
O projecto surgiu de uma ideia de Cristóvão Ferreira e Bruno Santos, membros da Associação de Juventude Bit 9, corria o ano de 2007. Até ao seu arranque ainda se contaram alguns meses “estratégicos” onde se definiram orçamentos e escolheram bandas. As gravações arrancaram em Junho de 2008 com os Neurolag e terminaram em Dezembro com os Violent Vendetta. Fizeram ainda parte deste projecto os A Dream Of Poe, In Peccatum, Hatin' Wheeler, Anjos Negros, Duhkrista, Crossfaith, Zymosis, Spank Lord e Spinal Trip. Pelo meio, muito entusiasmo e dedicação a um trabalho unanimemente considerado de extrema validade não só para os Morbid Death como para todos os seus intervenientes e, consequentemente, para toda uma região. A SounD(/)ZonE abordou muitos dos seus responsáveis numa série de entrevistas breves que passaremos a editar ao longo do dia de amanhã [20 de Fevereiro], dia em que decorre o lançamento oficial do álbum-tributo no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, a partir das 21h00. Esta reportagem culminará com uma conversa mais alargada com Ricardo Santos, vocalista/baixista dos Morbid Death, em que se abordarão muitos aspectos para além de, naturalmente, mais este momento marcante na sua carreira. Para já, para os menos familiarizados, fica uma breve introdução ao percurso da banda micaelense.
MORBID DEATH - Até que a morte nos separe...

Um ano mais tarde o grupo faz a sua primeira actuação ao vivo a abrir para os Wreck-Age na freguesia da Achadinha, no Nordeste, nesta altura com um baterista convidado – Pedro Vale [ex-Passos Pesados]. Este seria o único concerto que a banda dava sem um elemento fixo na bateria. Não demorou muito até Pedro Rodrigues tornar-se dono do drumkit dos Morbid Death. Motivados pela união que se vivia no seu seio, o grupo concorre, em 1992, ao Açores Pop-Rock que decorreu no Coliseu Micaelense, em Ponta Delgada, e que culminou com um animador terceiro lugar para o colectivo de gothic/thrash metal.
Seguiram-se as gravações de duas demo-tapes, “Nomad” [1993] e “Shameless Faith” [1995], esta última um registo ao vivo do concerto da banda, o primeiro no continente, no antigo bar “Johnny Guitar”, propriedade de Zé Pedro dos Xutos & Pontapés.

Já com Pedro Andrade no lugar de baterista, o grupo edita, em 2002, “Secrets” – um trabalho que realça a veia gótica do colectivo e continua a comprovar o seu profissionalismo, sobretudo raro por estas paragens. Este disco sai pela importante Recital Records.
Volvidos dois anos, a banda chega à fasquia do terceiro álbum com “Unlocked”. Novamente demarcam-se algumas mudanças em termos de som e composição. Mais directos e talvez com um peso mais moderno ainda que mantendo bastante melodia. Neste álbum as guitarras foram gravadas a meias entre Rui Frias [que saiu na altura por motivos pessoais] e Ruben Correia [ex-Obscenus]. Eram notórias as características bastante distintas entre os dois músicos – Rui por um lado mais “pesado” e Ruben mais melódico.
Em 2005 a banda realiza um dos seus maiores sonhos e capta em vídeo um concerto realizado no Coliseu Micaelense e que viria a materializar-se no DVD “Spinal Factor: Maintaining aLIVE”. Contudo, o DVD não teve um "parto" fácil e depois de muitas aproximações falhadas a editoras, o grupo acabou por lançá-lo independentemente já em finais de 2008.

Nuno Costa
1 comment:
Longa viva para os Morbid Death!
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