte. Terminámos com ‘Miséria’, tema pedido por alguns presentes no público. Missão cumprida… e com excelente feedback.
O dia seguinte foi passado em conjunto com a comunidade metaleira presente e mal começaram os gigs lá estávamos nós. Após ter assistido a uma parte do concerto de Sodom achámos que estava na altura de deixarmos Barroselas, eram cerca da uma e meia da manhã! Foi uma noite inteira a conduzir. Muito cansativo mas, mesmo assim, lá estávamos em Lisboa, de novo.
Um bom banho de água quente e uma boa tarde de sono era o que mais desejávamos na altura. O banho foi concretizado mas o de sono ficou adiado… tínhamos que ir de imediato para o Santiago Alquimista! Ao chegarmos ao bar, informaram-nos que o mais certo era não haver espectáculo. Não queríamos acreditar no que estávamos a ouvir e tal situação deveu-se a um evento que houve no dia anterior em que uma das colunas avariou. A tarde estava a passar muito rapidamente e a situação continuava na mesma… Após uma reunião entre o proprietário, promotor e bandas, chegou-se à conclusão que o evento iria em frente. Novo P.A. foi instalado.
Passada toda esta confusão, a noite chegou. Pouco vimos da actuação dos Desire porque tivemos que voltar à residencial para irmos buscar todo o merchandise e outras coisas que seriam necessárias. Tudo estava a correr bem quando, de repente, o azar voltou a “assombrar” a nossa actuação. O amplificador que o Rui estava a utilizar simplesmente começou a “falhar”! Com tudo isso tínhamos que terminar a nossa prestação de “cabeça erguida”. E foi o que fizemos, apesar de termos ficado um pouco tristes com tal situação. No teste de som estava tudo impecável mas parece que quando chega o momento da verdade, acontecem-nos coisas bizarras!
Hoje à noite [5 de Maio] será a nossa última actuação e esperemos que tudo corra sem quaisquer contratempos…
Ricardo Santos
[vocalista/baixista Morbid Death]
Monday, May 04, 2009
Live Summer Fest 2009 - Paradise Lost são grande atracção

Rammstein - Em Novembro no Pavilhão Atlântico

Festival Angra Rock 2009 - Nomes anunciados

Saturday, May 02, 2009
Morbid Death Tour Report - Mensagem de Ricardo Santos

Friday, May 01, 2009
Animals As Leaders - Álbum de estreia já disponível

Severe Torture - Escrevem novo álbum

Dr. Zilch + Yesternow - No Muralhas Bar

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